As Crônicas de Brian Kinney

2 Primeiro Capítulo - Estranho Sonho


Notas iniciais
Personagens Originais.( Atributos, Habilidades, E Personalidades ) Não quero que os usem sem meu consentimento. História original de minha criação já autorizada e selada na Biblioteca Nacional Brasileira. Criação 100% Original. Tema: Vampiros, Romance, Aventura, Suspense. Não irei disponibilizar os outros capítulos caso, não haja nenhum review. "Livro dedicado a : Valkiria Maria da Silva."

Meu nome é Brian Kinney, tenho 17 anos, vivo na cidade de Elgheis, no sul do estado Flórida moro com minha mãe em um prédio antigo da cidade, temos vizinhos legais e atenciosos, minha vida foi muito dentro de rotinas comuns, mas esse ano estava disposto a fazer tudo diferente, e começando principalmente com novas amizades e novas experiências, entretanto sentia que algo estava para mudar...

Vagamente, voltava aos poucos, a lembrança daquele sonho que me fez perder noites inteiras de sono durante todo o verão, o medo, e o que me fez tanto temer, que faziam minhas mãos tremerem, e que me fazia suar frio, o sonho que me torturava todas as noites, aquele que me deixava inseguro de fechar meus olhos e fosse real, temi que fosse verdade.

Mas realmente era...

Sentia-me incompleto, como se parte de mim não estivesse mais onde devia estar, algo tão triste que me dominava por completo, a raiva e o ódio não demoraram muito para aparecer, era como se toda esperança acabasse. Isso me torturava, pois sempre pensei em todos antes de mim, porém, dessa vez, era diferente, tinha sido diferente... Encontrava-me em uma rua mal iluminada, chovia intensamente como se as nuvens estivessem a desabafar de toda a tristeza que tinha sobre aquele lugar, havia uma forte neblina que vinha a frente, não era uma neblina comum, ela se espalhava, trazendo dor e sofrimento, e pude ver de longe as arvores que se deitavam com o bater do vento...

Logo a frente vinha alguém, que corria tão desesperado como se sua vida dependesse de somente escapar de algo, pois caia várias vezes, e escorregara a cada três passos que dava, e eu tive um pressentimento de que essa pessoa não estava sozinha e que era familiar, que vinha algo muito ruim além do que eu poderia imaginar...

A garota no sonho era Diva, minha melhor amiga, ela sempre falava comigo quando vinha da escola, ela tinha cabelos pretos, eram lisos, tinha o lado esquerdo da cabeça raspada, sempre teve uma personalidade muito forte, simpática, meiga, e caridosa, sempre estava muito bem arrumada, nunca perdia a pose, e determinada a ter o que queria, e sabia reconhecer uma derrota no momento certo, me fazia companhia durante as aulas, e ela era a única da minha classe que falava comigo na Universidade, entretanto eu precisava saber por que ela corria.

Eu poderia jurar que tudo aquilo era real, eu poderia fazer muitas perguntas, porém tudo que eu queria era saber no que Diva teria se metido, ela era minha melhor amiga e eu não poderia deixa lá em perigo, mas isso era um sonho não podia ser real...

— Diva! Aqui, Diva! – chamei desesperadamente.

Meu coração disparou, quando chamei seu nome, minha respiração estava acelerada, senti minha visão turva, meu coração dizia que eu deveria ir lá.

O rosto dela era de pavor e de extrema angustia.

—Brian, por favor, ajude-me! Eu só posso contar com você, eu te imploro, ajude-me! – dizia ela, enquanto corria.

Diva, tinha gritado por mim, me pedia ajuda, ela colocou as mãos na cabeça se ajoelhou, ela chorava em desespero, mas no instante que olhou para trás, continuou a correr, mas dessa vez eu estava junto a ela.

