As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

65 Capítulo 64 –Chama o Bombeiro ou Uma Mecânica–Terra 69


Adivinhem! Tenho um novo poder! Agora posso ver o passado daqueles que eu beijo. O que não foi muito conveniente de acontecer no meio do meu bacanal. Fiz um discurso super excitante, convenci todo mundo a se divertir e quando vou participar me deparo com David, um cara gostoso pra caralho e quando o beijo o mundo some à nossa volta, mas não no sentido figurado e sim no literal.

—O que aconteceu? Onde esta todo mundo? –Estávamos pelados no meio da rua.

—Acho que você manifestou um novo poder, já vi a Luz Escarlate fazer isso.

Estávamos no meio do dia, numa rua movimentada, mas ninguém olhava para nós, toda a atenção era voltada para um prédio em chamas. Ouvi o barulho de sirenes de um carro de bombeiro.

—O que exatamente é esse novo poder? –Perguntei. David parecia vidrado na cena, mas me respondeu.

—Um pré-requisito para namorar é conhecer o passado de seu parceiro, você pode literalmente conhecer a história da pessoa que beijar. Não precisa fazer isso sempre, só quando quiser, mas ainda tem que aprender a controlar.

—Eu posso ver o passado de quem eu beijar? Isso quer dizer que...

Quando o carro de bombeiros chegou ao local e as pessoas abriram caminho, o primeiro bombeiro que saiu era o David.

—Você é um bombeiro? Essa é a sua história.

—Sim, provavelmente é a história de como morri.

—Como assim morreu?

—Você vai ver.

Os bombeiros correram até o prédio em chamas, várias pessoas foram retiradas, alguns assumiam as posições de controle do incêndio, enquanto David fazia parte da equipe de resgate.

—Vamos –David me puxou e entramos no prédio, as pessoas nos atravessavam como se fossemos fantasmas, o fogo não nos feria, subimos escadas em chamas, cruzamos com bombeiros levando vítimas nos braços. Avistamos o David do passado entrar num dos apartamentos. O seguimos.

—Garota, vamos você tem que sair.

—Não sem meu gatinho –Uma garota de uns oito anos tentava alcançar um gato que estava assustado sobre uma geladeira.

—Você vai salvar uma garotinha e um gato? –Perguntei ao David do presente –Pelo jeito você foi um herói.

Mal fechei a boca e a cena explodiu, o fogo chegou ao botijão de gás ao lado da geladeira e o apartamento explodiu. Quase infarto com a imagem de chamas e escombros passando por mim.

—Não foi muito heroico, né? –Comentou David –Nem cheguei a encostar na menina, queria tê-la salvado, mas só fiz morrer dolorosamente junto dela e do gato.

Fiquei boquiaberto por vários instantes. Era isso? Sua história era só aquilo? De repente o fogo se apagou e vimos um David todo chamuscado, mas inteiro, ele olhou confuso para os lados.

—O que aconteceu?

—Você morreu –Disse uma voz conhecida. A porta se abriu e Luz Escarlate entrou. Ainda não entendia o que estava acontecendo e por que a deusa tinha surgido do nada. Então fiquei caladinho assistindo a cena.

—Eu... morri? A garota! O gato!

—Não se lamente, deixe isso para os vivos –Uma poltrona carbonizada se reconstituiu assumindo a forma de um acento de luxo, depois deslizou suavemente até as costas de Luz Escarlate que senta e acende um cigarro.

—Quem é você?

—Sou Luz Escarlate, deusa dos amores controversos, diva da noite, rainha da discoteca de Ambrosia, eu sou ele e ele é ela, o homem e a mulher, o doce e o salgado, o amor e a dor, a salvadora dos corações partidos.

—Isso quer dizer que morri e fui para o inferno?

—Por acaso esta me chamando de diabo, garoto?

—Não, desculpe, só não entendo, o que... Acontece agora?

—Bem, isso é complicado. É diferente para cada mundo, as vezes para cada religião. Eu vim te dar uma opção.

—Opção?

—Sim, as almas seguem normalmente de forma linear, entram no barro, vivem como humanos até que morram e depois seguem imortais para o além vida. No entanto seres como eu, divindades, as vezes convidamos algumas dessas almas a trilhar um caminho diferente.

—Não estou entendendo.

—Quero te convidar para trabalhar pra mim, se divertir, viver milênios, viajar muito, ter uma nova vida muito mais duradoura e glamorosa que sua primeira.

David olhava confuso para aquela entidade.

—Mas por que me escolher? Sou só um bombeiro.

