As Garotas De Hogwarts
51 Dois jogam o jogo - Especial Fim de Ano
Notas iniciais
Ela podia ouvir os sons produzidos pela natureza. Eles chegavam até ela através da janela aberta. Podia ouvir o som de algo andando sobre as folhas no chão. Folhas caídas e secas. Culpa do inverno, todos iriam pensar. Talvez realmente fosse. Mas ela sabia que aquele inverno tinha começado muito cedo. Anormalmente cedo. E ela sabia a causa disso.
Seus olhos estavam fixos na parede cor de creme tão perfeitamente pintada que era impossível encontrar alguma lasca solta, ou marcas de idade. Deveria ter marcas de idade, ela pensou. Normalmente casas envelhecem longe de seus donos, e ela esteve longe daquele quarto por muito tempo.
Sua mente logo encontrou o culpado para as paredes perfeitas. É claro que tinha sido ela a pintar. Não, é claro que tinha sido ela a mandar pintar. Perfeição era algo que Sra. Greengrass apreciava muito, e Astoria sabia muito bem disso.
A garota loira, esparramada na cama que ela achava grande demais, observava um pequeno espetáculo particular. Algo só apreciado quando a mente do observador deseja fugir de outros pensamentos, ou quando o mesmo não consegue ser levado pelo sono. No caso de Astoria as duas hipóteses se encaixavam.
Estava a tanto tempo deitada que pode presenciar a parede de seu quarto mudar de cor diversas vezes. O amarelo suave dela foi colorido por dourado luminoso, então foi se tornando mais arroxeado, agora era totalmente preto. A tinta que a coloria era nada mais do que o próprio sol, ou, então, a ausência do mesmo.
Astoria quis sorrir. Não conseguiu. Se manteve tantas horas calada que seus lábios pareciam colados. A culpada era Daphne, que chegara algumas horas após a irmã, acabando com a alegria da loira. A mãe delas percebeu, mas não interferiu. Nunca interferiu. E nem iria. A verdade era, por mais que amasse a mãe e tivesse certeza que a mesma a amava, ela era apenas uma cópia da irmã.
Com a língua, molhou os lábios secos, separando-os. Massageou-os com os dentes algumas vezes antes de aventurar-se a soltar um som. Um único, tímido e curto som. Rouco.
Soltou mais outro. E então decidiu soltar mais um. Aos poucos, foi construindo a tão animada canção que dançara com George dias ante... Dias? Ou quem sabe meses? Ela não sabia.
Ela também não sabia o porquê achara que aquela junção de notas era animada. Não era. Não quando saia de seus lábios. Sua mente a tocava vibrante e feliz, seus lábios cantavam pura melancolia.
Mais uma vez naquele dia, chorou. Deixou as lágrimas caírem pelas suas bochechas, tentando não fazer barulho. Chorou por tudo, e chorou por ela. Chorou por estar chorando. E chorou por ter prometido ali nunca mais chorar. Garotas como ela não choram. Tinha motivo para chorar?
Tivera, realmente, motivo para chorar. Uma época distante, onde ela era a caça. Um dia pode dizer que estava chorando porque tinha que chorar. Agora, não mais.
Não enxugou as lágrimas para não molhar as mãos. Deixaria que as mesmas secassem sozinhas. O tempo poderia não ajudar para que isso acontecesse, mas ela sabia que em questão de segundos ela não teria mais uma gota no rosto. Porque, mais uma vez, ela pegava fogo.
Não literalmente, é claro. Mas chegava perto.
Sua tristeza fora convertida em raiva. A canção não soava mais como um lamento, mas como uma canção de vingança. O sangue corria rápido por suas veias, carregando adrenalina. Sangue quente, que aquecia a pele e que aos poucos aquecia o ambiente ao seu redor.
Cada vez mais quente, cada vez mais rápido. Em seus olhos, uma lembrança da cor vermelha que um dia tomou conta dali completamente. Apenas um brilho, mas o suficiente para denunciar o quanto ela estava alterada.
