Aprendendo a Viver.

20 Capítulo 19 - Mudanças.


Notas iniciais
Oiii, gente. Mais um capítulo novinho para vocês.
Desculpem-me a demora extrema para atualizar a fanfic, mas creio que a partir de agora, as atualizações das fanfics vão demorar um pouco mesmo.
Explicação na nota do autor.
Bom, mas espero que vocês gostem e divirtam-se. Beeijos. ;*

Capítulo 19 — Mudanças.


- Bella, acorde. Vamos lá, querida, você vai se atrasar.

Minha mãe me sacudia docemente enquanto falava de maneira alta para os meus ouvidos que mal estavam acordados, tentando me despertar.

Abrir os meus olhos com dificuldade e um gemido de insatisfação na garganta. Parecia que eu estava voltando a alguns meses atrás — quando cheguei aqui e não queria ir para a escola pública.

- Vamos lá, Bella. Acorde ou você vai se atrasar para a aula.

Ela deu um tapa leve em minha perna e depois saiu pela a porta — ela sabia que eu iria me levantar.

Quando ela se foi, eu rugi um pouco baixo e bufei, levantando-me.

- Bom... — Comecei a falar comigo mesma. — Se for para encarar isso, vamos lá. — Minha voz saiu irônica até para mim mesma.

Depois de mais algumas reclamações da minha parte, eu lembrei das palavras de Edward na noite seguinte e decidi que conseguia fazer isso da melhor forma. Ele estava certo. Isso era o melhor para mim e, contando que ele estivesse comigo, como ele prometeu, eu enfrentaria isso como uma coisa boa e não como uma coisa ruim.

Levantei-me um pouco mais confiante e peguei minhas coisas necessárias para o banho. Arrastei-me para o banheiro, despi-me e entrei na água quente.

Enquanto tomava banho, tentava lembrar a mim mesma que eu não tinha o porquê de está tão tensa. Era só mais uma escola.

Mais uma escola que não teria os meus amigos verdadeiros. Lembrei a mim mesma de mal grado.

Desliguei o chuveiro e sair do banho. Vesti uma calça jeans e peguei uma blusa mais leve de alça, já que o dia hoje estava bem limpo devido a neve que se fora e levara uma parte do frio consigo.

Depois de pentear o cabelo, não ligando muito em deixá-lo muito arrumado — ele iria se despentear de qualquer maneira -, eu peguei a minha bolsa com o material que minha mãe tão prontamente preparou para mim na noite anterior e desci para tomar o café.

- Então? Feliz? — Charlie perguntou quando eu me sentei com uma cara não muito agradável na mesa, em frente a ele.

- Preferia ficar na escola onde eu estava. — Eu murmurei mal-humorada, tentando não olhar o seu rosto enquanto falava e pegava um pop tarts que minha mãe deixara no meio da mesa.

Charlie suspirou, meio desanimado com o meu humoer e olhou para minha mãe — aqueles olhares que diziam alguma coisa que eu não podia saber o que era.

- Nós já conversamos sobre isso, Bella. — Anunciou sem muito inflexão na voz. Ele colocou o jornal que lia em cima da mesa e se inclinou também para pegar um pop tarts. — Se sua dificuladade em ir para um colégio que você sempre esteve acostumada é a falta que você diz que Jacob irá fazer, ele não se afastara de você, OK? Não se preocupe quanto a isso.

Dei de ombros, mordendo o café da manhã. Deixaria que eles pensassem que o único motivo era isso. Pelo o jeito essa questão "Jacob" parecia não mais afetar eles.

Eu estava desconfiada em Charlie e Renée terem parado de me jogar para o meu amigo. Eu acho que isso se devia ao fato da minha indiferença na última vez que eles tentaram. De qualquer maneira, eles deviam está satisfeitos por pelo menos a amizade entre mim e Jacob está redendo. Esperava que eles continuassem apenas esperando isso do nosso relacionamento.

Eu tomei o café da manhã sem mais discutir. Não havia mais nada que eu pudesse fazer ou dizer, o jeito era apenas aceitar.

Quando terminei o café, vi que estava quase em cima da hora.

Meu pai e minha mãe me deram um beijo de boa sorte e Charlie me indicou o caminho que eu deveria pegar. Era o caminho do lado oposto ao que eu pegava antes para ir ao colégio público. Parecia uma linha divisória de diferenças que havia naquela cidade.

Dirigi devagar pelas as ruas, sem muita vontade de chegar ao meu destino. Não sabia o que esperar de hoje. Não sabia o que esperar de voltar novamente a vida que eu tinha antes — se não totalmente, pelo o menos uma parte dela.

Eu tinha medo que minha rotina mudasse, tinha medo do que essa nova velha realidade poderia ter como consequências. Tudo poderia vim para cima de mim, menos o meu afastamento de Edward. Isso seria o fim de qualquer futuro que eu desejaria para mim.

Poderia parecer melodramático, mas tudo o que eu precisava era que ele estivesse em minha vida. Era isso e não bastava mais nada.

Não demorei muito a chegar á escola — por mais que estivesse fazendo o possível para demorar — e pelo o que via, estava bem adiatada.

Claro que havia muitas diferenças entre essa escola e a escola do outro lado da cidade. Essa era bem estruturada. Não havia apenas um prédio como era na escola pública. Havia vários lado a lado e, diferentemente dos alunos que estudavam no colégio antigo, a vestimenta dos poucos que entravam ali eram completamente diferentes dos que eu via no colégio público. Na fachada havia uma grande placa com o nome Forks High School em tom azul.

