As Garotas De Hogwarts

40 Apenas para ser morto


Notas iniciais
Uhuuuuuuuuuu 40° capítulo gente e 1688 comentários, sendo que tinham 1560 quando eu postei o último!! Faltam (só) 15 capítulos!!! Ou menos, porque eu acho que eu vou cortar um monte de coisa ainda.

E para comemorar o capítulo 40... Tchan tchan tchan tchan 40.000 palavras!!!!

Não, gente! Respirem e voltem ao normal. Não são 40.000 palavras, são apenas 8.000 e alguma coisa.

Continua grande da mesma forma.

O problema é que eu, euzinha mesmo, não sei mais como escrever aqueles bons e velhos capítulos de 2.000 palavras. Eu tento, eu juro que eu tento. Mas eu tenho um planejamento de cada capítulo e tudo que eu tenho colocar nele e eu o respeito. Muito.

isahpotter, obrigada pela linda recomendação!!!!!

Estarei respondendo os comentários do último capítulo logo!!

NOS VEMOS LÁ EMBAIXO, TENHO RECADINHO!!!

Assim como tudo na vida, o tempo passa. E para a infelicidade de todos, passa muito rápido.


Em tempos como aquele as horas eram prweciosas, ainda mais quando não se sabia o que fazer com elas. A maioria não sabia. Apenas observavam o que acontecia ao redor, pedindo a quem quisesse ouvir que nada de mal aconteça a eles.


À medida que os dias passavam as coisas pioravam. Começou com relatos de pessoas dizendo que viram figuras de capas pretas perto dos limites de vários vilarejos bruxos. Agora Hogwarts reforçava suas regras e melhorava sua segurança após o ataque direto à Hogsmeade durante um passeio dos alunos no final de semana. Felizmente, não houvera nenhum morto. Ainda.


A rotina dos alunos havia mudado. Agora era estritamente proibido a estada de alunos nas áreas externas do castelo, como o jardim e os horários de recolhimento eram monitorados por professores para que ninguém os desrespeitasse.


Elliot pensava constantemente em como faria para sair de Hogwarts para a reunião que o esperava. A data se aproximava cada vez mais e ele não enxergava como iria sair com quatro garotos de um lugar extremamente monitorado. Ele estava desesperado.


Era uma terça-feira, exatamente sete dias depois do dia que o diadema fora destruído. Duimbledore melhorara o suficiente para voltar aos seus aposentos e ninguém sabia exatamente o que o manteve tanto tempo na enfermaria e tampouco foram informados de seu estado de saúde atual. Com a impossibilidade de fazer algo mais produtivo, as garotas passavam a maior parte do tempo na biblioteca junto a Cormac, blaise e Draco, estudando. De tempos em tempos Rony, Harry, Elliot e Krum apareciam por lá, ou apenas para incomodar ou para se informarem de algo que só as garotas tinham acesso.


Harry Potter se sentia trocado, pois Dumbledore confiava muito nelas. O que ele não sabia que a confiança dele era tanta que a vida do garoto que sobreviveu estava nas mãos das quatro.


Naquela manhã, Draco acordou inquieto. Ele estava preocupado. Com medo até, por mais que não admitisse nem para ele mesmo. O pior é que ele não tinha como evitar. As responsabilidades que adquiriu o assutava e cada vez mais ele ficava indeciso. Ele teria de salvar a única pessoa que importava para ele, mas para isso ele teria que prejudicar pessoas que ele tinha cada vez mais afinidade.


Ele se olhou no espelho adornado, sorrindo de lado para sua aparência. Penteou os fios loiros para trás como costumava a fazer e saiu dali. Com uma rápida olhada pela janela, ele constatou que ainda estaria frio, então vestiu-se apropriadamente.


Quando decidiu que estava tão bem arrumado como sempre, ele deixou seu dormitório, descendo as escadas com as mãos nos bolsos. Examinou o Salão Comunal a procura de alguém conhecido.


Haviam duas pessoas de costas para ele. Um homem e uma mulher. O homem não importava para ele. Mas ela sim. Correu seus olhos pelas curvas da mulher, admirando-a, demorando-se quando fitou seu belo quadril. Quem era ela?

Ele reconheceu a figura masculina assim que desviou os olhos da bunda dela. Era impossível não reconhecer Viktor Krum, mesmo de longe. Ele era provavelmente a maior pessoa em Hogwarts depois de Hagrid.


Draco ia brincar com ele, mas então, finalmente, percebeu quem era a mulher ao lado dele. Não entendeu como não a reconheceu antes. A verdade é que ele ainda não estava acostumado em enxerga-la assim. A bela mulher era Astoria. Então Viktor iria realmente fazer o que prometera. Draco Malfoy tinha concorrência agora.


–Acha que este salão é sua casa agora Krum? –Perguntou irônico, observando os dois se virarem assustados.


–Só venho quando sou convidado. –Disse simplesmente, puxando a garota pela cintura. Draco se segurou para não rosnar.


–Astoria? –Perguntou, mas soou como uma acusação. Um pedido para ela sair de perto do outro. Ele tinha se desculpado, isso não deveria acontecer. Ela era dele.


–Olá Draco. –Cumprimentou-o, ignorando seus olhos que quase imploravam a ela que se distanciasse. Ele não percebia que estava fazendo isso. –Vai me expulsar de novo? –Disse rindo, tentando quebrar a tensão do lugar. As feições do loiro a estavam divertindo.


Astoria nunca havia sido tão sonserina na vida. E estava pagando quase na mesma moeda.


–Acho que quem tem que sair daqui sou eu. –Falou amargurado, tentando buscar qualquer indicio de que ela estava fazendo isso para ele. Ela levantou uma das sobrancelhas e ele desviou os olhos, se arrependendo por escolher justamente aquele momento para mostrar o que sentia.


Astoria realmente mudara durante a semana passada. Mantinha um olhar mais seguro e um jeito mais selvagem. Mas ainda assim era diferente, não era descontrolado como no dia que destruíram o diadema. Ela manteria esse lado preso até o momento que fosse oportuno deixa-lo vir a tona. Draco abia que ela estava assim por causa da presença de Krum.


O diadema havia marcado as quatro à fogo. Literalmente.


–Que bom que entende. Estávamos num momento pessoal. –Ela disse.


–Aqui não é indicado se querem privacidade.


–Pelo menos é melhor que os corredores. Mas acho que a torre de astronomia é uma boa. – Disse olhando para o garoto ao seu lado, o abraçando forte. –Vamos?


–Claro princesa. –Disse beijando-a levemente nos lábios sob o olhar assassino do loiro. –Até depois Draco.


Ele ficou ali, calado e parado, observando os dois se afastarem. Não gostara nada de ter visto aquela cena. Não conseguia admitir que havia a perdido para outro homem, principalmente quando ele resolveu se redimir. Ela não enxergava o quanto estava se esforçando? Ele se sentia traído.


Gina andava lentamente, sorrindo para as duas cartas que havia recebido. Uma delas, a que julgava mais importante, estava guardada no bolso de suas vestes. A outra ela levava nas mãos.