Se alguém a olhasse, tomaria um susto, e, então, ficaria encantado. Envolta de seu corpo largado sobre o colchão estava ligeiramente mais claro que o resto do quarto. Seu rosto estava vermelho, e ficava cada vez mais à medida que a música que cantarolava se tornava mais frenética.
Quando ficou com mais calor do que aguentava, ela soltou uma alta risada. Era um divertimento pessoal que a dominava. Continuou rindo como se alguém fizesse cócegas nela. Ria dela mesma. O calor aos poucos saiu de seu corpo, e quando se sentiu um tanto mais normal, ela segurou a risada e olhou para o teto. Esticou as mãos até a barra da calça que usava, tirando a varinha de lá.
–Lumus.
A luz que saiu da varinha iluminou o quarto levemente, causando sombras que um dia foram horripilantes para ela. Não tinha mais o que temer. Segurando a varinha entre os joelhos dobrados e a deixando apontada para o teto, projetou uma sombra com as mãos. Um coelho, a única coisa que se lembrava como fazer.
O fez andar um pouco por seu teto até notar que aquilo não a levaria a nada. Dramaticamente, fez seu coelho morrer, soltando sons e o fazendo se mexer de forma desgovernada. Só então abaixou a mão e colocou a varinha na cabeceira ao lado da cama, aconchegando-se sobre o travesseiro.
–O que está acontecendo comigo?
Ela não sabia, porém imaginava.
O maior erro que o tão famoso bruxo das trevas cometeu foi ter colocado o diadema ao alcance delas. Talvez não imaginasse que alguém fosse destruir o diadema. Ou que esse alguém ficasse marcado a fogo por conta dele. Talvez não soubesse que sua própria alma poderia ajudar a destruir um dos maiores bruxos e todos os tempos. Ou...
...Ou talvez não.
A loira se forçou a fechar os olhos. Ela faria o possível para nunca mais pensar naquilo novamente. Era muito improvável, muito bem pensado e muito perverso. Ela sabia que, se continuasse, apenas chegaria a mais um monte de perguntas sem respostas. Mais indagações que sua mente jamais conseguiria decifrar. O problema era que sua cabeça não permitia que ela enxergasse a situação como um todo, ela estava dentro demais daquilo para enxergar com totalidade.
Seria interessante se, por um espaço de uma hora, Astoria pudesse juntar seus pensamentos com Hermione. Veria que a morena já tinha chegado a uma outra conclusão tão igual e ao mesmo tempo oposta a que acabou de chegar. Elas veriam que talvez dois estivessem jogando o mesmo jogo. Mas talvez, se pensasse melhor, juntaria com Luna, a tão inocente e aérea garota loira. Era óbvio para todos que a mente dela funcionava de forma diferente. Tão diferente que só e apenas ela conseguia enxergar o que estava acontecendo. Na verdade, quem estava jogando eram elas. Um jogo próprio. Mais bem pensado e perverso do que qualquer outra coisa.
Pois, se havia alguém ali perto da verdade, era Luna Lovegood.
A noite, tão escura e fria, logo não era mais notada por Astoria, que dormia num sono leve. Com o passar das horas, o fraco sol de inverno começou a brigar pelo seu lugar com a lua, trazendo a madrugada e a manhã. Quilômetros dali, quatro pessoas e um cachorro, que se mantiveram acordados todas aquelas horas, se preparavam para aquilo que mostrava o quanto estavam perto do fim.
Canino estava de pé sobre as duas patas traseiras com as dianteiras apoiadas nas pernas de Luna, que estava sentada. Ela fazia carinho nele, não notando que o cão estava mais interessado no que havia no prato da loira do que no carinho.
–Canino desce daí! Agora! –Hagrid ordenou de sua cadeira, olhando firme para o animal.
Canino desviou o olhar do prato para seu dono, o manteve ali por alguns segundos, então se virou novamente para a comida de Luna. Tomando um impulso, o cão apoiou as quatro patas em na loira, que já começava a rir, e roubou o bolinho que estava na mesa. Com a mesma rapidez que subiu, ele saiu de perto correndo, indo se esconder perto de um velho sofá.
–Ele definitivamente te obedece Hagrid. –Hermione brincou, rindo da cara que o homem fazia.
