Arcanist - O Projeto

8 Capítulo 8 - Another Side


[Restaurante Midori, Subsolo. 05 de Abril de 2013, 16:21]

Faz quase um mês que tudo começou a acontecer. Desde isso, minhas férias de verão viraram aulas com o Masaki-Dono (Agora Masaki-Sensei) sobre os Arcanist, história desimportante, aulas de investigação avançada e só. Para ficar forte, decidi trabalhar como Arcanist e estou estudando para me especializar no cargo de Investigador criminal, a pessoa que opera a investigação e principal mente para solucionar o crime. Estou recebendo uma grana alta do governo, assim consigo me manter e cuidar da casa... sozinho.

(Masaki): Seu estudo está quase concluído, Yuudai-kun. Esse é o 19º dia. Como se sente?

(Yuudai): Sinto como se os 43 livros sobre investigação e os 4 sobre Arcanist que você me fez ler caíssem sobre mim ao mesmo tempo, maldito.

(Kuryuu): Isso tudo é chaaaaaato pra caralho, podiam ter feito a minha magia com tudo isso aí incluso.

(Yuudai): VOCÊ NEM PRECISA ESTAR AQUI!

Masaki estrala uma risada extremamente alta e continua.

(Masaki): ......Entendo, Yuudai-kun, mas saiba que Yukihana está tão esforçada quanto você. Eu diria que vocês dois estão quase prontos.

[Restaurante Midori, Subsolo. 08 de Abril de 2013, 14:00]

Masaki nos chama para as salas de reunião mais uma vez. Pensamos que iria ser mais um dia maçante lendo sobre como os Arcanist trabalham pela 13ª vez. Mas dessa vez era diferente.

(Masaki): Ok, seguinte. Eu diria que essas olheiras nas caras de vocês indicam que vocês já sabem tudo o que tem que saber. Então, vamos à próxima etapa.

Antes que ele continuasse, Yukihana-Chan deu um grito de alegria.

(Masaki): SILÊNCIO! Continuando, agora a nossa equipe vai pegar uns casos leves pra pegar experiência, e dependendo de como vão se sair em alguns, começarei a dar alguns casos melhores.

(Yuudai): Ei, velho. E como você consegue esses casos?

(Masaki): Seguinte, agora que vocês concluíram os estudos básicos, eu obtive a nossa influência. Significa que agora, eu, como chefe da equipe Arcanist, decido os casos que irão para a polícia e os casos que virão pra gente aqui.

(Yukihana): Yuudai-kun, o que ele quis dizer com estudos "BÁSICOS"? 'º.º

(Masaki): DEIXA EU TERMINAR! Pois bem, vocês vão resolver alguns crimes rápidos, como roubo de lojas ou de carros, venda de drogas nos bairros da periferia e talvez capturar alguns traficantes e afins, talvez uns casos de desaparecimento...

(Yuudai): ... Crimes rápidos...

(Masaki): Exato, por acaso quer assassinato em massa seu desgraçado? Enfim, vou passar os casos, um por vez, pra vocês, através desse comunicador, assim que mandarem eles pra cá.

Então, ele nos deu uma peça preta, de couro, com um brasão policial. Ao que parece, servia tanto como identificador quanto para rádio, e também para acessar o subsolo do restaurante sem a permissão interna dele.

[Casa de Hitori Yuudai, Sala de estar. 12 de Abril de 2013, 02:30 da madrugada.]

Acabei de chegar em casa depois de solucionar um caso de roubo de jóias do quarto de uma madame velha. Consegui provar rapidamente, após as digitais localizadas por Yukihana-chan, que, assim como nos clichês, o mordomo era o culpado. Isso não importa, eu só preciso dormir um pouco.

(Yukihana): Yuudai-san, vou usar seu quarto de hóspedes hoje. Estou com preguiça de andar daqui até a minha casa.

(Yuudai): ... Tudo bem, embora você possa falar pro velho mandar o carro. Só é a terceira vez essa semana, relaxa.

[Casa de Hitori Yuudai, quarto. 12 de Abril de 2013, 7:35 da manhã.]
Eu não tinha nem dormido direito e o comunicador toca novamente pra mim, e pelo barulho, pra Yukihana também. O que aquele velho doente queria dessa vez?

(Yuudai): SEU VELHO MALUCO! EU QUASE NÃO DORMI! O que você precisa agora? Café?

(Masaki): Para de reclamar e venha ao restaurante agora.

(Yuudai): VOCÊ TÁ FICANDO MALUCO, SEU FILHA DA PUTA? SÃO 7 E...

Ele desligou. Ok, então tá.

Parece que Yukihana-chan já estava acordada. Quando eu desci à cozinha, ela estava tirando o café da manhã da geladeira e jogando tudo no microondas.

(Yuudai): Acordou bem rápido. Ele ligou pra você também?

