Notas iniciais
FELIZ SEXTA-FEIRA 13...

Fico extremamente de bem com a vida nesses dias tão especias como o de hoje, então eu vim postar!

Bibia Ferrari, obrigada pela recomendação!!

Nos vemos lá nas notas finais, tenho notícias novas.

A noite calmamente chegava. Sem pressa, pintava calmamente o céu com um tom escuro. O sol, como se fosse um preguiçoso, deixava lentamente seu posto, prejudicando a escuridão que a noite queria trazer.


Desta forma, o céu ficava arroxeado.



O ar que rondava a estrutura enorme do castelo era gelado, e o de dentro não era muito diferente. Por mais que ninguém comentasse sobre o tempo, eles estavam achando estranha a oscilação de temperaturas, mas principalmente estavam estranhando o fato de estar frio numa época que isso não deveria acontecer. Era como se o clima estivesse de luto.



Assim como a temperatura não era assunto de ninguém, existia um em particular que estava a boca de todos os estudantes. Não havia sido espalhado por ninguém, apenas... Surgiu. Muitas pessoas haviam percebido ao mesmo tempo, simplesmente sentiram falta de uma presença forte que costumava estar sempre pelos corredores, chamando atenção.



E, é claro, tinha haver elas. As quatro garotas tão observadas.



Desde que perceberam que elas não estavam em nenhuma aula, nem mesmo estavam em suas casas ou andando pelos corredores, começaram a especular sobre onde elas estariam. Para ter certeza, algumas pessoas até checaram a cabana de Hagrid, confirmando que elas não estavam em Hogwarts.



Dumbledore havia sido comunicado sobre o que estava acontecendo, mas ele preferia não se pronunciar, apenas sorrindo e assegurando que estava tudo sobre controle. Elas tinham que voltar rápido. Ele deveria ter imaginado que a notícia iria se espalhar rápido, afinal, estão todos sempre procurando uma brecha, um único erro, para poderem então se voltar contra as garotas.



É claro que notaram que elas não foram as únicas a sumir. Pelos boatos espalhados, Elliot estava com elas fazendo algo. As opções variavam de pessoa para pessoa, mas uma coisa era certa, nenhuma delas era inocente, ou poupava o mínimo da imagem dos envolvidos.



Infelizmente para as pessoas que espalhavam os comentários maldosos, Elliot apareceu logo naquela manhã, alegando ter passado mal no dia anterior. A decepção foi geral pela notícia, mas logo novos boatos, um pior que o outro, estavam rolando pelos corredores.



Pansy não sabia se ficava triste ou feliz, pois ninguém realmente percebeu seu sumiço. Draco e Daphne estavam muito concentrados com o fato de Astoria não estar em Hogwarts. Ele estava preocupado, mas tentava não demonstrar, e ela estava feliz. Zabine foi o único que a olhou de forma desconfiada, mas não perguntou nada.



Pelo menos assim, o plano continuava intacto.



De todas as pessoas no castelo, havia apenas algumas que estavam particularmente felizes com aquilo. Cho Chang estava adorando aquilo, e junto com Lilá Brown, outra que estava gostando daquilo, e as gêmeas Patil, tiravam proveito da situação. Como era ótimo incitar vários alunos de Hogwarts a acreditarem que elas fugiram novamente, como covardes. E fugiram de quem? Novamente delas, é claro.



Muita gente não acreditava nisso, mas em que acreditar? Elas sumiram e já tinham feito algo similar antes.



Quando o sol estava quase se rendendo e deixando a escuridão tomar seu posto, quando todos estavam no Salão Principal, sem exceções, já que os professores sempre acompanhavam grupos de alunos agora, quatro figuras encapuzadas andavam pela área externa de Hogwarts em direção a cabana de Hagrid.



Eram elas. Estavam de volta ao lugar que um dia foi o mais seguro para se estar. Não foram vistas, muito menos ouvidas, já que não faziam questão de abrir a boca.



