Aquele Amigo
4 Aquele Que Se Arrepende
Notas iniciais
hohoho'
e outra... está pequeno DDD: gomen leitores... gomen mesmo u.u
BEEEEEEEEEEM... a fic já está chegando ao seu fim u.u e acho que esse é o penúltimo capitulo... hm... é sim ^^
enfim... APROVEITEM!
Kissus :*
Mesmo estando exausto, eu não consegui adormecer. Meu corpo doía demais para isso, e então a única alternativa que encontrei foi a de tentar me levantar, tomar um banho e voltar para o meu quarto.
Lentamente e com todo o cuidado eu fui me arrastando até a beirada da cama, onde puis os pés para fora e os apoiei no chão. Ao erguer meu corpo, senti minhas pernas fraquejarem de uma forma que me fez cair. Sem descartar a dor que senti no traseiro ao me chocar contra o chão. Novamente me levantei, com sucesso... Peguei minhas roupas e caminhei até o banheiro, apoiando-me nos móveis e nas paredes para poder chegar até lá.
Tranquei a porta e liguei o chuveiro. Não via à hora de entrar naquela água, de limpar meu corpo, de me livrar dos vestígios daquela triste lembrança. Senti então a forte ducha atingindo minhas meus ombros levemente apoiados na fria parede de azulejos brancos. Era minimamente reconfortante, tanto que deixei me desfazer em lágrimas novamente. Lágrimas revoltadas.
Após lavar-me completamente, me sequei com uma toalha que tinha dependurada no box. Vesti minhas roupas e sai daquele banheiro, rumando a porta do quarto para sair dele também. Mas antes eu encarei bem aquele loiro adormecido ali, totalmente calmo, satisfeito... Era de certo modo, muito, muito decepcionante.
Fui até o meu quarto, tomando todos os devidos cuidados para que ninguém me visse naquela situação. Eu ainda estava andando apoiado nas paredes, pois a dor era muito grande. Então, após uma luta para caminhar, cheguei a minha porta, a abri, entrei, tranquei-a para que ninguém entrasse e me visse daquele jeito, e despenquei em minha cama.
Despenquei de todos os modos, e novamente desmanchei-me em lágrimas. Doía, tanto por fora quanto por dentro. Eu tinha sido estuprado pelo meu praticamente amigo de infância, e meu único e verdadeiro amigo havia me traído, deixando-me naquelas péssimas condições. O que eu tenho mesmo a fazer é somente chorar.
E nada mais.
Pov Matt
Após Roger me dar o sermão mais comprido da minha vida, dizendo que não queria me ver comprando e incentivando os outros do orfanato a terem o mesmo habito do fumo... Não tinha nada mais a dizer, mas na verdade quem tinha vendido os tais cigarros para os outros garotos era Mello e sua busca desenfreada por dinheiro.
Roger me liberou do confinamento de sua tediosa sala, e eu já estava esperando pelo pior enquanto caminhava em passos realmente apressados pelos corredores. Cheguei em frente a porta do meu quarto, e a abri lentamente.
- Droga. – Sussurrei ao ver Mello deitado em sua cama desarrumada, coberto por um lençol, adormecido. Pela situação do quarto, deduzi exatamente o que tinha acontecido. – Droga, droga, droga! – Saí em disparada pelo corredor a fora, indo parar em frente à porta do Near, onde percebi estar fechada.
Bati insistentemente na madeira, na esperança de que ele a abrisse. Mas nada. Nenhum sinal de Near...
- Abra Near! Por favor, abra! – Eu sabia que ele estava ali, não existe nenhuma possibilidade de que esteja em outro lugar, pois algo extremamente ruim lhe aconteceu, e seu único abrigo é o dormitório onde tem privacidade. – Anda Near! Abra! – Continuei a bater, e definitivamente não pararia até que ele a abrisse.
Depois de mais ou menos 10 minutos batendo naquela porta, eu não estava nem perto de desistir, mas ele havia desistido. A porta lentamente foi aberta, e eu o vi pela pequena fenda. Ele parecia péssimo, não que as outras pessoas o vissem sempre com saúde, talvez para elas, ele até esteja normal, mas para mim, não poderia estar pior.
