Arqueiro e Guerreiro

2 Aspen, meu novo líder.


A flecha não parou no centro, ela parou acima do alvo. Foi como levar um tapa na cara. Como assim eu não era um arqueiro?

Logo após isso, o instrutor deu-me a espada, a bainha e o escudo. Pediu pra lutar contra os guerreiros, mas eles me derrubaram numa rapidez tão grande que duvidei se eu era tão fraco assim. O instrutor me levantou e disse:

–Garoto, sua última chance, se você não conseguir já conhece seu destino, não é?- E olhou para a colina acima- Vamos lá, faça algum feitiço.

Na verdade todos ali iriam para o castelo, mas teriam funções diferentes, quem não conseguisse cumprir nenhum dos requisitos para ser um guerreiro, arqueiro ou um mago, iriam ajudar em outros tipos de serviço, como limpar o castelo, servir eternamente o rei, ajudar na colheita, e outros trabalhos não muito agradáveis.

Novamente o instrutor me tirou dos pensamentos quando disse:

–Vai demorar muito? Infelizmente, não tenho o dia todo.

Concentrei-me e nada aconteceu. Tentei imaginar algo, qualquer coisa para tentar conjurar, mas nada aconteceu. Até que uma voz misteriosa me disse na minha mente uma palavra. Eu a pronunciei tão baixo quanto um sussurro:

–Ignis.

E, ali no meio do mato da floresta, surgiu uma fagulha que se transformou em um pequeno fogo. Fiquei surpreso e aparentemente o instrutor também, logo depois apagou o fogo com uma pisada do instrutor e me mandou ir ao grupo dos magos. Chamei Karnos e fui.

Logo depois de outras quatro pessoas também fazerem os testes o instrutor anunciou:

–Infelizmente não teremos ninguém na colheita esse ano- Disse isso com certo tom de tristeza- Agora, por favor, me acompanhem em três filas até o castelo e lá darei as instruções necessárias.

Durante todo o percurso, fiquei pensando em como meus pais reagiriam já que teriam outro mago na família.

Finn. Não sabia muito sobre ele, já que meus pais não gostavam muito de comentar sobre ele.

Fiquei pensando em como seria ser um mago.

Enquanto essa onda de pensamentos não saía da minha cabeça, Karnos não conseguia ficar quieto e subia no meu pescoço, descia ao chão, depois subia novamente.

Depois de longas horas, chegamos ao castelo e três homens estavam a nossa espera.

O primeiro tinha tantas cicatrizes que parecia uma colcha de retalhos e seu cabelo escuro como a noite caia em seus ombros, com uma mecha onde já tinha estado um olho, mas estava vestido em uma armadura magnífica. A espada presa na cintura do lado direito era também esplêndida, com uma esmeralda no centro do pomo, e o cabo com detalhes incríveis.

Já o do meio, usava um manto que o cobria quase todo, e como o capuz estava abaixado, deu pra ver seu rosto. A barba por fazer, o cabelo também negro como a noite, estava cortado e seus olhos azuis como o céu, observavam tudo. Um arco estava em suas costas com uma aljava estava em suas costas com muitas flechas, não consegui contar ao certo, mas diria que tinham muitas. O arco, era muito bonito, fazia curvatura nas pontas e onde se localizava o punho do arco, uma safira existia no meio dele.

O terceiro era um homem com um chapéu sombrio, usava um manto que o cobria dos pés ao pescoço, e carregava nas mãos um cajado que não havia nada demais, exceto no topo onde existia um rubi e outros três em formato de losango flutuavam lentamente ao redor do central em movimento anti-horário. A barba do homem batia em seu peitoral. Eu poderia dizer que esse homem contava sua idade em séculos e não em anos.

Fomos chegando e o instrutor nos disse:

–Este é Robert, líder dos guerreiros.

E apontou para o homem com as cicatrizes, e ele acenou com a cabeça para nós.

–Este é Laim, líder dos arqueiros.

E acenou com a mão para nós.

–Finalmente, este é Aspen, líder dos magos.

O homem de aproximadamente quatro séculos não se mexeu.

–Por favor, os sigam e eles lhe treinarão e farão vocês se tornarem bravos heróis. Adeus e boa sorte, pois vão precisar.

E entrou floresta adentro novamente e sumiu.

Nós acompanhamos Aspen até dentro do castelo, chegamos a uma sala e pediu, com uma voz grossa (O que me surpreendeu bastante, já que ninguém espera que um homem que parecia ser mais velho que três gerações da minha família tivesse uma voz grossa)

–Me mostrem o que sabem fazer, se eu não aprovar, farei vocês experimentarem uma dor jamais sentida antes.

E Aspen sorriu como se fosse alguma coisa divertida fazer tortura nas pessoas.

Agora entendi o “pois vão precisar” que o instrutor nos disse.

Karnos não gostou muito da idéia, já que bufou para Aspen, aparentemente Aspen sentiu que era pra ele, já que olhou para Karnos imaginando se poderia cozinhar ele.

Karnos se encolheu e se escondeu atrás das minhas pernas, eu também queria me esconder, mas tive a impressão de que Aspen não aprovaria.

Quando chegou a minha vez, tentei novamente produzir a chama, mas não aconteceu nada e tive que me concentrar novamente e a mesma voz que me disse “ignis” me disse outra coisa “glaciem” e sussurrei a palavra e logo quando percebi, o chão que estava na minha frente havia congelado.

Aspen avaliou como se não estivesse gostando nada do que fiz.

Ele disse:

–Bellator, você foi aprovado. Minhas congratulações.

Nunca senti um alívio tão grande na minha vida.

Notas finais
-O nome do instrutor era pra ser inicialmente o nome do protagonista. -Gente, me desculpem por qualquer erro. -Por favor, se gostarem comentem e digam o que acharam.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.