Notas iniciais
!!! ATENÇÃO!!! !!! ATENÇÃO!!! Caros leitores, está história está em processo evolutivo tanto na trama como no cenário e seu personagens, portanto peço que comentem a respeito dos capítulos em relação a trama, cenário, personagens e a clareza dos textos. Mesmo que for pra dizer só 3 palavras, mas comentem por favor! Peço que comentem da maneira mais sincera possível! Mesmo que for para ofender, apontando erros e sugerindo melhorias. Conto com vocês para ajudar essa história crescer e ganhar um contexto incrível, e não esquecerei de cada um de vocês nos agradecimentos! Obrigado :) !!

– Vamos Bron! – Insistiu Ryan, ansioso. – O teste do batalhão vai começar daqui à uma hora.

–Já estou indo!

Ryan arrumou seus pertences na sua bolsa e se encontrou com Bron na cozinha.

– Não podemos mais nos atrasar. Vamos logo!

Bron terminou de tomar seu suco de graviola e seguiu com Ryan rumo à arena.

– Esperem! – Pediu Emily. – Vou com vocês.

–Só não nos atrase. – Bufou Ryan impaciente. Emily não gostou da provocação e seguiu na frente.

O sol raiava forte na arena. A movimentação do pátio era inquietante e confusa. Ryan estava tomado pela ansiedade. Hoje era o dia que tentaria entrar no batalhão como cadete. Tenho que conseguir. Não tenho escolha. Emily estava ao seu lado, como sempre esteve.

– Bron Timios! – Rugiu a voz do avaliador. – Kyto-Han! Apresentem-se a arena para serem avaliados.

Bron parecia estranhamente animado. Estava confiante, e isso era bom.

– Você consegue Bron! – Encorajou Emily.

– Eu sei. – Respondeu Bron sorrindo. E assim seguiu para o centro da arena, com sua espada e escudo para ser testado.

Por outro lado, Ryan não estava animado, tampouco encorajado. Sua boca estava mais seca que areia, e qualquer barulho o assustava. Estava tão amedrontado que havia esquecido o imenso calor que fazia.

– Animo Ryan! Você está tão pálido quanto um fantasma. – Disse Emily com um largo sorriso no rosto.

– Estou animado – Mentiu. – Só não estou muito certo de que conseguirei passar no teste.

– É simples. Você será convocado e deve ir até a arena. Após isso lutará com alguém presente aqui, que também será testado. Você pode ganhar ou perder, mas, isso não é garantia que irá passar ou fracassar.

– Bron Timios – Interrompeu uma voz que mais parecia um rugido. – Aprovado. Kyto-Han: Aprovado.

– Viu só – Continuou Emily – Bron ganhou do jovem Lammarniano e, mesmo assim os dois foram aprovados.

– Você tem razão – Um grande homem negro caminhava na direção dos dois.

– Ryan! Tudo bem? – Perguntou o grande homem negro quando viu a cara de susto do jovem.

– Tudo sim, Bron. Parabéns novo soldado! Acho que não foi nenhuma surpresa para você. – Disse Ryan, forçando um sorriso para esconder o medo.

– Ser aprovado? Não mesmo. Fui bem nas defesas, ataquei muito bem e ainda ganhei. Mas o rapaz deu um pouco de trabalho.

– Quem daria trabalho para o Grande Bron? – Os dois riram.

– Como vai nossa corajosa Emily? – Bron foi abraça-la, mas parou em seguida, pois, lembrou que estava suado por inteiro e estendeu a mão cumprimenta-la. Emily sem se importar com a situação abraçou ele.

– Deixa de ser fresco Bron! – Disse a jovem rindo. – Jamais me importaria em abraça-lo. Seu desempenho foi impressionante. Como se sente como mais novo soldado da infantaria?

– Animado. Acho que me darei bem como soldado.

– É claro que vai. Olha só esse tamanho.

– E essa cara feia assusta qualquer um. – Brincou Ryan e, todos riram.

– Ainda sou mais atraente que você. – Retrucou Bron ainda rindo.

– Vocês são sempre assim? – Indagou Emily.

– Desde que nos conhecemos – Respondeu Bron.

– Ele é o irmão que eu nunca tive. Aliás, onde está sua irmãzinha? – Indagou Ryan. Logo percebeu que não foi uma boa pergunta.

