Notas iniciais
Olá gente!

1700 comentários *---* e 400 leitores!! Ui, que gente linda.

Aqui estou eu com mais um capítulo! Grande novamente, desculpem aí...

Irei responder os comentários do capítulo passado logo! Estou sempre enrolada.

Já estamos tão perto do final que eu já fiz minha carta de despedida :( hahahaha

TODOS LENDO AS NOTAS FINAIS, OK?

A travessia pela passagem secreta não tomou muitos minutos. Era um caminho irregular e escuro. Provavelmente, se houvessem mais de uma entrada, eles se perderiam, mas era apenas um caminho reto e um tanto inclinado.


Quando eles passaram da metade do corredor, ninguém falou mais nada. Tudo ficou silencioso, menos as mentes das sete pessoas. Essas eram barulhentas. Não havia sequer um pensamento igual, mas todos eram importantes para seus respectivos pensadores.



Assim que as quatro garotas puseram os olhos na saída, seus corações perderam uma batida. O fato de elas estarem indo para tal reunião só deixava seu dever, este que Luna e Hermione conheciam bem, ainda mais real. Era oficial agora. E se assim foi concretizado, elas podiam imaginar o que as esperavam nos próximos meses.



Não era uma porta de madeira de lei esculpida a mão, muito menos uma de ouro. Na verdade, não parecia em nada com uma porta, era apenas um final. Era de pedra assim como o resto do corredor, e de superfície irregular e quase pontuda, mas não o suficiente para alguém se machucar ao encostar-se ali.



Fred olhou para trás sorrindo, procurando o olhar de Hermione. Ela o olhou em expectativa, esperando que ele abrisse aquilo que daria início ao final de tudo. E ele o fez.



Atrás da parede-porta estava um cômodo. As janelas abertas deixavam o resto de claridade do lado de fora iluminar precariamente o local. Era constituído de uma decoração simples, sem grandes ostentações do luxo. Um sofá espaçoso e, aparentemente, confortável estava disposto encostado na parede oposta à porta. Um total de três almofadas estava organizado em cima do mesmo. Ao lado direito do sofá estava um espelho não muito largo. Bem próximo a este, uma cadeira de madeira carvalho parecendo bastante antiga.



Os gêmeos e Elliot pousaram sem grandes ruídos no chão da velha casa, logo ajudando as garotas a fazer o mesmo. Os olhos ansiosos procuraram cada detalhe do lugar que aparentemente era uma sala de estar. Do mesmo lado da misteriosa passagem secreta havia um armário antigo, com duas portas de vidro e quatro gavetas de tamanhos diferentes, aparentemente repleto de frascos e compoteiras e uma pequena e redonda mesa com quatro cadeiras, nenhuma delas seguia o mesmo padrão de cores ou formato.



O cômodo não era de um formato comum, quadrado. Não mesmo. Havia mais de seis paredes de variados tamanhos, criando várias áreas mortas, sem utilidade. Uma escada em caracol apontava a existência de um segundo andar, onde provavelmente ficavam os quartos. Num dos extremos da sala, havia duas portas. Uma estava aberta e mostrava um pouco da rústica cozinha e de lá saía um forte cheiro de café e pão torrado.



Gina, Astoria e Hermione se sobressaltaram quando ouviram o forte estrondo de uma porta se fechando e fuzilaram Luna com o olhar quando perceberam que ela foi a causadora do barulho ao fechar a entrada pela qual elas acabaram de passar.



Impressionadas, elas notaram que o quadro de Hogwarts não era único. Uma cópia exata estava pendurada na parede da casa e só agora elas puderam notar a beleza da obra completa. Era um caminho de terra envolto por diversos tipos de plantas, mas diferentemente do que puderam observar no castelo, havia uma pessoa em pé ali.


Uma garota.


Não saberiam dizer a idade exata dela. Poderia ser da idade de Hermione e ser franzina, ou talvez ter entre doze ou treze anos. Seus cabelos estavam parcialmente presos e eram de um tom não muito claro. Vestia um vestido listrado branco e azul e segurava um livro entre as duas mãos. Parecia serena e austera, e conservava um pequeno sorriso de canto.



–Obrigada por nos trazer Ariana. –Luna agradeceu sob os olhares curiosos dos amigos. A pintura apenas sorriu um pouco mais, tombando levemente a cabeça em seu ombro direito. –Não precisa ser tímida, estamos entre amigos. –O leve som de seu riso invadiu os ouvidos das pessoas da sala, mas ela nada falou. Mudou seu olhar de Luna para algo além dela, então se virou, voltando para seu lugar em Hogwarts.



–Vejo que conseguiram. –Uma voz as pegou de surpresa. Mais uma vez, se viraram sobressaltadas.



O dono da voz era um senhor nada novo, alto e magro. Seu cabelo longo terminava junto com a barba, e ambos eram cinza. Ele usava um pesado casaco marrom comprido, cobrindo suas outras vestes. Não parecia ser amigável. E tampouco era desconhecido das meninas.



–Abe! Há quanto tempo! –Os gêmeos exclamaram juntos, se jogando no sofá e colocando as pernas em cima de uma pequena mesa que havia ali. Eles sabiam que aquilo iria irritá-lo.



–Tirem os seus pés imundos daí. –O homem empurrou as pernas dos dois com a dele, e para o deleite de Fred e George ele parecia irritado.



Enquanto os gêmeos ouviam o sermão do velho senhor, Hermione o seguia com o olhar arregalado. Era ele. Mas não podia ser. Ou podia?



–Vocês estão o reconhecendo? –A morena sussurrou para as amigas, que também o encaravam.



–Eu preciso de uma bebida. –Astoria comentou baixo, levando as mãos à cabeça. –Agora.



–Fala com ele Hermione. –Gina a empurrou na direção do homem. A morena perdeu o equilíbrio, se esforçando para consegui-lo de volta, mas isso chamou a atenção dos três perto do sofá. Ela fuzilou a ruiva com o olhar e então respirou fundo.



–Olá. –Disse sem graça, sorrindo. –Eu sou Hermione e esses são Elliot, Gina, Luna e Astoria. –Apontou para cada um.



–Eu sei quem vocês são. –Disse simplesmente.



–Ele sabe. –Os dois ruivos afirmaram, balançando a cabeça como se afirmassem. Seguraram o riso quando o velho senhor os olhou em reprovação.



–Eu acho que desaprendi a ser um bom anfitrião. –Falou em voz alta, rindo. Ou pelo menos parecia um riso.



–Pode ter certeza disso. –Gina lançou um olhar reprovador para os irmãos quando ambos falaram. Parecia que irritar o dono da casa era um de seus passatempos preferidos.



