As Garotas De Hogwarts
37 O andar da carruagem
Notas iniciais
O NÚMERO DE COMENTÁRIOS ESTÁ BAIXANDO DE NOVO!! SE CUSTA TANTO COMENTAR, PODE CRER QUE CUSTA AINDA MAIS POSTAR! Entenderam o recado?
Boa leitura.
E a tempestade continuava.
Os pingos grossos batiam nos relevos do enorme castelo, fazendo pequenos barulhos, que, com o passar do tempo, se tornavam irritantes, porém eles não ecoavam em alturas iguais. Devido ao número de detalhes e da altura da enorme construção, os andares mais baixos eram menos barulhentos. Nos andares de cima... Bem, já era diferente.
O barulho incomodava até os mortos.
A Dama Cinzenta parecia ligeiramente atordoada enquanto flutuava, bruxuleando pelo espaçoso corredor. Com certeza, qualquer ser humano comum iria se afastar as pressas ao encara-la. Primeiro, ela era uma fantasma. Segundo, suas feições, um dia tão lindas, agora eram apenas uma mascara de ódio. Apenas uma pessoa, que nada parecia com um humano comum, teria coragem suficiente para olhar o seu rosto naquele instante. E a pessoas estava indo para lá.
Luna Lovegood andava a passos calmos. Bem calmos. Seus olhos azuis profundos fitavam cada janela por qual ela passava, mas periodicamente seu olhar se direcionava para trás. Ela, que não tinha os atos controlados pela razão, pelo menos não sempre, estava completamente centrada. Por isso estava com medo. Não era fisicamente possível que uma pessoa soubesse alguma coisa sobre qualquer coisa que a loira estava envolvida, com exceção dos envolvidos com ela. Mas algo a dizia para tomar cuidado.
Sua mãe sempre lhe dizia que, no caso da herdeira dos Lovegood, seguir os instintos era melhor do que seguir sua falha razão.
Ao olhar novamente para trás, certificando-se que ninguém havia lhe seguido, não que fosse possível ter certeza, pois a garota conhecia bem o uso de capas de invisibilidade e afins, soltou o ar dos pulmões, aliviada.
Luna checou o caminho atrás de si sete vezes até chegar ao seu destino, onde parou no meio do corredor, olhando para as colunas que adornavam o espaço vazado que havia na parede lateral. Mais uma vez, qualquer pessoa comum não acharia que aquele lugar pudesse ser o "destino" de alguém, era apenas um corredor como qualquer outro, sem nenhuma particularidade. Porém, para quem conhecia as histórias que povoavam as paredes do castelo e seus personagens, aquele corredor se transformava. E Luna sabia que era só questão de tempo.
Pacientemente, a loira esperou que a fantasma se acostumasse com sua presença e que se certificasse que ela veio sozinha, por isso, sentou-se no chão com as pernas cruzadas uma sobre a outra e pôs-se a mexer na meia listrada de várias cores que ia até seu joelho.
Num espaço de tempo de uma piscada, seu corpo não era o único a estar sentado no chão gélido. A diferença é que um dos corpos, por mais que estivesse na posição normal de alguém sentado, não encostava o chão. Flutuava.
Ela sorria docemente para Luna, mesmo que, às vezes, por milésimos de segundos, seu rosto retornasse ao ódio por causa do barulho. Porém, ela sempre voltava ao sorriso doce. Um doce assustador, mas era doce.
–Olá Luna. –A figura cinzenta e pálida a cumprimentou. Luna, que estava distraída com um pequeno inseto que voava entre elas sorriu, virando a cabeça mais uma vez para o início do corredor.
–Olá Helena. –Luna respondeu finalmente, usando o nome que poucos sabiam. A mulher franziu o cenho, analisando a garota loira. Aparentemente, quando a loira ficava diferente do habitual, ela deixava isso à mostra, e a fantasma percebeu e ficou curiosa. Sabia, como quase todos do castelo, como que Luna costumava a agir.
–Parece preocupada. –Comentou, fitando profundamente o perfil delicado da adolescente.
–Não é nada, apenas... Um mau pressentimento. Apenas isso. -Luna disse tentando manter o tom de voz leve, mas ainda mantinha o olhar no caminho por aonde veio.
–Nossas intuições às vezes nos salvam Luna, queria eu saber disso antes de tudo. Quem sabe, desta maneira, eu não tivesse sido bem mais feliz? –Helena falou num tom triste, e quando Luna a encarou ela desviou o olhar, fazendo a loira fazer uma careta confusa.
–Está falando sobre o diadema, não? -Luna perguntou, mas Helena não se mexeu. Há muito Luna sabia sobre a história de Helena. Hermione também. Descobriram quando se juntaram para procurar pistas sobre quem era o invasor de Hogwarts, meses atrás. Bem... Cada uma seguiu um caminho diferente por conta de segredos, mas antes de tudo, descobriram muita coisa juntas. Descobriram que a Dama Cinzenta era Helena Corvinal. Descobriram sua história. E descobriram muito mais. -Você se arrepende. -Afirmou.
–Me arrepender não. –Disse com rancor e riu sem vontade. -Hoje estou apenas um pouco... Melancólica. Mas eu não me arrependo, creio que você também não se arrependeria. –Afirmou, rindo do melhor jeito que um fantasma poderia e se virando para a loira.
