Notas iniciais
Mais um pra vocês! Espero que gostem! Boa leitura!!

Sabe aquele momento em que você sonha com algum barulho da vida real que está te incomodando naquele instante? Como quando seu despertador toca e ao invés de você acordar, acaba sonhando com aquele som. Pois então, estava tendo um sonho muito estranho, onde minha mãe não parava de me gritar, gritava meu nome o tempo todo e por qualquer coisa, estava começando a me incomodar quando finalmente acordei e me dei conta de que minha mãe estivera me chamando por um bom tempo, e nada de eu acordar.

— ELOISA!! – Minha mãe estava entrando no meu quarto e me olhava com uma carranca horrível.

— O que foi, mãe? Por que está com essa cara? – Ainda estava completamente sonolenta, demorei uns bons minutos pra despertar um pouco minha cabeça.

— Menina, você sabe que horas são? O que pensa que está fazendo nessa cama ainda? – Levantei a cabeça e olhei para o relógio que ficava ao lado da minha cama. Marcava 06:30. Finalmente caiu a ficha.

— MÃE DO CÉU! ESTOU MUITO ATRASADA! – Dei um pulo da cama e fui correndo tomar um banho de 5min, talvez tenha sido até 3. Tinha que estar na escola as 07:00hrs, e iria andando ainda. Acho que estava com a cabeça tão nas nuvens ontem que esqueci de ligar meu despertador, me atrasar justo no primeiro dia de aula não é uma coisa muito legal, ainda tinha que olhar em que sala tinha caído.

Terminei meu banho, peguei meu uniforme e coloquei, joguei tudo o que tinha comprado de material dentro da mochila, não estava com tempo de separar nada. Passei a mão no cabelo pra dar uma alinhada nele e passei na cozinha pra pegar um pão pra ir comendo no caminho.

— Não quer ligar para o seu irmão pra ver se ele te leva hoje? – Perguntou minha mãe da cozinha.

— Não tenho tempo, tenho que sair agora, tchau mãe.

— Cadê o meu beijo?

— Mãe! Não dá tempo!!

— Dá sim, senhora! – Disse ela. Não há o que faça ela deixar eu sair de casa sem antes dar um beijo nela. Voltei até a cozinha, dei um beijo em seu rosto e saí.

Corri muito, muito mesmo, o dia estava razoavelmente quente, o que significa que em poucos minutos já começaria a transpirar. Minha escola não era tão longe de casa, mas isso não importava porque eu estava atrasada de qualquer forma. Enquanto eu corria as pessoas olhavam na minha direção, algo normal, as pessoas não podem ver nada fora do comum que já param para olhar. Não me distrai apenas continuei indo na direção da escola.

Cansada, exausta na verdade, finalmente cheguei. Passei pelo enorme portão da escola, aquele prédio enorme bege de três andares estava bem a minha frente. Era uma escola muito bonita, grande e espaçosa. Era antiga mas estava muito bem conservada, tinha corredores grandes e largos. Tinha uma piscina para as aulas de natação, quadra de vôlei e basquete, um pequeno campo para futebol e um espaço para a prática de atletismo usado nas aulas de educação física. Era uma escola realmente boa e bem estruturada.

Depois do portão, fui até o mural do lado de fora da escola para ver em que sala eu estava. Terceiro andar, terceiro ano, série C. Estava tão atrasada que nem parei pra ver se Marie e Ethan estavam junto comigo, apenas corri pra dentro da escola, subi as escadas e disparei pelo corredor. Não tinha ninguém mais nos corredores nem do lado de fora, o que visivelmente significava que estava realmente atrasada. Minha sala era uma das últimas do terceiro andar, fui caminhando rápido até ela e entrei. Assim que entrei tropecei bem perto da porta, me apoiei na parede e reparei que meus cadarços estavam desamarrados, me abaixei pra poder amarra-los.

