Arcana Girls Witchery

2 A magia é revelada: A transformação de Safira


Notas iniciais
O segundo capítulo chegooou eeeee, demorou, mas está aqui, espero que gostei porque me deu uns bloqueios durante algumas partes, mas terminei. PS: Na parte da loja ouça ouvido a música (The Good Life da Hannah Montana o Filme) eu fiz inspirado naquela cena, mas se não quiserem não precisam (só uma sugestão)... Agradecimentos no final :D

P.O.V. Safira Trevizan

E mais uma vez a manhã na Ilha Esmeralda chegava, o Sol nascia no Leste da ilha radiante e quente aquecendo todos que acordavam. Hoje é o meu aniversário de 16 anos, então eu e meus amigos vamos comemorar em algum lugar, espero que seja um dia muito alegre.

— Safira! Hey Safira acorda, já amanheceu, vamos, vamos — Emilly me chamou enquanto cutucava meu corpo tentando me acordar.

— An? O que foi? — perguntei com uma voz de sono, esfregando meus olhos.

— Vamos acorde, temos muito que fazer hoje.

Eu ainda estava com muito sono, afinal, na noite passada ficámos até tarde conversando e assistindo filme.

— Ah não, eu não quero sair da cama hoje. — disse colocando a cabeça no travesseiro, voltando a dormir.

— Safira Trevizan! Levante dessa cama agora, se não eu vou pegar um balde d’ água e tacar em você — Emilly gritou comigo se enfurecendo e me ameaçando.

— Ok, ok, já estou de pé está vendo, pronto, feliz? — me sentei na cama.

É claro que eu não ia desobedecer ela, mesmo sendo fofa e adorável, Emilly escondia um lado obscuro que poucos conheciam e se ela diz que vai fazer uma coisa, não duvide, porque ela vai fazer.

— Sim, estou muito satisfeita, agora vá tomar banho, enquanto eu vou escolhendo a sua roupa. Vai, vai.

— Ok, ok! — levantei da cama e fui com muita preguiça para o banheiro.

(...)

— Estou pronta. — saí do banheiro de tolha e pulando toda sorridente.

— Que bom que se animou, escolhi sua roupa preferida, vá se vestir logo. — ela disse fazendo um gesto com a mão.

— Obrigada. — peguei o vestido da mão dela e fui me trocar.

Entrei no banheiro, fechei a porta e deixei a toalha cair, peguei o vestido olhei para ele e observei como sempre todos os detalhes; coloquei um sutiã e logo depois o vesti ajustando a parte de baixo; peguei o cintinho que veio junto a ele e coloquei na cintura, acho que aquilo é o charme dele. Peguei uma fita roxa e amarrei o meu cabelo, eu não gostava muito de maquiagem apenas passei um lápis e logo saí do banheiro.

— Agora sim estou realmente pronta. — saí do banheiro dando um pulo para fora. — Oh! Yuta-chan você já chegou. — disse surpresa olhando para ele.

— Sim, acabei de chegar. Agora que você esta pronta podemos ir? — ele perguntou levantando-se da cama.

— Sim, vamos.

(...)

— Thomas? — eu disse entrando no quarto dele.

— Sim?

— Está pronto?

— Sim! — ele disse terminando de passar o perfume.

— Então vamos.

(...)

— Snif!

— Safira não precisa ficar triste, tem várias roupas aqui, vamos escolher outra. — meu irmão disse me consolando.

— Não e não! Eu que quero aquele conjunto — gritei no meio do shopping.

— Mas aqui não tem, vamos. Eu compro qualquer outra coisa.

— Qualquer outra coisa? — perguntei parando de chorar e voltando meu olhar para ele.

— Sim, qualquer outra coisa.

— Isso. — comemorei levantando e sorrindo.

(...)

— Ai como esse é lindo. E esse. E esse. Ai são todos lindos.

— Safira, olha esse. — Emilly me mostra um vestido.

— Maravilhoso. – peguei o vestido e fui experimentar.

— Isso vai demorar. — Thomas diz sentando no sofá da loja.

— Muito. — Yuta faz o mesmo.

— Como eu fiquei? — perguntei para Emilly saindo do provador.

— Perfeito, agora experimente esse.

