As Filhas De Aro Volturi
9 Capítulo 9 - Como ousa?
PDV ALEC VOLTURI
Eu observava aquele anjo repousar a cabeça no travesseiro. Aqueles lindos e cintilantes olhos azuis desapareceram deixando exposto sua boca que havia beijado há umas horas atrás.
Estava, para os humanos, um dia calor aqui em Volterra. Araminna estava com calor, aparentemente. Virava de um lado para o outro e não conseguia tirar o pesado cobertor preto e vermelho de cima dela.
Como bom “cantante”, fui até sua cama, ao lado do sofazinho que estava sentado.
Com cuidado cheguei perto da sua cama em passos humanos e peguei o cobertor pelas pontas. . Tentei ao máximo fazer com que minha pele fria não tocasse na sua.
Puxei até a cintura de Araminna que acordou chamando pelo meu nome:
– Alec?
– Desculpa te acordar minha linda, mas você aparenta estar com calor. – respondi.
– Sim... não consigo tirar isso de cima de mim. Me ajuda.
Tirei de cima de suas pernas. Ela toca em minha mão e diz:
– Diz que não foi um sonho...
Interpretei o que ela dissera:
– Não, não foi.
Ela sorri. Me abraça forte.
– Hmmm... adoro seu cheiro. – diz ela esfregando o nariz no meu pescoço.
– Eu também adoro seu cheiro, Minna.
– Calor hoje, não? – Me pergunta, meio irônica.
– Não posso lhe responder isso, princesa.
Ela finge pensar, enquanto sento na cama e ela se aninha em meus braços.
– Deita aqui. Me esfrie.
– Seu desejo é uma ordem, princesa! – Respondi ainda mais irônico.
Deitei ao seu lado. Ela me pegou pela nuca e me deu um beijo. Se aninhou novamente em meus braços e deitou a cabeça em meu peito.
– Alec, que horas são?
– Devem ser umas três horas da manhã. Por quê?
– Só quero acordar cedo, hoje.
– Pode deixar que eu te chamo; dá um beijo.
Estiquei meus lábios até a boca de Araminna, onde dali saiu um beijo de cinema.
– Dorme, vai.
– Não vai embora; não sai daqui.
Assenti e ela dormiu. Passei a noite inteira abraçado na minha princesa. Não pensava em fazer mal a ela. Apenas o bem. Ela era tão linda, simpática, querida, doce... sem palavras para descrever a Minna.
Você que só está conhecendo-nos por nossos contos, já deve saber como a Araminna é. Não preciso descrevê-la para você, eu acho. De qualquer jeito, ela é tudo o que você quer falar, mas não sabe como. Ela é minha cantante!
Pensei a noite inteira em como manter segredo de nosso relacionamento para esconder de Aro. Bom, não vamos pensar nisso, né? Temos um mês pra pensar, pra namorar, pra até casar (se a Minna quiser, claro). Senti o cheiro de Demitri se aproximar. Rapidamente saí da cama de Araminna e abri a porta para que ele pudesse entrar.
– Aro pediu que comparecesse à sala do trono.
– Ok, diga que vou demorar alguns segundos.
Demitri saiu do quarto de Araminna e, com velocidade de vampiro peguei um papel e escrevi:
“Assim como o sol se põem, lágrimas rolam por saber que não mais o veremos;
Mas as lágrimas não te deixariam ver as estrelas
Também não é necessário chorar a perda do sol
Pois saiba que no dia seguinte, ele voltará
E brilhará como nunca;
Iluminando seu caminho
E aquecendo seu coração
Dando a esperança de sempre ter um novo dia.
Te amo demais.
Pra mim você é o sol;
Do qual eu preciso
Para iluminar meu caminho
E aquecer meu coração.
Te amo e te amo.”
E outro escrito:
“ Minna, seu pai me chamou na sala dos tronos. Volto o mais rápido que puder. Te amo demais.”
Chegando lá, na sala dos tronos, Aro me esperava.
– Demorou, Alec. O que no quarto de minha filha era tão... interessante?
– Não senhor. Apenas deixei um bilhete para ela, caso acordasse. É que ela teve um pesadelo e estava com medo...
Fui interrompido por Aro esticando-me a mão.
“Meu pai, ele vai ler meus pensamentos e vai ver que beijei Araminna!”
Ficamos uns segundos frente a frente com ele me olhando firmemente. Ele realmente me deixou com medo, pois me olhava sem reação nenhuma. Após cinco segundos com seu poder em prática, solta minha mão com a cabeça baixa:
– Você está bem, meu irmão? – perguntou Caius.
– Ora, ora meu caro Alec... – disse Aro após se recuperar do choque. – Como ousa?
Em frações de segundos ele agarrou meu pescoço e fazia força, para que conseguisse tirar minha cabeça. Eu tentei revidar, mas já estava fraco demais pra usar meu poder.
Quando já estava perdendo as esperanças de continuar vivo, Araminna adentra a sala dos tronos usando “meu poder”, paralisando Aro e me salvando da morte.
– Araminna, eu...
– Alec, não fala nada, você está fraco.
Jane estava em choque e se aproximou dois segundos depois.
– Alec, o que aconteceu? O que você fez para deixar Aro assim?
– Calma, Jane. O Alec tem que repousar. – Dizia Araminna. – Ele tem que...
Não ouvi mais nada. Acho que quase morri. Quando “acordei”, estava no quarto de Araminna. Uma voz desconhecida, mas angelical perguntou:
– Alec, você está bem?
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