As Crônicas de Brian Kinney
3 Segundo Capítulo - Um fiel Escudeiro
Notas iniciais
Congelei, eu já ouvi esse nome antes, Matt? Começaram umas visões estranhas, fiquei meio sonolento meus olhos estavam ficando pesados, tudo ficou preto, dessa vez estava com uma roupa branca toda ensanguentada, com uma espada na mão, eu matava pessoas inocentes, o céu estava da cor de sangue, que tinha nas minhas roupas e no meu rosto, em minhas mãos, meu olho estava de uma cor azul-turquesa, só que tinha um brilho tão florescente um azul tão profundo e brilhante, não era eu que estava lá era outra pessoa, eu não teria coragem de ferir pessoas inocentes.
Tentava me controlar mais não conseguia era como se eu fosse outra pessoa, e quem quer que seja tinha me visto, empunhou sua espada, e veio correndo na minha direção, eu corri para floresta, tudo estava em um silêncio, um galho se quebrou atrás de mim, fechei minha mão e assim que me virei, não tinha ninguém, mas, sabia que ele estava lá, quem quer que seja estava bem atrás de mim, e queria brincar comigo, me virei novamente e não tinha ninguém.
— Isso vai doer, muito... – disse uma voz próxima.
Ele saltou em minha direção, bem a minha frente e mordeu meu pescoço, vi toda minha esvair-se, como se ele estivesse-a sugando, então ouvi a voz do Matt.
— Acorde! Brian levante-se rápido, eles estão aqui, vamos! Você precisa lutar agora. Brian! Acorde! Pegue sua espada e lute!
Levantei-me só conseguia ver o rosto do Matt, meus olhos estavam muito pesados, Tyler apareceu no momento em que pisquei, e ele disse o mesmo que Matt.
— Levante-se e lute Brian! Você precisa se levantar agora – disse ele.
Tentei me levantar, estava muito cansado, Tyler me mostrou uma espada diferente eu nunca tinha visto uma assim, ela tinha uma pedra, um rubi azul cor turquesa, a mesma que dos meus olhos, eu olhei procurando Matt e lá estava ele, com uma rosa azul na mão.
Os dois me olhavam como se eu tivesse que tomar uma atitude, mas eu não sabia o que fazer. Um monstro saiu de trás de uma arvore, eles eram altos e fortes, tinham garras afiadas, um corpo extenso, olhos azuis como os meus na lembrança que eu tive, me olhavam como se esperassem qualquer momento para me atacar. Eram monstros da cor marrom e eram extremamente fortes e muito rápidos e ágeis, conseguiam desviar de quase tudo.
— Pegue! – Tyler me entregou a espada.
Peguei-a, e assim que minha mão a tocou eu lembrei, de que eu conhecia Matt e o Tyler, nós estávamos os três, sentados em um tipo de estufa, dávamos muitas risadas, eu estava feliz, olhei para o brilho da espada era muito bonita. Empunhei a espada, a partir desse momento eu não estava mais em si, como se outra pessoa me controlasse.
Dei um passo para trás deslizei minha mão na espada, meu sangue estava escorria na espada, eu não sabia por que eu estava fazendo tudo aquilo...
Meus olhos brilharam como na minha visão um azul tão claro mais claro que a rosa de Matt. Em um segundo eu corri tão rápido, e saltei por cima do monstro a minha frente e o parti ao meio, sangue se jorrou por todos os lados, e o monstro começou a se petrificar e a se desmanchar como se fosse uma escultura rachada. Mais dois deles saltaram tentando me rasgar ao meio, mais Matt e Tyler em frações de milésimos de segundos estavam ao meu lado, com um simples toque da mão de Matt um dos monstros a minha frente, voou para o outro lado do pátio fazendo, um enorme buraco na parede.
— Brian, preste atenção! – exclamou Matt.
Olhei para trás, Tyler estava segurando a mão de um dos monstros com uma mão, mais aquele monstro tão forte não conseguia os atingir, e como eles estavam tão longe de mim e segundos depois tinham aparecido do meu lado, eles iam ter muito que me explicar, mais não teve tempo de respirar, quando o monstro que Matt o jogará tão longe saltou tão rapidamente, e Matt praticamente voou para perto dele deixando um rastro de luz azul atrás e atravessou a barriga de um dos monstros com sua mão.