Com um suspiro grande e, agradecendo por ainda está adiantada, eu parei minha picape em frente a umas das construções que tinham como nome SECRETARIA. Demorei um pouco para descer do carr, de tão nervosa que estava, mas quando eu vi que precisava fazer isso, desci da minha velha caminhonete e segui pelo o caminho de entrada que tinha até a porta.

Estava quente dentro da secretaria quando eu entrei. Rapidamente, eu reparei o aquecedor ligado no alto da parede — aqui eles não deviam se preocupar com a conta de energia ou qualquer outra coisa do tipo, como era na escola pública.

A secretaria não era muito grande. Uma sala retagular, com um balcão de madeira no meio, dividindo o ambiente em dois. Do outro lado do balcão, havia uma muher ruiva que levantou os olhos de algum papel que lia quando eu passei pela a porta que fazia tilintava quando batia nos sinos no alto dela.

Ela sorriu e se levantou da cadeira enquanto eu me aproximava do balcão timidamente.

- Você é? — Perguntou com educação.

- Isabella Swan. — Anunciei humildemente.

Eu deveria está sendo esperada. Afinal, era a filha do novo chefe de policia que estava entrando quase no final do semestre em uma escola particular.

- Ah Sim! Claro, Isabella. Eu deveria suapeitar.

Como eu disse, deveria está sendo esperada!

Sem que esperasse que eu respondesse alguma coisa, ela foi até a sua mesa e depois voltou com alguns papéis em mãos.

- Estes são os seus horários de aula e isso é o mapa das salas que você irá frenquentar. — Ela falava enquanto me entregava os papeis e me mostrava. — Esse outro é para você trazer aqui no final da aula, assinado pelos os professores. — Sorriu calarosamente quando me entregou a última coisa.

- Obrigada. — Eu sussurrei, analisando aquilo tudo.

- Eu acho que você conseguirá ficar no mesmo padrão de assuntos em que os alunnos estão aqui. — Ela falou. — Em que escola você estava estudando? Só por prevenção, já que você entrou no final do semestre.

- Hã, eu estava estudando na escola pública. A que fica do outro lado da cidade. — Eu falei com tranquilidade. Ela não deveria está sabendo disso?

- Oh sim! — Ela pareceu espantada e depois ficou me olhando como se estivesse procurando algo. Sua expressão voltou ao normal, antes mesmo que eu percebesse o que ela procurava. — Sendo assim, acho que você terá que batalhar muito para ficar no pé dos alunos daqui. — Ela falou ainda com um sorriso no rosto, mas eu vi a rejeição que ela tinha ao falar sobre o colégio.

De repente, eu senti uma fúria dentro de mim. Claro que as pessoas deveriam discriminar as pessoas daquela escola — eu mesmo descriminei quando entrei ali — mas, nenhuma delas sabiam a dificuldade ou o que eles lutavam para ter uma mísera edcucação. Ninguém se preocupava com isso, aliás.

Eu cerrei meus olhos para a secretária que ainda sorria de maneira gentil — apenas uma máscara — e, depois de soltar um pequeno sorriso irônico, eu bufei e virei a cara.

- Boa sorte, querida. — Ela gritou lá de dentro quando eu sair um pouco irritada da sala. Provavelmente, não precebeu o olhar assassino que eu lancei para ela.

Não respondi, apenas fechei a porta com força excessiva e segui para a minha picape estacionada no meio fio. Entrei e suspirei, jogando os malditos papeis no banco ao lado.

Vi que a escola já estava um pouco cheia, então eu liguei o carro e segui pelo o estacionamento, atrás de uma vaga.

Ainda bem que os carros dali não pareciam tão melhores que os meus, havia um ou outro que realmente chamava atenção, mas nenhum que rebaixasse tanto a minha picape. Eu senti que mesmo que tivesse, eu não ligaria para isso. Ter algo não defini quem realmente somos.

Estacionei e desliguei. Por um momento, só minha mente estava ali. Minha mente que me mostrava a todo instante que eu deixava, o lindo rosto de Edward. Ele me daria coragem para seguir com isso, mesmo que não estivesse presente fisicamente ao meu lado.

Queria não ter que sair daquele carro, mas o sino estridente de começo de aula que tocou e me sobressaltou, lembrou-me exatamente onde eu estava, antes mesmo de me esquecer completamente disso.

Antes de descer, peguei o maldito mapa — mapa que não precisava na outra escola — e tentei decorar as salas para não ter que ficar com aquilo enfiado em meu nariz o dia todo. Depois que vi a direção que teria que pegar para minha primeira aula, respirei fundo e disse para mim mesma:

- Hora do show.

Peguei a minha bolsa e sair. Fechei a picape e quando sair de trás dela, olhei para frente.

Milhares de alunos sorridentes seguiam com seus grupos de amigos para suas aulas, para as suas atividades. Eu sabia que seria dificil eu me acostumar a esse ambiente novamente, depois de tudo o que vi no mundo de Edward. Ainda havia a preocupação com ele, a dúvida se ele estaria bem ou não. A inseguraça de saber se James ainda estaria ou não por perto dele.

Eu gemi, pessimista. Eu sabia que o que era para ser fácil para mim há alguns meses atrás, não seria nada fácil agora. Mesmo com esse pensamento, obriguei aos meus pés a seguir em frente.

Não importava, ali era o meu futuro e era o melhor para mim, tanto nas palavras dos meus pais, tanto nas palavras de Edward. Então, se os três queriam tanto isso de mim, eu iria em frente.

