Aprendendo a te amar
10 10
Notas iniciais
Juntinhos, eles passaram a noite, para que de manhã partissem para voltar a vida de antes.
Na manhã seguinte os dois despertaram juntos, tomaram um banho rápido e partiram para San Pedro de las Peñas. A viagem de volta pareceu bem mais curta, e em menos de quatro horas estavam de volta à fazenda dos Montesinos, Leonor parecia eufórica, nunca houvera sido tão carinhosa com Ivana, talvez nem mesmo com seu filho.
Exaustos da viagem, José Miguel e Ivana foram dormir um pouco, agarradinhos eles passaram à tarde. Já anoitecia e despertaram para o jantar.
– Bom dia, meu amor. – Brincou ele, sentando-se na cama.
– Boa noite, querido, como passou à tarde? – Retrucou ela, em meio as gargalhadas.
– Maravilhosamente bem, sabe o por quê?
– Não faço idéia, José Miguel, conte-me o porquê.
– Porque passei com você. – Ele agarrou-a para um beijo, e assim levantaram para o jantar. Leonor havia passado a tarde dormindo também, e ainda não havia despertado, aproveitando a brecha, os pompinhos deixaram a casa para ir até à ‘Los Cascabeles’, já que Ivana estava morrendo de saudades de sua mãe.
Chegando a casa, Valentina brincava com o pequeno Santiago e Alonso os observava admirado. Finalmente conseguira se reconciliar com o amor de sua vida, a porta estava aberta, assim Ivana adentrou sem qualquer cerimônia.
– Olá, tio José Miguel! – Disse o menino, correndo abraçá-lo. Quando o pequeno se deparou com Ivana, deu um passo para trás e sorriu acanhado.
– O que aconteceu, Santi? – Perguntou Valentina, levantando para cumprimentá-los.
– É que eu a conheço, e uma vez ela brigou comigo. – Ivana ficou vermelha, nem se lembrava mais do que havia feito ao pequeno.
– E o que te fiz? – Perguntou ela, ajoelhando-se perante ele.
– Me deu um tapa na mão porque eu estava passando o dedo no bolo. – Disse ele, pegando nas mãos de Ivana.
– E o senhor me desculpa?
– Sim, quer ser minha amiga? – Perguntou ele, abraçando-a.
– Quero sim, Santiago. – Retrucou ela, beijando-lhe a testa.
– Pode me chamar de Santiaguinho. Ei, como é seu nome?
– Ivana, meu amor.
– Ah, sim, tia Ivana, pode me chamar de Santiaguinho.
Antes desse memorável momento, Ivana nunca tivera sido carinhosa com uma criança, para ela, crianças eram realmente desprezíveis e desnecessárias, eram apenas pequenas pessoas insuportáveis que nunca deveriam chegar ao mundo, mas com a sua criança prestes a chegar ao mundo, seu pensamento sobre os pequenos mudou totalmente, e como Isabel mesmo disse: — Santiaguinho é como você quando pequena. Já que fizera ‘às pazes’ com Santiaguinho, agora precisava fazê-la com Chuy e Terezinha, já que era tão estúpida para aqueles dois.
– Você sabe onde está minha mãe, amigo? – Perguntou ela, levantando-se.
– A vovó Isabel? Não sei, acho que está em seu quarto, não é, tia Valentina?
– É sim, Santi. – Respondeu Valentina, levantando-se para cumprimentar sua adorada prima. – Como está, Ivana? Senti muitas saudades tuas.
– Também senti, irmãzinha.
Quando o menino viu o ventre protuberante de Ivana correu abraçá-lo, deixando-a surpresa e feliz.
– Tem um bebê aqui dentro, tia? – Perguntou ele, beijando-o.
– Tem sim, logo ele ou ela nascerá para brincar com você.
– Quero que seja uma menina e que seja tão linda quanto a senhora.
– Ela é linda,não é? – Interrompeu José Miguel, carregando-o.
– É sim, tio, muito linda.
Alonso foi até eles para cumprimentá-los, e com tantas falas e risos, Isabel desceu ver o que acontecia.
– Filha? – Disse ela, descendo as escadas.
– Olá, mamãe. – Respondeu abrindo os braços.