O que ditava a direção para onde elas iam eram os próprios pés, e elas não andavam devagar. Seus rostos estavam contorcidos em máscaras de tristeza e agonia eram tampados pelo tecido preto. Faziam quase seis horas que elas libertaram quatro pessoas de um futuro provavelmente doloroso, mas, desta forma, o presente se tornara doloroso para elas. Talvez, só talvez, esse fosse o preço que devem pagar aqueles que brincam de destino. Pois sim, elas sabiam que haviam mudado muita coisa. Elas agora não poderiam ser ameaçadas, e ninguém jamais saberia quem foram exatamente aqueles que as salvaram, desta forma, não precisariam os salvar. Os salvar delas e dos outros.



Quando se aproximaram ainda mais da cabana de Hagrid, nem pestanejaram em parar. Continuaram em frente, decididas. Perdidas. Mas sim, elas conheciam bem aquele caminho. Elas estavam perdidas dentro de si mesmas, e assim, perdiam algo mais. Mais uma parte delas havia morrido, e agora escorria por seus membros, marcando o caminho que as levaria para, talvez, a última chance de felicidade. Era impossível impedir que aquilo saísse de dentro delas, era como segurar água. Por mais que tentassem, ela iria escorrer. Diminuir o volume até sobrar apenas uma gota, e então, essa iria cair. Elas iriam olhar para trás, sem nunca parar de andar, e ver o que haviam perdido. Porém, um dia elas estariam longe demais para enxergar, e aquilo não fará mais falta.



E essa seria mais uma bela e trágica obra do tempo, que ele exibiria em sua extensa galeria de coisas que ele estragou. O culpado de tudo sempre seria ele.



Seus pés estavam querendo levá-las além daquela pequena construção. Para a floresta atrás dela. A Floresta Proibida. Nunca sequer imaginaram pisar ali durante a noite. O medo um dia as impediu de entrar ali. Porém agora elas sabiam que se havia alguém realmente perigoso ali dentro, eram elas. Elas conheciam muita coisa, eram corajosas o bastante para bater de frente com seus medos e fortes o bastante para mudar suas vidas para chegar a um objetivo. Elas tinham sede por vitória, e sede de poder. Não seriam jamais subjugadas como foram meses antes.



A quem mais poderiam ser comparadas do que ao próprio Voldemort?



É claro que o crédito não era apenas delas. Deviam tudo o que se tornaram às pessoas que as fizeram sofrer. E também, à aquele pequeno objeto, o diadema. Ele deixara marcas profundas nelas, que elas ao menos percebiam. Claro que não fora intenção de Riddle fazer isso, provocar mudanças que poderiam se tornar úteis a outras pessoas, mas ele aprenderia de uma vez por todas que não se perturba nenhuma corvinal, seja ela morta ou viva.



Elas eram perigosas, e isso as fazia ser um alvo. Seus inimigos não deixariam os jogadores mais fortes para serem derrotados no final. Elas eram um problema que precisava ser resolvido. Mas elas desejavam que isso acontecesse. Não tinham medo, pelo menos não mais.



Nem ao menos se alarmaram quando, enquanto seguiam para a floresta, ouviram a porta de Hagrid bater contra a parede duas vezes, e então os passos do enorme homem correndo para fora de sua cabana. Elas sabiam que não era com elas no momento que ouviram os amigáveis latidos de Canino.



–Volte aqui, seu cão miserável! –O ouviram exclamar, mas não se viraram para olhá-lo, apenas se afastavam cada vez mais. –Canino, para dentro já!



Mais latidos do cão, que parecia querer provocar o dono. Hagrid nunca conseguia controlar o pobre cão.



–Não! Canino... Por Merlin! –Disse exasperado. –Pare de comer a grama!



Logo elas estavam longe o suficiente para não ouvir mais nada. Finalmente, dentro da Floresta Proibida. Continuava como da ultima vez que entraram ali, só que agora a viam de noite. As arvores eram enormes, e tinha um pouco de vegetação rasteira. Uma névoa densa cobria o chão, e se afastava quando elas passavam.



