Are You Afraid Of The Dark?
4 More Than Just Friends
Notas iniciais
Eu gosti desse,assim ficou meio louco e tals. KKKK
espero que gostem e boa leitura >
– Anda Melanie! – gritei da soleira da porta.
– Já vou, tou terminando de me maquiar. – respondeu ela.
– Temos coisas mais urgentes pra tratar do que o seu rimel ok? – falei irritada.
– Ah, ok. – falou ela saindo de casa e fechando a porta atrás de si. – então, qual o plano?
Bom, pra resumir a história pra vocês, era o aniversário da Tiff, e quem lembrou? Isso mesmo, ninguém! Agora a gente tava se reunindo pra ver o que ia fazer, afinal que tipo de amigo a gente era? Puta que pariu, como eu pude esquecer isso? Eu estava me sentido péssima, afinal, ela era minha melhor amiga e eu só lembrei e consegui avisar todo mundo porque o calendário do meu celular despertou 4h da tarde com o lembrete.
– A gente vai encontrar os meninos e decidir, por enquanto a irmã dela tá mantendo ela presa em casa. – falei.
– Ok.
Começamos a andar pelas ruas de Londres a caminho da casa do Natan, o Jeremy e o Nick já estavam lá. Depois de vinte minutos de caminhada paramos na frente do portão imponente de metal azul escuro da mansão dele. Jeremy e Natan eram os riquinhos do grupo, o pai do Natan trabalhava na Microsoft, ele desenvolvia novos programas na empresa, ai já viu né... O resto da gente não era tão ruim de vida, mas também não era tão bem quanto eles.
– Entrem, — disse o Nick que veio abrir a porta. – os meninos tão lá em cima.
Nós passamos pelo Hall de entrada, a decoração da casa dele era toda em tons de preto em branco, mas a frente tinha uma escadaria de mármore preto, daquelas que dá pra subir pelos dois lados sabe?
– Aposto que eu chego lá primeiro que você. – falei olhando pra Melanie.
– Aposto que não. – disse ela devolvendo meu olhar.
Desatamos a correr pela casa, ela pegou a escada da direita e eu a da esquerda.
– Suas crianças crescidas! – gritou o Nick ainda lá de baixo quando eu já tava no meio da escada.
Corremos até quase chegar à porta do Natan que era no fim do corredor, quando a Melanie me deu um encontrão, eu a segurei e nós duas fomos parar de cara no chão dando risada.
– Ah chegaram, — disse o Natan saindo do quarto e vindo ao nosso encontro. – pensei ter ouvido gente escorregando no soalho. E a propósito, bela calcinha Mel. – falou ele fitando o meio das pernas dela, que quando caiu subiu a saia.
Depois ele nos ajudou a levantar, deu um abraço em cada uma, ganhou um tapa da Melanie com um resmungo de ‘pervertido’ e nos levou pro quarto dele.
– Nós somos uns putos. – resmunguei enquanto deitava no colo do Jeremy que tava sentado na cama enorme do Natan.
– Eu sei. – falou o Nick e todos concordaram.
– Então, a gente vai sair pra comprar alguma coisa e improvisar a festa? – perguntei. – Tipo, só pra nós seis mesmo, nada de mais.
– Aham, seria legal mas...
A frase da Mel se perdeu no ar quando ouvimos a porta do quarto se abrindo, e quem estava parada ali? A Tiffany! Todo mundo olhou atônito pra ela, se entreolhou e com uma risadinha sem graça começamos a nos mexer pra ir abraçá-la e desejar parabéns. Depois que todo mundo tinha falado com ela, nos arrastamos de novo pra cama e começamos a conversar.
– E ai, como tá se sentindo? – perguntei.
– Normal, ah sei lá. Eu não me sinto com 17 anos ainda. É estranho... – disse a Tiff e a gente riu.
– Nenhum de nós se sente com mais de 14 eu acho. – falou o Jeremy enquanto passava os dedos pelos meus cabelos que estavam embaraçados só pra variar.
– Verdade, eu ainda me sinto meio criança.
– Não só se sente, você tem cara, voz e jeito de criança Mel. — disse o Natan agora entrando no quarto. Eu nem notei que ele tinha sumido por esses minutos. – Tiffany, acho que você vai ter que vir com a gente. – falou ele se posicionando atrás dela e passando habilmente um tecido preto como uma venda sobre os olhos dela.
– Mas que porra...? – disse ela surpresa tateando pra onde ele tava.
– EI! Não espia se não perde a graça. – continuou o Natan quando ela fez menção de desatar o nó que ele tinha feito. – Você não confia na gente?
– Não! Seus ex-presidiários. – disse ela cruzando os braços e amarrando a cara.