Em um beco que achamos Diva entrou em uma loja de calçados que estava fechada, de início estranhei por que sapatos e roupas eram o que Diva mais gostava, isso foi até meio que irônico. Entretanto, ela não estava com cara de quem iria comprar algum sapato estava mais com cara de quem queria ser sua ultima alternativa naquela hora, devia ser de quem tanto a perseguia.

Conseguia vê-la do lado de fora da loja, escondida atrás de um monte de pilhas de caixas de sapato, e senti, de repente, uma presença ao meu lado e eu sabia que era dessa pessoa que Diva corria, sabia que a pessoa, tinha achado-a, não sabia exatamente onde ela estava, porém sabia que ela estaria por ali. Diva olhava com medo para o que tinha ao meu lado, contudo, eu não conseguia me virar para ver o que era. Quando eu, finalmente, consegui me virar era, era...

— Brian, acorde! Vai se atrasar pro seu primeiro dia de aula!

Levantei como em mais um dia normal, e estava esperando o dia passar com a mesma rotina de sempre, meu quarto parecia mais uma grande biblioteca, sempre fui fascinado por grandes romances, aventura, repleto de personagens com papéis importantes e com grandes histórias. Minha mãe é muito presente na minha vida, já meu pai... Ele morreu quando eu tinha apenas quatro anos. No início deste ano eu acordei de um coma, que durou praticamente quase toda minha vida, quando acordei eu não conseguia me lembrar de nada além do que minha mãe dizia para mim, e as lembranças que ela me falava não pareciam ser minhas, era como se tivessem me contando uma história sobre outra pessoa.

Minha mãe casou-se com um estranho da cidade, mas acho que ela viu algo nele que ninguém viu, o nome dela é Laura. Ela era a pessoa mais dócil e amigável que eu conheci em toda minha vida, sempre foi muito atenciosa e cuidadosa comigo, faria como todas as boas mães o possível para proteger seu filho. Meu padrasto se chama Ruben, só pelo nome já se deve imaginar sua aparência, ele era meio careca, já tinha um estado de calvície bem avançado, tinha uma barriga enorme de tanto chope que bebia e sempre fedia a roupa suja.

A maioria das vezes, sempre vestia umas roupas estranhas, nunca vestia uma roupa que combinasse, ou sempre usava uma blusa com estampa de cachorrinho com o fundo laranja com um short verde limão, fora que tinha um vício de jogo de cartas insuportável ele com seus outros amigos.

Tinha também que aturar o meu “meio irmão”, filho desse ogro que era meu padrasto, como diz o ditado “Filho de porco, toucinho é!”, ele fazia questão de me humilhar junto com os amigos dele. Seu nome é Michael. Eu não podia fazer nada contra ele, porque minha mãe sempre quis o “bom convívio da família”, e também mesmo que eu fizesse algo, seria quase impossível eu não ter chance de encontrá-lo com seus amigos depois...

Michael chamara seus amigos, outros três gigantes, ursos, monstrinhos da turma de classe dele, que por sinal estudavam em outra Universidade que não era a minha, isso já me deu um grande alívio porque não teria que aturá-lo durante as aulas também. Fora as surras que eles me davam quando não tinha ninguém em casa, eu nunca fui de apanhar, mas também não revidei nenhum dos golpes, sempre evitei ao máximo qualquer confusão possível.

Entretanto, juntos eles fizeram o que podiam, jogaram lixo nas minhas gavetas, surraram minhas roupas, e muitas outras coisas piores, jogaram um dos irmãos deles, quer dizer um porquinho em baixo do meu cobertor, e se não bastasse tudo isso, quem teria que limpar tudo aquilo era eu, só de ver aquela bagunça, já me dava cansaço.

— Brian! Ande! Você vai se atrasar! Arrume-se e venha comer!

