Aquela Que Foi, Sem Nunca Ter Sido
8 O Baile dos Fundadores [1º Parte]
Notas iniciais
No caminho em direção à mansão da família Campbell, o sol desaparecia e os seus raios eram cada vez mais fracos. Avistavam-se duas carroças se adentravam na propriedade. William Thomas esperava junto com a sua filha em frente da porta principal, Park Bom estava brilhante: usava um vestido vermelho, luvas negras, uma pulseira de pérolas brancas juntamente com duas pérolas da mesma cor na orelha e cabelo preso num rabo de cavalo sofisticado.
Emily finalmente saiu da mansão e parou ao lado da donzela.
– E a minha irmã Emily? – perguntou continuando a olhar para as carruagens que estava mais próxima
– Todavia não desceu senhorita Bom – a criada sorriu levemente para Park — E suspeito que continue no seu aposento.
A donzela avistou de relance Nate e Kevin passarem por ela indo diretamente para as carroças, ambos iam elegantes de smoking acinzentado para a festa.
– Pai, porque o ferreiro e o jardineiro...
–... Vão à festa? – Thomas concluiu a frase e a filha afirmou – Bem, porque Nate é como da família e Kevin é um bom empregado também. Ambos desempenharam um majestoso trabalho durante estes longos anos e merecem um... Prêmio – sorriu.
O pai sorriu e Bom sorriu junto, era um motivo a adicionar à felicidade que sentia, pois seu pai parecia adorar o seu amado, e quem sabe... Um dia até dê consentimento para se casar com ela?
Já no aposento da mais jovem, Nídia permanecia olhando-se séria para o espelho. Imóvel, ela na realidade estava submergida nos seus pensamentos.
– Senhorita Campbell! – Bonnie entrou visivelmente preocupada
Parou para apreciar o lindo vestido azul turquesa com decote ousado que vestia, de decoração usava uma gargantilha de diamante levemente azulado e uns pendentes finos, ambos com um diamante transparente. Desta vez não tinha o cabelo liso, mas sim com leves ondas que realçavam os seus olhos marrons e lábios com leve batom rosa.
– Está verdadeiramente linda senhorita. – continuou com sorriso sincero – Se estava pronta, porque não desceu?
– Estava refletindo... – respondeu em tom fraco
– Algum problema Miss?
– Não, nenhum – falou rápido e se levantou – Vamos.
Respirou fundo antes de sair do quarto. Nídia encaminhou seguida de Bonnie para a mesma carroça que a irmã, sentou-se ao lado dela e assim sendo, as carroças partiram.
Quando chegaram ao destino, todos desceram encantados pelas luzes e animação que prometia haver dentro da propriedade dos Lockwood, a família que realizava o festejo.
Nídia entrelaçou o seu braço no de Park Bom, mas sentiu a sua irmã distante. Park Bom estava de olhar fixo no seu namorado com a esperança de poder bailar com ele.
Falando com uns convidados, o casal Richard e Carol Lockwood que realizava a festa se precatou da presença dos Campbell e não hesitaram em dar as boas vindas. De imediato, o pai Giuseppe Salvatore juntamente com sua esposa Amy e filhos foram também dar as saudações à família.
Cada um dos irmãos depositou um beijo nas mãos das irmãs. Nate e Kevin, que permaneciam um pouco longe da família apreciavam a cena, sobretudo Nate, que fitava a morena com olhos brilhosos.
– Esta noite está especialmente linda Nídia – Damon comentou encantadoramente no ouvido da garota – Me oferece esta dança?
– Claro senhor Salvatore.
– Porque ela quer dançar com esse tal “Damon”?
A pergunta mal-humorada de Nate despertou o interesse no amigo que o fitou duvidoso.
– Já sei por que está tão calado e sério desde que embarcou na carruagem – Kevin olhou desde o amigo para Nídia – É por ela – apontou com a cabeça – Você está apaixonado pela filha do patrão!
O silêncio de Nate fez o amigo saber que estava correto.
– Se não fala nada é porque é verdade o que disse.
– E se for verdade? Que problema tem?
– Que problema tem? – Kevin deu uma gargalhada irônica — Ih, você nem tem idéia no que se está metendo. É filha do seu patrão! Se o senhor William Thomas sabe do seu sentimento, você é homem morto!
– Não enche! – voltou a olhar para Nídia e Damon, e apertou o punho – Vamos lá fora, não quero ver essa dança.
E assim os dois partiram dialogar para o exterior, enquanto Bom tinha contemplado a atitude do seu amado com o amigo. Stefan seguiu a direção onde ela mirava.
– Algum problema, Miss Bom?
– Não, nenhum, apenas pensava em algo. – explicou em tom fraco, como se não tivesse vontade nenhuma de falar com ele.
– Me concede o honor a este baile?
A moça fez questão de pensar nessa interrogação durante breves segundos, e finalmente, sem nenhuma alternativa, afirmou com a cabeça.
A dança elegante dos irmãos Salvatore com as irmãs chamava a atenção dos convidados, formavam uns pares tão requintados e perfeitos que dava gosto vê-los. Ao terminar a música, Bom puxou pelo braço Stefan para outra sala.
– Deseja beber algo? – Damon indagou com um sorriso encantador
– Você nunca se cansa de ser tão educado, e sinceramente, perfeito?