Eu tinha ficado perplexo, como um humano tinha conseguido ferir aquele monstro tão forte, os olhos de Matt estavam brilhando como os meus olhos, Tyler fez o mesmo, porém lhe deu um chute que o jogará o segundo monstro para fora de nossa visão.
— Matt seus olhos! – me assustei.
— Os nossos! – afirmou Tyler.
Corri para perto de uma lagoa, que tinha no centro do pátio, e me olhei, meus olhos brilhavam iguais aos de Matt e Tyler, havia sangue por todo meu corpo como na visão que eu tive, mas não era eu que tinha feito tudo aquilo.
— Tyler o que eram aquelas coisas? – perguntei.
— Eram vampiros, mais conhecidos como quiroptians, monstros que bebem sangue de humanos. – respondeu Tyler.
— Vamos Brian! Temos que ir agora – afirmou Matt.
Matt me segurou antes que eu apagasse novamente, e simplesmente sumimos aquele rastro de luz azul, eu conseguia escutar tudo que tinha por perto, ver tudo e todos a minha volta ao mesmo tempo. Matt me carregava saltando de prédio em prédio, mas quando pulamos do penúltimo prédio em frente, ele saltou comigo em direção ao chão e simplesmente saíram asas de suas costas, e saímos em disparada em direção ao céu.
— Não se preocupe! Você é bem mais forte, e mais poderoso do que você pensa – sussurrou ele.
Matt me carregou até a minha casa, creio que eu apaguei no meio do caminho de tanto cansaço.
— Mãe? – perguntei ao acorda em minha cama.
— Sim, Brian? – ela respondeu.
Olhei em volta para ver se tudo tinha sido apenas só mais um sonho, porém não era do lado da minha cama estava, a espada com o rubi azul dessa vez eu tinha certeza, aconteceu será que eu devia falar com minha mãe?
— Pode vir aqui um instante? – perguntei.
Ela se aproximou, com receio de que já soubesse do que eu ia falar, parecia que ela já sabia da mesma coisa, que Tyler e Matt me esconderam e não quiseram me falar.
— Mãe, pode me dizer o que aconteceu no início deste ano? – perguntei com aflição.
— Brian! Essa conversa, não pode ser feita nem aqui nem agora.
— Por que não? – retruquei.
— Porque as paredes têm ouvidos, e todos aqui podem ouvir o que não deviam. – respondeu ela olhando em volta.
— O que esta procurando? – perguntei imediatamente.
— Brian! Depois que você for à festa de fim de ano, me espera lá na entrada, eu vou ir te buscar para podermos conversar. – ela respondeu ansiosamente triste.
Chegando a festa, estava muito agitada, tinham todos os tipos de comidas, bebidas, musica, a festa era no pátio da escola, bem onde tudo aconteceu na noite em que eu conheci Matt, uma música bem agitada estilo anos 50, com luzes e neons, as roupas brilhavam com o jogo de luzes, as fontes da escola estavam ligadas e o céu parecia que não tinha mudado nada, havia um arco com rosas azuis na entrada do baile, com mesas com pano de seda branca, as cadeiras também tinham o mesmo tecido, com balões, pessoas bonitas, pessoas populares, pista de dança, fumaça entre outras coisas.
Fui à festa com o maior desânimo, contando os minutos para que a festa acabasse e chegasse a hora de eu ir embora. Já que não passava a hora decidi ir pegar um copo de ponche, lá tinha duas irmãs gêmeas que eu nunca tinha conhecido, e elas me observavam com um olhar diferente o mesmo que os Quiroptians tinham...
— Você vai ficar aí parado? – falou Tyler se aproximando atrás de mim.
— E o que você acha que eu deveria fazer nessa festa chata e inútil? – afirmei a ele o encarando.
— Não sei dançar talvez? – disse ele com um sorriso sarcástico e malicioso.
Ele me chamou para ir dançar, Diva faltou à semana inteira e não foi para o baile, tinha algo muito estranho acontecendo com ela, nós fomos até a pista de dança, se divertimos, bebemos e comemos, e além de tudo eu vi que o Tyler realmente estava ali por algum motivo.
As gêmeas se levantaram, e elas vinham em nossa direção, eu olhei pra Tyler, na mesma hora pensei em ir para o outro lado do pátio, do outro lado do prédio da escola, lá ninguém ouviria nada, caso encontrássemos aqueles Quiroptians de novo. Assim que saímos da vista de todos, eu olhei para trás e encarei as duas irmãs, e elas estavam paradas ao fundo de nossa visão, as duas estavam com vestidos brancos e a música tinha parado, eu só conseguia focar a minha atenção nelas, elas tinham cabelos pretos com o mesmo corte e estavam com os olhos fechados, no início eu estranhei mais quando eu parei de andar e me virei para olhar, as duas abriram os olhos.
