Aprendendo a Viver.
17 Capítulo 16 - Decisões.
Notas iniciais
Divirtam-se. :D
Capítulo 16 – Decisões.
No corredor do colégio, eu estava agarrada a cintura de Edward ainda meio letárgica pelo o quebra cabeça perigoso que nós juntamos, enquanto ele conversava com a voz pesada com seus amigos.
- Edward, tem certeza que pode ter sido ele? Acha que James poderia dar um aviso tão óbvio assim para você já ficar em alerta? – Emmett perguntou com uma preocupação em seu rosto que eu nunca vi.
- È justamente isso, Emmett. Ele quer me torturar. Ele sabe como eu fico quando sei que ele está por perto. – Edward suspirou e passou as mãos no cabelo. – Eu tenho certeza de que ele é o culpado dos assassinatos que está acontecendo. Ele está querendo chegar á cidade, está tentando me manter alertar. Está querendo me assustar. – Ele sibilou e me apertou na cintura, como se confirmasse suas palavras.
Todos que estavam a sua volta suspiraram, preocupados.
Emmett, Alice, Jasper, Seth, Justin e Rosalie. Todos ali sabendo que teriam algo perigoso a encarar mesmo que não fosse da conta deles, porque eles eram amigos de Edward e não o deixariam na mão nesse momento.
De repente, senti-me apreensiva. O pesadelo horrível que eu tive a noite veio em minha cabeça como uma televisão que foi ligada, mostrando as imagens que eu não queria ver. As pessoas que eu amava, e que me ensinaram a ser outra pessoa, sendo mortas.
- De qualquer maneira, acho que não precisamos discutir isso agora. – Edward falou com uma voz mais firme, lançando um olhar rápido em minha direção. – Depois vemos o que nós fazemos. Seja o que James esteja querendo fazer, ele só está avisando que está por perto.
Alice franziu os lábios quando olhou para mim e depois para o irmão. Ela e o irmão trocaram um olhar penetrante — uma conversa silenciosa de olhares – e depois Alice suspirou.
- Edward está certo, vamos para as nossas salas de aula. – Ela falou e puxou Jasper, dando um beijo em meu rosto antes de desaparecer.
Antes que todos saíssem, olharam para mim com as expressões meio assustadas. Era como se elas esperassem pânico da minha parte.
Quando eles saíram, Edward e eu, silenciosos, ficamos olhando em volta as paredes pinchadas assustadoramente.
O diretor Turner custou a colocar todos os alunos para dentro do colégio, dizendo que já estava na hora de começar as aulas. Os alunos estavam eufóricos demais pelo ocorrido. Alguns estavam raivosos, prometendo vingança a quem tinha feito aquilo. Mas, somente eu, o grupo de Edward e o grupo de Jacob sabiam bem as proporções daquilo.
Edward estava correto. A escola toda estava pinchada. Não havia um local que não tivesse sido esquecido por nosso principal suspeito, James. Eram pinturas escuras; eram avisos aterrorizantes.
Edward sentia-se imensamente culpado, dizendo que James só fizera aquilo para lhe provocar. Ele estava arrumando desesperadamente uma maneira de poder tirar aquelas pichações da parede. Eu podia ver no rosto dele o quanto era desagradável ficar fitando aquilo e lembrar o que significava.
Um toque de pele conhecido em meu braço tirou-me dos meus pensamentos.
- Você está bem? – Edward sussurrou com a voz pesada ao meu lado. Acho que ele estava esperando que eu ficasse louca ou tivesse um ataque de pânico, não sei, só sabia que ele estava mais cuidadoso do que o normal.
Eu me virei para ele com um suspiro, tirando os olhos das tintas pretas da parede.
- Eu estou bem e você? – Queria o fazer compreender realmente que eu estava bem, mas minha voz me traiu, saindo rouca e um pouco falha.
- Eu estou bem, Bella, até saber que você está bem. – Ele fechou os olhos e pegou minhas mãos. – Agora teremos que ter cuidado, não podemos deixar que James saiba o quanto você é importante para mim. – Sua testa se vincou, mostrando a dor que ele sentia dentro de si.
Eu engoli o nó preso em minha garganta por causa novamente do nervosismo que me atingia toda vez que as imagens de meu pesadelo horripilante vinham em minha cabeça.
- Edward, eu... – Comecei, mordendo os lábios. – Eu... Eu estou assustada. – Admiti, fechando minhas palmas sobre a sua.
Os olhos dele se abriram abruptamente e me fitaram tensos. Ele viu meu rosto contorcido de pânico e me abraçou com uma expressão espantada.
- Shh, shhh. Você não tem que ficar com medo, Bella. Eu não vou deixar ele fazer nenhum mal a você.
