Notas iniciais
Então pessoal, como vão? Mesmo um pouquinho atrasado o capitulo 18 está aí. Bom, a partir de agora vamos ter alguns flashbacks entre os capitulo,ou então no meio deles. Assim vocês conseguem entender melhor a história e o vai-e-vem que vai ser. O próximo capitulo talvez atrase um pouco, mas nada muito grave, algo de 4 ou 5 dias. É época de provas e eu REALMENTE preciso estudar (porque a vida não tá fácil pra ninguém). Bom, então é isso até o/ PS: Vocês perceberam que os Flashbacks estão em itálico, né?

Era uma manhã de céu límpido na Áustria. Não havia uma única núvem no céu que atrapalhasse o sol de brilhar, e esse estava reamente ideal,nem muito forte e nem muito fraco.

Naquele dia, todas as crianças do Orfanato Eldstein estavam realmente dispostas a brincarem do lado de fora, e os tutores, não se importavam de deixa-las correrem um pouco pelo jardim.

Mas enquanto do lado de fora havia muito barulho e agitação, na parte de dentro, ou mais precisamente, na recepção, o clima era frio e cinza. Talvez pelo ar-condicionado ligado, talvez pelo chão exessivamente limpo, ou talvez pelo barulho do tic tac do relógio ser o único que preenchia a sala.

Mesmo assim, sentado nas cadeiras estofadas e bastante altas, estava um homem negro e bastante áustero. Apesar de usar cabelo longo ao estilo dread, o homem fazia questão de mante-lo amarrado em um rabo de cavalo no alto da cabeça com uma fita larga e roxa.

Sua expressão séria e centrada conbinava perfeitamente com o terno negro e camisa branca que usava por baixo, isso sem falar nos sapatos sociais perfeitamente lustrados. Ele mantinha as pernas cruzadas e as mãos cuidadosamente apoiadas sobre a pasta de couro preta em seu colo, de vez em quando, seu olhar deixava de encarar a secretária (loira, olhos verdes, sem-graça) para encarar o pequeno menininho ao seu lado.

O meniniho em questão era o completo oposto do homem maior. Parecia ter cerca de 6 anos e um sorriso tão largo que parecia um holofote. Ele tinha cabelos brancos, pele extremamente pálida e olhos vermelhos, uma criança albina portanto. Suas roupas nem de longe lembravam a moda do momento, tudo o que vestia era uma bermuda bege bastante gasta e uma camiseta azul com o desenho de pássaro amarelo.

A criança de vez em quando fazia barulhos estranhos com a boca (sempre recebendo um olhar feio como advertência do homem) enquanto balançava as pernas que não alcançavam o chão. Ele não se importava com a moça á sua frente (cabelo amarelo, olhos pequenos, muito bonita)mas sim, com o relógio cuco preso á parede logo acima dela.

A secretária (Eliza Robshout era seu nome) acabou de digitar alguma coisa em seu notebook cinza e olhou para o homem nego com um olhar entediado.

Senhor Johnson, pode entrar.

Jonhson se levantou e olhou para a crinaça ao seu lado, este retribuiu o olhar

Gilbert ,vá buscar seu irmão.

Gilbert concordou com a cabeça e correu para o lado de fora da sala. Depois de dois ou três minutos voltou com outra criança a levando pela mão. Esta por sua vez tinha metade do tamanho do outro, cabelos loiros, olhos azuis muito claros, e apesar de manter a expressão séria e o cenho franzido em um sinal de estrema concentração, logo se podia notar que caminhava com alguma dificuldade. A secretária não conseguiu conter um pequeno ahnnn quando os dois entraram de mãos dadas, e Jonhson lançou-lhe um olhar de esguelha.

Aqui Disse Gilbert com simplicidade e soltou da mão do irmão que se desequilibrou e caiu sentado. Todos os outros três na sala pararam e ficaram encarando o menor esperando que ele começasse a chorar, mas ao contrário do que imaginavam, a criança apoiou as duas mãozinhas no chão frio e começou a tentar se equilibrar para se levantar, de certa forma o loirinho parecia que ficaria de pé, mas o máximo que conseguia fazer era levantar o bum-bum e ficar em uma estranha posição de cachorrinho.

Gilbert estimulava o irmão com todo o entusiasmo e fazia bastante barulho, a secretária parecia tão vidrada no pequeno que se esqueceu de toda compstura e se inclinou na mesa para ver melhor, Jonhson porém, não tinha tempo para essas coisa, então depois de coçar as têmporas e soltar uma especie de bufo, pegou a pequena criança pelas axilas(depois de ter deixado a pasta de couro em cima da mesa de Eliza) e colocou-a no seu colo.

Quando o homem fez isso, toda a magia se esvaiu da sala, a secretária voltou a se acomodar na cadeira e a ficar extremamente ereta, e Gilbert imediatamente se calou enquanto lançava um olhar de orgulho para seu irmão.

Então vamos Disse Jonhson mais para a secretária do que para Gilbert, que logo entendeu a indireta e se levantou, abrindo uma porta branca na lateral da sala.