—Você já se olhou no espelho, querido? Você é gostoso pra caralho! Mas claro que aparência não é tudo –Muito bem dito por sinal, principalmente por Luz Escarlate ser um homem velho, careca, maquiado e coberto por joias –Eu sou a deusa dos amores controversos e sua forma de amar chamou minha atenção.

Houve dezenas de manifestações de lembranças no ar como se fossem telas flutuantes de TV. Vi David quando adolescente, enquanto todos os garotos desejam a patricinha gostosona, ele era atraído pela beleza da tia da cantina, uma senhora gorda e simpática. Enquanto alguns de seus amigos que se descobriram gays desejavam modelos músculos, ele se apaixonou pelo padeiro magricela. Alguns gostavam de loiras, outros de morenas, uns de gordos, outros de novinhos, outros de pessoas mais venhas, alguns de homens, outros de mulheres, outros dos dois. Mas David não tinha um tipo especifico, todas as pessoas com quem se relacionou, todas que amou não tinham aparentemente nada em comum.

—Você se apaixonou por pessoas bonitas, feias, magras, gordas, novas e velhas. Você realmente não tem uma preferência? –Perguntou Luz Escarlate.

—Todas elas eram bonitas para mim –E ele acreditava realmente naquilo –Todas eram boas pessoas, todas tinham um lindo coração –Aquilo fez a deusa sorrir.

—Você tem a habilidade de enxergar com o coração e não com os olhos. A pessoa mais feia para a maioria poderia ser a Monalisa pra você. E é essa controvérsia que me fez e escolher. Olhe para mim e julgue você mesmo. Se acreditar que faço o bem, se acreditar que significo algo bom, venha comigo, se torne o parceiro de um deus.

David o olhou por um longo tempo, até seus olhos lacrimejarem.

—Você é antigo –Disse David –Vejo que sofreu, mas que pagou tudo com bondade. Você faz essa pose poderosa e é mesmo, no entanto sua bondade é ainda maior, você é... Belíssima.

Aquilo agradou muito Luz Escarlate. Olhei para o David do presente.

—Uau, você é bem mais legal do que pensei.

—Obrigado. Esta é a história de como morri e de como renasci.

Ouvi seu gemido e me virei, o David do passado estava transando com Luz Escarlate. De repente me senti numa boate, as imagens piscavam, num segundo os via transando, no outro estava na casa de show no presente.

—Ainda estamos nos beijando?

—Sim, tudo isso durou poucos instantes.

—Então vamos continuar de onde paramos.

Aquela foi uma experiência nova, eu transava no presente, enquanto via David transando no passado. Foi uma foda temporal. Estávamos pelados no bacanal, nossas rolas duras roçavam uma na outra enquanto nos beijávamos. David chupou meu pescoço me fazendo gemer. Luz Escarlate gemeu, ela se cobria com um lençol de seda deitada numa luxuosa cama de ouro dentro daquele quarto carbonizado. Estava deitada de lado e David acabara de penetra-la.

—Me fode gostoso! Enfia essa mangueira!

David a fodia com força. David me fodia com força. Eu estava deitado num sofá de pernas abertas, ele beijava meu pescoço, apertava minhas cochas enquanto ia e vinha dentro do meu cú. Sua barba roçando no meu rosto me dava o maior tesão. Ele segurou meu pau. Ele segurou o pau de Luz Escarlate.

Aquilo foi bem estranho, como sempre me refiro a ele como ela, as vezes esquecia que ela possuía um pênis. Luz Escarlate se despiu completamente e montou no bombeiro que lhe olhou fascinado.

—Você é tão bonita –David disse e a deusa riu feliz e rebolou naquele cacete fazendo-o gemer. Ela era poderosa, seus movimentos eram rápidos e profundos, seu corpo brilhou com sua magia sexual.

Girei no sofá ficando por cima dele e repeti o gesto da deusa, eu também conseguia fazer aquilo! Rebolei no seu pau, enquanto liberava onda mágicas de prazer. Meu impulso se espalhou por todo recinto e a orgia ficou ainda mais excitante. Lucy, Violet e Henry transavam com várias pessoas, mas não usei minha onipresença para vê-los, pois estava envolvido no presente e no passado de David.

Luz Escarlate escapuliu e deslizou pra trás levantando as pernas de David, me surpreendendo, ela pressionou seu pau entre as nádegas do bombeiro e o penetrou.

—Ooooor! –Ele gemeu. Eles se beijaram, e a deusa se moveu de forma máscula indo e vindo fodendo o cú daquele safado.

