Aprendizes de Salém
4 Momentos Estranhos
Notas iniciais
Desculpas.
Eu arrumei umas coisas, bem, naquela época não existia carros como os de hoje em dia.
Aliás, só o da Victória que me enganei, mas o da Babi está certo mesmo - é um carro, no próiximo capitulo eu explico.
Sebastian Deverro, Interior da Itália (Città Perlit Perlore) , 25 anos. ar
(Há provabilidade de Ven. Oberon, Bruxo do Ar, recrutá-lo em poucos dias)
O capim balançavam-se para um e lado e para outro, dourados, lindos e livres.
O sol se punha e Sebastian Deverro cavalgava lentamente até a casa do seu senhorio, que tomava uma bela dose de conhaque sentado na cadeira-de-balanço da sua varanda.
Amélia Rotelli, a governanta da casa, observava o vassalo Sir. Deverro passar pela porteira e prender as rédeas do cavalo palomino (é um cavalo de pelagem cor de trigo) em volta do tronco. Ao vê-lo chegar, caminhando lentamente até a varanda, Sra. Rotelli teve de suspirar. Como um rapaz tão bonito ainda não já estava casado? Bem, por falta de pretendentes não era. Todas as ragazze (garotas) da Città Perlit Perlore caçava ragazzi (garotos) solteiros como quem busca por doces no Halloween, faziam qualquer coisa para conseguir um bom partido. E... não. Sra. Rotelli não amava Sir. Deverro, gostava sim, mas não achava que uma mulher já de idade teria alguma chance com um rapaz novinho como aquele. De qualquer modo, Sir. Deverro não dava atenção para nenhuma outra mulher. Um segredo, sim, um segredo. Sra. Rotelli guardava um grande segredo que ele havia compartilhado com ela — algo estranho, mas ela não criticara o rapaz e também não iria.
Sir. Deverro chegou até ao seu senhorio, cumprimentou-o, recebeu a bronca do dia e veio até a mim.
– O Senhorio está cada vez pior, principalmente quando está bêbado. Infeliz bêbado do caramba... ah, desculpe, Amélia. Sei que gosta um pouco daquele...
– Ele é meu patrão, Sir. Deverro! Tenho de gostar dele. — diz Amélia, tirando o casaco das costas de Sebastian.
– Amélia, quantas vezes tenho que dizer que pode me chamar somente de Sebastian?
– É costume, Sir... éh... sim, Sebastian.
– Você fica linda envergonhada desse jeito. — flerta, rindo em seguida.
– Pare! — ri também. — Vá lá para o seu quarto e durma, logo a noite chegará.
Então o humor sai de seu rosto.
– A Hisabella me procurou de novo, no pasto.
– E então?
– Eu a rejeitei, sabe o porquê.
– Uhum.
– Ela jurou se vingar, Amélia. Nunca vi uma moça tão irritada em toda minha vida e... sinto um pouco de medo.
– Mas é claro, Sebastian! Você sabe como os Falco são, mataria você só com os olhos. Lembra o que fizeram com o último noivo de Lira Falco? Encontraram as entranhas dele jogadas atrás de uma árvore, na vila. Devia ter pelo menos fingido interesse.
– O que me faria casar com ela, coisa que está longe de acontecer. Além do mais, eu seria disputado pelas duas irmãs, sabe como Lira é. Sempre quer as coisas que Hisabella tem.
– Fique aqui no casarão, comigo, aqui dentro. Pelo menos pelos próximos dias.
Ele balança a cabeça.
– Não, Amélia. Eu preciso... — Sebastian parou por um momento, segurando Sra. Rotelli pelos ombros. — Amélia, eu vou hoje.
– O quê?
– Eu vou sair, como faço há cada quatorze dias.
Sra. Rotelli ajeita os óculos, ultrajada.
– Você deveria me dizer o que está fazendo, onde vai e todo o resto. se os Falco o encontrar... ou se então estive...
– Eles não vão me encontrar!
– Se estiver flertando os outros rapazes por ai, Sebastian, sabe o que podem supor?
– Olha...
– Vão achar que és um bruxo, Sebastian! Um infeliz bruxo! Vão ter que te matar duas vezes, por rejeitar uma Falco e por ser uma droga de bruxo!
– Pare! — pede, chacoalhando-a. — Não, não é isso! Eu sei muito bem o quão diferente sou e sei que minha felicidade amorosa está fora de cogitação. Eu não sou um... — a voz dele falha. -... bruxo, Amélia. Você me conhece desde que nasci, quando minha mãe me deixou na porta da sua casa. Amélia, acredite, seja lá o que estou fazendo é para um bem maior. Acredita em mim?
– Não!
Sebastian sorri.
– Ótimo. Então estou indo. Qualquer coisa, se o senhorio ou mais alguém perguntar algo, sabe o que dizer.
– Uhum, Sir. Mandão. — ela suspira. — Olha, Sebastian, mas saiba que eu sempre vou te proteger.
– Obrigada, linda.
Ele dá um beijo na bochecha dela e sai, pondo uma capa preta sobre si, sumindo de vista pela floresta.