Os sons das criaturas da noite as acompanhavam até o seu destino. Alguns rugidos eram escutados, e às vezes passos de algum animal na terra úmida. Nada as apavorava o suficiente para quererem voltar.



Agora elas seguiam Luna, que as levava por entre as árvores. Ela estava seguindo um caminho, era possível notar isso. E logo, elas estavam mais uma vez numa grande clareira, um espaço amplo, sem nenhuma árvore.



E lá estavam eles. Os dragões.



Estavam em maior número do que a última vez. Ao invés de cinco, eram oito dragões dispostos no espaço livre. Todos presos por correntes.



–Eu acho que nós não deveríamos estar aqui. –Gina murmurou pela primeira vez em horas, dando mais alguns passos para dentro da clareira.



–É claro que não deveríamos. –Luna disse simplesmente, passando a frente da ruiva. –Eu apenas não quero companhia de gente.



–Mas nós somos gente. –Hermione soltou, rindo para Astoria, que revirava os olhos.



–Não para mim. –A loira deu de ombros.



–Obrigada por nos deixar saber disso, Luna. –Astoria disse irônica, parando de andar quando achou que estava próxima demais dos dragões, que as olhavam desconfiados.



–Disponha.



Luna continuou andando até estar perto de um enorme dragão que ficava no centro. Tinha a aparência de um lagarto, com escamas negras e chifres cor de bronze. Fêmea. Uma Rabo-Córneo. Olívia.



–Luna, não chegue tão perto assim dela. –Hermione pediu quando já havia parado de andar. Um grande dragão meio laranja com manchas negras, o mais perto da morena, bufou, soltando um pouco de fumaça pelas narinas.



–Não se preocupe Hermione. Ela já se acostumou comigo. –A loira informou, estendendo o braço para Olívia, que cheirou calmamente os dedos das mãos dela, como se decidisse entre mordê-la ou não. Depois de uns segundos, finalmente abaixou a cabeça, permitindo o carinho de Luna. –Ela só é perigosa quando precisa. É bem carinhosa quando gosta de alguém. –Explicou, alisando as escamas brilhantes.



–Se eu não te conhecesse eu não acreditaria no que estou vendo. –Astoria comentou, a observando assustada. Hermione olhava para o dragão acobreado, que também a olhava.



–É um Dente-de-Víbora, Hermione. Uma, na verdade. Peregrino, que está ali no canto, também é um. –Disse quando percebeu o olhar que as duas criaturas trocavam. –Seu nome é Sofia. –Sorriu para a morena. –Ah, e ela está te pedindo carinho.



Hermione arregalou os olhos, olhando para Luna. A grande criatura grunhiu insatisfeita pela quebra de olhares, batendo as garras no chão, levantando um pouco de terra. Não parecia que iria se acalmar.



–A faça parar antes que chame atenção. –A loira ordenou firme, mudando o carinho para o focinho do dragão. A morena a olhou desesperada, mas nada fez. Sofia continuava a fazer barulho.



–Meu Merlin... –Gina falou, chamando a atenção para ela. Não só das garotas, mas como dos dragões, em especial de um vermelho. –Eu estou me sentindo um pedaço de carne.



–Você é um pedaço de carne. –Luna adicionou sem se virar para olhá-la.



–Palavras muito reconfortantes, obrigada. –A ruiva murmurou. Sofia continuava fazendo barulho, o que fazia Hermione ficar desesperada. Aquela criatura só tinha olhos para ela.



–C-calma garota. –Pediu hesitantemente, voltando a ter contato visual com o monstro laranja. Sofia a olhou curiosa, ou ao menos parecia. –Você é muito bonita. –Ela continuava olhando para a morena, que deu um passo na direção dela. O dragão bateu as patas mais duas vezes no chão e abaixou o pescoço. Hermione olhou para Luna a procura de respostas.