Ivana parecia ter realmente mudado, seu semblante era terno e reconfortante, a imagem de sua filha grávida a fez refletir, como um flashback, a vida de Ivana passava pela cabeça de Isabel, desde o ventre, o nascimento, a primeira palavra, o primeiro passo, o primeiro dente mole e até do primeiro namorado, ela não havia notado quanto tempo havia passado, sua pequena filhinha, a quem chamavam de Ivanita, agora era uma linda mulher.
– Filha! – Disse Isabel, correndo para abraçá-la. Mesmo sem entender, Ivana a retribuiu, nunca tivera ganhado um abraço tão carinhoso de sua mãe. Abraçadas, a única comunicação delas era pelo olhar, Ivana era a filha que Isabel sempre quis, esteve sempre com ela, mas o que faltara era um olhar terno a aquela criatura.
– Mamãe, eu estava morrendo de saudades. – Elas, juntamente com Valentina passaram alguns minutos conversando, até que Santiaguinho deu um sinal sobre a hora.
– Tia Valentina, estou com sono, me põe para dormir? – O menino esfregava os olhinhos, enquanto andava em direção a sua amada tia Valentina.
– Acho que é hora de ir, meu amor. – Interrompeu José Miguel, abraçando-a por trás.
– Também acho, querido. – Eles cumprimentaram os demais, e antes de subir para o quarto, o pequeno Santiago correu até Ivana que o esperava de braços abertos.
– Tia, a senhora volta amanhã, verdad?
– Tentarei, meu amor, agora vá dormir. – Deixando a casa, eles partiram felizes, comentavam sobre o futuro e sobre o bebê, que era o assunto favorito.
– Ivana, como se cuida de um bebê? – Perguntou ele, voltando-se para ela.
– Não sei, também preciso aprender. – Rindo, ela acariciava o ventre. As mãos pareciam proteger o pequeno ser que habitava em seu corpo, a cada toque, ela parecia sentir o cheiro de seu bebê, ver seu rostinho e até sentia seu peso nos braços.
O caminho foi curto, Leonor ainda não havia despertado, e exaustos foram para o quarto. Enquanto Ivana se banhava novamente, José Miguel a esperava desejoso, seu corpo pedia o dela, porém estava cansado demais. Finalmente saindo do banho, eles conversavam sobre o dia.
– Você reparou como o Alonso te observava, meu amor? – Disparou ele, sentando-se na cama.
– Não, como olhava?
– Com desejo. Pobre homem, mal sabe que você é só minha.
– Sim, só sua. –Desligando a luz, Ivana deitou-se ao lado do amado, ele parecia inquieto, mas não trocaram mais nenhuma palavra.
Um pouco mais tarde, Ivana começava a adormecer e José Miguel permanecia desperto, e sua brilhante cabeça maquinava algo, que provavelmente a envolvia. Levantando-se discretamente, ele sentou no chão, próximo aos pés da cama e na mesma discrição foi se infiltrando nas cobertas, assim chegando até as pernas de Ivana, que estavam nuas e entre abertas. Em um movimento rápido, ele tirou a calcinha da amada e acariciava-lhe a intimidade com a boca. Sentindo o toque quente do marido, Ivana descobriu-se e pressionava-lhe a cabeça para que aumentasse a intensidade das caricias. Os gemidos roucos ecoavam por todo o quarto, embora leves, demonstravam o quanto gostava daquilo tudo.
José Miguel tirou a camisola que Ivana trazia, deixando-a completamente nua, os toques do amado a faziam estremecer, completamente rendida e apaixonada, ela se deixou levar pelo parceiro, que fazia aquela bela dança simétrica e linda. Aos poucos ela foi o despindo, e seu membro se encontrava no ápice da rigidez, e os corpos se precisavam. Ágil, José Miguel sentou-a sobre o colo, e sentindo a respiração ofegante do amado, Ivana iniciou os movimentos, que se faziam cada vez mais rápidos e prazerosos. O suor perfumado de Ivana exalava por todo o quarto, aquelas perfeitas criaturas se fundiam em um único corpo, um corpo que pensava com o coração.
Na mesma freqüência eles se movimentavam e em pouco tempo chegaram ao ápice do prazer, assim repousaram, um agarrado ao outro.
– Você é a mulher da minha vida, Ivana.
Fale com o autor