Aquilo que o Mar uniu
22 Kon
Notas iniciais
— Não vou deixar você sair andando por ai com esses rebotalhos. Não senhora! — Dylan se colocou na frente da porta do quarto onde Paula estava e impediu que ela saísse. A sereia suspirou e se jogou de costas na cama, tapando o rosto com as mãos.
— Não fala assim da minha roupa, mensageiro — Ela pediu, mas sabia que de certo modo ele estava certo.
Dylan sorriu e estalou os dedos. Paula sentiu a roupa mudar em volta de si e já se preparava para xingar o mensageiro de morte, pois estava certa de que ele havia colocado nela algum tipo de vestido rendado, mas ao levantar se deu conta que estava na verdade com uma blusa branca de mangas compridas, calça social preta e bota marrom. Ergueu uma sobrancelha para o amigo.
— Aster não falou o que vocês vão fazer? — Ele perguntou. Ela havia recebido o convite logo de manhã. — Vão cavalgar até Kon, a aldeia mais próxima.
Paula e Aster cavalgaram até a aldeia quando já era noite. Havia uma festa dos aldeões, com uma pequena feira ao lado e uma grande fogueira. As outras irmãs de Paula também estavam lá, sentadas em tocos de árvores e conversando alegremente.
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