–Vão importunar outra pessoa! –Exclamou para os gêmeos, os olhando com raiva. Desta vez os dois não se preocuparam em segurar o riso.



–Não. –Falaram em meio às gargalhadas.



–Querem chá? Café? Chafé? –Ele perguntou para as garotas e Elliot, tentando ignorar Fred e George. Empurrou uma cadeira com o estofado florido para trás e se sentando pesadamente nela. –Sentem-se. –Indicou as cadeiras com a cabeça.



–Chafé? –Hermione perguntou um tanto acanhada, se aproximando da mesa com a intenção de obedecer ao homem. Sentou-se delicadamente numa cadeira de madeira clara, nunca desviando os olhos do rosto do senhor de cabelos cinza.



–É um café bem fraco. Eu não gosto, mas o que posso dizer? Tem gosto para tudo. –Explicou.



–Eu aceito café. –Luna comentou alheia, olhando através do vidro do armário, examinando os vários potes.



–Eu acho que eu também. –A morena disse olhando para a amiga loira, mas não recebeu o olhar de volta. Luna estava distraída.



–E eu. –Foi a vez de Astoria falar, sentando-se ao lado de Hermione.



–Todas nós então. –Gina completou, se acomodando entre os irmãos no sofá. Fred e George sorriram, a abraçando se lado. O senhor concordou coma cabeça, se levantando.



–Irei trazer as xícaras e o café. Terão que me desculpar, mas eu não tenho o talento de adivinhar se a pessoa gosta com açúcar ou sem. Ariana sempre acertava. –Comentou com o objetivo de ser um tanto mais amigável, mas realmente não funcionava. Estava claro que ele não queria ninguém ali.



–A menina do quadro? –Hermione indagou curiosa. Por mais que ela quisesse saber, ela também queria amenizar um pouco o clima.



–Ela mesma. –Concordou. Tentando ser delicado, ele afastou Luna de perto do armário, ficando de frente para o mesmo. O abriu cuidadosamente, tirando xícaras de diferentes aparelhos de chá e as apoiou na mesa, logo se retirando e seguindo o caminho para a cozinha.



–Uma garota simpática. –Luna comentou enquanto se sentava na cadeira mais próxima à parede. Para chegar nela, esbarrou algumas vezes em Astoria. –Ih, Desculpe. –Disse rindo, olhando satisfeita para a amiga que se endireitava após ser forçada a se afastar.



–Ela nem abriu a boca Luna. –Astoria comentou um tanto chateada, esfregando a mão no local que a outra loira esbarrou.



–Só se foi com você. –Revidou. Sua pálida mão agora mexia em pequenos biscoitos dispostos numa caixinha aberta.



–Se o senhor me permite perguntar, o que aconteceu com ela? –Ele tornou a aparecer na sala quando ouviu Hermione falar, analisando como iria responder. Ficou parado por poucos segundos, segurando a cafeteira pelo cabo.



–Ela morreu pequena. –Disse enquanto terminava com a distancia entre a mesa e ele, apoiando a cafeteira na superfície de madeira. –Foi em uma terrível troca de feitiços perigosos e eu estava presente.



–Sinto muito. –Hermione sussurrou, arrependida por ter perguntado. -Deve ser terrível presenciar algo assim. –O senhor apenas assentiu, se afastando da mesa e voltando para a cozinha a procura de açúcar.



–É sim. –Luna falou para as duas amigas, as olhando com aqueles enormes e perturbadores olhos. -Principalmente com alguém de sua família. –Astoria e Hermione se encararam confusas, depois voltaram o olhar para Luna.



–Como... –Astoria começou com a voz baixa, mas Luna a interrompeu.



–Ela é irmã dele. –Disse simplesmente, estendendo a mão para pegar a cafeteira e jogar seu conteúdo na xícara.



–E como você sabe? –A outra loira perguntou, observando Luna levar a xícara aos lábios. Incrivelmente, ela não tomava com açúcar.



–Me pergunto como descobre essas coisas. –Disse Hermione. Com curiosidade, observou Luna se inclinar para elas, como se fosse contar um segredo. Seus olhos estavam ainda maiores.



–Eu converso com gente morta. –Sussurrou dramaticamente, logo levando a xícara novamente aos lábios. Novamente os olhos de Hermione encontraram com os de Astoria, tentando entender o que estava acontecendo. As duas completamente sem reação.



–Tudo bem então... Acho que todos aqui falamos. –A morena disse mais para ela mesma do que para as outras duas.



–A questão é que vocês falam, mas só eu converso. Entenderam? –Luna tentou explicar do melhor jeito que encontrou em sua mente. Hermione concordou levemente com a cabeça, finalmente entendendo o que a loira quis dizer.



–É, até que faz sentindo. –Encerrou a conversa levando um dos biscoitos do pote à boca. Agradeceu mentalmente por Luna nem Asty continuarem a conversa, pois o proprietário voltava a passos lentos para a sala.



–Aqui está o açúcar. –Colocando o pote sobre a mesa, voltou a se sentar, servindo-se com um pouco de café. Sem açúcar.



A morena tentava disfarçar, mas não conseguia. Até mesmo os garotos perceberam que ela não tirava os olhos do velho homem. Suas amigas sabiam o motivo, mas por dentro ninguém queria realmente saber a verdade. Não queriam que aquele senhor se explicasse. Se o fizesse, elas provavelmente iriam dar de cara com mais verdades dolorosas. Isso estava desconcertando Hermione, e não era de sua natureza ficar calada. Ela precisava desvendar mais aquele mistério. E esse era o primeiro deles, aquilo que as colocou nessa situação.



–Bem... –Começou a falar, chamando a atenção de todos. Não sabia ao certo como começar, então optou por falar tudo de uma vez. -Acho que já nos vimos antes. Você que me entregou um pacote direcionado a Dumbledore. –As garotas o observaram arregalar os pequenos e cansados olhos. -Eu não estava certa disso, mas agora estou.



–Vejo que tem boa memória. –Disse após uns minutos calado. Aparentemente, ele sempre analisava tudo antes de falar. Ele sabia de muita coisa. E não iria falar. -Eu fico péssimo em roupas de trouxas.



–Mas como? –A morena respirava fundo, tentando colocar os pensamentos em ordem. Quando finalmente estava tudo se clareando, voltava a ser confuso novamente. Pelo que ela entendia havia dois grupos de pessoas contra Riddle e seus comensais. Os que estavam com Dumbledore e os que estavam com o pai de Elliot. Mesmo com um mesmo objetivo em mente, não trabalhavam juntos. É claro que ela não sabia o porque disso. Porque alguém associado com o pai de Elliot ajudaria Dumbledore? As únicas a fazerem isso eram elas, mas as mesmas tinham um papel especifico na guerra. O papel ruim, macabro. E apenas delas.



