Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem! Leiam com carinho. Boa Leitura!

Tirei minha roupa do trabalho e a coloquei em uma sacola, fechei e guardei dentro da minha mochila. Vocês não fazem ideia do cheiro que estava aquilo, acho que eu não tinha percebido a gravidade do mau cheiro porque havia até acostumado no caminho.

Tomei meu breve banho, nada de especial, até porque eu estava na hospedaria semiacabada do meu irmão, mas já foi de grande alivio. Peguei minhas coisas e resolvi entrar em um dos quartos pra poder me trocar.

Entrei no último quarto daquele corredor, e fui me trocar. Depois de alguns minutos reparei que, o quarto não tinha cama alguma, nem guarda roupa e nem nenhum tipo de móvel; mas tinha um pequeno colchão encostado em uma das paredes e uma pequena mochila encostada nele. Pensei que fosse as coisas do meu irmão, não fosse por um violão que estava encostado embaixo da pequena janela do cômodo. Meu irmão não tocava violão, podia ser de qualquer pessoa aquele instrumento, mas não era, eu o reconheceria em qualquer lugar. Tinha uma nostálgica e conhecida marca de arranhão na parte inferior dele e, na parte debaixo do braço do violão tinha o desenho de uma clave de sol, feita grosseiramente com algum objeto pontudo. Era impossível ter um segundo violão com essas marcas. Era dele. Era do Renan. O que fazia ali? Gostaria muito de saber. O fato é que, quando o vi, meu coração deu uma batida errada, daquelas que dá quando você vê algo que menos espera, algo que já mexeu com você, de alguma forma.

Procurei não pensar nisso, peguei minhas coisas e fui para o quarto ao lado. Não podia ser dele. Aquelas coisas não podiam pertencer a ele. Quero dizer, ele estava fora há 4 anos, não o vi e nem ouvi notícias dele há 4 anos. Certamente era uma coincidência, daquelas que parecem brincar com seus sentimentos. Apenas ignorei. Me troquei, peguei minhas coisas e saí do quarto.

Estava descendo as escadas quando ouvi meu irmão conversar com alguém, não consegui ouvir muito bem, só entendi meu irmão dizer um “até logo”, depois ouvi a porta da hospedaria fechando. Quando terminei de descer as escadas, não tinha nada a não ser um enorme salão esperando para ser preenchido com mesas, cadeiras, comidas quentinhas e conversas altas.

— Marco? – Chamei, não ouvi resposta. Tentei novamente, um pouco mais alto. – Marco? – A porta da hospedaria se abriu, ouvi um barulho alto de moto se distanciando e meu irmão entrando novamente dentro da hospedaria.

— Me chamou?

— Sim, não o vi em lugar algum e ouvi você falando com alguém, apenas queria saber onde estava.

— Ah, um velho amigo meu veio aqui conversar comigo. Vai ficar hospedado aqui por um tempo, veio resolver alguns assuntos comigo. – Disse com um dar de ombros. Pensei seriamente em perguntar que amigo era, mas tive medo da resposta então, apenas fingi desinteresse.

— Mas então, o que queria conversar comigo?

— Ah! É verdade! Agora que não está mais cheirando a atum posso te mostrar! – Disse voltando a ter aquela animação.

— Sardinha. – Corrigi, mesmo sabendo que ele não estava ouvindo.

Segui para onde ele estava indo. Atrás no balcão abriu uma simples gaveta e tirou uma centena de papeis e os colocou na minha frente, me olhando com expectativa. Peguei alguns dos papeis para dar uma olhada. Não fazia a mínima ideia do que significava aquilo. Apenas dei um sorriso alegre para ele, fingindo saber o que era e estar com a mesma animação que a dele.

— Você não faz a mínima ideia do que é isso, não é? – Disse ele revirando os olhos.

— Desculpa, na verdade não.

— Você não muda nunca. – Disse abafando uma risada e tornando a falar. – Isso são só os documentos que autorizam você oficialmente a voltar para casa cheirando a gente normal. – Disse sorrindo e colocou os papeis de volta no balcão.

— Ah!! – Eu disse, compreendendo. – Não acredito! Deu certo? Quero dizer, quando você vai inaugurar? E você vai mesmo me deixar trabalhar aqui?

