Aprendendo a Viver.
26 Capítulo 25 - Caminhos.
Notas iniciais
Espero que vocês gostem e comentem. :D
Beeijos.
Capítulo 25 – Caminhos.
Jacob estacionou o seu Rabbit na estrutura bastante conhecida por mim.
Eu observei o local ao redor e tentei ver algum vestígio de Edward, mas ele não estava por ali.
Considerei a melhor hipótese de que ele já estaria lá dentro, esperando-me.
Minha dúvida maior era se Emmett confiaria em Jacob e daria o recado dele para Edward. Minhas maiores esperanças eram que sim. Essa era umas das únicas oportunidades para nos encontrarmos.
Eu encarei o meu amigo ao lado. Ele também analisava o local com um olhar atento.
- Obrigada. – Eu agradeci, desfivelando o cinto, pronta para descer.
- Você acha que ele está por aqui? – Jacob perguntou preocupado.
Na mesma hora em que ele terminou de falar, nossa atenção foi chamada pelo o ruído de folhas sendo pisadas na saída da floresta que encobria o local. Jacob ficou um pouco alerta, mas meu coração palpitou de alívio e alegria quando eu vi Edwardsair de entre as árvores escuras.
Ele olhou em direção ao carro e interrompeu seu andar quando me viu. Seus olhos pararam em cima de mim e eu sorri, com uma grande leveza em meu coração. Como se uma carga pesada tivesse sido tirado de cima de todas as partes do meu corpo. Como eu estava com saudades dele. Como eu estava feliz que finalmente ia poder lhe tocar, lhe beijar.
Sem pensar em mais nada e esperar por qualquer ajuda, eu abri a porta do carro para sair. Tudo o que eu queria agora era correr para os seus braços, mesmo que a maldita imobilização em minha perna me atrapalhasse.
Jacob deu um pequeno rugido do meu lado por causa de minha pressa.
- Espere. Eu vou lhe ajudar. – Ele cedeu.
Eu não queria mais esperar. Eu queria saltar desse carro e correr até os braços do homem que recomeçara a vir em minha direção.
Jacob foi mais rápido e desceu do carro com uma expressão insatisfeita, ajudando-me a descer dele. Ele colocou os meus braços em seu ombro e apoiou parte do meu peso para me ajudar a andar.
Edward continuava a se aproximar. Seus olhos estavam em cima de mim, sem desviar para qualquer outro lugar. Era como se Jacob nem estivesse ali com os braços em minha cintura, ajudando-me também a chegar perto dele.
Quando, finalmente, chegamos perto um do outro, Edward sorriu e eu também. Jacob suspirou ao meu lado, fazendo Edward notar a realidade e encarar Jacob.
Os lábios de meu Edward se franziram.
- Obrigada. – Ele agradeceu de forma suave.
Ouvi sua voz novamente, depois de todo esse tempo, só fez meu coração se apertar ainda mais dentro do meu peito.
Edward esticou a mão para me alcançar. Jacob afrouxou seu braço de minha cintura e eu o encarei.
- Obrigada, Jacob. Eu fico te devendo uma. – Eu prometi, bastante agradecida pelo o que meu amigo estava fazendo por mim.
Os olhos pretos de Jacob escureceram e ele deu de ombros, com uma expressão mais melancólica.
- Não se precisa se preocupar.
Ele deu um sorriso forçado e olhou mais uma vez para Edward, oferecendo a minha mão para ele. Edward a pegou com suavidade e delicadeza. Ao sentir seu toque, todo o amor que eu sentia por ele, parecia ter se duplicado dentro de meu peito. Eu sabia que não poderia suportar ficar mais tanto tempo longe dele.
Antes de ir, Jacob nos olhou cabisbaixo e disse:
- Eu vou vim lhe buscar na hora combinada. – Eu sacudi a cabeça em afirmação e dei um sorriso solidário.
Não o deixei ir antes que eu pudesse me esticar para lhe dar um abraço de agradecimento. Sem ele, está com Edward agora era impossível.
Edward continuou calado, segurando a minha outra mão. Depois de me apertar contra seu corpo, Jacob me soltou. Olhou mais uma vez sombrio para Edward e se dirigiu para seu carro. Calados, eu e Edward o vimos dar a volta em seu Rabbit e ir embora.
Quando o silêncio prevaleceu e só nós dois ficamos ali, nós nos encaramos profundamente e, sem falar uma palavra, nos abraçamos. Lágrimas de saudades começaram a surgir em meus olhos ao sentir seu toque e seu abraço. Ele me apertou com força contra seu corpo.
- Oh, Bella, como eu senti sua falta. Como eu estava com saudades. – Ele sussurrou com a voz falha, provavelmente, emocionado demais.
Eu não consegui falar nada, apenas apertá-lo mais.