Eu entrei há pouco tempo na “universidade” era o título que a escola tinha. O motorista da Universidade era sempre pontual, enquanto estava me despedindo de minha mãe, senti uma presença ruim perto de nós, atrás da porta. Ficamos em silêncio, puxei a porta rapidamente, mas não tinha ninguém, nos corredores um imenso silêncio profundo, e sombrio, enquanto esperava na entrada do meu prédio, fiquei pensando sobre o sonho e o que eu devia falar para Diva. Passei a mão nos meus cabelos, e imaginei o que faria e o que falaria quando a visse depois dessas longas férias de verão...

Ao entrar no ônibus, todos me encaravam como eu fosse uma pessoa mais anormal que havia entrado, sem graça, mas permaneci a olhar lentamente sobre as pessoas para ver se eu tinha a sorte de encontrar alguém conhecido, mas o resultado foi único, nada. Procurei um lugar pra sentar e tinha um bem no final do corredor, a última cadeira da fileira da direita, aquele ônibus estava imundo parecia que ninguém o limpava há uns dois séculos.

Tinha um garoto que eu já tinha visto antes na Universidade o nome dele era Tyler, ele era muito sociável, sempre disseram que ele era um dos garotos mais populares da escola, sempre muito simpático e, ao mesmo tempo, tinha seus segredos. Apesar de tudo isso, todas as meninas na Universidade eram apaixonadas por ele, tinha cabelos castanhos claros, ele era alto, olhos verdes, era tinha uma pele clara, usava roupas elegantes e ao mesmo tempo, ele apenas chamava muita atenção. Sentei ao seu lado, ele olhou- me com uma cara de insatisfeito, pois ninguém sentava perto dele, ele tinha o corpo de um atleta, estava com uma roupa de grife, uma blusa branca e por cima um colete preto. E se ele me ignorasse, todos me observavam pra ver o que eu, estava fazendo, como se fosse o maior mico que alguém pudesse fazer, não iria deixa-lo começar o seu primeiro dia na Universidade sem falar com ninguém.

— Oi, como vai? – perguntei, tentando arrumar meu cabelo enquanto o vento da janela corria pelo ônibus.

Ele permaneceu calado, como se eu não tivesse falado nada, nem olhava pra mim. Fiquei muito na dúvida, seria a pior coisa ter sido ignorado por ele. Ele me olhava fixamente, um olhar profundo e agonizante, de dor e sofrimento como se ele tivesse vivido anos a procura de algo, e finalmente tivesse achado, e esse olhar fez minhas pernas ficarem tremendo, fiquei ofegante, meu coração disparou, minhas mãos tremiam e eu suava frio, a mesma sensação que tive com Diva.

— Estou te incomodando? – perguntei.

— Não, claro que não! Posso te fazer companhia hoje, o que você acha? – perguntou, com um jeito sem graça.

— Claro! – afirmei, enquanto me recompunha.

O garoto mais solitário da Universidade estava falando comigo. Acho que isso era uma boa notícia, no primeiro dia de aula já tinha feito um novo amigo, esse era meu novo recorde. Todos estavam me olhando com outros olhos como se me admirassem, com certeza era por que ele estaria falando comigo, eu tinha um pressentimento que seria o melhor dia que eu poderia ter.

Chegamos à escola fomos direto à sala de aula estávamos muito atrasados, dessa vez, o dia passou devagar, parecia que eu e Tyler, nos conhecíamos de anos atrás, como velhos amigos de infância que se encontram dez ou vinte anos depois, parecia que o tempo estava demorando muito mais, enquanto isso eu e ‘Tyler’ conversávamos a aula inteira, e ele me ajudava nas minhas lições, ele em um momento me pareceu triste, fiquei nervoso com receio de ter falado algo que o incomodasse ou trouxesse a ele uma lembrança ruim, a classe ficou em silencio e ele olhou pra mim e disse:

— Você não lembra, não é Brian? – disse preocupado.

Não sabia o que responder, eu nunca o tinha visto antes da universidade e agora não sabia o que responder. Não tinha o que lembrar ou será que tinha, eu fiquei sem ter como responder.

— Nada do passado? Você não se lembra de mim? – perguntou novamente, após o fim de suas palavras, seu rosto fechou-se e tornou a ficar tristonho novamente.