– Rá! — ela põe uma capa também e sai. — Hoje não, Sebastian. Eu vou descobrir o que faz.
Sra. Rotelli corre atrás dele silenciosamente assim que o encontra, vagando por uma floresta fechada e escalando a encosta de um vulcão. As costas idosa dela a pune assim que escala atrás de Sebastian, mas ela se obrigada a ir em frente.
Perto da boca do pequeno vulcão, uma ventania repentina aparece do nada, levando o calor escaldante para o lado oposto. Sra. Rotelli é arrastada junto com o vento para mais perto de Sebastian, mas ela segura numa pedra e fica a observá-lo. O rapaz olhava para a lava lá em baixo. E de repente... se joga.
Sra. Rotelli quase grita, correi até a boca do vulcão e procurá-o, esperando ver um cadáver derretendo. Mas é exatamente o contrário. Sebastian estava vivo e... e para protegê-lo da lava, havia uma incrível bolha de ar a sua volta. Ele descia lentamente, ar rodava excepcionalmente rápido a sua volta e então ela não pode ver mais.
A ventania que levava o ar escaldante para longe estava parando e logo o calor da lava começava a ficar insuportável.
Antes que acontecesse algo pior, Sra. Rotelli desce a encosta rochosa do pequeno vulcão e no caminho para casa admite algo que nunca pensou de diria:
Sebastian Deverro é um bruxo.
Mais à noite, Sebastian volta com um sorriso no rosto.
Ele não podia contar para ninguém, mas era um bruxo... bem, algo muito perto do título grandioso de Bruxo ou Veneficus. Ele era aprendiz de Ven. Oberon, um bruxo excepcional, que o treinava para o combate gerado por uma aposta idiota entre os Sete bruxos. Sebastian seria elemento Ar e tinha de treinar, principalmente para não usar outro elemento durante o confronto e nem fazer uma chaleira falar impropérios para o oponente. Sebastian era muito bom em feitiços, mas não agradava-o usar o Elemento ar — sua preferência era o Elemento Metal, mas ok.
Ven. Oberon havia criado um local de treinamento para Sebastian no interior do vulcão, sob a lava. Lá somente havia um tipo de academia, o qual ele ia há cada quatorze dias, quando a lava estava mais baixa e menos forte.
O casarão estava silencioso, taciturno até demais.
– Amélia? Amélia? Você está ai? — pergunta em baixo tom, mas ninguém responde...
... quero dizer, ela não responde, mas o Senhorio Tussolini sim.
– Sebastian Deverro, è stato quello di trovare i suoi amici nel villaggio? Tali Bohemians infelice?!– (Sebastian Deverro, foi encontrar seus amigos na vila? Aqueles bohemios infelizes?!)
Sebastian se curva em cumprimento.
– Então?! Me diga, seu imprestável!
– Não, senhor. Fui dar uma olhada nos estábulos e conferir se os rebanhos estavam em ordem.
O Senhorio cuspe, indo se apoiar na batente da lareira.
– Mentes tão mal... venha aqui. — ele não se mexe. — Venha! — Sebastian se aproxima lentamente do Senhorio, que o ergue pela gola e rosna — Estava com Hisabela Falco, não é?!
– Na-não, senhor! — gagueja.
– Pare de mentir, infeliz! Diga, estava com a Srta. Falco?!
– Não, senhor! — diz com mais convicção.
– Mentira! — e joga Sebastian no chão. — Some daqui, garoto! Antes que eu te mate! — grita e o rapaz corre para seu quarto, mas pode ouvir o Senhorio ameaçar. — E eu vou matá-lo um dia, Deverro! Dane-se que é protegido do Lord Oberon!
E os gritos do Senhorio coem a noite inteira.
....
– Você me matou — disse a garotinha linda de olhos molhados. — E agora vou matar você.
E avança para cima de Babi Rivers.
Babi grita e assim que percebe que fora um sonho, senta e põe as mãos sobre o rosto tentando aplacar as lágrimas que ameaçavam a sair.
– Hei, Rivers, o que foi? — pergunta uma voz masculina.
Ela o observa por entre os dedos.
Jackson, Jack Tijger (http://media.tumblr.com/tumblr_mf4knaOYoE1rq9ghh.gif).
Lindo, loiro, olhos claros, pele caucasiana, um cara daquele tinha de seu meu namorado, não meu P-R-O-T-E-T-O-R, subordinado.
Babi reergue muralhas em volta da sua mente e de seu coração, empurrando Jack quando ele tenta ultrapassar suas defesas.
– Rivers, o que está fazendo?
Ela bufa.
– Acordando, não é óbvio? Sr. Inteligência precária.
Isso atinge Jack fundo.
– Tuuuudo bem. Então por quê não vaza do meu colo?!
Babi só percebe essa pequena proeza quando ele disse, ela tinha dormido no colo dele.
Jack a empurra brutalmente em direção a Ravena Oleander, que a empurra também.
– Sai, sua bruxa imunda!
– Eu? É o seus olhos que estão imundos, sua indigna de usar magia! — rebate Babi.