Ele me empurrou um pouco pelos os ombros e tocou minha bochecha com a ponta do dedo.
— Você está bem?
Eu assenti com a cabeça, perdendo-me em seus olhos verdes que nem um décimo de minha imaginação fez jus a ele. Vendo-o depois desse tempo todo, ele parecia ainda mais lindo e surreal.
Ele segurou meu rosto pelas as bochechas e se aproximou vagaroso de mim, até que seus lábios doces finalmente tocassem no meu. Assim que isso aconteceu, mais lágrimas saíram dos meus olhos.
Eu não podia ficar sem ele.
Eu não podia ficar seu coração maravilhoso perto de mim.
Eu não podia simplesmente perde-lo.
Desesperada com os meus pensamentos, eu aprofundei ainda mais o beijo, segurando com força os seus cabelos, segurando-me naquele momento que meus pais não poderiam quebrar, tentando explorar o máximo possível da nossa paixão que a saudade fez aumentar.
Sem avisos prévios, Edward não largou meus lábios, para se curvar um pouco e me pegar no colo. Quando senti meu corpo flutuar nos seus braços, eu sorri sobre seus lábios.
Nós paramos um pouco o beijo, para nos olharmos, enquanto ele me levava para dentro de nosso cantinho.
- Você não precisa fazer isso. – Eu falei gentilmente quando ele abriu o portão de ferro do prédio abandonado.
Ele sorriu divertidamente. O sorriso que fez aquele dia escuro se abrir em um maravilhoso sol para mim.
- Eu não vou deixar você andar desse jeito até lá em cima.
Eu dei um meio sorriso e me agarrei mais a seus braços. Edward me guiou para dentro em silêncio. Tinha um sorriso estampado nos lábios e o corpo estava leve, apesar de ele está me carregando. Levou-me pelo o corredor do térreo e subiu as escadas sem nenhuma dificuldade.
- Você é forte. – Eu elogiei, brincalhona, quando chegamos ao segundo andar.
Seu sorriso aumentou o tamanho. Os olhos brilhantes.
- Por você, eu arrumo a força que for. – Ele sussurrou roucamente.
Eu sorri maravilhada e apaixonada. Era impossível dizer em palavras como eu estava com saudades de ouvir isso. De ouvir que ele sentia por mim o mesmo amor descontrolado que eu sentia por ele.
Finalmente, chegamos ao nosso estúdio. Ele abriu as portas brancas de madeira e depois as fechou, trancando-nos dentro daquele espacinho mágico que tínhamos para nós dois. Ele não me largou até que me sentasse gentilmente no colchão estendido no chão.
Tudo estava exatamente como eu me lembrava da última vez que eu vim aqui. O seu som do lado de nossa cama improvisada. O seu violão do lado do som. A pequena luz entrando pelas as janelas do local. E, o principal, o cheiro de Edward se manifestando em todos os espaços daquele lugar.
Era tão confortável e familiar.
Quando eu estava ali, sentia que o mundo lá fora não existisse.
Edward sorriu quando me viu acomodada e se sentou ao meu lado. Ele pegou a minha mão e seu sorriso se desfez em uma expressão aflita quando ele me encarou.
- Você está bem confortável? Está doendo alguma coisa? Já está...
- Edward. – Eu o interrompi, com um sorriso carinhoso nos lábios por sua preocupação desnecessária.
Ele se calou e olhou para mim com um sorriso desculpas.
— Eu estou bem. – Eu afirmei e levantei a mão para tocar em seu rosto. Ele suspirou e fechou os olhos. – Só está aqui com você, eu estou ótima.
Seus olhos se abriram novamente As duas fendas verdes que mais pareciam diamantes analisando detalhadamente a minha expressão. Ele suspirou e seus olhos ficaram preocupados.
- Eu senti tanto a sua falta, Bella. – Ele apertou mais a minha mão. – Tinha dias que eu não conseguia nem respirar direito por causa das saudades que me sufocava.
Minha expressão também se desvaneceu em melancólica, só de imaginar o quanto a dor que me seguiu durante todos aqueles dias também deve ter o machucado.
- Foi a mesma coisa para mim também. – Eu respirei fundo e me arrastei no colchão, para lhe abraçar e encostar minha cabeça em seu peitoral.
Tudo o que eu menos queria agora era deixar de lhe tocar.
- O que nós vamos fazer? – Eu perguntei temerosa quando ele passou os braços ao meu redor.
Ele suspirou e deu um beijo no topo da minha cabeça.
- Não há muito que fazer, Bella. Nós não podemos contrariar os seus pais. – Ele parou um instante. – Jacob me disse que seus pais não estavam deixando nem você sair. Como podemos fazer alguma coisa a respeito disso?