— Está atrasada. Logo no primeiro dia, sente-se no seu lugar. – Ouvi o professor falar, algo me incomodou muito quando ele falou, mas afastei esse sentimento, estive tendo muitas impressões nestes últimos dias, comecei a dizer a mim mesma que era besteira. Mas não era.

— Desculpa professor, já estou indo me sem... – Levantei o rosto para olha-lo e paralisei, dei um ligeiro impulso para trás, nada saia da minha boca. Olhei em seus olhos, ele me observava também. Neste momento, tudo o que tinha visto e pensando esses dias voltou a minha cabeça em uma fração de segundos. O colchão no quarto da hospedaria, o violão encostado embaixo da janela, a voz que falava com meu irmão, a moto que foi embora no dia em que vi a hospedaria pela primeira vez; lembrei também da moto que vi vindo na minha direção quando fui visitar meu irmão pela segunda vez na hospedaria. Lembrei também de coisas mais antigas, de quando ainda tinha meus 12 ou 13 anos de idade. Não era paranoia minha, todas as sensações que tinha tido nos últimos dias estavam sendo explicadas neste momento. Renan, ele realmente havia voltado. Destino ou azar?

Tudo isso durou apenas uns cinco segundos, no máximo, logo em seguida meus pensamentos foram atrapalhados pela voz de Marie no canto da sala ao lado da janela.

— Elô! Venha logo, guardei o seu lugar. – Ela falava com a voz animada. Ainda estava meio atordoada, mas levantei minha cabeça e segui na direção de Marie. Pude ver alguns outros rostos conhecidos e vi que minha sala pouco havia mudado, éramos praticamente a mesma sala do ano passado. Ethan estava sentado logo atrás de uma carteira vazia no canto da janela, atrás de onde seria meu lugar. Passei por Renan, e fui para o meu lugar. Ele não disse nada, talvez nem tivesse me reconhecido, até porque eu estava muito diferente desde a última vez que ele havia me visto.

Sentei no meu lugar logo atrás de Marie, ela me deu um sorriso bem caloroso, tentei retribuir mas tenho certeza de que foi um sorriso bem amarelo.

Certo, talvez esteja na hora de eu lhes explicar quem é o Renan, e porque ele é tão importante nesta história e para mim também. Renan estudou com meu irmão por todos os seus anos escolares, estiveram sempre juntos, desde seus sete anos de idade. Mas eu mesma o conheci quando tinha meus 10 anos de idade. Ele era uma pessoa super inteligente, descontraída, tocava violão muito bem. Apesar de ser quatro ano mais velho que eu, nunca me tratou com condescendência, sempre foi muito gentil e amigável comigo. Ele era uma pessoa diferente. A primeira vista ele parece ser sério, mas eu o conheço, sei como ele pode ser divertido e gentil. Percebi que tinha sentimentos a mais por ele quando fiz 12 anos, nessa época entendi que para mim, ele era mais que apenas amigo do meu irmão, mais do que um segundo irmão mais velho e mais que um amigo. Foi nessa época que tentei ficar mais próxima ainda dele, e fazer com que ele percebesse o que eu sentia. Mas não consegui, afinal eu era só uma criança, ele tinha coisas muito mais importante para se preocupar, e eu era apenas uma garotinha insegura. Fiquei arrasada quando soube que ele faria faculdade em outra cidade, nesse tempo ele simplesmente sumiu, não tive notícias dele. Esse foi um breve resumo sobre ele, mas no decorrer da história você saberá mais. Pode parecer insignificante para você as coisas que falei do Renan agora, foram coisas bem simples, mas realmente não há muito o que falar, basta dizer que sinto algo por ele. Quando se tem 12 para 13 anos, muitas coisas mexem com você, muitas coisas que ficam guardadas no seu coração por um bom tempo, como músicas, amizades, brigas, objetos e pessoas. Aí você me pergunta: “Eloisa como não reconheceu ele aquela vez na hospedaria e quando passou de moto?”. Simples, tentei esses anos apagar a presença dele, esquecer sua voz, seu sorriso e suas brincadeiras. Tinha certeza que não o veria novamente então que sentido fazia guardar tudo isso dentro de mim ainda? Pelo menos para mim, isso parecia idiotice.