Jonhson pegou a pasta e passou por ela, Gilbert segurou um pedaço da calça do homem para poder se guiar, visto que este andava muito mais depressa do que ele.

Logo a secretária os conduziu por um enorme corredor cheio de portas e bateu na ultima. Um Entre foi pronunciado por uma voz masculina de dentro da sala e a mulher abriu a porta. Uma sala amplamente decorada se apresentou á frente do trio, no centro estava uma mesa de madeira bastante alta, a maior que Gilbert já vira, e na frente cadeiras de madeira decoradas ao estilo do século XIX.

Sentado atrás daquela mesa estava um homem alto, quase do mesmo tamanho que Jonhson, usando um par de óculos redondos e com a armação fina e dourada. Ele parecia ter uns 40 anos ou mais e algumas rugas e olheiras podiam ser vistas em seu rosto, o cabelo castanho fora milimétricamente cortado e arrumado mesmo apresentando alguns grisálhos, por baixo do terno cinza era possível ver que o homem usava uma especie de suéter xadrez verde que deixava visivel sua barriga um pouco volumosa, junto com toda a composição, ele ainda usava uma gravata azul e sapatos sociais igualmente polidos. Gilbert o achou simpático.

Como vai agente Jonhson? Sentem-se por favor Disse o senhor com um ar bondoso Eu me chamo Oliver Eldstein e sou o diretor deste orfanato. Qual é o seu nome? Perguntou se virando para Gilbert. A criança pode perceber que por trás do óculos, o homem tinha olhos castanhos.

G-Gilbert! E tociu para encobrir o gaguejo Gilbert Belsh...Belshi...Belsh...

Belshimidt Conpletou Jonhson colocando Ludwig sentado em uma das cadeiras e se preparando para ajudar Gilbert a se sentar tambêm.

Isso! Respondeu ele sorrindo

O diretor deu uma risada gostosa e olhou amável para Ludwig

E esse, quem é?

Jonhson havia acabado de colocar Gilbert sentado da cadeira e esse se virou novametne para o diretor

Ah! Aquele é o Ludwig! Meu irmão! Moço, coloca ele aqui no meu colo, o Lud fica desconfortável em cadeiras muito grandes.

A verdade é que ele não parecia nenhum pouco desconfortável, na verdade, Ludwig estava sério novamente e olhava o estofado na cadeira com bastante interesse, até batia ocasionalmente sua mãozinha na almofada com que para testar a maciez. Mesmo assim, Jonhson acatou o pedido do albino e o colocou em seu colo. Feitas as mudanças, ele logo se sentou tambêm e pegou a pasta colocada na lateral da cadeira de Ludwig.

O senhor Eldstein ainda permanecia altamente compenetrado em uma conversa com Gilbert, e foi com espanto que Jonhson percebeu que o assunto da conversa era esgrima.

... Mas você deve segurar a espada direito, se não pode machucar o oponente e tambem você Dizia Gilbert enquanto sacudia uma das mãos como se estivesse estocando, Ludwig permanecia parado em seu colo completemnte absorto em examinar a cadeira- Mas eu sou uma pessoa muito incrível! Nunca machuquei ninguém! Eu ganhava e todos ficavam felizes!

Isso é ótimo Gilbert! Prova que você é um adversário digno! Eu fiquei sabendo que você ganhou um concurso...

Não era SÓ um concurso, era O concurso. Vencer as nacionais de esgrima não é para qualquer um... Foi muito difícil, eu treinei bastante para vencer! Isso porque sou incrível, e só pessoas incriveis ganham concurso.

Sei... O foi Ludwig?

Gilbert olhou para o irmão e este, apensar de silenciosamente estava se mexendo muito no colo do irmão, com alguma força ele havia se segurado no braço da cadeira enquanto tentava escorregar por ela devagar.

Eu acho que ele quer descer... Moço, você pode descer o Lud?

Jonhson se levantou e cuidadosamente pegou Ludwig no colo e o colocou no chão, e assim que seus pesinhos tocaram a superficie do carpete, Ludwig tentou andar, mas caia umas tantas vezes. Observando a cena, Gilbert tambem pediu pra descer e foi ajudar o irmão. Juntos, os dois camiharam até uma mesinha mais baixa em um canto da sala e começaram a brincar com alguns gizes de cera.

Quando as crinaças se afastaram, Oliver Eldstein se aproximou mais da mesa com a cadeira e encarou Jonhson

Então... É um menino muito inteligente o albino... Não há dúvida de que tenha um grande potêncial. Sua ficha e sua personalidade não negam, uma vaga já é com certeza dele. Só fico em dúvida com relação ao mais novo, receio que inda não tenha mostrado nenhuma habilidade especial...?

Eu não sei de nada, senhor Respondeu Jonhson Desde que me foi incumbida a tarefa de protegê-los, nunca vi esse menino falar...

Talvez ele não saiba...

Não é isso... Quando digo que o Ludwig não fala, quero dizer que ele não faz som nenhum!

Nenhum?!? O diretor se exasperou

Sim senhor, nenhum...

Ambos olharam de esguelha para o canto onde Gilbert chaqualhava um giz de cera vermelho e colocava perto do rosto comparando-o aos seus olhos. Ludwig olhava para seu irmão, e depois encarava uma pilha de revistas.