- Oi. — Uma voz fina falou as minhas costas enquanto eu andava pelo o caminho me levaria á primeira aula; Educação civica.

Eu demorei um instante para saber se ele estava falando comigo ou não, então depois que ouvir uns passos atrás de mim, concluir que realmente era comigo. Eu parei e olhei para trás, confusa.

Um garoto de cabelos chanel e preto, estava a uns três passos de mim enquanto vinha em minha direção com um sorriso. Eu encolhi ainda mais o cenho.

Alguém já querendo fazer amizade?! Òtimo. Pensei armagamente.

- Oi? — Eu respondi meio incerta quando ele chegou perto de mim.

- Oi — Ele repetiu e esticou a mão. — Meu nome é Eric. Você deve ser Isabella Swan. — Disse com um sorriso animado no rosto.

- Bella. Bella Swan. — Sabia que teria que fazer essa correção mais algumas vezes hoje. O que não seria necessário se ainda estivesse na escola com Edward. Tentei não gemer de desgoto, novamente.

- Oh! Sim, claro. — Eric concordou. — Você estava sendo esperada aqui. A filha do chefe de policia que entra na escola faltando duas semanas para o fim do primeiro semestre. — Ele sorriu, como se achasse engraçado. — Todos estão um pouco curiosos sobre você quais os seus motivos por entrar somente agora.

- Aaah! — Foi a única coisa que saiu da minha boca.

Ele reparou que eu não ia falar nada e olhou para as minhas mãos, onde eu estava segurando o horario de aulas.

- Então, eu posso lhe acompanhar? Em qual sala você estaria agora? — Perguntou educado e ansiosamente.

- Hmmm, Educação Civica. Predio oito.

- Oh. Eu estava indo para a sala sete, posso te acompanhar. — Anunciou entusiasmado e eu assenti, tentando sorrir agradavelmente.

Começamos a andar nós dois pelo o caminho.

- Então... — Ele começou depois de um tempo calado, parecendo hesitante. — Você se mudou para cá no começo do ano, certo?

Pelo o jeito todo mundo ali tinha minha ficha cadastral.

- Sim. — Eu respondi simplesmente.

- De onde você veio? — Ele perguntou parecendo realmente interessado.

- Jacksonville.

- Jacksonville? — Ele riu, achando graça de alguma coisa que eu não entendia o que. — Você era mesmo assim branca? Ou realmente perdeu a cor quando chegou aqui? — Perguntou divertido.

Eu sorrir e virei o rosto, quando uma frase que parecia ter vindo de séculos atrás venho em minha cabeça." As pessoas da Florida não deveriam ser tipo assim, bronzeadas? " Edward falara uma certa vez, na nossa primeira conversa de conhecimento um do outro.

Sem querer, eu sorri por lembrar a voz de veludo do meu namorado. Eric abriu ainda mais o sorriso — na certa, achando que tinha achado engraçado a sua piada.

- Eu sempre fui assim. — Eu falei melacolicamente.

Tudo era tão diferente do mundo que eu estava vivendo. Em cada canto, em cada detalhe haviam diferenças, haviam contrastações. Os alunos rindo por terem tudo com muita facilidade, suas roupas, a estrutura do colégio, a arrumação, a falta de dificuldade. De repente, senti-me agustiada; o meu mundo e o de Edward agora pareciam se atenuar ainda mais. Cada vez mais diferente um do outro. Isso me deixava tão triste.

Era como se o buraco que antes existia e nós lutamos para tapá-lo estava se tornando cada vez maior depois que eu pus os pés ali.

- Eu acho que é aqui que você fica. — A voz de Eric me tirou dos pensamentos.

Eu olhei meio atordoada para ele e depois para placa que tinha o número oitro bem grande. Eu voltei minha face para Eric e sorri.

- È, eu acho que é aqui. Obrigada Eric. — Agradeci, enquanto começava a tomar o meu caminho para a porta.

- De nada. Nos encontramos por ai. — Ele falou animado, com certeza um requisio de esperança na voz.

Eu voltei minha face para frente e a sacudi de um lado para o outro. Teria que pedir para aquele dia passar logo. Precisava ver o rosto de Edward no final e ter a certeza de que nada iria mudar.

O resto do dia não foi melhor que o começo. Por incrível que pareça, em cada coisa eu sentia saudades de está no outro ambiente. Sentia saudades das piadas constantes de Emmett toda vez que eu chegava no colégio e, com a pressa de ir para os braços de Edward, tropeçava em meus proprios pés. Sentia saudades da animação e da verdade que os olhos de Alice refletiam para mim, mostrando que ela era a melhor amiga que eu poderia ter no mundo. Sentia saudades da quietude de Jasper, que mesmo não sendo tão próximo a mim, fazia o possivel para que eu ficasse a vontade. Sentia saudades das brincadeiras de Seth e Justin, dois garotos tão novos que já naquela idade tinham que entrar em uma gangue para se proteger. Até do olhar irritado de Rosalie, eu sentia saudades. E, por incrivel que pareça, de todos os meus amigos, depois de Alice, eu sentia a maior saudade de meu amigo Jacob. O seu sorriso debochado cada vez que eu olhava para ele com preocupação ou seu sorriso branco na pele marrom avermelhada.

Mas, a cima de qualquer um, eu sentia a saudades dos braços de Edward cincundando minha cintura toda vez que andávamos pelos os corredores para trocar de aula, sua voz de veludo em meu ouvido, seu beijo de bom dia em meus lábios.

Ali não havia nada disso e eu sabia que teria que aguentar.