–Creio que não tenho a consciência necessária para me arrepender de algo. –Luna comentou, rindo de forma parecida com que a mulher riu antes, fazendo Helena gargalhar. As duas sabiam que aquilo era verdade.
–Luna, querida, às vezes acho que finge ser da maneira que é, quando na verdade está a muitos passos à frente de todos. –Comentou.
–Não finjo. –Falou rápido. -Mas quando diz que estou à frente de todos... Não é necessário ser muito lógica para isso. A razão às vezes atrapalha tudo. –Luna falou de forma misteriosa, olhando novamente para trás. E, enquanto a loira tinha a cabeça virada, Helena sorriu de lado, analisando Luna novamente. Então ela teve certeza de algo que estava povoando sua mente desde que começou a falar com a garota e ficou satisfeita. Helena adorava joguinhos e acabara de se deparar com um.
–Eu sei disso. –Falou calmamente. -E sei que não veio aqui para uma mera visita. –Ao dizer isso, Luna se virou assustada. A voz da fantasma fora tão fria quanto gelo, e agora ela sentia na pele o que era ter medo. A diversão de Helena finalmente começara. Para ela, nada era mais divertido do que ver o medo no olhar de quem quer que fosse.
–Explique-se. –Foi a única coisa que foi capaz de falar, principalmente após encontrar o olhar selvagem da Dama cinzenta.
–Vamos lá, Luna! Está muito preocupada para estar vindo fazer algo inofensivo. Diga o que você quer de mim. –Helena agora sorria largamente, deixando amostra todos os dentes de aspecto cinzento e fantasmagórico. Talvez pela primeira vez um arrepio correu a espinha da loira. Mas ela tinha na consciência que a única coisa que ela não poderia fazer agora era demonstrar medo, pois sendo a outra uma fantasma, sabia muito bem como aproveitar momentos de fraqueza a seu favor. Então, o instinto de Luna prevaleceu, a garota arregalou levemente os olhos, no melhor olhar inocente que conseguiu fazer. Ou fingia, ou talvez não saísse dali.
–Como assim o que eu quero? –Perguntou, e então olhou nos olhos de Helena. Então, sua mente entendeu que ela não poderia forçar seu lunatismo agora, ela não iria conseguir. Estava sóbria demais para ser ela mesma, e não poderia imitar o próprio jeito único do dia-a-dia. Desta vez estava com os pés no chão, e tinha uma nova ideia em mente, e ela iria segui-la, para isso, sorriu ironicamente para a fantasma, que levantou uma sobrancelha antes de explodir.
–Não sou burra. Diga-me! –A fantasma exclamou irritada, desaparecendo da frente de Luna, que mal se moveu, e foi flutuar perto da parede do corredor. Ela, por alguns segundos, desaparecia. Talvez fosse por causa do ódio. Ou talvez fosse porque ela estava perdendo o para ela era um jogo. Luna deveria estar com medo.
–Você oscila muito de humor. –Comentou. Ela sabia que estava mexendo com fogo, mas não resistiu em deixa-la ainda mais perturbada.
–Luna! Esta me irritando. –Era exatamente assim que a voz de alguém com ódio deveria soar. E esta voz ecoou pelo corredor, e Luna fechou os olhos por causa do grito. Lamentável, pois quando retornou a abri-los, Helena estava cara a cara com ela, e seu rosto não era um dos melhores. Se houvesse um momento certo para sentir medo, seria aquele, e nem assim Luna hesitou. Talvez ela estivesse mais lunática do que nunca.
–Então ta... Já que insiste. –Disse, abafando um leve riso que levou a fantasma a rugir. –Me diga para quem você deu a localização do diadema. –Luna falou isso de forma simples, direta, deixando Helena quase sem reação, estática, por isso, a loira soube que estava certa. Ela realmente sabia.
–Por que acha que eu tenho a localização? –Perguntou, tentando parecer inocente, mas o estrago já havia sido feito. Mas não foi ali, segundos antes, e sim da primeira vez que conversou com Luna. Deveria ter percebido que seu segredo não duraria muito, assim como o seu joguinho não durou. Não estava acostumada a lidar com alguém como a loira, na verdade, ninguém estava.
–Não sou burra. –Helena deu de ombros, se afastando alguns centímetros.
–Vejo que não é. Devia ter adivinhado que, ao dizer minha historia a vocês, alguma das duas iria chegar a essa conclusão. Hermione também? –Indagou.
–É óbvio. Creio que tenha descoberto há tempos, mas nunca me falou nada, até ontem, quando deixou escapar sem perceber essa informação. Agora me diga a quem você falou. –Disse firme, num tom nunca usado por ela.
–Creio que, pelo andar da carruagem, você já sabe para quem foi e o que ele fez com o meu diadema. –Sua voz agora era uma mistura de irritação, ódio e rancor. Luna arriscaria dizer que havia também um tanto de orgulho.
–É claro que eu sei. –Disse, sorrindo para o rosto incrédulo da mulher. A garota tinha o seu interior esquentado pela doce sensação de triunfo, ela esteve certa.
–Então para que quer que eu fale?