A carta poderia ser direcionada a ela, porém incluía suas amigas. Porém ela não era a única que havia recebido uma carta. Astoria recebera algo semelhante a um convite. Era uma carta bem grande, dividida em quatro partes. Os escritores dela também eram mais de um, e eles atendiam pelo nome de Alan, David, Charlie e Louis.


–Recebeu uma carta de amor esposa? –Cormac perguntou atrás dela. Rapidamente e torcendo para ele não perceber, trocou as cartas. Sinceramente, ela não sabia qual era a pior.


–Quem me dera marido. Minha família que me mandou. –Ela não falou toda a verdade, mas também não mentiu. Se virou para ele, sorrindo.


–Acho bom... –Dissera satisfeito, mas então parou e a olhou chateado. –Como assim “quem me dera” Ginevra? –Tentou fazer parecer brincadeira, mas não foi bem sucedido.


–Ciúmes Mclaggen? –Cantarolou, o olhando desafiadoramente.


–Não vou mentir. Sim. –Foi direto, o que a assustou um pouco. Para ela o que parecia apenas diversão para os dois, agora estava parecendo ficar sério. E ela não podia dizer que não gostava.


–Eu gostaria de receber uma carta sua de amor. Melhorou? –Perguntou sorrindo para a felicidade dele ao ouvir isso. Ele estar feliz a fazia feliz, e isso era estranho.


–Muito.


Ele a puxou pela cintura de forma bruta, encostando seus lábios nos dela. Gina voltou a pegar fogo.Mas era um calor gostoso desta vez. Foi um beijo grandioso, irradiando sensualidade e desejo. As bocas se mexiam de forma sicronizada, num jogo quase de perguntas e respostas. Um provocava e outro respondia a altura. E foi assim até serem interrompidos.


–O que está acontecendo aqui? –Eles se separaram assustados ao ouvir a voz raivosa. Pensaram que era um professor ou algo parecido. A verdade era bem pior.


–Só me faltava essa... –Gina comentou sussurrando, fitando o moreno a sua frente. Harry não parecia muito feliz.


–Seu irmão não vai gostar de saber disso. –Afirmou a primeira coisa que veio a cabeça, fazendo Gina gargalhar.


–Então você vai contar? –Perguntou se divertindo. Harry Potter estava com ciúmes.


–Vou. –Ela não gostou nada do que viu. Não gostou da primeira vez que viu, nem da segunda, e provavelmente nunca iria gostar. Ele não deveria pensar nela assim, como se fosse dele, ele tinha namorada, mas naquele momento ele mal lembrava o nome da coreana. Ou seria japonesa? Chinesa? Ele não sabia. Ou melhor, não se lembrava.


–Então acrescente aos seus relatos que eu estou planejando fazer coisas inapropriadas com ele. Anote aí a data, a hora e o preço do ingresso. Creio que não quer perder a cena. E é claro, leve Cho. Sabe com ? Para ter umas idéias novas para apimentar o relacionamento. Não queria falar nada, mas... Você realmente precisa. –Disse seriamente, escondendo toda sua vontade de rir da cara do moreno. Ele estava vermelho. Muito vermelho.


E então ele se virou e foi embora. Gina se sentiu livre para soltar suas gargalhadas na presença de Cormac, que a olhava risonho.


–É serio isso? Acho que poderíamos fazer um dinheiro. –Comentou rindo e Gina o olhou sapeca.


–É, porque não? Mas eu não quero platéia, só você. –Ela subiu na ponta dos pés para alcançar a boca dele para um leve beijo cheio de promessas que ela esperava ter tempo de cumprir.


–Você é exatamente o que eu preciso. Não preciso de mais nada nem ninguém. –Isso pareceu uma declaração aos ouvidos dela. E realmente fora uma. Ela se derreteu e o puxou para mais um beijo, desta vez mais demorado.


–Mas não hoje. –Disse o empurrando. Cormac estava tonto e com um sorriso bobo nos lábios. –Tenho algo a fazer.


–Você me deixa louco ruivinha. –Comentou baixinho, perto do ouvido dela. Ele gostaria de gritar ao mundo, mas não o faria. Não agora que o corredor se enchia de gente.


–Digo o mesmo a você.


Ela o empurrou, sorrindo de lado para ele e então se afastou. Um sorriso irresistível na opinião do garoto. Um sorriso que o fez ter vontade de puxa-la de volta e leva-la para algum lugar para poderem ficar a sós. E se não fosse isso que ela queria? Não importava, ele faria qualquer coisa por ela.


–Ei, Ginny! –Gritou num impulso e ela se virou, sorrindo. Pode perceber que as demais pessoas os olhavam curiosos.


–Fale! –Gritou de volta.


–Quer namorar comigo? –Ouviram os murmúrios de surpresa de todos ali presentes. Gina gargalhou com a cara que Cormac fez. Se virou novamente e voltou a andar, só para desesperar um pouco o garoto.


–Quero. –Gritou de costas. Pode ouvir as fofocas já se espalhando pelos corredores de Hogwarts. Não se virou para olha-lo.


–Que bom. –Ele também se virou, seguindo o caminho oposto. Com um sorriso gigantesco no rosto, ele se segurava para não comemorar. –Ótimo. –Sussurrou para ele mesmo.


Só amigos? Não mesmo.


Horas mais tarde, Hermione estava inclinada sobre o ombro de Draco, que estava sentado, tentando lhe explicar algo sobre lobisomens, mas ele não parecia disposto a aprender, apenas a ficar dando alfinetadas na morena, e constantemente tinha seu ombro beliscado. Luna falava sobre herbologia com Blaise e Elliot discutia algo com Cormac.


–Hermione, onde está Gina? –Luna perguntou, levantando os olhos do livro de capa verde. Hermione a fitou cansada.


–Pela décima vez Luna, ela está resolvendo algo que eu não sei do que se trata. –Disse lentamente.


–Você poderia desencostar de mim Granger? –Malfoy perguntou rude, afastando o braço de Hermione, a fazendo perder o equilíbrio. Ele estava terrivelmente mal-humorado naquele dia, e ela já suspeitava o porque. Astoria havia começado a fazer a vida dele um inferno.


–Com todo o prazer. –Resmungou se afastando. –Você não vai aprender mesmo. –Disse rindo.


–Você bem que gosta Draco. –Blaise brincou, recebendo um olhar raivoso do loiro.


–Mesmo que valesse a pena, o que não é o caso, eu iria ser contaminado. –Falou maldoso, esperando a reação de Hermione. Ele arregalou levemente os olhos quando ela gargalhou. A morena se aproximou de sua orelha e ele sentiu sua respiração bater em sua pele.


–Sinto muito lhe informar Draco, mas você já foi. –Murmurou. Se afastou e piscou para ele, que sorriu vingativo.


–Hermione, pode encostar-se em mim se quiser. –Cormac disse rindo e Hermione o olhou com divertimento estampado no rosto.


–Achei que seu alvo era a Gina. –Comentou.


–Alvo atingido com sucesso, já que tocou no assunto. Mas eu descobri que vocês andam compartilhando. –Hermione estreitou os olhos e ele sorriu largamente.


–Quem te contou? –Indagou.


–Gina, é claro.