– Mas você foi presa com a gente! – disse um Nick exasperado da ponta da cama e todo mundo caiu na gargalhada.
– Tá, vem. – disse o Natan se levantando, pegando no braço dela e a conduzindo pra fora do quarto. – Nick, desce ela ok? – falou ele pra o Nicholas só movendo os lábios pra Tiff não ouvir.
– O que você tá fazendo? – perguntei pro Nat depois de arrastar ele pro nosso lado em um sussurro.
– Levando ela pra festa oras... – respondeu ele ainda sussurrando.
– Mas que festa, caralho?
– Uma que vamos invadir uai. Um amigo me ligou me dizendo que estava tendo essa festa, é uma recepção de 15 anos, ele disse que tem tanta gente que nem vai dá pra notar seis estranhos no meio. E olha o que eu tenho... – ele falou balançando um pacotinho com pó branco diante do meu nariz.
– Onde você arranjou cocaína às 5h da tarde? — perguntou a Melanie exasperada.
– Na verdade eu arranjei ontem de madrugada, e isso não é cocaína, é MDMA.
– Nossa, grande diferença... – desdenhei quando já estávamos no meio da rua, o Nick perguntou pra onde a gente devia ir e o Natan apontou a direção pra ele.
– Cocaína é bem mais caro senhorita inteligência.
– Mas MDMA te deixa mais alucinado. – disse o Jer agora se metendo na conversa e passando o braço pelos meus ombros de modo que eu estava andando colada com ele.
– Essa é a vantagem, menos vicio, mais barato e mais alucinante. – falou o Natan dando de ombros e agora assumindo a Tiff.
Nós andamos muito até a tal festa, eu sei o que vocês tão pensando: Mas e nenhum de vocês tem um carro? E a resposta é... Não! A gente usa os carros dos nossos pais de vez em quando, mas eles disseram que só vão dar um carro se um dia nós provarmos que somos mesmo responsáveis. Ou seja, no dia de são nunca...
– Chegamos. – disse o Natan soltando o braço da Tiffany.
Olhei pra frente e era uma dessas casas de show comuns em Londres, tinha um segurança na entrada que estava toda decorada com balões rosa e prata e um tapete vermelho.
– Como vamos entrar ai? – Jeremy perguntou. – Olha o tamanho do braço desse cara, dá dois de mim!
– Claro que não é pela frente oh idiota, — respondeu o Natan. – venham comigo.
Com isso ele pegou a Tiff no colo que resmungou um pouco, mas depois aceitou e foi andando pelo lado do segurança como se nada estivesse acontecendo, nós o seguimos e conseguimos chegar na parte de trás do salão de festa, dava pra ouvir a musica estrondado até do lado de fora. Tinha uma porta de ferro enorme na nossa frente, o Nat simplesmente a empurrou e nós entramos.
– Mas como...?
– O meu amigo que me ligou que abriu ainda agora. – respondeu ele a provável pergunta do Nick dando de ombros.
– Pronto Tiff, bem-vinda a sua festa de aniversário! – Nat disse a colocando no chão e tirando a venda dos seus olhos.
– De onde vocês tiraram essa festa que, bom, obviamente... Não é minha! – disse uma Tiff com cara de ‘que porra é essa’? Olhando pra cada um de nós.
– Quem disse que não é sua? – falou o Natan cruzando os braços.
– Eu por acaso mudei de nome e ainda não fui avisada? – falou ela apontando pra uma faixa com parabéns Annie que estava em cima de palco. – Eu acho que não né?
– Tá Tiff, escuta, — disse eu me aproximando dela. – a gente teve que improvisar, ninguém lembrou do seu aniversário até 4h da tarde, não ia dar pra ter uma festa só sua a tempo. Você nos perdoa? Por favor? Nós somos uns idiotas.
– Tá, ok. Eu perdoo vocês, o importante é que tá todo mudo junto.- falou ela agora rindo. — E eu estava aqui me perguntando... Quando a gente vai parar de invadir lugares particulares?
Todo mundo caiu na gargalhada.
– Ok galera, agora se espalhem por ai. – disse o Natan e foi o que fizemos. Vi a Tiffany e o Nick indo pra algum lugar tentando conversar acima do barulho, o Natan e a Mel na direção oposta e ficamos eu e Jeremy parados no mesmo canto.
– Então... Quer dançar? – perguntou ele me estendendo a mão.
– Claro, vamos lá.