O meio gigante se levantou, parecendo ameaçador. Deu alguns passos em direção de seu cão. Canino manteve os olhos nele, e quando o mesmo deu mais um passo o cachorro mostrou os dentes numa silenciosa ameaça. Hagrid parou, voltando a se sentar.
–Não sei o que aconteceu com ele. Foi sempre tão bobão, mas agora é um bobão raivoso. –Lamentou, bebericando o conteúdo de sua xícara.
As garotas se entreolharam, se sentindo culpadas. Talvez Canino estivesse assim por causa delas. Gina, para disfarçar, bebeu um pouco do chá. Logo se arrependeu, pois o liquido quente fizera o machucado em sua boca voltar a arder.
–Já está bem claro. –Luna comentou sem nem ao menos olhar pela janela. Mas ela tinha razão, o sol tinha ganhado a batalha.
–Acho que devemos ir. –Gina disse se levantando. Ela limpou a boca com um papel, e o escondeu quando o viu sujo de sangue.
–Mas já? –Hagrid perguntou. Se dependesse dele, elas nunca iriam embora, mas ali não era seguro.
Hagrid havia esquecido que, para elas, nenhum lugar era seguro.
–Está na hora. –A ruiva falou, forçando o bolo que formou em sua garganta para baixo.
–Eu irei acompa... –Ele tentou, mas foi interrompido.
–Melhor não. –A morena disse, sorrindo para o tão querido amigo. –Acho que devemos fazer isso sozinhas.
Hagrid assentiu, ficando algum tempo pensativo. Ele achava que elas não iriam perceber, mas elas viram nitidamente as lagrimas caírem pelo rosto dele e se prenderem na sua espessa barba. Com essas lágrimas, as lágrimas delas também começaram a cair.
Era uma despedida, no mesmo lugar e com as mesmas pessoas. Elas não sabiam dizer se infelizmente ou se felizmente o motivo da despedida era outro. Era tão ruim quanto.
–Obrigada, mais uma vez, por tudo que fez por nós. –Hermione murmurou, indo abraçá-lo. As amigas fizeram o mesmo.
–Vocês são ótimas garotas. Não liguem para aqueles bobocas. –Disse sorrindo, repetindo as palavras que disse na primeira despedida.
–Por sua causa nós não ligamos. –A ruiva comentou.
–Nós te amamos. –Luna disse simplesmente, se afastando de Hagrid. Fez uma pequena carícia em Canino e se dirigiu para a porta, esperando as amigas.
–Eu amo vocês. Digam isso a Astoria. –Indicou com a cabeça a porta, como se dissesse silenciosamente que estava na hora delas irem. Hermione e Gina se afastaram, enxugando as lágrimas.
–Pode deixar. –A morena garantiu, segurando as mãos das amigas e abrindo a porta. –Fique a salvo. –Hermione pediu de costas enquanto abria a porta.
Quando as três amigas se prepararam para andar em direção ao castelo, perceberam que tinha alguém no caminho delas. Elas pararam antes de atropelá-lo, e Hagrid, que ainda não havia notado o garoto, falou aquilo que ficaria marcado na mente de todos.
–Sobrevivam.
O meio gigante se assuntou quando deu de cara com Neville, mas ninguém estava mais assustado que o próprio garoto. Ela sabia que alguma coisa estava errada, e talvez aquela fosse a confirmação.
–Neville? O que está fazendo aqui? –Hagrid perguntou alterado, tentando disfarçar que estava desconfortável. O garoto nem ao menos o olhou, seus olhos estavam fixos em Luna, que olhava para o mato, fingindo estar distraída.
–Sobrevivam? –Perguntou de forma acusatória para a loira, que não o olhou. Hermione engoliu em seco.
–Ele... É... Estava b-brincando. –A morena desistiu de continuar quando viu que ia gaguejar.
–É verdade... –Gina apoiou sem convicção.