–Que filha da puta! –Exclamou, fechando o sorriso. -Molly, desculpe, ando te xingando demais, mas assim não dá. Como você faz uns filhos desses? Me diz para eu não errar quando for mãe. Desculpe novamente por dizer isso. –Sussurrou o mais baixo que pode, assim só ela pode ouvir.


–Como é que é? –Draco perguntou, virando o corpo na cadeira para ficar de frente para a garota. Ele parecia interessado, mas também parecia levar na brincadeira.


–Esquece Draco. –Hermione resmungou. –Vou procurar alguns livros. Já volto. –Avisou, se distanciando rapidamente da mesa.


Hermione entrou em um dos corredores de estantes de madeira escura. Distraída, passou os dedos nos livros bem arrumados, lendo o titulo de alguns.


Ela sabia que seria seguida, mas forçou uma expressão de surpresa quando alguém a virou violentamente e a imprensou contra os livros. Hermione estreitou os olhos para o loiro que a segurava e sorriu em seguida.


–O que quer Malfoy? –Sussurrou.


–Eu lhe disse que não havia esquecido do que fez comigo. -Explicou e ela o olhou confusa.


–E o que eu fiz com você? –Perguntou baixo e lentamente e Malfoy fitou os lábios dela. Ela voltara a sentir o calor que não sentia há dias, então entendera o que Dumbledore quis dizer quando falou que aquilo nunca sairia delas. Pelo menos o calor foi o que ficou, e não a característica submissa.


–Feijõezinhos de todos os sabores. –O simples nome fez a mente dela se encher de imagens. Então ela gargalhou.


–Veio se vingar? –Perguntou descrente, ainda rindo.


–É claro. –Disse frio. Levou a mão direita a um dos bolsos e puxou a pequena embalagem, tirando um doce arrendodado no tom alaranjado e o levando a boca. –Acho que peguei um que lhe pertence. Tem gosto do que você é.


Draco esmagou violentamente seus lábios nos dela, forçando a bala passar de sua boca para a dela. Era um jeito muito mais agressivo do que ela tinha eito com ele. Tossindo, ela se separou do loiro, mantendo-o afastado com as mãos em seu peitoral.


–Nem você se aguenta Sangue-ruim. –O loiro disse satisfeito, observando a morena se recompor, respirando fundo. O sorriso dele morreu quando ela começou a rir.


–Não sabia que eu tinha gosto de caramelo. –Comentou vingativa e o loiro se arrependeu por não ter examinado o sabor primeiro.


–E não tem. –Ele estava claramente contrariado. O sorriso que continha a risada que ela segurava estava o irritando.


–Nem adianta tentar tirar suas palavras agora. –Disse satisfeita.


–Isso não ficara assim. –Proferiu com raiva.


–Relaxe Draco, poderá se vingar depois, eu deixo. Só que faça certo da próxima.


Deu as costas a ele, voltando-se para a estante e pegado um livro qualquer. Ela não planejava sair dali, mas queria passar a impressão que o faria, então andou alguns passos para um dos extremos do corredor.


–Volte aqui. Eu quero a minha bala de volta. –Ela sorriu quando ouviu a voz dele, mas se virou para o loiro com sua cara mais inocente.


–Quer um beijo? Ou quer meu sabor? –Se esforçou para manter a fachada quase infantil.


–Não foi isso que eu disse. –Rosnou.


–Então ta. –Deu de ombros e andou até ficar a poucos centímetros de Draco. Levou uma das mãos a boca e tirou-a da mesma da forma mais sensual que conseguia. Não era ela novamente, era aquela outra Hermione que apareceu na semana passada. Draco escancarou a boca com a cena, e ela aproveitou para colocar o doce nela, lambendo os dedos delicadamente depois. –Prontinho.


–Você pode fazer melhor que isso. –Disse com a voz rouca, mal percebendo que palavras haviam saído de seus lábios. Ela sorriu largamente.


–Sei que posso, mas você vai ter que pedir primeiro.


–Isso não vai acontecer. –Resmungou.


–Então isso aqui. –Apontou para ela mesma. –Também não vai. E me desculpe por semana passada. Não estava em meu completo juízo. –E então, ela voltou a ser a mesma. Era estranho, mas ela se sentia bem das duas formas.


–Sei que me agarrou de propósito, você não resiste a mim. –Disse um tanto zangado pelas desculpas.


–Ah Draquinho, foi você que me agarrou. –Comentou rindo.


–E você adorou.


–Mas foi você que gemeu. –Retrucou.


–Isso não é verdade. –Franziu as sobrancelhas, contrariado, levando Hermione a rir.


–Dizer que não é verdade é a mesma coisa que dizer que não gostou.


–Nunca iria gostar de beija-la Granger. –Ele não sairia por baixo. Não mesmo. Ele era Draco Malfoy. Ainda gostava de humilhar as pessoas. Ele ainda era o mesmo. Ou ele achava que era.


–Ah é?


–Sim.


–Então ta malfoy. Vou me encontrar com Krum agora, se me der licença. –Falou irritada, se afastando dele, que sem preceber a segurou, a forçando a olhar para ele. Ela ficou assustada.


–Você. Não. Vai. –Sibilou lentamente.


–Porque? Porque você não gostou de me beijar? –Ela estava o provocando e o deixando irritado demasiadamente. O loiro já estava irritado desde cedo, e com razão. De repente, parece que resolveram fazer da vida dele um inferno.


–Hermione, Astoria estava com ele, eu vi. –Disse a única coisa que pensou que a afastaria do outro bruxo. Ele não podia perdê-la para Krum. Não ela.


–E você acha que eu não sei? –Ele levantou uma das sobrancelhas.


–Uma esta traindo a outra. Isso não é certo. –Comentou enojado.


–Não é certo? Quem é você para dizer o que é certo ou não? Você fica com nós duas e sei lá mais quantas! –Explodiu, porém controlou a voz para não chamar a atenção da bibliotecária.


–Você só esta tentando se defender. –Comentou fazendo leves movimentos com a cabeça, como se negasse ou desaprovasse algo, sorrindo com desdém.


–Cormac estava falando a verdade Malfoy. Nós estamos dividindo, e não é só ele. –Falou vitoriosa, olhando com prazer a cara que ele fez.


–Então é verdade. –Sussurrou, mas Hermione ouviu.


–Acabei de dizer que sim. Ah Draco, somos capaz de coisas que você nem imagina. –Disse misteriosa e o loiro gargalhou de forma falsa.


–Não me faça rir Granger. –Quase cuspiu as palavras, a olhando com raiva. A mrena fingiu olhar para um relógio no punho e fez cara de espanto. Ela só queria sair dali.


–Estou atrasada Malfoy, adeus. –E assim ela se foi, o deixando espumando de raiva por vários motivos. Aquele não foi um bom dia para Draco Malfoy.


Após sua trágica conversa com Drac, a morena pediu para Elliot a acompanha-la para fora da Biblioteca. Agora, Hermione estava parada no corredor do salão Principal, trocando algumas palavras com Viktor e Elliot. Eles pareciam felizes e estavam se divertindo, mesmo quando o loiro olhava irritado para o braço de Krum sobre os ombros da morena. Para a tristeza de Elliot, Hermione e Viktor haviam feito as pazes.


