As Crônicas de um Ronin

6 Capítulo 6 - Pedido de desculpas


Notas iniciais
Domo... até que não demoramos tanto assim para postar a continuação não é mesmo? Bom, aqui temos a continuação do capítulo 5, espero que curtam ^~

Kahina sentiu-se tonta em meio aquela quantidade de sangue no assoalho e acabou por desmaiar, porém Ikuto a segurou para que não caísse... teriam que limpar tudo antes dela acordar no dia seguinte. Sabia que esses desmaios eram freqüentes desde a morte da mãe dela em conta da tuberculose Kahina não podia sentir cheiro de sangue, suspirou desgostoso subindo as escadas com ela nos braços... a hospedaria ficaria fechada para reforma depois da bagunça que os arruaceiros fizeram. Ao descer viu Tadase sentado atrás do balcão suspirando desgostoso.


– O senhor vai mesmo fechar a hospedaria Tadase-sama? – Perguntou ao homem que deu um suspiro entristecido ao ver o local naquele estado.


– Hai, hai... Ikuto-kun precisarei comprar mesas novas e terei que esperar o cheiro de sangue sair para poder abrir novamente. Francamente, Hajime-sama sabe o que eu penso sobre brigas aqui dentro e hoje ele acabou por exagerar. Nem mesmo Sanosuke e Shinpachi que são os arruaceiros do Shinsengumi brigam aqui dentro.


– Quanto tempo ficaremos fechados? Sobre as mesas posso conversar com o filho mais velho dos Kobayashi... ele poderá fornecer recursos financeiros... – O homem suspirou, tinha recursos para repor as mesas, a hospedaria havia ficado lotada no ano novo.


– Iie, não quero envolver o Kobayashi-kun nisso... temos recursos não se preocupe tanto. Além do que os arruaceiros pagaram por tudo o que quebraram e ainda nos sobrará dinheiro. Você podia nos ajudar com a limpeza e com as compras de materiais amanhã.


– Como o senhor preferir... irei chamar o Shiro-kun para me ajudar na limpeza. E a propósito... a Kahina tem agido um tanto estranho desde que os capitães da Shinsengumi começaram a freqüentar a hospedaria, ou é só eu que ando reparando nisso? – Perguntou um tanto desconfiado... até eles começarem a freqüentar a hospedaria tudo estava certo para o casamento deles daqui a um ano, mas sabia que ela havia ficado diferente.


– Você sabe que ela não é fácil... ela só aceitou a proposta de casamento por ser você e eu sabia que a você ela não negaria Ikuto-kun, minha filha já passou da idade de se casar a mãe dela havia se casado com dezesseis anos e Kahina já tem dezenove anos...não é bem visto uma mulher nessa idade solteira.

– É eu sei... bom vou puxar o Shiro para me ajudar com a limpeza antes que ele se distraía com a Ayame e não faça as tarefas dele.


Àquela hora todos os clientes já haviam saído desde que a confusão começara e Ikuto suspirou desgostoso ao ver aquela bagunça... jogou um pano para Shiro e ambos limparam em silêncio o assoalho da hospedaria e os móveis que sujaram de sangue. Terminaram tarde de limpar a bagunça. No dia seguinte Kahina acordou um pouco surpresa, pois não sabia como havia chegado a seu quarto, tratou de se arrumar e desceu com uma bela surpresa logo cedo, Okita e Sanosuke ali?


– Ohayo... Kahina-chan. – O jeito que o capitão da primeira divisão
a chamou fez o coração da garota bater mais forte, sorriu de um jeito doce e os cumprimentou.


– Ohayo... o que fazem aqui tão cedo? – Perguntou um tanto curiosa... indo até o balcão colocando um avental na frente do corpo.


– Trazer um pedido de desculpas de um certo arruaceiro chamado Hajime-san. – Okita segurou o riso do jeito que Sanosuke havia falado. – Kondou-san também pediu desculpas em conta da bagunça.