— Já volto.

— Emilly, traz mais alguns. — disse jogando as roupas para fora do provador.

— Estão a caminho.

E ali fiquei junto com Emilly, experimentado várias e várias roupas, meu irmão e o Yuta já estava cansado de esperar, mas não demorou muito e logo já fomos pagar.

— O quê?! — Thomas grita. — R$200 só em roupas, um dia você vai me falir Safira Trevizan.

Eu sorri e logo disse:

— Você é o melhor irmão do mundo inteiro, te amo.

P.O.V. Thomas Trevizan

Eu adorava a ver sorrindo e feliz o tempo todo, aquilo me deixava muito feliz, mesmo ela me irritando na maior parte do tempo, eu não consiga ficar bravo com ela, não conseguia dizer não para ela, mesmo isso sendo errado eu gostava de ser o “melhor irmão do mundo”.

— Ok. Agora que já compramos umas 500 roupas, vamos comer? Eu reservei uma mesa num restaurante aqui perto, vamos lá.

— Sim. — e mais uma vez aquele sorriso gratificante se formou no rosto dela.

P.O.V. Safira Trevizan

— Hmm! Isso ta uma delícia. — disse com a boca cheia de comida.

— Verdade. — Yuta concordou com a boca cheia também.

— Credo como vocês são nojentos, não sabe engolir antes de... — Emilly é interrompida pelo seu próprio arroto.

Eu e Yuta não parávamos de rir, a cena foi hilária.

— Desculpa. — Emilly disse.

— Tudo bem. — eu disse segurando a risada.

— Parem de rir de mim. — Emilly gritou brava.

— Emilly não ligue para eles, isso é normal, todo mundo... — meu irmão também é interrompido pelo seu arroto.

E mais uma vez eu e Yuta voltamos a rir.

— Vocês formam um belo casal. — disse rindo muito.

— Parem de rir. — Thomas gritou levantando da mesa.

Aquilo não foi eficaz, só fez eu e Yuta continuar a rir mais e mais. Porém uma pessoa me chamou a atenção, o que me fez parar de rir, e desviar todo meu olhar para ele, sim ele, naquele momento Christian tinha entrado no mesmo restaurante que nós nos encontrávamos, eu congelei e meu olhar se direcionou para ele, apenas para ele, não conseguia pensar em mais nada, apenas nele.

— Safira? Safira? — Thomas tenta chamar minha atenção estalando os dedos na minha frente.

— O que? — perguntei confusa.

— Você parou de rir de repente e ficou com cara de quem viu um fantasma. — Emilly me respondeu.

— Que? Não, eu não fiz isso — tentei mudar a situação.

— Fez sim.

— Fiz não.

— Fez sim.

— Fiz não.

— Você quer sair na briga? — Emilly disse levantando da cadeira.

— Vem, se você for Emilly suficiente. — levantei e a encarei.

— Yuta. — Christian chegou acenando para Yuta.

Aquela voz passou pelos meus ouvidos e mais uma vez eu congelei e fiquei sem reação.

— Christian, o que faz por aqui? — Yuta pergunta.

— Eu vim comemorar o aniversário da minha irmã.

— Oh! — Yuta se surpreendeu. — Nós também estamos aqui para comemorar o aniversário de uma pessoa.

— Oh! De quem? — Christian perguntou desviando o olhar dele para a mesa em que estávamos.

— Da Safira — Yuta apontou para mim. — Safira? Safira? Cadê você Safira? — Yuta disse.

— Ela acabou de sair correndo para o banheiro — Thomas responde a Yuta.

(...)

— Ele está lá ainda? — pergunto para Emilly.

— Sim, está conversando com o Yuta e com seu irmão.

— O que? — grito surpresa. — O que eles estão falando?

— Não sei né, eles... —Emilly é interrompida por uma mulher que quer passar.

— Com licença.

— Toda.

— O que eles estão falando, fala! — continuei a pergunta.

— Não sei, não dá para ouvir daqui. Ai, ele saiu de lá, vamos voltar.

— Tá.

(...)

— Nossa que demora no banheiro. — Yuta resmunga.

— Nós somos mulheres, é claro que demoramos no banheiro, maquiagem, cabelo, roupa, tudo tem que ser retocado — Emilly diz voltando para a mesa.