Os alunos de Hogwarts não sabiam ao certo o porquê do casal que foi o mais bonito do baile de inverno anos antes, que parecia inseparável desde a volta do bruxo de Durmstrang, ter parado de se falar. Hermione se dispôs a esquecer o dia que Igor e Viktor capturaram Dumbledore, e tentara entender os motivos do garoto. Ela se sentia bem, sempre teve amizade para com o garoto, além dele ter sido sua primeira experiência amorosa.


Eles pararam de conversar quando notaram Astoria se aproximando, e ela não estava sozinha. Um pouco atrás dela estavam Harry e Ronald com cara de poucos amigos. A loira sorriu piedosa para a morena, dando os últimos passos, ficando perto do grupo.


–Desculpe interromper Hermione, mas eles estavam me chateando para te achar. –Explicou apontando para os dois garotos. Hermione revirou os olhos.


–O que querem? –Perguntou sem paciência, fazendo os dois abaixarem o olhar.


–Krum, Elliot. Vamos. –Astoria pediu, mas soou mais como uma ordem. Ela agarrou o braço dos dois e os puxou. Os que sobraram observaram ele se afastarem. Hermione esperava um dos dois falar e eles tomavam coragem.


–A gente queria se desculpar. –Harry começou um tanto sem graça.


–Pelo que exatamente? Afinal, a lista é grande. –Disse ríspida, levantando um pouco o canto da boca numa imitação de sorriso.


–Você já nos desculpou pelo que fizemos no ano passado, eu me lembro. –Ronald comentou com um tom acusador, fazendo a morena gargalhar. Inesperadamente, Harry a acompanhou.


–Ronald... Você é muito lerdo. –Disse entre as gargalhadas.


–Tenho que concordar. –Rony fechou a cara para o amigo, que tentou segurar o riso sem muito sucesso. Era legal voltar a se divertir com a garota que já fora tanto sua amiga, sinal de que as coisas poderiam voltar ao normal.


–Hm... Podem me falar agora o porque? –Voltou a ficar séria, se sentindo um pouco incomodada por ter gostado de rir na companhia de Harry. O moreno também parou e levou a mão à cicatriz sob os olhos atentos de Hermione. –Está doendo?


–Nós duvidamos e não confiamos nossos segredos a você. Desculpe. Dumbledore falou que vocês já cuidaram do diadema. –O moreno falou e Hermione fez uma careta. –Não está doendo, é só um incomodo. –Hermione assentiu.


–Nem toque nesse nome. Sim, nós o fizemos, graças a Merlin. Quase entrei em combustão por causa disso. Foi bom não ter me procurado naquele dia.


–Porque? –Rony perguntou curioso e Hermione sorriu para ele.


–Coisas. –O ruivo ficou com as pernas bambas com uma simples piscadela da morena para ele. Não deveria reagir assim. –Porque demoraram tanto para vir falar comigo?


–Não queríamos ter demorado. O tempo que temos livre normalmente é ocupado por Cho e... –Harry começou, mas diminuiu a velocidade quando foi falar o nome da namorada de Rony. Não queria deixar Hermione magoada nem nada parecido, mas ela pareceu não se incomodar. O pior é que ela o incentivou a continuar. -Lilá. –Terminou, respirando fundo, observando Hermione assentir.


–Sei como é. É difícil arranjar tempo para outras coisas quando estamos na companhia de alguém que é importante. –Foi compreensiva, mesmo que, por dentro, estivesse com vontade de sair quebrando tudo. Rony e Harry estranharam, e o ruivo se sentiu um pouco mal. Não era para ela ter pelo menos um pouco de ciúmes?


–Como sabe? –O ruivo perguntou, a olhando assustado, com medo do que poderia ouvir. O que haveria mudado em um ano com aquela garota?


–Poupe-me Rony. Acho que pode enxergar bem que não sou do tipo inexperiente. E se não pode, trabalhe um pouco sua memória e se lembre a quem eu estava abraçada minutos atrás.


Inexperiente. Ronald sentia que ela não era. Não mais. Sua inexperiência foi uma das coisas que a levaram a ser zoada por ele e pela namorada, e ele não poderia se dizer experiente. Infelizmente.


–Viktor Krum, Ron. –Harry explicou com a voz cansada, o tirando de seus devaneios. Agora a face do ruivo estava da mesma cor que seus cabelos. E era de raiva.


–Estão juntos? –Perguntou por entre os dentes.


–Estamos nos divertindo. –Falou simplesmente, sorrindo com satisfação para o garoto.


–Isso não é certo.


–Foda-se.


Os garotos ficaram calados depois dessa, e a iniciativa de falar não viria de Hermione. Era primeira vez que ouviam a garota falar uma palavra chula, e era certamente uma coisa que eles não esperavam.


–Não vão falar mais nada? –Perguntou, cansada do silencio incomodo.


–Queríamos saber se você sabe mais alguma coisa sobre aquilo. –Harry falou baixo e Hermione revirou novamente os olhos, sorrindo.


Sei. Mas não vou contar, já tinha dito isso antes. Mas se vocês sabem alguma coisa, falem agora.


–Tudo que sabemos você arrancou a tapas. –Rony falou chateado, se lembrando da dor que sentiu.


–Nem me fale! Foi o ponto alto do meu ano! –Comentou divertida. Ela abriu um grande sorriso iluminado e bateu duas palmas, como se estivesse animada com a lembrança. Harry sorriu com a cena e o ruivo abaixou o olhar.


–Engraçadinha. –O moreno murmurou coma intenção de ela ouvir. Eles riram juntos novamente, até ela se lembrar que não deveria ser amigável. Mas era difícil não fazê-lo com Harry.


–Não tem nada mais? Um detalhe? Alguma coisa que a cabeça oca de vocês esqueceu? Alguém que conheceu Riddle? –Voltou ao assunto.


–Não. –Falaram juntos.


–Só não os chamo de inúteis porque sou educada. –Sorriu e Rony a olhou confuso.


–Mas você acabou de nos chamar...


–Não. Eu sou educada. –Disse rindo do ruivo. Ele ia falar mas alguma coisa, mas parou quando olhou alguma coisa atrás da morena.


–Hermione? –Ela se virou ao ouvir a voz conhecida.


–Viktor? Você não tinha ido com a Astoria? –Perguntou alarmada. Voltou seu olhar para os antigos amigos. –Harry. Rony. Podem nos deixar a sós, por favor? –Os dois assentiram contrariados e se afastaram rapidamente.


–Eu não fui com ela. Eu fiquei aqui o tempo todo, para falar a verdade. –Admitiu.


–Como? Eu não te... –Ela ia continuar, mas ele estendeu um pano preto na direção dela. Era uma capa. Mas não uma capa comum. –É claro. Gina te emprestou?


–Quase isso. –Sorriu de canto.


–Então você roubou. –Concluiu.


–Basicamente. –Ela riu junto com ela, mas então se calou. Ficaram se olhando por alguns segundos, até ela resolver falar.


–O que quer Krum? É feio ouvir a conversa dos outros. –Falou em um tom quase de brincadeira, mas ela estava falando sério.


–Além de um beijo?