–Quero ouvir de sua boca. Palavra por palavra. –Falou lentamente.
–Se assim deseja. –Ela se virou de costas, bruxuleando enquanto se locomovia, se afastando aos poucos. –Tom. –Começou, como se cantasse uma música. –Marvolo. –Sua voz era musical, e agora corria os dedos pela parede, mesmo sem sentir o toque. -Riddle.
–Muito obediente, Helena, agora me diga o que esse filho da puta fez com isso. –Ela não escondeu o ódio quando falou isso. E, quando se tratava daquela garota, ódio era extremamente raro.
–Ele fez o pior que poderia. –Disse rancorosa, virado-se para ela com a face contorcida. -O impregnou da pior das magias. O encheu de morte! –Exclamou, socando a parede. Ou ao menos tentou. Até disso ela fora privada quando voltou como fantasma a Hogwarts, depois de ser morta pelo homem que dizia ama-la.
–Obrigada Helena, me poupou muito trabalho. –Agradeceu friamente. -Agora, aonde ele escondeu? –Perguntou, sentindo o prazer de ter adrenalina correndo no seu sangue. Ela estava tão perto.
–Aqui mesmo neste castelo.
–Aqui tem muitas salas, muitos lugares secretos. Me diga aonde, com precisão. –Pediu lentamente, dando ênfase a cada palavra.
–No lugar onde todas as coisas perdidas vão. –Sua voz voltou a ser musical, e agora ela balançava de um lado ao outro, como se dançasse em completo transe. Luna sorriu com sigo mesma. Sua mente, desta vez, a deixara entender o que Helena disse, e ela soube de que sala ela estava falando. Ela esperava, ao menos, se lembrar disso quando voltasse ao normal.
–Obrigada, foi muito útil. –Agradeceu novamente, fazendo a mulher parar e a encarar.
–Diga a Hermione para me visitar. –Pediu.
–Darei o recado. –Seus olhos correram novamente para o início do corredor.
–Nunca mais ouvi falar de vocês duas por aí, os fantasmas andam quietos. Acharam o que procuravam? –Ao ouvir tais palavras pronunciadas de forma inocente demais, Luna se virou para a fantasma, mas ela não estava mais ali. Ou talvez estivesse, mas não era possível vê-la. Então ela sorriu. E descobriu que não era apenas ela que sabia de muito.
–Sim, porém de maneiras diferentes. E fui obrigada a trocar de parceira. Creio que fiz bem em manter Gina longe de você e seu segredo. –Respondeu sem ter certeza que a outra poderia ouvir.
–Eu soube que mudou, as paredes tem ouvidos. –Luna sorriu de novo. É claro que as paredes tinham, ela mesma já tinha comprovado isso várias vezes. -Sabe que eu odeio estranhos, não é tão inconsequente quanto eu imaginava. –Por mais que sua voz fosse amigável, a loira pode sentir o tom de ameaça. Dentro de sua maravilhosa mente, Luna desejou saber o que aconteceria com ela se tivesse levado Gina para conhecer Helena.
–Geralmente eu não correspondo as expectativas das pessoas. É mais divertido assim. –Disse.
–Me surpreendo cada vez mais com você. Adeus Luna. –A voz lhe falou, e a garota não pode dizer de onde vinha.
–Adeus Helena. Obrigada mais uma vez. –Ao falar isso ela se levantou, se preparando para ir de volta aos corredores cheios de alunos do castelo.
–Não se acostume.
–Acostumar a que? –E então ela voltara a ser a Luna. Completamente lunática, com uma mente que voa longe. Mente esta que já estava a metros de distancia do que acabara de acontecer. E talvez ela não se lembrasse de nada quando chegasse o momento de falar.
–Nada. –Helena soltou um risinho, mas sua face que não era visivel estava contrariada e ainda raivosa. –Adeus. -A fantasma havia perdido, e, para ela, se Luna realmente ficou assustada, foi só por alguns segundos. Então, pensou consigo mesma que deveria voltar a praticar e primeira cobaia em que pensou foi Neville.
Era uma tarde livre no castelo, e ninguém sabia porque. Ninguém tinha visto Luna desde que ela saiu ao encontro da fantasma no dia anterior. Hermione estava sentada num batente que separava o corredor da área externa do castelo e passava as delicadas mãos no cabelo curto, que agora estava adornado por uma fita de cor vermelha. Ela usava uma roupa comum, um short jeans claro, uma blusa marrom, quase do tom da madeira, e uma sapatilha vermelha.
Ela ria espontaneamente de algo engraçado que a ruiva ao seu lado disse. Gina usava um short curto de jeans escuro, deixando suas belas pernas a mostra. Sua blusa era cheia de listras grossas em um tom de azul marinho e seu tênis era de cano alto, num tom forte de amarelo, que ela havia pegado emprestado de Luna.
Elas não eram as únicas que decidiram ficar ali naquele horário. Não mesmo. Tanto a área externa quanto a interna estava repleta de pessoas. Talvez por ser uma tarde livre, ou talvez por ser a primeira vez que o sol aparecia em dias, mas o que realmente importava é que várias pessoas estavam ali, e várias outras chegavam.
