Aprendendo a Viver.
28 Capítulo 27 - Saudades.
Notas iniciais
Meu Deus, quanto tempo. Quase meio ano para atualizar essa fanfic de novo. Leitores, desculpem-me, mas muitas coisas aconteceram nesse tempo que me impediram de postar mais cedo. Uma dessas coisas foi falta de inspiração. Não pela quantidade pouca de leitores, mas, é que eu simplesmente estou cansada desse estilo de gênero de fanfic. Mas, não podia deixar vocês sem o final dessa história, até porque estamos quase lá.
Então, eu espero que vocês aproveitem e possam me perdoar. :D
Vão em frente e divirtam-se. :D
Capitulo 27 – Saudades.
Os dias se passaram.
Vagarosamente e dolorosamente.
Tudo, desde a nossa viagem de volta á Flórida até a nossa hospedagem na nossa nova casa, não passavam de um borrão em minha mente. Um borrão da qual eu agradecia por não me lembrar. Por não me lembrar do dia da minha partida. Apesar de não me lembrar disso, um pensamento ainda mais agonizante tomava conta da minha mente. Uma única imagem estava fixada em mim. Edward Cullen, sozinho, parado na chuva, vendo-me abandoná-lo por tempo indeterminado.
O sol de Jacksonville, quando meu desejo não era mais está ali, não era tão brilhante mais. Era escuro para mim. Era opressor. As paisagens, anteriormente motivos de meu encantamento por aquela cidade, eram apagadas de minha mente, transformando-se em tristezas quando a lembrança de um abandonado Edward tirava todas as graças dela.
O resto das minhas férias resumiu-se em um quadrado rosa das paredes dos meus quartos. Uma cama e um teto branco a cima de mim.
Eu me sentia presa a uma espécie de congelamento. Como se minha vida tivesse parado naquele exato momento em que eu deixei Edward. Em que ele foi ficando cada vez mais para trás. Difícil de alcançar com a minha vista.
O vazio em meu peito, as saudades, definições até então nunca compreendidas completamente por mim, ardiam de maneira extasiante. Elas me mantinham presa à cama. Mantinham-me inerte, capaz de passar todas as horas dos dias deitada, sem vontade para fazer ou praticar qualquer outra coisa. Eu sabia que não era normal, entretanto, eu não conseguia lutar contra.
A escola, obrigação do dia-a-dia, a única coisa que me possibilitava sair de casa, começou poucos dias depois da minha mudança. Infelizmente, era a minha antiga escola. A superficial e fria escola de riquinhos.
Tudo ali aparentava está deslocado.
Os meus antigos amigos, aqueles que eu chorara por ter deixado para trás quando eu me mudei para Forks, agora me faziam ter reações internas de nojo quando tagarelavam irritantemente sobre compras exageradas, riquezas sem limites e vidas desinteressantes.
Todas queriam comemorar minha volta. Queriam saber como eu aguentei meus dias de pobreza. Queriam saber como era está de volta à vida normal. A vida normal que, para mim agora, aparentava ser mais a anormal.
Eu me afastei deles. Porque, aquele local, não mais me pertencia. Não mais me fazia sentir confortável. Eu estava definitivamente mudada pela as imagens vistas em Forks, pelas as dificuldades encaradas e, sobretudo, pela a bondade de Edward Cullen. Era como se seus olhos verdes, quando eu estava na escola, estivessem sempre me acompanhando, checando como eu me manteria naquele mundo de superficialidade.
Ali, eu me senti sozinha. Não porque eu queria ser do tipo anti-social, mas porque todos daquela escola não se encontravam mais sintonizados ao meu mundo. Tudo deles, tudo, fazia eu me lembrar da Isabella antiga. A Isabella que eu era antes de conhecer Edward. A Isabella que eu não mais queria ser.
Exteriormente, até podia ser como se eu nunca tivesse saído dali, mas, interiormente, dentro de mim, os ensinamentos e o altruísmo de Edward nunca mudariam.
Isso era o que me segurava. Saber que, de alguma forma, ele estava presente dentro de mim. Estava me guiando. Estava tornando a mudança mais fácil, de alguma forma.
Por outro lado, cada vez que eu me lembrava dele, lembrava-me de seus olhos verdes, de seus lábios, de suas palavras doces, mais o vazio e a dor cruel em meu peito ardia. Esse vazio era como um buraco, sugando todas as minhas forças, sugando todas as minhas esperanças de que um dia eu o veria de novo.
Eu gostaria de ser resistente aqui. Gostaria de ser forte suficiente para enfrentar a dor daquele buraco negro, mas eu não conseguia. Cada vez que pensava na vida que eu poderia ter com Edward e que esta foi tirada pelos os meus pais, o buraco se expandia cada vez mais, apertando meu peito de maneira insuportável.
Como ser capaz de suportar algo, essa dor excessiva e incomum, representante da perda de alguém da qual me fez ter uma visão diferente do mundo? Fez-me amar e ser amada?
Os dias se passaram.
A vida se passou.