–Luna? –Neville insistiu, prendendo o olhar no rosto dela, que ainda estava virado. Luna tentou se segurar, mas o rosto dele a chamava. Ela tinha que olhar. Mas ela não podia. Ela ia falar. Falar? Falar o que? Canino havia roubado seu bolinho. Ela adorava o Canino. Ela adorava bolinhos. Mas o que ela mais adorava era...
–Pudim! –Gritou animada, voltando seu olhar para Neville. Sorria largamente, genuinamente feliz. Ela realmente adorava pudins mais do que bolinhos. Com animação, abraçou Neville. E, para aumentar ainda mais a surpresa do garoto, ela colou o lábios com os dele num simples beijo, mas que significava muito para o garoto. –Vamos? –Puxou as amigas na direção do castelo, ignorando completamente o garoto que a olhava abobalhado.
Neville se manteve calado por mais algum tempo. Hagrid também. O meio gigante estava na porta, surpreso e sem reação. Quando os dois voltaram ao normal, o homem viu que era tarde demais para fechar a porta na cara do garoto.
–Me diga Hagrid, porque disse para elas sobreviverem? –Hagrid suspirou e então se afastou da porta, abrindo espaço para o rapaz que entrou rapidamente dentro da cabana.
–Aceita uma xícara de chá?
***
Não muito longe dali Hermione e Gina tentavam segurar as risadas enquanto caminhavam. Só mesmo Luna para tornar aquele momento em algo leve e divertido.
–Pudim? Você foi realmente ótima em distrai-lo. –Hermione comentou quando conseguiu fôlego para faze-lo.
–Distrair quem? –A loira não a olhou. O sorriso da morena sumiu, assim como os barulhos da risada de Gina. Hermione já abria a boca para falar algo quando Luna se virou e piscou para ela de forma sapeca. A morena não conseguiu segurar o riso alto e levou um tapa de Gina.
–Você realmente teve intenção de gritar pudim? –Gina perguntou. Luna apenas riu, ignorando a pergunta, e a ruiva não quis repiti-la.
Depois de alguns minutos em silêncio total, Luna, que já não segurava mais a vontade que a dominava, olhou para as amigas com um sorriso.
–Blaise é muito melhor que Neville.
–Você beijou o Blaise? –Hermione perguntou surpresa.
Luna apenas riu mais uma vez. Frustradas, Gina e Hermione resolveram se calar. Na verdade, não dava para falar mais nada. Elas tinham chegado a sala de Dumbledore.
Como prometido, Dumbledore não estava ali, a espera delas. Deveria estar no quarto, ou até mesmo em outro lugar do castelo. As três garotas, assim que entraram, se direcionaram para a lareira. No chão, ao lado da mesma, estavam dois itens. Um saquinho de pó de flu já conhecido das meninas e uma carta.
Hermione se abaixou, passando os dedos no papel branco e o segurando. Trouxe para perto do rosto e então procurou por um remetente ou um destinatário. Não foi com surpresa que constatou que a carta era de Dumbledore, mas não esperava que não fosse para ela. Era para Luna.
A morena estendeu a carta para a garota loira, que, sem interesse, a dobrou e a guardou no bolso da calça.
–Estão prontas? –Indagou divertida.
–Como nunca antes. –Gina respondeu determinada.
–Vou sentir falta daqui. –Luna disse, pegando o saquinho do chão. –Gina, faça as honras.
A ruiva sorriu, pegando o pó e pisando na lareira. Respirou fundo e olhou em volta. Se despediu com a mente, com o coração e com os olhos. Não precisava de palavras.
–A Toca, Ottery St. Catchpole. –Falou alto e desapareceu ao mesmo tempo que a chama verde tomava conta da lareira.
O cômodo repleto de móveis e utensílios antigos e de estampas diferentes estava iluminados pela luz que vinha da janela. Estava silencioso, a não ser pelos objetos que se moviam sozinhos e o barulho de um relógio distante. Era possível ouvir vozes vindas de outros locais.
A pequena lareira da sala ainda tinha vestígios da última vez que fora usada. Resto de toras e fuligem estavam espalhas. Era uma bonita lareira, mas necessitava de cuidados.
Sentada no sofá em frente a lareira, uma ruiva sorria para si mesma, controlando sua vontade de sair correndo para procurar a mãe o pai e os irmãos.
