Arte Da Sedução
15 Big Girls Don't Cry
Notas iniciais
Desculpem-me, sério. A escola e as provas estão me tomando muito tempo. E o pior que eu não estou com falta de ideias (talvez um pouco, vai.). Meu objetivo mesmo é adiantar vários capítulos, então, é possível que eu demora para postar daqui em diante. Nos vemos lá embaixo!
Boa leitura!
Annabeth estava atordoada. Mas não tanto como Percy.
Por que ele tinha que ter uma sorte péssima? Nada estava bem quando Calipso estava na sua vida. Quando, finalmente, ele voltou a ser mais feliz, quando quase começou um relacionamento ótimo, ela decide voltar. Era muito azar para uma única pessoa.
Ele conseguiu se desvencilhar do abraço apertado que a ex-namorada lhe dava. Procurou por Annabeth. Seus olhares se encontraram, mas o contato foi interrompido por ela. Tristeza emanava daqueles olhos cinza como tempestades. Mas agora aquele olhar tão admirado antes por Percy estava diferente. Percy não sabia dizer se mais suave pela dor, ou mais escuros pela raiva.
Quando Annabeth levantou a cabeça em sua direção novamente ele pode descobrir que se tratava de uma cor mais escura. Os sentimentos ali misturados poderiam variar entre raiva e tristeza. Annabeth se sentia uma idiota. Seu coração fora quebrado novamente. Não como ela achou que acontecerá no avião, mas como aconteceu com Ethan. E dessa vez parecia ainda pior. Fechou os olhos com força, numa tentativa vitoriosa em afastar lembranças passadas, mas frustrada em esconder lagrimas teimosas que começaram a escorrer pela sua face.
Rápida e sutilmentente, de modo que apenas Percy e Thalia perceberam o movimento repentino, secou uma lagrima com a ponta do dedo. Seus cílios agora estavam molhados e não traziam mais aquela alegria de sempre.
A tensão pairava por cima deles como uma densa neblina. Thalia se corroia por dentro, sabia que a volta daquela mulher não havia sido em vão. Alguém tinha chamado-a ali. E ela sabia quem havia feito aquilo. E aquela pessoa irritante iria pagar caro.
– Meu amor, me perdoa! Eu nunca deveria ter te abandonado. – Calipso abraçou Percy novamente, mas esse não retribuiu o abraço. O que deixou a de cabelos caramelos um pouco irritada. Ela soltou ele e o encarou, cruzando os braços. – O que foi?
– O que faz aqui? – ele perguntou rispidamente, praticamente cuspindo as palavras em cima da caramelo.
– O que você tem minha vida? – ela colocou cada mão em um lado do rosto de Percy e se aproximou para dar um beijo, mas o moreno se afastou. – O que aconteceu... – finalmente notou a presença de uma pessoa desconhecida na sala. Annabeth. – Quem é ela? – indagou com desprezo.
– Minha... Colega de apartamento. – aquelas palavras doeram ainda mais para Annabeth. De melhor amiga fora rebaixada para colega de apartamento. Sim, sabia que precisaria de muito tempo para reencontrar todos os pedaços quebrados de seu coração. Só na entendia uma coisa. Se ele queria se livrar de Calipso, por que simplesmente não dissera para ela que Annabeth era sua namorada? Ou ele não queria se livrar dela? – Calipso, essa é Annabeth. Annabeth, Calipso.
– Eu sei quem ela é. – respondeu friamente Annabeth. Thalia e Nico seguraram o riso depois do rebate de Annabeth. A autoestima da loira aumentou e ela não se sentiu mais tão triste e zangada. Se sentiu, de algum modo, superior àquela que estava encarando-a. O olhar fulminante e ameaçador de Calipso sobre ela não a intimidava, lhe dava apenas mais vontade de humilha-la.
– Bem. Querido, esqueça formalidades, não me chame de Calipso. Me chame do apelido que você me deu. – abriu um sorriso malicioso, que fez Percy corar, Annabeth querer arrancar a cabeça da inquilina fora e de Thalia e Nico vomitarem.
Thalia e Nico conseguiam perceber a temperatura caindo na sala. Nico, que já estava com o controle da garagem na mão, limpou a garganta chamando a atenção de todos na sala.
– Eu e Thalia estamos indo, ok? – Annabeth o olhou incrédula. Eles a deixariam mesmo naquela situação sozinha?
– É. – concordou Thalia. – Tchau Annie. – beijou a bochecha da amiga e se encaminhou para Percy, repetindo o gesto. – Tchau Percy. – voltou seu olhar para Calipso, que sorria sinicamente, olhou de cima a baixo e não falou nada, se virando para ir embora. Mandou um olhar reprovador para Percy e pegou sua mala, descendo a escada que ligava a sala à garagem.
– Tchau Annie. – Nico abraçou Annabeth e apertou a mão de Percy, sem encarar Calipso. – Até amanhã no Glam.
– Até. – responderam Percy e Annabeth em uníssono.
Calipso parecia perdida na situação. Desconfiava de Annabeth. Sabia quem ela era. E como assim ela e Percy trabalhavam juntos no clube? Não havia garçonetes lá, apenas dançarinas.
