Notas iniciais
Andei desaparecida, mas cá estou novamente rsrs!
Espero que gostem desse capítulo! Tentarei escrever mais :3
Beijão pra todos vcs! ^^

A noite estava especialmente quente e convidativa, havia céu limpo e lua cheia. Na mansão dos Campbell o silêncio reinava, pois todos descansavam profundamente. As portas do aposento da menina Park Bom se abriram e ela espreitou pelo corredor.

- Perfeito – sorriu ao observar que todos dormiam – É agora ou nunca Bommie.

Encheu-se de valor e caminhou vagarosamente para não acordar ninguém. Usava um vestido branco de renda podendo-se ver levemente a pele, o cabelo solto, e maquiagem levemente carregada.

Vigiou novamente e como suspeitava ninguém estava na sala, mas ao dar uns passos à frente, uma voz a apanhou de surpresa.

- O que você faz a estas horas de noite acordada?

Bom engoliu em seco e se contornou para a direção de onde tinha vindo o som.

- E você irmã? – Bom reparou na roupa do dia que ela, todavia vestia – Ainda não dormiu?

Nídia situava-se num canto junto à janela, apreciando a bela noite que havia enquanto segurava num copo de água.

- Não tinha sono – respondeu encaminhando até a irmã e fez questão de observá-la – Vai sair?

- Apenas vou dar uma volta, tenho calor – respondeu abanicando-se levemente com a mão

Bom deu alguns passos à frente, evitando mais conversa e a morena desconfiou a sua atitude tão apressada.

- E vai tão arranjada para sair de noite sozinha? – Bom parou ao ouvir a frase – Aliás, você nunca dorme com maquiagem. Fala, aonde vai?

A moça encaminhou até a irmã, que a olhava desconfiada, e deu-lhe um beijo leve no rosto.

- Mana, não se preocupe, eu volto cedo.

E dito isto, saiu o mais rápido dali possível, deixando Nídia acompanhando-la com o olhar.

Park Bom saltitava de alegria enquanto se conduzia para o aposento de Nate. Deu três leves toques na porta.

- Quem é?

- Sou eu Nate. – Bom respondeu com uma risada de brincadeira – Posso entrar?

Nate encaminhou até a porta e quando abriu, para a menina, sentiu uma alegria enorme no peito, como se fosse entrar para o paraíso. A luz amarela que lhe batia na pele, a camisa branca entreaberta e a face meio adormecida do rapaz fazia aquele momento extremadamente provocador.

A moça entrou, não sabendo que ambos estavam sendo vistos pela criada, Alice, que tentava apanhar ar fresco desde a porta exterior da cozinha.

Bom ficou encostada à porta já fechada, apreciando o moço. Ele arrumou o livro que estava lendo e sentou-se na cama.

- O que foi? – perguntou com um sorriso no canto da boca, ao ver que Bom sorria

- Nada, é que pensava que você não lia...

Ele riu alto

- Não, eu não sou assim tão bruto.

“Ah bom, pelo menos não é tão bruto, já sabe então o que é o respeito.”

Essa frase veio-lhe de imediato ao pensamento com a palavra que acabara de dizer e olhou para o chão com um sorriso largo lembrando-se dela.

Sentiu a moça puxar as mãos dele e ambos automaticamente se uniram. Bom deslizou o olhar pelo o peito escultural dele, passeando o seu dedo indicador desde até ao abdômen. “Um deus” era o que pensava ao ter um homem assim tão perto dela, a temperatura ardente dele era uma tentação que ela queria ceder naquele momento, desejava consumir naquele fogo inteiramente.

- Você acha que eu sou uma criança Nate? – perguntou olhando nos olhos azuis profundamente

- Por que pergunta isso Bom? – Nate acariciou seu rosto e ela beijou sua mão, apertando-a contra seu rosto – Eu acho que você é uma mulher, e se você me permitisse...

Nate arrumou seu nariz, juntando no dela.

-... Eu lhe explicaria isso com um beijo – sussurrou

Os olhos azuis cintilantes estavam fixados nos marrons escuros dela, o que a deixava com o coração a cavalgar dentro dela.

- Com que classe de beijo me beijaria?

- Com que classe de beijo queria que a beijasse?

- Com um, que me lembre toda a minha vida. – Park Bom respondeu demonstrando todo o seu fogo em cada palavra

Ela cerrou os olhos e o beijou, no entanto enquanto o beijava Nate não fechou os olhos, mas sim pensou no que podia acontecer. Ele não podia ter algo com Bom, de fato ele tinha que falar com ela direito... Mas também não podia rejeitá-la pois ele via que ela se queria entregar a ele.

Decidiu então deixar o assunto nas mãos do destino, e fechou os olhos, controlando a situação. Agarrou-a pela cintura, levantando-a vagarosamente, Bom acompanhou-o levantando as pernas, e ele delicadamente a deitou na cama.

Com cuidado, foram ambos tirando a roupa, como se a noite fosse completamente deles, sem nenhuma pressa, aproveitando totalmente o momento.

