Aquilo que o Mar uniu
21 Argon
Notas iniciais
O barco que levou a irmandade, os protetores, Eulëyn e Tharin para Argon saiu tarde. Paula nunca estivera no reino vizinho, e estava realmente animada com a viagem.
O castelo era feito de mármore branco e possuía enormes vitrais que brilhavam conforme a luz solar. O rei e a rainha esperavam eles nas escadarias. Paula teria feito reverência se não fosse a presença de Dylan nos jardins. Todos –até os reis, que não o conheciam — se viraram para ele, mas o espírito apenas deu de ombros, sorriu e sumiu no ar.
Os dias passaram tranquilos. O clima era lá quente e úmido, e o príncipe e as princesas eram extremamente gentis enquanto seus pais estavam em reuniões. Aster não parava muito tempo quieto, e todos exceto sua namorada sabiam o porquê.
Voltaram a ver Dylan apenas quatro dias depois. Ele segurava uma menininha nos braços, e ela segurava uma rosa muito vermelha. Paula suspirou, e Aster abraçou seus ombros. Dylan olhou para os dois, sumiu e depois retornou em questão de segundos. Já não estava mais com a criança. Olhou para o casal e, antes de se aproximar, disse em uma voz inaudível:
— Essa enleada ainda vai muito longe
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