Depois da aula civica, foi minha aula de Literatura inglesa. Mais do que qualquer uma, essa trouxe uma nostalgia enorme em meu coração. O Sr. Barner parecia ser legal, mas ninguém, nenhum professor, chegava aos pés ou coração de Carlisle, o melhor professor e melhor sogro que alguém poderia ter. Queria que fosse ele ali na minha frente dando aula sobre a obra do Morro dos ventos uivantes.

Na aula de exatas, onde eu já odiaria o professor somente pelo o assunto que ele dava, o Sr. Varner me colocou a frente para me apresentar aos alunos. Depois de gaguejar e corar, eu fui sentar na última cadeira, não conseguindo desviar os olhares curiosos dos alunos em cima de mim.

Na troca de aula de exatas para história, um outro garoto veio falar comigo enquanto eu avaçava pela a pequena garoa que agora caia.Ele tinha os cabelos loiros e eram arrepiados para cima. Seus olhos eram azuis e ele tinha ccara de bebê. Ele me lembrava muito um dos dois namorados esnobes que eu tive em Jacksonville.

- Você deve ser Isabella Swan? — Ele perguntou quando me alcançou.

- Bella. — Corrigi.

- Oh! Meu nome é Mike Newton. — Estendeu a mão para que eu apertasse e assim eu o fiz. — Qual a sua aula agora? — perguntou sem hesitação.

- História. — Eu falei simplesmente.

- OH! Sério. A minha aula também. — Ele parecia bem empolgado com essa grande coencidência.

- Hã. Tudo bem. — Dei de ombros.

- Todo mundo aqui ta bem curioso porque você decidiu entrar no colégio particular somente agora. — Ele tagarelou, não parecendo nada envergonhado por parecer tão curioso. — Em qual escola você estudava? — Perguntou, lançando seus olhos azuis brilhantes em minha direção.

Eu respirei fundo, olhando o caminho na minha frente enquanto falava.

- Na Forks State School. — Minha voz não falhou. Eu não tinha vergonha de falar onde estava antes.

Mike ficou mudo do meu lado, depois expirou como se estivesse bastante surpreso.

- Vo... Você estava estudando naquela escola? — Parecia bastante perplexo. — Dizem que lá é bem perigoso. — Agradeci que não fosse um acusamento da parte dele, apenas uma sugestão.

- Nem tanto. — Minha voz adquiriu um tom defensivo. — Você aprende muitas coisas morais enquanto está lá.

- Imagino. — Ele pigarreiou, como se agora estivesse envergonhado do comentário feio de antes. — Não parece está muito feliz em está aqui. — Outra sugestão.

- Apenas não esperava que estivesse tão desacostumada com esse ambiente. — Fui sincera. — Eu realmente gostava da outra escola.

Os olhos de Mike se abriram, ainda mais surpresos do que a primeira vez.

- Sério? — Ele limpou a garganta. — Digo, o que tinha de tanta importância lá?

Eu dei um sorriso torto, olhando para os meus pés.

- Muitas coisas. Amigos e ensinamentos verdadeiros de vida que eu nunca vou consegui aqui. — Dei de ombros.

- Entendo. — Ele murmurou, parecendo pensativo. — Bem, Bella, mesmo assim, se quiser uma ajuda para tentar se acostumar aqui novamente, pode contar comigo. — Ele foi sincero e eu gostei de ouvir aquilo. Podia haver pessoas ali que não fossem tão fúteis. Eu não podia generalizar esse adjetivo a todo mundo.

- Tudo bem, obrigada Mike. — Respondi com um pingo de voz.

E eu estava certa em relação a nem todo mundo ser fúti.

Na aula de história, eu conheci outra garota animada demais para não se importar em falar comigo. Jéssica Stanley. Mas, eu não estava falando dela quando disse sobre a futilidade — Jéssica era uma daquelas garotas que não parava de falar sobre roupas, sapatos, festas, garotos; uma eu antiga.

Quando eu falei em nem todo mundo ser fútil, eu falei em relação á Angela. Uma amiga de Jessica e Mike. Ela era quieta e eu gostei quando ela não se importou em ficar calada ao meu lado enquanto nós avançavamos em direção o refeitorio.

Refeitório. A hora em que os alunos estariam mais afoitos na escola pública. Todo mundo feliz porque ia comer, todos valorizando ao máximo a comiida que tinha em sua frente. Ali era diferente, como sempre foi. Os alunos eram animados, com certeza. — qualquer adolescente era — mas, a quantidade de comida que eles escolhiam e pagavam eram enorme. Sem contar o tanto que eles deixavam no final, para somente jogar no lixo por não quererem mais.

Novamente, eu agradeci ter Angela ao meu lado. Ela foi a única a pegar o tanto que ia comer e não deixar nada, assim como eu.

A hora no refeitorio passou lentamente enquanto todos na mesa faziam perguntas constantes para mim. Estavam todos sentados juntos; Mike, Angela, Jéssica, Lauren — uma garota que parecu não ter indo com minha cara — Eric e mais outro garoto que eu não me lembrava o nome.

Todos — menos Mike e Eric que já sabiam e Angela que não parecia se importar de onde eu viera — ficaram surpresos quando eu disse a escola que eu estudava antes. Todos ali a repudiavam. Jéssica e Lauren trocaram palavras desonrosas sobre os alunos do colégio, dizendo que todos eram perigosos e sem confiança. Eu tive que intervir. O que fez Jèssica ficar meio constragida e Lauren não gostar ainda mais de mim.

