Notas iniciais
– Ivana, quer dormir comigo?
Essa pergunta realmente a surpreendeu, ela esperava qualquer pergunta, menos essa.
– Que-quero,não. – Gaguejou ela, insegura.
– Quer ou não?
– Tenho medo de que eu durma, me iluda mais e você acabe voltando para o seu hogar, que são os braços de Valentina.
José Miguel foi até ela e agarrou sua mão, enquanto a outra lhe acariciava os cabelos.
– Te prometo que serei o melhor homem do mundo, estou disposto a qualquer coisa para te ver sorrir. – Ele a beijou na testa, enquanto a envolvia com seus braços fortes. – Agora vamos, preciso de você comigo.
Abraçados, eles caminhavam em direção ao quarto. As mãos de José Miguel estavam repousas sobre a cintura de Ivana, enquanto ela acariciava o ventre.
– Vamos dormir bem juntinhos, nós três. – Cochichou ele, rindo.
No quarto, José Miguel arrumou a cama e colocou mais um travesseiro, em pouco tempo já estavam confortavelmente instalados. Ele dormiu acariciando-lhe o ventre, dormiram um olhando para o outro, eles se admiravam. Ivana lhe acariciava o rosto, enquanto ele lhe acariciava os cabelos. Assim adormeceram, como um casal de adolescentes apaixonados.
Durante a noite Ivana acordou, ela teve pesadelo e isso a deixou alterada. No escuro, ela levantou e abriu a janela, deixando com que a luz da lua iluminasse todo o quarto.
– Algum problema, Ivana? Está passando mal? – Perguntou ele, saltando da cama, preocupado.
– Não, apenas tive um sonho ruim, desculpe-me, pode voltar a dormir.
Ainda preocupado, José Miguel a fitava fixamente, sua silhueta refletida no luar era mágica, seu corpo era provido de uma forma escultural que ele nunca havia notado. As pernas grossas e bem torneadas, quadril largo, cintura fina e tudo que uma verdadeira deusa herdara. Em um impulso, José Miguel beijou-a no pescoço, fazendo-a vibrar.
– José Miguel, o que está fazendo?
– O que deixei incompleto. Daquela noite de amor não me lembro, mas dessa lembrarei por toda a eternidade.
José Miguel a pegou com colo e foi beijando-a até a cama, com beijos quentes foi dominando-a lentamente, deixando-a muito excitada. As mãos de Ivana entrelaçadas em seu pescoço o deixava mais confiante para prosseguir o ato. A leve camisola que a cobria foi rapidamente arremessada longe, juntamente com seu sutiã.
– José Miguel, não brinque com meus sentimentos, eu realmente te amo. – Disse ela, interrompendo o beijo.
– Não estou brincando com você, realmente quero começar pelo começo.
– O começo não é assim. – Disse cobrindo-se com o lençol. – Se quer realmente algo sério, começaremos como dois puros adolescentes.
– E como namoram os adolescentes? Não acha um pouco tarde para isso não, Ivana? – Perguntou ele, sentando-se na cama.
– Não, não é. Realmente não sei o que estou fazendo aqui. – Ivana levantou e ainda coberta com lençóis foi em direção a porta.
– Espere! – Gritou ele, ficando em pé.
– O que quer agora?
– Te pedir perdão, afinal fui muito apressado.
– Tudo bem, irei para o meu quarto, amanhã conversamos melhor, boa noite, José Miguel. – Disse ela, deixando-o sozinho.
– Boa noite, Ivana, durma com os anjos. – Assim que ela fechou a porta, ele saltou sobre a cama, irado. – Viu o que fez, seu burro? – Pensava ele, esmurrando o travesseiro.
Enquanto isso, Ivana andava tranquilamente em direção ao seu quarto, seu rosto trazia um largo sorriso, ela finalmente conseguiu o que queria: Rendê-lo.
