Arret - A Ordem dos Templários
2 Capítulo I - Gladium
Notas iniciais
“Gladium”
Gladium, a cidade sagrada. Um dia tímido começava, o sol levantava-se no horizonte, comércios abriam, funcionários chegavam para o início dos trabalhos, porém, no convento da cidade, alguém já estava acordado á muito tempo.
— Obrigado pela benção Padre Beneth. Esperei muito por este dia e não vou desapontá-los. — Agradecia Lucian, ajoelhado em uma das cadeiras do convento.
— Tenho certeza que não Lucian. Você é um garoto muito dedicado. Apenas controle estas emoções. — O padre responde.
— Vou falar com a Madre Rosana. — Lucian se levanta.
Lucian é um garoto de 15 anos, tem cabelos pretos e estatura baixa. Causava muitos problemas quando era criança. Roubava dos comércios, brigava com filhos dos nobres e sempre acabava repreendido por muitos moradores. Certa vez, levou uma surra de uma das gangues da cidade e só não foi morto, pois um templário o defendeu a tempo. Era uma criança valente, que em meio á tantos problemas, ainda tinha sonhos inocentes. Desejava um mundo melhor. Sem pobreza, sem maldades e sem desigualdades, apesar de lutar por isso da forma errada.
Madre Rosana, uma jovem freira do convento, sempre cuidou de Lucian. Muitas vezes fazendo o papel da mãe que ele nunca conheceu. Ela tinha longos cabelos castanhos e um sorriso que transmitia tranquilidade instantaneamente.
Ainda recém-nascido Lucian foi abandonado em uma estrada próxima da cidade e trazido por templários. Mesmo com um dom natural para arranjar problemas, Madre Rosana amava muito àquela criança e sonhava com o dia em que ele se tornaria um bom homem, trabalhando e ajudando a cidade de Gladium. Lucian, no entanto, tinha sonhos mais ambiciosos. Ele queria fazer parte da Ordem dos Templários e proteger a cidade.
Templários são guerreiros que lutam em nome da paz, da justiça e acima de tudo em nome de Deus. São reconhecidos por suas por suas armaduras pesadas e por seus grandes escudos que carregam durante a batalha. Além de serem responsáveis por manter a Paz e Segurança na cidade de Gladium. Alguns deles se tornaram tão grandiosos e importantes que foram nomeados Paladinos. Estes são os que possuem mais habilidade e respeito, não só na cidade, mas em todo o mundo. Dizem que um Paladino é o ser mais honrado a defender o nome de Deus, e que sua força é abençoada por todos os anjos, o que os torna quase imbatíveis durante uma batalha.
Na cozinha do convento, o garoto chega distraído e concentrado pensando nos testes, passa por Madre Rosana e não a vê.
— Bom dia Lucian. — Diz Madre Rosana encostada na porta.
— Bom dia Madre! — Responde assustado.
— Hoje é o grande dia? — Ela pergunta.
— Sim. Desculpe, é que eu estou muito ansioso.
— Fique calmo. Tenho certeza que conseguirá!
— Espero que sim. Os testes são difíceis. — Responde Lucian sorrindo.
— Como sabe? Você nunca fez. — Ela retruca e rindo.
— Se fosse fácil haveria muitos templários não é mesmo? E eles não seriam fortes o bastante pra nos defender.
— Tome seu café e vá com Deus meu filho. — Diz Rosana com voz tremula, abraçando o garoto.
— Obrigado madre, prometo que conseguirei. Mas por favor, não chore.
— Seu amigo Bartolomeu estará lá também? — A madre pergunta.
— Sim, eu e Bart seremos os melhores do teste! — Lucian toma seu café da manhã e se dirige até a porta do convento com algumas roupas em uma pequena trouxa nas mãos.
— Adeus. — Diz ele abraçando Madre Rosana e quase chorando.
— Deus te abençoe! Estaremos torcendo por você. — Ela se despede.
