As Aventuras De Mithia Jocking
7 Na casa grande.
Notas iniciais
Antes que ele pudesse dizer algo Quiron olhou para nos e seus olhos ficaram um pouco menos tristes como se algo o tivesse animado.
– Percy, Danny! – Quiron fez sinal para que fossemos para a varanda – Que bom que voltaram!
Percy e Danny sorriram. Senhor D fez muxoxo.
– Peter e Vanny voltaram e trouxeram mais pirralhos, que ótimo. – disse olhando seu jogo.
Quiron desviou seus olhos deles e focou em mim e Isis, ele nos analisou de cima a baixo.
– Bom crianças, vocês e hora de vocês saberem de algumas coisas sobre os seus pais... –ele começou a explicar
– Quiron – Percy interrompeu — eu já contei essa parte sobre deuses e semideuses.
– Ah, já, de qualquer forma isso poupa trabalho leve- as lá para dentro e as deixe ligar para as mães. — ele indicou a entrada.
– Percy, Danny vocês voltaram cedo que bom. – A menina apareceu na varanda deu um beijo na boca dele e despenteou o cabelo de Danny – Vamos entrando! – ela continuou no empurrando pela porta.
A casa de dentro era bem aconchegante tinha uma lareira e na parede central acima dela uma cabeça de tigre, também havia um pac mam e mascaras de teatro que estavam envoltas em alguns ramos de parrilhas a frente da lareira um sofá e algumas poltronas. Nos subimos as escadas de pura madeira e não pude deixar de notar a garota, ela era alta e magra, as feições calmas e sabias, os cabelos loiros claros cacheados estavam presos em um rabo de cavalo, os olhos dela era cinzentos como as nuvens de tempestade, ela vestia uma blusa laranja do acampamento meio-sangue e um short, no cinto de couro havia uma faca presa. O andar de cima tinha muitos quartos eles nos levaram para o primeiro que era um tipo de escritório la tinha um telefone.
– Pode ir, Isis você tem mais a explicar que eu – comentei quando ele me ofereceu o telefone
– Só não demore muito, querida ligações são perigosas para semideuses – explicou a menina loira.
Depois nos saímos e deixamos ela sozinha, afinal ninguém precisa ouvir o papo de ninguém com a mãe principalmente quando vai ser tipo assim “mãe to num acampamento para semideuses em Long Island...” bem estranho...
– Oi! Prazer – a garota loira estendeu a mão – Annabeth.
– Mithia, Mithia Joking – falei apertando a mão dela.
Isis saiu pela porta nesse minuto a cabeça baixa e uma expressão incrédula no rosto. Danny se aproximou.
– Tudo bem? – ele perguntou a ela.
Ela assentiu e murmurou algo do tipo “ não quero falar nisso agora” de certo modo aquilo foi bem esquisito, não que o dia já não estivesse muito esquisito, mais Isis sorria o tempo todo e vê-la abalada daquele jeito... nos vamos ter que conversar mais tarde, pensei.
Adentrei a sala, o telefone tinha um design antigo e era vermelho. A porta se fechou atrás de mim. Alguém tocou meu ombro e eu levei um susto.
– Me desculpe não queria te assustar – Annabeth retirou a mão do meu ombro se afastando.
– Não, ta na boa – respondi rapidamente.
– Olha – ela começou – acho que e melhor você não deve ligar para sua mãe já atraímos muitos monstros com a primeira.
– What? — não sei por que disse isso mais sai e pelo jeito saiu de modo agressivo.
– Calma – ela não pareceu sentir a minha confusão agressiva, na verdade ela ate de um risinho – eu tenho a solução, mande uma mensagem de Iris.
Ela me ensinou como se mandava mensagem de Iris ( e bem fácil) e saio a rosto da minha mãe apareceu ela estava encasa olhando para os lados e gritando meu nome seus cabelos estavam despenteados e o rosto estava cheio de preocupação e medo. Um grande peso de culpa me acertou em cheio.
- MÃE!!- Gritei para ela do arco íris
Ela olhou para mim, ficou paralisada por alguns segundos e ai correu mais para perto.
- Filha? – Ela me olhou eu quase quis abraça-la mais acho que dadas às circunstancias eu não podia. – Onde você esta?
- Mãe... – e agora eu não tinha ensaiado nada, lá na escola Percy tinha mencionado que alguns pais e mães não sabiam que tinham... Cherecheche com deuses, mas minha mãe, eu tinha certeza que ela sabia as poucas vezes que ela falava do meu pai, “Ele e um homem bom, só na podia ficar comigo”, “ Um dia minha filha você vai entender tudo...” – Mãe, eu estou no acampamento meio-sangue – respondi de olhos fechados tentando parecer decidida.
- Ah, minha filha essa e uma conversa que devíamos ter só mais tarde, pelo menos era o que eu achava... – ela olhou nos meus olhos e continuou – Seu pai, minha filha como você já deve saber não era um mero mortal ele era o deus do...
-fala mãe, deus do que – Pedi apreensiva.
Ela sorriu como de a minha fala invocasse boas lembranças mais que com o tempo tivessem se tornado dolorosas.
- Eu prometi que não ia contar – ela disse tentando não olhar nos meus olhos – Conversaremos quando você voltar para casa, ta?
— Claro – respondi vencida – tchau mãe, amo-te
-Também te amo minha filha – ela falou com lagrimas nos olhos
- Ah mãe!...- Chamei
-Sim, Filha — ela voltou o rosto para o arco íris, os olhos ainda lacrimejantes.
- Duas coisa: 1º Você pode mandar uma mala com algumas roupas e os meus livros? – perguntei sorrindo.
Ela assentiu os olhos ficaram mais alegres.
- E a 2º: As férias passam rápido você nem vai sentir minha falta, embora eu vá sentir muito a sua. – declarei como tentativa final de não faze- lá chorar e sim sorrir – Acha que pode fazer essas coisas para mim?
- E claro, filha, com muito prazer – ela sorriu e passou a mão pela nevoa.
E eu fiquei ali olhando para o nada e fazendo esforço para não deixar as lagrimas caírem.
Notas finais
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