Sabe aqueles dias que você acha que não vai acontecer e ninguém vai te notar? E que quanto mais você precisa ficar sozinha, mais tentam te encontrar? Nesses dias que você fala “nunca mais vou me apaixonar” porque algum idiota te magoou? Por ironia do destino, tudo acontece ao contrario. Sabe pôr quê? Nem eu, mas vou te contar minha historia.

Sou Jackie, tenho 22 anos curso psicologia na universidade de Brightown, divido um pequeno, apartamento não muito longe da universidade, com a Maryan. Entramos juntas, mas ela faz química, meio doida. Faz o que dá na telha, tem um coração de ouro, muito sincera e bonita. Maryan é morena, olhos verdes, com 1,65 de altura e cabelos ondulados.

- Vamos ao Chib’s depois da aula? — digo para Mary — Estou com desejo de comer a batata recheada de lá e minha aula vai ter minha cedo.

- Eu sei bem o que esta procurando mocinha, já disse pra deixar esse idiota de lado.

Não respondo, mas continuo olhando pra ela com o olhar do gato de botas. Depois de um longo suspiro ela diz:

- Aaaaah, tudo bem te vejo as quatro então.

Assim que a aula acabou eu fui pro Chib’s, pedi minha batata recheada de queijo com e bacon e logo depois a Mary chega.

-Nossa que tédio hoje, foi só teoria e o professor pra variar não estava dominado muito bem o assunto parece ate que estava no mundo da lua.

Dou um sorriso e de repente vejo o sorriso dela ir sumindo aos poucos, ela me olha com um olhar que não consigo deduzir, então olho para trás e vejo o Jason entrar com a uma mulher que parecia mais uma Angel da Victoria's Secrets. Loira, 1,70 de altura, com uma blusa topless e uma minissaia que aparecia até a alma dela. Agora entendo o olhar dela, era pena.

- Eu não vou dizer que sinto muito, porque eu bem que te avisei.

Charles veio trazer minha batata mais pedi pra embalar pra viagem e sai da lanchonete segurando minhas lagrimas e orgulho. Como esse imbecil pode ter feito isso comigo? E por quê? Eu devia ter me prevenido, sabia que ele era mulherengo mais ano achei que fosse ser dispensada tão rápido. Senti passos atrás de mim, Mary me puxou pelo braço e me abraçou e foi então que desabei a chorar. O cara me cozinhou por um mês. IDIOTA.

Fiquei o restando do dia no quarto, deitada na cama ouvindo “Fix you” do Coldplay repetidas vezes e acho que não consigo fazer mais nada no restante do dia. Estava certa que não fazer nada o fim de semana todo. A Mary já estava injuriada.

- Ah, deixa de ser idiota, o cara nem te deu o valor que você merecia, não está nem aí pra você, e você aí chorando por alguém que nem merece. Levanta dessa cama e vai fazer alguma coisa! Vou dar uma saída, e acho melhor não te encontrar aqui quando voltar.

E saiu porta agora. Mesmo contra minha vontade, levantei e fui fazer uma sopa porque não comia direito desde sexta, não tinha nenhuma pretensão de ir a aula amanhã, até o celular tocar.

- Quem me incomoda?

- Ai Jack, você não muda nada!

- Peter? Puxa, quanto tempo!

- Faz mesmo né? Vou estar na cidade por alguns dias, posso te ver amanhã?

- Ahm, não sei – Não estava com ânimo algum. Bom, uma hora vou ter que sair deste quarto, porque não agora? Suspiro – As três no Tabbs’s está bom?

- Ótimo! – Ouço uma gargalhada – Até amanhã cherry.

Acordo na segunda até mais animadinha por causa do Petter, enfrento uma bateria de aulas logo de manhã e depois do almoço, resolvo não assistir as outras aulas. As três em ponto eu chego no Tabbs’, e logo o vejo com mais alguém com ele.

- Petter – Sorrio enquanto ele se levanta – Quanto tempo, estava com saudade.

- Também estava cherry – diz ele sorrindo.

Ele é o meu melhor amigo desde a oitava série, sempre bonito e atlético. Olhos verdes, cabelos castanhos e uma pele muito branca.

- Nossa, você está linda. Como sempre.

Dou uma gargalhada.

- E voce Pet, continua sendo meu sonho de consumo.

Enquanto rimos, finalmente noto o rapaz que esta conosco a mesa.

- Já ia me esquecendo. Jackie, esse é Aaron. Aaron, Jackie.

- Muito prazer.

- O prazer é meu. — diz com um sorriso.

Aaron é moreno com olhos cor de mel profundos e misteriosos, lábios carnudos, magro, cabelos loiro escuro na altura dos ombros, com mais ou menos um e noventa de altura. Vestia uma camiseta de banda calca jeans escura e cuturnos bem lustrados. Muito atraente.

- Você não parece muito bem Jackie, o que houve?

Tiro os olho de Aaron e me viro pra Petter e não respondo por alguns segundos. Não tinha coragem de contar na frente de um estranho.