(Yukihana): Sim, mas eu nem dormi.

(Yuudai): ...Vocês são todos uns malucos e ponto. Enfim, vamos.

Quando chegamos, o Masaki estava com uma papelada gigantesca em cima da mesa.

(Masaki): Seguinte, apareceu um caso urgente ontem à noite. Os investigadores de Tokio vieram e não acharam nada, então eles imploraram a nossa ajuda.

(Yuudai): Então finalmente um caso foda. Do que se trata?

(Masaki): Então. Vocês preparem-se que a coisa vai ficar BEM foda mesmo. O caso é o seguinte. Parece que ontem, mais ou menos no fim da tarde, duas crianças sumiram de seus quartos. O mais velho, de 11 anos, e a mais nova, de 8. Ambos estavam em seus quartos e a tia estava em casa.

(Yuudai): Tia?

(Masaki): Pelo que consta nos relatos, é a única parente das crianças. Continuando; nem os vizinhos ou a tia ouviram nada. A cena do crime permanece intocada, pois a polícia não encontrou uma única prova na primeira investigação ao local. Quando fiquei sabendo, pedi pra mandar vocês.

(Yuudai): Então passa o endereço, a gente vê isso aí.

(Masaki): Bom, o problema já começa aí. Pra começar, é em outra cidade, em Okinawa, então vamos ter que esperar uns minutos pelo transporte e para confirmar um hotel. Além disso, tenho uma novidade.

(Yuudai): Novidade. Aí tem coisa.

(Yukihana): E vindo do velho, não pode ser coisa boa.

(Masaki): ACHA QUE EU SÓ FAÇO MERDA? Enfim, o comando mandou uma coisa pra gente. Parece que um rapaz da Itália, que tem família no Japão, estará se unindo a nós a partir de agora. Mas não teremos tempo pra formalidades, já que ele irá ingressar a vocês pra resolver esse caso.

(Yukihana): Mas que notícia boa, então o comando oficializou a gente. Mas como a gente vai encontrar ele?

(Masaki): Então, ele vai entrar em contato com vocês perto do lugar da missão. Foi só isso que chegou aqui.

(Yukihana): Ah, ótimo. Além de tudo, vai dar trabalho.

[Cidade de Nishihara, Província de Okinawa. Há 2 quadras da cena do crime. 12 de Abril de 2013, 15:10]

(Yuudai): Bom, se o GPS do velho estiver certo, é naquela rua ali.

(Yukihana): Engraçado. É um bairro bom. Tem muitas casas, bastante gente e é relativamente movimentado. Como aconteceria pra alguém levar duas crianças e não ser visto?

(Yuudai): Sim, eu também estou pensando nisso. Mas tem outra coisa que me incomoda. Duas crianças, nenhum barulho ou reação, embora estivessem dentro de casa. Nem mesmo a outra pessoa da casa ouviu algo.

(Yukihana): Te faz desconfiar da familiar deles?

(Yuudai): Não, isso seria muito lógico para nem os investigadores de Okinawa inteira não acharem nada. É algo... estranho. Parece que não é...

Nesse momento, eu senti um movimento atrás de mim, como se sentisse a aproximação de algo. Como que por instinto, eu me virei, já ativando minha form.

Meus instintos não estavam errados. Havia uma pessoa, já muito próxima de mim, aplicando um golpe com uma arma grande, aqual empunhava com ambas as mãos, algo como um machado. Mas a sua lâmina pegava fogo. Um fogo intenso. Por reação, eu usei aquilo que eu havia treinado como um meio de defesa.

(Yuudai): HAKAI!!!!!!!!!!

E disparei. Meu Hakai se chocou contra a lâmina do machado, muito próximo a mim, e jogou ambos, eu e aquela pessoa, para trás.

(Kuryuu): Invocação assim de repente?! Mas que merda foi isso agora????

(Pessoa atrás da nuvem de fumaça) Então, você é realmente forte. É o Mago das Trevas, do qual todos estão falando por aí. Conseguiu defender habilmente meu golpe. Não foi forte, mas te mataria.

(Yuudai): QUEM DIABOS É VOCÊ? E o que foi isso aqui agora???

(Oro): Prazer. Sou seu novo colega. Do Arcanist Italiano, Fiammata Oro. Prazer em conheçê-los.


–-----

(Scchinfler): Como está o serviço naquele lugar?

(Pessoa misteriosa): Não é fácil conseguir esses materiais. Por mais que o número de casos tenha batido o recorde nos últimos meses.

(Scchinfler): Entendo... (Será por causa do poder DELE?)

–-----


Fiquei surpreso no primeiro momento, que tipo de louco desferia um golpe em alguém desprevenido, ainda mais no meio da rua, em público? Vi que Yukihana ainda estava meio em choque, então continuei.

