As Aventuras De Mithia Jocking
6 O jeito encantador do menino de preto.
Notas iniciais
Não recomendo uma viagem nas sobras se você tem medo de:
a) Escuro
b) Arrepios de frio na espinha
c) Barulhos inexplicáveis vindo de todos os cantos
d) Coisas que fazem sombras assustadoras que parecem monstros
Como uma pessoa normal ( mais ou menos) eu tinha medo de três desses itens, mas o menino não parecia notar, caminhando naquele lugar escuro ele parecia estar em casa andando de cabeça erguida.
Ele ainda segurava minha mão, mas eu não fiz força para que ele a solta- se por dois motivos:
1- Se ele solta-se minha mão eu tinha certeza de que iria empacar, e ficar parada no meio do escuro morrendo de medo com ele andando e me puxando para dentro do buraco eu não ia parar.
2- Não era tão ruim segurar a mão dele, era até bom.
A verdade e que quando eu segurei a mão dele senti um choque aprazível percorrer por meu corpo, ele não pareceu sentir, e eu fiquei ali segurando a mão dele e o observando.
Ele era alto e esguio tinha pele pálida e perolada, cabelos negros bagunçados, que combinavam perfeitamente com as feições finas aristocráticas e os olhos negros cor de ônix , ele vestia uma calça jeans escura, coturnos, camiseta do Guns n’ Roses que não escondia seus músculos modestos e óbvios, além de uma jaqueta de aviador com gola felpuda, ele tinha um cheiro tão bom...( Foco, Mithia, Foco) era um aroma de rosas, mais era como se ela tivessem evoluído e tivessem se misturado com o aroma acido e aconchegante do limão inalei aquele cheiro e com ele me veio a coragem dei uma passo a frente para caminha ao lado dele e disse:
- Você ainda não falou o seu nome, menino.
Ele me encarou por longos minutos, olhando diretamente nos meus olhos fiquei encabulada, mas não desviei os olhos eu já via a luz no fim do túnel literalmente quando ele falou algo.
- Adeus, Mithia — sua voz era grave e gentil.
Falando isso ele desapareceu me deixando sozinha no topo de uma colina ao lado de um pinheiro.
***
Isis e os outros me encontraram ali alguns minutos depois olhando maravilhada para aquele lugar maravilhoso. Leo se despediu ali dizendo que ia as forjas, mas por alguma razão eu sabia que ele ia falar com o menino de preto, e pela mesma razão eu sabia que eles eram melhores amigos.
Percy e Danny nos levaram a uma casa de pintura amarela que estava próxima à colina, ela era grande e movimentada, na varanda haviam duas pessoas a primeira era um cara rechonchudo e baixinho vestia uma camiseta vinho e estampada e shorts os olhos tinham um brilho violeta sobrenatural quando bati o olho nele percebi que era, ele era o cara que o Percy tinha falado que era o diretor do acampamento Sr. D. Cheguei perto de Percy.
- Você não me disse que o diretor do acampamento era o deus do vinho. – Perguntei baixo para ele.
Percy me encarou admirado por alguns segundos. Era a segunda vez que ele fazia isso e eu o conhecia a menos de um dia.
Olhei para o outro cara que estava jogando com o Sr. D, ele parecia ser um sujeito de meia idade com barba e cheiro de café usava um casaco de twet e estava numa cadeira de rodas as pernas cobertas.
E então, espertinha sabe quem e aquele na cadeira de rodas? — ele perguntou indicado o senhor com a cabeça.
E claro que sim – Blefei legal – Aquele e Quiron, o centauro treinador de heróis.
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