- Nada, estou bem — dou um sorriso fraco.

Ele continua me olhando esperando que eu conte. De repente Aaron se levanta:

- Já volto.

Ele se levanta e caminha em direção ao banheiro.

- Vamos, me diga o que esta havendo.

Dou um suspiro e digo:

- Acho que coloquei meu coração na pessoa errada. Mas fazer o que né?

Comeco a contar tudo pra ele quando termino, ele não me parece surpreso.

- Sei, sei. Esse Jason, partindo corações. Me admira você ter caído nas garras dele, sendo que nunca deu muita confianca pra esse tipo de rapaz.

- Sempre há uma primeira vez pra tudo — digo com cara fechada.

- não precisa ficar brava — e logo muda de assunto — como está a faculdade?

-Bem. Bem cansativo, como sempre. E você o que anda fazendo?

- Aaron tem uma banda e enquanto o guitarrista não volta de viagem eu estou tocando no lugar. Sei que nao gosta muito de Punk Rock, mas podia ir me ver tocar. — ele percebe meu interesse repentino e continua — vamos tocar num barzinho na Greenbird amanhã à noite.

- Okay, se der eu apareço.

Conversamos por mais algumas horas ate que Aaron aparece, e ficamos olhando pra ele com cara de "onde você estava esse tempo todo". Peter é o primeiro a falar:

- se perdeu no banheiro, cara? — diz enquanto ri.

Aaron sorri e diz:

- não, fui ligar pra Marissa pra avisar que chegamos bem.

Olho no relogio sete horas.

- Bom meninos, eu vou pra "casa", Mary ja deve estar de cabelos brancos — dou um leve sorriso — não avisei que viria pra cá.

- Tudo bem- diz Petter.

Os tres se levantam em direcao a porta. Peter entra no carro e diz:

- Vejo vocês amanhã.

E some rua à cima.

- Entao... Acho que vou ter que chamar um taxi — digo.

- Se não se importar de ir de moto eu te levo.

Moto? Nao gosto muito de moto, mas vou arriscar.

- Tudo bem.

Ele me da um capacete e eu subo na moto. Fiquei sem graça em onde colocar os bracos pra me segurar, mas fui assim mesmo. Envolvi meus braco em sua cintura, ele ligou a moto e arrancou. Ate que ele não era mau piloto, não correu que nem doido. Quando chegamos eu agradeço, e ele somente diz — sem problemas, Jackie — e desaparece. Assim que piso em "casa" Mary me lanca uma torrente de perguntas.

- fico feliz que tenha saído um pouco — diz ela por fim — Já não sabia o que fazer pra te tirar da cama.

Eu apenas sorrio. Foi ate bom eu ter saido um pouco ja estava ficando cheia de mim.

Quando acordo, vou direto pra cozinha preparar um café e alguma coisa pra comer. Quando desço, dou de cara com o Peter.

- Oh, oi Pet

- Oi cherry. Carona?

Peter tem um BMW fantastico, e dentro dele o Aaron.

- Oi, Aaron. Bom dia.

- Oi.

Nossa que seco.

- Jackie, vamos passar o fim de semana em Eagle Beach, porque não vem com a gente? Traz Marrian tambem, estou ansioso pra conhecê-la. — diz enquanto estaciona na frente da universidade.

- Vou ver com a Mary e te ligo.

Ele acena com a cabeca eu e Aaron saimos do carro. Eu dou um leve sorriso e saio para o lado oposto ao do dele. Na hora do almoco encontro a Mary.

- Oi, como foi a aula?

- O de sempre, difícil. E a sua?

- A mesma coisa. O Peter passou La em casa hoje de manhã, ele nos convidou pra passarmos o fim de semana em Eagle beach com ele. O que acha?

- Estamos esperando o quê pra comprarmos biquínis novos?

- É serio? Bom, então vamos depois da aula.

- Fechado — diz Mary sorrindo.

As sete da manha de sexta, (sim, nós perdemos aula) Peter buzina lá em casa, descemos empolgadamente. Sentamos atrás, pois o Aaron estava na frente, de preto. Preto, na praia. Fazer o que? Cada um é cada um. Apresentei a Mary e Pett deu uma longa olhada nela. Estavamos calados até o Petter ligar o radio, fomos cantando uma boa parte do caminho, depois só nos falamos freneticamente, nós três. Aaron dava pequenas falas nos assuntos, fora isso nao falou nada a viagem toda.

A casa que ficamos era perfeita. Beirando um precipício, de frente pro mar. A casa era quase toda de vidro com móveis lindos tudo muito bem decorado e organizado. A cozinha tinha um fogão cookietop, com balcões de mármore. No balcão principal tinha uma fruteira com frutas falsas.

- Pete de quem é essa casa?

- Meu pai a comprou a pouco tempo- diz ele sorrindo- linda, nao?

Apenas concordo com um aceno de cabeca. Não tenho nem palavras.

