As Chamas Negras Da Luz
6 Asas ocultas
Então Marcus e Draco se puseram a caminhar até um templo, o sol já estava quase se pondo quando chegaram, que ficava fora da cidade, com uma certa semelhança aos templos gregos, mas bem conservado, com algumas plantas se envolvendo nas colunas, localizado na beira de um penhasco, dava uma boa visão de toda a cidade. Entraram e encontraram tudo vazio, Marcus pediu para Draco se sentar no meio do templo, e ele obedeceu sem hesitação, então passou cerca de duas hora, desenhando e pondo velas envolta de Draco, colocou as mãos dele nas costas de Draco, citou diversas palavras de um idioma meio estranho aos ouvidos de Draco, em seguida sentiu uma queimação em suas costas onde Marcus encostava as mão, começou a suar e a dor em suas costas ficava cada vez mais insuportável, suas veias pareciam se dilatar e ficar visíveis o inchaço delas na superfície da pele, ficou vermelho e gemia de dor, até que sua vista foi ficando preta, e por fim ele ficou inconsciente.
Draco acordou meio atordoado, se sentou, e olhou envolta e percebeu que o sol já estava nascendo, estava no gramado do campo de treino, olha ao lado, e lá estava Marcus sentado, que logo fala:
– Saiba que o ritual que fiz só enfraquece seu bloqueio de poder, ainda falta uma coisa para abrir a porta, que irá liberar seu poder, levante-se – ambos se levantaram e ficaram um de frente para o outro, Marcus sacou sua espada e apontou para Draco – Esta será a última parte.
– O que você está fazendo?
Antes que pudesse fazer algo, Marcus parecia ter teleportado para sua frente, então Draco sente algo frio em seu peito, e um vento bateu-lhe frio no peito, ele olha para baixo e vê a espada de Marcus atravessando seu tórax, e provavelmente seu coração. Então Marcus retira a espada de Draco fazendo-o cair de joelhos no chão, então ele fala pra Marcus colocando a mão em seu peito:
– Por que?
– Por favor, não seja dramático, você não morrerá tão fácil assim. Agora está completo, seu poder já está totalmente solto. Agora depende de você saber usá-lo.
– Não sinto nada de diferente, como o uso? – Falou, se levantando.
– Lhe disse que só vou saber te ensinar sua metade anjo, seu lado demônio eu desconheço. Te ensinarei como ensinei todos os outros anjos que já ensinei. Imagine seu poder esvaindo por cada parte de seu corpo sendo uma camada impenetrável, se esvaindo pela mão formando a lâmina que irá alcançar seus objetivos. Pense só que com esse poder você não vai morrer, você vai viver para proteger e alcançar seu objetivo.
– Não sei como fazer isso, mas vou tentar.
Draco fechou seus olhos e pensou, como seria seu poder, “uma camada impenetrável”, ele imaginou usando uma armadura e “formando a lâmina” imaginou uma longa espada de duas mãos, pensou que com esta armadura, e esta espada não iria morrer, e que ia viver, para proteger Rebeca e impedir esta guerra. Então ele abriu seus olhos, que transmitiam confiança, mas estavam diferentes, suas íris estavam brancas, meio acinzentadas, e de suas costa saíram enormes asas brancas, cada lado parecia ter cinco metros de comprimento, parecia sair um fogo que cobria todo seu corpo exceto sua cabeça, chamas que aos poucos pareciam ficar preteadas e formarem uma armadura no corpo de Draco, chegava a ser exageradamente grande e em sua mão apareceu uma espada longa e larga. Marcus o olhou impressionado e falou:
– Nossa, impressionante, nunca vi um poder tão... extravagantemente grande.
– Me sinto diferente, de certa forma me sinto mais forte.
– Quer experimentar voar?
– Como se faz isso? – falou olhando para suas grandes asas brancas.
– Imagine como um outro par de braços – Então Marcus sorriu – É eu sei, é uma comparação bem bizarra, mas é por ai. Tente movê-los, no vai e vem, até conseguir voar, leva um tempo, eu levei um dia e meio, acho que até demorei pra aprender, mas com o tempo você irá aperfeiçoar seu jeito de voar, não se preocupe com o início. Irei sentar aqui no chão, fique à vontade para treinar.