A dor, a cada segundo, era como um balão de ar, que se enchia cada vez mais com os meus sopros de lembranças.
Tristemente, Setembro chegou para mim. O tempo agora era irrelevante. Eu não mais contava os dias. Eu não me importava mais com as horas.
Como me preocupar com isso, quando o passar do tempo não mudava nada dentro de mim? Não diminuía nada da minha dor?
Eu só soube de setembro porque minha mãe, em uma atitude desesperada de me aninar — principalmente depois de eu ter passado quase os trinta um dias de agosto trancada em meu quarto — lembrava-me a cada segundo do meu aniversário.
O dia, quando chegara, não mudara nada para mim. Era um dia qualquer. Um dia que me fez ficar ainda mais infeliz por ter chegado. Eu esperava comemorar aquele dia ao lado de Edward, não longe dele, com esse aperto insuportável por tê-lo perdido. Comemorar não só com ele, mas com todos os meus amigos verdadeiros de Forks.
Durante o dia, eu fiquei o tempo inteiro imaginando e repassei em minha cabeça milhões de vezes como seria se eu estivesse em Forks. Por um momento, era como se eu estivesse lá de volta.
Eu iria para escola, Edward me buscaria como sempre e me beijaria apaixonadamente, depois de me desejar feliz aniversário com aqueles seus olhos verdes tão sinceros. Como eu o conhecia, eu sabia que, mesmo ele não tendo condições suficientes, ele iria me dar presente. Talvez mais um conjunto de pintura ou algo que ele considerasse de extrema importância para mim.
Por horas, eu fiquei imaginado qual poderia ter sido o seu presente.
Depois de receber parabéns calorosos de meus amigos da escola mais evoluída de Forks, eu sairia com um sorriso no rosto para receber Edward novamente. Nós iriamos para sua casa. Comemoraríamos com todos os outros. Alice ficaria colada comigo por toda à tarde, animada pelo o dia. Emmett faria piadas idiotas sobre eu está ficando mais velha e mais desengonçada com o passar do tempo. Jasper, com toda a sua educação e timidez, desejaria parabéns e sorrisos sinceros para mim, assim como todos os outros. Até a Rosalie eu incluir nos pensamentos, imaginado o que ela faria ou como seria a sua atitude no meu dia. Ela seria capaz de desejar felicidades para mim?
Eu pensei em Esme e Carlisle, tão adoráveis e gentis. Imaginei o abraço apertado e doce de Esme. Imaginei o sorriso grandioso de Carlisle e seus conselhos adultos sobre o quanto era especial aquela parte da minha vida. Depois, em uma surpresa, Esme surgiria com um bolo simples, bonito, da cozinha. Uma comemoração simples, que representaria o mais perfeito e o melhor aniversário de todos.
Eu e Edward sairíamos cedo da noite da casa dele, nos direcionaríamos ao nosso cantinho, e lá, eu teria a melhor parte do meu dia. Ele. Somente ele, puro e feliz. Disposto a me dar todas as coisas que eu pudesse. Nós iriamos fazer amor e Edward cantaria para mim, até as estrelas brilharem mais forte no céu e afirmar o tarde da noite.
Nessas lembranças, viajando nessas imagens tão alegres, minhas lágrimas abundaram meu rosto.
Tudo estava perdido agora.
Não havia Edward. Não havia Alice ou Emmett, Esme ou Carisle. Não haveria bolo simples. Não haveria um momento a sós com Edward e seu corpo com o meu. Não haveria nada. Tudo o que havia agora era vazio. Era o meu solitário quarto vazio.
Porém, foram a possibilidades desses pensamentos que me fizeram aguentar firme naquele dia.
Minha mãe insistiu para sairmos, comemorarmos, mas eu não quis. Após ela e meu pai me presentearem com algo extravagante e um painel de pintura, eu subi para o meu quarto e me tranquei, voltando para o dia feliz e perfeito que eu teria se eu estivesse em Forks.
Depois do meu aniversário, tudo aconteceu como um borrão para mim. A única coisa que eu me tornei capaz de fazer foi pintar. Pintar conseguia tirar as minhas profundas dores, conseguia preencher o vazio brevemente, quando eu era capaz de fantasiar toda a minha angústia.
Porém, eram desenhos sóbrios, escuros e infelizes. Eram desenhos que representavam o meu interior. O meu interior sem luz, sem vontade, arrancada quando a pessoa que era capaz de trazer isso para mim foi afastada de mim.
Eu não tinha notícias de Edward desde o dia que eu sair de Forks. Uma carta, uma mensagem, um telefonema. Nada. Eu não sabia como ele estava. Como ele estava aguentando. Se ele estava aguentando. Se ele havia me esquecido. Se ele havia mudado. Nada.
Exteriormente, realmente era como se meus pais estivessem me fazendo acreditar que Edward nunca tivesse existido. Eu sabia que a falta de informações, não era por falta de tentativa de Edward, mas eram meus pais tentando me fazer esquecê-lo.