E Harry Potter.
Em um momento, ela estava sozinha, no outro, acompanhada de outra garota. Luna examinou o cômodo todo antes de focar o olhar na amiga. Quando seu um passo para fora da lareira, tropeçou, tendo que recuperar o equilíbrio. Gina segurou o riso e a loira fingiu que nada aconteceu.
–Eu adoro a sua casa. –Comentou, sentando-se ao lado dele.
–Obrigada. –Gina riu pelo nariz.
Hermione foi a próxima a aparecer. Ela, sem querer, derrubou um pequeno objeto de ferro, pois, ao sair da lareira, bateu a cabeça contra a parte de cima. Desta vez, Gina não aguentou segurar o riso.
Com um sorriso, a morena deu um empurrão na amiga e depois se abaixou para abraçá-la. Luna também se juntou ao abraço. Elas ficaram ali por algum tempo, apenas se reconfortando mutuamente.
Teriam ficado mais tempo, mas o barulho que fizeram chamou atenção de alguém na casa. Molly weasley estava na cozinha quando pensou ter ouvido uma voz parecida coma da filha. Já estava preparada para dar uma bronca em Fred e George por tentar engana-la quando se deparou com aquela cena.
A panela que segurava foi ao chão, chamando atenção do resto da casa. Molly não conseguia se mover por conta da surpresa. Gina, hermione e Luna a olharam divertidas.
A surpresa da matriarca já fora grande, mas não era nada comparada a de Harry, o primeiro a chegar na sala, já que saiu correndo da onde estava para ver o que tinha acontecido.
Não era possível. Tinha que ser mais um de seus sonhos. Um sonho muito bom e muito real. Gina, a garota mais bonita de Hogwarts estava ali justamente quando ele achou que ficaria longe dela por algum tempo. Cho se mataria quando soubesse que Gina também havia partido de Hogwarts. Mas Harry não pensava na oriental agora, e só naquela ruiva. Será que ela tinha saído de Hogwarts por causa dele?
–Harry, o que está... –Ronald parou de falar quando seus olhos pousaram em Hermione, a varinha que estava em uma de suas mão foi para o chão. Não podia acreditar em seus olhos. Porque ela estava ali? Porque ela veio para o mesmo lugar que ele? Será que... Era bom demais para ser verdade. Talvez ela tivesse vindo atrás dele agora que ele tinha se livrado de Lilá.
Bem, ambos estavam enganados. Harry demoraria para notar isso, mas Ronald percebeu na hora em que Fred entrou na sala. O olhar de Hermione, até então fixo no seu, se voltou para o irmão mais velho. Ronald estranhou, pois, em sua cabeça, fazia mais de um ano que os dois não se viam. George entrou logo atrás do irmão, e seus olhos procuraram por Astoria.
–Mas que bela surpresa. –Os dois falaram juntos, realmente surpresos. As garotas sorriram.
–Não conseguimos ficar longe de vocês dois. –Hermione respondeu, olhando diretamente para Fred, que deu um sorriso de canto para ela.
–Você fugiu de mim uma vez, Mione. Não vai escapar agora. –Fred disse alto o suficiente para todos ouvirem algo que ele tinha que ter dito para ele mesmo. Hermione apenas sorriu.
–Eu sei. Eu apenas vim de encontro com o meu destino. –Respondeu a altura.
Algo que, por alguns segundos, pareceu o paraíso para Ronald, agora poderia não ser tão bom assim. Não entendia o que estava acontecendo, o que estava ouvindo e com certeza não queria ver aquilo progredir. Ele não queria ao menos pensar naquilo, mas, mesmo com o esforço, sua mente gritava com ele.
Seu irmão queria a sua garota.
Sem pensar, e com uma raiva um tanto desmedida, ele terminou abrindo a boca.
–O que esta acontecendo aqui?
Hermione desviou os olhos de Fred para o irmão mais novo. Esta foi a primeira vez que Rony viu um sorriso maléfico no rosto da morena.
Agora, finalmente, sua vingança estaria completa.
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