–Como o que?



–Eu estou confusa. –Admitiu, levando as mãos a testa.



–Eu consigo perceber isso. –O jeito que o homem falou poderia quase ser considerado doce. Ele lembrava ligeiramente Dumbledore.



–É, ele consegue. –Os gêmeos se intrometeram, mas foram ignorados por todos a não ser a irmã, que aplicava tapas nos dois.



–Calem a boca. –Ralhou com eles, que riam de sua reação.



–Você faz parte do mesmo grupo do pai de Elliot? –Hermione precisava de confirmação, para então lamentar. Se a sorte estivesse ao lado dela, ele responderia não a pergunta.



–Grupo? –Perguntou, analisando a palavra como se a mesma nunca tivesse sido usada. -Uma bela denominação. –Comentou. -É, posso dizer que sim.



Hermione não estava com sorte.



–E vocês dois também? –Perguntou aos gêmeos, que assentiram em conjunto.



–Eu falei que eu não era a única da família que colabora. –Gina acusou, mas Hermione mal ouviu o que ela disse. As coisas começavam a tomar dimensões... Diferentes.



–Eu continuo sem entender. –Não era fácil para ela admitir isso, mas era a verdade.



–Me diga sua aflição menina.



–Eu não entendo o fato de você ter ajudado Dumbledore. Albus pareciam não saber da existência de mais pessoas se movimentando contra Você-Sabe-Quem, mas se ele já havia se comunicado com você... –Parou de falar e encarou Luna. É claro que ele sabia. Soube o tempo todo. Então porque tanta encenação?



É claro, para envolvê-las nisso.



–Se ele já sabia? Sempre soube. Além de ele saber de muito, ele sabe esconder as coisas. –Explicou, porém não para Hermione. Nem para Luna. Pelo olhar ele sabia que elas tinham entendido tudo. O que o preocupava eram os outros.



–Ui. –Fred e George falaram em uníssono. E, é claro, foram prontamente ignorados.



–Mas porque você o ajudou? Se você queria fazer isso, por que não esta do lado dele? –Dizer que ela não tinha entendido o que perguntou seria uma mentira. Ela já tinha notado. Mas ele tinha que falar. Em voz alta.



–É falta de educação eu não me apresentar. Meu nome e Aberforth Dumbledore, o irmão mais novo de Albus. Acho que é razão suficiente. –Hermione sorriu para ele, enquanto quase todos os outros ficavam surpresos. -Alias, eu quero o Potter seguro enquanto der. Sozinho ele é apenas um menininho estúpido que confia cegamente em meu irmão. Creio que vocês também eram, isso até descobrir tudo, é claro. –Por mais que Hermione e Luna soubessem, Gina e Astoria não. Elas estavam muito confusas.



–Vocês são irmãos? –Astoria perguntou incrédula e Hermione revirou os olhos. –Eu vou desmaiar.



–O que tinha naquele pacote que por acaso ajudará Harry Potter? –Luna perguntou.



–Isso eu não posso dizer, mas posso explicar o porquê de não estar do lado dele. Creio que a essa altura vocês já entendem o plano de meu irmão e viram que ele não é digno de confiança. Também creio que não concordam. Eu não queria ajudá-lo, mas queria ajudar. Não poderia colocar a vida de muitos em risco por apostar num único menino. Então, fui eu quem começou a juntar bruxos de diferentes locais para se prepararem.



–Eu acho que entendo agora. –A morena disse agradecida, enquanto Astoria e Gina a olhavam um tanto frustradas.



–Ninguém entendeu. –A loira comentou e Gina assentiu.



–Fale por você. –A voz suave de Luna ecoou pela sala.



–Acho que na reunião de hoje vocês devem dizer o que sabem. Não é por que eu sei que todos do... A palavra que usou foi grupo, não? Enfim, nem todos sabem. –Aberforth suspirou, levando a xícara a boca.



–Estou ansiosa para essa reunião. Será no mínimo... Interessante.



Era de se esperar que a pessoa que proferiu tais palavras fosse uma das oito presentes naquela sala. Mas não era. Muito menos saíra da boca da garota do quadro. Era fina demais para ser de qualquer um dos homens.



Oh, então era uma mulher.



Não tinha o timbre sonhador e longínquo de Luna. Não tinha a certeza que Hermione tinha de cada palavra que saia de sua boca. Não era a personificação da animação escondida atrás de tédio de Gina. Mas sim, tinha a segurança natural de Astoria, mas tinha algo mais. Era segura e um tanto esnobe, superior.



Em segundos, todos estavam com as varinhas apontadas para a garota. Ela não era bem vinda.



–Me perdoem por interromper a conversa. –Sua voz não tinha sinais de arrependimento e ela conservava um sorriso satisfeito no rosto de pele clara. O quadro estava aberto e ela estava sentada na passagem secreta com as pernas na casa de Aberforth.



–O que você está fazendo aqui? –Astoria sibilou, recebendo um olhar de divertimento da garota. Ela estava com as vestes de Hogwarts, porém sua gravata verde e prata estava em suas mãos.



–Se vocês abaixarem as varinhas eu ficarei... Satisfeita em responder sua perguntinha. –Aquela voz que tanto assombrou as noites de sono de Astoria deixava a mesma irritada.



–Estou mandando você falar. –Ordenou com a voz alterada, se segurando para não fazer besteira.



–Ui, que medinho. –Desdenhou, arrumando os fios claros de seu cabelo. Astoria rosnou, quase pronunciando algum feitiço para machucá-la. Não atacaria alguém que não podia se defender. Ou não queria.



–Duas sonserinas no mesmo dia. É com elas que está andando Gina? –Fred comentou, olhando reprovador para a irmã mais nova.



–Que diferente! –Diferentemente do irmão, George estava achando a situação divertida.



–Calados. –Hermione ordenou, dando alguns passos na direção da invasora. –São oito contra uma, Parkinson. Deveria estar com medo. –Ameaçou.



–Então porque não me mata logo Granger? Vamos, estou esperando! –Pansy retrucou, levantando uma das sobrancelhas, desafiando a morena.



–Quem terá esse prazer sou eu. –Astoria falou, prendendo seu olhar com o da outra loira, que gargalhava sozinha.



–Eu realmente achei que Blaise estava delirando quando me falou, mas é verdade. –Comentou ao parar de rir, estreitando os olhos para a garota que a ameaçava. –É verdade. –Disse novamente, incrédula.



