Notas iniciais
Ta muito grande.

É que eu me diverti escrevendo como há tempos não fazia, não me culpem.

Não sei porque, mas esse é meu capítulo favorito até agora.

SOBRE OS COMENTÁRIO DESTA VEZ EU NÃO VOU RECLAMAR, E SIM ME DESCULPAR. SÓ TENHO ENTRADO NO PC PARA ESCREVER ENTÃO RESPONDER COMENTÁRIOS VEM SENDO DIFÍCIL, MAS EU PRETENDO RESPONDE-LOS TODOS ESSA SEMANA DANDO BASTANTE ATENÇÃO A TODAS :DDDD

Astoria, Gina Weasley( vi sua msg linda, te repondo logo!), Filha de Atena e kentirina obrigada pelas maravilhosas recomendações, o capítulo está grande também para agradece-las.

Uhuuuuuul 100.000 palavras na fic *---*

A garota de cabelos longos encaracolados e loiros foi a primeira a despertar naquela manhã. Ficou minutos seguidos debaixo das cobertas, observando os detalhes do teto obscurecido pela falta de claridade. Estava cedo. Bem cedo.


Luna pensou em voltar a dormir, mas algo em sua anatomia a proibia de voltar ao seu sono antes que escurecesse, essa característica a acompanhava desde pequena.


Chegou a conclusão que o melhor que ela podia fazer naquele momento era pensar. Talvez organizar idéias. Ou talvez não. Sua mente então a levou para longe, se arrastando pelos corredores, subindo lentamente até chegar numa certa sala que havia visitado no dia anterior. As imagens do dia de ontem passaram como um filme em sua cabeça.


Elas tinham o diadema, mas e agora?


A garota sabia que ele se encontrava em algum lugar no dormitório feminino da grifinória. Provavelmente dentro de uma das estantes utilizada por Hermione. E agora lembrava-se vagamente de alguém que dissera que deveriam destruí-lo. Uma pena, era um objeto tão lindo. Tão precioso. Ela imaginava o porque de Helena tê-lo roubado da própria mãe. Ela podia sentir o porquê. No fundo, Luna também o queria.


Examinando suas lembranças, Luna se recordou de quando descobriu que o diadema deixava quem o usasse mais inteligente. E o fato de ele estar carregado de magia negra o torna ainda mais... Tentador.


Ela não entendia o porquê de estar pensando assim. Na verdade, nem parou para pensar o porquê desses pensamentos terem a dominado, já era comum para ela ter pensamentos e idéias esquisitas. Era como se eles fossem enxertados dentro de sua mente, não feitos por ela. Mas ela concordava com os pensamentos invasores. Ela o queria.


Inquieta, ela deixou seu dormitório. Se arrumou rapidamente, sem realmente se importar com o que estava vestindo. Não levou casaco, nem algo que a pudesse cobrir em caso de tempo frio. Uma atitude imprudente, visto que o clima em Hogwarts não era dos melhores ultimamente.


De repente, uma ideia se apossou dela. Ela já sabia o que iria fazer.


Tomou o mesmo rumo que tomara dias antes, passando pelos corredores gelados e quietos. Desta vez, não se importou em olhar para trás. O sentimento de estar sendo seguida não existia agora, não da mesma forma que antes. Aos poucos, se aproximou de seu destino.


Calmamente, sentou-se ao chão e pôs-se a mexer com a meia colorida que só agora ela percebeu que colocara. Ela estranhava estar ali. Estava tudo tão parecido e tudo tão mudado ao mesmo tempo. Parecia que ela havia voltado no tempo, para o dia que veio indagar a Dama Cinzenta. O pior era que chovia tanto quanto no dia que viera ali.


Para tentar relaxar, cantarolou uma pequena parte de uma canção trouxa que ouvira nas férias. Não se lembrava de toda ela, apenas do refrão. Na verdade, nem sabia como lembrava desta pequena parte.

Helena demorara um pouco mais para aparecer desta vez, pois ficara observando a loira de longe. Tudo o que a fantasma conseguia pensar era no irritante barulho das gostas de chuva contra a fachada do castelo e o fato de ter perdido o seu próprio jogo na última visita de Luna. Ela não gostava de perder.


Certamente, a Dama Cinzenta foi mais dramática desta vez. Em um segundo, Luna encarava o vazio, completamente sozinha, e no outro ela estava a centímetros do rosto da fantasma, que a encarava com um sorriso no rosto. Ela deveria ter se assustado, mas não foi isso que aconteceu.


Luna, sem se incomodar com a proximidade da mulher morta ergueu uma das mãos, atravessando o corpo da fantasma, que agora estava dispersa como fumaça. Luna não soube o porque de ter agido assim, apenas o fez.


Um riso ecoou no corredor e a loira não precisou pensar muito para saber de quem veio. Helena estava com as feições raivosas, mas fez questão de não mostrar isso. Ela falhara outra vez, mas pelo menos havia entendido tudo. Se materializou outra vez, porém mais distante da garota.


–Eu estava me perguntando o porque da visita, mas está tudo claro graças essa sua pequena ação. Agora que olhei em seus olhos, posso quase sentir a resposta. –A figura cinzenta falou, dispensando as saudações. Agora mantinha em seu rosto um sorriso quase de triunfo. –Ah... Como senti falta disso! Devo dizer que está ainda mais forte. –Disse enigmática, sentando-se na frente da garota, que a olhava curiosa.


–O que esta mais forte? –Perguntou desconfiada, tentando ler a expressão da mulher. Parecia de... Satisfação. Mas com o que?


–Não estrague o momento com perguntas, menina tola. –Ela apertou o maxilar, perdendo um pouco da sua paciência, mas logo voltou para sua expressão anterior. –Lembra quando pediu para eu falar sobre o diadema mesmo você já sabendo a resposta? Farei um pedido semelhante agora. Quero ouvir em bom tom que você o encontrou. –Luna não sabia exatamente como ela sabia, mas segurou o impulso de perguntar, afinal, ela já havia respondido a pergunta silenciosa antes.


–Encontramos o diadema. –Disse simplesmente, observando a mulher apenas sorrir. Luna sabia pelos olhos de Helena que ela estava muito mais satisfeita do que demonstrava. E isso a preocupava.


–Como é bom ouvir isso! Queria poder tocá-lo.


–Logo ninguém poderá, ele será... –Luna se interrompeu bruscamente, por mais que tentasse continuar. Helena abriu um sorriso lentamente, se divertindo.


–Ele será? –falou suavemente.


–Ele será... –Tentou novamente, mas a palavra destruído não chegou a sair de seus lábios. Não por falta de vontade ou capacidade, apenas não saiu. Ficou em silêncio, tentando entender o que estava acontecendo, sem sucesso. –Eu devo ir. –Disse quase em desespero, levantando-se e saindo o mais rápido possível daquele corredor deixando para trás uma Helena completamente satisfeita. Não conseguira assustar Luna, mas seu inconsciente faria este trabalho por ela. Sabia como era ruim ser dominada daquela forma. E o pior é que não iriam perceber até que não tivesse mais volta.


–Adeus Luna. –Falou em meio aos risos que fluíam para fora de seu corpo. –Espero que sobreviva.


Então ela desapareceu.


A loira andava rápido. E não era uma escolha própria. Não. Seu corpo a obrigava a andar assim. Alguma coisa estava muito errada.


Errada com ela.


Levou as mãos aos cabelos soltos e seus dedos trabalharam para fazer um improvisado penteado. Estava quente. Luna deslizou a mão para o pescoço enquanto girava a cabeça, estalando-o. Ela sentia as gotículas de suor escorrerem para suas falanges e o calor irradiar para sua pele. Ela estava fervendo.


