As Desventuras Sexuais de Dylan Stark
66 Capítulo 65 –Dylan Lança Uma Flecha –Terra 69
Notas iniciais
Ele chegou sem avisar e já foi me sequestrando.
—Ei, espera um pouco!
—Dylan! –Gritou Henry, mas fui levado por um anjo.
Alguns segundos atrás eu tinha usado a onipresença e visto que Violet e Bruno tinham se juntado com uma mecânica chamada Alexis para criar armas capazes de matar deuses. Mal tive tempo de ficar chocado e Cupido entrou pela janela da sala voando e me agarrou. Henry saiu do quarto e me viu sendo levado. Pelo jeito o rapto aéreo era só charme, pois quando ganhamos altitude fomos teletransportados para outro lugar.
—Qual é? Eu nem tomei café!
—Dylan, se prepare, sua primeira prova começa agora –Disse Afrodite. Estávamos novamente no hall do hotel, mas dessa vez não havia mais ninguém presente.
Os cinco deuses me encaravam e aquilo me deixou muito nervoso.
—Então... Vamos fazer um bacanal aqui?
—Você só pensa em sexo! –Repreendeu Eros e depois cochichou –Por isso que gosto dele.
—O primeiro teste será comigo –Anunciou Cupido –Fazer alguém se apaixonar por você é relativamente fácil, mas fazer se apaixonar por outra pessoa é um verdadeiro desafio. Sua prova é criar um novo casal.
—Hum –Disfarcei fingindo que aquilo era interessante. Na verdade estava até surpreso, pois esperava ter que enfrentar monstros, sei lá, algo mais parecido com os doze trabalhos de Hércules. Criar um novo casal parecia algo tão fácil.
—Os outros deuses vão descansar, enquanto eu te acompanho e jugarei seus métodos, pois os resultados não é a única coisa que importa, a maneira de alcança-los também são.
Sendo assim meu primeiro teste para me tornar um deus começou. Assim que saí do hotel comecei a observar todas as pessoas ao meu redor, quem eu deveria escolher? De repente vi uma pessoa conhecida tomando um café na esquina, ela estava sentada fazendo palavras cruzadas. Sorri e fui até ela.
—Boa sorte –Disse Cupido desaparecendo, mas pude sentir que sua presença permaneceu. Será que tinha ficado invisível? Seja como for, ele estava me observando.
—Lucile Fire? –Disse para a garota que ergue o olhar e sorrir.
—Dylan Stark! Como é bom vê-lo!
—Posso me sentar?
—Claro! E aí? As provas para se tornar um deus já começaram?
—Bem, já. Mas na verdade gostaria de saber mais sobre você.
—Sobre mim? –Ela enrubesceu um pouco. Droga! Tenho que ter cuidado, não podia fazer ela gostar de mim. Então cocei o sovaco e depois cheirei, ela fez um careta –É... O que quer saber?
—É que você é uma versão de uma pessoa que amo muito. Já encontrei várias, mas você é a primeira que posso considerar como amiga –Frisei bem a palavra amiga.
—Bem, eu morava em outro continente, fui trazida pra cá, depois que o antigo líder descobriu minha habilidade de enfrentar os vírus sapiens.
—Mas já que essa ameaça já foi destruída, por que continua aqui na capital?
—Não sei responder, é que não tem nada pra mim onde eu morava, na verdade não tem nada pra mim aqui também. Pra falar a verdade estou um pouco sem rumo.
—Entendo –Nesse momento como se fosse destino vi outra pessoa que conheci recentemente. Mas será que ele seria a pessoa certa? Será que isso não me causaria problemas? Resolvi tentar –Quem sabe você ficou porque é seu destino ficar aqui, talvez encontrar o seu lugar ou um amor.
—Eu...
—Ei! Tomas! Aqui! –O loiro musculoso olhou para os lados e depois confuso para mim –Vem sentar com a gente! –Ele estranhou toda aquela intimidade com que eu falava. Tomas era um dos dois auxiliares de Luz Escarlate.
—Olá, Dylan.
—Oiiii! Essa é minha amiga, Lucile Fire, a solteira, digo, a Fênix desse mundo.
—Oh, prazer em conhecê-la –Ele ergueu a mão e ela apertou –Já nos vimos antes?
—Sim, no bar Bang Bang –Respondeu ela –Adorei sua entrada com o outro cara e aquela deusa.
—Obrigado, a gente ensaia de vez em quando –Todos rimos.
