Notas iniciais
-O nome do garoto se deve ao fato de que significa "Guerreiro" em latim
-O nome do vilarejo achei bonito e coloquei assim

Era uma tarde qualquer no reino de Crifina, na Escócia. Quer dizer, qualquer não. Afinal era o Dia da Seleção. Eu me chamo Bellator, e esperei muito por este dia, e estava muito tenso, pois a seleção do meu vilarejo, Gásadalur, aconteceria hoje. Essa seleção define o que você vai ser: Arqueiro, Guerreiro ou Mago. Normalmente a seleção ocorria numa floresta. Para ser um Arqueiro você receberia um arco com uma aljava com treze flechas e doze alvos são dispostos por um local. Para você ser um arqueiro você tem que acertar todos eles, no centro. Ou apenas um, um alvo em especial. O alvo-mestre é como chamam. Esse alvo fica preso no topo da maior árvore da floresta, deve ter uns onze ou doze metros de altura. Quase nenhum arqueiro acerta aquele alvo. Para ser um Guerreiro você recebe um escudo e uma bainha com uma espada. São colocados vários outros guerreiros médios com apenas uma espada para lutarem com você. Se você derrubar pelo menos cinco desses outros guerreiros você se torna um. Ou derrubar o favorito, Gorus, e só quem derrotou este foi um pequeno guerreiro, a muito esquecido, e que foi morto em batalha. E por último, um Mago. Para ser mago você se concentra o suficiente para fazer um feitiço do tipo, fazer algo levitar, ou reproduzir um feitiço. Se nada disso funcionar você pode se concentrar e tentar produzir fogo, o que também é um tanto raro, mas é mais comum que derrubar Gorus ou acertar o alvo mestre. Eu estava torcendo muito para ser um Arqueiro. Toda minha família é de Arqueiros, tirando meu irmão mais velho, Finn que era um Mago, mas a muito morreu quando partiu para uma jornada. Eu estava acompanhado de meu pequeno dragão, Karnos, um dos poucos amigos que tinha. Fui tirado de meus devaneios pela voz firme do instrutor.

- Bellator Olethros, apresente-se – estremeci com a firmeza da voz.

Tentei ir calmamente. Meu estomago embrulhou quando ele me entregou o arco e as flechas. Arrumei a aljava nas costas e peguei o arco.

- Posicione-se! – gritou o homem.

Parei no meio da clareira e observei onde estavam todos os alvos, e por último meu olhar subiu para a gigantesca árvore que se dispunha no meio da clareira. Puxei uma flecha e a coloquei no arco, ergui-o e mirei no alvo ao meu lado, soltei a flecha, a acertei no canto esquerdo do alvo, bem longe do centro. Suspirei e peguei outra flecha. Foi assim nos outros onze alvos. Acerto, mas não no centro. Peguei a última flecha da aljava, posicionei no arco e ergui as mãos, mirando no centro do alvo que pendia na grande árvore. Respirei fundo, fechei um olho para ter a mira mais precisa e soltei a flecha. Ela se soltou tão rápido que quando a vi, ela já estava lá.