Eu perguntaria se seria assim para sempre. Nesses últimos dias, a dor não diminuiu. Não foi embora. O vazio no peito ainda estava ali. A minha falta de vontade crescia a cada dia.
Seria assim para sempre?
Dentro mim, era como se eu estivesse esperando. Era como se eu estivesse esperando aquela faísca de esperança de que algum dia eu ia revê-lo se tornasse verdade.
Mas, até quando? Até quando essa chama de esperança permaneceria? Até quando a dor continuaria permanente? Eu passaria minha vida toda infeliz, triste pela a perda de uma vida diferente e mais feliz que aquela?
Quatro meses havia se passado desde a minha partida. Quando eu fiz uma retrospectiva de minha vida durante aquele ano, eu nunca imaginei que tanta coisa poderia acontecer. Ou que tantos sentimentos e emoções pudessem existir daquela maneira exagerada.
Alguns meses atrás, eu não imaginava a entrada de alguém na minha vida que mudaria todas as minhas perspectivas de vida, que me faria amar, que me faria ter sensibilidade com as coisas que realmente importam no mundo. Não imaginei que essa pessoa seria arrancada de mim, promovendo dentro de mim um vazio constante, fragmentando dentro de mim o meu coração.
Agora tudo estava tão diferente. Tão fora de perspectiva. Eu não tinha noção do rumo da minha vida. Noção de para onde eu seguiria. Queria ser capaz de deixar meus pais para trás, queria ser forte o suficiente para tomar contar do meu próprio destino, mas, agora, como eu poderia fazer isso?
Eu amava Edward. Eu amava meus pais, apesar de todos os erros.
O conflito de incapacidade de tomar uma decisão dentro mim era um grande motivador dos meus choros dias e noite. Eu não queria ter que abandonar um, para ter o outro. Eu queria ser capaz de ter os dois. Eu queria ter Edward comigo, para sempre, mas eu queria meus pais juntos comigo, apoiando-me. Eu queria lutar para eles verem que aquilo era capaz.
Eu não queria deixar nenhum dos três para trás, mas agora era tarde. Meus pais me fizeram deixar Edward para trás. Fizeram-me abandonar o amor de minha vida.
Poderia haver uma perspectiva para mim. Um caminho a seguir. Um caminho demorado o bastante para me fazer alcançar Edward. Esse seria eu terminando os meus estudos, seria eu ditando as minhas próprias despesas com trabalho, seria eu tomando um carro para Forks para encontrar Edward novamente e construirmos um futuro juntos, não importasse os obstáculos que nós teríamos que encarar. O importante era estarmos juntos.
Porém, quanto tempo isso levaria?
Edward estaria lá, ainda me esperando ou teria cansado de ter esperanças de me ver novamente?
Quanto mais de tempo nós dois poderíamos suportar?
Afinal de contas, havia mesmo esperança?
Isso era questão que eu me perguntava todos os dias. Era uma questão que me fazia rezar e pedir para que a resposta fosse afirmativa. De alguma maneira.
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Edward PDV
Encostado em dos velhos carros do estacionamento do colégio, desanimado como qualquer outro dia desses últimos quatro meses, minha vista sonolenta focou o portão de ferro enferrujado da entrada do High School. Mais uma vez, a ilusão de que, a qualquer momento, eu veria a caminhonete velha e barulhenta de Isabella adentrar por aqueles portões tomou conta dos meus olhos.
Por segundos, segundos de felicidade, eu podia imaginá-la entrar dirigindo com a mais absoluta concentração em seu rosto, como ela sempre ficava quando dirigia a sua “lata velha” – como ela o chamava -, mas assim que me via a esperando, um sorriso branco e permanente atravessava o seu rosto. Ela estacionava a sua caminhonete e, com toda a sua maneira desastrada, da qual eu amava, ela vinha rápida ao meu encontro.
Eu suspirei. Meu coração ardeu quando, novamente, eu notei que era só mais uma ilusão. Mais uma visão do que o meu ser pedia, todos os dias, todas as horas, para acontecer. Isabella. De volta para mim. De volta para os meus braços. De volta para tampar o imenso e escuro buraco que ela deixou por todo o meu coração. Vazio da qual não seria preenchido desde que eu não a tivesse novamente.
Isso seria possível? Seria possível eu tê-la de volta?
Os últimos quatro meses não foram fáceis para mim. Tenho que admitir que o primeiro mês que Bella não esteve mais comigo quase não existiu em meu calendário mental. Eu ainda me lembrava da dor dilacerante. Lembrava-me, sobretudo, com plena consciência, como foi difícil eu me mover da frente da casa dela quando eu vi o carro de seu pai ir cada vez mais para longe de mim naquele dia em que ela me deixou.
Eu não queria aceitar que tinha acabado ali. E se não fosse por Alice a me procurar, eu não saberia por quantas mais horas eu teria ficado parado em frente à residência vazia dos Swan, a residência, agora assombrada para mim, por horas a fio, desejando que meus pedidos interiores funcionassem para trazer Bella de volta.
Mas, nada serviu. E os dias passaram lentos e depressivos.