E, no meio das pessoas que chegaram ali no momento que Hermione olhava para o início do corredor, duas chamaram a atenção da morena. Ela reconhecia todos, é claro, mas seus olhos se prenderam numa cena que nunca seria taxada de usual. Cormac e Blaise, o grifano e o sonserino, vieram conversando, sorrindo abertamente um para o outro. Aquela cena, além de diferente, era a uma das coisas mais bonitas que uma humano poderia ver em toda a sua vida. Os dois, com belezas tão diferentes, juntos, era arrebatador. Porém, durou pouco. Logo o moreno se distanciou de Cormac, indo para o lado de Draco, que estava encostado na parede. E sim, essa também era uma combinação interessante, porém Hermione não desejava olhar para o Malfoy, então, se voltou para Gina.
–Gina, seu marido tem horário vago agora, acho melhor correr antes que alguém o ocupe. –Brincou, a avisando, rindo da careta que Gina fez. A ruiva estava de costas para o garoto, e não se deu o trabalho de se virar.
–Hermione, não force a barra... –Avisou, soltando um pequeno rio ao final da frase. Como num ato de timidez, colocou as duas mãos de baixo da coxa, olhando para onde estava sentada.
–Até parece que eu estou te forçando a beijar ele. –Hermione falou, levantando as sobrancelhas. –Vocês são amigos apesar de tudo. –Tentou conforta-la.
–Acho que somos. –Disse, mesmo não tendo sido uma pergunta. Ficou quieta por uns segundos, depois soltou um grande suspiro. –Não devia ter beijado ele. –Seu tom continha um forte arrependimento.
–E eu não devia ter beijado o Draco. –Tentou anima-la dizendo sua própria vergonha e Gina deu uma pequena risada.
–Falando nisso, você tem que conversar com a Asty... –Começou, porém foi interrompida.
–Não vamos falar disso agora, por favor. –Hermione pediu, fazendo uma cara de dor. Não gostava de pensar no que iria acontecer durante a conversa que fatalmente teria com a amiga. Gina ficou calada, e a morena não tinha a mínima vontade de falar, porém, alguns minutos depois, Hermione arregalou levemente os olhos. –Demorou demais Gina. Cormac está ocupado de novo. Aparentemente Harry e Rony têm muita coisa para falar com ele. –Disse um tanto atônita, olhando para um ponto atrás da ruiva.
–Harry e meu irmão? Com o Cormac? –Perguntou assustada, ainda sem se virar, pois eles poderiam perceber.
–Sim, e Elliot também. –Hermione achou estranho presenciar tal coisa, os participantes daquela conversa não eram muito amigáveis entre si. E aquilo não parecia uma briga. E não era. De longe, sem nem olhar para eles, Gina soube sobre o que eles conversavam.
–Eles estão falando sobre quadribol. –Disse melancólica e a morena a olhou curiosa.
–Como sabe? –Perguntou franzindo o cenho.
–A minha vaga. Eu sabia que Harry sairia desesperado atrás de alguém, e seria orgulhoso demais para me pedir para voltar, então eu falei para Elliot tentar entrar no time. –Explicou. Hermione a olhou surpresa, e depois novamente olhou para trás dela.
–Ele joga bem? –Falou, dando ênfase a última palavra, fazendo uma careta engraçada para a ruiva, que riu dela.
–Sinceramente, eu não sei. Mas acho que o Potter aceitaria qualquer um que saiba voar numa vassoura, não arriscaria ser desclassificado por falta de um jogador ou perder no jogo contra a sonserina. –Gina deu um pequeno riso abafado quando terminou de falar e Hermione a acompanhou.
–Me espanta Lilá não ter preenchido a vaga. –Por mais que seu tom fosse de brincadeira, ela estava falando sério.
–Aparentemente ela não consegue subir numa vassoura. –A voz de Gina soou maliciosa e, para completar, ela deu um sorriso de canto para a amiga, que gargalhou. Hermione não percebeu, mas ela, naquele instante, chamou a atenção de várias pessoas. Ela rindo era algo bonito de se ver.
–Opa! Coitado do Rony então. –Falou em meio aos risos, tampando a boca com a mão.
–Ou a vassoura dele deve ser bem pequena. –Se Hermione já estava gargalhando antes, agora ela parecia estar à beira de um ataque e nem tentava se segurar mais.
–Se você que é irmã dele diz, quem sou eu para discordar? –Falou quando conseguiu. As duas amigas se encaram por alguns segundos, e, depois, voltaram a gargalhar. Podia parecer igual aos olhos dos leigos, mas agora a amizade delas era muito mais forte. Gina, que parou de rir antes da morena, a encarou, pensativa.
–Hermione, porque você não tenta a vaga? –Indagou, olhando a amiga ficar séria.
–Eu? Tentar a sua vaga no quadribol?
–É. –Disse simplesmente.
–Eu numa vassoura jogando? –Ela estava atônita, completamente sem reação. Gina riu ao perceber.
–Você não joga mal Mione.
–Se eu por acaso aceitasse essa sua ideia maluca, você estaria bem com isso? –Perguntou, sondando as reações da ruiva.