No presente gargalhei, saí de cima dele, o beijei e o fiz ficar de quatro. Enfiei meu pau babado dentro dele e o fodi gostoso. As imagens e sensações se alternavam, eu e Luz Escarlate fodíamos o David, mudávamos de posição e ele nos fodia, nos beijávamos, chupávamos, tocávamos, gemíamos.

Luz Escarlate gozou na boca de David e depois lhe beijou, houve um lampejo de luz e o bombeiro renascera como ajudante de uma deusa.

Agora focado só no presente nos deitamos de frente, nosso beijo era quente, nossos corpos nus se esfregavam, nossas rolas pulsavam sensíveis ao menor toque. Me deitei de costas e ele veio sobre mim, o vai e vem recomeçou, os gemidos aumentavam até se tornar gritos.

—Tesão da porra!

Ao nosso redor caras gozavam dentro de cus e bucetas, em rostos, peitos, bundas e bocas. David prendeu minhas mãos me impedindo de me masturbar e me fodeu com força. Eu revirava os olhos, sentia uma agonia querendo me tocar, mas ele não deixava, sua rola entrava e saia, arrepios percorriam minhas nádegas e pernas.

—Eu vou Aaaaaaar! –Gozei sem me masturbar, gozei com ele fodendo meu rabo.

—Oooooor! –Ele rugiu me fodendo com força.

—Enfia essa mangueira! –Gritei comicamente e ele respondeu a altura.

—Vou apagar seu fogo! Oooor! –E gozou dentro.

Algumas pessoas foram embora, outras recomeçaram, outras caíram no sono lá mesmo. De todo modo, minha festa foi um sucesso! Aquela experiência perpetuaria o desejo de liberdade na população da minha cidade.

—Tenho que ir, Luz Escarlate vai surtar se eu demorar a voltar –Disse David depois da quarta gozada.

—David –Chamei –Obrigado por me ensinar sobre meu poder e... Eu tenho uma pergunta sobre sua habilidade.

—Você quer saber o que vejo quando olho pra você.

—Bem, é isso –Ele sorriu.

—Desde o momento que coloquei meus olhos em você naquele bar, gostei do que vi, você é capaz de sacrificar tudo pelos outros e foi o que fez afinal, abriu mão de sua alegria no Novo Mundo para salvar à todos nós. Eu não fui um herói como bem viu, mas você é o herói do multiverso. Então não se preocupe com aceitação, você é incrível do jeito que é, você é belíssimo –Não conseguiria conter meu sorriso nem que quisesse.

David partiu e voltei para uma quinta gozada.

O dia terminou e dormi a noite inteira no meu quarto, as garotas levaram seus colchões e agora nós quatro dormíamos juntos, mesmo meus pais não gostando nada disso.

Tive um sonho estranho. Sonhei que a Violet saia na ponta dos pés e ia na casa do Bruno. Sei que eles se conheceram na sala vazia na beirada do Novo Mundo, mas não os considerava próximos o suficiente, para ela escapar cedinho e ir visita-lo.

Violet saiu pelos fundos de minha casa e entrara na de Bruno pela janela. Ela o acordou e ele quase gritou.

—Xiiii! –Ela fez tapando sua boca –Não grita.

—O que esta fazendo no meu quarto?

—Preciso de sua ajuda.

—Cadê o Dylan?

—Ele não sabe que saí, vim aqui nas escondidas com medo deles estarem nos vigiando.

—Eles quem?

—Os deuses.

—Ouvi falar deles.

—Também deve ter ouvido que eles destruíram minha chave mestra e nos disseram para ser gratos por não nos matar.

—Como você vai voltar pra casa?

—Ainda não sei, mas estou mais preocupada com o Dylan no momento.

—Preocupada com o quê? Ele vai se tornar um deus.

—Ou morrer no processo, foi o que disseram. Por isso quero garantir um plano b.

—O que pretende?

—Sou uma inventora, vou inventar algo! Mas preciso de ferramentas, matérias-primas e um lugar seguro pra pensar.

—Sei exatamente do que precisa!

Bruno se levantou animado e começou a trocar de roupa.

—Não esperava que se animasse tanto.

—O quê? Eu perdi todas as aventuras de vocês no Novo Mundo, passei o tempo todo os vendo se divertir e agora finalmente posso ajudar, posso participar e isso me anima.

—Se quase morrer várias vezes pra você é diversão, então chega mais.