–Além disso. –Sorriu docemente para ele.


–Me beije primeiro. –Ela balançou a cabeça e se aproximou dele, se esticando para alcançar-lhe os lábios num beijo romântico e lento. Ele tinha a intenção de continuar o beijo por tempo indefinido, mas ela o terminou cedo, se afastando.


–Agora fale. –Ordenou.


–Horace Slughorn. –Disse simplesmente.


–Oi?


–Ele tinha adoração por Riddle na época que o mesmo estudou aqui. Acho que deve conversar com ele. –Explicou, sorrindo para sua cara de espanto.


–Viktor... –Começou, assustada demais para formar uma frase. –O que você sabe? –Disse finalmente.


–Isso já é assunto para outras conversas. Vá. E leve Luna com você. –Sem questionar ela o obedeceu. Quem era o verdadeiro Viktor? E o que ele sabia?


As duas garotas andavam lado a lado. Castanho e loiro voando ao vento. Não trocavam olhares, muito menos palavras. Tudo que devia ser dito fora dito e tudo que mericia desconfiança fora desconfiado. Elas sentiam os laços da amizade cada vez mais fortes, não só entre as duas, mas entre as quatro. Cada vez mais elas não sabiam em quem confiar. Todos escondiam algo. Inclusive elas.


Elas pararam ao lado da sala de poções para esperar a aula acabar. Sim, elas estavam faltando suas respectivas aulas. Sim, isso agora era total e estritamente proibido. E não, elas não estavam se importando com isso. Já fizeram e iriam fazer ainda pior.


Ao termino a da aula, as duas esperaram todos saírem, o que demorou um pouco. Antes que a ultima pessoa pudesse passar e fechar a porta, Hermione a segurou e indicou com a cabeça para Luna entrar, e então foi em seguida.


O professor estava parcialmente debruçado sobre um grande caldeirão de ferro, examinando seu conteúdo. Ele não percebeu a entrada delas, mas sabia que não estava sozinho. Achava que era algum aluno com duvida.


–Olá. Estão com dúvidas sobre a poção amortentia? –Perguntou sem desviar os olhos do que fazia.


–Não. Em todo caso, creio que consigo quem eu quero sem a poção. –Brincou Hermione o professor a olhou, estreitando os olhos.


–Vocês não são dessa turma. –Percebeu, falando seus pensamentos em voz alta. Luna riu, se aproximando.


–Não, não somos. –Hermione concordou.


–O que querem então? Deveriam estar a caminho de suas próximas aulas. –Instruiu autoritário, se distanciando do caldeirão.


–Quebrar uma ou duas regras não faz mal. –Luna proferiu, examinando a sala com os olhos sonhadores.


–Vocês estão com dúvidas? Posso respondê-las quando tiverem aula comigo. –Tentou, mas elas apenas sorriram.


–Sim, estamos. Mas é um assunto particular. –Hermione começou.


–Nos diga sobre sua relação com Tom Riddle. –Luna foi direta, fazendo o velho professor cambalear de susto. Ele acabara de se entregar. Ele era culpado de algo.


–Ele era meu aluno. Um aluno brilhante, apenas isso.


–Oh, nós sabemos que ele era brilhante. Ninguém que não fosse brilhante poderia fazer o que ele fez. –Luna concordou.


–Mas alguém teve que ensina-lo, e eu acho que foi você. –Hermione jogou a bomba e a observou explodir sobre o pobre Slughorn. Estava em sua face que ele era culpado.


–Meninas, estão se metendo com coisas que não podem lidar. Voltem para suas aulas e esqueçam sobre qualquer assunto referente a ele. Deixe os mais velhos cuidarem disso. Alias, acho que ele esta morto. –Mentiu fazendo as duas revirarem os olhos em conjunto.


–Sabemos que ele não esta. Não somos idiotas o suficiente para pensar que Hogwarts está melhorando suas defesas por nada, sem falar nas regras super protetoras.


–Isso foi apenas uma mudança na regência do castelo. Achei que ficou melhor assim de qualquer maneira. –Tentou novamente, mas era claro para ele que não estava conseguindo mentir.


–Isso não engana a nós e nem a outros alunos. E sem querer ser rude professor, mas acho que você não lidaria tão bem quanto a gente numa luta contra Você-Sabe-Quem.


–Vocês vão se machucar. –Insistiu. Isso já as estava irritando.


–Sabemos disso. –Disseram juntas, cansadas da resistência do professor.


–Então, o que querem?


–O porquê. Foi o senhor que ensinou a ele tal magia, não foi?


–Vejo que realmente sabem, então acho que não poderei mentir. Não quero nem saber como sabem disso e não entendo como o que eu disse vai ajudar. Não disse nada que ele não pudesse descobrir sozinho de qualquer maneira. –Admitiu soltando o ar dos pulmões. Luna e Hermione trocaram um sorriso.


–Apenas tente.


–Espero que tenham tempo para uma história longa. –Disse se sentando e indicando para elas fazerem o mesmo.


–Temos todo o tempo necessário. –Hermione disse quando já estava acomodada.


–Eu era seu professor. Ele era meu melhor aluno, até melhor que você senhorita Granger. Tinha uma mente brilhante e parecia gostar tanto de mim quanto de minhas aulas. Sem nem pestanejar, o convidei para o meu clube. Eu o enxergava como o gênio que ele ainda é, e eu pretendia leva-lo para o caminho acadêmico. Sabe que tenho muitos alunos que se tornaram importantes.


“Eu podia observar que ele era frio, mas não via maldade em seus olhos. Pelo menos não até o dia que eu fiz a pior coisa de minha vida. Só Merlin sabe como ele descobriu da existência das horcruxes. Acho que nem na seção proibida da bilitoteca a um livro que explique o que ela é, muito menos como que é feita. Mas eu sabia. Havia aprendido com a minha família, parece que era uma magia comum de ser feita antigamente. Mas ele teria descoberto de qualquer forma.”


“Pois bem num dia do outono de 1943, eu me lembro bem dele, ele esperou até que a minha sala esvaziasse, que nem vocês fizeram, e me perguntou sobre a magia repugnante . Eu me recusei a responder de primeira, mas ele disse que queria apenas descobrir como era feita, já que planejava ter conhecimento amplo. E eu disse.”


–Mas você sabia que ele tinha feito as horcruxes e não disse nada? Deixou o mundo bruxo correr perigo apenas por ter afeição pelo bruxo mais malvado que já pisou em Hogwarts? –Acusou Hermione e o homem se encolheu na cadeira.


–Na época eu não sabia. E nem contei para ninguém sobre nossa conversa, eu me sentia estúpido. Quando as coisas pioraram, eu contei a Dumbledore sobre ela. Tempos depois ele me informou que duas foram destruídas, e que aparentemente Tom havia seguido seu plano inicial. A terceira foi destruída recentemente. –Justificou-se.


–Plano inicial? –Luna perguntou curiosa.