— Primeiro: Sim, deu tudo certo. Segundo: Vai demorar uma semana ainda para acomodar todos os móveis aqui, já estão garantidos, acho que a partir de amanhã começo a montar as coisas por aqui. Terceiro: Mesmo que não quisesse deixa-la trabalhar aqui, depois de ver seu estado quando volta desse seu novo emprego, não tem como não te dar um lugar aqui, não quero passar por essa experiência de novo.

— Uau, e eu super adoro voltar cheirando a peixe. – Eu disse revirando os olhos.

— Estou só brincando. Você é a primeira que irei contratar, assim como está sendo a primeira a saber disso tudo. Lembra? Sempre foi nosso sonho isso. – Ele disse acariciando minha cabeça

— Sei disso, vamos dar o nosso melhor para esse ser o lugar mais aconchegante para as pessoas.

— Pode apostar!

Marco me mostrou cada centímetro quadrado da hospedaria. Não era muito grande mas tinha dois belos andares com pequenos quartos para os visitantes que não tivessem onde dormir. Uma cozinha ampla e completa, daquelas que te dão vontade de cozinhar, mesmo não sabendo. Ele me disse que alguns dias convidaria alguns músicos para tocarem e entreterem os clientes. Na minha opinião, era um lugar simples, mas muito bem feito, não se precisa de muito para entreter e atender as necessidades de turistas, só precisa ser bem pensado. Como uma música, daquelas que você escuta e parecem ser tão simples quanto assobiar, mas quando tenta tocar, finalmente enxerga a complexidade com que foi feita.

Era tarde quando fomos embora, ficamos lá por um bom tempo, imaginando como seria quando as pessoas começassem a frequentar e a hospedaria fosse ganhando fama. Esse sempre foi o sonho do meu irmão e o meu. Desde que éramos pequenos falávamos disso, acreditávamos de verdade que isso iria acontecer algum dia, mas quando Marco entrou na adolescência senti que ele foi deixando isso de lado, como se fosse só mais uma fantasia de criança. Mas estava enganada, ele estava levando isso mais a sério ainda e estudando para que tivesse condições de tornar isso realidade. Não adianta de nada sonhar e não fazer nada por aquilo que se deseja, apenas sua vontade não tornará aquilo que quer realidade, é preciso agir. E foi isso que Marco fez, na época não entendi muito bem, mas agora, vejo o quanto ele batalhou para tornar um sonho meu realidade também. Marco era o melhor irmão que eu poderia ter pedido. Se eu já disse isso para ele? Mas é claro que não. Não é tão simples dizer uma coisa dessas para um irmão, por melhor que ele seja.

Marco me deixou em casa e foi para sua. Era tarde já quando cheguei, estava simplesmente morta de cansaço, meus olhos pesavam e cada piscada minha era quase um cochilo. Mas ainda tinha que tomar outro banho. Minha mãe ainda estava acordada na sala, estava me esperando chegar.

— Eloisa!! Que horas você acha que são? – Não estava realmente brava, mas preocupada, por mais que tentasse, não conseguia me dar uma bronca realmente por isso.

— Desculpa mãe, estava com Marco, ele precisava falar comigo.

— Vou matar seu irmão! Ele já tem 21 anos mas você ainda tem 17, não quero você sozinha essas horas.

— Não estava sozinha mãe, estava com Marco. Não se preocupe, ele estava de carro e me trouxe para casa. Sabe que ele não é irresponsável.

— Eu sei, eu sei. Mas ainda assim não deixo de ficar preocupada, que bom que está em casa. – Disse me dando uma abraço carinhoso. – Agora vai tomar um banho porque você está fedida.

— Vocês são tão delicados. – Disse irônica. – Sei que estou fedendo.

— Vou preparar algo para você comer, tome banho e coma, depois descanse.

— Tá bom. – Dei um beijo em seu rosto e fui tomar outro banho.

Saí do banheiro e desci para a cozinha. Enquanto comia, recebia algumas mensagens no celular, eram de Marie e Ethan, meus melhores amigos da escola. As aulas começariam depois de amanhã, então já estávamos nos comunicando sobre compra de uniformes, que sala iríamos cair e esse tipo de coisa.