–Luna, você está bem? –Por mais que devesse se assustar, a loira não o fez. Virou nos seus calcanhares e observou quem falara com ela sem demonstrar surpresa, pois havia reconhecido a voz.


–Estou... –Sua voz assemelhava-se a um miado e ela deixou a cabeça tombar para trás com uma onda fervente que passou pelo seu corpo. Chegava a ser gostoso.


–Você não parece bem. –Observou, fitando as ações estranhas da garota. Ele sabia que ela agia de forma esquisita, mas nunca daquela forma.


Ele se preparou para dar um passo a frente, mas a risada dela o impediu. O imobilizou. O som agradável escorreu por todo o corpo de Neville. Nunca a tinha visto assim. Tomou coragem e andou, chegando mais perto de Luna que o olhava nos olhos, como se visse por ali o quanto ele estava ficando... Animado.


Seu olhar combinado com o constrangimento o fizeram parar. Luna fechou o pequeno sorriso que carregava, mas logo pôs-se a gargalhar. Isso o fez engolir em seco. Só sua presença estava mexendo com ele. Era como se ela irradiasse algo.


Ela deu um passo em direção a ele, depois mais outro. Quando estava perto o suficiente para que o garoto começasse a sentir o calor que vinha do corpoi da loira, Neville começou a andar para trás. Não sabia o porque exatamente, mas sentia-se intimidado. Muito.


E com razão.


O garoto não havia raciocinado que, se a cada passo dela em sua direção ele andasse para trás, logo seria encurralado contra a parede e isso não tardou a acontecer. A mente nublada de Luna contava com isso e sorriu largamente quando encostou seu corpo ao dele. Ele a olhava assustado, não entendendo sua ação. Jamais entenderia. Mas ele gostava.


Porque ela estava fazendo isso? Não sabia.


–Acho que você não está se sentindo bem. –Murmurou, jogando novamente a cabeça para trás, dando a Neville a visão de seu pescoço de tom leitoso. Ele não conseguiu responder. –Eu posso ajudar, o que acha? –Ela não esperou a resposta, sabia que ele não conseguiria falar.


Luna acabou com o restante de espaço entre os dois, colando seus lábios nos dele. Ele não esperava por isso, sabia que ela o odiava. Por isso, ele congelou. Ela gemeu em protesto e mordeu os lábios dele bruscamente, exigindo uma resposta. Ele nunca tinha sido beijado desta forma e também não esperava que o beijo da loira fosse assim.


Com uma calma que não tinha, Neville correspondeu o beijo e a garota o comandou, deixando inesperadamente violento. Luna corria suas grandes unhas pintadas de variadas cores pelas vestes do garoto. Não era o beijo que ela queria, nem estava beijando quem queria. Era apenas uma forte necessidade.


Então ela se separou dele, que sorriu para ela. A loira não correspondeu, apenas ficou ali, aproveitando a sensação de ter apaziguado o calor que sentia. Ainda estava quente, mas estava mais ameno.


–Tão melhor com o Charlie. –Comentou após ficar vários segundos calada. Se soltou dele e continuou seu caminho como se nada tivesse acontecido, não tendo nem chance de olhar para a expressão de tristeza de Neville.


E logo o fogo que a estava fervendo voltou ainda mais forte.


Do outro lado do castelo a outra loira despertou de um sono sem sonos. Fitou o teto por poucos segundos, então baixou o olhar para suas colegas de quarto. Todas dormindo.


Astoria suspirou e afastou as cobertas com um chute violento. Estava quente. Não se contentando com isso, arrancou a blusa que usava já que ninguém poderia vê-la.


–Calor. Calor. Calor. –Cantarolou, mas percebendo sua voz um tanto diferente da habitual.


Sentou-se na cama. Suas companheiras estavam todas cobertas, observou. Pôs os pés para fora, se levantando em seguida. Se direcionou para o local onde suas coisas ficavam guardadas, logo deixando o dormitório para trás.


E também uma nuvem de água condensada, igual aquelas de quando o hálito quente se encontra com o ar gelado. Só que maior. Do tamanho de um corpo humano.


Quase como se fosse uma tortura, Astoria colocou sua vestimenta. Estava com calor, então optou por colocar as peças mais leves que tinha. Uma saia até um pouco depois do meio da coxa, uma sapatilha preta e uma blusa social com os primeiros botões abertos e as mangas dobradas. Passou a gravata pelo pescoço, porém não a amarrou. Ainda com calor, prendeu os cabelos num coque com alguns fios soltos.


Não estava arrumada como costumava, mas certamente estava bonita. Teve que segurar o impulso de amarrar a blusa na barriga e subir a saia para não parecer vulgar. Na verdade, ela queria estar nua.


Com passos lentos ela se direcionou a escada que dava para o salão comunal de sua casa. Logo ela estava no meio da mesma e suas mãos estavam em seu pescoço detectando o suor que brotava nele. Não deveria estar tão quente assim.


Mal ela sabia que não estava.


Ela seguiria seu caminho normalmente se algo ali não tivesse chamado sua atenção, e pelo visto, aquele “algo” já havia a notado há tempos.


Sorrindo levemente, ela deixou cair a mão do pescoço e se aproximou um pouco dos três garotos sentados, apoiando o quadril nas costas de um sofá próximo e cruzando os braços sobre o peito.


Blaise, que antes conversava sobre variados assuntos com Krum e Draco, estava calado desde que uma onda de calor o atingiu, o que coincidiu com a entrada de Astoria no salão. Ele sabia que Draco havia percebido que ele mantinha o olhar na garota, mas ele não podia evitar. Ela estava maravilhosamente magnífica. E então, ele se levantou para cumprimenta-la, mas sua voz não saia.


Draco estava alternando o olhar entre a loira e o moreno, e ele sabia que estava demonstrando no seu olhar o sentimento de posse sobre ela. Ele andava demonstrando coisas que não queria ultimamente e não se orgulhava disso, porém o que estava feito estava feito e ele não poderia alterar isso. Quando viu Blaise se levantar ele o imitou, deixando Viktor sentando, olhando para a garota curiosamente.


–Bom dia rapazes. –Falou sorrindo e nenhum dos garotos reconheceu aquele tom de voz. Era... Sensual.


Os três não falaram nada, apenas a olhavam. Seu visual combinado com sua voz e seu olhar estavam causando efeitos nos garotos.


O loiro a olhava agora com sua habitual frieza, mas por dentro estava muito diferente. De repente, sentiu vontade de arrancar o cachecol fora. Alguma coisa estava aquecendo o local, e ele agora sabia que vinha de Astoria.


Teve que segurar sua mandíbula para não escancarar a boca no primeiro momento que a viu naquele dia, agora precisava segurar-se novamente. Como ele, mesmo que por alguns segundos, pensou nela como uma criança?


Seu cabelo preso desleixadamente o deixou imaginando como seria a sensação de mexer neles e como seria quando os visse escondendo parcialmente os seios nus da garota. Sua blusa com alguns botões abertos deixaram muito a imaginação, e a de Draco não o estava decepcionando. Ele desejava Astoria com todas as forças e mal percebia que seus companheiros também. Parecia que a loira havia deixado sair um lado dela que ninguém conhecia. Ela estava pegando fogo.


E Draco adoraria ser queimado.



–Vocês vão ficar aí me olhando ou vão me cumprimentar de volta? –Cobrou. Suas feições irritadas mostravam uma ruguinha entre as sobrancelhas, a fazendo parecer uma gatinha zangada.