O sorriso alegre da garota fez brotar um sorriso tímido do moço. Pediu licença, e foi pegar uns sucos para beberem. Nídia encostou-se ao corrimão das escadas, e como a porta central estava aberta, alcançou ver Nate e Kevin dialogarem enquanto bebiam.
– Que diferentes... – murmurou ao pensar nas diferenças que havia entre Nate e Damon.
Por muito que ignorasse Nídia não conseguia evitar lembrar-se daquele beijo ardente que Nate lhe roubara, o que tinha então aquele homem que não tinha Damon? Ambos eram bastante atraentes, encantadores... Claro que, Nate aparentava querer ter o controlo de tudo, mas deve de ter um lado romântico escondido, pois aquele Nathaniel Archibald é uma caixa de surpresas.
– Gostou do baile?
A pergunta chamou a atenção da morena, fazendo-a encarar essa pessoa. Uma garota da mesma altura do que ela, com corpo e cabelos bastante parecidos a fitava, o único que diferenciava era a face e obviamente, a atitude amargada dela.
– Desculpe? – Nídia perguntou
– Não se desculpa, ainda – a moça falou rápido – Apenas perguntava se gostou de dançar com um dos homens mais desejados de Mystic Falls. Na sua vila não tem homens apetitosamente irresistíveis? Tem que vir até aqui para roubar um?
O que aquela mulher queria com aquela conversa?!
– Não... Não a entendo – Nídia não entendia mesmo – Qual era o seu nome mesmo?
– Não era porque todavia não o disse – respondeu arrogantemente – Katherine, Katherine Pierce.
– Katherine, não sei por que se dirige a mim com esse tom de voz tão altivo e palavras grosseiras se eu nem sequer lhe fiz nada de ruim.
– Não fez nada de ruim? Quer dizer então é que santa? – Katherine gracejou – Você quer roubar o meu homem, quer arrancar o que é meu... Acha isso suficiente, menina?
Tá certo, aquele dia não tinha sido um dos piores, mas estava a caminho de sê-lo. A donzela não entendia a reação daquela garota com ela, e Damon nunca tinha referido que tivera namorada. Que conversa era aquela então?
A pose orgulhosa e arrogante, as mãos na cintura e nariz empinado de Katherine estavam deixando a moça fora de lugar. E não fez assunto de temê-la, porque na verdade, Nídia não tinha medo dessas coisas pois simplesmente não devia nada a ninguém.
A morena deu um passo à frente, colocando-se frente a frente, com... A “adversária”.
– Se acha que estou querendo roubar o seu homem – Nídia também elevou a voz — Porque então não está junto dele conversando do assunto, em vez de estar-me pedindo explicações?[/b]
A frase de Nídia foi suficiente para Katherine levantar a mão e dar uma tapa na garota. Nídia colocou a sua mão na face, e voltou a olhá-la. Não duvidou, e também deu uma bofetada todavia mais forte do que Katherine tinha dado.
Aquilo tinha chamado a atenção dos convidados e Damon veio para se colocar no meio das duas.
– O que se passa aqui? – Damon perguntou – Nídia, o quê?... – perguntou confuso
– Peça explicações à sua namorada. – foi o único que Nídia conseguiu dizer, e sem proferir nada mais, subiu com pressa as escadas.
Katherine ficou ajeitando os seus cabelos enquanto compunha a situação com um sorriso aos convidados. A situação começou a acalmar-se, e quando Damon viu que já quase ninguém olhava, encarou sério para a moça.
– O que foi amor?
– Quantas vezes tenho de lhe dizer que não me chame de amor? – Damon indagou em tom cansado de falar do mesmo assunto – Estou cansado das suas excentricidades Katherine! Entenda: Eu não sou seu!
– Ainda – murmurou Katherine – Você e Stefan serão meus, e permaneceremos juntos vivendo sem regras durante toda a eternidade.
– Obrigada pelo baile Stefan – Park Bom agradeceu com um sorriso – Você é muito atento.
Stefan aproximou-se levemente da face da donzela para dar um beijo, mas ela desviou levemente o rosto.
– Desculpe, fui rápido demais...
– Stefan, eu...
Bom sentiu os olhos de alguém nela e olhou para onde seu instinto a levava. Era Nate, que estava perto deles dois. Olhou sério para Bom e encaminhou para o 1º piso, enquanto Park Bom ficou olhando-o, levemente entristecida, como lhe fazia entender que ela não gostava de Stefan mas sim dele?
Nídia sentiu pessoas passarem no corredor, mas não ligou. Abriu a janela para apanhar ar fresco, fechou os olhos para aproveitar a brisa que lhe batia na face, fazendo-a esquecer naquele momento toda a raiva e impotência que sentia.
Surpreendeu-se ao sentir umas mãos agarrarem-na pela cintura, prendendo-a de costas para ele. A mão dele tapou a boca dela, impedindo-a de soltar um grito.
– Não grite – sussurrou no ouvido de Nídia fazendo-a arrepiar inteira.
Quem era o que queria?
Notas finais
Estava Katherine falando a verdade? Será que entre Katherine e Damon há algo?
Katherine prometeu algo que aparenta devastar com as vidas dos irmãos, o que será? E o mais importante: conseguirá cumprir a sua promessa?
Nate finalmente confessou a Kevin que se sente atraído por a irmã mais jovem, mas mesmo com as advertências do amigo, seguirá em frente?
ATENÇÃO, NO PRÓXIMO CAPÍTULO VAI SE SABER O DESTINO DAS IRMÃS. Atentas...
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