E eram como eu, como os monstros que nós tínhamos lutado olhos azuis brilhantes e profundos. Porém quando eu ia andar para me aproximar das meninas, Tyler me puxará, e quando pisquei as meninas não estavam mais lá. A caminho do outro lado do pátio, dentro dos corredores da “Famosa PCA”, eu perguntei a Tyler:
— Como, você me conhece? – perguntei.
— Bem eu vou te contar toda a verdade, eu e Matt somos seus cavaleiros, pessoas da sua confiança, com poderes e habilidades que nenhum ser humano conhece, nós temos o mesmo sangue que o seu, viemos a esse mundo, para que pudéssemos te proteger de tudo e de todos, e realizar todos seus desejos e pedidos, por isso o que você pedir eu irei fazer! – respondeu ele.
— Como assim o mesmo sangue? Meus Desejos?– perguntei aflito.
— Isso você terá que descobrir sozinho Brian, tem coisas que só você pode lembrar! Sou seu servo, irei fazer o que você pedir. – reafirmou.
A cada passo que nós dávamos, eu tinha certeza que estávamos perto de encontrar aquelas irmãs, eu conseguia ouvir suas risadas a nossa volta, mesmo os corredores da escola estarem vazios e escuros, eu conseguia escutar e ver com clareza durante a noite.
— Tudo bem, eu já entendi essa parte! Mas o que são essas meninas e esses Quiroptians, a polícia não poderia vir aqui, e matar todos esses monstros? Por que eu estou metido nisso? E por que eles estão atrás de mim Tyler? – perguntei seriamente.
— Eles não conseguiriam somente seu sangue pode matar os Quiroptians! E só você poderá destruí-los. – respondeu ele ofegante.
— Meu sangue? Tyler, por que só meu sangue pode destruir essas coisas? E cadê o Matt?
— Matt está no telhado, está indo para o mesmo lugar, nós nunca estivemos longe sempre estivemos por perto te observando, te protegendo. – afirmou ele.
— Tyler, você irá fazer todos os meus pedido mesmo?
— Sim! Se esse for o seu desejo.
— Então eu quero que você me conte a verdade, eu quero que você me conte tudo! – exclamei.
Chegamos ao outro lado do pátio, peguei minha espada e se posicionamos para atacar qualquer um que aparecesse, não demorou muito, uma das gêmeas apareceu e ficou me olhando como se eu fosse um pedaço de carne.
— Quem é você? – perguntei.
— Poderia ser nosso amigo não é Lucy? – falou a primeira irmã.
— Claro que poderia May! Depois que nós o matarmos. – respondeu Lucy.
Eu olhei rapidamente para um dos pilares que tinha perto do lago atrás de nós, e lá estava lá à irmã que deveria ser a tal Lucy, Matt apareceu em instantes na minha frente e falou como se já as conhecesse:
— Quanto tempo não é May? – perguntou ele.
— Como? Nós tínhamos o matado na cidade de Highville. – exclamou May.
— Esqueceram que vocês não podem me matar? – disse ele.
Elas se entreolharam e saltaram em minha direção, Tyler e Matt, saltaram na mesma hora e estavam lutando, com as mãos e delas saiam faíscas, eu não sabia o que fazer. Matt tentou cortar Lucy com sua mão como fez com o Quíroptian, porém Lucy desviou e arrancou seu braço com uma das mãos com se fossem facas amoladas, que cortariam até o vento. Seu braço caiu na minha frente, fiquei sem reação, Matt não expressou em nenhum momento alguma dor, na primeira oportunidade que teve se teletransportou a minha frente, encaixou seu braço no lugar como se fosse gruda-lo, e sua pele se regenerou na mesma hora. Já seu terno machado de sangue com um enorme rasgo continuou a mesma coisa.
— Seu braço, Matt!
— Brian! Concentre-se e apenas pense no que você quer fazer e você conseguirá. – afirmou Matt tentando não ser morto enquanto olhava para mim.