— Cadê a Safira? — Thomas pergunta olhando para o banheiro.

— Uê! Ela estava atrás de mim. — Emilly o responde voltando seu olhar para o banheiro. — Ai essa garota, eu vou bater muito nela, Safira! — Emilly levanta da mesa indo até o banheiro.

— Eu estou nervosa não posso sair agora, espero que Emilly não tenha... — sou interrompida pelo barulho de portas sendo chutadas.

— Safira! Cadê você garota, se eu te encontrar eu vou puxar você pelos seus cabelos. — Emilly diz gritando e chutando as portas do banheiro.

— Estou aqui. — digo saindo do banheiro, de onde estava.

— Que bom que você saiu, não quero usar violência logo no seu aniversário. Agora vamos voltar para a mesa.

— Sim senhora!

(...)

— Estão de volta. — Yuta comenta, sorrindo.

— Não, estou no banheiro ainda. — Emilly diz dando um corte nele.

— Ah! Como essa menina é mal educada.

Eu ainda estava nervosa, então eu sentei na minha cadeira e fiquei quietinha para ninguém perceber a minha presença, mas isso não foi muito eficaz.

— Moça traga o bolo, por favor — meu irmão disse.

— Bolo? Que bolo? — perguntei espantada.

— O bolo para cantar parabéns. — ele me respondeu.

— Como assim parabéns? Aqui? Alto? Para todo mundo ouvir? — perguntei cada vez mais espantada. “Por que ele está fazendo isso comigo?” — pensei.

— Sim, para quê tantas perguntas? — disse. — Obrigado. — Thomas pegou o bolo da mão da moça, agradeceu e logo o colocou na mesa.

— Thomas, irmão, querido que eu amo. — dei um sorriso meio falso. — Não precisa de tudo isso, apenas vamos... —fui interrompida pela canção de parabéns.

“Parabéns pra você

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida”

— E os parabéns? — Yuta grita fazendo todo mundo começar tudo de novo.

“Parabéns pra você

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida”

— Chega, chega, vamos cortar o bolo e sair daqui logo. — eu disse ficando com muita vergonha da situação.

— Ok! Ok! Vamos cortá-lo, quer dizer corte-o. — Yuta disse.

— Safira?

E mais uma vez aquela voz passou pelos meus ouvidos, mas desta vez eram diretamente para mim, não podia sair correndo para o banheiro, muito menos, congelar, a única opção era o responder.

— Eu? — disse confusa e meio boba. “Ah como ele é lindo”—pensei.

— Parabéns. — ele me parabenizou.

— Obrigada... — disse envergonhada com a cabeça olhando para o chão.

— Bom vamos comer. — Emilly interrompe o momento. — Estou com fome e esse bolo parece apetitoso.

A situação foi meio vergonhosa, mas logo passou, comemos o bolo e fomos embora, passamos no boliche e na patinação no gelo, tirei fotos de todos os momentos para guardar no meu diário. Eu, Emilly e Yuta, fomos à cabine de fotos, tiramos várias e várias fotos e logo depois fui eu e meu irmão. A tarde foi passada e a noite foi chegando, dizendo que era hora de irmos embora.

— Ah! Já está de noite, bom já é hora de irmos. — eu disse.

— Sim, meus pais já devem estar preocupados. — Emilly disse.

— Bom, então vamos deixar o Yuta na casa dele, depois a Emilly e por último eu e você. — meu irmão disse me abraçando.

— Aham! — concordei.

Então, lá fomos nós levar aqueles dois para casa, no caminho nós rimos muito como sempre. Primeiro deixamos o Yuta, os pais dele me parabenizaram e a mãe dele me deu uma pulseira, eu agradeci e fomos embora logo para levar Emilly, no caminho eu levei um susto por causa de uma barata que passou na nossa frente, Emilly e o Thomas riram muito, mas no final era apenas uma folha, chegamos na casa da Emilly e a deixamos lá, os pais dela também me parabenizaram e também me deram um presente, dessa vez um colar. Eu agradeci e lá foi eu e Thomas para a nossa casa.