Ele começou a falar lá na frente, fez a chamada da sala, quando disse meu nome não houve nenhuma mudança em sua voz. Deixei claro para mim mesma que ele apenas não se lembrava de mim e, se esse era o caso, preferia que continuasse assim.

— Muito bem, prestem atenção. – Ele começou a dizer. – O diretor da escola disse para todos os alunos descerem para o auditório, tem alguns recados que precisam ser passados para vocês. Então em ordem, desçam todos. – Depois de dizer isso sentou em sua mesa e começou a folhear alguns papeis.

Era sempre assim todo início de ano, o recado que o diretor dava era mais para os novatos do primeiro ano, afinal, esse colégio era apenas para o ensino médio, então todo ano tinha alunos novos que precisavam conhecer todas as regras. Ainda, sim, todos descemos para o pátio. Marie, Ethan e eu fomos os últimos a sair, já que estávamos no lado oposto da porta. Reparei que tinha esquecido o celular na mochila e voltei para busca-lo, enquanto Marie me esperava na porta. Remexi a mochila até encontra-lo e, finalmente saí para me juntar a Marie.

— Você cresceu bastante. – Ouvi alguém dizer atrás de mim, virei para olhar e não havia mais ninguém na sala a não ser o Renan, mas ele continuava sentado em sua mesa, com os olhos fixos em alguns papeis que organizava. Virei de costas e apenas respondi:

— Achei que não se lembrasse. – Não esperei resposta, apenas saí da sala e corri para encontrar Marie que já estava na metade do corredor, devia ter achado que eu estava logo atrás.

Uma pequena parte de mim quis voltar para ver se ele tinha algo a mais para dizer, já a outra parte, simplesmente queria manter distância. Sabe, é realmente difícil de acreditar que isso está acontecendo.

Todos descemos para o auditório, que na verdade era a quadra interna organizada para acomodar os alunos. Era uma quadra bem grande com o chão feito de madeira polida, era a quadra de basquete e de vôlei e tinha um palco ao fundo dela.

Grudei ao lado de Marie e seguimos juntas até aquela monte de cadeiras para nos sentarmos. Avistamos Ethan, que era alto, sentado em meio a um amontoado de gente, seguimos até onde ele estava e nos sentamos em duas cadeiras vazias que tinha atrás da fileira dele.

— Acho um desperdício nós termos de descer aqui também todos os anos, já sabemos de todas as regras e eventos da escola. – Disse Marie ao meu lado.

— Eu não me importo. – Respondeu Ethan. – Contanto que eu possa ficar fora da sala.

— Por isso você é burro, continue matando aula pra ver como vai ser o seu desespero no fim desse ano. – Disse Marie.

— Não sou burro, só tenho preguiça, é cansativo ter que ficar assistindo aulas complicadas todos os dias, fazer lições, se preocupar com trabalhos e ter que lidar com alunos idiotas.

— Você é um idiota que só quer saber de jogar futebol e nós te aturamos por esses três anos. – Disse Marie revirando os olhos.

— Bom, sou capitão do time de futebol por alguma razão né. E sabe por que vocês me aguentam? Porque não tem como não me amar. – Rebateu Ethan com um sorriso divertido no rosto, logo em seguida se virou e começou a conversar com uma garota que estava ao seu lado.

— Eu juro que um dia bato nele, muito. – Disse Marie com uma pequena carranca. – Não sei como você consegue ser tão paciente com ele. – Disse virando-se para mim. Sinceramente, não estava prestando atenção alguma ao que ela dizia.

— Desculpa, o que disse? – Perguntei.