– Está no hospital de Prosperatus. Pobre Ivy. – Lamentou Bron. O sorriso no seu rosto desapareceu. — está mais fraca que um velho. Está desenvolvendo a síndrome de Infivetus. –Essa doença causa fraqueza de modo exagerado, deixando a pele da vítima enrugada, parecendo como a pele de um idoso. O assunto deixou um silêncio triste pairando no ar. Ryan não gostou da notícia e Emily tão pouco. Quem quebrou o silêncio foi Bron:

– Bom... Tenho que assinar o alistamento. Vejo vocês outra hora. Se cuidem. – E saiu dali. Ryan estava calmo, até se lembrar de que seria avaliado hoje. Sua inquietação era notória.

– Ryan, você está muito nervoso. Vamos buscar algo para beber. – Sugeriu Emily

–Você tem razão – Sentiu a garganta seca, e isso o incomodou – Vamos pedir vinho ou cerveja?

– Você está achando que esta arena é um dos seus castelos? – Perguntou com um sorriso desafiador. Sem Ryan entender o sorriso, ela continuou. – Se quisermos beber algo, vamos pegar nós mesmos. Antes que ele pudesse respondê-la, Emily pegou sua mão e correu. Passaram por dentro da arena. Havia muitas pessoas ali. Passaram por um bar e, por um momento, Ryan quase que pede uma cerveja, mas se lembrou de que Emily ficaria enfurecida com isso.

– Vamos discretamente até a dispensa e teremos oque quisermos. – Disse a garota enquanto adentrava a cozinha gordurosa e suja. – Ali está. – Apontou para uma porta velha e rachada.

– Você está segura disso? Não estou muito certo. Era só pedir para qualquer serv... – Parou de falar quando sentiu os penetrantes olhos de Emily pesar sobre sua face. Engoliu seco e continuou sem dizer mais nada. O que tem lá para chamar tanto sua atenção? Pensou. Um estrondo rompeu o silencio na cozinha. Uma porta a direita se abriu, e viu-se a costa de um velho gordo puxando um carrinho de mão para dentro. Sem hesitar, os dois agacharam atrás de um balcão, ouvindo os passos pesados do velho. Devia ser o cozinheiro, pois cheirava a gordura e alho. Emily gesticulou para que continuassem a engatinhar até a porta.

Enquanto avançavam, Ryan pisou em uma cenoura e a partiu. Normalmente não teria feito barulho algum, mas justo naquele instante, parecia que podia ser escutado a metros de distância. Droga, a Emily vai me matar! E ia mesmo. Seu olhar era retalhador, e ele podia vê-los gritar. Os passos do homem pararam e, lentamente foram ficando mais próximos. Um frio percorreu a espinha de Ryan, e ele podia ver o medo no rosto de Emily também. Ele sabia que se o cozinheiro os flagrasse, poderiam pagar indenizações por prejuízo público. Ou pior: Podem nos prender. Os passos ficaram mais próximos e pesados. E mais. E mais. Então os passos pararam. Ryan podia sentir o forte cheiro engordurado do cozinheiro. Não moviam nem um fio de cabelo de tão pasmos que estavam. O cozinheiro se abaixou com dificuldade, pegou um nabo caído no chão e se ergueu tão vermelho que parecia que ia estourar. Os dois ficaram parados até os passos do velho gordo sumirem. Entreolharam-se lentamente, e estavam mais brancos que as nuvens. Riram enquanto se levantavam.

– Você precisava ver sua cara – Disse Ryan rindo ainda mais. – Parecia uma gazela com medo de um urso.

– Você não estava muito diferente – Ela retrucou, rindo também. – Porém parecia um veado ao invés de gazela. Vamos continuar, antes que apareça outro porco fedido aqui.

Caminharam até a porta trincada, e abriram-na. O espaço era grande, quase do tamanho da cozinha. Mas oque realmente impressionava, era a quantidade de alimentos: Frutas; Alface; aipo; alho; cevada; trigo; nabo; hortelã; berinjela; couve; batata; inhame; linhaça; feijão; espinafre; beterraba e outros grãos que não conseguiam identificar. Tudo em abundância. Uma raiva efervesceu dentro de Emily.