–O que é verdade?



–A Greengrass renegada é realmente uma sonserina. –Seus olhos analisaram Astoria, e não pode disfarçar a admiração. –Acho que o momento de me matar não chegou. Afinal, eu vim em paz.



–Veio em paz? –A ruiva perguntou incrédula. –Você nos seguiu para fora de Hogwarts numa passagem secreta, nos pegou de surpresa e provavelmente ouviu uma conversa confidencial. Não poderia “vir em paz” em Hogwarts? –Gina praticamente rosnou.



–Não. –Disse simplesmente, dando de ombros.



–E porque não? –Elliot finalmente se pronunciou e Pansy o examinou de cima a baixo. Nunca tinha reparado na existência dele.



–Sabe... As paredes têm ouvidos. –E então, as quatro amigas pararam de respirar, tentando não transparecer o quanto aquelas simples palavras mexeram com suas mentes. Foram ditas meses antes pelo diretor, quando ofereceu a elas a Sala Precisa. Aquilo fora o início de tudo, e Pansy sabia.



–O que... –Hermione começou a falar, mas Pansy a interrompeu.



–Se vocês abaixarem as varinhas eu explico. Pela última vez, eu vim em paz. –Hesitantes, fizeram o que ela pediu. Ela sorriu e pulou da onde estava sentada, parando em pé na frente de todos. Levantou as mãos em sinal de trégua e alcançou sua própria varinha, colocando-a em cima da mesa e se afastando da mesma.



–O que você sabe? –Astoria perguntou, se jogando de volta na cadeira.



–Hum... A palavra “tudo” está boa para você?



–Como? –O fato das quatro terem perguntado juntas fez Pansy rir, e da mesma forma que acontecia com Draco, o riso não chegava aos olhos.



–Acho melhor sentarem. –Disse se sentando ao lado de Astoria. Ninguém fez o que ela pediu. –Ou fiquem em pé, para mim tanto faz. –Deu de ombros, revirando os olhos. –Sobre esta frase de do diretor, eu a ouvi sem querer quando estava passeando perto da casa de Hagrid, interpretem isso como quiserem. Merlin sabe o quanto eu queria que ele tivesse oferecido a Sala Precisa para mim, eu aproveitaria mais que vocês. –Falou desdenhosa. –Achei que falar ela agora faria vocês me escutarem, e funcionou. Mas não pensem que eu fiquei seguindo vocês depois disso, na verdade eu até me esqueci. Uma pena eu não tê-lo feito, pois facilitaria as coisas para mim. Não sabem o quanto eu tive que pensar para entender tudo, já que peguei a história pela metade. Eu quero ajudar.



–Porque? –Astoria realmente não entendia. Ninguém entendia. O que levaria Pansy a se importar tanto com elas?



–Porque sua irmã é uma vadia, nada do que você já não saiba. Eu achava que ela era minha amiga, mas ela me traiu. Nós havíamos combinado de nos manter longe de Draco, para não interferir na nossa amizade. –Explicou. A raiva nos olhos dela era bem clara.



–Você realmente achou que ela iria cumprir o combinado? Mesmo? –A outra sonserina perguntou incrédula. Sua irmã nunca fora de confiança.



–Não é do estilo dela, mas ela era minha melhor amiga. Nós fazíamos tudo juntas, até tirar você do nosso caminho... Bem, do caminho dela. Ela estava com ele o tempo inteiro, e eu bancando a idiota. –As quatro amigas nem tentaram segurar o riso que as dominou naquele momento. Era delicioso ouvir isso. –Podem rir. Ri mesmo. Eu sei que eu mereço. Ao contrário de você, Asty, eu não sei encarar eles. Mas acho que você, Hermione, me entende. Encarar Harry e Ronald não é fácil, não? E para ser sincera, eu nem sei se gosto mais do Draco.



–Ele tem o talento de ser idiota e nos fazer parar de gostar dele. –Astoria como ninguém sabia disso.



–Você pode ser direta e nos dizer o porquê de estar aqui? –Gina insistiu.



–Calminha. Eu que dito o ritmo que conto a história. Afinal, temos que colocar um pouco de suspense.



–Você é esquisita. –George pensou em voz alta.



–Olha quem fala cabeça de fósforo. –Pansy retrucou, recebendo um olhar de ódio da ruiva.



–Não fale assim do meu irmão. –Gina sibilou, rangendo os dentes.



–Ele me ofendeu primeiro. Mas eu não vim aqui para brigar.



–Não é o que parece. –O tom irônico da voz da Weasley fez Pansy revirar os olhos mais uma vez. Quando fez isso, eles pararam na morena a poucos metros dela, então ela sorriu, com os olhos brilhando.



–Hermione, eu tinha até esquecido que você estava aqui. –Começou, sorrindo para ela. -Às vezes eu não vejo o porquê de todos a considerarem tão inteligente...



–Vai me ofender agora, Parkinson? Não vê que a única pessoa que pode ser humilhada agora é você? –Proferiu com raiva. Se tinha algo que odiava é quando alguém insultava sua inteligência.



–Calada. –Ordenou, levanto o indicador a boca em sinal de silêncio. –Eu estou falando sério. A Di-Lua... Desculpem. A Luna foi a única que percebeu que eu a estava seguindo. Ficou virando para trás que nem uma maluca... Não estou afirmando que ela é uma maluca. –Concertou. As garotas a encaravam sem reação. Elas foram seguidas. O tempo inteiro. Na conversa com a Dama Cinzenta. Talvez até nas conversas na Sala Precisa. –Olha, foi mal, não sei ser delicada. Ela é maluca mesmo e todos sabem.



–Estou começando a achar que você é também. –Hermione murmurou, finalmente se rendendo e se sentando na cadeira mais próxima.



–Astoria... –Disse se virando para a loira. -Você não tem ideia do sacrifício que eu estou fazendo, mas... –Pansy fez um som como se engasgasse, fechando os olhos. -Me perdoa? Por favor. –Não eram palavras que deveriam sair da boca de uma garota como ela.



–É, porque não? –Astoria deu de ombros. -Só de odiar minha irmã eu odeio menos você. Mas o que você quer com isso?



–Não me leve a mal, mas não é como se eu me arrependesse completamente de tudo que fiz. –Falou como se achasse divertido o que disse. -Foi engraçado, mas sei que não foi nada legal. Eu quero me vingar da Daphne, e você também. E eu posso ajudar em muita coisa.



–Nós já sabemos que você sabe de tudo, mas não vejo em como pode ajudar. –Hermione suspirou, passando a mão na testa.



