Arcanist - O Projeto
9 Capítulo 9 - Another Side II
(Oro): Levando isso em consideração... faz sentido.
(Yuudai): Então, iremos mudar o rumo da investigação. Agora, qualquer coisa fora do normal pode ser considerado prova. Vamos rever todos os cômodos e paredes desse lugar. Nesse momento, eu tenho certeza que a suposta rota que eu imaginei é certa, então vamos priorizar isso.
(Yukihana): Certo. Eu vou subir até os quartos mais uma vez e pensar.
(Oro): Vou ver se acho digitais nessa rota.
(Yuudai): Certo, eu vou sentar aqui e pensar um pouco.
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(Pessoa 1): Como estão os materiais?
(Pessoa 2): Já estão guardados nas caixas lá em cima.
(Pessoa 1): Então, eu vou precisar de umas 16 horas pra conseguir desembarcar. Enquanto isso, não levante suspeitas. Você tem certeza que não sobrou nenhuma prova, certo?
(Pessoa 2): ...Acho que sim.
(Pessoa 1): Tenha certeza.
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Passaram-se 45 minutos. O primeiro a descer foi o Fiammata.
(Oro): Eu revi tudo lá em cima. Não tem nenhuma marca ou digital. Mas tem algo que me incomoda mais.
(Yuudai): Não tem marcas de pés, certo?
(Oro): Exato. Eu imaginei que como a pessoa usa magia arcana, ele poderia, de algum jeito, não tocar no chão. Você imaginou isso?
(Yuudai): Na verdade não. Mas eu pensei que, como o piso lá em cima é de madeira, não teria jeito de alguém andar sem ouvir. Eu estou quase concluindo com certeza o que aconteceu.
(Yukihana): Yuudai! Eu tirei uma conclusão.
(Yuudai): Conseguiu achar algo?
(Yukihana): Sim. Eu concluí que os dois não foram alvos aleatórios. A pessoa já estava os caçando ha alguns dias. Primeiro, se fosse um sequestro simples, alguém já teria se comunicado. E depois, eu achei algumas coisas interessantes.
Então, ela espalhou alguns papéis pela mesa. A princípio, era apenas alguns papéis aleatórios.
(Yukihana): Pois bem. Esses são alguns anúncios que estavam na gaveta. No começo eu ignorei, mas agora, eu comecei a prestar atenção e vi um padrão. Todos são anúncios de lojas que vendem doces, comida, roupas, brinquedos e coisas assim. Então, eu comecei a listar os endereços e comparar no mapa. Todos os endereços levam a lugares no mesmo quarteirão, próximo ao Porto da cidade. 4 lojas coincidiram no mesmo lugar. Todas lanchonetes, mas cada uma com um nome. As outras 4 lojas eram vizinhas a esse lugar central.
(Oro): E as lojas realmente existem?
(Yukihana): Eu tentei checar isso também. Todas essas lojas já existiram, mas... Há um mês, toda foram compradas pela mesma empresa. Agora todo o quarteirão é um barracão usado para estocar mercadorias. O que me incomoda é que todos esses anúncios foram recebidos depois disso. Por sorte, a menina anotou as datas do recebimento de tudo.
(Yuudai): Estranho. Porque ela faria isso?
Nesse momento, alguém abre a porta em um baque, chamando a atenção de todos.
(Masara): Talvez eu possa explicar.
(Oro): Masara-san! Ahn... não acabamos ainda, a senhora não deveria estar aqui.
(Masara): Desculpe, eu queria saber algo das crianças. Mas isso é irônico. Talvez eu possa ajudar. Yumi-chan sempre teve algum tipo de intuição, às vezes ela anotava coisas, ela sempre foi muito esperta. Há alguns dias atrás, ela recebeu esse anúncio de brinquedos, Isuke-kun disse que a levava, mas surpreendentemente ela disse não querer ir. Disse que algo dizia a ela que não iria ser bom ir até lá. Então, achamos que ela achava que não iria encontrar algo que quisesse ou só não queria andar até lá. Mas, ao invés de jogar fora, ela estava guardando tudo e anotando o dia em que chegava. Isuke estranhou, mas eu não liguei. Isuke parecia perturbado nos último dias e... Será que eles estão bem? Eles não estariam...