- Bom moças, o quarto de vocês fica lá em cima. Não se importam em dividir um quarto né?- diz em tom de brincadeira.

O quarto era como eu esperava. Lindo. Tinha uma cama king size um closet pequeno, mas com um bom espaço pra roupas. Colocamos nossas bolsas na cama e fomos explorar o quarto. Quando descemos, Peter ja tinha pedido o almoco.

- Ás quatro, nós vamos dar uma volta, querem ir?

- Claro — dessa vez quem falou foi Mary.

O passeio foi muito agradável, caminhamos pelo calçadão, e eu percebi que o Peter nao conseguia tirar o olho da Mary. Porque será que eu estou com um pressentimento que eles vão formar o casal do ano? Decidi não ficar pensando muito nisso e entro no assunto.

- Mas eu tenho alergia a pimenta, vamos comer em outro lugar.

Mas Peter queria porque queria comer no restaurante mexicano, eu nunca gostei desse tipo de comida. Por fim ele cedeu e fomos pra um restaurante de comida árabe, os quibes estavam maravilhosos, principalmente os recheados. Chegando na casa deitei na cama e apaguei na mesma hora.

Acordei com o sol bem na cara e com a Mary babando do meu lado. Lá embaixo o cheiro do café da manhã já estava cheirando: croissants quentinhos e um suco de laranja bem gelado. Ao lado da comida tinha um bilhete: fomos surfar, Pete. Achei que eles pelo menos fossem esperar por nós, ainda bem que só andamos na praia ontem. Logo depois de comer, subimos e colocamos nossos biquinis Miau-Miau. Meu era azul com bolinhas brancas e vermelhas, a parte de cima tinha uma alça que amarrava no pescoço. Mary estava com um triquini verde com branco, perfeito no corpão dela. A praia estava levemente cheia, ainda dava pra andar. Não demoramos muito para encontrá-los, Pete era o cara mais lindo da praia, estou falando sério, a praia estava cheia de canguisso. O Aaron tambem não estava nada mal, foi então que percebi que ele não era um esqueleto que Deus deu vida. Não era grande coisa, tinha um peito definido canudinho. Nem tudo estava perdido.

- Oi meninas, dormiram bem?

- Claro, a cama e maravilhosamente incrível. E a água está boa?

- Tá ótima. Vem vamos escontrar um lugar menos lotado.

Caminhamos por uns 10 minutos e nos afastamos cada vez mais da multidão, achei até bom. Na parte da praia em que ficamos, tinha apenas algumas pessoas. Colocamos a sombrinha de praia, tiramos a canga a estendemos no chão e nos deitamos.

- Estamos parecendo dois pedaços de bacon. — digo rindo.

- E pelo jeito bacons bem gostosos, pelo jeito que os meninos nos olharam- diz ela com um sorriso malicioso. — Jackie... Deixa pra lá.

Depois de um tempo tomando sol, decido ir entrar na água. Adivinha quem eu encontro no meio do caminho? Fico paralisada na mesma hora.

- Ja... Jason?

- oi Jessy, o que está fazendo por aqui?

Estou observando o mar de biquini nao percebeu? Antes que pudesse responder o Pete aparece.

- Oi meu bem. Estava te procurando... — então ele finge ter notado alguém do meu lado e estende a mão — Oi, sou Pete O'conel e voce é...

- Jason Baker. Vocês... Bom... É... Bom te ver Jenny.

- É, bom.

Nem pude crer no que meus olhos viram meu amigo me salvara mais uma vez. Observando minuciosamente, a beleza do Jason era ofuscada pela do Peter.

- Como sabia?

- Han?

- Como sabia que ele era o Jason que eu te falei?

- Pelo jeito que você estava olhando pra ele, mesmo antes dele chegar perto de você.

- Obrigado.

- Nada. Um dia eu posso precisar — diz me dando uma piscadela — vou ali comprar uma agua de coco alguém vai querer?

- Eu quero.

- Eu não só quero, como vou junto — diz Mary.

Aaron so acena com a cabeca. Fiquei sentada so lado dele num silêncio incômodo, até criar coragem e quebrar o gelo.

- Nossa, estudamos na mesma universidade, e eu nunca te vi por lá.

- Eu ja ti vi algumas vezes.

Olho pra ele, mas antes que eu consiga responder Peter e Mary voltam.

- A água esta docinha, uma delicia — diz Mary sorrindo.

Um sorriso muito do suspeito. Já vi aquela cara antes. Passamos o dia todo por lá, e foi incrível, almoçamos num restaurante bem legal. Às vezes Pete e Mary saíram e me deixavam sozinha com Aaron.

- Vou ali comprar um refri.

- Vou com você, também quero um.

Fomos a um mercadinho, que não era grande coisa, mas estava um número bom de pessoas ali dentro. Caminhamos pro freezer, abri a porta peguei uma Pepsi.

- Aaron, vai querer qual — continuei com a porta aberta-Aaron??