Pelo o menos, uma coisa me agradou naquela hora. Eu comentei que estava atrás de emprego por querer ter um dinheiro ganhado com meu trabalho e Mike, super empolgado, comentara comigo que a loja de sua mãe estava precisando de uma nova assistente. È claro que eu fiquei animada. Mike disse que iria avisar a sua mãe para eu ir lá na tarde do proximo dia.

Isso iluminou um pouco mais a minha tarde que também passou lenta.

Tive aula de biologia — aula que sempre me lembrava o Edward — da qual sentei do lado de uma garoto quieto e não muito falante. Depois foi a maldita aula de Ed. fisica, da qual eu não era obrigada tna escola pública. Outra coisa para eu odiar ter que está ali.

Pelo o menos o professor de Ed. Física, Senhor Clapp, deu-me uma roupa que estava jogada e faltava por ali, e eu só tive que ficar observando os alunos jogarem por ser novata. Mas, eu sabia que não iria fugir disso da próxima vez.

Quando sair da quadra, eu pude expirar o ar novamente; me senti livre.

Jèssica, Mike, Angela e Eric andavam comigo pelo o estacionamento. Quando eu estava procurando as chaves da minha picape na bolsa, ouvir a voz fina e fresca de Jéssica comentar:

- Oh Meu Deus! Olha como aquele garoto é lindo!!

Lauren comentou:

- Mas, olha as roupas dele. — Eu ouvi sua voz tremer, como se estivesse com medo da imagem.

Rapidamente, eu ergui meus olhos e procurei pela a figura que eu sabia que iria encontrar pelo o estacionamento.

- Bella, por que ele está encostado em seu carro? — Mike perguntou preocupado.

- Como deixaram esse garoto entrar aqui? Será que ele é algum deliquente? — Eu ouvir Lauren perguntar em voz baixa para Jéssica.

As vozes eram apenas algo de fundo no meu ouvido quando, finalmente, eu encontrei o par de olhos que eu ansiava ver praticamente o dia todo; os lindos e brilhantes olhos verdes. Os olhos do meu Edward.

Meu coração palpitou de maneira mais rápida do que se eu estivesse em uma corrida, quando os seus olhos se cruzaram com os meus e o meu sorriso torto preferido surgiu em seus lábios perfeitos. Quando eu o vi ali, parado em minha espera, a certeza de que tudo estaria certo assolou novamente em meu coração.

- Uai, por que ele está sorrindo para você, Bella? — Eu ouvi Eric perguntar ao meu lado.

- Você o conhece? — Mike perguntou quase cobrando uma resposta.

Sem desgrudar os olhos dos olhos de Edward, eu respondi, iluminada por vê-lo:

- Sim. — Um sorriso saia dos meus lábios quando todo mundo lançou um olhar incrédulo para mim. — È o Edward. Meu namorado.

A partir daí, eu não aguentei mais. Ouvindo as exclamações de sustos dos meus colegas pela a minha confissão, eu disparei em uma carreira frenética pela a distância que me separava dos braços do garoto que eu amava. Assim como eu esperava que ele fizesse, Edward abriu ainda mais o sorriso e, juntamente, os seus braços convidativos, quando eu corri em direção á ele tropeçando em meus proprios pés.

Com uma pressa incompreensível para qualquer pessoa que nos observava ali, eu cheguei pulando em cima dele, circulando minhas pernas em sua cintura enquanto ele segurava firme as minhas costas com suas mãos fortes.O beijo que se seguiu foi abrasador, cheio de saudades. O beijo mais ardente que eu vira nos dar. Era como se não estivessemos naquele ambiente, como se nada o que estivesse a nossa volta nos interessasse.

Afinal, eu não estava pouco me importando para o que aqueles alunos estariam pensando em me ver dese jeito, com as pernas cruzadas na cintura dele, enquanto ele me segurava com as mãos quase perto de meu traseiro para não me deixar cair. Tudo o que me importava naquele momento, era o que aquele beijo, aqueles braços faziam surgir dentro de mim. A sensação de está completa novamente, a sensação de que finalmente meu coração encontrara sua segunda parte em seus lábios. A sensação de sentir que a insegurança pelas as nossas diferenças estavam indo embora.

Quando ficamos sem ar, fomos capazes de nos separar como um imã que não quer se soltar um do outro. Edward encostou a testa na minha enquanto procurava estabilizar a respiração. Eu sorri, também arfando fortemente enquanto sentia suas mãos em minhas costas.

- Você veio!!! — Foi a única coisa que saiu da minha boca depois de eu consegui algum folêgo.

Ele abriu seu sorriso e, carinhosamente, tirou com a mão os cabelos que caiam em meus olhos..

- Eu disse que viria, não disse? Contei as horas para esse momento chegar.

Eu sorri satisfeita, vendo que tinha sido a mesma coisa para mim e, finalmente, fui capaz de soltar as minhas pernas da sua cintura, mesmo estando desgostosa por isso. Ele me ajudou a deslizar até o chão.

- Então, como estamos? — Ele perguntou calmamente, sem pressa nenhuma em sair do ambiente que ele poderia até repudiar.

- Bem melhor agora. — Eu sussurrei, feliz por vê-lo.

Ele pegou meu rosto e colou nossos lábios em um selinho intenso. Depois separou levamente seu rosto do meu e, com as mãos ainda segurando a minha face, ergueu os olhos para algo atrás de mim, dando um sorriso que demonstrava está se divertindo com algo que via.

- Seus novos amigos pararam de caminhar por parecerem tão surpresos.

Eu dei um sorriso, imaginando como estaria a expressão deles, e passei as pelo o pescoço de Edward.