Eu não saia da cama ou do meu quarto a não ser para ir à escola ou ir ao banheiro. Eu me sentia, cada vez mais, sem energia. Sentia-me impaciente. Como se a cada hora e dia que eu estivesse sem Bella, eu tivesse cada vez mais a certeza de que ela não voltaria, de que nunca mais eu a veria de novo.
Eu cheguei a ficar doente. Carlisle se referia a essa doença como febre emocional. Não era de se esperar. De acordo com ele, a partida de Bella foi uma grande mudança na minha vida.
Ele não entendia que, mais que isso, a partida de Bella fora uma perda para mim. Fora como se uma parte de mim tivesse morrido, não tivesse mais vida, não importasse mais quantos remédios ou medicamentos eu tomasse para aquela dor. Aquela dor era incurável. O único remédio a essa dor seria Bella.
Eu não pretendia ter preocupado tanto meu pai. Eu não devia preocupa-lo tanto. Eu queria ter tido forças para, quando Bella foi embora, eu aguentasse aquilo só para mim.
Isso não foi suficiente. De alguma forma, minha tristeza e dor se refletiram em todas as outras pessoas que eu amo. Todos ficaram preocupados comigo. Disseram que alguns dias mais e eu entraria em um estado zumbi e vegetativo. Não adiantava mais eles falarem comigo, chamarem-me para alguma distração, eu não conseguia sair do interior da minha mente, onde todas as minhas lembranças com Bella estavam guardadas.
Saber que ela foi embora mais por culpa dos seus pais, do que por qualquer erro de nossa parte, parecia amenizar um pouco a minha dor. Porque, dessa forma, ainda poderia haver aquele fio de esperanças que Bella me disse para guardar. Eu ainda estava guardando. E guardaria até o dia que retornasse a vê-la, não importasse quanto tempo demorasse.
Por mais que eu sempre tenha acreditado que Bella não era para mim, que nossos destinos de maneira alguma deveriam ter se cruzado, agora, mais que tudo, eu estava obrigado a acreditar que, algum dia, no futuro, nossos caminhos voltariam a se entrelaçar.
Será que demoraria tanto assim? Será que quando eu voltasse a vê-la, ela já não mais se lembraria de mim, já não mais me amaria? Será que quando eu voltasse a vê-la ela teria sua vida formada, seus sonhos realizados? Pior ainda; será que quando eu voltasse a encontra-la ela estaria com outro? Casada?
O pior era isso; a incerteza e a dúvida de que se nosso amor era mesmo durável no tempo e no espaço.
Eu deveria está sendo um pouco menos egoísta e ficar mais um pouco feliz se, realmente, isso acontecesse na vida de Bella. Porque ela teria escolha. Ela teria um bom futuro, diferente do que ela teria se ficasse comigo.
Entretanto, eu não queria ficar feliz com isso. Mais que tudo, eu não queria aceitar isso. Custou-me a perdê-la para acreditar que a vida de Bella era ao meu lado, não importava o quanto eu precisasse batalhar para fazê-la feliz. Mas, agora ela se foi. E eu não mais sei quando vou encontra-la ou se vou encontra-la.
Essa incerteza, esses momentos de pouca esperança e dúvida do nosso amor, foi o que me deixou sem para onde ir quando eu a vi embora. Foi o que me deixou em estado vegetativo por dias e dias. E eu teria continuado. Eu teria continuado preso em meu quarto, preso em mim mesmo. Talvez eu tivesse me transformado em um esquizofrênico por não mais conseguir sair da minha mente e começar a acreditar que, de tanto pensar, aquelas lembranças com Bella se tornariam reais. Eu teria continuado a ver a minha vida passar, sem que eu pudesse participar dela, apenas esperando o momento em que, um dia, eu pudesse vê-la novamente.
Mas, não foi isso o que aconteceu.
Um importante ocorrido foi o suficiente para me despertar. Algo que foi muito maior do que os suplícios de minha mãe com câncer para eu voltar a viver porque, de acordo com ela, eu estava mais morto do que ela própria. Mais forte do que os suspiros e implorações de meu pai adotivo para eu dar um sorriso novamente. Eu pensei que naquele ponto da minha vida não poderia haver mais nada que me despertasse daquele pesadelo horrível, daquela dor letárgica, mas algo foi capaz de me fazer sair do torpor. Algo que, por mais inesperado, me fez acordar.
Esse ocorrido foi uma visita inesperada. Uma visita que me fez relembrar do passado e me fez ter ainda mais raiva dessa vida injusta que eu levava.
A visita aconteceu um mês atrás. Eu estava em meu quarto, encolhido em minha cama, encarando a parede do meu quarto, coberto pelas as lembranças de Bella, quando meu pai veio bater em minha porta.
- Edward, tem visitas para você. – A voz dele ecoou pelo o meu quarto.
Naquele momento, por mais distante que eu estivesse em meus pensamentos, minha mente embaralhou, porque fazia tempo que eu não recebia visitas. Se fosse um dos meus amigos, Carlisle não precisaria me chamar, eles simplesmente invadiriam meu quarto.