Marcus se sentou e se encostando no tronco de uma grande árvore, que lhe proporcionava uma sombra bem agradável. Draco o olhou e pensou que ia passar vergonha, mas usou como consolo que todos os anjos passava o que tinham passado pela mesma coisa. Após uma hora de treino, aprendeu a mover um pouco as asas, apesar de ser meio desajeitado. No final da tarde conseguia voar bem alto, mas se mantinha por um tempo razoável no ar, ele ainda se cansava muito rápido, Marcus bateu palmas e falou:
– Parabéns, você aprende rápido. Vá com calma, pense em suas asas como um músculo que precisam se exercitar para ganhar resistência, por isso não voe muito tempo, mas fora isso você esta muito bem. É só praticar.
– E quanto ao combate com minha espada?
– Sua espada chega a ser um pouco maior que o normal, mas deve funcionar do mesmo jeito. Dizem que é só imaginar a espada não como uma ferramenta, mas um prolongamento de seu corpo. Empunhe sua espada, vamos treinar.
E assim passaram horas, treinando, desferindo golpes, e mais golpes. No início Draco estava muito desajeitado, mas Marcus sempre buscava lhe dar um ou outro conselho, que por fim fizeram bastante diferença. Em um instante Draco já ofegante no chão, se levantou, ergueu sua espada e correu na direção de Marcus bem mais rápido que antes, então ele posicionou sua espada para bloquear, mas surpreendentemente Draco desfere um golpe tão forte que o fez se ajoelhar. Então Marcus levanta e põe sua espada de volta na bainha e fala:
– Bom, vejo que evoluiu bastante... mas seu poder de combate até agora vem se resumindo a força bruta. Temos que mudar isso, se juntarmos um pouco de cada, você se tornará um grande guerreiro, vamos parar por hoje. Mas antes vamos comer, venha sente-se.
– Mas antes como eu faço para sumir com isso? – Falou olhando para as suas asas
– Bom, é... tipo, meio complicado de explicar. Seria o inverso, ao invés de seu poder sair e formar a sua armadura e asas, ele entra e volta a forma que era antes, é mais ou menos isso.
– Vou tentar – Draco fechou os olhos e tentou visualizar oque foi lhe dito antes, até que sua armadura e asas pegaram fogo e desapareceram, e ele reabriu seus olhos, e foi possível ver que tinham voltado ao normal – Acho que estou começando a pegar o jeito.
– Isso é bom, com o tempo nem vai precisar se esforçar.
– Vamos logo, estou faminto – Disse sorrindo.
– Oh, precisa nem repetir, também sinto muita fome – Também sorriu.
Se sentaram e começaram a comer umas frutas que Marcus guardava em uma bolsa que havia deixado próximo a árvore onde estava mais cedo, conversavam sobre o treino. Um pouco depois um grupo de anjos chegaram, Marcus parou de comer, se levantou e fez uma expressão de seriedade quando viu o grupo parar próximo a eles e o líder do grupo chegar até ele e se ajoelhar, então Marcus falou:
– O que houve?
– Senhor... sinto informar que um grupo de demônios sequestrarão a arcanjo Anna Salvatore que estava em missão no mundo humano, provavelmente está a caminho do Tártaro. Não conseguimos alcançar o grupo.
– O que!? Maldito seja esses demônios! – Marcus colocou a mão no rosto, respirou fundo. Retirou a mão e falou com mais tranquilidade – Se tratando de uma de nós não podemos deixar passar, mas tendo em vista que provavelmente estejam tentando incentivar outra guerra... Acho que não podemos fazer muita coisa.
– O que?! – Exclamou Draco – Mas e...
– Draco, os anjos não podem se envolver nisso, não podemos instigar uma nova guerra... Mas você não é um anjo, então lhe peço que traga a Anna de volta de forma pacífica, e evite uma nova guerra entre as três raças.
– ... Deixe comigo, irei trazê-la de volta. Só me indique o caminho que irei.
– Então está decidido, Draco irá resgatar Anna – Virou-se para o grupo de anjos e falou – Digam isso a todos, Eu Serafim Marcus Salvatore, líder do batalhão de operações especias. Ordeno que todas as unidades em meu comando devem ignorar o sequestro da Arcanjo Anna Salvatore, e peço aos outros serafins que façam o mesmo, com a finalidade de evitar uma possível guerra, e que estarei tomando providências diante do ocorrido.
– Sim Senhor, a repassaremos a informação.
– Draco, não vá agora, hoje durma bem. Terá uma longa aventura pela frente, precisará estar bem descansado para isso.
– Mas... Tá bom irei dormi, amanhã me diga o caminho e irei sair cedo a caminho dela, até amanhã, vou dormi.
Draco foi direto ao seu quarto dentro do quartel, deitou na cama e só pensava em como salvar Anna e proteger a Rebeca, olhou para a janela e adormeceu.
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