- Acho que eles não esperavam que eu namorasse um deliquente. — Eu falei provocativa, brincando.

Ele deu de ombros, ainda com um sorriso divertido no rosto.

- Um deliquente que pode te matar aqui mesmo. — Sussurrou perto do meu rosto, seu hálito banhando minha face. — Na frente de todos.

Eu mordi os lábios e olhou no fundo de seus olhos.

- Só se for matar de amor.

- È o que eu quero. — E me beijou de novo, apertando-me contra o seu corpo de uma forma de deveria ser realmenrte crime ele fazer quando estivessemos em uma local tão movimentado.

Fomos finalmente capazes de nos separar quando paramos o beijo. Edward sorriu quando soltou minha cintura, dando-me passagem para eu caminhar, e eu quase ia caindo para trás, diante da falta de respiração que ele me fazia ficar com seus beijos.

Depois eu ajeitei minha bolsa nas costas e joguei a chave da minha picape para que ele fosse dirigindo. Eu olhei para trás, vendo os meus novos colegas ainda congelados diante da cena que tinha visto ali. Tive vontade de gargalhar, mas reprimi isso com um sorrisinho tímido, como se fosse minha despedida. Mike estava com os olhos esbugalhados — pareciam mais decepcionados com algo, do que preconceito -, Eric parecia meio pertubado, Lauren realmente estava com cara de nojo, Jéssica estava com a expressão tão assustada que me deu vontade de gargalhar novamente. Angela era a única que não tinha uma expressão exagerada; ela estava com o mesmo sorriso timido que eu sabia que eu tinha em meus lábios e seus olhos pareciam brilhar.

Depois de morder os lábios, eu acenei um breve tchau com a mão e entrei em meu carro, sem esperar que eles respondessem.

- Então, para onde vamos? — Eu perguntei quando Edward girou a chave na ignição.

- Para a sua casa. — Ele falou simplesmente, com um sorriso no rosto.

- Ah, Edward. — Eu resmunguei. — Mas, eu nem matei minhas saudades direito. — Cruzei os braços, fazendo uma expressão birrenta.

Ele gargalhou enquanto contornava o carro e entrava na fila de automóveis que formava para sair do colégio.

- Nós podemos namorar um pouquinho na esquina da sua casa. — Ele refletiu.Meu sorriso se alargou.

- E mais tarde você vai para a minha casa. — Completei.

- Bem mais cedo do que você queira. — Ele pegou minha mão e deu um leve beijo nas costas dela.

Sorri satisfeita.

Quando ele consegiu sair do colégio movimentado, eu olhei para a sua face. Não parecia pertubada ou desconfortável com o ambiente em que acabara de sair. Estava bem neutro, na verdade. Um sorriso faiscava em sua face, constrantando com toda a preocupação queeu tivera ao longo do dia pelo o medo de que nossas diferenças só se tornassem cada vez piores com aquela minha mudança.

Mas ali, no carro com ele, sua confiança, refletiu-se na minha. E, de repente, vendo seu rosto tranquilo, eu acreditei que nós iríamos ficar bem.

- Por que está encarando, Bella? — Ele perguntou divertido, sem tirar os olhos da estrada quando percebeu meus olhos em cima dele.

Eu sorri e elevei a minha mão para tocar a pele de seu rosto. Pequenos fiapos da barba começavam a surgir em sua pele lisa. Ele sempre ficava mais bonito assim. Ele inclinou a cabeça para o toque da minha mão, suspirando.

- Vendo o quanto você é bonito e especial. Obrigada por ter vindo me buscar. — Agradeci docemente.

Ele pegou minha mão e apertou na sua.

- Vou vim te pegar todos os dias. E tem mais... — Anunciou, lançando um olhar de relance para mim. — Como ainda tenho medo de James está por ai, eu vou te trazer todo dia para o colégio. È só me dizer onde esperar as seis horas da manhã, que eu estarei lá.

- Sério? — Perguntei animada com a ideia de poder lhe ver mais cedo do que queria.

- Uhun. — Ele concordou e seus olhos ficaram mais vazios enquanto ele cerrava para a pista a sua frente. — Não sabe o quanto foi dificil o dia de hoje. A saudade queimava em cada parte do meu corpo. Não quero ter que esperar tanto tempo para te ver. — Ele admitiu, parecendo ter vergonha dessa fraqueza.

Eu sorri satisfeita e me inclinei para beijar os seus lábios. Ele gargalhou.

- Bella, eu estou dirigindo.- Reclamou risonho.

Desculpe, eu não resisti. — Eu justifquei, meio constragida.

Depois, ele ergeu a mão direita, sem tirar os olhos e a mão esquerda do volante, e puxou suavemente minha cabeça para que se apoiasse em seus ombros. Eu fechei os olhos, feliz por tê-lo tão perto de mim.

No resto do caminho, nós conversamos amenidades. Ele estava curioso por saber como foi o meu dia e eu lhe contei em mínimos detalhes. Contei a ele sobre a cara de espanto de alguns quando eu disse o colégio que estudava antes e ele gargalhou, divertido.

Depois eu falei animada do emprego que já havia conseguido. Ele reagiu como eu imaginava; muito feliz por mim, dizendo que me acompanharia quando fosse para eu dar a entrevista. Eu concordei de bom grado; seria mais tempo com ele, o que é uma coisa que eu nunca recusaria.