– Finalmente consegui o que queria, agora ele sentirá o gosto de como é ser rejeitado por alguém que se deseja, parabéns, Ivana, você fez um ótimo trabalho! – Trancando-se em seu quarto, seus saltos de alegria eram ouvidos a léguas, mas a alegria não era maior que o sono, assim ela se recolheu, feliz e saltitante.
Os movimentos, mesmo em camas separadas coincidiam, o corpo dele parecia estar exatamente pronto para receber o dela, e ela sentia falta de um calor, o calor de José Miguel. A noite não tinha fim, um precisava do outro, mas ambos orgulhosos sofriam calados.
– Bom dia, bebê. – Disse ela, passando a mão sobre o ventre. – Como passou a noite?
Ivana foi para o banho, as gotas que caiam sobre sua cabeça não limpavam só seu corpo, mas também sua alma. Embora também desejosa daquele corpo, ela precisava ser firme, ninguém entendia o quão horrível foi seu sofrimento.
– É temporário, Ivana, logo você poderá se atirar nos braços de seu amado. – Pensava, enquanto se lavava. Minutos depois saiu, envolta em seu roupão, ela esbanjava sexualidade, essa intacta. A gravidez deu mais charme a tudo aquilo e as roupas continuavam as mesmas, provocantes e chamativas, deixando em destaque suas curvas, as belas curvas, que deixavam qualquer homem rendido.
– Azul ou roxo? – Pensava ela, em relação ao vestido. – Azul!
O azul Royal realmente a valorizava, de mangas longas ele tinha um ar ‘recatado’, mas seu comprimento mudava esse pensamento, era assim que Ivana queria parecer, controversa, independente e fatal. A charmosa barriguinha a deixava ainda mais sexy, sendo mãe ela exigia respeito e respeito é sempre uma coisa antagônica quando se trata de sexualidade.
O perfume doce era borrifado com tranqüilidade, nunca se apressa a arte, quanto mais demorado o processo de formação, melhor resultado terá.
– Pronto, estou exatamente como eu queria estar, estou perfeita. – Seu sorriso era tão sincero e malicioso, poucas vezes na vida sorriu assim.
Em passos lentos ela caminhava até a sala de jantar, a mulher confiante que ela era precisava aparecer.
– Bom dia, senhora, bom dia, José Miguel. – Disse ela, sentando-se na mesa.
– Bom dia. – Responderam juntos.
– Como passou a noite? – Perguntou ele, servindo-a.
– Bem, obrigada.
O café foi silencioso, ele a fitava com desejo enquanto ela fazia a desentendida inocente. Ao terminar, Ivana levantou-se bruscamente.
– Aonde vai? – Perguntou ele.
– Vou a San Pedro, comprarei algumas coisas para o meu bebê.
– NOSSO bebê e irei com você.
– Não precisa.
– Eu insisto. – Disse ele, acariciando as delicadas mãos de Ivana.
– Tudo bem, vamos.
Eles entraram no carro e em menos de meia-hora haviam chegado à cidade, foram a uma loja infantil e lá se distraíram por horas, vendo roupinhas e brincando. As bonecas que ficavam de amostra foram todas papachadas pelos mais novos papais.
– E se for um menino, José Miguel?
– Será tão lindo como eu, que tal? – Disse ele, fazendo pose.
– Tão lindo e tão modesto quanto, verdad? – Retrucou ela, em meio as gargalhadas. – E se for menina?
– Que tenha seus olhos, meu amor. – O ‘meu amor’ a deixou extasiada, ele estava aprendendo valorizá-la como a grande mulher que ela era. Seus olhos a fitavam com paixão, uma paixão ardente que ele nunca havia sentido por alguém. Ivana tentava desviar o olhar, mas era impossível ignorar tal gesto. Eles se abraçaram, enquanto juntos carregavam uma boneca.
– Que coisa linda, não, Ivana? – Surpreendeu Valentina, aplaudindo-os cinicamente.
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