Notas iniciais
O capítulo crucial para a FIC. Ansiosas? Enfim, espero que gostem e não queiram me matar KKKKKKKK

– José Miguel?! – Perguntou Ivana, colocando os braços sobre o ventre. – O que faz aqui?

Seu coração disparou, o desespero tomou conta de Ivana, pois ela teria que arrumar uma boa explicação para dar a ele, já que tinha feito muita coisa errada.

– Então é verdade, você ainda está grávida de mim! – Embora ele tentasse sentir raiva dela por tudo aquilo, a alegria de saber que ainda tinha suas mulheres era maior que seu orgulho.

– A maldita Valentina te contou, não? Eu sabia! E agora você veio me advertir que quando ela nascer a tomará de mim, certo?

– Claro que não, Ivana. Posso entrar? – Perguntou ele, fitando-a com ternura.

– Não, não pode. – Disse ela, impedindo sua passagem. – José Miguel, não há muito que conversar, eu errei por ter mentido, mas isso não muda o que fez.

– Fiz o que, mulher? Sua prima me agarrou e não tive muito que fazer, o que queria que eu fizesse? Batesse nela em sua própria casa?

– TALVEZ! Talvez... Enfim, entre.

– Não, não quero. – O comportamento infantil de José Miguel deixou-a realmente irritada.

– O que quer afinal? Você poderá vê-la sempre que quiser. Isabela te chamará de papá e saberá que é amada por ambos, não é isso que quer? – Colérica, o som de sua voz podia ser ouvido da rua.

– Isabela?! Eu não escolhi este nome. – Perguntou ele, puxando-a pelo braço.

– Me solte. – Disse ela, desprendendo-se dele. – A filha é minha e quem dá o nome sou eu.

– A filha é nossa! – Gritou ele, intimidando-a.

– Quem está carregando sou eu, quem amamentará sou eu e quem a criará também sou eu. – Na ponta dos pés, seus olhares se encontravam, mas eles traziam muita raiva para conseguirem se compreender.

– Fui eu que fiz e ela não será criada com outro homem. Que cabeça ela terá, Ivana? Chamar um homem de pai e ver sair outro do quarto de sua mãe. – Ivana não pensou duas vezes e deu-lhe uma bofetada.

Ressentida, ela bateu a porta com força, deixando-o falando com as paredes. Ela ainda esperava que pudessem ficar juntos, mas depois dessa discussão, ela acreditava que as chances seriam mínimas.

José Miguel, do outro lado da porta, era observado por todos os outros hóspedes enquanto chorava, mas não era motivo de vergonha para ele, afinal por amor nada é vergonhoso.

– Você precisa consertar isso. – Dizia ele para si. – Você precisa muito consertar isso, José Miguel. – Desnorteado, ele saiu do hotel, foi andando até ao bar, que não ficava muito longe do hotel, afinal nada fica longe em San Pedro de Las Peñas. Chegando lá, sentou-se sozinho e começou a pensar, a pensar em tudo que precisaria dizer e fazer para consertar sua atual situação.

– Eu não quero que minha filha chame Isabela, afinal já tenho um nome para ela. Ivana é muito cabeça dura e nunca me deixa escolher as coisas. – Pensava ele. – Mas tenho problemas maiores que o nome da nena, preciso recuperar a mãe dela!

– Deseja alguma coisa, senhor? – Perguntou o garçom.

– Um conselho. Se você tivesse a mulher mais linda do mundo, a mulher da sua vida em suas mãos, e tivesse a ponto de perdê-la, o que faria?

– Faria o possível e o impossível para continuar com ela.

– E o que seria impossível para você? – Perguntou ele, concentrado na conversa com o garçom.

– Por ela aprenderia até a voar, senhor. – Respondeu o rapaz rindo. – Converse com ela, diga o que sente, não seja orgulhoso. Mulheres gostam de homens sinceros, e se ela te amar muito, te perdoará.

José Miguel pensou por um tempo e juntou as peças.

– É isso! Voar. – Exclamou levantando-se. – Obrigado, rapaz, muito obrigado! – Inesperadamente ele abraçou o rapaz, que caiu na gargalhada.

Desesperado, ele correu até ao hotel, pegou a caminhonete e estacionou-a na calçada novamente. Assim como da primeira vez, ele subiu na carroceria, que passou para o capô e assim começou a subir no parapeito da janela.

Isabel tinha acabado de sair do quarto, foi para o quarto de Alonso, já que o pequeno Santi havia adormecido. Ivana estava sentada olhando para a janela, quando viu uma mão batê-la com força.

– Abre aqui! – Gritava ele, batendo no vidro. – Estou caindo. – Ainda assustada, ela foi até ele, a fisionomia de José Miguel era de desespero, e ela começou a rir. – Pare de rir e abra, Ivana!

– Já estou indo. – Quando finalmente conseguiu abrir, ele saltou para dentro. – Qual teu problema? Por que não usa a porta?

– Você, meu problema é você, e não uso a porta porque não gosto de coisas fáceis, e a prova disso é esse grande amor que sinto por você. Nada com você é fácil, meu amor.

Ivana se sensibilizou com a frase, mas ainda queria parecer dura.

– José Miguel, fale logo o que quer.

– Quero você. – Eu um movimento rápido ele a puxou para si, mas ela soltou-se dele.

– Não faça isso novamente e diga o que quer.

– Quero te pedir perdão, Ivana, por ser um idiota. – Disse ele, ajoelhando-se perante ela. – Não quero pedir somente por agora, mas por tudo que te fiz sofrer, acho que nunca fui tão sincero com você quanto agora. Ivana, minha Ivana, não sabe o quanto te amo. Uma vez, enquanto você dormia, eu te observava, e via o quão linda você é. Não, não é só linda, mas é a mulher da minha vida, Ivana.

Ivana já estava convencida de que o aceitaria, mas ainda queria fazer-se de durona, e não deixava-se fraquejar.

– Não estou disposta a sofrer mais, e agora não é só a mim que afeta, mas também a Isabela.

– Ela não vai chamar Isabela, Ivana, não ajudei a escolher o nome. E não, não vou te fazer sofrer. Olhe para mim. – Disse ele, levantando-se e afagando-lhe o rosto. – Tudo, ouça-me bem, tudo que te fiz de ruim ainda me dói muito. Meu pai me ensinou a ser um homem integro, correto e responsável, e eu te abandonei quando mais precisou de mim, o que sou? Eu nunca pagarei a dívida que tenho com você, mas me deixe tentar.

– Também devo te pedir perdão, meu amor, não devia ter mentido sobre a Isa...Enfim, sobre a nena , filho é filho, e hoje sei mais que nunca.

– Então me perdoa? – Perguntou ele, beijando-lhe a bochecha.

– Sim. – Mais nenhuma palavra foi dita por um tempo, eles estavam apenas sentindo um ao outro. O cheiro dele a remetia ao passado, a tudo, a aquele grande amor que eles aprenderam a sentir um pelo outro.

Ivana foi pendendo cada vez mais, até que juntos, caíram sobre a cama, seus olhares se encontravam, e sem dizer nenhuma palavra sorriam.

– Eu te amo.

Notas finais
Comentem e deixem uma autora feliz :D