–Quando eu disse a ele como elas eram feitas, ele me perguntou se era possível fazer mais de uma. Eu deveria ter notado que ele estava querendo saber para poder reproduzir depois, mas eu apenas não enxergava as trevas naquele menino. Acho que o número exato que ele perguntou foi sete. O que no caso seriam 6 fora do corpo dele e uma com ele. Eu disse que sim, mas que a pessoa deveria ser demasiadamente cruel. E eu temo que ele fora mais do que demasiadamente cruel. –Concluiu, engolindo em seco. Ele parecia desconsolado.


–Então o número provável é seis? –Hermione perguntou, trocando um olhar com Luna.


–Faltam três então. –A loira murmurou. Era bastante coisa para pouco tempo.


–O senhor tem certeza? –A morena insistiu.


–Não. –Disse, rindo amargurado.


Alguma coisa estava incomodando Hermione. Algo parecia bater em sua mente como se bate numa porta. Em seu âmago ela sabia o que isso queria, mas a conclusão não chegava em seu cérebro. Aquilo insistia que havia mais coisa escondida naquilo que ele falou, e que o único que poderia dizer a ela era o homem que estava na sua frente. E então, a desconfiança tomou conta de sua mente e ela percebeu o que estava diante de seus olhos. Ela agora só precisava de uma confirmação.


–Me diga, se é necessário matar, porque ele não tem milhares de horcruxes? –Não foi a morena que perguntou. Aparentemente, luna chegara a mesma conclusão que ela.


–Não é tão simples. Ele precisa partir a alma e deposita-la em algo logo após matar a pessoa. –Explicou.


–Entendo. –A loira murmurou.


–Ele tem ligação com a horcrux não? –Ao falar isso, ela atraiu o olhar de Luna. Sim, elas estavam pensando na mesma coisa.


–É claro, é uma parte dele.


–Tem algum jeito de acontecer sem ele saber? –Luna perguntou novamente, engolindo em seco.


–A horcrux? Não creio. Ele a depositaria num objeto que teria ligação com ele para sempre. Não haveria desculpas para isso acontecer a não ser ter uma parte dele no objeto. –Para Luna, isso foi a confirmação que ela precisava, mas hermione queria mais. Ela precisava ter certeza para então lamentar.


–Me diga mais uma coisa. Poderia ser uma pessoa? A horcrux? –Indagou.


–Sim, mas não seria inteligente. Quando a pessoa morresse, a alma dele iria junto. Isso foge do propósito da vida eterna que as horcruxes propõem. –Disse se levantando, coisa que as duas amigas imitaram.


–A não ser que ele tenha feito sem perceber, e então acha que a ligação que tem com a pessoa foi apenas fruto de uma tentativa de assassinato mal sucedida. –Hermione murmurou para ela mesma, mas Horace percebeu seus lábios se moverem.


–O que disse? –Perguntou se inclinando para ela.


–Nada. Obrigada pela ajuda. –Hermione escapou, agradecendo rapidamente.


–No tem de que. Por favor, tomem cuidado. –Pediu, voltando para de trás do caldeirão.


–Pode deixar, adeus. –Luna falou, andando junto a morena para a porta.


–Hermione, você tem aula comigo hoje. Não falte. –Avisou sem olha-las.


–Não faria isso. –Disse rindo.


As duas atravessaram a porta, sem trocar um único olhar. Andaram um pouco, mas logo sentiram a necessidade de parar. Havia muito a ser conversado. Foi quase fácil a maneira com que as duas descobriram qual seria o futuro delas e o do mundo bruxo.


–Você entendeu o que eu entendi? –Hermione perguntou encostando-se a uma parede. Luna a imitou.


–Acho que sim. –Disse, soltando o ar. A aura que as rondava era pesada.


–O que você entendeu? –Perguntou, sem a real vontade de saber.


–Que Slughorn é burro para qualquer outra coisa que não seja poções. –Comentou rindo. Hermione a acompanhou, mas a pequena piada não seria suficiente para desviá-la do propósito da conversa.


–Só isso? –Insistiu.


–Não. Mas eu não quero falar.


–Parece que são sete, e não seis horcruxes. –Comentou recebendo um olhar pidão de Luna.


–Eu te pedi para não falar. –Quase implorou. –Eu não quero pensar nisso.


–Como eu não percebi antes? Ele fala a língua das cobras e esta conectado com ele. Ele tem ligação com todos os objetos. A cicatriz não representa que ele é o único que sobreviveu a Você-Sabe-Quem. Ela representa por onde a alma dele entrou. Harry Potter é a última horcrux. E creio que ele não sabe disso. –Soltou de uma vez, segurando o choro que ameaçava vir. Era tudo pior do que ela imaginava.


–Isso é macabro.


–Dumbledore sabe! Sabe e não falou nada! Harry Potter não é o herói, ele é a arma que temos contra Riddle. –Continuou, desistindo de segurar as lágrimas de raiva, insatisfação e tristeza. Seu rosto se molhou rapidamente, enquanto no de Luna uma única lágrima escorria.


–Macabro é o que a gente deve fazer. –Esse era o assunto que ela não queria tocar. Se harry sempre fora a arma, elas eram quem deveria usá-la. -É como um jogo de xadrez. A rainha protege o rei até o momento oportuno, e depois o sacrifica, tendo então um caminho para a vitória.


–Não é assim que se joga xadrez. –Hermione comentou, rindo por detrás das lágrimas. Ela precisava de algo para tirar a atenção de sua descoberta. Finalmente a ficha havia caído, e ela podia enxergar cada jogador em sua forma mais simples. No final, Dumbledore não era tão bom assim.


–É assim que eu jogo xadrez. E é assim que Dumbledore quer que a gente jogue. É assim que ele joga. –Luna falou inconformada. –Eu acreditei nele. Não há jeito de salvar Harry e ele sabe. A intenção dele foi sempre mata-lo no final.


–Então nós temos que mata-lo. Se Harry é nossa responsabilidade, sua morte também é. –Ela não conseguia acreditar nas palavras que dizia, mas era esse mesmo o seu papel. Não salvariam todos, afinal.


–Ou deixa-lo morrer. –Luna completou, fungando. –Eu não posso fazer isso.


–Mas se nós temos que aguardar um momento oportuno...


–O próprio Voldemort deve matá-lo. Desta forma, ira causar a própria ruína. –Completou novamente, chorando como a amiga.


–Isso é horrível.


–Sim. Horrível. E não foi planejado pela gente. Desde o inicio, Dumbledore sabia que iríamos descobrir. É como se ele soubesse de tudo. Ele nos induziu até chegar aqui. Agora a gente sabe do nosso papel. –Disse ainda incrédula. Depois do que descobriu e viu, seria difícil voltar a ser a mesma Luna de antes. Mas ela conseguiria, porém não agora.


–Mas é injusto com Harry, ele não sabe o dele. –Hermione falou. Seu corpo todo tremia.


–Temo em dizer, mas... Acho que o nosso é pior. –A morena assentiu. Sim, os delas eram bem piores. O mundo bruxo não estava nos ombros de Harry Potter, e sim no delas.


–Então o menino sobreviveu... –Começou, enxugando as lágrimas. Ela sabia que Luna iria completar a frase.


–Apenas para ser morto. –Secou as lágrimas também, se recompondo. Sorriu para a amiga, pelo menos elas tinham certeza que não estavam sozinhas. Se morrerem, morreriam juntas.