—Sabe –Comecei –O David me contou a história dele, de como se tornou um ajudante da Luz Escarlate e fiquei super curioso para saber a sua, você pode nos contar?
—Que inesperado, mas posso sim, não tenho mais nada pra fazer mesmo –Ele olhou para o horizonte –Minha história não é tão heroica como a do David, na verdade ainda fico surpreso pela Luz Escarlate ter me escolhido...
“Eu não fui uma pessoa muito interessante, não fui um bombeiro, não salvei vidas, não protagonizei uma grande história de amor. Amor, sempre achava isso algo muito estranho, quando cheguei na adolescência vi todos meus amigos se apaixonarem, ouvi garotas fofocarem animadas sobre de quem estavam gostando. Eu estranhava tudo aquilo, pois nunca havia sentido. Lia definições e descrições de como é amar alguém e me sentia triste, pois era como se eu fosse incapaz de senti-lo. Conforme fui ficando mais velhos, ouvi piadas quanto minha sexualidade, pois nunca tinha ficado com nenhuma menina, então pensei que esse fosse meu problema, talvez eu gostasse de garotos. Por incrível que pareça isso me deixou animado, talvez não houvesse nada de errado comigo, talvez eu fosse capaz de amar! Então dei meu primeiro beijo e foi... Vazio, nada de borboletas no estomago, nada de pernas tremendo, nada do tão falado amor, parei o beijo na metade e fui embora. Só havia uma coisa que eu gostava de fazer, mas a maioria das pessoas achava um tedio, eu gostava de observar e estudar pássaros, eu era um ornitólogo. Por anos essa foi minha única alegria. Certo dia, encontrei um pássaro novo, o fotografei para tentar identifica-lo e para minha surpresa não havia nenhum arquivo sobre ele, era uma espécie nova, fiquei tão excitado! Tão fascinado! Ouso dizer que até aquele ponto tinha sido o melhor momento da minha vida. Comecei uma busca incessante para encontrar aquele pássaro novamente, o procurei por dias, até que o encontrei. Quando o vi parado naquela clareira meu coração quase parou, senti um frio no estomago, uma alegria e nervosismo me preencher. Eu deveria me aproximar? E se ele fosse embora? E se nunca mais voltasse a encontra-lo? Resolvi arriscar, suas penas eram tão lindas, praticamente brilhavam quando o sol batia nelas, vermelho naquele momento se tornou minha cor favorita! O pássaro sentiu minha aproximação e se virou para mim, quando seu olhar encontrou o meu, estremeci, eram os olhos mais lindos e puros que já tinha visto. Meu corpo inteiro parecia reagir, eu sentia vários sentimentos misturados, empolgação, admiração, amor... Aquilo foi o mais próximo de amor que senti em toda minha vida. Então ele levantou voo, senti uma enorme tristeza e pedi que me esperasse, mesmo sabendo que não podia me ouvir. Corri o seguindo, sempre olhando pra cima, não queria perde-lo de vista, passei correndo pela mata densa e... Simplesmente escorreguei num precipício e morri”.
—Você... Se apaixonou por um pássaro? –Perguntei estranhando –A Luz Escarlate te escolheu por causa disso?
—Ela é a deusa dos amores controversos, não é? –Me respondeu Tomas.
—Achei sua história linda –Disse Lucile com os olhos brilhando –Também não consigo entender o amor, também nunca estive apaixonada. A forma que você descreveu como o pássaro te fez se sentir foi... Apaixonante.
Os dois se olhavam de jeito interessado e então vi algo novo, vi uma luz vermelha pulsante em seus peitos. O que era aquilo?
—Sabe? A fênix é um pássaro –Meus lábios se moveram criando aquelas palavras antes mesmo de entender o que causariam.
Os dois não me olharam, mas minhas palavras os alcançaram fazendo com que se ligassem. Vamos recapitular, eu escolhi duas pessoas aleatórias e do nada elas juntas fazem todo o sentido? O que foi isso? Destino?
—Luz Escarlate me escolheu porque minha forma de amar era diferente, ele disse que pessoas normais amam várias vezes na vida, mas com intensidade diferente e eu... Era como se meu amor estivesse todo reservado para uma pessoa só.
—Você já encontrou essa pessoa? –Perguntei.
—Talvez –Foi sua resposta. Lucile riu tímida e animada –Seus olhos são idênticos aos dele –Ele disse se referindo aos olhos do pássaro.