Nós fomos em direção a pista de dança que estava apinhada de adolescentes, a maioria mais nova que a gente, dançando e se pegando pra lá e pra cá. Jeremy me pegou pela cintura e me puxou pra perto ao som de Turn Me On do David Guetta. Ele começou a mexer os quadris me obrigando a seguir os seus movimentos, as luzes estavam me deixando completamente maluca, ele me virou de costas e me segurou pela barriga, eu abaixava um pouco e subia, ele encostou o nariz no meu pescoço mandando arrepios pra todo o meu corpo. Me virei de frente novamente e olhei dentro daqueles olhos castanhos, por um momento eu comecei a me aproximar sentido o cheiro da sua respiração, até que eu fui arrancada do meu devaneio de como seria bom sentir o meu corpo colado no dele por alguém que me puxou pro lado. Era o Natan.
– Ai, vamos no banheiro, rápido. – disse ele praticamente gritando pra nós dois.
Nós fomos saindo da pista em direção ao banheiro, que era totalmente iluminado e cheio de espelhos com a pia de mármore branco. Era lindo.
– Toma. – disse ele me entregando um canudinho deles de palito de pirulito sabe? E nos indicando um pedaço da pia do banheiro onde os outros três estavam reunidos com a cabeça baixa. Me aproximei, eram varias carreirinhas do pó branco que ele tinha mostrado mais cedo que estavam ali em cima da pia.
– Vamos lá Ester. – disse a Melanie se inclinando e cheirando uma das carreiras, depois se levantou e começou a rir.
– Ah foda-se. – falei e fui andando pra lá. – Você vem Jeremy?
– Claro.
Nós fomos andando lado a lado, tocamos a Mel e o Nick de lá e nos inclinamos juntos pra cheirar o MDMA. Assim que a droga passou pela minha narina esquerda eu já senti fazendo efeito. Era como se o mundo ficasse mais brilhante sabe? As luzes mais claras, as vozes mais altas, mas se você pensar no que te dá medo enquanto está usando drogas, o seu medo aumenta três vezes mais. Eu sei, já fiz o teste.
– Então, vamos voltar pra o que estávamos fazendo? – disse um Jeremy sorridente.
– Claro bem, — respondi segurando no seu braço, dando tchauzinho pra galera e voltando pra pista de dança.
A pista parecia ainda mais apinhada, os jogos de luzes piscavam em tons de verde, roxo e vermelho tão fortemente que eu estava vendo as coisas em câmera lenta, o Jeremy estava de novo com as mãos em torno da minha cintura me botando de costas pra ele e me conduzindo na dança. Parecia que nós éramos uma coisa só de tão perfeita que era a nossa sincronia, ele parou algumas vezes pra buscar bebida, então nós dançávamos e tomávamos vodka ao mesmo tempo. Eu nem tinha mais certeza de onde tava passadas uma hora, cada toque dele me dava arrepio, até que eu não pude mais resistir, virei, o encarei por cinco segundos e o beijei.
Beijar o Jer era como se uma luzinha acendesse dentro de mim. Era quente, mas ao mesmo tempo doce. Ele movia os lábios em uma sincronia tão perfeita quanto a que tínhamos dançando. Sua língua se enroscava na minha e em menos de trinta segundos e já estava arfando. Ele me pegou pela nunca e saiu me arrastando pra algum lugar ali perto, o banheiro masculino, que estava deserto. Jeremy me pegou pela cintura e me sentou em cima da pia, me recostei no espelho e ele se posicionou no meio das minhas pernas me beijando cada vez mais ferozmente, puxei ele pelos cabelos pra mais perto, como se ainda houvesse alguma distancia entre a gente naquele momento.
– Ester, eu...
– Por favor, não fala.
Então eu arranquei a sua camisa e deslizei beijando todo o seu peitoral, ele fez o mesmo com a minha blusa e foi roçando seus lábios do meu pescoço ao fim da minha barriga e depois refazendo o caminho.
– ESTER, JEREMY! CADÊ VOCÊS? – ouvi alguém gritando do lado de fora do banheiro.
– Jer... Acho que temos problemas. – falei meio zonza interrompendo o nosso beijo.
– O que?
Nesse momento a Tiff entrou no banheiro visivelmente desesperada.
– A Melanie, ela desmaiou, tipo apagou mesmo. Tá quase sem pulsação, precisamos levar ela no hospital agora!
Foi o que precisou pro Jeremy me largar, vestir a camisa, eu vestir a minha e a gente sair correndo do banheiro. A Tiffany levou a gente até a porta da entrada, a Mel estava lá, desmaiada no colo do Natan.
– Já chamei um táxi. – disse ele.
Em vinte minutos que pareceram uma vida o táxi chegou, nós nos enfiamos dentro dele e fomos a caminho do hospital.
– Como foi isso, — perguntei. – como ela desmaiou?