–É claro, sou eu que estou te pedindo para tentar. Depois que você falou da Lilá eu fiquei apreensiva que coloquem ela. –Explicou, sorrindo docemente. –E você ainda pode bater na Cho pra mim. –Brincou, mesmo desejando que a morena fizesse isso.
–É claro que eu posso. –Sorriu.
–Então combinado, você vai fazer o teste. –Gina falou animada, aparentando estar realmente feliz. Se ela não estivesse no time, era melhor estar alguém que ela gostava.
–Não, eu ainda não decidi. Te aviso quando chegar numa conclusão. –Disse e a ruiva revirou os olhos. Hermione olhou novamente na direção dos garotos. –Cormac ainda esta ocupado. E eu acho que Rony percebeu que eu estou olhando e esta se vangloriando. Que merda! –Comentou irritada e Gina sorriu de lado, marota.
–Tive uma ideia. Você que tem uma visão privilegiada dos garotos, me diga o que Cormac esta vestindo. –Hermione estranhou, mas fez o que a amiga pediu, analisando o garoto.
–Calça jeans escura e uma blusa apertada naqueles músculos... –Brincou, vendo o olhar irritado da amiga.
–Hermione... –Falou ameaçadora.
–Desculpa. –Disse rindo.
–Ele está com algum acessório?
–Sim. –Esticou o pescoço para ver melhor, e então franziu a testa. -Estranho, é de um time de basquete trouxa. Um boné vermelho.
–Ótimo! –Exclamou satisfeita, o que a morena estranhou.
–O que você vai fazer? –Perguntou curiosa, mas logo fez uma careta contrariada.. –Ótimo, agora seu irmão ta sorrindo que nem um besta. Mil vezes merda!
–Observe. Depois de alguns minutos vai até lá, mas tem que ser do lado do Elliot, isso vai colocar Rony no lugar dele.
Gina se levantou, ajeitando o short e o cabelo, depois sorriu largamente para uma Hermione confusa. A ruiva se virou, andando na direção dos garotos. Harry e Elliot estavam de frente para ela, Rony de lado e Cormac de costas. Estas posições favoreciam imensamente o que a ruiva planejava fazer.
Ela apertou o passo, e ao chegar perto de Cormac pegou impulso nos ombros largos dele, pulando e arrancando o boné dele da cabeça. O garoto se virou assustado, passando as mãos no cabelo à procura do objeto, e, quando viu quem havia pegado, sorriu. Gina colocou o boné, sorrindo marota para ele, sem se importar com os olhares que ela recebia, falou.
–Da próxima vez use outra cor, não fico bem de vermelho.
–Ruivinha, você fica bem de qualquer jeito. –Disse galanteador, sorrindo de canto. –Mas me de o boné. –Estendeu a mão e a garota riu.
–Não. –Disse simplesmente, mordendo os lábios levemente, como se distraisse. Estava plenamente consciente dos olhares que recebia.
–Por favor. –Cormac tentou fazer uma cara fofa para convencê-la, mas não conseguiu. Aquilo, para Gina e qualquer outra mulher não era fofo, era muito sensual.
–Já disse que não. –Ela estava a ponto de se derreter pelo amigo, mas muito perto mesmo. E o melhor é que ela podia sentir o olhar de Harry sobre ela. Quem sabe desta maneira ele finalmente percebesse que ela não estava mais na dele? Mas aquilo não era o suficiente para Gina, ela queria que Harry Potter soubesse, não apenas percebesse.
–Estou esperando você fazer isso. –E esta foi a maneira que ela encontrou de faze-lo saber. Cormac sorriu maliciosamente, se aproximando de modo felino. Gina mantinha seu olhar preso ao dele, quase o desafiando. E, então, sorriu ao sentira mão grande agarrar o cós de seu short, a puxando ao encontro de seu tórax, mesma mão que migrou para sua cintura. Sorriu ainda mais ao notar o olhar de Harry e Rony sobre ela. Depois, estava muito ocupada para sorrir.
Não foi um beijo muito profundo. Na verdade, foi apenas um doce selar de lábios, o suficiente para Gina abaixar a guarda e Cormac pegar de volta seu boné, mas deixou a impressão que deveria deixar. Calou a boca de Harry, que iria falar com a ruiva sobre o beijo que os dois deram dias atrás. Tinha tudo planejado, tudo em ordem. Iria falar a ela que não era para ela se iludir com o que tiveram, que aquilo não significara nada para ele. Ele iria apenas humilha-la novamente. Seria essa a terceira vez ou a quarta? Tinha em mente também dizer que havia a confundido com Cho, mas tal idiotice nunca sairia de sua boca. Porque? Porque ele estava mudo de ciúmes.
Naquela noite, era óbvio que ele teria outro sonho com Ginevra Weasley. E então, a ruiva não sairia mais de sua cabeça.
A ruiva e Cormac se separaram rapidamente. Gina não queria ficar se exibindo e Cormac não queria que seus nomes corressem pela boca de todos no colégio, não que isso já não fosse acontecer. Existiam vários outros lugares para eles fazerem coisas íntimas aquele enorme castelo sem serem vistos, então não era necessário fazer isso no meio de todos. Mas os dois tinham que admitir que adoraram a reação que certos indivíduos tiveram.
