Aquilo que o Mar uniu
24 Enxaqueca
Notas iniciais
Naquela manhã, Paula não acordou disposta. Sua cabeça doía como se estivesse sido sopesa e depois largada no chão. Era algo que acontecia com pouca frequência, mas que nas poucas vezes a deixava de cama.
Aster entrou no quarto em silêncio, repousou uma bandeja com comida em uma mesa e depois se sentou na cama em que ela estava recostada em algumas almofadas. Ela sorriu, seus olhos fechados em apenas duas frestas minúsculas, e ele se aproximou. Passou um de seus braços pelos ombros dela e ela deitou a cabeça em seu peito.
— Não precisa ficar aqui. Aproveite Argon, sei que Sebasthian te chamou para treinarem. — Ela mesma não acreditava que estava dizendo aquilo. Aster soltou uma risada-disfarçada-de-tosse e beijou o topo da cabeça dela.
— Argon pode esperar. Bast também — Paula ignorou o apelido. Aster conhecia os príncipes desde criança, era compreensível. — Agora eu vou cuidar da minha noiva.
— Repete? — Ela pediu, erguendo o olhar ainda fechado. Ele riu com carinho e beijou-lhe delicadamente a ponta o nariz.
— O que? Minha noiva? Eu repito quantas vezes você quiser. Minha noiva. Meu amor — Ele sorriu e a cada fala dava-lhe um rápido beijo. Ela começou a rir e o abraçou forte.
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