–Bom dia. –Os três falaram juntos, e Astoria riu pela sinfonia de diferentes tons. Alguns frios, outros animados e outros enfeitiçados.


–Me digam, vocês não estão com calor com essas roupas? –Comentou, deixando o sofá e andando até estar um pouco a frente das duas figuras másculas em pé. Draco e Blaise, totalmente opostos na aparência, causando um belo contraste. Astoria não esperou uma resposta.


Com um sorriso de canto ela se aproximou de Blaise e o examinou por inteiro. Ele não entendia nada, tampouco os outros. Para a loira isso era divertido. Calmamente, se esticou até poder enlaçar o pescoço do garoto e depositar um beijo macio em sua bochecha e quando se afastou sorriu vitoriosa. Até os mais frios se rendem ao encanto de uma bela mulher. A prova disso era Draco a olhando irritado.


–Não fique com essa cara Draquinho. –Disse divertidamente enquanto levava sua mão direita a uma de suas maçãs do rosto pálidas dele, fazendo um leve carinho. O loiro rosnou, afastando o rosto do toque. –Você está me irritando. –Ela falou entre os dentes, sentindo o calor de sua irritação ser somado ao outro que a dominava.


–Então vá embora. –O tom de voz dele a irritou ainda mais. Draco não sabia lidar com o que estava sentindo.


–Pode deixar. –Murmurou jogando a cabeça para o lado por causa do vulcão que vinha de dentro e por sorte segurou um gemido antes que o mesmo deixasse seus lábios. Seu corpo clamava por algo, e ela não sabia o porque.


Mesmo com calor e mesmo sem entender porque esta agindo assim, ela levou as mãos aos cabelos, soltando os fios que repousaram sobre a blusa branca. Sentiu satisfação ao ver o olhar dos garotos, e o calor abrandou um pouco.


–Você não vai? –Draco insistiu rudemente, travando o maxilar. Astoria sorriu e se aproximou dele.


–Calma garotão. Sei que está ansioso para olhar para a minha bunda, mas tenho coisas a fazer ainda, então controle-se. Não cumprimentei Viktor ainda.


–Creio que “bom dia rapazes” englobe todos nós. –Provocou com raiva. Ele precisava se controlar.


–E eu creio que algumas pessoas merecem de atenção especial. Entende? –Piscou para o loiro. –Bom dia Krum, hoje você está especialmente... Gostoso. –Falou lentamente, correndo os olhos pelo belo rapaz.


Draco realmente precisava se controlar.


–Obrigado Astoria, você também está... Gostosa. –Agradeceu e se levantou, parando na frente da loira. Cordialmente, pegou sua delicada mão com a dele e levou aos lábios, deixando um casto beijo ali, sem nunca deixar de olha-la.


–Por favor, me chame de Asty. E não precisa agradecer, eu não falaria se não fosse verdade.


Então os dois se calaram e ficaram se encarando, e os outros dois que assistiam quase podiam ver as faíscas passando de um para o outro.


–Pode ir agora? –Draco perguntou, quebrando o olhar dos dois. Ela tinha que ir embora logo, ou ele não se controlaria.


–Calma Malfoy, por Merlin! –Exclamou o olhando zangada. –Adeus a todos. –Seu tom de voz se tornou doce, e então ela sorriu angelicalmente. Virou-se e voltou a andar para fora do salão.


–O que aconteceu com o “apenas amigos”? –Indagou para Blaise. –E você Krum, o que está tentando fazer? –O loiro quase rosnava. Não iria admitir nem para ele mesmo, mas aquilo que fez não era apenas o sentimento de posse falando alto, e sim ciúmes.


Astoria tinha conseguido deixa-lo intrigado e raivoso. Ela não parecia se lembrar do que aconteceu entre eles no dia anterior, nem agia da maneira apaixonada que ele achou que ela iria agir. Muito menos parecia ter feito aquela cena toda para lhe causar ciúmes. Ela estava sendo apenas ela. Havia libertado algo que deixara escondido todo esse tempo, e Draco não queria que todos vissem. Não, esse lado dela deveria ser apenas dele. O lado quente, safado e sensual Internamente, ele sempre soube que ela tinha aquilo, mesmo quando ela era apenas a irmã feia de sua garota. Daphne não era nada comparada a Astoria, e doeu nele admitir isso.


–E o que aconteceu com o “ela é apenas um prêmio. Uma garota para fuder”? –O moreno rebateu rindo da cara de Draco. –Desculpa cara, mas mesmo ela sendo só minha amiga eu sei quando vejo uma mulher gostosa. Acho que ela é demais para você. –Explicou.


–Faço a resposta dele a minha, tirando a parte dos amigos. E mesmo que nós fossemos, eu não perderia a chance com uma garota daquela. –Krum comentou. –Parece que você também a quer. Toma cuidado, porque eu pretendo entrar no jogo. E eu não perco. Nunca. –Advertiu, se jogando novamente no sofá.


Contrariado, Draco pôs-se a observar a bunda da garota que logo sumiu do local.


As horas se passaram, e logo todos já estavam acordados e tinham feito sua primeira refeição do dia e recebido suas correspondências, agora todos se direcionavam para suas respectivas salas de aula, evitando caminhos com partes abertas por causa do frio e da chuva.


Durante essas horas o calor ia aumentando para não apenas duas, mas sim quatro alunas do castelo. Estava a ponto de ficar insuportável. E não era só para elas. No dia de hoje, estavam chamando atenção masculina como nunca antes chamaram. Talvez fosse pelo brilho que o suor deixava em suas peles, ou talvez pelo cheiro dele, que se assemelhava a um perfume. Tudo nelas os chamava, estavam tentadoras.


Hermione Granger era uma das poucas pessoas do lado de fora da sala. A professora de herbologia havia notado sua temperatura e achou melhor ela ir a enfermaria ou tomar um ar. A morena sabia que estava quente e se sentia entorpecida, como se estivesse prestes a perder o controle.


Ela temia que isso acontecesse.


Andou sem rumo, procurando ao menos ficar perto das entradas de ar. Isso aliviava, mas não resolvia. Distraidamente, enfiou a mão no bolso do casaco que segurava nos braços para o caso de milagrosamente sentir frio. Seus dedos roçaram na superfície fria e irregular do diadema. Sim, ela o trouxera consigo.


Não havia como se separar dele e por pouco segurou o impulso de colocá-lo durante a noite.


–Matando aula Granger? –Hermione se virou, sorrindo para Draco que a observava encostado na parede. Tentador. Não era prudente da parte do loiro provoca-la assim.


–Fui dispensada por estar muito... –Pausou, lambendo inconscientemente os lábios, movimento que foi acompanhado pelo loiro. –Quente. –Completou maliciosamente.


Draco sentiu o calor o atingir da mesma forma que aconteceu mais cedo. Só que era um calor diferente, porém tão agradável como o outro. Não poderia dizer qual dos dois preferia.


–Nenhum. –Ele pensou alto, encolhendo-se minimamente ao perceber o que falara.


–Nenhum o que Draco? –Perguntou curiosa. Ela já havia acostumado a chamá-lo pelo primeiro nome, mas Malfoy nunca se referia a ela como Hermione.


–Nenhum professor a dispensaria por este motivo estúpido. –Tentou concertar, sorrindo friamente para o resultado. Soava como algo que ele falaria. Na verdade, ele estava falando sério. Não iriam dispensá-la por isso.


Hermione sorriu e se aproximou como uma leoa se aproxima de sua presa, olhando-o diretamente nos olhos, o prendendo ali. Quando estava perto o suficiente, Draco sentiu o ar cada vez mais quente em contato com ele. Ela o estava surpreendendo quase tanto quanto Astoria. Não esperava aquilo da Granger, mas ali estava ele, preso num olhar de uma Sangue-Ruim.