Marie era uma pouco mais baixa que eu, tinha longos cabelos pretos, uma pele branca bronzeada, era bem magrinha, tanto que dava até medo de quebrar. Conheci Marie na oitava série, desde então ficamos sempre juntas, ela é uma ótima amiga, de início parece ser uma menina bem mau humorada, mas é só cara, sempre consegue me animar e me dá ótimos conselhos. Já Ethan conheci no primeiro ano do ensino médio, ele é alto, não muito, mas tinha seus 1,75m de altura. Era uma garoto muito bonito, sempre estava de rolo com alguma menina, embora nunca tenha tido nada sério de verdade com ninguém, é um garoto um pouco difícil de se compreender, mas é um ótimo amigo. Meu círculo de amizades pode ser de certa forma pequeno, mas para mim, é o suficiente.

Terminei de comer, escovei meus dentes, dei boa noite para minha mãe e fui me deitar. Muita coisa passou pela minha cabeça nesta noite, uma ansiedade bateu fortemente enquanto pensava nos dias que seguiriam. Teria um novo emprego na hospedaria de meu irmão, estaria no meu último ano como colegial. Sabe, de certa forma, tinha tudo para ser o ano que desejei e estava ansiosa por isso. Mas, nem todos os acontecimentos de nossa vida dependem de nós, então surgem surpresas que não esperamos, pensei em Renan, e surgiu uma forte vontade de reencontra-lo. Você saberão mais sobre ele, mas agora não é o momento. Não que seja algo tão especial, para mim era, mas para você pode não ser, ainda sim quero compartilhar essa história com você. Mas como disse, ainda não é o momento.

O dia amanheceu lindo, acordei com alguns pequenos raios de sol invadindo meu quarto. Não estava realmente quente, mas um dia fresco com céu aberto. O mar estava calmo e de um azul quase inexistente. Era um dia lindo e ótimo para fazer tudo o que eu tinha para fazer, comparado ao dia anterior. Me levantei e fui tomar um banho para me arrumar e ir trabalhar, estava um pouco mais disposta para encarar esses últimos dias trabalhando com peixe, sabendo que daqui a uma semana tudo mudaria. Minha mãe me preparou um café da manhã então me sentei a mesa com ela para comermos juntas.

— Bom dia, mãe. – Dei um beijo em seu rosto e me sentei.

— Bom dia, filha. Pegue o suco de laranja na geladeira, por favor, esqueci de pega-lo antes, seu pai saiu e nem viu.

— Ele já foi? Pensei que sairia mais tarde.

— Não, o voo dele saiu cedo. Ele passou no seu quarto para se despedir, mas você estava dormindo como pedra, deixou um bilhete para você na sua gaveta, não viu? – Fiquei surpresa, não havia visto bilhete algum.

— Na verdade não, vou passar pra ver depois.

Meu pai trabalhava em uma empresa na qual tinha que viajar muito e constantemente, não ficava fora por muito tempo, uns 3 ou 4 dias apenas, fazia falta mas ele liga todos os dias para nós e para o Marco, de alguma forma, nunca deixa de estar presente.

Enquanto pensava levantei levemente meus olhos e vi que minha mãe me encarava com um leve sorriso no rosto.

— O que foi? – Perguntei

— Você parece de bom humor, sabe suas expressões estão bem suaves hoje. Diga, aconteceu alguma coisa? – Fiquei surpresa, mas logo passou, não era raro minha mãe “ler” o meu humor, eu era como um livro aberto para ela.

— Na verdade aconteceu, sim. – Respondi. – Mas o Marco conversará com você depois sobre. – Marco havia pedido que eu não dissesse nada para meus pais, queria ele mesmo contar a eles, respeitei isso, por mais que quisesse chegar em casa berrando tudo o que havia acontecido para minha mãe.

— Você dois viu! Sempre cheios de segredos, me deixam curiosa! – Ela disse tentando miseravelmente fazer uma cara de repreensão.

— Não é segredo se ele vai te contar. – Disse sorrindo. – Estou indo mãe, até mais tarde.