Não sei o porquê, mais tive a péssima ideia de me imaginar na frente de Matt, para poder receber o ataque que Lucy fizera, e eu apareci num piscar de olhos na frente de Lucy e olhei para baixo e vi que estava caindo e me imaginei de novo na frente dela e apareci lá novamente, ela na mesma hora fez uma investida e eu fechei meus olhos, senti minha roupa rasgar, quando abri meus olhos novamente, Lucy tinha atravessado meu corpo com sua mão, e me lançou ao chão na mesma hora.
— Brian! – gritaram Matt e Tyler.
Pisquei novamente, eu não estava sentindo dor, e vi que meu corpo também estava se regenerando, e num piscar de olhos o buraco que tinha no meu peito tinha sumido sem deixar, nenhuma cicatriz. Tyler lançou May para baixo antes que ela me acertasse, e ela bateu sua cabeça no chão fazendo uma cratera na frente do lago, e sua cabeça sangrava mais ao mesmo tempo o sangue saia e seu corpo se regenerava até parar de sangrar, Tyler se teletransportou para trás de Lucy e a atirou no chão Matt a segurou pela cabeça, e Tyler seu corpo, e no mesmo instante Arrancaram sua cabeça, fazendo lançar sangue em volta do seu corpo inteiro.
— Minha irmã, seus desgraçados! Agora eu vou acabar com vocês.
Imaginei acima da cabeça de May, e apareci lá na mesma hora e encravei minha espada, no seu peito mais ela só sangrava. E eu percebi ao tocar nela, que eram elas eram os Quiroptians que tinham nos atacado, eu me vi dentro do corpo dela naquela noite.
— Vocês! – afirmei.
— Nós! – respondeu ela.
— Brian, cuidado! – gritou Tyler.
May tentou me dar um golpe, me lançando pra cima com sua mão achando que iria me atingi, mais me teletransportei para trás dela, e a cortei ao meio. Mais me lembrei de que Tyler falará que somente meu sangue era capas de matá-las.
Pulei para cima de um pilar, dei um passo para trás, deslizei minha mão na espada, meu sangue corria pelas marcas afundadas que tinham na espada, como se a espada fosse própria para o meu sangue, meus olhos no mesmo instante ficaram com o mesmo brilho azul profundo, que o de Tyler e o de Matt.
Saltei em direção a May, que rapidamente se recuperou e estava inteira novamente, ela desviou me dando um golpe, que me acertou de raspão, e na mesma hora minha pele se regenerou, a música estava muito alta para que alguém pudesse ouvir os baralhos dos buracos no chão ou das faíscas que saiam da minha espada, May desviava de cada ataque que eu fazia.
— Dessa vez você não me escapa! – afirmei.
— Estou te aguardando. – disse ela.
Posicionei-me imaginei correndo e saltando por cima dela, e assim aconteceu corri, e dei um grito tão forte que todos os vidros do segundo prédio estouraram, saltei por cima dela e me aBrianlhei para poder desferir mais um golpe se precisasse, segundos depois ela começou a se petrificar, e escorreu uma lagrima do seu olho direito, e se desmanchou na mesma hora em pedras de rubis azuis turquesa, que se desmancharam com o vento.
Tyler e Matt impediram que Lucy se recuperasse ferindo ela varias vezes, me aproximei e assim como em sua irmã, saiu uma lagrima do olho dela, do lado esquerdo, e encravei minha espada no seu peito, e ela também se petrificou como sua irmã e pedras azuis turquesas brilhantes caíram e foram também levadas com o vento.
— Isso é só o começo. – afirmou Tyler.
Parei, para pensar em tudo o que estava acontecendo, e cheguei à conclusão de que devia ser muito mais que um sonho. O que eu deveria fazer agora poderia decidir o futuro de quem eu amo.
— Minha mãe, eu me esqueci! – afirmei.
Matt e Tyler sorriram, e acenaram, e por outro segundo não estavam lá, com tamanha agilidade fazia o vento se curvar e as arvores a agitar... Era possível ouvir a folhagem bater ao tronco e sentir a brisa que de lá vinha.
Eu ainda não havia parado para pensar, o tão louco o que estava acontecendo, que de da noite para o dia, minha vida ficou de ponta a cabeça, e por mais estranho de tudo o que estava acontecendo, estava muito surpreso, não pelo fato de eu estar com dois cavaleiros, se é que isso soa bem, porém a minha surpresa era de ter aceitado tudo isto tão rápido, sem nenhuma recusa, por mais anormal que estava sendo, creio que aceitei esta situação tão rápida por sentir falta de algo, em minha vida.
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