–Vê o porque agora? –A morena perguntou acabando ainda mais com o espaço entre os dois.


–Está bem claro. –Até lê se surpreedeu com o tom rouco de sua voz. O calor estava o cercando, eliminando seus pensamentos um por um, até que apenas a lembrança de seu único beijo com Hermione dominou sua mente. Ele queria de novo. Seu corpo clamava por isso ao mesmo tempo que o dela o chamava.


O loiro passou uma das mão pela cintura da garota e a puxou para si, colidindo os lábios com violência. Os dois não tardaram a se movimentar, tentando provar quem era o melhor, mas os dois tinham que admitir que ambos eram muito bons. Muito bons juntos.


Hermione pousou as duas mãos na base das costas do garoto, cravando as unhas ali, e começou a subir, o arranhando e tirando a blusa social de dentro da calça até chegar aos fios loiros claríssimos, os quais puxou. Com isso, se separaram por um minuto e acidentalmente se entreolharam.


Eles parariam que nem da última vez ou continuariam?


Draco a puxou de volta, afundando a cabeça no pescoço da morena, deixando mordidas e beijos por todo seu comprimento. Ali era o ponto fraco da garota. Ele inverteu as posições, colocando-a contra parede e esmagando os lábios dela com os dele novamente.


Hermione, raivosa por ter perdido a posição dominante, afunda suas unhas no ombro dele, que solta um leve e quase imperceptível gemido. A morena iria guardar para sempre o dia que Draco Malfoy gemeu para ela. Irônico, não?


O beijo continuou rolando por vários minutos, até Draco resolver se separar dela. Não poderia arriscar de alguém vê-los. Olhou nos olhos dela e encontrou o divertimento. Antes que pudesse falar algo, Hermione desenlaçou as pernas de seu quadril, ajeitando a blusa e a saia. O loiro não se lembrava em que momento do beijo ele a puxou para seu colo, mas Hermione sim, e por isso o divertimento.


–Enxugue a testa, você está suado. –A morena disse antes de piscar para ele e voltar a andar, procurando o caminho para o jardim. Ela precisava de ar.


O loiro ficou para trás, a acompanhando com o oljhar. Sua mente vagava pelos seus ideais e pelo o que conhecia da nascida trouxa. Aquilo não era certo, tampouco parecia errado. O ódio dos dois era tão forte que os fazia competir entre si em tudo. Eles necessitavam provar um para o outro que eles poderaim ser bons. E é isso que estavam fazendo. Competindo. Hermione queria provar que mesmo sendo uma Sangue-Ruim ela pode deixa-lo louco. Draco quer provar que consegue o coração de qualquer uma. E, se eles continuassem nesse caminho, ódio terminaria se transformando em amor.


Antes de se direcionar para a aula, pois subitamente ele teve vontade de assisti-la, seus pensamentos tomaram um rumo que o mesmo não esperava.


Granger poderia ser uma sonserina.


Quando o final das aulas chegou, Gina e Hermione seguiram juntas pelos corredores a procura de um local fresco para ficarem. As duas estavam diferentes, mas parecia que ninguém notava até chegarem perigosamente perto. O controle foi se exaurindo ao longo do dia, e agora estava bem escasso.


–Eu me sinto tão estranha. –Gina comentou, sentando-se num batente que separava o corredor da área externa do castelo. Hermione a imitou.


–Não é a única. Parece que eu vou atacar alguém. –Disse sorrindo, empurrando os fios do cabelo para trás e os prendendo com um arco. –Um homem, para ser mais exata. –A intenção da ruiva era gargalhar, mas ela conseguiu soltar apenas um risinho.


–Acho que estou precisando justamente disso. –Brincou, porém achava que era verdade. Ao contrário das amigas, não havia beijado nem estada perto de homem nenhum. Examinou as pessoas que passavam alheias ao que acontecia com elas. Involuntariamente seu olhar sempre se prendia nos rapazes.


–Não acredito que vou dizer isso, mas... –Respirou fundo antes de continuar, prendendo a atenção da amiga. –Espero que isso seja apenas falta de sexo, e não algo pior.


–Sou obrigada a concordar e eu odeio admitir minha decadência. –Resmungou chateada. –Sinto falta do David. –Suspirou, trocando um olhar com a morena.


–E eu do Alan.


Elas ficaram caladas por um instante, recordando de tudo que passaram ao lado dos garotos trouxas. Ficaram em silêncio também porque uma agradável brisa bateu em suas costas, trazendo alivio.


–Sabia que eu quase ataquei Snape esta manhã? –Gina voltou a falar, olhando para o sorriso fraco no rosto de Hermione.


–Sério?


–Infelizmente. Quase não consegui me segurar e acho que ele percebeu meu olhar. Eu realmente acho que não é apenas falta de sexo. O problema é que eu não consigo pensar, e sem pensar eu não posso chegar a uma conclusão. –Seu tom de voz era baixo, como se sofresse ao falar tais palavras.


–E eu sem pensar não vivo. –Falou simplesmente, abaixando a cabeça. –Eu agarrei o Draco hoje. Na verdade, ele que me agarrou. Eu só precisava acabar com a porra do calor.


–Eu te entendo. Eu não pensaria duas vezes em agarrá-lo. Ele é gostoso. –Acrescentou, arranhando a nuca com as unhas e fechando os olhos. Percebendo isso, Hermione também os fechou, deixando o calor a comanda-la mais um pouco. E apreciando a sensação.


–Gostoso é pouco. –Gina abriu os olhos para sorrir para Hermione, então percebeu que não foi ela que falara. Luna estava em pé na frente das duas, um tanto descabelada e com os lábios vermelhos. Seus olhos não demonstravam aquele costumeiro ar sonhador. Como se possível, a chegada da garota aumentou ainda mais a temperatura do ar que rodeava as três.


–Olá Luna. –Gina murmurou, fraca demais para dizer qualquer coisa a mais.


–Estava se agarrando com quem? –Hermione disse divertidamente, aparentando estar mais forte que a ruiva, e Gina começava a entender o porque.


–Eu não... –Franziu a testa e olhou para cima, como se tentasse se recordar. –Simas, eu acho. –Isso fez Hermione gargalhar.


–Sério? –A morena sabia o que aquele garoto havia feito com Luna, e estranhamente ela parecia não ligar.


–Ele estava lá, parado como um retardado e eu estava perto de enlouquecer. Não pensei duas vezes. –Explicou se sentando no meio das duas. –Acho que ele não ira se esquecer tão cedo. Na verdade, acho que ele nunca irá se esquecer, coitado.


–Que vingança hein? –A morena disse rindo para a loira, que abriu um belo sorriso.


–Extremamente deliciosa.


Elas até podiam parecer bem. Talvez algumas pessoas achassem que era uma simples febre. Até as próprias “vítimas” das garotas, que percebiam que elas estavam um pouco diferentes, não conseguiam ver a profundidade de tudo. Elas estavam tão mal que nem elas mesmas detectavam as diferenças, mas estavam obvias. Hermione e Gina não haviam notado de como a Luna estava agindo diferente, tampouco a loira notou como as outras duas estavam mudadas. E piorava a cada minuto.


–Eu já volto. –Gina falou de repente, se levantando com o resto das forças que tinha. Mesmo assim, ela não parecia fraca. Pareciam um tigre ou uma leoa agindo manhosamente. Naquele momento, ela era a mais perigosa das quatro. –Ou não. –Completou, começando a andar. As duas amigas observaram seu trajeto e abriram um sorriso malicioso ao perceber que ela agora puxava Dino pela mão. Destino? Algum corredor vazio ali perto. E elas não eram as únicas a ver isso. Harry Potter também olhava.


