As Cronicas dos Semi Deuses

1 Transformo minha professora de matematica em pó!


Eu não queria ser um “Meio Sangue”, se você esta lendo isso, pode ser um também. Meu conselho é, feche este site agora mesmo. Acredite em qualquer mentira que seu pai ou sua me lhe contar.

Ser um Meio Sangue é assustador, e muito perigoso! Na maioria das vezes acaba com agente de um jeito horrível!

Mas se você insiste em ler...


Meu Nome é Djessica Bonacheski, tenho 13 anos de idade. Até uns meses atrás era aluna normal, na Escola Estadual de Ensino Médio Setembrina em Viamão, no Rio grande do Sul.

Se sou uma pessoa problemática? Pode se dizer que sim!


Eu poderia partir de qualquer ponto infeliz da minha vida, mas vocês não querem saber, talvez possa começar quando as coisas começaram a ir bem mal.

Mês passado em Março, quando começaram as aulas, eu e minha colega Vitoria Lopes, nós vivemos grudadas, e somos muito amigas... Mas isso não vem ao caso. Eu estou na 8ª serie, já fui expulsa de varias escolas, mas esse ano começou normal, como todos os outros anos escolares.

Tivemos a primeira aula de Geografia, depois tivemos Historia, o nosso professor de Historia se chamava Eduardo, um professor loiro, olhos azuis, ele usava cadeira de rodas, um professor muito gentil.

Depois Tivemos Matemática, o nome da professora era Jane Carla, ela usava sempre um casaco de couro preto, apesar de ter 50 anos de idade, parecia má o bastante para entrar com uma Harley, bem dentro de seu armário. Tinha chegado ao meio do ano, quando nossa ultima professora teve um colapso nervoso.

Certa vez, depois que ela me fez apagar as respostas em antigos livros de exercícios de matemática até meia noite, disse a Vitoria que achava que a Sra. Jane não era gente. Ela me olhou, seria e disse:

–Você esta certíssima!


Sr. Eduardo Continuou Falando sobre arte funerária Grega.

Finalmente Eduarda Bicca, abafando o riso, falou algo sobre o sujeito pelado na Estela, me virei e disse:

– Quer calar a boca? -saiu mais alto do que eu pretendia

O Grupo inteiro deu risada, então Sr. Eduardo interrompeu sua Historia.

–Srta. Bonacheski, -disse ele — fez algum comentário?

Meu rosto completamente vermelho, Eu disse:

–Não “Sor”.


Quando a aula acabou, permaneci na frente da escola. Uma tempestade se formava, achei que fosse uma tempestade, ou coisa do tipo.

Ninguém pareceu notar, algumas pessoas continuaram conversando normalmente.

Eu Estava prestes a ir para casa, quando Eduarda apareceu diante de mim com suas amigas feiosas — imagino que tivesse se cansado de roubar os turistas — e deixou seu lanche comido pela metade cair no colo de Vitoria.

–Ops! — Ela arreganhou um sorriso para mim, com os dentes tortos. Suas sardas eram alaranjadas, como se alguém tivesse borrifado em seu rosto um spray de Cheetos liquido.

Vitória olhou-a com indignação, mas continuou a olhar para o nada, perdida em seus devaneios. Sem perceber as faíscas provocadas pelos meus olhares e de Eduarda Bicca.

Tentei ficar calma, a Orientadora da escola me dissera um milhão de vezes, Conte ate dez. Mas estava tão furiosa que me deu um branco.

Não me lembro de ter tocado nela, mas quando dei por mim, Eduarda estava sentada com o traseiro no chão berrando:

–Djessica me empurrou! –disse levantando-se.

Olhei para Vitória e ela exibia fúria em seus orbes azuis.

Sra. Jane se materializou ao nosso lado e alguns dos jovens estavam sussurrando:

–Você viu...?

– A água...

– Parece que a agarrou...!


Eu não sabia do que elas estavam falando. Tudo o que sabia era que estava encrencada outra vez.