– Não foi culpa de vocês... já temos um jeitinho para lidar com os arruaceiros, por isso que o Ikuto-kun está aqui, ele fica preocupado comigo e com a Ayame-chan. E agora com o Shiro-kun aqui, bom... é confusão na certa. – Ela segurou o riso, fazia tempo que os quatro não se reuniam assim.


– A propósito... – a voz de Okita lhe chamou a atenção. – escutei um boato de que você iria se casar, é verdade?


– Não se fala de outra coisa na cidade... parece até casamento da filha do imperador. – Sanosuke comentou divertido e ela corou, não gostava desses boatos e não estava muito afim de se casar com Ikuto, a final de contas o dono do seu coração era outro. Ela suspirou desgostosa.


– É verdade, irei me casar até o final do ano que vem. – Ela disse um tanto entristecida, não queria que as coisas chegassem a tal ponto. – Otoo-san está empolgado com isso.


– Também não é pra menos... – Sanosuke comentou sorridente e ela deu um suspiro desgostoso, claro que não passou despercebido pelos dois. Sanosuke pegou uma cesta de frutas que estava no colo antes que esquecesse.


– Ah sim... presente de desculpas do arruaceiro. – Kahina pegou e acabou por rir.


– Diga a ele que não precisava se preocupar... e que agradecemos muito. Ah sim, infelizmente ficaremos fechados durante quinze dias para poder arrumar a bagunça. Otoo-san saiu cedo com Ikuto para comprar mesas novas. Daremos uma festa de reinauguração, porque vocês não aparecem? – Kahina sorriu gentil e os dois se levantaram.


– Hai, hai... ia ser uma boa, veremos com o senhor rabugento e depois te falamos. – Okita respondeu próximo a porta e a abriu para que Sanosuke passasse. – Enquanto isso nos vemos por aí.


– Hai, hai. — Kahina respondeu suspirando, de fato seu dia havia começado bem... com a hospedaria fechada teria tempo de ir ao dojo mais tarde. Suspirou um tanto contente quando o pai chegou com as compras, haviam comprado comidas também. Ayame havia acabado de descer e viu a irmã com a cesta de frutas suspirando pelos cantos.


– Onee-chan? – Ayame a chamou assustando-a e por pouco não derrubou a cesta de frutas no chão. – De quem você ganhou?


– Hajime-sama... Etto, ele nos deu para compensar os estragos, como um pedido de desculpas. Por pouco você teria visto Okita e Sanosuke saindo daqui a pouco.


– Vieram a pedidos de Hajime-sama? — A irmã apenas sorriu acenando com a cabeça. Tinha muita coisa ainda para ser arrumado e queria vê-lo mais tarde... E assim se passaram 15 dias, todos ocupados e correndo com a reinauguração da hospedaria e finalmente quando o final de semana chegou, o restaurante estava de fato cheio... estava tudo tão corrido, Kahina só percebeu que eles haviam chegado quando Heisuke lhe chamou na mesa. Aproximou de todos com um sorriso.


– Me desculpem, está bem movimentado hoje... o mesmo de sempre? — Kondou-san a cumprimentou e Hijikata-san também havia vindo. Hajime estava quieto no canto mais afastado da mesa. Ela fez um pequena mesura, que ele fez questão de corresponder, mas não disse nada além disso. – É um prazer te ver novamente Hijikata-san... pedirei ao Otoo-san que lhe prepare um chá.


– Arigato... Kahina-san... desculpe-me pela confusão da outra semana, Saitou exagerou um pouco. – Okita ergueu uma sobrancelha e acabou por rir.


– Um pouco? Hijikata-san, ele arrancou a mão dele fora. – Uma veia
pulsou na testa do vice-comandante. – Nem o Sano que adora brigar teria feito algo do tipo.


– Não precisa se preocupar com isso e muito obrigada pela cesta de frutas. – Heisuke piscou os olhos confuso... do que diabos ela estava falando?


– Cesta de frutas? Andou acontecendo algo aqui que eu não sei? – Okita começou a rir em conta da cara do pequeno. – Porque eu sou sempre o último a saber de tudo?