- Não é isso. – Minha voz saiu abafada quando eu falei as palavras sobre seu peitoral. – O meu medo é você, Edward. E se ele fizer alguma coisa com você? Eu... Eu não suportaria.
- Bella, você não tem que pensar nisso, OK? Esqueça que James exista.
Como se fosse fácil!
- Eu não posso consegui isso. – Respirei fundo, agarrando minhas mãos em sua camisa. – Eu tive um pesadelo ontem que me assustou bastante. Eu não posso deixar de pensar que talvez isso tenha sido um aviso.
- Pesadelo? – A voz dele estava mais assustada e ele me afastou levemente de seu corpo, querendo ver meus olhos. – Que pesadelo, Bella? – Ele estava atormendado. – Oh Deus! Eu devia ter dormindo com você ontem. – Ele trincou os dentes. – Diga, Bella, qual foi o pesadelo? Porque, meu amor, seja o que esteja lha atormentando sobre ele, eu vou fazer o possível para tirá-lo da sua cabeça. — Ele prometeu fervorosamente, apertando suas mãos na minha.
Eu custei a começar falar , mas seus olhos verdes implorando para que eu contasse me deram a voz.
- Eu... — Respirei fundo. — Eu estava correndo em umas das florestas de forks. Estava... Estava tentando fugir de alguma coisa invisível que eu tinha medo. Eu... Eu não sei... – Minha voz tremeu e ele apertou sua mãos na minha. – De repente, eu tropecei em algo no chão e quando fui ver o que era... – Minha voz engasgou e eu tive que respirar fundo para continuar. – Era você, Edward, morto no chão. – Fechei os olhos. – Não só isso, depois todas as pessoas que eu amava começaram a aparecer sem vidas ao meu lado. Quando eu já estava assustada, um... um. – Eu parei, estremecendo ao lembrar o sorriso diabólico do assassino em meus sonhos. Fechei os olhos com mais força.
- Um o que, Bella? Conte-me meu amor, diga. — Ele pediu frenético com o meu silêncio e eu abrir os olhos para lhe fitar.
- Uma sobra qualquer apareceu na minha frente, com um sorriso malicioso nos lábios.Um sorriso assustador, um sorriso, Edward, que dizia que ele era capaz de tudo, até matar que eu amava, inclusive você.
Eu fui para os seus braços de novo, apertando forte sua cintura e procurando parar a tremedeira de medo que se propagava pelo meu corpo.
Edward arfou a cima de mim e me circundou com seus braços.
- Eu tenho certeza de que era uma aviso. — Eu murmurei. — Um aviso de que James está por perto e não vai poupar forças para lhe machucar.
Ele ficou em silêncio, apenas alisando meu cabelo enquanto os alunos frustrados pela a aparência do colégio passavam por nós.
- Tudo bem, Bella. Relaxe, ok? – Sua voz veio mais controlada ao dizer as palavras. – Eu não vou deixar isso acontecer. Ninguém vai morrer, inclusive você. – Fechou os punhos em minhas costas e, de repente, sua voz estava ríspida. – Se ele encostar um dedo em você, eu... – Sibilou.
Eu fechei meus braços mais ao redor dele, tentando não pensar no que ele poderia fazer e quais conseqüências isso teria para ele. Depois disso, ficamos em silêncio, um consolando o outro.
Edward parecia nervoso. Eu queria tirar parte da preocupação dele, queria fazer ele não ter que enfrentar aquilo, mas não sabia como. Eu queria facilitar as coisas para ele.
- Você está realmente preocupado com a escola, não é? – Eu perguntei, tentando mudar de assunto de James para distrai-lo.
- Um pouco. – Suspirou. – Eu só não quero que eles... — Indicou os alunos que passavam por nós. — Tenham que andar por esse colégio todo rabiscado. O ambiente aqui ja é difícil, imagina com todos esses desenhos obscuros por ai. Torna-se tão mais complicado.
- Você não pode fazer nada, Edward.
- Eu sei, eu só queria arrumar um jeito de tirar esses desenhos. De não ter que ficar lembrando o tempo todo de quem fez isso.
- Eles não tem que esperar isso de você. Ninguém aqui tem condições financeiras para...
De repente, eu parei. Uma conversa séria com meus pais hoje de manhã vindo em minha cabeça. Uma conversa que podia ser um caminho para que eu tirasse ao menos aquela preocupação dos ombros de Edward. Um presente, que mesmo custando caro, eu daria para ele.
Era claro! Charlie estava melhorando financeiramente. Minha mãe havia dito que não precisávamos ter mais tantos limites e que tinha boa parte de dinheiro em contas. Que os assassinatos e o trabalho duro de Charlie na delegacia estavam dando bons frutos.