Do bando de carona, Serena Deuly grita:
– Calem a boca!
– Cale a boca você! — grita Rave e Babi uníssono.
Serena bufa, afundando-se no estofado.
– Aah, brigamos como se fossemos uma família! — exclama Adalia, dirigindo.
– Você está se achando muito engraçada, não é, sua bruxa infeliz?
Adalia gargalha.
– Eu sou uma bruxa muito feliz, sim, Ravena.
– Aah, é?! Você devia se preocupar com os outros também! Olhe isso, sua idiota!
Ravena joga o jornal no rosto da Adalia, ultrajada com a petulância da garota.
Para ler, ela murmura algumas coisas e enfeitiça os braços de Serena para que ela dirija o volante no lugar dela.
"Folgada." resmunga Serena.
Mais de 100 mortos em Veneza, uma explosão de origem e causa desconhecida.
Caso parecido aconteceu em Munique, Alemanha, mais de 500 mortos.
Suspeitam que seja culpa de alguma bruxa, dando um "aviso" para que as Caçadas parem.
Mas o Governo e a Igreja são irredutíveis.
O Cavalheiro Sir. Edwyn Lancaster vai liderar as caçadas nos confins de Sálem, onde há indícios fortes de bruxaria.
(Mais de 20 anos lutando por todos nós!)
– Awm... Aviso?! Se eu fosse mandar um aviso, mais gente teria morrido! — resmunga, murmurando depois "aviso... aviso... jornalistas cegos...".
– Você ainda fala assim?! Bruxa colérica!
– Ué, onde foi parar a "Bruxa infeliz"? — e recomeça a gargalhar.
Serena grita.
– Argh, chega! — murmura algumas coisas em seguida, tirando as mãos do volante e dizendo: — Dirija você, sua folgada!
O intolerância de Serena custa um acidente de carro.
Eles saem da estrada, passando por uma pedra consideravelmente grande, derrubando o carro de lado. A porta que estava em contato com o asfalto se amassa, por sorte, mas o vidro quebra — o que faz toda a pele do braço de Jack sair, mas ele não solta Babi Rivers, iria protegê-la mesmo que custasse um braço seu. Os dois ficaram ali, abraçado, tentando ignorar o medo de tudo aquilo. Rave consegue quebrar o vidro do seu lado, da parte do carro que estava para cima, sobe na carcaça e pula para fora da estrada, rolando muito antes de parar. Serena simplesmente murmura algumas coisas e some, aparecendo num local seguro perto de onde Rave parou.
Adalia... bem, Adalia é Adalia. Se teletransportou na sua comum GIGANTESCA explosão e sumiu.
Assim que o carro para, Babi faz um esforço hercúleo para tirar o corpo de Jack para fora. Os dois estavam em chamas, por causa da pacata catastrófica explosão de Adalia. Babi não sentia o fogo, nunca sentiu o calor do fogo, tanto que virou a aprendiz desse Elemento.
– Aah, me desculpe bruxinha, mas eu odeio o elemento fogo. — resmunga Jack, tentando não gritar de dor.
Babi ignora Jack, disposta a curá-lo.
Murmura algumas coisas e desenha alguns símbolos no braço em carne viva dele, com o próprio sangue do machucado. Aos poucos sara, não sobrando nenhuma cicatriz.
– Nossa... — observou. — Se eu soubesse fazer essas magiquinhas, meu corpo teria sido poupado de tantas cicatrizes de batalha... quer ver?
– Ah, não! — exclama, corada. — Agora cale a boca, levante-se e vamos achar os outros.
Ao longe, Serena pula da rocha em que estava sentada e Ravena se levanta.
– Argh, eu vou te matar, sua bruxa infeliz!!! — grita Rave, vermelha, tirando a espada da bainha.
– Tente, sua indigna de usar magia! — rebate Serena.
– Sua vaca ruiva desastrada! — xinga, cheia de raiva.
– Cobra idiota sem cérebro!
– Seu nascimento foi um acidente de percurso!
– Seu fedo é a causa do aquecimento global! — rebate Serena, dando fim aos insultos sem resultados, passando para agressão física violenta. Mas Rave era muito boa de esgrima, não deixou barato todos aqueles xingamentos.
Ao longe Adalia só observava, gargalhando.
– Aah. como é bom férias em família!
A carruagem estava bem amassado, o lago era muito fundo e a pressão que havia no solo dele era forte.
A menininha jazia falecida, deitada nos bancos de passageiros, seus pulmões haviam sido esmagados aos poucos.
Victoria Leister... bem... estava caída sobre o estofado. Seus cabelos faziam-a parecer Medusa, a água que havia invadido o carruagem fazia-os flutuarem {a imagem vai se aproximando do rosto da garota cada vez mais....}.
Mas a vida é surpreendente e quando tudo parece perdido... {se aproximando cada vez mais...}
... sempre há uma luz no fim do túnel....
{Cada vez mais...}
... e a morte não é o Fim, é um Recomeço.
{E para perto dos olhos dela.}
De repente Victória Leister abri os olhos e as águas os ultrapassavam, deixando suas íris azul brilhante.
Fale com o autor