– Tanta gente passando fome, e eles guardam tudo isso para uns nobres que alugam a arena duas, ou três vezes na semana. – Ela tinha razão, Ryan sabia. Algumas folhas estavam tão pretas que, não tinha como saber se era a cor natural delas ou se estavam muito podres. – Quer saber por que eu te trouxe aqui? – Ela não deu tempo para ele responder. – Para saber se o senado de Prosperatus estava negando comida aos pobres e desfavorecidos. – Deu um longo suspiro e olhou tristemente para Ryan. – Há duas semanas Darkon vem negando comida a parte pobre do reino...

– O Esgoto? – Indagou o rapaz, arrependendo-se de cada palavra que disse, com os olhos de Emily reprimindo os seus.

– Não chame o local assim. Chama-se Córregos. – Ela tinha razão. Os Córregos era um dos lugares mais pobre de Prosperatus. O povo que passava por lá, reclamava do cheiro e apelidou o local de Os Esgotos. – Vou levar um pouco para lá. Têm muita gente passando fome, e alguém precisa ajudá-los.

Nunca para de me surpreender. Pensou Ryan. — Vamos fazê-lo então. – Pegaram maçãs, bananas, abacates, farinha de trigo e mandioca, feijões, e colocaram tudo em suas bolsas.

– Quem está aí? – Perguntou uma voz de mulher. – Ladrões?

– Vamos embora, agora! – Sussurrou Ryan para a amiga. Andaram entre os estreitos corredores da dispensa, até que ele encontrou uma janela na parede. – Por ali – Apontou para a janela. A pequena porta estava dura e pesada de abrir, mas conseguiram empurrar as dobradiças e abriram a janela.

Jogaram as bolsas primeiro. Depois Emily subiu na janela e passou para outra sala. Falta pouco agora. Ryan ouviu o som da porta da dispensa se abrir, e depois ouviu passos apressados. Pulou a janela não se importando aonde iria cair. Por ventura caiu em uma tapeçaria, fofa e preta. Ele ouviu a porta da dispensa fechar, seu alívio foi imediato. Estavam em um escritório, com decorações tanto luxuosas quanto rústicas. Estantes estavam nas paredes com livros de diferentes tamanhos e grossuras. Um mapa de Magnus numa mesa de ébano. Uma armadura vermelha e preta, um tanto desgastada estava vestindo um manequim. Um elmo cobria as feições vazias do boneco. Um elmo com chifres pontudos. Aqui deve ser um aposento de um guerreiro elite da guerra dos quatro reinos. Parece a armadura de Vrair, O Touro. A boca de Ryan secou, e em seguida, sentiu um gosto amargo.

– Emily, vamos sair daqui agora. – Puxou a garota. Eles caminharam entre corredores e salas, até chegarem novamente à arena. O calor que fazia lá fora era insuportável. Mesmo assim havia garotos e algumas garotas de armaduras e elmos.

– Agora é a minha vez de fazer o teste. Reze aos Criadores para que eu consiga passar. – Pediu o garoto, com insegurança na voz. Após a despedida, ele seguiu até o arsenal da arena. Viu espadas, lanças, maças, bestas, arcos e flechas. Uma espada curta e um escudo pequeno servirão. Mas usarei o quê como armadura?

– O que faz aqui, garoto? – Indagou uma voz grossa e áspera. Após virar-se, Ryan viu um homem pequeno e barbudo. Seus olhos negros faziam jus a seu cabelo e a sua pele.

– Sou Ryan Grygor. Vim me armar para o teste de hoje. – O pequeno homem o estudou. Por fim estendeu a mão:

– Sou Janok, o armeiro da arena. – Sorriu para o jovem. – E que arma pretende usar? Adagas? Arco e flechas?

– Uma espada curta. – Olhou para os arredores e avistou as armaduras. – Também vou precisar de um escudo pequeno, se tiver...

– Háár – Riu Janok. – Você tem certeza que quer tentar usar o escudo? Seu bracinho não aguentaria um escudo. Mesmo um pequeno. – Ryan era pessoa orgulhosa, mas dessa vez, aceitou os fatos.

– Uma pequena espada servirá – Exprimiu-se, já impaciente.