–Olhem, por mais que Astoria seja da sonserina, ela não tem os contatos que eu tenho. Ninguém confia mais em você depois que passou a andar com elas. Não estou dizendo que eu sou uma Comensal, mas eu tenho contato com esse tipo de gente. Afinal, eu supostamente deveria ficar do lado deles, não o do nosso querido diretor. E o que eu vou fazer por vocês pode seriamente acabar com a minha vida. Fazer picadinho de Pansy. –Respirou fundo e engoliu em seco, aumentando a expectativa dos ouvintes. -Eu sei onde está uma das horcruxes e sei como podemos pega-la.



O silêncio reinou naquela sala depois das palavras da garota. Eles poderiam simplesmente não acreditar nela, mas talvez ela fosse digna de confiança. Quem sabe estivesse realmente arrependida? Ou talvez tenha analisado qual lado tinha mais chance de vencer? Ou talvez tivesse uma razão além disso?



–E, ela definitivamente pode ajudar. –Astoria murmurou quando finalmente achou sua voz. Pansy se levantou e abriu o maior sorriso que já viram ela abrir.



–Obrigada. Eu... Não acreditava que vocês iriam aceitar. Tentarei merecer a confiança... Eu p-prometo. –Tentou, se enrolando com as palavras. –Desculpem, eu não estou acostumada a isso. Ninguém do meu circulo social e familiar faria isso por mim. Acho que é porque são todos sonserinos. –Soltou, revirando os olhos e riu com escárnio. -Então, vamos para reunião? –Se levantou rapidamente.



–Espere. Você não vai. –Hermione a impediu de andar na direção de sua varinha, a segurando pelos ombros. Não confiariam em Pansy desta forma, confiariam?



–Hermione... Ela sabe mais que a gente. –Astoria falou, abaixando os braços da morena de forma hesitante. Também não estava muito certa do que estava fazendo. Deveriam abrir as portas para Pansy, correndo risco de ela fazer alguns estragos, ou simplesmente deveriam renegá-la e depois arcar com as consequências? O que impediria Pansy de contar para algum comensal ou para o próprio Voldemort tudo que sabia se elas não a recebessem? De certa forma, todas se identificavam com ela. Ela só precisava de ajuda. Se não negaram para Astoria, negariam para ela?



Não fariam isso. Mas algo as incomodava...



Afinal, quem era a verdadeira Pansy Parkinson?



–Chora Mimi. –Brincou, piscando para a garota chateada. Suas mãos alcançaram a varinha e se prepararam para guardar dentro das vestes, mas Hermione a tomou de sua mão antes que ela pudesse fazê-lo.



–Isso fica comigo. –A morena guardou a varinha perto da onde guardava a que pertencia a ela, sorrindo para Pansy, que aparentemente estava achando a situação engraçada. –Podemos ir? –Perguntou para Aberforth, que fazia um pouco de esforço para se levantar.



–Acho que não há problema de irmos agora. –Resmungou, andando em direção a escada. –Sigam-me. Tem uma lareira lá em cima. Pó de flú certamente será mais rápido, já que quase ninguém aqui pode aparatar sem ser rastreado. –Eles assentiram e começaram a se movimentar, deixando seus assentos. Fred e George foram os únicos que não levantaram, continuando sentados numa pose um tanto esnobe.



–Não nos levem a mal... –George começou, ajeitando o suéter verde no peitoral.



–Não gostamos muito desse modo que irão fazer. –Fred continuou, sorrindo de lado para o irmão.



–Nos vemos lá. –Nem meio segundo depois, era como se eles nunca tivessem pisado naquela sala. Apenas... Sumiram.



Gina Weasley foi a última a chegar à casa onde seria a reunião. Por segurança, Pansy fora a primeira, logo seguida de Hermione, Astoria, Elliot e Luna. Por conta da velha lareira do irmão de Albus, seu cabelo ficara cheio de fuligem, e agora ela trabalhava para retirar aquele pó preto.



Aparentemente, era uma casa abandonada na Londres trouxa. Tinha até um pouco de personalidade. Uns velhos móveis, alguns cobertos por lençóis que um dia foram brancos, foram obviamente empurrados para os extremos da sala, liberando espaço para as várias pessoas que estavam ali.



Elas podiam reconhecer várias pessoas ali. Alguns ex-alunos de Hogwarts e algumas de Beauxbatons. Hermione sorriu ao por os olhos em Fleur, que aparentemente conversava com algum Weasley. Cabelos ruivos eram privilegio da família. A bela loira acenou para a morena quando a percebeu ali, e o rapaz ruivo virou para trás. Gui Weasley.



–Eles estão juntos. –Gina explicou, acenando de forma falsa para a bruxa loira. –Não gosto dela.



–Eu não gostava dela, mas ela se tornou até aturável. –Hermione falou, sorrindo de leve. Pansy andou um pouco mais e parou ao lado dela.



–Deve ser por que o seu vermelhinho superou a paixão por ela. –Comentou.



–Grande coisa. Supera uma e se apaixona por coisa pior. –A morena disse amarga.



–Lavander me deixa enojada. Tenho que me segurar para não mata-la a cada vez que a ouço falar. Quando ela esta com seu irmão é ainda pior. Será que ela não se enxerga? –A loira falou, recebendo sorrisos da morena da ruiva.



–Ginevra Molly Weasley. –O nome da ruiva foi pronunciado de forma enfurecida. Gina sabia de quem era essa voz, afinal, escutou-a a vida inteira.



–Oi mãe. –Falou após ter localizado a mulher. Continuava a mesma. Baixa estatura, não muito magra, cabelos ruivos desidratados e rosto carinhos. Vestes de segunda mão.



–Como ousou não me mandar nem uma notícia esses meses todos? –Ralhou com as mãos na cintura. Seu marido, Arthur, vinha ao lado dela, e mesmo com as feições zangadas, ainda era simpático.



–Eu mandei uma carta. –Tentou, passando as mãos no pescoço. Era verdade, ela tinha se afastado deles nos últimos meses.



–Uma! –Exclamou Molly, agarrando a filha num abraço apertado.



–Desculpem, eu não estava bem o suficiente para ir para casa, nem para me comunicar com ninguém. –Se justificou, a abraçando forte. Quando a mãe a soltou, fez o mesmo com o pai.



–Não faça isso novamente, ouviu? –Sr. Weasley disse sério, acariciando os cabelos da filha.



–Arthur, não seja tão duro. –Molly falou com ele, puxando Gina para sua frente, a olhando de cima a baixo. Rindo, Arthur se afastou. –Ah, você tinha que ter escutado os sermões que dei naqueles dois meninos insolentes. É como se dois filhos meus fossem grandes... Babacas. –Hermione e Gina riram juntas. Até mesmo Molly achava isso.