P.O.V. Rainha Minerva

Já se fazia horas desde que a maldição foi quebrada, eu já estava ficando agoniada de não fazer nada, eu precisava de alguma forma ir até a Terra e matar aquela maldita princesa.

— Ah! Eu estou ficando entediada, já descobriram como ir até a Terra? — perguntei deitando no meu trono.

— Sim, minha Rainha. — um dos capangas me respondeu.

— Então me mostre.

— Mas tem um porém.

— Porém? Como assim, porém? Eu não trabalho com dúvidas. — me irritei apertando a garganta do servo.

— Mamãe, deixa ele se explicar, a senhora está muito nervosa. — meu filho disse entrando no hall do castelo.

— Você tem cinco minutos para se explicar. — disse soltando ele no chão.

— O portal ainda está instável e existe uma magia muito forte impedindo a nossa passagem.

— Maldita Lucy, ela planejou tudo antes de se morrer e aquelas Witches a ajudaram. Agora eu estou presa aqui, sem poder me vingar dessa maldita criança infeliz. — gritei, conjurando uma esfera de energia das trevas que acertou no servo e o matou.

— Mamãe, mamãe! Não se preocupe deixe tudo comigo que eu irei resolver.

— Parece que você tem um plano. E já que você está pedindo para deixar tudo com você, irei deixar apenas não me decepcione.

P.O.V. Safira Trevizan

— Como a lua está linda, a brisa agradável e o tempo bom, eu poderia ficar aqui a noite toda, olhando para esse céu. — disse sentando na fonte da praça.

— Poderia, mas já esta ficando tarde e a senhorita precisa dormir, vamos.

— A não! Vamos ficar só mais um pouco. — disse sorrindo.

— Porque eu nunca consigo resistir a esse sorriso? — Thomas disse sentando ao meu lado.

— São nessas horas, que eu fico pensando em nossos pais verdadeiros, em como eles são? Como eles estão agora? Se estão felizes ou tristes? Se arrependem-se de ter deixado a gente? Eu penso em tudo isso, mas nunca encontro uma resposta, espero que um dia tudo isso se esclareça. — disse meio pensativa e triste.

— Um dia. Todas as suas duvidas serão esclarecidas, mas esse dia não é hoje, então vamos porque já está ficando tarde. — ele disse levantando e me puxando pela a mão.

— Ok! — eu disse levantado.

A rua estava calma, tudo estava em completo silêncio, como de costume na Ilha à noite, o brilho da lua iluminava a rua junto com os postes, as luzes de algumas casas já estavam apagadas e, apenas nós estamos ali caminhando até em casa, porém o silêncio nunca é para sempre e logo ele iria acabar.

— Safira? — uma voz que eu nunca tinha ouvido me chamou.

— Sim, sou eu. — eu respondo olhando para trás. — Quem é você? — pergunto.

— A pessoa que veio te matar. Tormento vacuum.

— Safira! — meu irmão grita me jogando para o chão.

— Errei. — o homem diz. — Mas agora eu acertarei tormento vacuum! — e mais uma vez ele diz as mesmas palavras apontando aquele objeto para a gente.

— Safira! — meu irmão entra na minha frente me protegendo.

— Thomas, o que está acontecendo? Quem é você? — eu pergunto desesperada, segurando meu irmão nos braços.

— Safira, tome, pegue isso — meu irmão tira um objeto do bolso dele.

— O que é isso? O que está acontecendo? Quem é esse ser? — eu pergunto ficando cada vez mais e mais desesperada.

— Rápido pegue isso, é uma varinha, ela vai te dar os poderes para derrotar esse bruxo — ele me entrega a varinha.

— Bruxo como assim? O que está acontecendo Thomas? Por que ele está atrás de mim? — eu continuo perguntando.

— Você é uma Witchery, satisfeita? Agora diga, MAGIA ARCANA! TRANSFORMAÇÃO.

— O que é uma Witchery? — perguntei confusa e desesperada.

— Resumindo você é uma bruxa e tem que derrotar esse cara agora, se não ele irá te matar.

Eu levantei, apertei o objeto que meu irmão tinha me dado. Eu confiava nele e tinha certeza que nada daquilo era um sonho e que precisava fazer o que ele estava me pedindo, eu olhei para frente e vi que aquele homem estava se preparando para atacar novamente, eu fechei meus olhos, respirei, e disse aquelas palavras.