Quando o meu assunto acabou já estavamos na esquina de minha casa. Depois de muitos beijos intensos trocados, eu perguntei a ele como tinha sido o dia no colégio dele. Ele falou, enquanto brincava com o dedo das minhas mãos, que tudo foi bem. Que sua gangue estava realmente sentido falta de mim. Que Emmett resmungava o tempo todo por não ter ninguém para tirar gracinhas pela a falta de coordenação, que Alice ficara desanimada o dia todo e perguntando para ele como será que eu estava me saindo no novo colégio. Seth, Justin e Jasper também pareciam preocupados comigo. A única — é claro — que estava feliz pela a minha ausência do colégio, era a Rosalie. Eu não me atingia mais com essas notícias sobre ela. Na verdade, estranharia se ela não reagisse assim. Edward me disse que até Carlisle sentiu falta de minha presença em sua aula. De acordo com ele, eu era a aluna mais empenhada nas aulas de Literatura inglesa.

Quando eu fiquei feliz com todas as novidades, tentei entrar em um assunto mais sério; James. Edward respondeu-me em poucas palavras e com uma carranca de resmungão no rosto que, até agora, tudo realmente parecia limpo, mas que, mesmo assim, durante uma semana eles continuariam fazendo as rondas.

Foi nesse momento que Edward, para não me dar mais explicações ou como ele diz, preocupações, viu que já estava na hora de eu ir para casa.

- Tudo bem. – Eu disse com uma expressão nada satisfeita por ter que me separar dele agora.

- Eu volto de noite. Eu prometo. O mais cedo possível. – Ele sorriu, encostando os lábios no bico de criança que tinha se formado em minha boca.

Eu rir sobre os seus lábios e depois circundei seu pescoço com os meus braços, beijando-lhe mais calorosamente.

Depois de nos despedimos, Edward saiu do carro e eu segui pela a minha rua. Quando cheguei em casa, a viatura de Charlie estava encostada no meio fio. Franzi o cenho, estranhando. Não era para ele está na delegacia?

Um pensamento desagradável veio em minha mente, dizendo-me que provavelmente ele tirara aquela tarde apenas para saber como eu havia me saído no colégio novo. Com um suspiro de resignação por essa constatação e sabendo que teria que dizer as mesmas coisas que disse para Edward para eles, sai da picape e andei vagarosamente até a varanda de minha casa, feliz por pelo menos hoje não está chuviscando.

- Bella? – Renée me chamou ansiosa da cozinha, quando provavelmente ouviu minha chegada.

- Sou eu, mãe. – Respondi depois de jogar a bolsa em cima do sofá. Andei vagarosa e desanimada com o interrogatorio que se seguiria, até a cozinha.

Os dois me olharam com os cenhos franzidos quando eu atravessei a soleira, os olhares cuidadosos como se esperasse alguma reação minha.

Revirei os olhos quando percebi que eles estavam ansiosos por saber se eu ainda estava estressada ou não pela a mudança que eles fizeram em minha vida.Quando eu me sentei na cadeira em frente ao meu pai, sem nenhum drama ou piti – eu estava calma demais já que vira Edward – os dois relaxaram em seus lugares.

- Então... – Charlie começou, e eu já sabia o que viria a seguir. – Como foi o primeiro dia de aula?

- Normal. – Dei de ombros. – Os alunos já sabiam que eu ia chegar e eu estranhei.

- Estranhou? Estranhou o que? – Minha mãe veio se sentar, curiosa, na cadeira ao meu lado.

- O ambiente. – Eu falei melancolicamente. – È diferente do que eu me acostumei na escola pública.

- Melhor, não é? – Meu pai perguntou, parecendo mais animado por achar que eu tinha mudado a minha percepção. – Você respira um ar mais seguro, não acha?

- Não, não foi isso que eu quis dizer. – Rolei os olhos e bufei.

Os dois franziram o cenho, olhando para mim agora confusos e curiosos.

- Eu estou falando, que antes, quando eu morava em Jacksonville e frenquetava a melhor escola de lá, eu gostava, não me importava em me fechar naquele mundo perfeito que eu vivia. – Eu suspirei e encostei o rosto nas mãos, triste. – Mas, agora, depois de passar pela aquela escola e ver as dificuldades que muitos passam... – Bufei desgostosa. – È estranho se sentir tão feliz em um colégio que os alunos estão na sua mesma bolha de felicidade em que eu estava em Jacksonville. — Eu terminei de falar com um suspiro longo.

Levantei os olhos para encarar os meus pais que me olhavam impassíveis, concentrados em algum pensamento que eu não poderia saber o que é. Depois, minha mãe suspirou e lançou um olhar para o meu pai, voltando-se com um sorriso no canto da boca para mim e pegando minha mão.

- Bella, querida. Nós não queríamos que você se sentisse mal quando lhe colocamos na escola pública.

- Não, mãe. Não é isso. – Eu revirei os olhos. – Eu não me sinto mal por isso, é exatamente o que quero dizer. Acho que eu pude aprender algumas coisas lá.

- Nós ficamos felizes por isso, Bella. – Meu pai quem falou dessa vez, curvando-se para frente para ficar mais a cara comigo. – Mas, você não pode fazer o bem se estiver lá. Você não pode fazer nada para mudar isso se você não tiver bons estudos. Você não acha? – Eu franzi o cenho, não compreendendo. – Querida, um bom estudo é a base de tudo. È isso que nós queremos para você. Um futuro bom, não um que você esteja aprisionada nesse mundo de violência. Depois, quando você tiver seu emprego, quando você for algo importante, você pode repensar isso e ajudar quem você quiser.