— O que está acontecendo com você? Está estranha desde que che... – Marie foi interrompida pelo som alto do microfone, o diretor então começou a dar todo o seu discurso de boas-vindas. E, como eu disse, começou a dizer tudo aquilo que já sabíamos. Comentou das equipes esportivas, de como se inscrever para fazer parte de uma, dos campeonatos, eventos da escola; comentou sobre os uniformes, que os alunos deveriam usa-los todos os dias. Deu um recado para as turmas do terceiro ano sobre estudos, dedicação e todas essas coisas. Sinceramente, não prestei realmente atenção em tudo, minha cabeça ainda se preocupava com outra coisa e meus olhos passavam de rosto em rosto pela multidão a procura de uma certa pessoa.

Sabe, ele estava diferente. Não muito, mas estava. Havia engordado um pouco, estava mais alto e, bem, já não tinha mais aquele rosto de aluno do colegial, tinha as expressões um pouco mais cansadas, como as do meu irmão. Fora isso, ainda era ele, totalmente, nem se eu quisesse muito conseguiria colocar na minha cabeça que era outra pessoa.

— ...sa!! Eloisa!! – Tomei um susto com Ethan me chamando, olhei em volta e todos praticamente já estavam fora do auditório voltando para suas salas. – Caramba, o que deu em você? Estou te chamando faz um bom tempo, parece que estava em outro mundo.

— Ah, desculpa Ethan, estou um pouco perdida hoje. Já estou indo para a sala. – Não queria ir.

— Você está se sentindo bem? Quer descansar antes de voltar à sala? – Perguntou ele olhando bem nos meus olhos.

— Não se preocupe, estou bem, de verdade. Vamos indo. – Puxei ele pelo braço e, depois de hesitar um pouco, ele me seguiu.

Voltamos todos para nossas salas e nos sentamos. Nosso professor já estava de volta também e começou a se apresentar, já que era novo na escola.

— Muito bem, meu nome é Renan e sou o professor de História de vocês a partir de hoje. Não sou tão mais velho que vocês mas tenho idade o suficiente para ser um professor, então primeira coisa: Gosto da amizade entre professor e aluno, mas tudo tem um limite, portanto exijo respeito. Segunda coisa: Serei o professor orientador de vocês, ou seja, sou eu quem vai incentivar vocês a terem um foco pro seu futuro assim que saírem da escola. Terceiro: Serei rigoroso em relação ao comportamento de vocês, quero compromisso e não serei bonzinho com suas notas.

Não pude deixar de escapar uma pequena risada, abafei ela rapidamente com a mão, não foi alta mas foi o suficiente para atrair atenção do professor. Renan olhou para mim, seu rosto estava sério, mas eu o conhecia, então pude ver em seus olhos uma leve diversão, não estava realmente sério.

— Entenderam? – Perguntou ele, os olhos percorrendo rosto por rosto na sala, não sei se foi impressão minha, mas ele demorou um pouco mais ao olhar para mim. Todos os alunos concordaram, satisfeito, ele se virou e começou a anotar na lousa alguns tópicos sobre o que iríamos estudar naquele primeiro bimestre.

Acho que como vocês sabem, as estudantes não podem ver um professor mais jovem que já pregam os olhos nele. Não foi diferente com Renan, logo que ele se virou para a lousa as conversinhas baixas começaram, risinhos baixos foram sendo ouvidos e por aí vai. Estava me irritando.

— O que achou dele? – Me perguntou Marie virando para trás.

— Bom, achei engraçado. Mas isso não vem ao caso, preciso conversar com você depois das aulas.

— Isso tem a ver com você estar com a cabeça totalmente em outro lugar?

— Talvez. Na verdade tem, tudo a ver. – Eu disse com um pequeno sorriso, Marie assentiu com a cabeça e virou para a frente novamente.

De alguma forma, era realmente engraçado ver o Renan como um professor, sério e impondo certa autoridade, ele nunca havia feito isso antes, pelo menos não perto de mim. Apenas uma coisa havia me preocupado, quando ele comentou sobre seu relacionamento com os alunos. Eu sabia que aquilo era algo que todo professor novo na escola dizia, era como algo que fazia parte de um certo “roteiro”, mas não pude deixar de pensar que, de alguma forma, aquilo foi mais direcionado a mim. É bem provável que seja somente impressão minha, mas ainda assim, não deixei de ficar incomodada.