–Garoto de sorte. –Hermione comentou, ajeitando a postura para uma mais confortável. Não podia negar que sentiu inveja. Ela queria estar no lugar de Gina. Ou, pelo menos, dividindo aquele pedaço de carne com vida.


–Teria mais sorte se fosse comigo. –Luna comentou, gargalhando de uma forma que nunca fez.


–Ou comigo. –Hermione acrescentou.


–Ou com as duas. –Gargalharam juntas, chamando atenção para elas. Era uma bela visão. Juntas, elas examinaram as pessoas que estavam ali graças a uma pequena trégua da chuva.


–Elliot está vindo aí e nossa... Está uma delícia. –A morena disse libidinosamente, lambendo os lábios. Luna sorriu novamente, segurando o braço da garota.


–Querida hermione, eu tive uma ideia. –Sussurrou em seu ouvido, fazendo a morena sorrir sadicamente.


–Ela por acaso envolve o garoto que está vindo em nossa direção? –Perguntou interessada e a loira jogou a cabeça para trás.


–Ah minha querida... Ele é a ideia. –Sussurrou novamente. Com os olhos presos no corpo do loiro, elas o observaram se aproximar sorrindo, alheio aos pensamentos nada puro para com ele.


–Garotas! Eu estava procurando vocês. –Falou ao chegar perto, beijando a bochecha das duas. Ele não percebeu, mas o beijo atuou como um choque no corpo das duas, a fazendo estremecer.


–E agora que achou, o que ira fazer? –A morena perguntou sorrindo de lado, trocando um olhar com a amiga.


–Primeiro nós temos que achar Gina e Astoria. Eu recebi uma carta... –Divagou, tentando explicar. Mal ele sabia que elas não ligavam para o que ele tinha a dizer.


–Oh claro, vamos procurá-las. –Luna o interrompeu, se levantando apressada e puxando Hermione junto. O garoto as olhou franzindo o cenho e elas sorriram inocentemente para ele.


Logo Elliot estava sendo puxado pelos corredores pelas duas que estavam estranhamente animadas, olhando para cada corredor de forma teatral, logo falando que não tinha ninguém ali e trocavam um sorriso cúmplice. Estavam cada vez mais fora do controle de si mesmas e ele estava percebendo.


Ao passar por um corredor, onde elas iriam repetir o que fizeram nos outros, pararam, observando a cena com deleite. Um garoto e uma garota se beijando violentamente. A face da garota era coberta por seus cabelos. Vermelhos.


–Ops! Corredor ocupado. –Hermione brincou sapeca, puxando-o para o próximo corredor.


–Esperam, é Gina ali! Nós a encontramos. –Falou ainda sem reação pela cena que viu. Não era um beijo comportado.


–Mas ela está ocupada. Porque não nos ocupamos também? –A morena propôs, o guiando até a parede do corredor que acabaram de entrar.


–Com o que? –Várias ideias passaram pela cabeça de Elliot, afinal ele era um adolescente com hormônios. Mas nem ao menos sonhava que isso fosse acontecer. Mas isso foi antes de ouvir aquelas palavras com tanto significado saírem da boca da loira.


–Que tal seguirmos o exemplo dela? Só que aqui será mais divertido.


–O que esta acontecendo com vocês? –Não resistiu em perguntar, franzindo a testa. Ele conhecia as garotas, não muito, mas o suficiente para saber que nenhuma estava em seu juízo perfeito. –Tem alguma coisa errada. –Sussurrou, fazendo as duas gargalharem.


–Com a gente? Nada. –Hermione falou como se tivesse ouvido uma piada. E então parou, como se soubesse que luna iria falar algo.


–Mas com você... Vejo que está ficando animado. –Luna olhava para o meio das pernas dele, e, assustado, ele percebeu que era verdade.


–Eu não estou entendendo. O que deu em vocês? –Insistiu, segurando as duas pela cintura quando elas ameaçaram se aproximar. E então, ele sentiu o calor que vinha delas. Era como um sonho, porém real. Mas ele não podia se aproveitar, só faria isso quando Hermione real quisesse algo com ele. Sua mente pensou em Luna, mas ela era só sua amiga. Mas por que elas estariam assim? –O diadema. –Concluiu.


–Caladinho Elliot, e aproveite. –Hermione murmurou, passando os dedos pelo braço que a segurava, sem ouvir o que ele falara. Era como um zumbido.


Era difícil de não corresponder aos apelos das duas garotas. Extremamente difícil. E a cada vez que ele não correspondia, elas pioravam. Usavam de todos os seus artifícios, que não eram poucos.


Seu controle sumiu quando sentiu os lábios da morena contra os dele. Ele almejou tanto aquele momento e estava acontecendo. Era tão bom quanto ele esperava, melhor até, mas ele sabia que não era ela ali. Era uma Hermione, mas não a sua Hermione. Ele não reclamaria de ter as duas combinadas, mas apenas a que estava beijando não bastava. O mesmo valia para Luna.


Quando ele começou a notar durante o delicioso beijo que a loira estava quieta demais, Elliot percebeu o que ela ia fazer. Percebeu não, sentiu. Ela estava com uma das mãos no meio de suas pernas, acariciando calmamente a superfície e brincando com o botão da calça. Então ele congelou. Aquele era o sonho de todo homem que frequentava Hogwarts e ele estava querendo parar.


Ele deveria realmente ama-las para não corresponder aos toques.


–Se divertindo sem mim? –O garoto se desesperou ao ouvir aquela voz conhecida, e soube na hora que deveria ser outra vítima do diadema. Porque não aconteceu com ele?


–Você também Astoria? –Não segurou a pergunta, mas segurou o gemido ao sentir Luna apertar seu pênis e Hermione morder seu lábio inferior. O pior de tudo é que elas eram sincronizadas...


–Eu estava do outro lado do castelo, mas algo aqui estava me chamando. Agora eu vejo o que. –Explicou, admirando a cena com os olhos desejosos. Ele precisava fazer alguma coisa, se com duas ele não aguentava, imagina com três.


–P-porque não vamos para um lugar mais... Calmo e vazio? –Propôs nervoso, gaguejando, mas parecia que elas não notaram isso.


–Aqui é vazio. –Hermione disse com um toque de indignação com a voz.


–E calmo. –Luna completou.


–Mas a gente está em um corredor. –Ele tentou novamente.


–Elliot Shacklebolt não gosta de perigo? Uma pena, pois nós adoramos. –Astoria falou se aproximando.


–Eu já percebi. –Sussurrou.


–Que bom, agora calado. Abrir a boca só para gemidos, tudo bem? –As loiras mandaram ao mesmo tempo, o assustando. Ele precisava urgentemente fazer alguma coisa. Antes que elas acabassem com ele e depois com elas mesmas. Então ele teve uma ideia. Jogar o mesmo jogo que elas.


–Primeiro nós iremos para um outro lugar. –Disse firme, desencostando da parede e afastando a mão de Luna de suas partes intimas. Ele percebeu a mudança nas posturas delas, como se aos poucos o reconhecessem como um líder.


–Mas... –Hermione tentou, mas foi calada quando sentiu uma forte mão agarrar seu braço. O garoto iria se odiar por isso, mas mesmo assim não hesitou.


–Mas nada Hermione. –Ordenou entre os dentes.


–Ah Elliot... –Suspirou o nome dele, como se gostasse.