(Oro): Acalme-se, Masara-san, está tudo bem com eles. (Se vira para os outros) Eu já imagino o que está acontecendo.
(Yuudai): Você também pensou que devíamos averiguar esse lugar, certo? Então, vamos. Rápido.
(Yukihina): Masara-san, já terminamos tudo aqui. A cena do crime está liberada, já pode ficar por aqui mesmo. Tranque as portas e tome cuidado.
No caminho pra lá, eu comecei a pensar. Sim, aquele podia ser o lugar aonde as crianças estavam. Era bem provável. Mas porque o criminoso deixaria para trás uma prova tão importante como a sua localização? Será que, com pressa, ele não percebeu? Provavelmente. Ele executou a ação em poucos minutos. Eu ainda achava que havia algo errado nessa história. Havia algo que eu não havia pensado?
(Yukihina): Eu sei o que está pensando, Yuudai. Algo também me incomoda, algo não encaixa. Mas eu acho que...
Nesse momento, meu celular toca.
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(Policial 1): Por quanto tempo temos que ficar de patrulha perto dessa casa?
(Policial 2): Não sei. Pelo menos até aqueles pirralhos estranhos voltarem aqui, certo?
(Policial 1): Acho que sim. Eles saíram há poucos minutos. Bom, vou ali naquele beco descarregar.
O policial percebe que havia um outro beco perpendicular ligado a aquele. Era um lugar melhor para fazer aquilo. Então, ao virar, ele vê algo qu o deixa paralisado. Era o seu outro companheiro, no chão, ensanguentado.
Uma sombra aparece atrás do policial. Enquanto isso, a central tenta falar algo no rádio. Eles não obtêm resposta.
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(Yuudai): Alô? Ah, olá, Masara-san.
(Masara): Yuudai! Eu encontrei uma coisa. Havia uma mensagem de Isuke, estava no meio das roupas sujas dele. É sobre o homem que estava seguindo eles, escute. Aqui diz: "Caso encontre isso, significa que esse homem me pegou. Eu consegu me esquivar como pude, mas ele está me olhando. Por algum motivo, ele quer a mim. Esse homem é estranho, não é comum. Eu já o vi. Em um momento ele está lá, e em um instante ele não está mais por perto. Eu percebi algumas coisas que estivemos recebendo. Ele vai nos pegar e..."
Nesse momento, a ligação caiu sem algum motivo.
(Yuudai): Droga. Deve ter dado problema na chamada.
Chegamos ao porto. Havia algumas lojas, realmente. Pelo menos uns 40 barcos estavam no lugar, alguns navios grandes também estavam ancorados. Chegamos ao endereço que constava nos anúncios.Nada. Não havia nada lá. Nem mesmo uma caixa. Uma pessoa. Parecia muito abandonado. Como se ninguém tivesse entrado ali há semanas. Ou seja, estávamos no zero.
(Oro): Yuudai-san. Vamos voltar, algo me preocupa. Como se estivéssemos caindo em uma armadilha.
(Yukihana): Não! Yuudai-san, nós definitivamente caímos na armadilha de vir nesse barracão! Seja lá o que for, não há nada aqui! O que foi isso que a Masara-san disse agora mesmo? Precisamos voltar. Algo me preocupa.
Estávamos chegando. Já corríamos de volta, esperando que algo não tivesse acontecido.
(Oro): Esse pressentimento está me alertando. Definitivamente, algo não está bem.
Quando chegamos lá, a viatura do local estava vazia.
(Yukihana): Estou sentindo um cheiro estranho. Argh! Que cheiro ruim é esse?
(Oro): Ah, também estou sentindo.
(Yukihana): Está vindo daquele beco ali.
(Yuudai): O que diabos está acontecendo aqui? Bom. Fiammata, vá ali averiguar o beco. Yukihana-chan, vamos ver se está tudo bem na casa.
Eram uns 50 metros que distanciavam o beco e a viatura da casa. Estávamos chegando na casa e escutamos um grito leve de susto. Então, Fiammata sai do beco.
(Oro): PESSOAL! É UM PROBLEMA DE MÁXIMO RISCO! OS DOIS POLICIAIS ESTÃO ALI, ELES ESTÃO...
Enquanto olhávamos para ele, fomos jogados para o lado por um baque. Uma explosão?
Então, olhamos para trás. A casa daquela família... estava em chamas.
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