Eu sacudi a cabeça em negativa, incapaz de aceitar aquilo. Incapaz de aceitar que teríamos apenas que sentar e não fazer nada.
Eu não ia deixar meus pais me controlarem desse jeito. Se eles fossem capazes de simplesmente de nos ouvir por alguns segundos, só para explicar o quanto Edward era especial, talvez ainda tivéssemos chance.
- Não, Edward. Nós temos que fazer alguma coisa. – Eu lhe apertei mais. – Só de pensar passar mais dias sem te ver, meu coração dói. Precisamos pensar em alguma coisa. Precisamos persistir.
Edward ficou em silêncio por um momento. Sua respiração tornou-se mais rápida e eu notei seu corpo ficar rígido.
- No que você está pensando? – Ele perguntou, hesitante.
Relutante, eu tirei minha cabeça do seu peitoral e lhe encarei. Ele continuou com as mãos em meus braços.
- Esme disse que se nosso amor for verdadeiro, nós teremos que lutar. Uma hora ou outra, meus pais vão ter que aceitar que eu te amo e que não posso ficar sem você. Só precisamos fazê-los enxergar a pessoa maravilhosa que você é. O quanto você me protege...
Edward fez um som de negação, interrompendo-me.
- Protege. – Ele zombou de si próprio. – Se eu lhe protegesse, você não estaria assim agora. – Ele olhou para minha perna engessada, com um olhar irônico.
Eu revirei os olhos e peguei com suavidade seu queixo com a mão, obrigando-o a me olhar.
- Edward, pela a última vez, não foi a sua culpa.
Ele fez descaso e tentou virar o rosto. Eu o puxei novamente com a minha mão.
– É sério, Edward. Nós precisamos fazer alguma coisa e vamos fazer, okay? Você não vai ficar se martirizando por algo que não é sua culpa e não fazer nada.
Eu engoli em seco quando sua boca se retorceu um pouco. Eu olhei fundo em seus olhos, tentando entender seus pensamentos.
- Você não me ama? – Eu perguntei intensamente e genuinamente.
Ao ver meus olhos tristes, seu rosto rapidamente se acendeu em frustração. Ele me pegou novamente em seus braços e dessa vez me fez sentar em seu colo. Abraçou-me com toda a força.
- É claro que eu te amo, Bella. – Ele respondeu com determinação e suavidade. – Te amo mais que qualquer coisa nesse mundo.
- Então, pronto, Edward. Se nós nos amarmos, não podemos simplesmente deixá-los nos separar.
Ele novamente se calou e eu pude ouvi-lo engoli em seco.
- E o que você pensa em fazer? – Sua voz estava cuidadosa.
- Você volta comigo hoje para casa. Com você lá, nós imploramos para meus pais conversarem com você, Edward. Vamos mostrar que você não é nada do que eles pensam que você é. – Eu falei rápido, certa do meu plano.
Ele me afastou um pouco para ver os meus olhos. Seu cenho estava franzido.
- Tem certeza disso? Não acha que vai ser pior eles saberem que você quebrou as regras deles para me encontrar hoje?
- Tecnicamente, eu não quebrei nenhuma regra. Já que eles não conversaram comigo e não imporam nenhuma regra, apenas me trancaram dentro daquele quarto e pronto. – Eu revirei os olhos. – De qualquer maneira, Jacob disse que ia nos ajudar.
- Jacob vai nos ajudar? – Edward perguntou cético.
- Sim. – Eu dei de ombros.
Edward ficou pensativo por alguns segundos, provavelmente pesando o risco dessa decisão. Depois de olhar por um longo tempo para a janela, desviou os olhos novamente para mim.
- Você tem razão. Se nós nos amarmos, devemos lutar. Se até o meu inimigo vai nos ajudar a fazer isso... – Ele não falou isso com muita animação. – Eu aceito ir hoje á sua casa. Não me importa que eu seja expulso ou qualquer que sejam as consequências, só quero poder ficar com você.
Ele apertou minhas mãos em seu peitoral e me encarou aflito.
Eu sorri grata e me estiquei um pouco para beijar os seus lábios. Enquanto o beijava, aproveitando o momento, lembrei-me de algo que ele havia deixado no ar na última vez em que nos encontramos.
Separei um pouco os nossos lábios e eu olhei para.
- O que foi? – Ele perguntou ao ver meus olhos confusos.
- E quanto ao seu pai? Você foi atrás de saber algo dele?
Edward fechou um pouco a expressão, deixando-a meio sombrio.
- Eu não quero saber desse homem, Bella. – Ele exasperou. — Descobrir que ele realmente está vivo. James tinha razão. Eu tinha tanta certeza que ele estava morto, que não fui atrás de saber. Mas, foi fácil encontra-lo. Ao que parece, ele não mora nos EUA, e sim na Inglaterra, em Londres ou algo assim. – Ele passou a mão no cabelo, um pouco nervoso, e desviou o olhar.