–Você gosta de ser tratada assim, não é cadela? –Então ele a jogou no chão com o mínimo de violência que conseguia, querendo se matar por fazer isso. –Alguém mais vai me contestar? –Viu as outras duas balançando a cabeça negativamente e esperou a morena levantar. -Então vamos.


Ele fez o caminho contrario de antes, saindo do corredor. Ele sentia o calor que emanava delas nas suas costas. Olhou rapidamente para trás e viu com alívio que elas não pareciam submissas, assim não passariam vergonha na frente de todos.


–Gina! –Chamou do inicio do corredor, observando a garota parar de beijar quem quer que fosse e o olhar curiosa.


–Elliot? –Perguntou confusa.


–Venha. –Ordenou, ficando surpreso quando ela obedeceu. Abotoando sua blusa e ajeitando os cabelos, ela logo chegou ao seu lado, assumindo a mesma postura das amigas. –Se recomponha Dino, e eu aconselho que seja rápido. –Falou chegando perto do garoto.


–O que aconteceu? –Perguntou desnorteado e Elliot considerou falar a verdade, mas achou melhor não.


–Você estava desmaiado, nós te acordamos. –Mentiu e olhou o garoto assentir. Se as coisas estivessem normais, ele esperaria pela Luna dizer a verdade para o garoto, sem notar que não era para faze-lo.


–Que sonho estranho! –Comentou, focando o olhar na ruiva. Ele agora achava que tinha sonhado que estava beijando ela.


Elliot o deixou no corredor mesmo vendo que o garoto estava confuso e um tanto debilitado pela experiência com a ruiva. Ele tinha coisas mais importantes para fazer, e as garotas eram mais importantes para ele do que um garoto qualquer.


Ele não sabia exatamente o que fazer, mas tinha certeza que deveria tirá-las de perto dos alunos. E apenas um local passou pela mente dele. Com passos rápidos e ciente que elas estavam o seguindo, ele seguiu o caminho para o lugar mais longe do castelo em que elas poderiam ficar trancadas. A cabana de Hagrid.


–Se o que eu estiver pensando for verdade, alguma coisa no diadema as faz ficar assim. Talvez seja um pedaço tarado da alma dele. –Murmurou, rindo da própria ideia.


Aos poucos eles foram e aproximando da pequena cabana. Elas observavam ali como se nunca a tivessem visto antes, o que com certeza não era verdade. Antes mesmo que Elliot pudesse bater na porta, Hagrid a abriu, o ordenando que entrasse.


–O que os trazem aqui? –Perguntou tentando esconder a preocupação. As garotas, assim que entraram, quase se jogaram na cadeira, exalando tanto calor que o local ficou aquecido.


–Acho que é meio óbvio. –Ele também estava preocupado. Elas pareciam estar entrando em um transe e ele temia que resultados isso traria.


–O que eu posso fazer?


–Eu não sei, não tenho ideia. –Admitiu.


–O que esta as fazendo ficar assim? –Perguntou botando a mão na testa de Gina, mas a tirou rapidamente. Fervendo era pouco para sua temperatura.


–Acho que o diadema. –Hagrid o olhou confuso. –Dumbledore nos mandou destruí-lo.


–Porque não o fez ainda? –Disse exasperado.


–Ele estava com Hermione ontem, pode estar em qualquer lugar. –Explicou desanimado, observando as garotas que pareciam dormir.


De repente, um barulho chamou a atenção dos dois. Soava como mordidas no metal. E era exatamente isso. O casaco que Hermione carregava havia caído no chão e Canino havia o examinado a procura de algo para comer. Agora ele mastigava algo.

–Canino, solta isso! Não é seu! Cachorro imundo! –Hagrid gritou para o cachorro que o olhava com desdém. –Por favor que o metal não saia nas fezes... –Pediu olhando para o teto e Elliot fez uma careta. –Sempre que a Hermione vem aqui da algo para ele comer, agora ele ficou mal acostumado.


–O que será que ele está mordendo? –O garoto perguntou se aproximando do cão que se empenhava em destruir o delicado objeto. Elliot quase desmaiou quando reconheceu a forma. –É o diadema.


Como se a palavra tivesse alguma força sobre as garotas, elas abriram os olhos ao mesmo tempo. Porém, não havia variação de cor neles. Não existia mais o verde, ou o azul e o castanhos. Eles eram de uma cor só. Vermelho.


–Canino, você anda delicioso esses dias. –Falaram juntas, como uma só voz. Elliot estranhou e Hagrid estava assustado demais para faze-lo. Elas estavam seduzindo o cão.


Canino soltou um ganido e largou o diadema, indo se esconder atrás da lareira. Hagrid esticou a mão para alcançar a peça, mas Elliot não deixou, o afastando dali.


–Não pegue. Elas vão tentar alguma coisa com você, e creio que não gostaria de ver isso. –Disse com nojo, pegando ele mesmo o diadema, antes que a mão de Luna pudesse alcança-lo.


–Me dê ele aqui. –As vozes juntas o assustava. Muito.


–Não, nós precisamos destruí-lo. –Falou afastando o diadema delas, deixando-o fora de seu alcance. Problema resolvido se Astoria não fosse alta.


–Ninguém irá destruí-lo ele é meu! –Gritaram com raiva.


–Não, ele é meu.


–Na verdade, ele não é de nenhuma de vocês, e sim meu.


Seria uma discussão normal se não fosse o fato de que cada frase era pronunciada pelas quatro garotas. Elliot estava confuso, parecia que uma pessoa estava discutindo com ela mesma.


–Vamos Elliot, se me der eu te darei prazer.


–Não a ouça, ela não é de nada. Você sabe que eu sou muito melhor.


–Garotas, se é que vocês ainda são isso, eu não poderei escolher para quem eu vou dar se eu não puder distinguir vocês. Falem separadamente, por favor. –Pediu abaixando o braço e segurando o diadema com as duas mãos. Elas se entreolharam por segundos, depois voltaram seu olhar para ele.


–Me dê Elliot. Sei que quer uma chance comigo, e eu irei dá-la a você. –Hermione falou, se aproximando dele docemente. Elliot até iria cair nessa, mas os olhos de fogo dela não o deixavam esquecer. Mas ele realmente queria a chance.


–Não Hermione, ele vai me dar. Sou muito melhor que você na cama. –Gina sibilou, estendendo a mão para Elliot.


–Não ouse dar mais um passo Gina, ou eu arranco seu braço fora. –Hermione respondeu no mesmo tom, encarando a ruiva.


Gina, é claro, não obedeceu. Logo Hermione estava em cima dela a enchendo de tapas e arranhões, mas a ruiva também não deixava barato. Elliot não sabia exatamente como, mas Gina inverteu as posições deferindo tapas no rosto da morena.


Astoria e Luna também entraram na briga pelo diadema. Seria algo interessante de assistir, mas em outra ocasião. Elas poderiam se machucar de verdade.


Elas se machucaram de verdade.


As feridas ainda não cicatrizadas de Hermione e Gina voltaram a abrir e a ruiva voltou a ter os dentes cobertos de sangue. Astoria e luna recebiam novos machucados a cada golpe deferido por uma delas. Não parecia uma luta de garota. Não quando melas começaram a usar chutes.


Elliot precisava para-las.


–Meninas, vocês estão aí brigando, mas eu que estou com o diadema. –Cantarolou, girando o objeto nos dedos. As garotas se entreolharam, então ajudaram uma a outra a se levantar.


Ele nunca se sentiu tão arrependido na vida de ter falado algo. Elas o derrubaram como se fosse um saco de batata, sem dificuldade nenhuma. Ele então percebeu a força que elas estavam usando nos golpes que davam há minutos atrás. Era sobre-humana.