As aulas foram passando, recebemos algum conteúdo de uma matéria ou outra, mas nada de mais, primeiro dia sempre foi mais tranquilo, os próximos é que seriam um problema. Só o que estava me desanimando era ter que ir trabalhar ainda, não estava com cabeça pra isso. Mas o tempo não parou, pelo contrário, passou bem rápido e logo já estávamos indo embora.

— Elo! Vamos dar uma volta e ir para algum lugar? – Me perguntou Ethan.

— Desculpa, mas vou trabalhar depois que sair daqui, não aguento mais isso!!

— Por que não sai logo desse emprego? Não está te ajudando em nada, nem tem tempo para nós mais. – Reclamou Marie.

— Ah, não fala assim também, faço o possível. Mas daqui a pouco as coisas vão mudar, só esperem um pouco, sério. – Marie apenas fez um bico fingido pra mim, depois me deu um abraço e foi embora. Ela era sempre assim, quando ficava brava com alguma coisa não falava nada, mas continuava a tratar a pessoa como sempre, nunca vi sentido nisso.

— Sabe, é nosso último ano juntos, quero que passe mais tempo com a gente. Podemos fazer várias coisas legais juntos. – Disse Ethan.

— Você podiam trabalhar comigo, aí voltaríamos para casa todos cheirando a peixe! – Eu disse.

— Credo, também não é assim né. – Ele disse com um sorriso. – Tenho que ir agora, a gente se vê amanhã. – Fez um leve carinho na minha cabeça e saiu.

Ethan tinha um sorriso realmente bonito. Como eu disse, era uma pessoa meio complicada de se entender. Mas era um amigo maravilhoso, não trocaria por ninguém.

Olhei para a saída da escola, respirei fundo e tomei coragem para ir para aquela loja fedorenta, ao invés de ir me divertir com meus amigos.

— Não é muito educado rir de um professor novo no seu primeiro dia de aula. Ainda mais alguém que chegou atrasada. – Meu corpo deu uma leve paralisada, mas retomei a compostura e me virei, ficando cara a cara com Renan, depois de quatro anos.

— É uma certa nova mania sua falar assim aleatoriamente? – Respondi com um pequeno sorriso.

— Bem, pode-se dizer que sim. Uma nova habilidade que adquiri na universidade. – Disse ele fazendo pose como se fosse algo realmente admirável.

— Que faculdade admirável, me passe o nome que quero ir para lá agora! – Ele soltou uma pequena risada, é clichê demais dizer isso, mas meu coração deu uma palpitada.

— Você mudou, muito, mas ao mesmo tempo não mudou nada. – Disse ainda sorrindo.

— Vou tomar isso como um elogio. – Respondi fazendo uma reverência. – Não esperava vê-lo de novo. – Essa última frase acabou saindo sem querer, ele pareceu um pouco surpreso.

— Bom, sinceramente, não pensei que fosse voltar. Quem diria. – Ele disse e seus olhos vagaram para algum lugar qualquer.

— Pensei que não tivesse lembrado de mim. – Eu disse, um pouco por impulso e um pouco para não deixar o assunto morrer.

— Como não lembraria? – Ele disse olhando fixamente para mim. – Você esteve presente em uma boa parte da minha vida, mesmo que quisesse não poderia esquecer. – Ele deu um sorriso, daqueles que se dá a uma criança para deixa-la satisfeita. Realmente fiquei satisfeita.

— Conto com você a partir de hoje, professor. – Eu disse com um tom de zombaria.

— Não se atrase para as aulas, não vou dar mole para você. – Ele disse sério, mas ainda sim com aquele olhar divertido. Ele retomou seu caminho e eu segui para o meu trabalho.

Notas finais
Comentem, deem sua opinião, favoritem etc hahaha' Gosto de saber a opinião de vocês! Até o próximo capítulo!!