- Você não quer encontra-lo? Não quer...
- Não. – Edward negou determinado e irritado.
Eu sabia que a irritação não era comigo, e sim com a raiva que provavelmente ele sentia do pai.
- Mesmo que eu quisesse, e não quero... – Ele deixou claro. – Eu não tenho condições de ir atrás dele na Inglaterra. Se ele quisesse saber do filho, já teria tentando se comunicar.
Eu podia entender o seu lado. Eu podia entender a raiva do abandono que agora ele sentia.
O seu pai o abandonou e, por mais que Edward tenha encontrado uma família muito melhor, com um pai muito mais amoroso, era difícil saber que seu pai verdadeiro estava por vivo por todo esse tempo e não queria nem saber dele.
Diante as minhas conclusões, eu esfreguei minha mão em seu braço, consoladora.
- Eu sinto muito. – Eu murmurei, prestativa.
Ele deu um meio sorriso e me encarou.
- Não sinta. Porque eu não me importo. A única coisa que eu me importo agora, Bella, é em está ao seu lado e arrumar um jeito de continuar assim.
Eu dei um meio sorriso satisfeito e passei um dedo em sua bochecha, onde sua barba por fazer despontava sensualmente.
- Eu senti tanto a sua falta. Não sabe como eu senti. – Eu sussurrei.
Ele segurou minha mão com a sua e a apertou mais em seu rosto. Fechou os olhos e sorriu.
- Ninguém sentiu mais falta de você do que eu, Bella. Eu me desesperei durante essa semana. Cogitei até ir até a sua janela, todas as noites, só para que pudesse ficar te olhando, mesmo sem te tocar, mas Carlisle me segurou, disse que não era o melhor momento para fazer isso. – Ele abriu os olhos. Eles estavam tão tristes que, ao fita-los, meu coração apertou dolorosamente dentro do peito. – Eu não suporto ficar longe de você.
- Eu também não.
Eu ergui minha cabeça até o seu rosto e nossos olhos se encontraram, espelhando a nossa dor interna por aquele momento único.
- Eu não quero ficar longe de você, Edward. – Eu toquei sua bochecha. – Eu não posso ficar longe de você. – Meus olhos se marejaram um pouco, refletindo a aflição interna que eu sentia, o medo de não poder mais vê-lo.
Nosso destino estava tão obscurecido agora. Tudo dependia dos meus pais. Se esse relacionamento ia ser fácil ou não, tudo dependeria deles. Eu queria acreditar na melhor hipótese, mas era quase impossível.
Edward fechou os olhos por alguns segundos com o meu toque sensível. Quando ele voltou a abri-los, tinha um brilho diferente. O brilho que, provavelmente, estava em meus olhos agora.
Eu precisava dele naquele momento, como eu sabia que ele precisava de mim também. Eu precisava senti-lo por inteiro. Cada parte de seu ser tão maravilhoso. Fazia tanto tempo que não o tinha tão perto de mim corpo a corpo.
Eu precisava disso. Precisava disso nesse momento, mais do que em qualquer outro. Não sabíamos do nosso futuro. Não sabíamos o que aconteceria quando fossemos hoje para casa. Não sabíamos quando voltaríamos para aqui novamente.
Eu só precisava curtir ele ao máximo agora. Aproveitar o momento a sós, com a perspectiva ilusionista de que ele jamais acabaria.
Eu sabia que Edward pensava a mesma coisa. Seu cenho se franziu e ele trouxe uma mão para a minha bochecha.
Eu suspirei quando seu toque queimou em mim. As palavras saíram da minha boca em um sussurro delicado:
- Faz amor comigo, Edward? – Eu pedi.
Ele fez o que eu pedi com os olhos inebriados de desejo.
Eu não me importava com minha perna paralisada em uma bota. Tudo o que eu queria naquele instante era ele. Somente ele completamente para mim. Porque não sabíamos do futuro.
E isso me assustava tanto.
Pela a primeira vez, eu iria enfrentar os meus pais sobre aquilo. Eu não esperava que saísse coisa boa, mas eu sabia que tinha que tentar. Não podia simplesmente ficar de braços cruzados enquanto os via me afastar do amor da minha vida.
Devagar, nós tiramos as nossas roupas delicadamente e cuidadosamente, apenas nos importando de aproveitar aquele momento que tínhamos.
Era único cada vez que eu fazia amor com Edward. Eu não queria ter que perder isso. E, enquanto ele estava por cima de mim, acariciando-me de todas as formas prazerosas possíveis, eu pensei que eu não poderia mais viver sem isso. Sem o seu toque. Sem o seu carinho. Sem o seu amor. O amor na sua forma mais pura.