Desviei meu olhar, parecia que ninguém escutava a conversa, nem a professora olhava para nós era como se não estivéssemos ali, ninguém nos via.

— Do que eu deveria lembrar? – questionei confuso.

— Do passado, do seu passado você não lembra mesmo?

— Não, desculpe-me, porém eu não sei o que eu deveria lembrar! – exclamei, enquanto tentava me afastar de perto dele. Minha expressão não foi uma das melhores ao dizer isso.

Permanecemos em silêncio o resto da aula, o sinal tocou e ele ficou sentado lá, apenas pensando em alguma coisa.

— Você vai ficar aí? – perguntei, sentindo um pouco de culpa pelo fato de não ter entendido nada da situação.

Ele ficou parado sem responder, porém eu senti que ele tivesse respondido que ficaria.

— Brian! Vamos treinar um pouco?

Eu olhei para trás de mim, era Saya, uma colega minha que era de outra classe, ela tinha mania de sempre disputar tudo, e era muito bonita, tinha cabelos um pouco cacheados, castanhos claros, olhos castanhos escuros e um sorriso muito marcante, sempre andava sorrindo e fazendo os outros darem risada e isso era o que eu mais gostava nela, era simpática e além de tudo competitiva, sabia o que queria, era a menina de atitude e confiança, tinha DNA de líder.

— Vamos Saya! – afirmei.

Fomos à quadra de tênis, Saya treinava todos os dias para conseguir ser a melhor jogadora de Tênis, e ela sempre me desafiava em tudo. Ficamos exaustos e sentamos para descansar, já tinha anoitecido, a escola estava escura e só a quadra de tênis tinha iluminação, eu estava sentado esperando o tempo passar a lua estava brilhando, mais que nos dias normais, e seu brilho iluminava mais que as luzes da quadra, porém o brilho da lua não superava o dela. O céu estava todo estrelado e muito bonito, permaneci em silêncio.

— Você está ficando popular agora não é? – disse ela.

— Eu? Não! Nunca fui por que ficaria agora? – respondi tentando não ficar envergonhado.

— Bom agora eu tenho que ir, você vai ficar?

— Vou. – respondi a ela, permaneci olhando as constelações.

— Há muito tempo que não te vejo, não é Brian? – disse uma voz.

Olhei rapidamente em volta para procurar de quem era essa voz, era a voz parecida da que eu ouvira no sonho, da pessoa que estava atrás da Diva, da onde vinha essa voz, as luzes da quadra apagaram e alguém estava na sombra da arvore do pátio eu não conseguia ver quem era mais me parecia muito familiar quem será que era...

— Quem é você? – perguntei aflito.

— Você não se lembra de mim? – disse ele.

— Eu não te conheço, quem é você? Saia daí e se aproxime. – disse desejando que ele não saísse de lá, e que fosse embora.

Tive certeza de que estava extremamente surpreso por aquela situação.

— Você tem certeza disso? – a voz respondeu na mesma hora.

— Tenho! Mostre quem você é! – respondi.

— Se esse é seu desejo...

Ele deu um passo à frente, estava com um terno branco, que, com certeza devia ser muito caro, pois a roupa tinha cortes perfeitos, ele saiu debaixo da sombra da árvore.

A voz de quem eu tanto queria saber era dele, tinha cabelos loiros, era branco e tinha olhos azuis iguais à cor azul do mar cristalino. Quem seria ele, eu estava querendo fazer muitas perguntas.

— Qual o seu nome? – perguntei.

— Você sabe meu nome Brian, você não se lembra?- perguntou ele.

— Lembrar? Do que você está falando? – exclamei.

— Você não lembra mesmo? – ele respondeu com o mesmo sentimento que Tyler tivera.

— Não sei o porquê, mas você me parece familiar, diga seu nome! – afirmei.

— Meu nome é Matt...

Notas finais
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