Escorregou os seus dedos na pele dela, retirando as últimas peças de roupa que faltavam, ela não ficou atrás e apertou as suas mãos nas costas, marcando-as levemente. Ambos ardiam de paixão num fogo que se consumia cada vez mais, os beijos ardentes e as carícias carinhosas que aquele homem fazia à donzela eram simplesmente inexplicáveis. Apesar de ser mulherengo, Nate sempre fora um homem bastante romântico, o que pouco se via naquele campo. Por isso ele era tão apreciado pelas mulheres do campo, por isso ele era o sonho de qualquer mulher... Porque ele sim sabia fazer uma mulher feliz.

Naquela noite, Park Bom foi totalmente de Nate Archibald, como o tinha dito anteriormente à sua criada. Agora sim, ele era dela.

Ou não.

Na manhã seguinte, a morena levantou-se da cama, ainda esfregando os olhos. Abriu as cortinas deixando entrar o sol pelo quarto, e Bonnie se surpreendeu ao entrar no quarto.

- Já levantada menina Campbell? Não é próprio de si!

- Pois Bonnie, esta noite não dormi muito.

- E não foi a única – Bonnie descansou colocando a cesta de renda cheia de roupa lavada encima da cama – A sua irmã também se levantou cedo.

Nídia arregalou os olhos, fixando-os em Bonnie. A criada pegou num vestido e colocou-o encima da cama.

- Como assim?

- Aparentemente, ela esta de muito bom humor, atrevo-me até a dizer que está mais contente do que nos outros dias.

Após a higiene, Nídia encaminhou até a mesa do exterior, e como esperava encontrar, sentada e comendo o pequeno-almoço, se encontrava sua irmã e mãe.

- Bom dia – a morena falou sentando-se numa das cadeiras – Como dormiram? – perguntou olhando especialmente para Bom

- Acho que quase ninguém dormiu bem com o calor abrasador de ontem à noite – Grace respondeu bebendo o suco de laranja e preparando-se para levantar da mesa – Filhas estejam preparadas, pois esta tarde os irmãos Salvatore nos levarão à festa anual dos fundadores da cidade de Mystic Falls.

- É hoje mãe? – Bom perguntou em tom surpreso – Apanhou-me desprevenida, nem sabia que estávamos convidadas... Mas bem eu estarei preparadíssima!

- Foi uma surpresa que nos prepararam, os irmãos Salvatore são muito detalhistas – Grace deu alguns passos, mas torneou para mencionar algo – Ah, Bommie você vai com Stefan e Nídia com Damon.

As moças afirmaram com a cabeça e a mãe caminhou para dentro da casa. Nídia finalmente olhou séria para Bom.

- O que aconteceu ontem à noite?

- O que aconteceu...? – Bom perguntou tentando acompanhar, o um sorriso de canto para canto não desaparecia – Não entendo irmã?

Nídia respirou fundo, era alegria demais por parte da sua irmã. Não era que ela não se sentira feliz pela felicidade que Bom sentia, apenas era estranho porque ninguém está feliz da noite para o dia sem alguma explicação.

- Uma pessoa não vai sair à noite tão bonita com a desculpa de ir apanhar ar fresco. – explicou — Como se não fosse bastante, na manhã seguinte aparece com um humor contagioso sem motivo algum.

- Não a entendo? – Bom indagou comendo um pedaço de ananás – Qual é realmente a sua dúvida mana, me explique?

- Com quem se encontrou ontem à noite? – questionou abertamente

Park Bom depositou com delicadeza o garfo encima do prato, e limpo a boca sem desmanchar o tom rosado do batom.

- Não sei do que fala mana – disfarçou com um sorriso forçado – Eu fui somente pegar ar fresco.

- Não me minta!

- Nídia, ambas somos finalmente mulheres, eu sou uma mulher – explicou — Então nós temos nossas aventuras, e claro que não vamos estar sempre contando isso uma à outra não é? Todo mundo tem segredos.

A morena arregalou os olhos com a resposta da irmã. Bom precatou-se da presença de Nate ao vê-lo junto ao jardim, junto do seu amigo Kevin. Não conseguiu evitar o sorriso e a irmã acompanhou o olhar.

- O que eu quero dizer, é que nós temos que nos preparar para hoje estarmos esplêndidas para os irmãos Salvatore – se levantou – Uma mulher tem que ser glamorosa e misteriosa para conquistar o seu homem, e acho que você já tinha idade suficiente para saber disso. Licença.

Bom se ergueu caminhando com firmeza até dentro da mansão, Nate seguiu ela com o olhar, e ambos de longe trocaram olhares significativos.

Nídia ficou estupefata com a conversa da irmã... Desde quando Bom se tinha convertido tão... “mulher” como ela dizia?

A moça girou a cabeça para a direção onde se localizava o ferreiro e este automaticamente notou que alguém o observava. Nate contemplou de longe Nídia, e antes de voltar ao seu lugar de trabalho, tirou o seu chapéu no ato de vênia para a moça.

Colocando novamente o chapéu, Nate saiu dali, levemente assobiando uma canção. E Nídia, voltou a olhar para o seu prato, confusa.

- Algo está acontecendo... – disse –... Mas o quê?

Notas finais
O que acharam da atitude de Bom? Contará o que aconteceu à sua irmã ou guardará o segredo?
Algo vai acontecer na festa anual dos fundadores, estejam preparados...