Como eu podia permitir meus pais tirarem isso de mim?
Edward não tirou os seus olhos dos meus ao se movimentar dentro de mim. Seus olhos verdes angustiantes, como se tivesse medo que aquela fosse a nossa última vez, deu um nó em minha garganta. Meus olhos ardiam quando eu fitava os dele. No momento em que eu sentia Edward me levar ao mais completo prazer, eu não pude segurar a lágrima solitária cair do meu rosto.
Ele a enxugou de forma delicada e me beijou, agarrando-me em seus braços de maneira forte, como se fosse impossível nos quebrar. Eu também me segurei em suas costas e fechei os olhos para aproveitar a sensação inebriadora.
Pela a milésima vez, eu pedir que, de alguma forma, fosse possível parar o tempo naquele exato instante.
Minhas pernas se sacudiam angustiantemente.
Eu encarei o retrovisor e notei os olhos de Jacob observando-me, também com um aspecto fechado e ansioso. O ambiente no carro estava tenso e claustrofóbico e, por mais que os dedos de Edward estivessem entrelaçados fortemente com os meus, apoiando as nossas mãos em minha perna, eu não conseguia impedir a sensação de sufocamento em minha garganta.
Chegou a hora. Aquela era a hora.
Depois que eu e Edward fizemos amor, nós continuamos a nos aproveitar até o tempo se esgotar, deitados no colchão velho e extremamente reconfortante do nosso estúdio, tentando não pensar nos momentos decisivos que teríamos quando saíssemos de lá.
Infelizmente, na vida, quando se tem algo absolutamente triste e caminhos a serem seguidos, o tempo voava de maneira irritante. A hora marcada com Jacob chegara e eu e Edward tivemos que nos vestir para descer.
Antes, demos o beijo mais íntimo de todo o nosso relacionamento. Era um beijo calmo, porém profundo, que dizia todas as palavras que nenhum de nós dois conseguíamos dizer. Refletia o nosso medo, a nossa angustia e, sobretudo, o amor que sentíamos um pelo o outro e a sensação de que nunca conseguiríamos suportar separados. Era um beijo triste, porque demonstrava uma despedida, mas, ao mesmo tempo, agravante em nossas mentes, porque poderia ser um beijo de um começo de uma nova fase de nossas vidas. A fase que, esperançosamente, meus pais não impediriam meu relacionamento com Edward.
Depois de descemos, Jacob não demorou muito para chegar. Seu rosto estava suave, sem nenhuma espécie de expressão quando nós entramos em seu Rabbit. Era como se ele estivesse se esforçando muito para não demonstrar sua frieza e negação a Edward.
Eu troquei algumas palavras com ele antes de irmos. Insistir que ele me deixaria na esquina da minha casa para assim, de alguma forma, eu consegui convencer os meus pais de que ele não tinha nada a ver com aquele plano.
Jacob não podia se encrencar com os meus pais por causa de mim. Mesmo que eu achasse injusta a preferência dos meus pais com ele, eu também não suportaria que, além de Edward, meus pais não confiassem mais em Jacob. Por isso, eu não queria arriscar. Fiz Jacob prometer até a morte que ele confirmaria que, de alguma forma, eu conseguir fugir da reserva com Edward.
Com isso acertado, nós entramos em seu Rabbit vermelho, eu atrás com Edward, para aproveitar cada momento com ele, e partimos para o suposto momento definitivo da minha vida e a do garoto que eu amava. Eu dizia suposto momento, porque mesmo se meus pais não aceitasse aquele relacionamento, eu não ia me importar. De alguma maneira, eu ia continuar o vendo.
A viagem de volta a minha casa foi silenciosa e com um péssimo ambiente.
Edward e Jacob não se falaram nem por um segundo, mesmo eu sabendo que Edward estava profundamente agradecido pelo o que seu ex-amigo estava fazendo por nós. Eu podia ver nos olhos do meu namorado o conflito entre quebrar a barreira que eles tinham, para agradecer aquele ato, ou continuar preso á mágoa passada entre eles.
Quanto a mim, estava petrificada por dentro. Incapaz de pensar coerentemente. Repassava e repassava em minha cabeça frases de efeito, discursos melosos ou qualquer outra conversa que convencesse os meus pais o quanto Edward era importante para mim e quanto eu o amava.
Uma parte de mim, estava completamente despedaçada, com uma sensação estranha de dor e de aperto no peito, quase como se fosse uma intuição para algo ruim que viria a seguir.
Eu não queria me segurar naquela sensação. Porque, mesmo meus pais não deixando continuar a relação com Edward, eu ia encontrar uma maneira de vê-lo. Não importava. Então, essa sensação ruim não podia fazer sentido. De toda maneira, eu nunca me afastaria de Edward, mesmo que fosse difícil.