Eu ainda ficava triste quando ele usava o termo "violento" para se referir a minha escola antiga. Tudo bem que muitos ali eram e não faziam muitos esforços para mudar, mas eu odiava quando ele generalizava tudo.

- Eu sei, pai. Eu entendo os motivos de vocês. — Só não queria ter quer ser obrigada a aceitá-los. Completei mentalmente. – Eu só... Estou dizendo o que achei do primeiro dia. Só isso. – Dei de ombros.

Minha mãe deu um risadinha e segurou minha mão mais forte, passando levemente a mão em meu rosto.

- E nós ficamos felizes que você tenha tido essa consciência, Bella. Mesmo o local não sendo adequado, serviu de ensinamento para você. Vemos isso em seus olhos. – Ela sorriu, dando uma leve batida em meu nariz com o seu indicador.

Eu sorri satisfeita. Eles não sabiam nem a metade dos benefícios que aquele meio ano naquela escola trouxe para mim. Antes que eles pudessem falar mais alguma coisa, eu lembrei-me de algo que deixaria Charlie mais satisfeito.

- Sim, pai. – Eu falei animada de repente. – Eu já consegui uma vaga de emprego. — Anunciei.

- Sério, Bells? – Charlie perguntou entusiasmado. – Aonde?

- Mike Newton, é um garoto que se aproximou de mim hoje no colégio. – Eu falei debochada e revirei os olhos, fazendo-os rir. – A mãe dele é dona de uma loja e precisa de empregados. Isso não perfeito?

- Òtimo, Bella. – Ele falou alegre. – Fico mais feliz que você tenha conseguido isso. Não pelo o dinheiro que você está me devendo, eu não me importo que você me pague, mas que isso esteja sendo importante para você.

- Falar em dinheiro. – Minha mãe nos cortou. – Bella, você ainda não foi comprar as roupas novas? — Perguntou casualmente.

Opa! Não tinha pensado em uma desculpa para isso ainda.

- Eu... Eu... – Pigarreiei e minha mãe franziu o cenho, vendo que de repente eu ficava nervosa. – Eu vou fazer ainda, mãe.

- Mas, você não disse que queria as roupas o mais rápido possível? – Meu pai perguntou curioso, estranhando minha resposta.

- È, mas sabe o que é pai? – Sorri, tentando parecer convicente. – Eu não encontrei nada que parecesse comigo aqui e quando eu fizer algumas amigas no novo colégio, talvez eu possa fazer essas compras em Port Angels.

- Aaah, querida, se é falta de companhia, eu posso ir com você. – Renée se candidatou de bom grado.

Droga! Eu respirei fundo, com um sorriso.

- Não, mãe é só que... – Bufei. – A senhora é mais seletiva do que eu quando está fazendo compras. E eu não quero demorar tanto para isso. – Revirei os olhos dramaticamente.

Mesmo que não parecesse tão convicente assim os meus motivos, ela gargalhou divertida e depois deu três batidas em minha mão,levantando-se da cadeira.

- Tudo bem. È até melhor você esperar ter companhia. – Deu de ombros e foi para o fogão.

Antes que me pai, que estava me olhando suspeitosamente, falasse alguma coisa que não me desse escapatória, eu me levantei da cadeira, preparada para ir para o quarto e me trocar.

- Para onde você vai? – Renée perguntou quando viu meu movimento. – Vai almoçar. Você não anda se alimentando direito.

- Mãe, calma. – Eu sorri com o drama dela. – Eu só vou me trocar.

Meu pai ainda estava me olhando, procurando alguma coisa que eu não sabia o quê. Então, antes que eu enlouquecesse com seu olhar analisador, sair apressada da cozinha, pegando minha bolsa do sofá e correndo para escada.

- Não demore. – Minha mão gritou.

- Ta bom. – Respondi alto, subindo as escadas de dois em dois.

O que era que Charlie estava procurando em mim, só Deus sabe, mas que muitas vezes isso me pegava desprevenida e fazia eu pensar que ele sabia alguma coisa sobre meu relacionamento com Edward, era um fato bastante preocupante para mim. Na certa, eu só estava paranoica com isso. Meu relacionamento andava tão escondido que eu tinha medo de que um simples erro, viesse a expô-lo.

Revirei os olhos enquanto tirava o meu sapato, sentada na minha cama. Eu só deveria manter a calma; arecer uma louca nervosa quando ele me olhava assim, só piorava a situação.`

Mais tranqüila, sabendo que Charlie não poderia saber do meu namoro com Edward, eu peguei as coisas necessárias para o banho e fui me enfiar no banheiro, esperando por finalmente uma boa e confortável água quente.

Nada melhor do que isso para me tranquilizar e me sentir em casa novamente depois do dia diferente.

Notas finais
Então, gostaram? *-* Espero que sim.
Pode ser que este capítulo não tenha nada de importante, mas eu só queria mostrar como foi para Bella ir novamente para a escola particular. Não se preocupe, muitas coisas ainda vão acontecer.
Gente, e esses dois? *---* São muito fofos juntos.
Bom, enfim, comentem sobre o capitulo. Deem suas opiniões. :D
Quanto ao meu atraso sobre o capítulo, creio que isso vai se tornar normal. Muitas coisas aconteceram desde a última vez que eu postei. Passei no vestibular, e agora estou morando em outra cidade. As minhas atualizações vão demorar, porque como agora eu estou cursando uma faculdade de Direito, vou ter que me focar mais nela.
Espero que vocês entendam e não me abandonem. Não se preocupem. Não vou desisti das fanfics. Apenas demorar mais um pouco para atualizá-las. :D
Bom, é isso. Beeeijos. ;*