— Se cuida, minha filha. – Ela me deu um beijo na testa, levantei e saí da mesa. Antes de ir para o trabalho, passei em meu quarto para ver o bilhete que meu pai me deixara. Fiquei surpresa ao ver que realmente tinha um bilhete. Meu pai tinha uma letra maravilhosa e inconfundível, o bilhete dizia:

“Parece que teve um dia cansativo ontem! Me desculpe por estar dormindo quando chegou, tinha que acordar cedo pois meu dia seria corrido, mas não me esqueci de você, minha filha. Logo estarei de volta e te trarei um presente lindo. Tenha um bom início de aulas, se comporte e se dedique, sei que é muito inteligente, só precisa deixar essa sua preguiça de lado. Eu te amo, muito!”

Meu pai conseguia ser muito meloso as vezes, mas eu gostava disso, amo meu pai e sinto falta dele as vezes, mas vejo sempre o esforço que faz para estar presente na vida de todos nós, até mesmo na do Marco, que já tinha sua vida independente das nossa.

Saí de casa e logo senti a brisas batendo no meu rosto, sorri e saí a caminho do meu trabalho. Hoje trabalharia apenas metade do meu período, pois tinha que resolver todas as coisas sobre meu material escolar, afinal, as aulas começariam no dia seguinte. Caminhei lentamente, não estava com pressa e não estava atrasada, observava tudo ao meu redor; as lojas abrindo, as pessoas indo para seus trabalhos, alguns estudantes aproveitando seu último dia de férias, outros comprando material escolar e por aí vai.

Cheguei na loja e meu chefe estava no balcão preenchendo algum papel que eu não sabia para que era.

— Bom dia. – Eu disse. Ele pareceu tomar um leve susto com minha voz, mas logo recuperou sua compostura.

— Eloisa, bom dia. Não te avisaram?

— Desculpe, me avisaram sobre o que?

— Bom, tivemos alguns problemas com uma de nossas transportadoras, então teremos que fechar a loja por hoje, vou ter que viajar para entregar uns documentos para resolver esse problema. Não tem ninguém aqui.

— Ah, sério? Bom, realmente ninguém havia me avisado. Mas tudo bem, então estou indo embora, obrigada chefe. – Ele deu um leve aceno com a cabeça, logo em seguida saí. Entendi porque ele tomou um susto, realmente não estava esperando a chegada de ninguém.

Segui caminhando sem rumo pelas ruas, havia marcado com Marie e Ethan de nos encontrarmos depois do meu turno para irmos juntos comprar as coisas da escola. Não queria voltar para casa se não mais tarde não teria mais vontade para sair de novo. Resolvi então passar na hospedaria do meu irmão para ver se ele estava lá. Caminhei novamente mudando meu rumo, o sol começava a ficar mais quente, mas nada que não desse para suportar, eu amava o verão e o calor.

Quando estava perto da hospedaria, vi uma moto prata vindo na direção oposta a minha, não estava tão rápida, provavelmente tinha acabado de sair do lugar. O rapaz que a dirigia usava capacete, mas seus olhos estavam expostos. Ele passou por mim, com o olhar fixo na minha direção, não sabia se seu olhar estava realmente voltado para mim, ainda sim, devolvi o olhar, de alguma forma eram conhecidos, infelizmente não consegui descobrir quem era. Mas a moto parecia passar em câmera lenta, enquanto nós dois trocávamos olhares. Finalmente ele passou por mim e foi embora, olhei para trás mas a moto apenas seguiu seu percurso. E, eu, também segui meu caminho e cheguei na hospedaria, a porta estava fechada mas pude ver sombras de movimentos dentro dela. Abri a porta e, com esse movimento, ouvi um barulho de sino vindo de cima dela.

— Elô! – Disse meu irmão, parecia cansado. – O que faz aqui?

— A loja estará fechada hoje, não precisarei trabalhar, então pensei em passar aqui pra ver se podia ajudar em algo.

— Na verdade está tudo bem, não tem o que você possa fazer por enquanto.

— Não é o que parece. – Eu disse o olhando bem nos olhos.

— Falei com a mãe agora a pouco e com o pai também, ele me ligou quando estava no avião. Ficaram muito contentes e felizes com a notícia. – Disse ele com um sorriso cansado, suponho que ele não tenha tido uma noite muito boa.

