Armas da vida

26 Capítulo 26


Abro meus olhos. Brian me coloca no chão e eu digo:

– Ele não permitiu de você entrar, mas não pretendo demorar.

– Vou ficar na sala, mas ande logo.

Concordei. Ele desceu as escadas e eu disse:

– Está somente eu aqui, pode checar se quiser.

Fechei os olhos. Não cai, continuei igual. Consegui ver ele. Ele estava se esforçando para tentar me ver. Eu abri os olhos e disse:

– Me deixe entrar.

– Está bem.

As madeiras começaram a se mover para os lados, abrindo um espaço. Entrei por ele e logo atrás de mim as madeiras fecharam. Me virei para ele e disse:

– Como se manteve igual por tanto tempo?

– Nossa mãe, antes de ser morta, prometeu que eu me manteria igual, para você.

– Para mim?

Ele tossiu e olhou para os lados. Ele parecia estar muito nervoso para me responder. Me aproximei dele. Ele estava sentado em um baú que ficava na frente da minha cama encostado nela. Me ajoelhei e segurei as mãos dele e disse:

– Pode confiar em mim.

Ele respirou fundo e disse:

– Não sou filho da sua mãe, na verdade sou de outra geração dessa família, o primeiro da linhagem, e você a última, e logo nossa “raça”, vamos chamar assim, estaria no fim. Nós podemos ter visões mais precisas. Cada um da nossa linhagem nasce mais perfeito que o outro. Mas nós somos os últimos. Desde que eu nasci “eles” tentam nos eliminar.

– Eles quem?

– Os que são de uma raça oposta. Eles não tem visões, mas tem um talento de aprender rápido. São bons de luta e inteligentes. Você é uma mistura destas raças. Sua mãe não era casada com um rapaz chamado Trevor. Ele era da outra raça. Quando descobriram isso as raças tiveram um tempo de paz. Eles tiveram nove meses de paz, por que sua mãe estava gravida. Seu pai tentou salvar sua mãe, pois ela precisava viver. Ela estava gravida de você. Você é uma garota especial.

– E essa criatura, para que foi criada?

Ele respirou fundo. Me levantei e ele também. Ele andou até um armário. Aproveitei para rever meu quarto. Não tinha janelas, e as paredes eram de madeira (as outras eram pintadas de branco). A cama era de madeira, simples. A coberta era vermelha. O armário também era de madeira. Não era um quarto grande, era menor que a cozinha. Ele voltou com uma caixa nas mãos. Ele se sentou na cama em uma ponta. Me sentei na ponta oposta. Ele abriu a caixa e tirou uma fotos e disse:

– A primeira linhagem de cada um eram grandes amigos.

Na foto tinha ele e uma garota loira. Ele me mostrou outra foto e disse:

– Mas por temos talentos sub-humanos fomos perseguidos. E em uma dessas perseguições Cristine morreu.

Ele ficou em silencio por alguns minutos. Aproveitei esse tempo para prestar mais atenção na foto. Na foto tinha ele e mais uma garota ruiva (mais puxado para o castanho), a garota loira e um garoto loiro. Eu falei apontando para os dois jovens:

– Quem são eles?

– Essa garota é a minha irmã e esse garoto é o irmão de Cristine. Quando Cristine morreu minha irmã também morreu. As duas viram que eu e o Trevor estávamos nos destruindo. Elas não suportaram e se mataram.

Prestei atenção na foto. Trevor e Cristine tinham olhos vermelhos (como o meu) e cabelos loiros. O garoto disse:

– Antes que eu me esqueça meu nome é Alex.

Alex me entrega uma foto que está ele e a irmã dele. Ele e sua irmã eram ruivos e bem claros (como a neve). Ele me entregou uma foto que tinha Trevor e Cristine. Não sei o motivo, mas acho que já vi ele antes. Alex então disse:

– A criatura foi criada para poder destruir essas duas raças. Mas eu e Trevor tivemos filhos, e com o tempo nós começamos a guerrear entre si. E nós víamos o que eles faziam, e eles eram inteligentes e criavam coisas novas. O governo queria nos eliminar. Mas Trevor usou a inteligência e convenceu a criatura a matar só ruivos.

– Então todos os loiros de olhos vermelhos tem poderes de força e inteligência, e todos os ruivos claros tem poderes psíquicos?

– Exato. Você é procurada por as duas espécies. Você vai mudar essa confusão, para melhor ou para pior.

Minhas pupilas dilataram e cai direto no chão. Eu vi Trevor vindo de uma casa, do outro lado da cidade. Do seu lado tinha uma garota morena. Ela disse:

– Amor aonde vamos?

Ele a olhou com um olhar fuzilador e disse com raiva:

– Quantas vezes lhe pedi para não me chamar assim?

Ela olhou para o chão e lhe disse com um olhar submisso:

– Mas para onde estamos indo?

– Buscar alguns garotos para irmos atrás da Lucy.

A garota o olhou com raiva e disse em quanto batia em seu peito:

– Quem é essa Lucy?!

Ele a empurrou com força. Ela caiu no chão e ele puxou seus cabelos e disse:

– Te mantive viva por muito tempo. E bem que me falaram que foi estupides.

Ele cortou a garganta dela.