Não deve ser fácil Começou o diretor Talvez ele ainda esteja em choque...

Talvez senhor

O que aconteceu com os pais deles... Como morreram mesmo?

Latrocinio senhor, Gilbert e Ludwig estavam no carro, Gilbert dormia...

Pode ser realmente trauma... -Disse o diretor pensativo- Bom, chame-o aqui, quero tentar falar com ele.

Jonhson se levantou e foi até a mesa onde Gilbert desenhava animadamente alguma coisa abstrata, Ludwig por sua vez havia aberto uma revista e encarva as páginas 2 e 3 com severidade. O homem se aproximou delicadamente dos irmãos e chamou Ludwig, ambos virarama cabeça com o chamado e Gilbert imediatamente escondeu o desenho que fazia, enquanto pegava Ludwig no colo e o levava ainda segurando a revista, Johnson deu uma olhadela na sulfite escondida debaixo da mesa, mas Gilbert foi mais rápido e lhe lançou um olhar fulminante.

Jonhson levou Ludwig até a cadeira e o sentou no seu colo. O menino continuava compenetrado na revista

Ludwig, certo? O diretor disse com um sorriso amável.

O alemão apenas encarou o homem e acenou com a cabeça.

Bom... Você não fala muito, né?

Ludwig acenou negativamente

Você sabe a onde está, Ludwig?

O menino acenou sim

Você pode me dizer?

Ludwig fechou a revista e apontou para a janela aberta, o diretor se virou e notou que o menino apontava para uma placa escrita Orfanato Eldstein

Bom, bom, bom...sabe ler então?

O menino acenou que sim

E... o que está lendo? O diretor se inclinou na mesa e tentou espiar a revista que Ludwig lia, o menino pegou e virou a revista para o diretor.

Beethoven e a música alemã

Então... Você gosta de música?

Ludwig balançou a cabeça como sim

Eu tenho um filho que tambem gosta bastante... Quantos anos tem Ludwig?

Ludwig encarou o diretor por um longo tempo e depois mostrou um 3 com a mão...

Bom, meu filho tem sete...Talvez vocês se divirtam, sim? Mas antes de você entrar no orfanato, terá de me dizer uma coisa da qual você gosta Ludwig... O que você gosta de fazer?

O alemão apontou a revista

Gosta de ler?

Ludwig fez sim com a cabeça...

Pode ler um pedaço da matéria para mim?

Ludwig encarou a resvista por um longo tempo, neste momento Gilbert já tinha se levantado do cantinho com seu desenho e se aproximara da cadeira onde Jonhson e Ludwig estavam sentados, o agente olhava para o menino com certo espanto enquanto o albino deslizafa sua mãozinha até o joelho de Ludwig. O alemão passou a encara-lo e Gilbert fez um sim com a cabeça... Neste momento Ludwig voltou a cabeça para a revista e começou a le-la.

O com-com-compositor Ludwig Van Beethoven nas-sceu no dia...

Quando acabou o primeiro paragrafo, Jonhson estava boquiaberto e sua expressão séria e regrada fora completamente rompida. Ele encarava Ludwig como se fosse uma criatura de outro mundo ou algo assim, mas por outro lado, tanto o diretor quqanto Gilbert abriram largos sorrisos.

Bom, bom, bom... É um menino muito inteligente Ludwig Disse o diretor Tanto você quanto seu irmão tem vaga no meu orfanato. Quanto á você agente Johnson, mandarei uma carta ao conselho tutelar... Você tem sido um ótimo agente social...

O-obrigado diretor.. Jonhson abriu um sorriso minimo, o máximo que conseguia.

Depois do anuncio, Jonhson colocou Ludwig e a revista no chão, logo que o menino desceu Gilbert o abraçou e murmurou um sabia que conseguiria, depois segurou sua mão e ficou observando enquanto o agente Johnson e o Sr. Eldstein resolviam os ultimos detalhes da papelada.

Terminado tudo, Jonhson acenou para as crianças e Gilbert soltou-se da mão do irmão, que dessa vez não caiu, mas se desequilibrou um pouco. O albino foi até o agente e lhe puxou levemente a calça.

Moço.. O agente se virou Para o senhor.

E estendeu a sulfite.

Jonhson ficou visivelmente comovido, nunca havia ganho nada de nenhuma criança. Antes de aceitar o presente, o agente olhou para o Sr. Eldstein como se pedisse ajuda, e este lhe sorriu amável e lhe deu um aceno de mão. O homem aceitou o papel e sorriu para Gilbert.

Venha nos visitar às vezes! Disse Gilbert

O agente sorriu e abriu o papel. Nele estava desenhado o agente Jonhson no meio de um campo de flores vermelhas enquanto no céu o rosto de Gilbert brilhava com se fosse o sol. Jonhson não pôde conter um sorriso.

Eu virei...

Notas finais
Á leitoras que ainda não tiveram todos os seus reviews respondidos: Eu só vi agora eles (sério menina?), então farei o possível para respondê-los o mais breve que puder. Kisses :3