“MAGIA ARCANA! TRANSFORMAÇÃO”.

Depois de falar aquelas palavras uma luz me envolveu, meu corpo ficou quente, o poder que estava dentro de mim desabrochou me trazendo confiança, para que eu pudesse me salvar e salvar meu irmão.

— Ela conseguiu. — meu irmão disse depois à luz que me envolvia sumiu.

— Uau! — me surpreendi. — O que é isso? Esse poder que está correndo nas minhas veias? Isso é ser uma bruxa? — perguntei para mim mesma enquanto ia olhando a minha vestimenta.

— Agora que seu poder foi liberado, está na hora de usá-lo — Thomas disse sorrindo.

— E como eu o uso? — perguntei curiosa.

— É... É... Eu não sei. — Thomas disse perdido.

— Como assim você não sabe? Isso não vem com um manual de instruções? — perguntei furiosa.

— Não, não vem.

— Já que eu não posso usar magia ainda, vamos ver se as minhas aulas de kung fu valeram a pena. — disse estralando os dedos e partindo para cima do inimigo, que não foi uma boa ideia, porque a minha vestimenta era um pouco maior que eu e isso me fez tropeçar e cair no chão. — Ai, ai! Isso doeu! — exclamei. — Essa roupa é muito grande, não tem outra não? — perguntei olhando para Thomas.

— Não, não tem Safira. — ele disse.

— Tormento vacuum.

— Cuidado. — Thomas gritou.

— Ah! — gritei desviando do ataque e caindo mais uma vez no chão. — Ah! Essa roupa é muito grande.

— Tormento vacuum.

— Safira desvia. — Thomas gritou mais uma vez.

— Ah! Pare de me atacar, estamos tentando conversar aqui. — disse brigando com o homem. — Thomas! Não tem algum feitiço que mude essa roupa?

— Sim tem. — o rapaz me respondeu.

— Me fale, por favor! — implorei para ele.

— Diga: Fashion! Make Up! E pense numa roupa. — o inimigo disse me ajudando.

— Obrigada! Obrigada! — agradeci toda contente. — Mas por que você está me ajudando?

— Porque pelo menos você pode lutar contra mim e tentar me vencer, te bater sem você ao menos reagir não vai ter graça. — ele me respondeu.

“Aquele cara é realmente perigoso, eu tenho que tomar cuidado com ele.” — pensei. — Bom, vamos lá! — gritei animada. — FASHION MAKE UP!

E mais uma vez aquela luz me envolveu, eu tinha que pensar numa roupa e a única que me veio na cabeça foi aquele conjunto que eu tanto queria e logo que eu abri os olhos lá estava o conjunto no meu corpo.

— Incrível! Incrível! Incrível! — gritei toda contente admirando a roupa. — Eu disse que esse conjunto iria ficar uma maravilha em mim.

— Agora que você já esta com uma roupa melhor, vá lutar! — Thomas gritou comigo.

— OK! — disse partindo para cima do inimigo. — Yah! — tentei dar um soco nele, mas ele desviou. — Você não vai fugir. — disse agarrando o braço dele e o jogando no chão.

— Maldita, tormento...

— Não dessa vez. — o agarrei pelo braço e joguei longe.

— Que força incrível. — meu irmão disse surpreso.

— Eu disse que as aulas de Kung Fu iriam dar certo.

— Sua maldita, você vai me pagar. — gritou o adversário. — Maximum Tormento Vacuum.

—Safira. — Thomas gritou.

Não deu tempo de desviar, quando eu olhei já era tarde de mais, a única coisa que eu senti naquele momento foi dor, uma dor insuportável, era como se os meus ossos estivessem quebrando todos ao mesmo tempo.

— Ah! — gritei de dor sendo empurrada para trás por causa do ataque.

— Agora é minha vez, sua criança maldita. — ele disse me chutando.

A dor do ataque foi passageira, mas os chutes que ele me dava eram piores do que tudo, um atrás do outro sem parar, a dor ia aumentando a única coisa que eu conseguia ouvir era os meus gritos de dor, que aumentava a cada chute que ele me dava.