E enquanto eu era levada por Jane, Vitória discutia com Eduarda e afins. Chamei-a e ela seguiu comigo para a sala da Orientação, em total silêncio.

Havia um fogo triunfante no olhar de Jane, como se eu tivesse feito algo pelo qual esperou o ano inteiro.

–Agora, meu bem...

– Eu sei — resmunguei — Um mês apagando livros de exercícios.

Não foi a coisa certa a dizer.

–Venha comigo- disse Sra. Jane.

– Espere! — gritou Vitoria. — Fui eu. Eu a empurrei!

Olhei para ela perplexa. Não podia acreditar que estivesse tentando me proteger. Ela temia o poder da Sra. Jane.

–Acho que não Srta. Lopes. — disse Jane

– Mas... –contestou.

– Você... Vai ficar... Aqui!

Vitoria me olhou desesperadamente.

– Tudo bem meu — disse a ela — Obrigada por tentar.

Vitória ficou ao lado de fora da pequena sala me aguardando. Passaram-se alguns minutos e o desespero começou a tomar conta de Vitória com a minha demora.

Enquanto dentro da sala me virei para enfrentar a Sra. Jane, mas ela não estava lá. Estava postada a entrada da sala. Como ela chegou lá tão depressa?

Ela Fazia um ruído estranho com a garganta, como um rosnado. Ou melhor, era um rosnado! Mesmo sem o ruído eu teria ficado nervosa, é esquisito ficar sozinha com uma professora, especificamente a Sra. Jane.

–Você esta nos criando problemas, minha querida – disse ela.

Fiz o que era seguro e disse:

– Sim senhora, desculpe-me.

– Você achou mesmo que ia se livrar dessa? –sorriu.

A expressão em seus olhos era mais que furiosa. Era perversa. Mas ela é uma professora, não pode me machucar.

Então algo muito estranho aconteceu. Os olhos dela começaram a brilhar como carvão. Os dedos se esticaram, transformando-se em garras. O casaco de couro se fundiu em grandes asas. Ela não era humana. Era uma criatura, má e enrugada, com asas aladas. – e estava prestes a me fazer em pedaços.

Fiquei parada, e confesso, estava apavorada. Não me mexi, então ela veio lentamente para perto de mim. Arranhou meu braço, saia muito sangue. Eu me ajoelhei de dor. Mas não era uma dor comum, ardia como se tivessem queimando o corte, parecia que meu braço tinha sido decepado.

Quando estava quase desmaiando, o professor Eduardo e minha amiga Vitória entraram na sala.

O professor me tocou uma Caneta. – por que uma caneta? – Então ele gritou:

– Aperte-a! – apertei, e em minhas mãos, surgiu uma espada. Uma espada de bronze.

Sra. Jane deu um bote pra cima de mim. Eu desviei rapidamente. E agarrei minha espada.

Sra. Jane virou em minha direção com uma expressão assustadora.

Meus joelhos estavam tão bambos, que quase deixei a espada cair.

Então ela rosnou:

– Morra minha querida! — e voou pra cima de min.

Um terror absoluto percorreu meu corpo, fiz a única coisa que veio em mente, desferi um golpe com a espada. A lâmina de bronze atingiu o ombro dela, e passou direto por seu corpo, como se fosse feita de água. Sra. Jane era um castelo de areia debaixo de um ventilador.

Ela havia explodido em areia amarela!

Quando me virei, eu estava sozinha. Será que havia imaginado tudo aquilo?

Voltei para frente da escola. Tinha começado a chover e Vitoria estava sentada perto de Eduarda e suas amigas feias, que estavam cochichando algo.

– Tomara que a professora Michele tenha lhe castigado! –rosnou uma.

Não tínhamos nenhuma professora chamada Michele. Perguntei a Vitoria sobre a Sra. Jane.

– QUEM? – perguntou ela confusa.

– Nossa professora de matemática!

Vitoria ficou em silencio, então um trovão estourou no alto.