- Near... – Sussurrei abalado ao vê-lo naquelas situações. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. Lágrimas. Sua roupa estava desalinhada e sua postura levemente abalada. – Near... Eu. – Ele fitou meus olhos, e eu não poderia deduzir outra coisa ao seu respeito: Ele estava muito, muito decepcionado comigo.
Acho que decepção é um pouco leve, então, acredito que ele estava com ódio de mim. Sim, é a palavra certa.
- Vá embora, não há nada pra você fazer aqui. – Falou num tom de desdém.
- Near, por favor, me escuta... – Segurei a porta antes que ele a fechasse. – Por favor. –
Ele então a abriu completamente, dando espaço para que eu entrasse. Near não é do tipo que faz as coisas sem pensar, e provavelmente gostaria de ouvir a minha explicação. Eu sei que os meus motivos não justificam o que lhe aconteceu, mas eu não tive culpa, eu realmente não tive.
Ele se sentou na beira da cama e passou a me encarar, esperando.
- Eu estava na porta aguardando a hora de entrar... – Falei baixo, mas num timbre que ele ouvisse.
- E porque não entrou? – Disse baixo também, mas num tom tremulo. Eu não me surpreenderia se começasse a chorar agora.
- Aquele maldito velho faxineiro me arrastou para a sala do Roger. Disse que era importante e eu tinha que ir imediatamente... Mesmo que eu corresse, ele uma hora me pegaria e, do mesmo jeito eu não poderia te ajudar. – Senti meu peito se apertar de uma forma terrível. Eu não tinha culpa, mas só de imaginar que mesmo assim Near foi... Droga...
- Então você, não me abandonou certo? – Ele encolheu-se sobre a cama, abraçando os próprios joelhos. Parecia um pouco conformado, mas, nada tiraria aquelas coisas de sua cabeça.
- Não Near... Não te abandonei... – Fui rapidamente até ele e me sentei ao seu lado, envolvendo-o num abraço terno e carinhoso. – Me perdoa Near... Eu devia ter feito alguma coisa... Me perdoa. – Foi então que eu me desfiz em lágrimas... Near não chorava, não naquele momento, mas eu não podia agüentar, e nem me esforçaria para isso. Eu estava profundamente arrependido.
Eu senti os braços de Near me apertado, contornando meu pescoço e apoiando minha cabeça em seu ombro. Era engraçado, ele é quem precisava disso agora.
- Tudo bem. – Disse baixo, acariciando meus cabelos de forma afetuosa.
Mas lembrei-me de outro detalhe, um detalhe não menos importante. Mello.
Pov Near
Eu entendia o lado de Matt... Ele estava arrependido, então não tenho motivos para culpá-lo. Na verdade, eu até me sinto mal por ter pensado que ele havia me traído... Se tinha alguém que devia se sentir arrependido ali, esse alguém era eu. E por isso eu o abracei, ele parecia tão abalado quanto eu. Pobre Matt...
- Não se preocupe com isso certo? – Continuava a acariciar seus fios ruivos meigamente, tentando apartar seus soluços.
Aos poucos foi parando, as lágrimas foram cessando, e então levantou seu rosto me encarando com uns olhos que eu não conhecia.
- Mello vai se arrepender do que fez a você... Sem dúvida alguma. — A forma com que disse aquilo me assustou, muito.
- Você não vai fazer nenhuma besteira Matt! – Ele se levantou e segurou meu rosto com as duas mãos.
- Fique tranqüilo Near... Ele nunca mais vai fazer mal a você. – E deu-me um rápido selinho, indo em direção a porta, tirando a chave desta e a fechando.
É impressão minha ou ele a trancou por fora?
Notas finais
GOSTARAM?
estão curiosos agora? xDD ashauhsuahs'
desculpaa... mais logo logo eu posto o próximo née??
eu to demorando muito pra postar? acho que não né?
nem esta dando uma semana e talz u.u
hehe
ME MANDEM AS REVIEWS! O DEDINHO NÃO CAI!! ♥
QUEIJOS ~
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