– Tipo, em um minuto nós estávamos conversando, tudo tava bem, no minuto seguinte ela viu alguma coisa e começou a encher muito a cara, vodka, tequila, cerveja, tudo que passava ela botava pra dentro. O resto de pó de sobrou ela cheirou quase todo, eu estava tentando impedir e perguntar o que tava acontecendo quando ela simplesmente... Desmaiou!
– Ah eu vou matar essa vadia se ela já não estiver morta. – ouvi a Tiff resmungar espremida entre a porta e o Jeremy que estava muito calado até então. Pensei no que a gente estava prestes a fazer á meia hora atrás, e em um impulso segurei a mão dele. Ele não reclamou, só apertou a minha de volta.
– Pronto, chegamos ao hospital. – disse o motorista quebrando o silencio tenso que tinha se instalado entre nós.
Nick jogou umas libras pra ele, depois nós fomos saindo ao tropeções de dentro do táxi. Iamos entrando no hall do hospital quando o Natan estacou no meio do caminho.
– O que foi? Anda.
– A bela adormecida acordou. – disse ele se virando.
Era verdade, lá estava ela olhando pra gente como se nada tivesse acontecido ainda no colo do Nat.
– Ah sua puta de beira de estrada, quer matar a gente do coração? – falei.
– Não. O que aconteceu?
– Você desmaiou lá na festa, tá se sentindo bem? – perguntou o Natan a colocando no chão.
– Tô ótima. – ela respondeu passando a mão nos cabelos. – Fora que eu não me lembro de nada a não ser... bom, eu tô bem. A gente já pode ir pra casa.
Então com vários ‘vadia louca, sua puta, mata a gente do coração e depois finge que nada aconteceu.’ Nós fomos andando pra casa. Jeremy me deu um beijo e um abraço, depois a Melanie, o Nick e a Tiff e foram andando em uma direção. Eu e o Natan fomos pra outra. Caminhamos não muito até chegar à frente da minha porta, eu já ia dar tchau quando ele me puxou.
– Posso pedir um favor?
– Claro Nat, o que?
– Posso dormir aqui hoje?
– Porque? – perguntei surpresa.
– Não quero ir pra casa, não quero ficar sozinho.
– Claro, entra. – respondi com um sorriso.
– Mãe, cheguei! – gritei pela casa, quando cheguei na sala minha mãe tava lá, usando o computador. Eram 23h da noite.
– Oi filha, oi Natan. – falou ela nos olhando. – como foi o dia?
– Até bonzinho.E o seu?
– A você sabe... Trabalho e mais trabalho. – disse ela agora voltando a atenção pra tela do computador.
– O Natan vai dormir aqui ok? Ele não tá muito bem.
– Tá, tudo bem. Boa noite pra vocês.
Então nós fomos andando até o meu quarto, chegando lá tiramos a roupa e nos metemos debaixo das cobertas, eu em cima do braço dele.
– Você lembra de alguma coisa no dia que a gente ficou? – Perguntei.
– Nada, a não ser um beijo. E você?
– Nada também.
Ficamos rindo que nem uns patetas alguns instantes.
– Eu vi o jeito que você olhou pra ela lá na festa. – falei.
– Ela quem?
– Melanie Roberts, claro, quem mais seria? Tá na sua cara que você se apaixonou por ela.
– Ok, — respondeu ele rolando os olhos e fazendo cara de exasperado. — bem na mosca. Eu estou completamente apaixonado por ela desde o dia da piscina. Mas ela não liga a mínima pra mim. E hoje eu tive tanto medo Ester, quando eu vi o que ela estava fazendo consigo mesma, e quando ela apagou parece que uma parte do meu coração ficou entorpecido e tudo o que eu sentia era que se ela morresse agora eu nunca ia poder beijá-la. — ele terminou com o tom de voz beirando o desespero.
– Mas ela ficou bem, tudo vai ficar bem. Vocês vão se acertar eu tenho certeza, você é maravilhoso Natan, ela vai querer você também. — eu disse dando um sorrisso encorajador.
Um silêncio de uns cinco minutos pairou entre a gente, eu pensando em como beijar o Jeremy era bom, 'Mas Ester, por favor, não se apaixone por ele.' -resmunguei pra mim mesma. O Nat provavelmente pensando na Melanie, e pior que os dois faziam o casal perfeito mais imperfeito de toda a história.
– Obrigado por ter me deixado ficar aqui essa noite. — disse ele quebrando o silêncio e agora sorrindo também.
– Pra isso que servem os amigos. — respondi. — Mas eu estou exausta então... Boa noite Nat.
– Boa noite Ester.
Notas finais
Obrigado a galera do Tumblr que está acompanhando ><
Bjos a todos e até o próximo (:
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