–Não seja medrosa, ela só quer carinho. –Luna comentou rindo.



–Eu percebi. –Sussurrou, e, finalmente, chegou perto da criatura.



Não foi tão difícil quanto ela pensara. Quando estava perto daquele enorme animal, não sentiu tanto medo quanto pensara que ia sentir. Foi apenas estender a mão e toca-la, e ela continuou na mesma posição, permitindo o carinho.



–I-isso é insano. –Disse com a voz embargada de emoção, deslizando a mão pelas escamas de cor vibrante.



–Vocês não podem ser normais. –Astoria comentou, se encolhendo um pouco. Luna finalmente olhou para trás, sorrindo para a amiga.



–Todas nós somos normais de uma forma única. –Concertou com um sorriso um tanto sonhador. Um belo dragão, talvez o mais bonito, balançou as correntes fazendo barulho. –Oh, olá Octavio! –Cumprimentou-o. O dragão bufou.



–Você os alimenta, não é? –Gina perguntou, se arrependendo rapidamente, pois chamou atenção indesejada.



–Sim, venho com Hagrid aqui às vezes. –Luna deu de ombros. –Gina, acho que o Meteoro-Chinês gostou de você. –Avisou rindo.



–Bom para ele. –Desdenhou e o dragão fez um forte barulho. –Desculpa? –Perguntou acanhada. A criatura apenas desviou o olhar, se enrolando em volta de si mesma e deitando no chão de terra, Gina então relaxou.



Elas ficaram em um silêncio profundo, fazendo que os sons da natureza se tornassem quase uma música. O som de grilos e folhas fazia a melodia, um som comum em toda e qualquer floresta, e, sobreposto a ele, estava o som dos estranhos moradores daquela floresta. Para complementar, a respiração dos dragões ditava o ritmo que aquela música ia seguir.



–Eles vão morrer Luna? –Astoria perguntou com a voz suave, não querendo atrapalhar o momento.



Luna não respondeu de imediato, continuando os repetitivos movimentos que fazia nas escamas de Olívia. O dragão se ajeitou, abaixando mais a cabeça, tornando mais fácil o carinho, e deu um pequeno empurrão na barriga de Luna, que riu.



–Vão. –Ela tentou não parecer sombria, mas não conseguiu. Não com tudo que acontecera recentemente. Ah, sim, agora finalmente tudo se tornara real, uma parte da vida de cada uma.



Então, chateadas, sentidas, tristes, mas, finalmente, mais fortes do que nunca, tomaram o caminho de volta ao castelo.



Logo, todo o castelo estava mergulhado em sono profundo. E ficou assim até os primeiros raios de Sol aparecerem pelas enormes janelas. Um número limitado de pessoas acordavam cedo, e neste número Luna e Draco estavam incluídos, porém a loira não foi, como sempre fora, a primeira a acordar.



Assim que Malfoy abriu os olhos, não teve a mínima vontade de fechá-los novamente. Sentou-se na cama, passando umas das mãos pelos fios claros e relativamente curtos. Chutou a coberta para fora, com força e raiva, e segurou um rosnado de frustração.



Levantou-se, tentando se preparar para mais um dia sem notícia nenhuma. E ele não confiava nos boatos, pois, da última vez que o fez, terminou surpreendido por quatro belas garotas quando esperava algo bem contrário.



Não fez questão de se arrumar muito, colocando uma roupa de frio e deixando os cabelos um tanto rebeldes. Não tinha costume de não disciplina-los, mas gostava da imagem que via no espelho. Qualquer um gostaria.



Desceu as escadas de forma lenta e altiva, sempre com sua postura impecável. Planejava esperar pelos amigos no salão comunal, ou simplesmente sair andando por Hogwarts. Ele não poderia demonstrar o quão abalado estava.



Quando chegou no meio da escada e observou o espaço comunal de sua casa, toda a sua máscara, até mesmo aquela que ele usava normalmente desde a infância, caiu. Ele abriu um largo sorriso, nada irônico ou provocador. Era apenas um sorriso que seria comum para qualquer pessoa, menos para ele. Ela estava lá, sentada, sorrindo para ele.