Com a força do impacto, ele largou o diadema, mas elas estavam entretidas demais em machuca-lo para perceber. E então, elas caíram de lado.


Hagrid havia acertado o diadema. Com uma espada.


–Mas o que... –Elliot não teve tempo de terminar de falar antes de correr para se afastar.


Algo saia de dentro delas. Algo vermelho e amarelo. Não era fogo, parecia mais um tipo de fumaça colorida extremamente quente. As quatro bolas de fumaça se juntaram, formando uma espécie de rosto. E então se dispersou.


–O que aconteceu? –Hermione perguntou se sentando e passando a mão na testa.


–Eu sinto como se tivessem jogado uma pedra em mim. –Gina comentou, tentando se levantar.


–Devem ter sido os narguiles. Ou chizpurfles. –Luna comentou com sua voz suave, parecendo alheia a tensão do local.


–Eu devo estar um caco. –Astoria resmungou, sendo a primeira a se colocar de pé.


Quando estavam todas sobre suas pernas foram envolvidas por um abraço coletivo. Elas não entenderam o porque no início, mas logo as lembranças foram tomando conta de suas mentes. E então elas ficaram muito vermelhar.


–Nos desculpe Elliot. –Disse Hermione depois de fungar. Sim, ela estava chorando. –E você também Hagrid. –Sorriu para o gigante.


–Que isso. Adoro uma aventura como essa. –Se animou, pegando o que sobrara do diadema e jogou para canino, que animadamente pegou.


–Terminou que o Canino realmente vai comer isso. –Astoria brincou, se abaixando e fazendo carinho na cabeça do cão.


–Você podia ter se aproveitado. –Hermione murmurou para Elliot. Ela ainda estava presa nos braços dele.


–É, eu sei. –Disse rindo, aspirando o cheiro do cabelo dela. –Foi difícil não faze-lo.


–Obrigada por ser tão incrível. –A morena o apertou no abraço para depois se distanciar e deixar um leve beijo nos lábios do garoto, que instantaneamente ficou vermelho. Era isso que ele queria.


–Acho que temos que falar com Dumbledore agora. –Gina falou tentando se ajeitar. Todos concordaram.


Eles saíram quase na mesma formação que entraram, só que desta vez elas andavam ao lado dele. Ninguém diria que algo acontecera com eles ao olhá-los. Eles estavam normais. Agora elas sentiam o frio que não sentiram o dia inteiro.


Aos poucos eles foram se aproximando da enfermaria onde Dumbledore estava. Ele ainda não tivera alta e nem tinham previsão de quando teria. Ainda era chocante para elas vê-lo daquela forma.


–Mas que bela visita! –Dumbledore exclamou feliz ao vê-las, ajeitando o corpo na cama de lençóis brancos. –Vieram me dar boas notícias?


–Na verdade sim, encontramos a horcrux. –Hermione achou melhor começar pelo início. Dumbledore assentiu pensativo.


–Disso eu já fui informado por Harry Potter, ele veio me fazer uma visita mais cedo. Estava irritado com o fato de não ter ficado com o diadema, e eu falei que ele não podia estar em melhores mãos. –Disse parecendo estar indignado, mas sorriu após terminar. Elas sabiam que Harry não ia simplesmente deixa-las levar a horcrux sem reclamar com o diretor.


–Então darei uma notícia melhor ainda. -A morena falou, trocando olhares risonhos com os amigos.


–Estou ansioso. –Disse esfregando uma mão na outra.


–Nós já o destruímos. –Hermione abriu um sorriso ao perceber a expressão de felicidade do senhor.


–Oh!Quem o destruiu? –Perguntou animado como uma criança, agarrando a coberta que o cobria. Hermione estranhou, pois ele realmente parecia saber.


–Hagrid. –Luna falou e o diretor sorriu satisfeito.


–Que interessante!


–E nós sabemos que foi o senhor que deu a espada a ele. –Hermione completou, sorrindo para a cara de falsa surpresa dele. Ele queria que elas soubessem que ele tinha o dedo nisso.


–É claro que fui eu! –Colocou a mão no peito, admitindo. -Mas sabem que eu não direi o porque, não é? -Perguntou fazendo eles rirem.


–Sabemos. –Disseram juntos, relembrando o que aconteceu pouco tempo antes.


–Voldemort já deve estar ciente que uma parte de sua alma se foi, teremos que preparar o castelo para ataques. –Falou em voz alta, porém para si mesmo. -Sobre resto do mundo bruxo... Bem, eu espero que não haja grandes estragos. –Disse pesaroso.


–Então ele percebe? –Astoria perguntou, o fazendo voltar a prestar atenção neles.


–Mas é claro. É como se uma parte dele se fosse.


–Então, se nós tínhamos uma parte dele conosco, ela podia afetar a gente, não é? Quer dizer, ele é tão poderoso... –Gina falou indicando o “poderoso” com as mãos.


–Entendo onde quer chegar, e creio que sim, é possível que carregar um pedaço da alma de alguém tão perverso possa afetar vocês de alguma maneira. O que estão querendo me dizer? –Perguntou desconfiado e elas abaixaram a cabeça.


–Nós... Bem... É... –Hermione tentou, mas logo se calou.


–É que... –Aconteceu o mesmo com Astoria.


–A gente... –E com Luna.


–Ao que parece o diadema as controlou pelo dia de hoje, se eu não as tivesse levado até a cabana, sabe-se lá o que iria acontecer. –Elliot terminou falando, esfregando os dedos no ombro de Hermione, que sorriu para ele.


–Não foi bem pelo dia. De manhã era só um calor desconfortável, mas foi piorando com as horas. Só passava quando estávamos... Perto do sexo oposto. –Gina falou timidamente.


–E nós, pelo menos eu, não conseguíamos nos controlar. Era como se eu fosse me perdendo aos poucos. Eu estava ali, mas não me comandava. –Astoria completou, tão tímida quanto a amiga.


–Entendo... –Dumbledore assentia.


–Tenho certeza agora que foi por causa do diadema. Ele nos atraia de uma forma inexplicável, tanto que brigamos por ele. Eu só não entendo o porque. –Hermione desabafou.


–Acho que sei o que aconteceu. Hermione e Luna, sei que conhecem a história. Helena roubou o diadema da mãe para se tornar mais inteligente que ela. Talvez o próprio diadema a tenha obrigado a fazer isso, isso explica o porque de vocês terem brigado por ele.


–E com a magia negra ele se tornou mais perigoso. –Lunaterminou para ele.


–Exato Luna. Ele colocou algo em vocês. E acho que nunca irá desaparecer por completo. –Elliot engoliu em seco e as garotas gargalharam, acompanhadas pelo diretor. Ele parecia ter melhorado com a presença deles.


–Mas porque não me atingiu? Ou a Harry e a Ronald? –Elliot perguntou confuso, querendo acabar com as risadas.


–Tem certeza que não?


–Tenho. –Afirmou.


–Olhem bem para situação. Você conseguiu as fazer obedecê-lo, não? Quando as levou para a cabana de Hagrid. –Perguntou novamente, o examinado.


–Sim. –Disse simplesmente, dando de ombros.


–Aí esta o que o diadema fez com você e provavelmente com os outros dois também.


–Não entendo. –Hermione deixou escapar junto com Elliot, que se olharam timidamente e abaixaram a cabeça.


–Você era o líder, elas tinham que lhe agradar a qualquer custo. –Explicou e Ellio arregalou os olhos.