–Não precisava ter feito isso, mãe.



–Querida, tem se alimentado direito? –Falou rápido, mas não deu tempo da ruiva responder. –É claro que tinha, por Hermione também. Afinal o que aconteceu com aquela pobre menina? –Gina riu. Ela já tinha percebido que Molly não havia reconhecido sua amiga.



–Isso aqui. –Apontou para a morena, que se encolheu de vergonha.



–Hermione? –Sra. Weasley estava espantada.



–Oi Molly. –Hermione disse enquanto era esmagada no abraço confortável da senhora.



–Como está grande. E diferente. Da ultima vez que a vi ainda era uma menina. Oh, pobre Ronald. Adoraria que você fosse minha nora. –Disse rindo.



–E eu adoraria ter a senhora como sogra. –Não falou apenas por educação, mas as circunstancias não estavam a favor disso. Ela só não esperava que o gêmeo de suéter vermelho estivesse se aproximando e ouvido tudo.



–Bom saber disso Hermione. –Piscou, fazendo Hermione gargalhar.



–Muito engraçado Fred...



–Oh, não é má ideia. –Molly comentou e Gina assentiu, levando uma cotovelada da morena.



–Pense no assunto, Mimi. –Pansy riu ao ouvir Fred usar o apelido que dera para a garota, chamando a atenção de Molly.



–E você quem é? –Perguntou a ela, examinando-a de cima a baixo. Não era desconhecida.



–Pansy Parkinson. –Disse segura e a senhora ruiva arregalou os olhos.



–Parkinson? Sério?



–Temos uma Greengrass na área também. –Gina disse simplesmente, apontando para Astoria, que aparentemente conversava com o senhor Weasley.



–Ah... Isso é estra... Diferente. –Molly estava assustada, mas não poderiam culpá-la. Era realmente uma situação estranha, e nem todos iriam aceitar isso bem.



Elas continuaram conversando sobre algumas coisas. A tarde claramente era substituída pela noite, e cada vez ficava mais escuro. E nesse mesmo ritmo, as pessoas chegavam. Não eram desconhecidos, porém as garotas não conseguiam lembrar da onde eles eram ou quem eles eram.



Enquanto conversavam, uma mulher se aproximou. Seus cabelos rosas e sua blusa de uma banda bruxa deixava claro quem ela era. Ao avistar Fred, seus cabelos foram escurecendo até se tornarem vermelhos.



–Fred! Onde está George? –Ela falou, se aproximando do grupo. Seu tom de voz não era satisfeito, e ela estava claramente irritada.



–Eu sou o George. –Fred disse de forma séria. Essa era a brincadeira favorita dele.



–Muito engraçado, Fred... Muito engraçado. –A vermelha disse sem mostrar divertimento algum.



–Tonks! –Hermione exclamou, chamando a atenção da mulher, que arregalou os olhos.



–Hermione! Há quanto tempo! –Disse animada, a puxando para um abraço. Com esse contato, a morena percebeu algo diferente nela.



–Meu Merlin! Que barriga é essa? –Estava ali, uma barriga redonda e já um tanto grande. E não, não era porque Tonks estava gorda.



–Tem um mini bruxo nela. –Disse animada, acariciando a barriga. Antes que Hermione pudesse demonstrar sua animação em palavras, elas foram interrompidas.



–Tonks, achou? –A voz era de um homem de cabelos e olhos castanhos. Alguns fios cinza estavam presentes também, assim como linhas da idade em seu rosto. Mas aquilo não fazia dele menos bonito.



–O gêmeo boboca dele não quer me dizer onde ele está. –Tonks resmungou e o homem a abraçou de lado. Hermione pode ouvir as risadas de Fred atrás dela.



–Não quero você correndo por aí com essa barriga.



–Você me protege demais homem. –Sorriram um para o outro e ele deixou um cálido beijo na testa dela.



–Olá para todos. –Cumprimentou, sorrindo. Algumas pessoas sorriram de volta e outras o cumprimentaram. –Eu devo ir, tenho que achar George.



–Quem diria, Tonks... Lupin? –Hermione falou, sorrindo largamente para ela.



–É... –Disse arregalando os olhos, como se ela mesma não acreditasse. –Desculpem, tenho que impedir que ele mate alguém. Licença. –A morena ficou observando seus cabelos vermelhos sumirem em um outro cômodo.



–Sei o que está pensando, o filho é dele. Estão juntos já há algum tempo. –Gina disse, ficando ao lado dela.



–Fico feliz por ela.



–Minha mãe está se dando bem com a Parkinson, acredita? – Sussurrou incrédula. –Eu não confio nela.



–Ela é sua mãe, é claro que ela vai se dar bem com todos. –Disse simplesmente. –Mas eu também não... –Antes que pudesse terminar, foi interrompida. Por uma cabeça.



–Eles já foram? –George perguntou. Ele estava com uma capa da invisibilidade e deixava apenas a cabeça de fora.



–Sim. –Hermione falou, revirando os olhos.



–Que bom. –Retirou o resto da capa.



–Então garotas, o que estão achando do grupo de apoio do cicatriz? –Fred perguntou, se aproximando ainda mais de Hermione.



–Apoio do cicatriz? –Perguntou curiosa.



–É apenas um nome bonito para dizer que lutaremos ao lado dele. Vocês sabem... Ele tem uma cicatriz. –George explicou, abraçando os ombros de Gina.



–Bem feia por sinal. –Fred comentou, arrancando risadas delas.



–É um raio. –Falaram juntos. Com um ar sapeca, os dois se olharam, como se planejassem algo grandioso. -Adeus. –Quando eles sumiram Hermione quase perdeu o equiíbrio.



–Desde que eles começaram a poder aparatar eles não para de fazer isso. É irritante. –Gina explicou revirando os olhos.



Elas ficaram caladas por um tempo, apenas olhando para os rostos conhecidos e desconhecidos. Ambas estavam com a mente longe dali, mas a da ruiva era a mais inquieta. Ela não sabia de algumas coisas que sabia que era importante, e antes que a noite acabasse ela iria descobrir o que é.



–Gina, é impressão minha ou está quase todo mundo aqui? –Hermione puxou assunto.



–Não é impressão. Até o pai de Luna está aqui, ela deve estar com ele. –Como se para contradizê-la, Luna foi localizada andando distraidamente na direção delas. Seus cabelos grandes esbarravam nas pessoas.



–Tem muita gente. –Ressaltou. Não era apenas Luna que estava andando para lá. Elliot, que estava mais perto, parou ao lado delas, envolvendo o ombro de Hermione com o braço.