Tão rapidamente quanto surgiu, o sorriso foi embora. Ele recuperara a máscara, mas ela já sabia que tinha o poder de tirá-la quando bem entendia. Conhecer não o verdadeiro Draco, pois sabia muito bem que ele não fingia ser mau. Ele só fingia com ela. Quem sabe, um dia, ele não usaria uma máscara especial para ela?



–Então você está de volta. –Comentou com a voz imponente e um tom irritado, mas isso não fez o sorriso dela diminuir. Ele desceu mais um pouco das escadas. –Achei que tinha morrido. –Riu de forma sarcástica.



–Nunca estive tão viva. –Astoria falou, inclinando-se sobre as coxas e se apoiando nelas.



–E eu nunca te vi tão mudada. –O loiro acrescentou, dando o último passo na escada, então ficando em pé um tanto distante dela.



–E eu nunca te vi tão mudado. –Repetiu suas palavras, agora se referindo a ele. Malfoy trincou os dentes, irritado.



–Onde está Krum? –Ele perguntou, querendo mudar de assunto. Não sabia qual era o pior, mas não queria falar sobre mudanças.



–Provavelmente dormindo. –Deu de ombros e percebeu um brilho a mais no olhar frio do garoto.



–Porque não está com ele?



–Porque eu estou aqui com você. –Ela tinha a intenção de provocá-lo, e conseguiu. Aparentemente, ela havia transformado a vida dele num inferno mesmo quando não estava presente.



–Hermione me contou que vocês duas estão com ele. –O loiro começou, com o maxilar travado. –Ele sabe disso? –Astoria gargalhou.



–Sabe. E é claro que ele gosta, não é maluco de não gostar. –Ela se levantou, andando um pouco na direção dele.



–O que você esta fazendo com ele? –Perguntou de forma profunda, a olhando nos olhos. Ele deu grandes passos, ficando de frente para ela. Os olhos dele a desconcertavam.



–Eu não sei, me divertindo talvez. –Sussurrou, pois sabia que ele iria escutar.



–Você não pode se divertir comigo? –Isso fez a garota tremer visivelmente, extasiada. A soma da voz calma e profunda, do cheiro dele combinado com o maravilhoso hálito tão perto dela, os olhos claros ainda frios, da pergunta e dos cabelos loiros caído na testa dele fariam qualquer garota querer se jogar nos braços de Draco. Infelizmente para a loira, ela era qualquer garota naquele momento. Mas não faria isso, não agora.



–Posso. –Respondeu no mesmo tom, sentindo o calor que fazia parte dela agora dominá-la. Isso a transformava, e queria jogá-la para cima dele. Mas ela ainda tinha seu autocontrole.



Ele tinha a observado o bastante para notar a mudança que ocorria nela nesses momentos. Era quase palpável. Ele tinha visto como ele ficara diferente quando estava com Krum. Mais selvagem e livre. Ele a tinha visto quase descontrolada. Agora ela estava assim por ele. Isso o fez sorrir e se aproximar ainda mais, sentindo o calor que saía dela.



–Você só é minha. –Sussurrou, passando os lábios lentamente pelo rosto dela. Ele estava tentando persuadi-la, e ela segurava a vontade de fechar os olhos e apreciar aquilo.



–E você é meu? Só meu? –Indagou, tentando não se deixar levar. Lembrar que Draco era um canalha ajudava. Ele riu suavemente, fazendo seu hálito gelado bater nas bochechas dela.



–Eu posso ser.



–Não, você não pode. –Ele se afastou, travando novamente o belo maxilar. Ele sabia que era verdade.



–Você precisa escolher Draco. Tenha certeza que fará isso logo, pois talvez suas opções resolvam escolher outros. Eu não ficarei aqui por mais muito tempo. –Advertiu.