Rony encarava-os boquiaberto. Ela era apenas sua irmãzinha e não deveria nem saber o que era um beijo ainda. Ele achava que ela não sabia. Por mais que tivesse ouvido da própria irmã que ela tivera um caso com um trouxa, ver era bem diferente. Agora ele imaginava o que ela já poderia ter feito. Pobre Rony, que nunca passe pela sua cabeça vermelha o que Ginevra Weasley já fez, senão, os ali presentes teriam que levar mais alguém à enfermaria.
Como se aquilo não fosse o bastante, Hermione se aproximou, parando ao lado de Elliot, que carinhosamente a enlaçou de lado. Harry e Rony pareciam dois idiotas alternando os olhares entre as duas garotas de quem, um dia, eles tiveram opiniões erronias. Rony percebeu que, talvez, ela não estivesse olhando para ele, e sim para Elliot. E agora quem olhava era ele, para todo o corpo e rosto de Hermione. E se sentia um lixo. Naquele momento, Lilá e Cho não existiam para os dois.
Hermione sorria satisfeita pela ideia arrebatadora de Gina. Agora, as duas podiam sentir o leve gosto da vingança, e era espetacularmente bom.
Aos poucos, várias outras pessoas foram se juntando ao grupo que se formara. Neville chegara com Dino, Simas, Padma e Patil. Astoria chegara logo depois, e Luna também. A segunda loira ficara conversando com Blaise, e, surpreendentemente, com Draco. Infelizmente, Cho e Lilá também chegaram. Hermione havia visto de relance Viktor passar pelo jardim, mas não pode ir atrás dele, por mais que não se falassem há dias. Estava repleta de pessoas a sua volta, aquela não era a hora de sumir, não antes de visitar Dumbledore.
–Eu acho que a gente já pode ir. –A morena comentou e notou o sorriso de Lilá crescer, porém ignorou.
–Ir aonde? –Neville perguntou.
–Creio que não te interessa. –Luna respondeu radiante, entrando na conversa e no circulo que eles formavam, seguida de Blaise. Os dois estavam parados ali perto, e ela provavelmente ouviu o que o garoto falara, e mesmo sem saber do assunto deu uma resposta atravessada. Neville era o único que conseguia deixar Luna a beira de ficar fora do sério, e ele fazia isto a cada vez que tentava falar com ela, mesmo não sendo de propósito. E sim, ele se sentia um tremendo idiota.
–Quem você pensa que é para falar com ele assim? –Padma falou, dando um passo para frente, mesmo Neville tentando impedir.
–Sou Luna Lovegood, muito prazer, mesmo eu achando que a gente já se conhece. –Disse, o que fez todos começarem a rir. Blaise a abraçou por trás e a beijou no topo da cabeça. Hermione trocou olhares significativos com Gina e Asty, que também haviam percebido e pensavam a mesma coisa. Neville precisaria de sorte para competir com Blaise. –Falando nisso, aonde a gente vai mesmo? –Isso arrancou mais risos das amigas, mas Padma não estava achando a mínima graça e a irmã foi defendê-la.
–Não sei se você percebeu, querida, mas ela falou isso enquanto você não estava na conversa, então você não está incluída. –Parvati falou e Cho, Lilá e Padma riram. Gina deu um falso sorriso amigável para a garota.
–Se tem alguém que não está incluída é você. –Disse num falso tom doce, e Luna sorriu para ela. –Na verdade, nem você nem sua irmã. –Completou satisfeita e a loira sorriu de lado, parecendo bolar algo.
–Não fale assim Hermione, nós temos que ser sinceras. –Luna falou falsamente, colocando a mão no peito de forma teatral. –Nem vocês duas, nem e Lilá e a Cho. Pronto, odeio omitir minhas idéias. –A loira assentiu o olhar raivoso das duas garotas sobre ela e sorriu sendo acompanhada por Astoria.
–Sabe, Luna, eu também odeio. Então vou ser sincera, as únicas pessoas que vão agora sou eu, Hermione, Gina, Luna e Elliot. Não se ofendam, eu adoro vocês. –Falou rapidamente, mas parou ao pronunciar as últimas palavras. –Na verdade, não adoro não. Só o Blaise, mas ele também não vai com a gente. –Corrigiu, sorrindo para o moreno que correspondeu. Lilá deu um passo a frente raivosa e ofendida.
–Quem te chamou na conversa mesmo pirralha sonserina? –Perguntou com o maxilar travado.
–Não preciso de convite, ao contrário de certas pessoas que são basicamente penetras. –Desafiou. Hermione sorriu para a loira. Era divertido ver Lilá tão irritada.
–Estou apenas acompanhando meu namorado, coisa que você nem suas amigas sonham em ter. Ou você simplesmente se esqueceu do que aconteceu antes das férias? Eu estava lá, ridícula. Presenciei quase todas, só faltou a da Luna, mas me informaram do que aconteceu. Acho que estão precisando de outro daqueles para voltar pros seus lugares. Lugares de onde não deveriam ter saído. –Pronunciou com raiva e Hermione não aguentou ficar ali, apenas escutando. Segundos depois sua mão atingiu a face da garota, que cambaleou para trás.