Reparei no rapaz. Era mais alto que eu, aparentava ser forte. Tinha um rosto tipicamente europeu e um cabelo longo, mais espetado, bem vermelho. Usava o terno Arcanist e o broche Verde-esmeralda em detalhe, que deveria simbolizar a Itália. Na mão direita, empunhava um machado de duas lâminas, de um metal brilhante, o qual o comprimento do cabo era apenas um pouco menor que sua própria altura.

(Yuudai): Hitori Yuudai, Arcanist do Japão. Seja bem vindo.

(Oro): E me desculpe por isso, temos costume de testar a força dos companheiros lá na Itália.

(Kuryuu): ... esse cara me dá medo... º''

(Yuudai): Entendo. Não se preocupe, esses caras daqui são meio loucos também.

(Oro): QUEM É QUE VOCÊ TÁ CHAMANDO DE LOUCO, OH... Enfim. Vamos ao caso. Já recebi as informações durante o vôo pra cá. Duas crianças, sem testemunhas, e essas coisas, certo?

Então, chegamos à cena do crime. O chefe de polícia local, senhor Tanaka, nos informou que alguns policiais já estão esperando ordens. Pedi para que, primeiro, afastassem qualquer pessoa de pelo menos 300 metros daquele lugar. Depois, que deixassem apenas 2 policiais perto da casa. Precisávamos manter precaução, já que não somos conhecidos pelos civis por razões óbvias.

(Yukihana): Certo, vou fazer uma vistoria nos quartos lá em cima. Fiammata-San, qual sua especialidade?

(Oro): Eu analiso provas em laboratório, mas posso fazer isso na hora também. Estou com meus materiais aqui. Aliás, pra constar, minha Form é O Machado El Knight, e elemento fogo, como já deve ter visto.

(Yukihana): ...ele fala bastante, não?

(Kuryuu): ...também acho. Esse cara é meio... chato.

(Yukihana): Olha quem tá falando... E quando foi que você brotou aqui?

(Yuudai): ... Então podemos nos virar. Eu já pedi pra, por enquanto, segurarem aqui por perto a dona da casa. O nome dela é Masara, tem 31 anos e é realmente a única familiar dos desaparecidos.

Depois de um tempo, nos reunimos para discutir o que tínhamos até agora. Yukihana havia checado cada canto do quarto a encontrado pouca coisa relevante. Fiammata não havia encontrado sequer uma digital que não pertencesse aos moradores da casa ou pessoas próximas, como vizinhos que costumavam frequentar o lugar. Seria algum vizinho suspeito? Dificilmente. Todos tinham família, filhos e emprego.

(Yuudai): Eu falei com a tal Masara-San, pessoalmente. Ela realmente não percebeu nada. Eu refiz os passos dela em um período de uma hora e meia antes e 40 minutos depois de perceber o desaparecimento. Eu concluí algo aqui.

(Oro): Conte-nos então.

(Yuudai): Eu já concluí como tudo aconteceu.

(Oro): (Nossa, só cercando a casa e conversando. Que foda.)

(Yuudai): Eu consegui concluir o seguinte: Enquanto Masara estava trabalhando no serviço de casa, na cozinha, a pessoa estava do lado de fora, observando. Então, aconteceu em um momento.Foi no instante que ela saiu para retirar o lixo. Foi mais ou menos entre as 17:20 e 17:35. Nesse momento, ele se aproveitou da porta aberta e invadiu. Agora começa a parte estranha.

(Yukihana): Como assim?

(Yuudai): Segundo o relato de Masara, depois que ela voltou, ela trancou as portas, pois não iria mais sair. Como sempre, guardou as chaves em seu bolso e continuou. 10 minutos depois, a menina mais nova, Yumi, desceu de seu quarto e pegou algo para comer. Então ela disse à tia que o mais velho, Isuke, estava quieto de uns minutos até aquele momento, e que devia estar dormindo. Isso me levou a concluir o momento da entrada do Homem. E que, assim que entrou, teria "silenciado" o garoto sem fazer barulho, e depois, quando a menor saíra do quarto, ele invadiu o quarto dela. Se tivesse feito o mesmo que no outro quarto, ela iria fazer barulho, já que o garoto estava jogando no computador e usando um headset. Então, depois disso, o Homem levou ambos, sem fazer barulho ou tocar em nada, e não saiu pela porta da frente.

(Oro): Mas isso não faria sentido... Como um homem sozinho levaria duas crianças inconscientes? Além disso, só tem duas portas aqui, a da frente, trancada, e a dos fundos, onde Masara-san estava.

(Yuudai): Exato. Ou seja, ele não saiu por nenhuma das duas portas convencionais. O que me leva a concluir uma coisa.

... O sequestrador das duas crianças não é um humano normal... É um criminoso Arcanist.