E se eu... Pensei esperançosamente em minha cabeça.
- Bella, o que foi? – Edward perguntou, parecendo confuso quando eu parei minha fala abruptamente.
Não queria contar para ele a idéia de que estava tendo. Ele não me deixaria seguir em frente. Ele não iria querer que eu gastasse dinheiro com ele ou com a escola.
- È... – Eu comecei a falar, mas minhas palavras foram sufocadas pelo o sino estridente que tocou no alto de nossas cabeças.
Separei-me dele e sorrir, pegando sua mão.
- È melhor nós irmos para a sala. – Antes que ele questionasse o que eu estava pensando, eu o puxei em direção a sala.
Aquele dia foi tenso e irritante. Os alunos pareciam mais eufóricos, mas aptos a brigar por qualquer coisa. Edward teve que separar naquele dia umas quatro brigas para que algo pior não se formasse. O Diretor Clapp estava apavorado, querendo arrumar desesperadamente, assim como Edward, uma maneira de apagar as malditas figuras que se estendiam por todas as paredes do colégio.
Em alguns momentos em que eu estava com Edward, eu via que ele queria saber o que eu estava pensando antes. Ele me conhecia muito bem para saber que era algo importante. Entretanto, eu tentava sempre mudar o rumo da conversa para que ele não conseguisse tirar o meu plano da minha boca. Primeiro eu veria se daria certo. Eu realmente queria ajudar Edward com aquela preocupação. Ele se achava na obrigação de ser o responsável em tirar aquela imagem depressiva do colégio, já que quem fez aquilo foi alguém que queria o assustar.
Enquanto nós andávamos pelos os corredores, trocando de uma aula para a outra, minha mente vasculhava uma forma de Charlie me dar o dinheiro de que precisava. Eu sabia que as coisas estavam melhorando, mas eu sabia que Charlie não me daria uma grande quantidade de dinheiro sem saber para o que era. E mesmo sabendo para o que era, eu tenho certeza que seria contra.
Tentei calcular em minha cabeça quanto dinheiro se precisava para pintar aquele colégio ou pelo o menos grande parte dele, pelo o menos as áreas que eram mais acessíveis para os alunos. Não consegui e gemi intimamente ao pensar que poderia ser uma grande quantia. Mas, e se eu prometesse a Charlie que devolveria a ele? E se eu dissesse que era apenas um empréstimo?
Já havia algum tempo que eu estava cogitando em arrumar um emprego. Não devia ser difícil. Eu era filha do chefe de policia da cidade, com certeza as pessoas confiariam em mim mesmo que eu estivesse estudando naquele colégio.
Eu estava cansada de ficar muitas vezes a tarde sem fazer nada, esperando a noite para ver Edward. Ter um trabalho seria bom e o que aconteceu no colégio e a minha ânsia em querer ajudar Edward era bons motivos para começar a procurar.
Eu podia dizer a meu pai que estava precisando de roupas novas, que iria começar a trabalhar, mas que não queria esperar até encontrar um emprego e ganhar um salário para comprá-las. Prometeria a ele que pagaria assim que arrumasse um emprego. Eu tinha certeza de que ele iria concordar, principalmente quando eu tomasse a atitude de querer ter o meu próprio financiamento, coisa que nunca fiz questão quando morava em Jacksonville.
Com o plano na cabeça e a certeza de que ele iria funcionar, vi-me sorrindo despercebidamente enquanto ia para o refeitório. O que era uma coisa incomum para se fazer nesse dia sombrio; todos estavam preocupados e tensos demais com o que acontecera ao colégio.
Na mesa do almoço, na hora do refeitório, os amigos de Edward e nem ele tocaram no assunto “James”. Eu sabia que eles estavam querendo me manter de fora disso, estavam querendo me proteger, quando a única coisa que estava mais em perigo ali era Edward, o amor da minha vida.
- Vai ficar tudo bem, Bella. – Edward falou para mim quando estávamos na esquina da minha casa. Ele fez questão em me acompanhar dessa vez.
- Eu sei que vai, Edward. Quantas vezes eu tenho que dizer que não estou preocupada comigo e sim com você? James nem sabe que eu existo, a única coisa que ele quer é fazer mal para você.
- E é justamente por causa disso, que eu vou te manter o mais escondida possível. Porque se ele descobrir o quanto você é importante para mim... – Ele sacudiu a cabeça, tentando não pensar nas imagens que eu sabia que estavam vindo em sua mente.