–E tem gente que não está aqui. Alguns professores e a nossa enfermeira. Alunos também, a maioria do terceiro e quarto ano. –Sussurrou. O hálito dele batendo no pescoço dela a fez sorrir.



–Por acaso aquela ali é... –Começou, apontando para a enorme mulher no canto da sala.



–Olímpia Maxime. –Completou. –É ela.



–Ela não deveria estar em Beauxbatons? –Indagou.



–Supostamente, mas acho que ela não perderia essa reunião por nada.



–Elliot. –A loira disse quando estava perto o suficiente.



–Diga Luna. –Pediu.



–Elliot. –Repetiu, fazendo os amigos revirarem os olhos.



–Luna. –Elliot tentou, e a garota sorriu satisfeita para ele.



–Por que seu pai é negro e você não? –A pergunta fez todos rirem.



–Por que eu sabia que você ia perguntar isso? –Disse com divertimento na voz. Ele adorava esse jeito da Luna.



–Me responda. –Ordenou de um jeito leve.



–Meus pais verdadeiros foram mortos, assim como meus avós. Ele é meu tio. Tive mais sorte que Harry Potter nisso. –Explicou e Luna assentiu, pensativa.



–Não só nisso, você também tem amigas mais legais e um rosto mais bonito. –Falou após algum tempo. Gina e luna tiveram que concordar.



–Obrigada Luna. –Agradeceu sorrindo docemente para ela.



–Disponha. –Disse simplesmente, se virando de costas e passando os olhos pela sala, até encontrar quem queria. –Pai! –Gritou, correndo na direção do homem de cabelos claros e roupas diferentes.



–Sinto muito pelos seus pais. –Hermione murmurou.



–Eu nem lembro deles direito. Para todos os efeitos, Kingsley é meu pai. –Hermione sorriu para ele.



Alguns minutos se passaram e eles continuaram ali. Algumas pessoas vinham cumprimenta-las, e outras chegavam para conversar. Astoria tinha encerrado sua conversa com Arthur, agora Hermione que conversava com ele sobre objetos trouxas.



–Elliot! –O pai do garoto loiro se aproximou. Era um belo homem. Alto, negro e com roupas com estampas bonitas.



–Olá pai. –Elliot, sorriu para ele. Já haviam se cumprimentado antes, então ele imaginava do que poderia se tratar.



–Meu garoto. –Disse com orgulho, bagunçando os fios loiros dele. Se afastou um pouco e falou em voz alta. -Acho que podemos começar a reunião, não? Aberforth, a palavra é sua.



–Atenção. –O velho senhor pediu, mas pouca gente obedeceu. –Atenção! –Disse agora apontando a varinha para suas cordas vocais, usando o feitiço para aumentar sua voz. –Obrigado. –Agradeceu quando a sala ficou silenciosa. –Bem-vindos. É uma pena não podermos ter a presença de todos, mas acho que os presentes já bastam. Estamos aqui para comemorar. Não se excedam, por favor, se foram beber, bebam lá fora. Uma horcrux foi destruída, e já sabemos... –Seus olhos procuraram Pansy. –Onde está a outra. –A sala explodiu em comemorações. Abraços e gritos de felicidades estavam espalhados por toda a sala.



–E temos que agradecer ao Elliot. –Kingsley falou, levantando o braço do seu filho. O garoto procurou os olhos de Hermione e assentiu. Ele iria contar que não estavam sozinhos. Isso se outra pessoa não tivesse falado antes.



–Ei! E a elas também. –Aparentemente, Pansy não conseguia ficar com a boca fechada quando se sentia ofendida. E aparentemente ela havia se ofendido com aquilo.



–Como? –O homem perguntou, engrossando um pouco a voz para se tornar mais assustador.



–Elas ajudaram, é claro. –Insistiu, apontando para as garotas.



–Nós fizemos a maior parte do trabalho, na verdade. –Hermione murmurou para ela mesma, dando um passo a frente junto com as três amigas.



–Porque pediu ajuda? –Kingsley perguntou para o filho.



–Eu não pedi.



–Nós que descobrimos. –Gina se intrometeu.



–São apenas adolescentes. –Falou incrédulo.



–Elliot também. –Astoria comentou, ofendida. Aparentemente, era uma característica sonserina nunca ficar para trás, desvalorizada por alguém.



–Mas ele é meu filho.



–E eu sou Hermione Granger. –Quando a morena notou o que falou, gargalhou junto com as pessoas que os ouviam. Fazer o que se era verdade. Sua inteligência era conhecida.



–Está dizendo que foram vocês que acharam e destruíram a horcrux? –Um homem baixinho perguntou e Kingsley o olhou com raiva.



–Nós achamos, mas não pudemos destruí-la. Isso Elliot e Hagrid que fizeram. Mas sim, quem achou a horcrux fomos nós. –Luna explicou.



–Por que eu não consigo acreditar? –O homem disse rindo. Elliot se encontrava completamente sem graça.



–Você está subestimando a gente. –Hermione falou, ultrajada.



–E não sabe nem o quanto. –Luna completou, cruzando os braços sobre o peito.



–O que vocês querem exatamente? –Kingsley não parecia ser uma pessoa amigável. Pelo menos não era quando não queria. E isso as estava irritando.



–Ajudar. –Foi a vez de Gina falar.



–E se eu deixar vocês ajudarem, o que irão fazer? –Perguntou em meio ao riso.



–Desculpe o modo de falar, mas o senhor não precisa deixar nada, a gente só está comunicando. Nós já estamos ajudando há tempos, e está obvio que descobrimos mais coisas que toda a sua equipe junta. –Astoria falou, rindo pelo nariz da cara que o homem fez.



–Não seja tão machista. –Pansy comentou, sorrindo de lado, sarcástica.



–Vocês querem ajudar, mas trazem as duas filhotes de comensais. –Disse para Hermione, Luna e Gina, apontando para as duas loiras.



–Está com medo de duas adolescentes? –Astoria provocou.



–Estou com medo do que podem ouvir e depois contar para os pais de vocês. –Os comentários se espalharam pela sala. Muitos não eram a favor delas ali.



–Resposta errada. Esta com medo da gente. –A outra loira falou lentamente.



–Porque trouxeram elas? –Uma mulher que estava atrás de Kingsley, o mesmo parecia atuar como líder, perguntou.



–Astoria é de confiança. Pansy... Parece ser. –Hermione explicou, olhando para a loira, que revirou os olhos.



–Elas não são bem vindas.