— Você vai morrer sua desgraçada. — ele disse continuando com os chutes. — Irei te matar com minhas próprias mãos. — disse me agarrando pelo cabelo e me levantando. — Sua insolente. — me socou na barriga.

P.O.V. Thomas Trevizan

“Safira” — pensei.

Eu não podia a ver apanhando mais, eu tinha que fazer alguma coisa, eu tinha que proteger ela, eu tinha que tirar ela daquela situação.

“Você consegue oppa” — a voz dela veio em minha cabeça. “Você é o melhor irmão do mundo” — mais uma vez. “Nunca desista de seus sonhos”.

Todos os nossos momentos foram passando em minha cabeça, o que me deu forças para ajuda-la.

— Pare aí mesmo. — eu gritei tirando a minha varinha do bolso.

Ele parou de bater nela, à jogou no chão, o que me deixou muito mais furioso e foi naquele momento que eu preparei para atacá-lo.

— Nunca, — o ataquei. — Mais. — continuei o ataque. — Toque. — mais uma vez. — Na. — continuei. — Minha. — mais uma vez. — Irmã! — gritei me preparando para o último ataque. — Obstupe. — conjurei o feitiço que o paralisou. — Safira agora é com você. — gritei para ela termina.

— OK.

P.O.V. Safira Trevizan

Ele parou os ataques com o grito do meu irmão e me soltou no chão, eu caí sem conseguir me mover, porém as palavras de Thomas me deu força para acabar com ele.

— Você. — apontei para ele. — Eu nunca irei te perdoar. — gritei. — Ventum Bóreas.

Aquelas palavras vieram na minha cabeça e eu apenas as repeti em voz alta, aquilo fez com que um vento estrondoso acertasse o inimigo o derrubando no chão.

— Ela conseguiu. — meu irmão disse.

O ataque me deixou muito cansada me fazendo ir para o chão sem ao menos reagir.

— Safira. — meu irmão gritou me pegando no colo. — Você conseguiu, mas ainda não acabou. — ele disse.

— Como assim? — perguntei cansada e cheia dor.

— Isso não vai ser o suficiente para me derrotar. — o adversário disse, levantando com a mão na barriga tentando tampar o sangramento. — Eu ainda não...

— Tormento vacuum — conjurei o feitiço com as forças que me restavam.

O ataque acertou onde estava sangrando e aquilo foi forte o suficiente para matá-lo.

— Agora sim acabou. — eu disse sorrindo para meu irmão e desmaiando.

— Sim, por hoje acabou, Safira.

P.O.V. Príncipe das Trevas Brayner

— Maldita! — gritei socando a mesa. —Humanos inúteis, nem com magia eles conseguem fazer alguma coisa. Mas tudo bem, ela acabou de despertar os seus poderes, ainda não sabe muita coisa, na próxima vez eu consigo. — disse sorrindo olhando para o espelho que mostrava Safira no outro mundo.

— Sabia que você iria fracassar. — minha irmã disse entrando no meu quarto.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei.

— Não esqueça que o irmão dela com apenas seis anos já sabia fazer alquimia e conjurar feitiços de nível A, ele é o problema, ele vai ensinar tudo para ela. — ela me respondeu dando as informações sobreo irmão da Safira.

— Muito obrigado pela informação, mas ele não vai ser um incômodo. Eu darei um jeito nela sem precisar da sua ajuda ou sem que ele me atrapalhe.

— Eu tenho certeza que vai. — ela disse saindo.

— Sim eu irei e na próxima vez eu te matarei, princesa. — disse sorrindo.

Notas finais
Muito obrigado por terem lido, espero que tenham gostado, e irei dar o meu melhor para continuar e trazer mais de tudo isso para vocês... Agradeço ao meu revisor Gustavo Santana por ter me ajudado em tudo desde a me corrigir até a mudar coisas que precisavam e opinar para poder ficar bom o capítulo. E a minha beta do "http://www.perfectdesign-pd.com";; MAYA, que graças a betagem dela e dicas eu tive coragem de postar. Muito obrigado e até a próxima :D Twitter: https://twitter.com/ValterTrevizan P.S.: Sobre a luta, espero que tenham gostado, escrever uma luta não é facíl.