E com um olhar trocado, decidiriam que ninguém morreria por elas. Naquele momento, uma decisão havia sido tomada.


Gina se dirigia ao encontro de suas amigas. Ela sabia onde elas estavam. Sabia onde todos estavam, graças a uma pequena ferramenta mágica adquirida. Não fora fácil, teve que trocar sua capa de invisibilidade para que um garoto conseguisse aquilo para ela. Aquilo que fora de Harry Potter agora era dela e ela não negava o sangue que corria nas suas veias. O mesmo sangue dos gêmeos.


A ruiva estava com a posse do mapa do maroto.


Quando ela se aproximou de Hermione e Luna, as duas se encaravam, trocando palavras que não seriam pronunciadas. Gina estranhou, elas pareciam tensas demais. Principalmente Luna, o que não era nada comum de se ver.


–Gina? Como nos encontrou? –Hermione perguntou ao notar a presença da ruiva que se aproximava a passos rápidos.


–Estou sem tempo para conversas. Temos que ir. Agora. –Disse, empurrando o ombro das amigas para a direção do corredor onde viu Elliot pela ultima vez, parado, conversando com alguém.


–Para onde? –Luna perguntou, passando a andar sozinha ao lado da ruiva.


–Buscar Elliot. –Falou simplesmente, apressando o passo e largando Hermione também, que agora andava ao lado dela.


–Não me diga que você conseguiu! –Hermione disse com a respiração irregular por estar quase correndo.


–Não digo. –Retrucou sorrindo para a morena, enquanto Luna as olhava curiosa.


–Não dizer o que? –E lá estava a boa e velha Luna de volta, levando embora todo o sofrimento que acabara de ter. Mas ela se lembrava, não poderia esquecer.


Quando correram em direção a Elliot, o loiro tomou um susto, assim como a garota que conversava com ele. Elas puderam perceber o olhar raivoso que a garota deu para elas, mas ignoraram. Não estavam sendo nada discretas quando começaram a puxar Elliot pelas escadas que se movimentavam.


–O que houve? –Ele perguntou alarmado.


–Temos que ir. –Gina disse rapidamente, apressando o passo. Eles tinham que chagar lá a tempo.


–E Astoria? –Hermione perguntou, segurando a saia para que ninguém visse nada dos degraus de baixo.


–Já esta lá. Eu a encontrei antes. –Gina garantiu.


A ruiva diminuiu o ritmo quando chegaram a um corredor a leste da sala Precisa. Todos a olhavam procurando respostas, mas ela não disse nada. Procurou nos bolsos um papel, onde deu uma rápida olhada e guardou-o novamente.


Correu os olhos pelo corredor e os fixou numa porta. Quando chegou perto da mesma ela a abriu, mandando todos para dentro. Astoria estava em pé no meio da sala, olhando para um ponto na parede. Era uma sala parcialmente vazia, com apenas algumas mesas de madeira e um quadro na parede.


–É uma bela pintura. Eu gosto assim. Simples, apenas a natureza. –Luna comentou ao olhar para o quadro. Era um caminho de terra rodeado de plantas.


–Eu acho um pouco vazia. Deveria ter uma pessoa aí, ficaria mais bonito. –Astoria deu sua opinião, desviando então os olhos do quadro. –Enfim, porque nos trouxe para admirar uma pintura? Achei que estivesse nos levando para fora de Hogwarts.


–E estou. Esse quadro tem realmente uma pessoa pintada. –Gina explicou, rindo das caras que os amigos fizeram.


–E porque ela não esta aí? –Hermione indagou, examinando melhor o quadro. De repente, pequenos pontos pretos foram se aproximando, e era deu um passo para trás.


–Ela foi buscar alguém. Estão olhando para uma das saídas secretas de Hogwarts. –Falou orgulhosa. Os pontos pretos ganharam silhueta humana, mas não era possível saber quem eles eram.


–Não pode ser. –Hermione disse sem reação, olhando para Gina boquiaberta.


–Mandei uma carta para duas pessoas que poderiam nos tirar daqui. E depois consegui o Mapa do Maroto para saber onde esta passagem ficava. –Explicou. Todos os quatro olhavam para ela agora.


–Você é mesmo uma Weasley. Deveria trabalhar com seus irmãos. –Hermione sugeriu, sorrindo para a amiga.


Um estrondo tirou a concentração de todos. Era algo como uma porta há muito não aberta sem do escancarada com força. Parecia que as duas pessoas que Gina esperava acabaram de chegar. E Hermione não poderia ter escolhido duas pessoas melhores.


–São gemialidades. De gêmeos. Ela não é gêmia. –Duas vozes extremamente parecidas ecoaram pela sala. Estavam todos boquiabertos. –Desculpe Ginny. –Disseram juntos novamente, pulando para o chão em conjunto.


–Não importa. Sou melhor que vocês dois juntos. –A ruiva brincou, acabando com a distancia e agarrando os dois irmãos, que a suspenderam no ar, fechando os olhos para o abraço. Era uma cena bonita de se ver. –Que saudades. –Murmurou, beijando o rosto dos dois e bagunçando os cabelos ruivos dos gêmeos idênticos.


–Você não foi para casa no Natal. –O da direita acusou, a pousando no chão. Ele vestia um suéter vermelho desbotado e calça bege. Era alto e ruivo, e tinha um corpo um tanto musculoso, mas esguio. Ele era lindo. E tinha uma cópia.


–Soubemos o que aconteceu. –O da esquerda falou dessa vez. Ele estava igual ao irmão, mas usava um suéter verde musgo. Era exatamente da mesma altura que o irmão, talvez um ou dois centímetros mais alto. Era bonito e um tanto mais forte que o irmão, por mais que não fosse o mais bonito de rosto. Astoria não conseguia parar de olhá-lo.


–Saiba que as férias de Harry e Rony não foram boas na nossa companhia. –Disseram juntos, como se tivessem ensaiado. A ligação que gêmeos tinham era uma coisa realmente incrível.


–Obrigada rapazes. –Agradeceu, sorrindo docemente.


–Olha quantos rostos diferentes Fred. –O de vermelho falou para o irmão. Hermione estreitou os olhos.


–É mesmo George. –Concordou.


–Acho que a nossa caçula esteve mudando de amigos. –Bagunçou os cabelos da irmã, que sorriu para ele.


–Quem è você? –O de verde perguntou olhando para o rapaz loiro.


–Eu sou Elliot. –Se apresentou, sorrindo para os gêmeos, que estreitaram os olhos para ele, e então trocaram um sorriso.


–Somos Fred e George. –Falaram juntos e Elliot franziu o cenho. –George e Fred. –Sorriram de forma maléfica. Estavam o deixando confuso.


–Ele é o Fred. –O irmão de vermelho apontou para o outro. –Apresente-se! Mamãe não te deu educação?


–Eu sou o George. –Se apresentou, sorrindo. Gina gargalhava ao fundo. Adorava quando os irmãos faziam essas brincadeiras.


–Eu que sou o Fred. –O de vermelho admitiu.


–Prazer Fred. –Elliot falou finalmente.


–Eu sou o George. Você é muito desatento Elliot. –O “George” disse rindo.