Eu tentei ficar presa a esse pensamento. Tentar pensar positivo. Tentar pensar que, apesar dos caminhos tortos, de uma maneira ou de outro eu e Edward não iriamos nos afastar definitivamente.
Edward podia sentir ainda mais o meu nervosismo, por isso apertou ainda mais as minhas mãos.
Quando Jacob estacionou, como prometido, seu Rabitt na esquina, Edward deu um beijo em minha cabeça, como se dissesse para fazer o que eu tinha para fazer, e saiu do carro. Ele foi me esperar no meio fio da calçada, enquanto eu me despedia de Jacob.
Este deixara sua feição cair da suavidade para a angústia, observando-me pelo o retrovisor.
- Tem certeza que quer fazer isso, Bella? Pode piorar a situação.
Eu suspirei e estiquei minha mão para alcançar o seu ombro e apertá-lo.
- Tenho. É o melhor caminho que podemos seguir agora. Convencer aos meus pais.
Ele assentiu e se virou no banco para me encarar.
- Então, boa sorte.
Meu amigo deu uma rápida olhada em direção a Edward, esquentando-se em seu casaco na calçada.
- Obrigada. – Eu engoli em seco e abaixei a cabeça.
Novamente, aquela sensação ruim, como se eu nunca mais fosse ver o rosto de Jacob depois daquele encontro dos meus pais com Edward, atingiu-me. Eu suspirei e encarei o meu amigo com plena sinceridade.
- Obrigada por isso, Jacob. – Eu agradeci e analisei seus olhos pretos se contraírem. – Você é realmente um bom amigo.
Ele assentiu e tentou dar o seu sorriso típico de Jacob.
- Não por nada.
Eu me inclinei e dei um beijo em sua bochecha e um abraço, aproveitando a sensação de proteção que Jacob também era capaz de me oferecer.
Eu me afastei e ele ficou me encarando tristemente.
- Tchau. Até mais. – Ele se despediu, como se quisesse ter a certeza de que nos veríamos em breve.
- Até mais. – Eu sorri mais uma vez e sair do carro aconchegante.
Jacob deu uma olhada para mim e para Edward, abraçados no meio fio, antes de apertar o acelerador e partir bruscamente em seu carro. Eu engoli em seco e encarei Edward.
- Está pronto? – Eu questionei.
Ele assentiu e passou um dedo em minha bochecha.
- Estou.
Juntos, começamos a andar em direção a minha casa. A cada passada eu ficava um pouco mais sem folego. Agradecia por ter Edward ao meu lado, abraçando-me, e me ajudando a caminhar naquela maldita bota.
Eu estava nervosa pela a reação dos meus pais. Eu estava nervosa pelo o que viria a seguir. Ficava imaginando em minha cabeça como eles reagiriam quando visse Edward entrando comigo em casa. Meus pensamentos iam desde as piores atitudes até as atitudes mais aceitáveis.
- Bella, não precisa ficar tão nervosa. – Edward tentou me acalmar. – Nós não estamos indo fazer nada ou dizer nada errado.
Eu assenti freneticamente, incapaz de falar com a garganta seca.
Cedo demais, chegamos em frente a minha casa. Eu e Edward paramos e nos encaramos mais uma vez.
Ele fitou os meus olhos, cheio de ternura.
- Bella, aconteça o que acontecer, seja o que eles decidiram, nós vamos arrumar um jeito de que isso dê certo, okay? – Sua voz soou baixa e macia, tranquilizante.
Ter aquela promessa a partir de Edward me reconfortava, porque demonstrava que, diferente do começo do nosso relacionamento, ele faria de tudo para continuar lutando.
Eu assenti, com lágrimas nos olhos. Ele enxugou uma que caia em minha bochecha.
- Não precisa chorar, meu amor. Nós vamos permanecer juntos.
- Eu estou... apenas, com essa sensação sufocante. – Eu fechei os olhos e engoli em seco, tentando colocá-la para baixo, seja lá o que ela significasse. – Eu acho melhor fazermos isso de uma vez.
Ele assentiu e se curvou para me dar um doce selinho nos lábios. Ele segurou a minha mão de maneira firme na sua, como se fosse impossível elas se soltarem.
Encarando, temerosos a casa, que nunca me pareceu mais sombria, nós rumamos em direção á conversa que decidiria de vez o caminho de nosso relacionamento.
Era terrível a opressão de meu ar e meus pensamentos quando nós nos aproximávamos da porta.
Por um momento, eu pensei em desistir. Em apenas deixar para lá. Nós não precisamos enfrentar aquilo. Não precisávamos tentar conseguir a aceitação de nossos pais. Não precisamos convencê-lo da pessoa maravilhosa que Edward era.