–Isso é completamente machista. –Hermione reclamou indignada.


–Acho que representa bem relação de Bellatrix e Voldemort. –Astoria comentou sorrindo.


–É a mais pura verdade Astoria. –Concordou com a loira.


–Antes de irmos eu queria perguntar outra coisa. –Elliot pediu.


–Sou todo ouvidos.


–Recebi esta manha uma carta de meu pai pedindo minha presença e a das garotas numa reunião que ocorrera daqui a uma semana. –Explicou, fazendo Luna e Hermione abaixarem a cabeça. Elas se lembravam da carta.


–Sim, entendo... Vocês querem sair de Hogwarts? –Foi mais direto, o olhando significativamente.


–Isso. –Concordou.


–Temo que não posso permitir que saiam numa época como essa. –Disse pesaroso, ouvindo os murmúrios de desapontamento de todos. –Porém, se vocês conseguissem sair sem ser pegos, eu não poderia fazer nada. –Disse dando um sorriso quase infantil. Ele estava permitindo que eles fugissem. Hermione abriu um sorriso.


–Obrigada Dumbledore. –A morena agradeceu e ele a olhou confuso.


–Pelo que? Não fiz nada. –Disse com falsa inocência. Hermione gargalhou.


–Pela explicação do diadema. –Ela piscou para ele que abaixou os olhos se focando para não rir de si mesmo.


–Oh sim. De nada. –Falou com um sorriso de canto.


–Até depois Albus. –Falou docemente, se aproximando e dando um beijo em sua tesa. O ato foi repetido por todos, menos Elliot, que deu um pequeno tapinha no braço do diretor.


Eles saíram da enfermaria, andando em passos realmente lerdos. Eles não sabiam o que fazer. Estavam novamente sem um destino. Então decidiram ficar calados.


O que não durou muito.


–Astoria, posso falar com você? –Hermione perguntou olhando nos olhos da loira, que sorriu.


–Claro. O que quer? –Falou animada, parando na frente dela. Hermione engoliu em seco e olhou para Gina, que entendeu o recado.


–Bem gente, foi um dia complicado e cheio e eu estou indo. Luna e Elliot vão me acompanhar. –Gina falou, agarrando o braço dos amigos e os puxando.


–O que? –O garoto perguntou confuso.


–Não me desafie, vamos. –Ordenou, arrastando eles para fora daquele corredor e as deixando sozinhas. Gina era realmente muito discreta.


–Estranho... –Astoria falou olhando para o caminho que a ruiva fez.


–Ela fez isso para eu poder falar a sós com você. –Hermione explicou respirando fundo. Astoria riu.


–Eu percebi, é por isso que é estranho.


Elas voltaram a andar lentamente lado a lado. Hermione tentava criar coragem para falar algo que provavelmente iria acabar com sua amizade com a loira e Astoria estava extremamente curiosa.


–Preciso te dizer uma coisa e eu peço que você não grite, nem me bata e nem me odeie. –Hermione começou. Sabia que nenum de seus pedidos seria atendido.


–Vou te odiar se você não parar de enrolar. –Reclamou irritada. Hermione respirou fundo e optou pela maneira mais fácil.


–Eu beijei o Draco. –Disse de uma vez, fechando os olhos esperando um grito ou pelo menos um tapa.


–E... –Astoria falou como se a incentivasse a continuar. Hermione franziu o cenho, estranhando. Era para ela estar com raiva.


–Não está nervosa. –Teve que falar alto para que realmente pudesse acreditar. Astoria gargalhou.


–Todas estávamos fora do controle hoje Hermione, e não é segredo que rola alguma coisa entre vocês, eu não sou cega. –Explicou passando a mão no ombro de Hermione para acalmá-la. Astoria tinha entendido errado, e agora Hermione não conseguiria não dizer a verdade.


–O problema é que hoje não foi a primeira vez que o beijei. –Soltou mais essa, fechando os olhos e esperado o ataque que novamente não veio.


–Oh. Isso muda um pouco as coisas. –Disse simplesmente, colocando o cabelo atrás da orelha e olhando Hermione nos olhos.


–Eu sei, se arrependimento matasse... –A morena falou com culpa. Não era certo fazer isso com uma amiga. Ela se sentia uma vadia.


–Não me olhe assim, não é como se eu fosse te matar ou pular no seu pescoço. –Disse brincando, empurrando o ombro de Hermione. -Eu estou chateada sim, mas não é nada crítico.


–Não? –Perguntou surpresa.


–Olhe Hermione, você realmente gosta dele? –Indagou esperando sinceridade.


–Não. –Hermione foi sincera. Ela não gostava dele. Ela se sentia atraída ou algo parecido.


–Ótimo, nem eu. –O queixo de Hermione foi ao chão com isso. Parecia que a amiga realmente havia superado o estrago que ele fizera no coração dela.


–Oi? –Perguntou assustada.


–É isso que ouviu. Eu não sou mais apaixonada por ele, mas eu ainda sinto alguma coisa para ele. E também não sou mais aquela garotinha de merda. Eu sei que ele não é o único que pode me fazer feliz. Na verdade, acho que ele não pode me fazer feliz. –Disse rindo um tanto amargurada. Sorriu surpresa ao ser pega pelo abraço da morena e retribuiu de bom grado.


–Obrigada por não surtar. Eu estava com tanto medo que você fosse me odiar. –Disse entre lágrimas a apertando com força. Era um alívio imenso, mas não diminuía a culpa.


–Nossa amizade é grande demais para isso, nunca se esqueça desse fato. E se te faz um pouco melhor, eu beijei o Krum. Estamos quites.


–Sério? –Hermione não acreditou no que ouviu e começou a rir. Era estranho pensar nos dois juntos.


–Sim, hoje de tarde. Eu acho que dei em cima dele de manhã, aí ele terminou me seguindo e eu o beijei. –Explicou meio confusa, rindo dela mesma e puxando Hermione pára outro abraço.


–Pretende continuar com ele? –Sussurrou em seu ouvido.


–Se não te incomodar... –Imitou o gesto da morena, mas logo a soltou para olha-la nos olhos.


–Não me incomoda. –E era verdade.


–Então estamos oficialmente dividindo homens! –Disse animada, dando pulinhos.


–Coitados!


Elas se olharam por um segundo e então começaram a gargalhar. Gargalhar muito alto. Era uma situação engraçada e ao mesmo tempo lamentável, mas enquanto elas não se decidissem iria ficar assim.


Logo elas se deram conta da hora e tiveram que se despedir. Se abraçaram por vários minutos antes de seguirem para lados opostos, mas antes de sumirem em outros corredores, Astoria se virou para a amiga.


–Hey hermione! –Gritou chamando a atenção da morena, que se virou para ela.


–Sim? –gritou também, sorrindo ao se lembrar da conversa.


–Vamos fazer a vida de Draco um inferno, combinado? –Ao que parece, além de ter superado o estrago de seu coração, planejava pagar coma mesma moeda. Hermione sorriu sadicamente.


–Nem precisava falar.

Notas finais
Coitado do Neville :/

Coitado do Draco :p
Acho que todo mundo percebeu que era o efeito do diadema desde o iníco né? Eu lembrei daquela cena do filme que tudo pega fogo na Sala Precisa e já que eu não destrui o diadema lá eu achei interessante brincar com a ideia do fogo, que se transformou em calor e sexo na história.

Quase, bem quase mesmo, coloquei uma cena de sexo, mas achei melhor não.

Capítulo dos beijos hehehehe

Gostaram? Amaram? Odiaram?

Recomendações?

Responderei logo os comentários de todas, amo vocês!

Beijocas