As Filhas De Aro Volturi

8 Capítulo 8 - O primeiro beijo


PDV ARAMINNA VOLTURI

Depois que papai disse que seria impossível ter um quarto à prova de som, perguntou o motivo daquele escarcéu que criei em frente do meu quarto. Demitri fechava os olhos com força como se dissesse: “Minha casa caiu.”.

Tive uma ponta de piedade do meu melhor amigo (depois de Alec, claro). Papai perguntou de novo:

– Qual é o motivo desse seu interesse repentino, filha? – sua voz calma era impressionante.

– Nada não, pai. É que... quando eu canto, dá pra Marte me ouvir!

Alec deu um soco no ar como se dissesse: “Droga! Por pouco...”. Essa intolerância dele com o Demitri por causa da Jane... Era de realmente deixar a qualquer um tonto.

Papai começou a dar aquela risadinha micosa que me deixa com vergonha. Após o “chilique” como diz Heidi, papai foi embora. Demitri fez o mesmo, tentando parecer que não aconteceu nada.

– Bom, onde a gente parou? – Virou Alec com um sorrisinho malicioso.

– Hã... ah, sim! Perguntei se tenho um cantante.

Percebi que não era isso que Alec queria que eu respondesse. Ele queria que eu dissesse : “iríamos nos beijar”? De jeito nenhum.

– Claro... então, você quer saber se tem um cantante, é? – Alec sentou ao meu lado.

– Queria muito saber... – Respondi me afastando um pouco.

– Bom, já é tarde. Por que você não dorme? – Me perguntou.

– Bom... – disse eu bocejando. – Eu acho que é o melhor.

– Como quiser princesa.

Princesa? Ele me chamou de princesa?

– Alec, sabe que não gosto que me chamem assim...

– Não me refiro à posição de filha do rei, Araminna. Me refiro ao porte que tens e ao lugar que tomas em meu coração.

Ai, meu Deus. Eu quase desmanchei com essas palavras. Eu acho que ele saberia que isso aconteceria.

– Alec, por que você está fazendo isso comigo? – comecei a chorar.

– Ei, minha linda. Não chora. Não quero te fazer nenhum mal. Apenas o bem e talvez, se um dia vossa magnânima majestade deixar, quero fazer muito mais que isso.

Alec se aproximava. Meu coração explodia em saltos de balé. Minha boca fervia. O que está acontecendo comigo? Não! Não vou deixá-lo me beijar. Vai ser melhor pra ele se não encostar em mim.

Subitamente me afastei.

– Por que você não quer, Minna?

– Não é que eu não queira, é que...

Fui interrompida pelo dedo de Alec que encostou na minha boca.

– É que você não quer namorar um rapaz da guarda, é isso?

– Não Alec, não é nada disso, eu...

– Chega, Araminna! Você pensa que sou tão idiota a ponto de não te entender? Você. A menina mais doce do castelo liga pra fortuna, padrão de vida e riquezas? Justo você?

Alec parecia mal com aquilo. Não era verdade! Eu só não queria que meu pai o matasse...

– Não é isso Alec, é que, é que... – Hesitava contar pra ele.

– Araminna! CHEGA, POR FAVOR! Não me mata mais ainda...

Se Alec fosse humano, com certeza estaria chorando. Sua garganta arrancava soluços dele. Olhei para ele que dizia internamente: “eu te amo, Minna”.

– Alec... – Estiquei me braço até suas costas.

– Por que você Araminna? Por que a minha princesa?

– Alec, seu cabeção! Me escuta pelo menos. Não ligo pra riquezas, nem fortuna e muito menos padrão de vida. Gosto de você. AMO você. E não ligo se você é da guarda ou é um príncipe. Sendo do jeito que é... isso me faz feliz. – Alec abriu um sorriso e uma lágrima pinga na minha coxa. – Alec, tenho medo de te perder...

Alec ri alto.

– Viu, sabia que você riria da minha cara...

– Estou rindo mesmo...

Pegou-me pelo queixo e me beijou. Um lento e angelical beijo. Alec passa a mão nas minhas costas fazendo soltar-me do seu beijo pra buscar fôlego. “Caramba, aconteceu”. Por que sua tonta? Alec completou:

– De como eu estava errado. Você é e sempre será a minha princesa e isso nunca vai mudar. Nem que Demitri pare de futricar e ouvir a conversa dos outros! – Gritou para que Demitri pudesse ouvir. – Nem que eu consiga mover uma montanha inteirinha, nem que...

– Chega de juras, Alec. Eu acredito em você, tanto quanto acredito que VOCÊ é meu cantante. – Nos beijamos novamente e Alec diz:

– Vou ficar aqui no quarto olhando você dormir. Boa noite, minha princesa!

– Boa noite, meu príncipe! – Disse jogando-lhe um beijo.

Pois é. Nos beijamos. Minhas pálpebras pesaram e dormi sonhando com Alec, com nosso beijo e com a nossa vida futura.