- Quem é? – Eu perguntei com a voz sonolenta.
- Por que você não sai do quarto e vem aqui ver?
- Diga que eu não estou agora. – Eu murmurei e voltei a me encolher.
- Edward, é importante. – Ele insistiu.
Pela a voz séria e quase impaciente de Carlisle – algo raro de se ouvir – eu fui quase obrigada a me desfazer de minha bola de dor e me levantar da cama. Quando eu abrir a porta do meu quarto, eu vi um Carlisle a minha espera, com os lábios comprimidos e os olhos escuros de preocupação. Atrás dele, um senhor de terno e uma maleta na mão, nos encarava. Tinha a face séria e meio enrugada.
- Este senhor deseja lhe ver. – Carlisle murmurou quase com um sibilo.
Eu passei as mãos no meu cabelo bagunçado, mais desperto – porque era algo incomum um homem de terno querer me ver, ainda mais naquela parte da cidade – e me aproximei dele. Carlisle veio atrás de mim.
- Boa noite, senhor Cullen. Meu nome é Curly Moran. – Ele esticou a mão para me cumprimentar e eu fiz o mesmo.
- O que o senhor deseja? – Eu perguntei, ainda com uma nevoa espessa sobre minha mente para entender o que a visita daquele homem poderia significar.
- Se o senhor me permite, eu gostaria conversar com você. – Ele deu uma olhada para Carlisle, atrás de mim. – Se possível, a sós.
- Eu não vejo problemas em acompanhar esta conversa com o meu filho. – Carlisle rebateu.
- É uma conversa particular, senhor. – O senhor Curlyn respondeu educadamente.
Evitando aquilo se prolongar mais e aquela conversa se estender, dificultando eu voltar para o meu refugio, eu dei uma olhada tranquila para Carlisle.
- Tudo bem, Carlisle. O senhor pode ir. Seja o que for, eu sei me virar.
Ele não aparentou esta ressentindo quando comprimiu ainda mais os lábios e encarou seriamente o homem a sua frente, apenas preocupado comigo. Ele deu um suspiro e sacudiu a cabeça vagarosamente.
- Eu estou lá fora se houver problemas. – Ele murmurou. Eu assenti em concordância.
Depois de mais uma checagem no homem de terno, Carlisle saiu, deixando-nos a sós. Assim que a porta se fechou, eu encarei Curly Moran. Ele deu um sorriso branco e amigável, quase que querendo me convencer de algo que veria a frente.
- Okay. Estamos a sós. O que o senhor deseja comigo?
- Por que não nos sentamos, Edward? – Ele perguntou, educado. – É esse o seu nome, certo?
Eu assenti.
- Certo. – Eu passei as mãos no cabelo e sentei no velho sofá da minha casa. Sem delongas, Curly Moran sentou ao meu lado.
- Eu sei que você deve está muito confuso com a minha visita.
- De fato. Não é muito normal recebemos visitas de pessoas tão engomadinhas como você. – Eu ironizei. – Então, por que o senhor não para de enrolar e fala logo de uma vez o que quer comigo. Se o senhor não sabe, o senhor veio em uma péssima época da minha vida. – Eu sabia que eu estava sendo mal educado, mas, ultimamente, isso estava se tornando comum da minha parte. E eu não me importava.
Meio incomodo com minha ignorância, Curly pigarreou e ajeitou a mala preta em seu colo.
- Eu sou advogado. – Ele recomeçou. – Eu estou aqui representando Antony Mansen. – Ele declarou.
Aquele nome gelou todos os meus ossos e membros do meu corpo. Até mesmo a dor constante em meu peito se tornou esquecida naquele breve momento. Aquilo era algo que eu não esperava. Eu não sabia o que responder. Não sabia se aquilo era um fruto da minha imaginação ou ilusões habituais ou se era real.
Em que outro mundo, meu pai, o homem que fingiu morrer para fugir com outra mulher e se refugiar em algum lugar de Londres, tornando minha vida um inferno por causa de outro filho traído com o nome de James, estaria entrando em contato comigo agora?
Aquilo só podia ser um sonho, na verdade, um pesadelo, que eu desejava acordar naquele mesmo minuto. Já não me bastava a dor da perda de Bella, já não me bastava eu não ter nenhuma perspectiva da minha vida, isso teria que retornar para mim justamente agora?
Como eu não consegui dizer uma palavra, por ainda está lutando para decidi se aquilo era verdade ou não, o homem a minha frente recomeçou a falar.
- Eu sei que você foi pego desprevenido. Porque, aliás, por todos esses anos você acreditou que seu pai verdadeiro estava morto. – Ele deu um sorriso, quase como se estivesse dando uma boa noticia. – Mas, ele não está. O senhor Antony Mansen mora em Londres agora.