O garoto segue seu caminho, ao olhar para traz ele vê na porta do convento, Padre Beneth e Madre Rosana acenando, lhe desejando boa sorte. Neste momento Lucian olha para o céu, respira fundo, enxuga as lágrimas que quase caíram dos olhos, acena de volta e continua. Hoje é o dia em que tudo que ele sempre sonhou e treinou para poder realizar pode acontecer.
Chegando ao portão do forte da Ordem dos Templários, ele encontra vários outros candidatos que também vieram para o teste. Todos olhando aquele portão imenso, feito de madeira e aço. O portão da Ordem media mais de três metros de largura e era tão alto, que tapava a visão de todo o lado de dentro. Tinha grandes tochas nos cantos e o símbolo dos templários estampado em uma bandeira vermelha na entrada. Era muito semelhante á entrada de um castelo ou uma fortaleza, porém, com uma beleza ainda mais incrível.
— Preparem-se todos! Entrem e aguardem no pátio em frente! — Gritou um Templário de armadura prateada, atraindo a atenção de todos.
Lucian e os outros ficaram boquiabertos, junto do templário estava um dos Paladinos da Ordem. Os portões imensos foram abertos e todos entraram na grande fortaleza chegando á um grande pátio cercado por estabelecimentos, como se fosse uma pequena vila. O Paladino toma a frente e diz:
— Eu sou Hindra Sabath. Serei o primeiro avaliador de vocês, mas antes, lhes explicarei algumas coisas... Portanto silêncio! — Hindra Sabath é um negro alto, muito forte e careca.
— Primeiro. — Diz ele em tom mais baixo, fazendo o número um com a mão. — Ao iniciar os testes nenhum de vocês poderá deixar o forte, a menos que esteja eliminado. Segundo... Todos podem participar, sejam homens ou mulheres de qualquer raça, não discriminamos ninguém, porém o teste é igual para todos. Terceiro... Vocês são responsáveis por seus atos e por suas vidas, por tanto, se cometerem erros serão punidos e se morrerem a Ordem não se responsabilizará por nada. E por fim, caso aprovados, lutarão e defenderão a cidade de Gladium e o nome de Deus acima de tudo! Alguma dúvida? — Hindra grita olhando os candidatos.
Todos trocam olhares, alguns mais amedrontados, outros sem se importar muito, mas Lucian estava eufórico, seu coração estava acelerado e não parava de roer as unhas. Nenhum candidato se manifesta então Hindra continua:
— Ótimo... Aqueles que não discordam de nada, podem ir até a sala ao lado e assinem os termos necessários. — Ele aponta e os candidatos seguem até a sala. Nela existe uma lista onde se preenche os nomes, características e outros termos. Depois das assinaturas os candidatos voltam ao centro do pátio.
— Amanha começarão os testes. Por hoje, só ensinaremos o que precisam saber. Caso alguém tenha alguma duvida levante o braço... O forte dos Templários funciona como uma base de guerra. Temos segurança máxima contando com nossas torres de vigia, além dos templários que vivem aqui dentro prestando seus serviços. Ao lado direito nós temos o refeitório. Ali será servido o café da manhã, almoço e jantar de vocês. Próximo ao refeitório, temos o armazém, onde guardamos nossas comidas e outras coisas. Ao lado esquerdo, na sala onde assinaram os termos, fica a nossa tesouraria, para controlar finanças e para toda a parte burocrática do forte. Inclusive, para os desistentes, é ali que deve ser formalizado o seu pedido. Ao lado fica a nossa ferraria, onde são feitas armas e armaduras para nossos treinamentos internos. Na parte de cima como podem ver, ficam os alojamentos com camas. Femininos do lado esquerdo e masculinos do lado direito, ao lado deles, os banheiros seguindo a mesma ordem. Todos deverão dormir e acordar na hora que for ordenado, o mesmo vale para as refeições. Alguma duvida? Ótimo. — Ele responde em seguida. — Dirijam-se aos seus alojamentos e descansem, porque amanha muitos serão eliminados. Boa sorte.