–Acho que quem tem que ir para seus lugares são vocês. –Falou encarando a garota, que agora era amparada por Rony, que não movia um dedo para defender a namorada. E Hermione gostou. -E comprar uns óculos também, parece que não enxergam que as coisas mudaram muito. Mas você certamente não precisa gastar de seu dinheiro Cho, tenho certeza que, como um bom cachorrinho, tudo o que pedir será feito pelo Harry. Mas eu acho o grau dele muito baixo para sua cegueira. –Harry a encarou assustado, mas conseguiu segurar a oriental antes que a mesma fosse para cima da um dia melhor amiga dele. Mas se ele não conseguisse, ela estaria esperando. Assim como não estava sozinha, suas amigas também não estavam. Elas se ajudavam desde o começo e aquilo continuaria assim. Foi a única forma de sobreviver. Foi a vez de Gina sorrir agradecida para ela, era bom se sentir protegida de vez em quando. –Realmente Luna, é horrível guardar palavras que devem ser ditas.
–É verdade, eu me sinto até mais aliviada. –Astoria concordou. –Estou pronta para ir, vamos?
–Sim! –Luna disse simplesmente, parecendo um tanto animada. –Adeus Blaise. Adeus a todos. –Mas havia uma pessoa que não queria deixa-la ir embora. Ele desejava tanto falar com ela.
–Luna... –Neville começou, mas parou assustado. Era a primeira vez que via esse tipo de olhar no rosto dela e ele sabia que era a causa.
–Você por acaso sabe o que significa um adeus? –Luna perguntou e as amigas riram.
–Sim... –Tentou, mas não conseguiu novamente.
–Pois eu acabei de falar um. Para deixar mais claro, eu quero ir embora e quero que me deixe em paz. Adeus. Este foi apenas para confirmar. –Dizendo isso se virou, andando na frente de todos, que apenas falaram um rápido adeus para todos os presentes e a seguiram. As garotas estavam se sentindo espetacularmente bem. E o sabor da vingança começara a viciar.
Quando já estavam bem afastados, as quatro sorriram uma para as outras, quase rindo. Elliot estava feliz por elas e um tanto assustado pela cena que presenciou, mas ele nunca chegaria a entender a profundidade do que viu e nem do que elas sentiam. Ficaram em silêncio boa parte do caminho, mas Luna acabou com o silêncio.
–Afinal, onde estamos indo? –Perguntou curiosa enquanto observava as paredes do castelo.
–Enfermaria. –Hermione respondeu.
–Alguém esta doente? –Perguntou, olhando com os olhos naturalmente arregalados e a morena revirou os olhos.
–Dumbledore. –Astoria respondeu simplesmente, lembrando-se que quem disse a ela foi a própria Luna.
–Oh! Coitado! –Exclamou e depois ficou quieta, distraída com algo insignificante. Hermione sorriu em conjunto com Astoria e Gina estava imersa em pensamentos. Elliot foi o único que se lembrou de perguntar algo realmente importante.
–Falou com o tal fantasma? –Indagou e a loira o fitou.
–Sim. –Hermione a olhou, se interessando pelo assunto.
–O que ela disse? –Gina perguntou, passando a prestar atenção.
–Creio que teremos tempo para falar disso. –Falou, porém estava séria demais. As amigas estranharam, porém continuaram andando, se entreolhando quando dava e trocando pequenos sorrisos. Então, Hermione fez a pergunta que todas queria fazer.
–Você pelo menos se lembra do que ela falou?
–É claro que não. –Os quatro pararam de andar, atônitos, e observaram ela se afastar andando como se o que dissesse não fosse nada. E depois riram.
Aquela era Luna Lovegood.
Minutos depois eles estavam na enfermaria, aos pés da cama que Dumbledore estava deitado. Não era uma cena nada bonita de se ver. Ele estava pálido e tinha a aparência de alguém desidratado. Sua pele curtida pela idade havia claramente perdido um pouco mais de sua elasticidade nos dias que passara ali e seus belos olhos estavam quase fechados, apenas duas pequenas fendas permitiam ele de ver o exterior e permitindo o exterior ter uma visão da cor de seus olhos.
Ele sorriu ao ver suas visitas, e sofregamente, as visitas também sorriram, mesmo sem vontade. Como sorrir ao ver alguém tão especial em tais condições? Ele que as tinha salvado inúmeras vezes estava deitado ali e elas não podiam fazer nada, apenas desejar que tudo ocorresse bem.
Hermione sabia que, se ela não falasse, ninguém mais iria. Ela tinha lágrimas nos olhos e os lábios imprensados, e sua mão de aspecto tão jovem e saudável acariciava a dele que estava sobre o colchão. Era um enorme contraste.
–Desculpe a demora Albus. –Falou com a voz influenciada pelo choro e pouco ligou em trata-lo com o primeiro nome. –Tentei vir ontem à noite, mas não deixaram. –O diretor deu um sorriso que aparentemente precisou de muito esforço.
–Estão todos tão preocupados comigo, mas não me deixam ver quem me traz alegria. Barraram Hagrid também, acreditam?–Se olhar para seu corpo deitado ali já era um sofrimento, ouvir sua voz fraca era imensamente pior. Gina se perguntou se Harry já havia visitado o diretor. –É tão bom ver vocês.