—Talvez aquele pássaro tenha sido a fênix do seu mundo e talvez o destino tenha feito vocês se encontrarem novamente –Me levantei –Só que dessa vez suas palavras podem chegar até ela. Boa conversa –E saí os deixando sozinhos.
Virei a esquina, mas olhei uma última vez para trás e vi que aquelas luzes vermelhas pulsantes estavam batendo na mesma sintonia. Quando saí de seu espaço de visão o Cupido apareceu.
—Parabéns, você passou no teste.
—O que aconteceu ali? Como pude escolher pessoas que combinassem tanto. Tomas se apaixonara por um pássaro, de certo modo a Lucile é um pássaro, é como se tivessem nascido um para o outro. Qual é a probabilidade de eu escolher esses dois aleatoriamente?
—É por que não foi aleatório. Você manifestou mais uma habilidade, nós deuses do amor conseguimos enxergar quem nasceu para ficar com quem, eu não saio lançando flechas do amor em pessoas aleatórias, as historias me retratam assim, mas na verdade quando atiro minhas flechas é por que aquelas pessoas nasceram pra ficar juntas. Você acaba de atirar sua primeira flecha, Dylan Stark –Eu sorri muito feliz.
—A sensação disso é tão boa.
—Agora é a hora do seu prêmio –Eu só vi um monte de penas quando suas asas me envolveram e depois já estávamos num quarto luxuoso.
—Que lugar é esse?
—Meu quarto no hotel. E já que você passou no seu teste e muito mais rápido do que o esperado, resolvi festejar com você –Ele sorriu com uma cara de safado que disse tudo.
Sorri de volta, não seria a primeira vez que eu transaria com um deus. Nos beijamos, senti um choque percorrer meu rosto, no segundo seguinte já estávamos sem roupas. Adoro essas habilidades! A língua de um deus é... divina. Caímos na cama, Cupido desceu chupando meu pescoço, apertei suas costas e senti as penas entre meus dedos.
—Já transei com um anjo, mas ele não tinha asas fisicamente falando.
—Você vai perceber que asas são a única coisa que tenho em comum com anjos –Ele lambeu meus mamilos e continuou descendo –Pois de anjo não tenho nada –Eu ia dizer: “Mas as asas e...”, mas como ele caiu de boca na minha rola, deixei a lógica de lado.
Cupido era tão habilidoso com a língua quanto era com o arco e flecha, ela chupava minha rola engolindo até o talo numa verdadeira garganta profunda me deixando todo babado. Sua língua deslizava por toda extensão do meu cacete e parava caprichando na cabeça. Ele esticou os braços e segurou meus mamilos, enquanto me pagava um boquete apertava e mexia neles com os dedos.
Ele desceu chupando minhas bolas, depois continuou a descida, ergueu meus quadris e chupou meu cu. Senti o arrepio descer por minhas costas, sua língua deslizava por minhas pregas e logo seus dedos começaram a me invadir, um atrás do outro até os cinco estarem sendo empurrados com força.
—Aaaaar! –Eu gemia intensamente. Meus gemidos atiçaram o tesão do deus do amor que sem poder mais esperar empurrou seu cacete divino como se fosse uma flecha e meu cu fosse o alvo –Me rasga!
Ele obedeceu, meteu com muita força, nosso sexo foi selvagem, ele me fodeu de frente, de costas, de lado, socou o pau em minha garganta, voltou a meter no meu cu. Quando menos esperei ele levantou voo me fazendo revirar os olhos. Mesmo o quarto sendo enorme, vários objetos foram derrubados com o movimentar das suas asas.
—Você me deixa nas alturas –Trocadilho tosco, mas verdadeiro –Agora me deixa sentir o calor do seu rabo.
—Pensei que nunca ia pedir.
Cupido ficou de quatro pra mim e foi uma bela vista, suas asas abertas eram deslumbrantes, mas não eram a única coisa aberta por ali. Caí de boca chupando o cú dele, seu gemido era como música aos meus ouvidos. Mordi suas nádegas, subi beijando suas costas, pelo caminho entre as asas até chegar ao pescoço e mordê-lo. Meu pau roçou duro em sua bunda, o ajeitei encaixando-o no buraco e empurrei.
—Ooooor! –Gritou Cupido quando o penetrei –Me mostra do que você é capaz, Dylan Stark!