Nós podíamos simplesmente dar meia-volta e fugir. Fugir para qualquer lugar, onde ninguém jamais nos encontraria. Fugir daquela sensação ruim que eu sentia em meu coração.
Eu imaginei como isso poderia ser. Edward e eu felizes em algum lugar. Sozinhos. Sem meus pais para nos atrapalhar de sermos felizes.
Entretanto, no mesmo segundo, eu pensei o quanto seria egoísta da minha parte por fazer aquilo. Por pensar em seguir o caminho mais fácil.
Não era assim que funcionava. Não era assim que a vida seguia. Em qualquer etapa desta, sempre teríamos que enfrentar obstáculos, escolher o caminho mais difícil do que o mais fácil, porque aquele teria o final mais feliz.
Eu não podia prever a reação dos meus pais. Eu podia imaginar que eles ficariam com raiva, decepcionados, ainda mais hesitantes em ter confiança em mim, mas não podia saber o que eles decidiriam, se eles nos deixariam falar.
Isso era o que mais sufocava. Se eles nos deixariam falar. Se eles nos deixariam mostrar o quanto éramos feliz juntos.
Eu e Edward não podíamos fugir, não só por causa de meus pais, mas por causa da família dele e, principalmente, por causa de nós. Nós nunca seríamos felizes o bastante por imaginar o que deixamos para trás. Por imaginar o e se. Se tivéssemos falado com meus pais, se tivéssemos suportado mais um pouco, se nunca tivéssemos fugido.
Ainda havia o fator da saudade. Infelizmente, eu tinha que admitir que nossas vidas não seriam felizes só com o amor que sentíamos um pelo o outro.
Com James, quando eu desisti de lutar, quando eu simplesmente aceitei o meu destino de morrer para manter Edward a salvo, eu não tinha escolhas. Se eu fugisse, James viria atrás de mim de qualquer maneira. Talvez fizesse coisas piores com pessoas que eu amasse, além de Edward. Por mais que imaginasse a dor dos meus pais naquele momento, a dor de Edward, aquela era a única solução. O único caminho que eu via em minha frente.
Agora, era diferente.
Eu tinha escolhas.
Eu tinha dois caminhos.
Entrar em casa e falar tudo o que eu devia e fingir aceitar qualquer coisa que meus pais decidissem, porque Edward e eu continuaríamos nos encontrando independente do que eles achavam ou eu tinha o caminho de dar meia-volta e convencer Edward a fugir comigo.
Então, por mais que fosse o caminho mais difícil, eu deveria escolher o primeiro. Porque era o mais sensato. O mais certo de que algum dia as coisas dariam certo.
Por mais que agissem assim, eu não podia abandonar os meus pais. Ser tão ingrata. Por isso, eu devia aquilo a eles. Aquela conversa. Aquele enfrentamento. Eu devia explicações e claridade. A questão era se eles próprios me deixariam dar isso a eles.
Eu engoli em seco e fechei os olhos, diante de tantos pensamentos passageiros passando por minha mente. Todo o caminho até a porta pareceu correr em câmera lenta.
Então, de repente, Edward parou de caminhar e eu abrir os olhos. Suas mãos estavam mais apertadas nas minhas, entrelaçando os nossos dedos de maneira feroz.
Com aquela atitude dele, eu abrir os meus olhos.
Diante de nós, Charlie estava com a porta aberta antes que chegássemos à soleira. Meu coração palpitou em meu peito quando ele olhou para Edward segurando as minhas mãos.
Agora, não havia verdadeiramente como mudar de caminho. Era aquilo ou nada. Convencida disso, eu sabia que tinha que demonstrar o máximo de certeza, confiança e independência.
Quando meu pai cruzou seus olhos comigo, eu ergui a cabeça, expressando em minha atitude que eu estava disposta a aguentar o que fosse que viria pela a frente.
Charlie encolheu um pouco os olhos e abriu um pouco mais a porta. Atrás, minha mãe apareceu com as mãos juntas, angustiada.
- Isabella... – A voz do meu pai cortou o silêncio tenso. – Vejo que você nos desobedeceu e trouxe uma visita.
Charlie encarou Edward mais uma vez que, corajosamente, permaneceu firme com suas mãos na minha.
Eu não disse nada, então meu pai, misterioso, cruzou os braços e continuou:
- Por que não entramos e temos uma conversa? – Sua voz soou estranhamente confiante.
Edward apertou ainda mais as minhas mãos, refletindo em nosso toque exatamente o que eu sentia. Medo.
Eu não sabia por que, mas tinha quase certeza, diante a atitude de Charlie, que aquilo não nos guiaria para um lugar nada bom.
A sensação ruim voltou a apertar de maneira mais sufocante o meu coração, enquanto eu encarava a expressão tranquila e suave do meu pai.
Algo estava muito errado. Isso era uma coisa que eu e Edward podíamos sentir no âmago de nosso interior.