–E é muito bom ver o senhor também, mas queremos vê-lo bem logo. –Luna falou, se aproximando da cama.
–Estou muito bem. Estar deitado sem fazer nada é que me faz mal, foi apenas um pequeno desmaio. Se eu estivesse em minha sala resolvendo assuntos importantes eu estaria melhor. –Disse alegremente. Mesmo deitado ali, ele tinha a vitalidade de uma criança. –Mas não vamos falar de doenças, já basta estarmos nessa enfermaria. Me contem, descobriram algo? –Hermione se virou para olhar para Gina e Elliot, e depois apenas se virou, calada.
–Sim, Dumbledore, nós descobrimos. –Surpreendentemente, quem falou foi Elliot. –Creio que não precisa se preocupar com o invasor de Hogwarts, não era um invasor. –Dumbledore sorriu de lado, se ajeitando na cama. –Sou eu. –Disse envergonhado, abaixando o olhar para o chão. O diretor levantou uma das sobrancelhas quase inexistentes.
–Não foi só ele. Eu e Luna também ajudamos. –Gina se apressou em falar, antes que Elliot levasse toda a culpa.
–Então minhas suspeitas estavam certas. –Falou simplesmente, dando um sorriso com a satisfação de uma criança quando ganha um doce. A surpresa foi tanta que eles não conseguiram fazer nada a não ser arregalar os olhos.
–Vo-você já sabia? –Astoria perguntou coma voz sem emoção, atônita.
–Mas é claro. –Disse rindo. –De início eu não sabia. Nem quando eu pedi a vocês que ajudassem Harry eu sabia, mas eu terminei descobrindo.
–Como? –Elliot disse com a voz estrangulada.
–Tenho muitos amigos, senhor Shecklebolt, além de ter gente que trabalha para mim em vários lugares do mundo. Terminei juntando informações. Inclusive, seu pai o foi o que me confirmou, quando, em uma de suas visitas, deixou escapar informações interessantes, além de outros fatores que prefiro não dizer. Na verdade, não havia razão de terem escondido, acho que estamos no mesmo lado. –Explicou enquanto era observado por olhares curiosos.
–Nós estamos. –O garoto confirmou.
–E parece que trabalharemos juntos agora. Mas me diga, menino, o que estão procurando. Foi uma das coisas que não consegui descobrir, ou pelo menos acho que não. –Pediu.
–As horcruxes de Você-sabe-Quem. São objetos em que foram colocados... –Começou, mas foi interrompido por Hermione.
–Elliot, creio que ele sabe o que é uma horcrux. –Hermione falou soltando um riso abafado ao observar a cara de tédio que o diretor fazia ao ouvir a narração que já devia ter ouvido várias vezes.
–Eu sei o que é. Perdão perguntar, mas você usou horcruxes no plural, não? –Indagou curioso, mas nada surpreso.
–Sim. Achamos que é mais de uma. –Ao dizer isso observou o velho senhor comprimir os lábios.
–É mais de uma, é só o que eu posso dizer antes de pesquisar um pouco mais. –Disse misterioso. Era óbvio que ele sabia mais do que queria contar, muito mais. –Já acharam alguma?
–Não sei se alguém de fora de Hogwarts achou. Mas agora nós estamos cada vez mais perto de achar uma aqui mesmo no castelo.
–Sim... Espero que tenham sucesso. Boa sorte. –Desejou, se ajeitando novamente na cama. Hermione trocou um olhar com Gina, e ela soube que estava na hora de ir embora. Tinham muito mais o que conversar.
–Bem, acho que já esta na nossa hora. Iremos visitá-lo em breve, Albus. –Gina falou e Elliot a olhou surpreso, por ele ainda tinham que fazer mais perguntas ao diretor, mas ela deu um olhar que o aquietou. Dumbledore não estava bem para certas conversas, e talvez não deveriam ter tido a que acabaram de ter.
–Estarei esperando. Acho que irei dormir um pouco agora. Adeus. –Todos se despediram dele e era extremamente complicado não chorar ali. Não só por ele, mas chorar por tudo. A coisa parecia cada vez mais grave.
–Até depois. –Hermione foi a última a falar e já estava na porta, preparada para sair. Não aguentou dizer adeus para ele naquele estado, era como se fosse para sempre, e ela não queria isso. O mundo poderia cair, mas Albus não podia morrer. Já estavam saindo, Luna já estava até do lado de fora, mas Hermione necessitou perguntar outra coisa. –Se acharmos a horcrux que estamos procurando, o que devemos fazer? –Ela pode sentir os pequenos olhos do diretor sobre ela, enrugados pelo sorriso.
–Destruam-na. –Disse simplesmente. –Se possível, em pedacinhos. Eu até diria para dar para o canino comer, mas seria muita maldade com o cão. –Sua risada era uma boa coisa de se ouvir, fazia a morena se sentir feliz quase instantaneamente. Então, ela riu com ele.
Segundos depois, os cinco estavam no corredor. E não tinham um destino.
Notas finais
Luna dando uma de menos Luna, e depois voltando com o seu jeitinho lunático.
Dumbledore... Quando vamos parar de nos surpreender com você? hehehe
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Irei fazer um novo trailer, vou dizer o porque na pagina da fic no face!! Beijos
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