–Isso é confuso e eu estou ficando tonto. –Falou levando ambas as mãos a cabeça.


–Relaxa, eles fazem isso até com a mamãe. Nem ela sabe diferencia-los às vezes. E eles não facilitam. –Gina explicou dando pequenos tapinhas nas costas do loiro enquanto Fred e George, ou George e Fred, riam.


–Não ia ser tão divertido. –Falaram juntos, batendo um nas costas do outro. Como um comprimento por serem tão engraçados.


–Acho que eu consigo. –Hermione falou, chamando a atenção dos gêmeos. –Você é o Fred. –Apontou para o da direita, de vermelho. –E você o George. –Apontou para o outro. Os dois trocaram um olhar impressionado.


–Como sabe? –Disseram juntos mais uma vez. Isso lembrava Elliot do dia que destruíram o diadema.


–Conheço vocês há tanto tempo que consigo captar as mínimas diferenças. –Os gêmeos pareciam não entender o que a morena falava.


–Como... –Fred começou, mas parou e estreitou os olhos para a garota. E então ficou surpreso.


–Hermione? –Perguntou surpreso, e George também arregalou os olhos.


–Ah, fala sério. Eu não estou tão diferente assim. –Disse brincando, se aproximando deles e os abraçando. Ela achou que foi apenas impressão, mas Fred a abraçou um tanto apertado demais.


–Não te vemos há o que? Dois anos? Você mudou muito. –Fred falou ao solta-la. Hermione Granger havia ficado vermelha.


–De muitos jeitos. –George completou, a examinando de cima a baixo. Ela se sentia numa vitrine de loja, sendo admirada.


–É. –Fred concordou, a olhando também. E esse olhar a deixou quente. De várias maneiras. Ela implorou para que sua nova faceta não viesse a tona agora, por que se viesse... Coitado de Fred.


–Obrigada, eu acho. –Agradeceu timidamente, se afastando dos dois. Ainda podia sentir o olhar de um dos ruivos nela, e ela sabia que era Fred.


–E você quem é? –George perguntou para a loira que não desviava o olhar dele.


–Astoria Greengrass. –Falou antes que passasse vergonha. Eles pareceram surpresos ao ouvir o nome.


–Greengrass? –Perguntaram juntos. -Que diferente! –Astoria sorriu para os dois. Era sim um tanto diferente.


–Nunca trocamos muitas palavras com uma sonserina. –Fred falou para George, que o olhou divertido.


–Acho que temos que concertar isso. –Falou sorrindo para a loira. Ele era muito bonito.


–Eu sou Fred, o gêmeo mais bonito. –O de vermelho falou e Astoria o olhou de relance, só para depois voltar o olhar para o outro irmão.


–Eu não concordo. –Disse maliciosamente, piscando. George abriu um sorriso enorme para ela e picou de volta.


–Ela é sua, cara. –Fred murmurou no ouvido do irmão, batendo em seu ombro. Todos conseguiram escutar e deram gargalhadas, deixando George e astoria vermelhos.


–Luna? –Fred perguntou para a garota que estava escondida atrás da porta, que na verdade era um quadro. Ela parecia conversar com a pintura.


–Oi. –Disse saindo de seu esconderijo, aparecendo para os gêmeos.


–Só te reconheci pelo cabelo. –Fred comentou, sorrindo para ela.


–E pelas roupas. –George mais uma vez completou.


–E... Uau. –Falaram juntos, aprovando seu visual com a cabeça. Gina achou que já era o suficiente e que eles deveriam ir. Obstinada a fazer os irmãos voltarem para o caminho pelo quadro, os empurrou.


–Ai Ginny. –Reclamaram juntos.


–Acho que devemos ir, não é? Não queremos ser pegos.


–Se o Snape vier aqui eu vou fazer questão de fazê-lo pagar pela perseguição que ele tinha com a gente quando estudávamos aqui. –Fred comentou, ajudando Hermione a subir para o caminho, subindo logo depois.


–Como se vocês fossem anjinhos. –A ruiva riu, subindo sozinha.


–Sempre fomos. –Falaram juntos.


Logo estavam todos juntos no corredor escuro. Fred e George iam na frente, brincando com as garotas sobre o lugar se propenso para fazerem coisas inapropriadas. Um dos gêmeos tentava constantemente tampar o ouvido da ruiva para que ela não escutasse as besteiras, mas ela os impedia a tapas. Cansada de ser importunada, ela foi para fundo, logo atrás de hermione e Astoria, que andavam lado a lado, admirando a comissão traseira dos gêmeos ruivos.


–Pelo menos esses vocês não precisam dividir. Afinal, tem dois idênticos. –Gina não resistiu a brincadeira.


Mas quase se arrependeu depois do olhar assassino que recebeu.


Vamos lá, quero todos lendo as notas finais.

Notas finais
Fred e George apareceram! Eu falei que eles iam dar um olá nessa história.

Foi pura coincidência o fato de George estar de verde e dar mole para Asty e Fred estar de vermelho e dar mole para a Hermione. Se vocês perceberem, é a cor das casas que elas pertencem. Eu só percebi isso depois que eu terminei de escrever.

Já deu de torturar o Draco né? Eu to ficando com pena.

Coitado do Harry!

Cormina rolando :333 é o nome mais boitinho para o casal Gina e Cormac.

Ai ai Krum...

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Chega de comentar do capítulo.

Ah, pera.

Gostaram? Amaram? Odiaram?

Pronto. Agora vamos ao assunto principal de eu ter chamado TODO MUNDO aqui para baixo:

Lembram que eu disse que ia fazer um novo trailer? Porque o Youtube tirou a música do outro e tudo mais... bem, decidi não fazer isso. Eu vou tentar (tentar, só tentar mesmo)fazer um mini filme. É claro que não vai dar para ter falas, mas eu mostrarei algumas cenas que tem haver com a história. Eu acho interessante poder ver ao invés de só ler. É claro que eu só irei publica-lo quando a fanfic acabar.

Outra coisa:

Eu queria que esse fosse o primeiro capítulo que eu comemorasse duas "viradas". A de 1500 para 1600 e a de 1600 para 1700. E eu quase consegui, precisava só de mais 15 comentários se eu não me engano. Eu pedi pro pessoal que curte a página do Facebook ajudar, mas parece que ninguém ouviu. As pessoas que ajudassem iriam ter certa vantagem num jogo que eu vou fazer.

Bem, eu não sei exatamente qual que eu vou fazer. Não sei se eu faço um quiz da história ou se eu apenas vejo quem são as leitoras mais assíduas. Ou se eu simplesmente faço os dois.

Bem, isso vocês podem escolher. Digam o que vocês preferem pelos comentários.

Ah, tem o lance das ganhadoras. De qualquer forma, eu irei fazer um agradecimento tanto no caso das que sabem mais sobre a história e das que mais comentam. Ai vem o lance legal. Terão alguns homens sem par em alguns dos finais, e as ganhadores ficarão com eles. Eu não vou dizer que homens são.

Eu só vou fazer o jogo se a maioria participar.

Darei mais detalhes na página do Facebook logo!

https://www.facebook.com/pages/As-Garotas-de-Hogwarts/433577333387888