O que iria acontecer agora? Eu engoli em seco e encarei o meu pai com toda a coragem que eu conseguia.
- Anda. Entra dentro de casa. – Meu pai engrossou a voz, quando eu hesitei do lado de fora, tremendo minhas mãos na mão de Edward.
Eu encarei o meu namorado e ele assentiu, afirmando para eu ir em frente. Sem soltar as suas mãos, eu caminhei em direção à porta, puxando-o comigo e sem tirar os olhos do olhar acusador de meu pai.
Antes que Edward pudesse passar pela a porta depois de mim, Charlie colocou a mão no peitoral dele e o impediu de entrar.
- Você não. – Ele proibiu a entrada de Edward.
- Mas... – Eu me desesperei, encarando os olhos aflitos de Edward. – Você disse que nós íamos conversar.
Ainda com as mãos no peitoral de Edward, meu pai me encarou, autoritário.
- Sim. Você, sua mãe e eu. Não aceitamos um delinquente dentro de casa.
- Ele não é um delinquente. – Tentei ir para fora de casa, para o lado de Edward, mas minha mãe puxou o meu braço em que a minha mão não estava apertada com a de Edward.
- Bella não. Fique aqui, minha filha. – Ela me segurou com força. – Solte a mão dele. – Ela ordenou.
- Não. – Eu choraminguei, sem consegui impedir as lágrimas de cair. – Vocês tem que nos deixar...
- Solte a mão dele, Isabella. – Charlie mandou com a voz mais autoritária.
- Senhor... – Edward tentou falar, calmo e baixo.
Com um silvo de raiva, meu pai virou a expressão para ele, deixando-me temerosa de que aquilo fosse pior do que imaginávamos.
- Você não vai falar nada. – Charlie interrompeu Edward. Meu namorado não abaixou o queixo, demonstrando não está com medo. – É muita coragem sua aparecer aqui em casa, depois do que fez com a nossa filha. Eu pensei que aquilo seria o bastante para deixa-lo longe dela, mas vejo o quanto você é egoísta por querer continuar colocando-a em perigo.
- Não é culpa dele. – Eu gritei irritada, ainda sendo segurada pela a minha mãe. Ainda com força suficiente para não largar as mãos de Edward. Mas, elas estavam quase escorregando. Quase que oficializando nossa separação.
- Não fala nada, Bella. – Minha mãe pediu em meu ouvido.
- Escute aqui, garoto, eu não quero mais vê-lo com minha filha, está ouvido?
Charlie chegou mais próximo de Edward, encarando-o frente a frente. Diferente do que eu pensava, Edward continuou firme com a expressão desafiante e determinada.
- Se eu vê-lo próximo a ela, a uma distância considerável que for, eu o prendo. – Meu pai ameaçou.
- Eu não vou desistir de Bella. Vocês estão cometendo um erro. – Edward rebateu, tranquilo e ciente do que dizia.
- Ah, você vai desistir dela sim – Charlie colocou a sua mão na nossa, rompendo a ligação entre mim e Edward.
- Não. – Eu choraminguei quando não senti mais o calor das mãos dele na minha. Minha mãe me segurou mais forte para me impedir de ir até ele.
- Sabe por quê? – Charlie continuou a falar, quando voltou um dedo em direção ao rosto de Edward. – Você e Bella nunca mais vão se ver. Nós não vamos conversar sobre isso, porque não há mais nada a ser discutido. – Lágrimas saiam desesperadamente do meu rosto enquanto eu ouvia o meu pai falar. – Já que, a partir de amanhã, Isabella não morará mais aqui.
- O quê? – Eu e Edward perguntamos ao mesmo tempo, mais surpresos e aflitos.
- Isso mesmo. – Meu pai continuou, com a expressão mais lívida por notar que havia ganhado. – Amanhã, nós voltaremos á Jacksonville. Você e Bella nunca mais vão se encontrar.
Minha respiração ficou escassa e meus olhos se cruzaram com o desespero dos olhos de Edward assim que meu pai terminou de falar.
Foi nesse instante, com lágrimas nos olhos, que eu notei o que antes eu não queria ver. Havia outro caminho a seguir. Um terceiro caminho que eu não cogitei pensar. Um terceiro caminho que era a fonte da sensação aflita e desesperadora do meu coração.
Um terceiro caminho obscuro e assustador, que iria me separar para sempre de Edward Cullen.
Notas finais
Triste ver que a minima esperança de Bella foi por água a baixo. Mas, e agora, o que irá acontecer? kkkkkkk
Não vou prometer que vou postar o capítulo rápido, porque sempre acontece alguma coisa que me impede disso, mas vou prometer que vou fazer o possível. Então, até a próxima.
Beeijos e comentem.
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