–Posso te beijar? –Indagou, ignorando o que a loira falou antes. Ela riu suavemente.



–Não. –Ele arqueou uma das sobrancelhas. –Continua sendo não.



–Tudo bem então. É a primeira e última vez que eu peço. Agora você que vai ter que vir atrás. –Ele se afastou, mantendo a postura fria, como se aquilo não o incomodasse. Astoria riu e se aproximou, subindo na ponta dos pés, mesmo não sendo muito mais baixa que ele, e selou rapidamente os lábios com os dele.



–Relaxe Malfoy, não estou te rejeitando. –Ele sorria sem ao menos perceber. –Agora eu preciso ir...



Ela não conseguiu terminar de falar, pois ele não deixou. Os lábios dela ficaram ocupados com os dele, mas ele não forçou um beijo apelativo. Foi apenas um beijo.



–Pode ir agora. –Ele permitiu, sorrindo para ela. Ela levou a mão aos lábios e se virou, saindo de lá rapidamente. Astoria não planejara cair tão rápido na de Draco, não após o que teve que fazer com Louis. Mas aquilo simplesmente parecia... Certo.



Não muito mais tarde, e ainda cedo, as quatro garotas se encontraram na frente do quadro da mulher gorda, a entrada para o salão comunal da grifinória. Não havia quase ninguém andando por Hogwarts, e os poucos que as viam pareciam surpresos.



Elas esperavam Elliot, e, por sorte, ele não demorou a sair. Abriu um enorme sorriso para elas, as cumprimentando com um beijo na bochecha como sempre fazia. Não tocaram em nenhum assunto comprometedor, pois sabiam que poderiam ser escutados.



Quando o garoto propôs que eles caminhassem pelo jardim, elas souberam que ele tinha algo a dizer que não poderia fazer ali, no meio das escadas. Não ficaram preocupadas, pois já estavam se acostumando com notícias ruins.



Estava frio, porém estava sol. Quando estavam na sombra, o ar gelado tocava até a alma, mas do lado de fora do castelo, estava até um tanto quente.



Eles caminharam lado a lado por uns momentos, até Elliot parar debaixo de uma árvore. Seu olhar não era nada feliz, e ele tinha olheiras profundas.



–O que quer nos dizer? –Gina perguntou.



–Pensei em diversas maneiras de dizer isso durante a noite, mas acho que é melhor ser direto. –As palavras dele as fizeram ficar um tanto receosas. O que seria tão ruim?



–O que houve Elliot? –Até mesmo Luna estava percebendo que, assim como elas, ele havia perdido algo.



–Eu saio amanhã de Hogwarts.



Notas finais
Canino comendo grama minha gente!! *---* tem como ser mais fofo?????

Como vocês podem notar, não é um capítulo enorme como eu costumo a fazer... E é disso justamente que eu vim falar.

Para não cansar a vocês e nem a mim, resolvi diminuir o tamanho dos capítulos, com isso, o número deles aumentou. Nas minhas contas malucas, o último capítulo deve ser o 65.

Com o aumento do número de capítulos, eu vou ser obrigada a postar mais cedo, então esqueçam o dia 21 de outubro, devo começar a postar direto no dia 5, ou até antes.

Postei esse capítulo porque? Porque tem gente que não acompanha as notícias la no Facebook, então se eu desse a notícia lá muita gente não iria ver. E também porque eu to com ele pronto há algum tempo e fico me mordendo para postar.

Quanto aos comentários atrasados, desculpem mesmo! darei um jeito de responder nesse fim de semana. Rock in Rio vai me manter em casa hahaha

E pra quem não entendeu completamente o que eu tentei dizer com os últimos paragrafos do último capítulo, eu tentei deixar subentendido que elas fizeram uso de obliviate.

Espero que vejam muitos gatos pretos e quebrem muitos espelhos, sou do dia 13 e sou uma pessoa estranha, isso pra mim só traz sorte...

Gostaram? Amaram? Odiaram?

É isso, tchauzinho!