– Não tenho dúvidas quanto a isso – O armeiro se afastou e, logo voltou com uma pequena espada numa bainha. Quando o Janok puxou-a do estojo, a espada mostrou-se um pouco enferrujada. Incrédulo, Ryan perguntou se não tinha uma espada melhor.

– Há tempos o rei não nos manda lâminas e martelos. Mas não se preocupe. As espadas que usam nos testes de perícias não tem fio. Não cortam nada. – Ele tem razão. Concordou o jovem. Mas mesmo assim ela está deplorável.

– Então tá – Em seguida, Janok deu uma pequena armadura para o jovem combatente e um meio elmo. Agradeceu ao armeiro e saiu rumo à arena.

...

Sempre fazia muito calor na arena de Alanger. Ryan estava inquieto e suado. Sua mão tremia e, seus lábios estavam rachados de tão secos. Tomou um grande gole de cerveja para refrescar suas emoções.

– Ryan Grygor! – Chamou uma voz, que mais parecia com rugido. – Crisman Palas! Apresentem-se para serem testados e, avaliados nas perícias marciais. – Ryan pasmou. Crisman?! Criadores me guardem e me deem forças. Desejou que houvesse qualquer erro na leitura do magistrado. Mas não houve. Andou de modo devagar até o centro de Alanger. Crisman era uns sete centímetros mais alto que Ryan. Mas forte e mais esbelto também. Ver Ryan encolhido e pasmo fez o jovem rir.

– Olá, Baixinho. Já faz um tempo, não?

– Já mesmo. A cicatriz, ainda dói? – A mesma cortava o rosto de Palas da testa até a bochecha. A pergunta pareceu enfurecer Crisman.

– Veremos quem saíra vitorioso. Vou rir da sua derrota e brindarei com os vitoriosos essa noite.

– Aos seus postos – Ordenou o avaliador. – Comecem!

Quase que instantaneamente, Crisman investiu contra Ryan num golpe de cima a baixo. Desviou por pouco, graças a sua velocidade e agilidade. Ryan tentou golpeá-lo no braço, mas o escudo de Palas interrompeu o golpe e, ao mesmo tempo, golpeou Ryan na bochecha do elmo. O golpe de Crisman foi tão forte que Ryan tropeçou e caiu nas quentes areias da arena. Sentiu gosto de sangue na boca. Não posso perder. Meu pai não me aceitaria como um homem de futuro promissor.

– Você tem sorte que nossas espadas não têm fio. – Disse Crisman. – Mas já cansou? Anda Grygor, foi só um golpe no rosto. LEVANTA! – A intimidação enfureceu Ryan. Levantou e correu contra seu adversário. Levantou a espada e, ao mesmo tempo, Crisman levantou seu escudo para defender. Ryan fingiu o ataque, passando pelo lado de Palas e o atingindo nas costas. O impacto fez com que ele recuasse involuntariamente.

– Eu causei dor em você? Não se preocupe, sem fio não tem como fazer outra cicatriz. – Zombou Ryan. Crisman jogou o escudo de lado e o encarou. Avançou lentamente até estar perto suficiente para golpeá-lo. Direita, esquerda, cima ou embaixo, as espadas dançavam na arena. Ficaram minutos trocando golpes, mas Crisman acabava acertando muito mais golpes. Ryan já estava cansado, mas seu adversário não demonstrava qualquer sinal de cansaço.

Tirou a espada de Crisman do caminho e começou uma sequencia de golpes fracos, porém rápidos. Ryan conseguiu desferir alguns golpes, mas os movimentos foram interrompidos por um chute de Crisman tão forte que fez Ryan cair novamente às areias da arena. Ryan estava cansado e machucado. Não tinha vontade de levantar e lutar, somente desejava uma cerveja bem gelada. Ainda no chão, viu Emily e Bron gesticulando para que reagisse e lutasse. Logo, viu a sombra de Crisman avançando e, sentiu que já estava em cima dele. Foi a última coisa que Ryan viu, antes de desmaiar.

Notas finais
Esta é minha primeira tentativa de escrever um Livro. Críticas sinceras, sugestões e elogios são sempre bem vindos. Qualquer coisa segue o E -mail: joaopedromorais101@gmail.com Comentem POR FAVOR! ;)