Eu ainda não conseguia dizer nada, então, com as sobrancelhas enrugadas, ele prosseguiu:
- Senhor Cullen, eu sei que nesse momento o senhor deve está com muita coisa para digerir, eu sei que deve está com raiva também do seu pai, mas, eu preciso que você entenda que foi preciso da parte dele manter essa distância. Ele se arrepende muito de não ter entrado em contato com você antes. Por muitos anos, ele vem tentando encontrá-lo. Por muitos anos, ele soube onde você estava, mas não teve coragem de se comunicar ou aparecer. Mas, agora, era o momento.
Uma única pergunta me fez tornar possível falar.
- Então, por que ele não veio pessoalmente? – Minha voz saiu como um sussurro.
- Desculpe-me?
- Porque, ao invés de mandar o seu pau mandado, ou seja lá o que você seja dele, ele não veio atrás de mim? Isso não me parece algo que um pai arrependido faria.
O advogado recuou um pouco, pego de surpresa pela pergunta.
- No momento, o senhor Mansen não podia vir. E ele lamenta.
- O inferno que ele lamenta. – Eu franzi os lábios, tentando me segurar para não falar algo que não deveria ser dirigido para aquele homem, mas sim para o homem que me abandonou e não se preocupou em me procurar por todos esses anos.
- Ele tem seus motivos, senhor Cullen. Mas... – O advogado começou a falar com pressa, temeroso que eu me exaltasse mais ainda. – Ele tem uma proposta para o senhor. Ele esperava que eu o levasse junto comigo para Londres, quando eu fosse agora. Ele necessita de sua visita. Ele precisa se desculpar por todas as atitudes erradas dele.
Eu não pude evitar minha expressão abismada.
- Ele quer que eu vá com você, para Londres, só para ele se desculpar comigo? – Eu soltei um sorriso irônico, ainda incapaz de acreditar naquela baboseira. – Deixe-me ver se eu entendi. Depois de mais de quinze anos desaparecido, sem me procurar, sem se preocupar comigo, Antony Mansen manda um advogado a minha procura e espera que eu vá como um cãozinho abanando o rabo encontra-lo do outro lado do oceano? – Outro sorriso saiu dos meus lábios. – Muito cômodo ele é, não? Pois aqui está minha resposta. Não. Eu não vou. Você pode voltar com as mãos vazias.
- Senhor, eu preciso que você refle.... – O advogado ainda insistiu.
- Não, é minha resposta definitiva. Diga a ele que se ele quiser ver um dia o seu filho, ele arraste sua bunda de onde quer que ele esteja e venha ao meu encontro. Ele que nos abandonou. Por causa dele, minha mãe está morta. Então, não venha me pedir para fazer isso para ele. Para mim, Antony Mansen morreu. Não existe mais. Eu não preciso mais dele e nem do consolo dele. Ele não tem ideia do que eu venho sofrendo por causa das escolhas que ele fez. Então, não, eu não vou simplesmente pegar minhas coisas e abandonar, feliz da vida, as pessoas que me acolheram quando ele me abandonou. Muito obrigada pela a oferta, Senhor Curly, mas eu recuso. Estou feliz onde eu estou. – Nesse momento, minha voz estava um pouco elevada, tamanha era a minha fúria com a estupidez do homem que um dia eu chamei de pai.
- Edward, o Senhor Mansen...
- Edward, algum problema? – Depois de ouvir os gritos, Casrlile adentrou com pressa dentro da casa.
Eu me levantei um pouco instável.
- Não, pai. Nenhum problema. Esse senhor pode se retirar agora.
O advogado se levantou, prestes a insistir mais.
- Edward, você deveria....
- E caso a vossa alteza um dia queira me ver... – Eu fui irônico. – Diga que ele retire sua traseira de onde quer que esteja e venha se desculpar pessoalmente.
Eu fui categórico. Sem mais nada para falar, sem mais controle, eu apenas rumei para o meu quarto e fechei a porta com força exacerbada, sem saber o que se passaria lá fora.
Aquela visita foi surpreendente para mim. Sem contar que me fez acordar do mundo que eu criei para mim. O mundo onde só exista Bella.
Eu não sabia por que, mas a raiva daquela noite queimou dentro de mim. Eu estava com raiva do que essas pessoas financeiramente mais capazes do que eu eram capazes. Achavam-se os donos do mundo. Reprimia-nos. Acreditavam serem os nossos donos.
O que Antony Cullen achava? Só por que ele tinha dinheiro agora eu iria aceitá-lo novamente como meu pai e renegar aqueles que sempre foram meu pilar? De jeito nenhum.
Do mesmo jeito eu tinha raiva dos pais de Bella. Eles eram culpados por nossa separação. Claro que a volta do pai de Bella a empresa só foi mais uma desculpa para separá-la e leva-la longe de mim.
No fundo, é claro, eles não iriam querer um cunhado que não daria nada para a filha deles. Um cara que morava na favela, usava roupas rasgadas e carregava uma arma, não importava o quanto ele se esforçasse para, mesmo vindo do ambiente onde foi criado, se tornar um homem decente e humano.
Sim. Eu tinha raiva desse tipo de gente.