Hindra termina suas explicações. O forte era muito maior do que foi explicado, mas os candidatos só eram permitidos ficarem ali. O alojamento era um quarto gigante com 20 camas. Cada garoto escolheu a sua e ainda ficaram 12 sem onde dormir, mas chegaram a um acordo e alguns dormem ao chão. Após isso começam a conversar para se conhecerem melhor:
— Bom... Então é isso! — Diz um dos candidatos. Os outros o olham desconfiados até que resolvem responder.
— Alguém aqui é de outra cidade?
— Sim eu. — Respondem vários candidatos.
— Gladium é grande, achei que nunca encontraria o local.
— Verdade. Aqui é bem maior do que eu pensava! — Responde outro candidato.
— De onde você é?
— Eu sou de Ácras a Cidade das apostas.
— Caramba que legal, mas lá tem muitos ladrões não é mesmo?
— Alguém notou que tem várias garotas inscritas?
— Eu percebi, será que elas chegarão até o final?
— Eu duvido. — Um deles responde rindo. E assim seguiu a conversa dos novatos, falando sobre qualquer coisa que viesse á cabeça, afinal eram em sua maioria adolescentes e queriam fazer novas amizades.
— Eu sou Baek Grand. – Diz um rapaz.
— Rafael Silva.
— Rafael também! – Os dois se olham e riem.
— Que beleza conseguiu um xará.
— Derek Jones.
— Bartolomeu Prattes! – Diz ele em uma das camas.
— Bart! É bom ver você. – Lucian o cumprimenta.
Bartolomeu era um antigo amigo de Lucian, sempre estavam metidos nas mesmas confusões. Era negro, mais alto que Lucian e de olhos castanhos.
— Vocês não são aqueles garotos problemáticos? — Pergunta um dos candidatos com desdém.
— Somos sim, e daí? — Lucian pergunta irritado.
— Vocês dois roubavam pela cidade. Nem deveriam estar nos testes. — Diz outro candidato.
— Passaremos nos testes e seremos melhor que todos vocês! — Lucian responde.
— Veremos! — Responde um templário abrindo a porta do alojamento. — Você é o garoto do orfanato não é mesmo? — Ele continua.
— Sim, sou eu. — Responde Lucian.
— Responda com SENHOR, quando eu falar com você! Sei que é burro, mas não tolero indisciplina aqui! — Responde o templário gritando.
— Desculpe senhor! — Responde Lucian, olhando fixamente nos olhos dele.
— Apaguem as luzes e durmam crianças. — O templário responde, saindo do quarto e batendo a porta.
Os garotos rapidamente fizeram o que foi mandado, deitaram-se e não falaram mais naquela noite para evitar mais problemas. E minutos antes no alojamento feminino...
— Nossa! Você é Alissa Salazar?
— Sim sou eu, muito prazer. — Responde Alissa.
— Muito prazer eu sou Irelia Montez.
— Eu sou Ananda Stalts.
— Iris Greene.
— Não acredito que estamos fazendo o teste juntas!
As garotas começam a se apresentar exatamente como acontecia no outro quarto. Algumas preferiram não conversar, outras falaram sobre muitas coisas e depois de muita conversa escutam um grito no quarto masculino:
— “Responda com SENHOR, quando eu falar com você!”.
Elas se olham com risos baixos. As 18 garotas se deitam rapidamente, apenas Alissa não ria. Ela estava com um olhar tenso, parecia até um pouco desanimado, apagaram as luzes e dormiram antes que o dono daquela voz chegasse até ali.
O dia clareia e os candidatos são acordados assim que o sol nasce para tomarem café da manhã e receberem as instruções para o primeiro teste. Todos se dirigem ao refeitório e chegando lá, Lucian e Bartolomeu se sentam em uma das mesas.