–Se no expulsar eu ficarei muito feliz em contar cada palavra que sei para certo bruxo, e ele vai adorar saber. –Pansy ameaçou e a maioria das pessoas arregalou os olhos. Por algum motivo, todos acreditaram que ela iria mesmo fazer isso. E estavam certos, pois ela iria. Sempre fora boa em chantagens e negócios.



–O que vocês têm que nós não temos? –Elliot saiu disfarçadamente do lado do pai, parando ao lado de Hermione. Ela sorriu para ele, mas o pai não gostou nada de ver aquilo.



–Informações. –Luna disse.



–E jovialidade. –Pansy falou irônica, desviando de uma cotovelada de astoria. –É verdade. –Sussurrou para a mesma, não entendendo o porque da reação.



–Não devem desconfiar da gente, nós já estamos ajudando Dumbledore, nós podemos ajudá-los também. –Luna sabia que tipo de resposta iria receber quando falou isso, e falou de propósito. Agora a loira sorria para a amiga morena.



–Essa pessoa que o ajuda é Harry. –Insistiu. Kingsley havia se colocado no exato local que Hermione queria. Havia tocado no assunto do qual ela tinha muito a falar.



–Não. Harry é uma arma. –Mais uma vez a sala foi preenchida por comentários de diversos tipos e o homem a encarava.



–Aberforth...-Kingsley ia pedir para que o irmão de Dumbledore as tirasse dali, afinal, ele que havia as trazido.



–As escute. Todos precisam escutá-la. –O velho senhor insistiu para o desgosto do de pele escura.



–Só ele que pode matar Voldemort. E vocês precisam dele, tanto que o ajudam. O protegem. –Hermione não sabia se deveria contar tudo ou não. Optou por não contar. Seria estranho se todos soubessem do destino de Harry, e várias pessoas tentariam mata-lo. Era melhor mante-lo protegido enquanto desse. Mas ela sabia que não poderia esconder aquilo de uma pessoa. Aquela informação iria doer muito em Gina.



–Sim, mas...



–Mas nada. Dumbledore nos disse que Harry era responsabilidade nossa, nós que iríamos ajudá-lo. Vocês o protegem, mas ele é nosso. Acho que isso é razão suficiente. –Insistiu, usando o que os gêmeos disseram vários minutos antes.



–Então diga o que quer. –Kingsley havia se rendido. Achou que seria uma discussão fácil, mas não foi. E agora não tinha mais argumentos.



–A certeza que irão nos ajudar no que precisar. Segurança, apoio e até exílio. Em troca disso, acabamos com as horcruxes para vocês. Mas não poderão questionar nenhuma de nossas decisões. –Era só disso que precisavam.



–Você é petulante, menina. Não sei como farão isso, mas boa sorte. Acordo feito. Bem-vindas ao grupo. –O homem sorriu e abriu os braços de forma dramática, como se as mostrassem o local do qual agora faziam parte. –A reunião acabou. –Fechou o sorriso, puxando Elliot para perto dele.



Algumas pessoas vieram cumprimentá-las e outras avisaram que era perigoso demais. Nada que elas não soubessem, é claro. A situação tinha finalmente se concretizado. E ali, naquela reunião, o fim começou. O perigo se tornou real e cada vez mais próximo. Duas já haviam tomado uma decisão, e as outras duas... Bem, tomaram agora.



–Você não contou a eles. –Aberforth falou, se aproximando de Hermione. Ela sorriu para ele.



–Não era interessante que eles soubessem. O importante é que agora podemos fazer o que temos que fazer sem interferência. –Ele assentiu, ajeitando o pesado casaco no corpo.



–Bem, está tarde. Eu vou voltar para minha casa. Não aconselho que voltem para Hogwarts agora. –Disse após ficar em silencio por algum tempo.



–Obrigada. –Ele assentiu e se afastou, logo sumindo. Hermione ficou ali, olhando para o nada, por algum tempo, até que Gina, acompanhada de Elliot e das outras garotas, se aproximou.



–Hermione, vamos? –Perguntou.



–Aberforth acha melhor passarmos a noite por aqui. –Disse simplesmente, apertando uma mão na outra.



–Para onde vamos então? –Lua perguntou. Gina e Hermione sorriram para ela, que demorou uns segundos para entender. –Ah... –Disse ao lembrar, sorrindo para elas. Os gêmeos de suéteres verde e vermelho se aproximaram delas parecendo animador.



–E aí meninas, vão fazer o que agora? Estávamos querendo curtir um pouco, afinal uma parte dele foi morta. –Fred perguntou.



–Nós vamos para casa. –Hermione falou sorrindo largamente, observando Fred ficar desanimado.



–Para Hogwarts, já? –George perguntou, mas para Astoria do que para qualquer outra.



–Sinceramente eu não estou a fim de ir. –A loira admitiu, sorrindo timidamente para o ruivo.



–Não é para Hogwarts. Venham. –Curiosos, eles seguiram Hermione até a lareira que eles usaram algumas horas antes. Estendeu a mão e pegou o saquinho com o pó amarelado e o estendeu para a garota que estava ao lado dela. –Luna, as honras.



Sorrindo, Luna agarrou o saco e pegou um punhado de pó, entregando-o novamente para Hermione. Colocou um dós pés dentro da lareira, e olhou para as amigas. Varias emoções tomaram conta das quatro. Estava na hora de voltarem para casa.



–Casa de Olívia Lovegood, Londres trouxa.



LEIAM AS NOTAS FINAIS, É IMPORTANTE


Notas finais
Eu fiquei surpresa por ninguém ter me perguntado porque o Elliot é loiro sendo que o pai dele não é, enfim, se essa pergunta já tinha passado pela cabeça de alguém, foi respondida agora.

Bem, muitos personagens deram as caras nesse capítulo...

Aberforth, Tonks, Lupin, Fleur, Gui...

E a Pansy né gente? Ninguém desconfiou dela. Foi ela que viu o Draco com a Daphne (não me lembro em que capítulo), que seguiu a Luna e bla bla bla...

Gostaram? Amaram? Odiaram? Recomendações?
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Eu tomei uma decisão sobre o que farei com o joguinho. As opções eram o quiz e ver quem mais comentava, as que mais participavam e etc...

Aí eu decidi que não vou fazer nada. É, realmente uma pena. Eu não quero que ninguém saia chateada nem nada, então decidi que não vai rolar.

Também decidi que terá um quiz, mas será só diversão, participa quem quer, quem não quer só olha ou ignora. Eu acho que vai ser divertido, porque as vezes eu mesma não me lembro das coisas que rolaram na história.

O próximo capítulo demorara um pouquinho, pois eu pretendo postar simultaneamente um da "Primeira vez das garotas de Hogwarts". Eu esperei esse tempo todo para isso hehehe

Beijosss