E só por causa disso, só por causa dessa vida, por pessoas como essas terem tirado Bella de mim, eu mostraria para esse tipo de gente que eu podia está tão acima deles, mas ainda ser um humano, não apenas um robô guiado por dinheiro. Eu iria mostrar que eu podia vencer na vida. E quando isso acontecesse e Bella não tivesse seguido em frente, eu a tornaria a mulher mais feliz e realizaria o seus sonhos.
Não me importasse o quanto seria necessário eu me esforçar. Se esse era o único jeito para tê-la de volta, sem nenhuma espécie de obstáculo no nosso caminho, eu o faria, não importava o quanto demorasse. Bella prometeu que esperaria, assim como eu prometi que a esperaria. Se nosso amor fosse tão forte como mostrava ser, em algum dia, eu a teria. Ele sobreviveria ao tempo e ao espaço. Caso não fosse assim, eu não saberia o que fazer da minha vida.
Meus pensamentos voltaram para a realidade fora dos meus pensamentos quando Jacob, com um olhar sombrio, passou por mim, seguido por sua gangue. Nós ainda não nos falávamos. Não era como se eu fizesse questão, de qualquer maneira. No entanto, não havia mais aquelas intrigas constantes entre mim e ele. Era como se, de alguma forma, a partida de Bella tivesse afetado a nossa relação de inimigos também. Ele não mais brigava comigo porque, de alguma maneira, ele sabia pelo o que eu estava passando. Ele podia não está passando pela a mesma dor, mas eu sabia que ele também estava sofrendo pela partida de Bella. Eu sabia disso. Saber também que a culpa dela ter sido tirada de nós dois não foi de nenhum de nós, mas, novamente, daqueles que se dizem os pilares da sociedade, também foi algo que nos fez ver como não inimigos, mas como invisíveis um para o outro.
Eu coloquei as mãos no bolso, desolado, quando o vi entrar no colégio. Depois da partida de Bella, felizmente, ele não mudou de novo. Não voltou a ser o Jacob idiota e moleque de antes. O que eu agradecia. Eu não tinha mais forças para defender esse colégio desses agressores. Minhas forças todas estavam focadas em superar a mim mesmo, focadas em vencer e ser alguém no futuro. Alguém da qual Bella mereceria está ao lado. A visão dela em minha mente, o tempo todo, era o meu combustível para isso. Meu impulso. A visão de seu rosto perfeito era o que me fazia seguir em frente.
- Edward, você está bem? – A voz de Alice me tirou do meu monologo.
Ela estava ao meu lado, com uma mão em meu braço. Atrás de si, Jasper me observava com uma expressão de compaixão.
- Sim, eu estou. – Eu assenti e tentei dar um sorriso pequeno. Mas, este, nesses últimos dias, nunca saia verdadeiro.
Alice também sofreu com a partida de Bella. Não só ela, mas todos do nosso grupo. Todos a amavam. Estavam orgulhosos do que ela se tornara. Menos Rosalie, é claro. Ela não ficou triste, mas, pelo menos, não usou de sua língua afiada para ficar fazendo piadas de mau gosto.
No entanto, fora Alice que, no dia que Bella partiu e eu fiquei na chuva, do lado de fora da casa dela sem ter paro aonde ir, quem me encontrou. Foi ela quem sentou comigo no meio fio da calçada e esperou eu colocar todo o meu choro para fora. Foi ela quem me abraçou e chorou junto comigo. Desde esse dia até hoje, ela fora a única que, nos momentos certos, me dava espaço, e me consolava quando eu precisava.
Ela também ficou surpreendida com a visita do advogado do meu pai de sangue, assim como Carlisle ficou preocupado. Carlisle queria que eu fosse feliz, então, eu tinha certeza que ele me apoiaria em qualquer decisão que eu tomasse. Mas, eu não precisei de nada para me decidi. Minha decisão fora final ao que eu dera para o advogado. Ele voou de volta para Londres sem mim. A visita dele serviu somente de uma coisa para mim. Fazer-me ver o que eu realmente queria para o meu futuro.
Eu não queria ser aquele garoto medíocre, da qual ficou meses chorando pela perda do amor verdadeiro, pela a vida inteira. Eu queria ser mais. Eu queria ser aquele que iria atrás do que queria e a teria novamente, não importasse o que acontecesse. Eu iria conseguir isso e, ainda, sem precisar pisar em cima dos outros. Como meu pai, como os pais de Bella e todos os outros que se acham superiores a nós, fazem.
- Hei, Edward. – Emmett chegou com um sorriso no rosto, com um braço em volta de Rosalie. – Fazendo seu ritual tradicional de ficar ai parado, como uma estatua? Você sabe que não vai tê-la de volta, se ficar só encarando a entrada. – Ele brincou, mas, no fundo, eu senti a tristeza em sua voz. Emmett sentia falta por não ter mais ninguém para tirar onda da timidez.
Todos o encararam, com um olhar natural de restrição. Eu apenas abaixei a minha cabeça e a sacudi.
- Ai, gente, não precisamos ser tão sensíveis. – Emmett resmungou.