Segurei seus quadris e meti com força, meu cacete entrava e saía rapidamente e ainda ganhava cada vez mais velocidade. Rugi metendo e metendo, Cupido gritou apertando e mordendo os lençóis.
—Me fode assim! Vai! Aaaaaa!
Puxei seus cabelos, o enrabei gostoso, apertei suas asas. Ele se virou e nos beijamos selvagemente, me deitei e ele sentou por cima. Meu cacete deslizou facilmente dentro de seu buraco, Cupido rebolou gostoso com as asas sacudindo e algumas penas voando. Observei seu pau sacudindo no ritmo das estocadas, era lindo como o dono, ele se pôs a se masturbar, peguei apoio e meti novamente com toda minha força.
—Mais rápido! Mais rápido!
—Vou gozar!
Gozei dentro do deus, seu cu apertou prensando meu pau de forma deliciosa. Cupido gemeu explodindo em gozo e a vista foi incrível, o primeiro jato foi direto na minha cara molhando meus lábios. Continuei metendo um pouco mais até sair a última gota de porra do meu pau. Cupido lambuzou meu tórax de esperma. Estávamos ofegantes, ele se deitou sobre mim e me beijou, quando abri os olhos estávamos limpos e refrescados.
—Quando é que eu ganho esse poder?
—Limpeza instantânea é uma habilidade muito difícil –Brincou o deus.
Depois de um tempo fui liberado, mas antes de chegar em casa fui abordado por um relâmpago. Pensei que seria Cupido novamente ou Afrodite para me dar parabéns. Mas para minha surpresa era Luz Escarlate que se manifestara no meu caminho, ele sorria e me aplaudia.
—Parabéns, querido! Você cumpriu seu primeiro teste com louvor e de quebra me passou a perna.
—O quê? –Meu sorriso vacilou.
—E eu achando que você era uma fofurinha quando na verdade é mais maquiavélico do que podia imaginar.
—Luz Escarlate eu...
—Você transou com um de meus ajudantes e me fez perder o outro. Eu tinha um acordo com o Tomas, ele me serviria até o dia que encontrasse o amor de sua vida e adivinha o que aconteceu hoje? Graças à você, tive que liberá-lo! Enquanto você transava com o Cupido, ele simplesmente partiu para a cidade natal da tal Lucile Fire! Eles se conheceram há poucas horas, mas sua flecha do amor foi tão certeira que seus corações se entrelaçaram de tal forma que nem se eu tentasse conseguiria desenrola-los.
—Luz Escarlate, eu não tive a intenção de magoa-la, eu...
—Poupe-me de suas desculpas, apenas prepare-se para quando for minha vez de testá-lo! Você pisou no calo da deusa errada, queridinho –E desapareceu no ar.
O que foi isso? Eu passara no primeiro teste, mas a que custo? Tinha irritado um dos deuses, o que ele prepararia contra mim? Aquilo me fez pensar na Violet e as tais armas que ela estava desenvolvendo. Talvez ela estivesse certa e precisássemos de uma plano b.
Usando a onipresença fui checar como andavam as coisas na oficina mecânica. Violet, Bruno e Alexis estavam debruçados sobre uma mesa de projetos discutindo um monte de coisa que não compreendi.
—Talvez se usarmos um catalizador quântico –Sugeriu Alexis.
—Ele demoraria a carregar e os deuses saberiam e se protegeriam, temos que criar algo que seja rápido e prático –Disse Violet amarrando os cabelos para clarear a mente como sempre fazia –Isso vai ser bem mais difícil do que eu pensava.
—Talvez se compreendêssemos melhor a fisiologia dos deuses.
—O que sugere? Quer dessecar um deles? Acho difícil conseguir captura-los.
—Talvez se tivéssemos uma amostra do DNA.
—Estou entendendo onde quer chegar.
—Pois eu não –Confessou Bruno.
—A partir do DNA divino posso tentar forjar um composto capaz de degradá-lo –Disse Alexis.
—Excelente! –Exclamou Violet animada –Você é um gênio!
—Podemos pedir ao Dylan pra conseguir uma amostra –Sugeriu Bruno.
—Não! –Violet respondeu rispidamente –Não quero que ele se envolva, se formos descobertos ele não deve ser associado à isso, se não os deuses vão querer mata-lo.
—Então como vamos conseguir essa amostra de DNA? –Perguntou Bruno e Violet sorriu.
—Ora, faremos como o Dylan faria –Alexis que não me conhecia pessoalmente a olhou intrigada –Vamos seduzir um deus.
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