— Ei Lucian, não se preocupe por ontem. — Diz Bartolomeu entristecido.
— Outra vez somos nós contra todos. — Responde Lucian.
— Estamos acostumados, mas desta vez será diferente.
— Sim. Passaremos no teste e acabaremos com isso.
— Você se lembra daquele templário? — Pergunta Bartolomeu.
— Não. Você lembra? — Retruca Lucian.
— Não muito, mas ele se parecia com o... — Neste momento, Bartolomeu é interrompido por uma garota de cabelos curtos e castanhos até a altura do maxilar. Tinha olhos escuros e grandes, parecia um pouco mais velha que os outros candidatos, mas era uma pessoa muito atenciosa.
— Eu sou Irelia Montez. Podemos nos sentar com vocês? — Pergunta a garota.
— Mas é claro! — Diz Bartolomeu, gaguejando um pouco sem tirar os olhos de uma das amigas dela.
— Com Licença, estas são minhas amigas Iris e Alissa. — Irelia apresenta as outras duas.
Iris era uma menina de cabelo louro liso e tinha olhos verdes, sempre usava uma faixa na cabeça que cobria a frente de seus cabelos e suas orelhas. Alissa era quase da mesma altura de Iris, porém com longos cabelos pretos ondulados e olhos azuis escuros. Uma beleza certamente incomum.
— Muito prazer eu sou Iris Greene.
— E eu sou Alissa Salazar. — Elas se apresentam, sentam-se á mesa e começam a comer e conversar.
— Quem foi que gritou ontem no quarto de vocês? — Pergunta Iris.
— Não sabemos quem era, mas foi um templário muito arrogante, acho que era um dos guardas ou coisa assim. — Bartolomeu responde rapidamente.
— Caramba, levamos um susto do nosso alojamento. — Brinca Irelia.
— Imaginem o nosso... Ele apareceu do nada. — Explica Bartolomeu rindo.
— Mas com quem ele falava? — Perguntou Alissa.
— Comigo. — Diz Lucian não muito feliz com o assunto.
— Oh, então você é o Lucian do orfanato?
— Como todos vocês sabem de onde sou?
— Roubar dos comércios da cidade, brigar com todos, tudo isso te torna famoso... E que má fama. — Esnoba Alissa.
— Todos vocês já se conhecem? — Pergunta Iris.
— Bom... Eu conheço o Lucian á muito tempo, mas Salazar não é um nome estranho, só não me lembro de onde ouvi. — Responde Bartolomeu.
— Eu não conhecia nenhum deles, mas sabia quem era Alissa por causa da família dela. — Irelia continua a conversa.
— Que? — Pergunta Alissa com um olhar engraçado.
— Isso foi estranho! Como assim Irelia? — Diz Iris sorrindo e Bartolomeu hipnotizado não parava de olhar para ela.
— Estanho vocês! Como querem se tornar templários se não sabem nada sobre a Ordem? — Pergunta Irelia indignada. — A família Salazar é muito tradicional na Ordem dos Templários. Todos foram Templários e Paladinos de extrema importância para historia da cidade. Arthur Salazar, o pai da Alissa, é o atual vice-presidente da Ordem. Dizem que ele é um Paladino de poder incrível e que no teste anterior o filho dele passou com um aproveitamento de um verdadeiro prodígio, ficando abaixo somente do atual Presidente Leônidas quando ele fez os testes na sua juventude. — Explica Irelia perdendo o ar entre as falas.
— É... Mas eu quero que o meu nome não interfira tanto, é difícil fazer os testes quando esperam muito de você. O medo de errar é muito grande. — Diz Alissa.
— Nossa que legal Alissa! — Iris, espantada com a história.
— Não pense assim, deve ser muito legal ter um nome tradicional destes. — Continua Bartolomeu.