- Cala a boca, Emmett. – Alice pediu e rolou os olhos. – O sino já vai tocar. É melhor nós entramos.
Todos começaram a ir em direção a entrada. Eu fiquei para trás, com meu desanimo dos últimos dias, até Alice me esperar e encaixar o seu braço no meu. Ela me encarou por sobre o seu cabelo repicado.
- Não se arrependeu ainda? – Alice perguntou, de repente.
Eu a fitei, confuso.
- Sobre o que?
- Não ter aceitado ir com o advogado do seu pai? Eu me pergunto se não teria sido uma boa ideia. Você sair um pouco daqui. Poderia te animar mais, mesmo que você tenha feito grande progresso nesses últimos dias. Fico feliz que você tenha começado a falar novamente.
Eu dei um pequeno sorriso.
- Não, eu não me arrependo. Eu não vou sair de Forks. Ainda mais para ir atrás de uma pessoa que não pensou duas vezes para me abandonar no passado.
- Edward, você sabe que ela pode não voltar, certo? – Alice questionou, um pouco receosa com minha mudança de humor.
Meus lábios tremeram um pouco com aquilo, porque podia ser a verdade. Bella não voltar mais. Eu nunca mais vê-la de novo.
Eu parei de andar no meio das escadas, para encarar minha irmã novamente.
- Eu sei, Alice. Eu sei que ela pode não voltar. E é justamente por causa disso que eu não vou sair daqui. Essa cidade me dar lembranças dela. Essas lembranças são o que eu preciso para eu me reerguer e me tornar alguém da qual ninguém vai proibir de ficar com sua filha.
Os olhos de Alice se tornaram um pouco escuro diante de minhas palavras e se tornou cuidadosos para pronunciar suas palavras.
- Você sabe que, quando isso acontecer, pode ser tarde demais.
Eu coloquei minhas mãos no bolso do meu casaco, encolhendo-me diante daquelas palavras. Mas, era verdade. E eu precisava encarar isso.
- Eu sei. E estou disposto a arriscar.
Alice assentiu.
- E se ela voltar. O que será de vocês dois? – Alice perguntou, com um olhar mais acesso de esperança.
- Já fazem quatro meses. Não acho que ela ira voltar.
Ela entortou um pouco sua boca de tristeza e esticou o braço para me consolar.
- Não tenha tanta certeza. Lembre-se do que você me disse que ela lhe disse. Para nunca perder as esperanças.
Eu assenti. Outro medo que eu tinha surgiu em minha cabeça, fazendo-me ficar um pouco sufocado.
- E se isso acontecer um dia e ela não for mais a Bella que eu amei, Alice? E se ela mudar novamente, se tornar aquela que ela era quando ela veio para aqui? E se ela perceber que, realmente, seus pais estavam certos?
- Eu não acho que isso aconteça. Que ela mude novamente. Bella aprendeu muito quando esteve aqui. Ela viu a realidade, Edward. Quem ver a realidade de maneira tão crua como ela viu, eu duvido se tornar a pessoa mesquinha que ela era novamente. Porém, caso isso aconteça, isso significa que aquela nunca foi a Bella que nós realmente amamos. Então... – Ela parou e passou a mão em meu braço. – Você vai ter que aprender a seguir em frente, irmão.
- Você tem razão. – Eu assenti e fitei os olhos aconchegantes de minha irmã. – Mas, eu só vou consegui seguir em frente, Alice, quando eu tiver certeza de que em nenhum dia das nossas vidas nós tenhamos a chance de ficar juntos novamente. Mesmo que isso aconteça a dez, vinte anos, Bella sempre vai ser a primeira em meu coração. E, eu acho, que isso não possa mudar um dia.
- Eu entendo, Edward. – Alice suspirou e me deu um abraço. – Eu entendo.
Ela esperou por um tempo até minha respiração escassa – como sempre ficava quando entravamos naquele assunto – voltasse ao normal, para me soltar. Quando o fez, deu um sorriso iluminado, para tentar me animar, e voltou agarrar meu braço.
- Agora, se você quer mesmo ser alguém na vida, não deve se atrasar para a aula. – Ela falou de maneira animada.
Eu sorri.
- Okay. Vamos entrar.
Com isso, nós entramos no corredor que, apesar de cheio de alunos se direcionando para suas salas, para mim, se tornou vazio e frio nós últimos dias desses quatro vagarosos e dolorosos meses.
Notas finais
Com prometido, uma parte narrada por Edward. Aliás, vocês ficaram surpresos com a visita do advogado. O que vocês acham que isso significa.
Bem, eu sei que vocês não gostam quando eles estão separados, mas, esse capítulo precisava ser feito dessa forma. Espero que, mesmo não sendo do jeito que vocês gostam, vocês tenham gostado.
Vou ser sincera e não prometer mais nada quanto ao dia que volto a postar. Mas, garanto, que não vou demorar tanto. Eu estou doida para terminar essa aqui e poder voltar a escrever fanfics diferentes, que me deem inspiração.
Mas, é isso ai. Deem as suas opiniões e beijinhos. ;*
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