As Duas Semideusas
3 Emma
Notas iniciais
Minha vida estava realmente estranha, foi tipo, um dia eu era aluna nova em uma escola e no dia seguinte eu estava com uma menina que eu havia conhecido no dia anterior presa em um labirinto. Mas é claro, ia tudo ficar pior.
Ah, sim, esqueci de mencionar que a maluca que me odiou de cara tinha virado um monstro e me atacado dentro do labirinto.
"Meu dia não poderia ser mais estranho", pensei, mas não tinha nem ideia do que me aguardava depois.
Sim, voltando ao monstro. Eu e Bonnie queríamos ter feito algo heróico, tipo matar aquilo, e eu até gostaria de dizer que fizemos isso, mas depois de uma curta olhada uma para a outra, decidimos que o melhor a fazer seria correr, e não ter um ato de heroismo bem ali e naquela hora, ou sei lá.
Corremos por uns 5 minutos sem parar, mas aquele bicho não se cansava, ou pelo menos não aparentava, já que continuava nos perseguindo no mesmo ritmo de antes.
Mas, pensando bem, aquilo não me era estranho, na verdade, já havia acontecido antes.
[FLASHBACK]
Eu tinha 9 anos, eu estava no parque de diversões que tinha perto da minha casa, até que eu vi uma mulher metade humana e metade cobra, que dizia:
– Venha comigo, semideusa, a deusa lhe beneficiará, se fizer tudo o que manda, não sera morta — e sussurrou — Ainda.
Não, eu não estava delirando, ela estava caminhando até mim, eu comecei a correr, eu pensei tão forte para aquilo sumir que quando me virei, uma rachadura se abriu no chão e ela caiu, acho que eu só comentei isso com a minha mãe, e foi uma só vez, então começamos a nos mudar e nunca mais aconteceu.
[No labirinto]
– EMMA, EMMA, ACORDA, PARA DE VIAJAR E LEVANTA, A JUL-, QUERO DIZER, ESSA COISA ESTÁ CHEGANDO PERTO!
Eu nem havia percebido, mas estava sentada no chão olhando para o além enquanto aquilo chegava cada vez mais perto.
Quando levantei, Bonnie voltou a correr, mas logo percebeu que eu não a estava acompanhando, o que a deixou muito irritada:
– EMMA, VOCÊ VAI MESMO FICAR PARADA AI ENQUANTO — ela parou ao ver o que eu havia feito. — C-c-c-omo você fez isso?
Eu havia aberto novamente uma fenda no chão, onde o monstro caíra, assim como eu fizera aos 9 anos de idade.
– E-e-eu não sei, eu só me concentrei e pensei fortemente nisso — continuei enquanto ela me encarava como se eu fosse algo sobrenatural — Eu, eu, eu, já fiz isso antes...
Eu parecia realmente envergonhada, senti que eu corei, devia estar parecendo um pimentão. Os olhos de Bonnie me mediam de cima a baixo, ela não conseguia se conformar com o que acontecera, e, sinceramente, nem eu, eu não podia culpá-la, se é que você entende o meu ponto de vista.
Estalei os dedos para "acordá-la" de seus pensamentos sobre mim e falei:
– Bonnie, eu acho que estamos perdidas... — ela continuava sem prestar atenção — BONNIE, NÓS TEMOS PROBLEMAS MAIORES DO QUE A MINHA ESTRANHISSE.
Olhei em volta, haviam 5 passagens diferentes e, coincidentemente, a que havíamos passado antes, sumira.
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