— Eu imagino que sim. O que você está fazendo agora? – Olhei para uns papeis que ele segurava e um telefone na mesa.

— Estava apenas ligando para as empresas que estão responsáveis pelos móveis daqui, resolvendo alguns pequenos problemas.

— Entendi. Sabe, não tenho nada para fazer e tenho um bom tempo livre antes de me encontrar com uns amigos, então pode deixar que termino de resolver isso para você.

— Não se preocupe, já estou terminando, pode ir se divertir.

— Sabe, era um sonho de nós dois isso aqui, você fez tudo sozinho até aqui, me deixe te ajudar, mesmo que pouco. Vá descansar, vi que tem um colchão em um quarto lá em cima, durma um pouco enquanto termino isso. Não se preocupe, sou atrapalhada mas sei resolver esse tipo de coisa. – Dei um sorriso para tranquiliza-lo. Ele retribuiu o sorriso.

— Você cresceu, Elô.- Fez carinho na minha cabeça e subiu para um quarto.

Peguei o telefone e continuei a fazer o que ele estava fazendo. Era uma coisa bem chata de se fazer, mas nada muito demorado. Entrei em contato com as lojas, uma delas era uma bagunça só, confundiu datas, valores e tudo o que era possível confundir, tive que falar umas cinco ou seis vezes a mesma coisa para o atendente. No fim, deu tudo certo, anotei tudo o que havia sido negociado para passar para o Marco depois. Saí uns minutos da hospedaria comprei alguns sonhos e um suco, deixei em cima do balcão com um bilhete para o meu irmão, sim as vezes eu mimo ele um pouco, mas convenhamos, ele merece.

Passei algum tempo fazendo nada, depois saí da hospedaria e fui para o centro da cidade para encontrar Marie e Ethan.

— Elô!! – Vi a pequena mão de Marie no alto sinalizando pra mim no meio das pessoas. Ela e Ethan ao lado era um contraste de altura significativo.

— Oi Marie!! – Disse abraçando minha amiga.

— Caramba, você não está cheirando a peixe. – Disse Ethan cheirando meu cabelo azul.

— Nossa! Quanto tempo Ethan, tudo bem com você? – Eu disse com uma falsa cara de brava, ele me deu um abraço.

— Sabe que estou brincando, mais ou menos.

— Retocou seu cabelo? – Perguntou Marie mexendo nele.

— Sim, faz uns dias já, dessa vez ficou bem forte, né?

— Sim, ainda mais com o sol batendo nele.

— Certo, vamos logo que estou morrendo de calor, quero comprar um milk-shake. – Disse Ethan que logo saiu andando na nossa frente.

Andamos os três juntos jogando conversa a fora sore o que fizemos nas nossas férias. Um pequeno resumo do que Marie e eu fizemos: Nada. Não fizemos nada e ainda assim não nos encontramos durante todos esses dias, sim, somos bem incompetentes nesse sentido. Ethan havia viajado com a família, ficou contanto sobre as lindas garotas que havia conhecido, enquanto ele falava Marie revirava tanto os olhos que chegava a dar medo.

Por fim, compramos tudo aquilo que tínhamos que comprar, acho que comprei mais canetas do que normalmente uma pessoa compraria. Eu amo canetas. Tomamos milk-shake juntos, caminhamos e conversamos, descobri que estava com mais saudade deles do que pensava, nessa pequena tarde juntos passamos vergonha e rimos muito. Um fato sobre mim: Tenho um talento antinatural para passar vergonha. Sempre passo vergonha quando estou com meus amigos, sozinha também. Se você acha que me entende, pode esquecer, realmente não entende. Me pergunto o que fiz para nascer assim.

Me despedi dos meus amigos, cada um seguiu seu caminho e fomos para nossas casas. Cheguei em casa e contei para minha mãe como havia sido meu dia, ela me contou como estava feliz pelo Marco, seus olhos brilhavam de alegria. Não fiz nada o resto da tarde a não ser assistir filmes esperando o dia passar. Estava ansiosa para o dia seguinte, sentia que algo iria acontecer, mas não sabia dizer se era algo bom ou não.

Notas finais
Por favor, comentem o que acharam ein! O retorno de vocês é muito importante pra mim!! Até o próximo capítulo!!