– Tivemos que vir aqui outro dia para entregar uma cesta de frutas a
Kahina-san... em conta de um arruaceiro em questão. – Okita alfinetou Hajime que lhe lançou um olhar cortante e suspirou irritado.


– Achei que tivesse vindo se declarar pra ela. – Okita o chutou por de baixo da mesa e Kahina ficou um pouco em choque com aquela revelação, primeira vez também que via o rosto do capitão da primeira divisão corar daquele jeito e nervoso também. Ela despertou daquele transe enquanto outra mesa lhe chamava, seria possível? Encarou a mesa dos capitães e pode ver Heisuke bêbado rindo da cara que Okita havia feito. Suspirou, em partes estava contente pelo fato de que talvez o sentimento fosse recíproco, mas o que faria com Ikuto? Estavam em julho e a data do festival de Tanabata era daqui a alguns dias. Suspirou desgostosa, nunca poderia ir ao festival com ele e sabia bem disso.


– Onee-chan, o que foi? – Ayame perguntou se aproximando da irmã no balcão.


– Iie, não foi nada... esta bem movimentado hoje não? – Ela perguntou olhando em volta, queria mesmo se certificar de que não havia arruaceiros ali. Tudo normal e calmo como sempre.


– Hai, com sorte recuperaremos os quinze dias que ficamos fechados... já não temos mais vagas em conta do festival de Tanabata não é?


Kahina suspirou desgostosa... a irmã tinha mesmo que citar o tal festival? — Verdade... sabe, eu acho que vou ficar um pouco lá fora. Estou precisando de ar.


– Onee-chan? — Piscou algumas vezes notando a atitude estranha da irmã.


Kahina tirou o avental e seguindo na direção do quintal, sentou-se na engawa que ficava próximo ao pátio de cabeça baixa, como todos estavam trabalhando não via problema em fazer uma pausa. Jurou ter sentido um calafrio, como se fosse um oni se aproximando... odiava sentir a presença deles e justo agora que estava sem a sua katana? Mas no fim das contas era só um gato, suspirou aliviada... era a última coisa que lhe faltava acontecer, ainda mais com o Shinsengumi dentro do restaurante. Deu ainda bem que a noite já estava
terminando, porém assustou-se com a voz de Okita.


– Precisava mesmo chegar de mansinho assim? – Perguntou emburrada, enquanto ele ria da cara que a mesma havia feito.


– Gomen né, não queria te assustar... você está bem? – Ele perguntou com um sorriso gentil sentando-se próximo a ela... a verdade era que não se sentia bem.


– Hai, eu estou bem... só um pouco cansada. – Acabou por mentir, na verdade estava era preocupada com outra coisa. Ele a olhou desconfiado por um minuto... não ia discutir. Shinpachi e Heisuke os observava pela porta... como sempre escandalosos.


– Oee, o que acha que está acontecendo? – Heisuke perguntou tentando enxergar algo, a voz de Sanosuke o assustou.


– O que vocês estão fazendo? – Ele perguntou curioso, não achava correto espiar as pessoas daquela maneira. Okita acabou percebendo a bagunça e eles se esconderam, suspirou um tanto irritado e Kahina percebeu.


– Aconteceu algo? – Ela olhou na mesma direção que ele e viu os
três saindo dali e olhou confusa a situação.


– Melhor eu voltar... antes que eles pensem alguma besteira.


Okita deixou Kahina ainda confusa e sem entender nada ali... acabou por entrar um tempo depois dele e a hospedaria já havia esvaziado ficando apenas alguns clientes. Kahina acabou por subir com a irmã, deixando as coisas ajeitadas para o dia seguinte. Tudo o que precisava no momento era de uma boa noite de sono.

Notas finais
Boa noite, mais um capítulo da fanfic... obaaaa!
Já aviso que estamos fazendo o próximo, devo agradecer também a todos que tem deixado reviews devo dizer que estão nos incentivando a escrever!
Bom espero que curtam... e claro não esqueçam de comentar!