Após concluir o pensamente, a raiva por Annabeth apenas cresceu dentro de Calipso. Precisava agir. E começaria o mais rápido possível.
Annabeth seguiu Nico e Thalia até a garagem. Thalia lhe lançou um olhar triste, mas Annabeth mexeu a cabeça como se dissesse “Não esquenta”.
Assim que eles se perderam de vista na rua, Annabeth fechou o portão da garagem e voltou a subir as escadas, parando alguns degraus antes da porta para poder ouvir o que Percy e Calipso conversavam na sala.
– Por que você voltou? – perguntou novamente Percy.
– Eu já disse. Eu amo você. Deixa-lo foi a pior coisa que eu fiz na minha vida.
– Me poupe Calipso. Me diga a verdade. Porque você voltou? – Annabeth decidiu parar por aí, escutar conversa dos outros às escondidas não era legal. Entrou na sala como quem não quer nada e foi até a porta do quarto.
Uma súbita vontade de humilhar Calipso bateu em seu peito. Parou na porta de costas para os dois. Podia sentir que os dois a encaravam, abriu um sorriso com a ideia que teve. Se virou e encarou os olhos de Percy, que se perguntava o que ela estava fazendo para a rápida mudança de humor.
Annabeth mordia o lábio inferior num gesto provocativo. Franzindo o cenho, Calipso cruzou os braços e apoiou o peso do corpo numa única perna. Annabeth percebeu o efeito que causará, assim, encostou-se ao batente da porta dupla do quarto, sorriu para Calipso e voltou seu olhar para Percy. Uma de suas sobrancelhas dele estava arqueada demonstrando que não estava entendo suas ações. Era essa reação que Annabeth esperava dele.
– Vou tomar banho, não demora. – depois de perceber o choque no olhar dele, piscou rapidamente e fechou a porta do quarto. Pegou pijama e andou até o banheiro. A última coisa que ouviu foi a voz de Calipso proferindo uma frase irônica.
– Sua colega de apartamento? Sério? – rindo, fechou a porta com estrondo.
Jogou suas roupas na tampa abaixada do vaso sanitário. Apoiou as mãos no mármore frio e escuro da pia. Encarou seu reflexo, procurando alguma coisa diferente em seu olhar. Não encontrou nada.
Subitamente, lágrimas começaram a escorrer de seu rosto. Mesmo que tenha se divertido com a dúvida que deixara na mulher que agora coversava com Percy, a felicidade sumiu como uma pequena brasa duma fogueira quando passa uma forte rajada de vento.
Um aperto forte em seu peito a deixou sem ar. Se lembrou de Ethan e do quanto sofreu quando ele a traiu. Mas não queria lembrar-se daquela época de tristeza. Nunca o amara mesmo. O sentimento não era forte como o que sentia por Percy. Às vezes pensava que nascera para aquele cabeça de algas. Como podia se sentir tão bem com alguém?
Tristeza afetava seu coração naquele momento. Seu corpo irradiava dor. Sensações de amargura a faziam querer enfiar uma faca em seu peito. Queria acabar com aquela dor rapidamente. Era muito doloroso vê-lo ali, com ela. Uma mulher diferente, praticamente desconhecida à Annabeth. Seus soluços se tornaram mais altos, trazendo a súbita falta de ar. O choro era reprimido para dentro de si mesma. Sempre foi uma garota que sofria internamente, sozinha. Nunca fora aquele tipo de garota que tem suas melhores amigas com quem pode contar sempre que precisa. Sua melhor amiga sempre foi e sempre será Piper. Ela foi a única que conseguiu penetrar a muralha forte que Annabeth construíra ao redor de si depois da morte dos pais. E mesmo assim, demorou para Annabeth admitir a si mesma que só lhe restara Piper.
Acompanhou com o olhar o caminho de uma lágrima. Ela escorregou por seu rosto vagarosamente, como se estivesse com medo de encontrar algum obstáculo no caminho com o qual não fosse forte o suficiente para lutar.
O rastro negro deixado pelo mistura de lágrimas e delineador atravessou seu rosto, um choque grande bateu nela quando percebeu que muitas iguais àquela já haviam caído. Seu rosto era agora uma mistura de palidez e negro. As únicas cores diferenciadas eram o cinza de seus olhos e o vermelho tomando posse da área que antes eram suas órbitas brancas.
Repentinamente, desviou seu olhar. Não queria mais encarar aquele rosto repleto de tristeza e um pouco de humilhação. Não se rebaixaria ao ponto de admitir que Calipso a derrotara. Ela iria provar que podia ser melhor que a castanha. Mostraria para Percy o que ele perderia se preferisse a outra.
Mostraria para todos os que quisessem saber. Ela não era mais uma garota. Seus dezenove anos cheios de lições de vida mostravam o amadurecimento psicológico que adquirira. Ela é uma mulher forte, que sabe o que quer e que pode ter o que quiser. Ela era uma garota crescida.
E garotas crescidas não choram.
Notas finais
Até, e não esquecem da meta! E do nosso trato. RECOMENDEM E COMENTEM!
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