Bruno se despiu sem vergonha na frente da Violet, olha que minha influência esta fazendo efeito. Estava preocupado por ele não ter ido à minha festa secreta. Como se meu sonho se modelasse aos meus pensamentos, e devia ser isso mesmo, Violet perguntou:

—Por que não foi à festa de ontem?

—Não consegui despistar meus pais! Me odeio por isso! Se acontecer mais uma orgia e eu não estiver no meio, eu me mato.

Violet riu. Bruno tinha detalhes físicos que fariam dele muito bonito, cabelos loiros e olhos azuis, mas o conjunto não era lá essas coisas. Ele era alguém normal, nem bonito, nem muito feio. Eles saíram pela janela e partiram para um lugar que segundo ele, tinha tudo que a Violet precisava.

Não eram nem sete da manhã quando eles chegaram num armazém nos arredores da cidade. Violet sorriu ao ver placa do lugar.

—Uma oficina mecânica! Muito bem Bruno! Isso vai servir! –O ânimo dela vacilou quando ouviu um rosnado atrás deles. Deve ser um cachorrinho, ela tentou engana-se.

—Ai droga! –Exclamou Bruno diante daquele enorme lobo prateado. O animal era da altura deles, dava muito bem até para ser cavalgado.

—Parados aí mesmo invasores! Vocês não vão roubar minhas abóboras novamente! –Ameaçou uma voz feminina. Uma garota baixinha de um metro e meio saiu da oficina portando um rifle de cano duplo com uma estranha fiação acoplada à cristais azuis. A garota tinha pele clara com alguns sinais e sardas espalhados pelo rosto. Seus cabelos eram castanhos e ondulados, usava óculos com pequenas luzinhas acoplada nas armações.

—Um rifle com catalizador de quartzo! –Exclamou Violet animada dando um passo à frente. O lobo rosnou e ela recuou –Suas abóboras devem ser mesmo valiosas para serem tão bem protegidas.

—Minhas abóboras são geneticamente modificadas para agirem como um afrodisíaco! Quando a doença se espalhou várias pessoas vinham rouba-las para atrasar seu avanço. Mas elas também são a única coisa que mantem meu lobo de luz vivo! Então entre transar e salvar a vida do meu amigo! Já sabem a resposta –Ela disse carregando a arma que brilhou.

—Um lobo de luz que morre se não comer abóboras afrodisíacas? Garota, esse parece um assunto para a Lucy –Comentou Violet.

—Nem pense em pedir reforços! Sua ladra!

—Só foi um comentário! Caso não saiba, a doença já foi curada, ninguém mais vai vir roubar suas abóboras –Comentou Violet.

—Senhorita Alexis! –Disse Bruno chamando sua atenção –Lembra de mim? Sou o Bruno, meu pai trouxe seu carro para você consertar antes de... Você sabe, o mundo explodir.

—Lembro de você –Ela baixou a arma –O fim do mundo foi um verdadeiro espetáculo, mas vê-lo ser reconstruído que foi o mais incrível.

—Vê-lo sendo reconstruído? –Perguntou Violet –Você não foi arrebatada do Novo Mundo?

—O mundo terminou e recomeçou e eu ainda estava aqui. Minhas terras resistiram a destruição graças ao Suez, lobo de luz.

—Você foi tipo uma naufraga galáctica? –Violet perguntou fascinada.

—Sim. E quem é você?

—Sou Violet, a inventora, prazer em conhecê-la.

—Como o Bruno já disse, sou Alexis, a mecânica.

—Que forma legal de se apresentar. Deixem-me tentar de novo. Sou Bruno, o desenhista.

—Tanto faz. Mas o que querem nas minhas terras a essa hora da matina?

—Quero sua ajuda para inventar algumas coisas.

—Tipo?

—Armas para matar deuses –Se eu estivesse lá teria ficado boquiaberto. Alexis olhou curiosa para Violet e Bruno, depois para Suez, seu lobo de luz e respondeu.

—Motivo interessante, entrem e vamos conversar, o café já esta na mesa.

Como lhes disse foi realmente um sonho muito estranho. Acordei em minha cama, vi o Henry dormindo só de cueca, a Lucy toda troncha e o colchão da Violet vazio.

—Violet? –Me levantei e olhei pela casa sem nenhum sinal dela. Olhei para o relógio e vi a hora, 6:23 –Ai não! Não era um sonho! Eu estava usando o poder da onipresença. A Violet e o Bruno devem estar agora mesmo tomando café com uma mecânica sobrevivente do fim do mundo.

Notas finais
Ola pessoal? O que acharam do capítulo? P.S. Também adorei a imagem rsrsrsrsr