Neste momento a porta do refeitório se abre. Era Hindra, equipado com sua armadura e escudo, com uma capa branca contendo o símbolo da Ordem, que cobria suas costas inteira.
— CINCO MINUTOS! E eu espero todos no pátio para irmos ao primeiro teste. — Diz Hindra apressando-os.
Os candidatos terminam de comer apressados e se dirigem até o pátio, onde encontram várias carruagens e pergaminhos numerados de 1 á 10. Hindra estava posicionado em frente aos pergaminhos.
— Quero que se organizem em equipes de cinco pessoas, elejam um líder e este líder dirija-se até mim. — Pede Hindra, iniciando um cochicho e murmúrio enorme.
— Já que estávamos tomando café juntos, vocês poderiam vir com a gente, não é meninas? — Pede Bartolomeu.
— Pensei a mesma coisa — Diz Iris.
— Mas e nosso líder? Poderia ser você Irelia? É a que mais conhece a Ordem. — Sugere Alissa.
— Não, por favor, eu odeio liderar, não sou boa com isso. Que tal a Alissa? — Irelia propõe á todos.
— Não eu não, por favor. — Diz Alissa gaguejando.
— Eu concordo. Alissa você seria uma ótima líder, seu nome já assustaria os outros times! — Exclama Bartolomeu.
— Mas eu já disse que não gosto disso. — Retruca a garota.
— Então! Use a oportunidade pra mostrar que você não depende do seu nome. — Diz Iris tentando convencê-la.
Depois de debaterem um tempo, Alissa é convencida e assume a liderança do time. Conversa com todos e se dirige ao Paladino Hindra.
— Mas que surpresa. Deixa eu te avisar senhorita Salazar, você vai precisar de mais que um sobrenome para me convencer. — Diz Hindra.
— Muito obrigada senhor, eu estou contando com isso. — Responde Alissa com um grande sorriso no rosto.
— Gostei disso... Então, escolha um pergaminho. — Diz Hindra sorrindo. Alissa estica a mão e pega o primeiro que estava á sua frente. É o pergaminho de numero Três. O paladino abre o pergaminho e não havia nada escrito dentro, então ele pergunta:
— Qual o nome de todos os integrantes do grupo? Começando por você.
— Alissa Salazar... Iris Greene... Bartolomeu Prattes... Irelia Montez e Lucian.
— Lucian? — Pergunta Hindra novamente.
— Ele não sabe todo o nome, é o garoto do orfanato.
— Muito interessante! — Responde olhando para Lucian.
Todos os outros cinquenta candidatos seguem a mesma ordem, apresentam o líder, escrevem os nomes nos pergaminhos e depois entram cada grupo em uma carruagem diferente. Eles são levados á um lugar fora do forte para dar início aos testes. As carruagens param e os alunos descem. Eles estão parados em frente á um muro bem alto, com mais de 4 metros de altura, olhando para os lados ele era gigantesco, não era possível ver onde acabava. Então Hindra explica:
— Este é o Labirinto do Desespero. — Diz ele se virando e jogando cada um dos 10 pergaminhos para dentro do labirinto em direções variadas. — O primeiro teste é fácil... Vocês entrarão no labirinto, encontrarão o seu pergaminho e me devolverão. Os candidatos sem entender continuam observando.
— Vale fazer de tudo, sem muitas regras que os prendam, desde que... Cheguem com o pergaminho de número correto da sua equipe e com todos os integrantes até o fim do por do sol. O time que não chegar está automaticamente eliminado. DÚVIDAS? — Pergunta, sabendo que ninguém responderia. — Eu os aguardo no fim do labirinto... AGORA CORRAM! — Grita Hindra finalizando suas palavras.
Assim foi dado o início do teste da Ordem dos templários, os candidatos saíram em disparada. Havia várias entradas para o labirinto, então nenhum time entrou pelo mesmo lugar que outro. Lucian, Alissa, Bartolomeu, Iris e Irelia, o time três estava formado e pronto para os testes.
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