Aquilo que o Mar uniu
25 Festival mortuário
Notas iniciais
Com o Memorial Branco finalmente erguido, houve também uma linda cerimônia que encaminharia as almas dos mortos para seu lugar de origem.
Dylan estava lá, cansado. Quem conseguia vê-lo, o que significa a Irmandade, Eulëyn e seu filho, estranhava. Dylan nunca parecia cansado. Ao ser questionado por Aster, ele apenas apontou com a cabeça para a pilha á sua frente.
A pilha de mortalhas.
Cada mortalha representava um morto, e foi cuidadosamente feita pelos familiares. No fim da tarde, cada família empilhou uma mortalha em cima da outra, inclusive Paula e Aster, que representavam a família de Kóri.
Com a pilha montada, e já com a lua alta no céu, cada morador do reino ergueu uma pequena tocha. O reino silenciou, nem mesmo os animais faziam barulho. Tharin deu um passo á frente e acendeu com sua tocha a pilha. Os moradores ergueram mais alto ainda suas tochas.
A fogueira queimou durante toda a noite. O céu ameaçou chover, mas por sorte ou obra das entidades dos quatro elementos, nem uma única gota caiu. No meio do dia seguinte, o fogo começou a apagar. Poucas pessoas permaneceram ali durante todo o tempo, mas um espírito não deixou o local.
Dylan
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