Dei um leve sorriso torto e puxei sua cabeça para lhe dar um beijo caloroso. Quando terminamos com falta de ar, ele se despediu de mim, deu um beijo em minha testa e pulou da minha picape, deixando-me livre para ir para a casa. Eu sabia que ele ficaria ainda mais alerta nos próximos dias.
A idéia em que tive hoje de manhã estava se tornando cada vez uma certeza dentro de minha cabeça, e eu me vi ansiosa durante a tarde, esperando que o meu pai chegasse logo e eu pudesse conversar com ele.
Minha mãe perguntou para mim enquanto estávamos nós duas na sala, porque eu estava tão impaciente e inquieta quando eu estava andando de um lado para o outro. Depois disso, sentei-me ao lado dela e procurei me concentrar no programa sem importância que ela assistia.
Quando deu seis no relógio de parede da minha casa e minha mãe estava na cozinha, preparando-se para fazer o jantar, eu ouvir a viatura de Charlie chegar no lado de fora de casa. Rapidamente, eu respirei fundo, torcendo para que ele concordasse comigo. Eu realmente queria ajudar Edward.
Quando Charlie rompeu pela a porta da sala, eu me levantei do sofá,recebendo-o com um sorriso no rosto.
- Oi pai. – Eu cumprimentei ele animadamente.
- Oi Bells. – A voz dele parecia cansada enquanto ele pendurava sua cinta com a arma perto da porta.
- Eu... Eu preciso falar com você. – Eu anunciei, vendo ele olhar para mim meio confuso, estranhando minha voz hesitante.
- Òtimo. – Ele concordou de bom grado e foi em direção a cozinha. Eu fui atrás. – Eu e sua mãe precisamos também conversar com você sobre uma decisão importante que tivemos hoje de manhã.
Eu parei confusa na soleira de entrada da cozinha, observando enquanto meu pai ia até a minha mãe e lhe dava um beijo de boa noite. De repente, eu percebi que não queria saber o que era aquela decisão.
- E... E que decisão é essa? – Eu perguntei, ainda incapaz de me sentar na cadeira de frente a ele.
- Você vai falar com ela agora? – Minha mãe perguntou, parando de fazer o que fazia e parecendo um tanto satisfeita.
- Quanto mais cedo, melhor. – Charlie respondeu dando de ombros e depois os dois fitaram-me. – Mas, antes o que era de importante que você tinha para falar comigo, Bella?
Nesse momento, eu respirei fundo e me obriguei a ir sentar na cadeira em frente a ele. Eles me observavam curiosos, vendo minha tensão.
- È o seguinte pai... – Comecei sentindo um pouco minha voz presa e tendo que limpar a garganta para recomeçar. – Eu andei pensando no que a mamãe disse sobre nós estarmos melhorando financeiramente de novo.
Ele balançou a cabeça, concordando, com minha mãe ao seu lado com uma mão no ombro de Charlie.
- Então, eu tive a idéia de... – Eu tenho que saber mentir, eu tenho que saber mentir. – De que talvez você pudesse me dar algum dinheiro, para eu comprar algumas roupas. Sabe, porque eu realmente estou precisando... – Antes que ele falasse, eu desatei a tagarelar. – Mas, escute, não é algo que você vai me dar e ficar sem. Por mais que eu saiba que o dinheiro está bom agora, eu sei que nem tudo está perfeito e que não estamos bem para ter dinheiro para comprar roupas, mas eu vou começar a procurar um emprego e quando eu consegui um, eu prometo que vou pagar o que você me deu. Mas, eu preciso muito, muito, desse dinheiro agora.
Quando eu terminei de falar, eles me olhavam confusos e espantados. Demorou um tempo até que Charlie voltasse a uma expressão impassível e me olhasse com uma sobrancelha levantada.
- Você disse que ia procurar emprego para pagar um dinheiro que eu lhe dei para comprar roupa? È isso ou eu escutei errado? – Ele parecia cuidadoso ao fazer a pergunta.
Temerosa, eu balancei a cabeça e a abaixei, como se eu me sentisse culpada ou egoísta por está pedido isso a ele. Tinha medo de que eles pensassem que agora que eu esabia que as coisas estavam evoluindo financeiramente para o nosso lado, eu fosse sair dos limites. Mas, eu não era mais assim.
De repente, uma gargalhada estrondosa e alegre saiu da boca do meu pai e eu olhei para ele espantada e um pouco irritada. Minha mãe também ria, mas não era tanto quanto Charlie.
- Ei, o que foi? – Eu perguntei emburrada.
Charlie parou de rir, juntamente com minha mãe e me olhou incredulamente.
- Meu Deus, Bells! Você está crescendo, finalmente. – Ele falou impressionado e recuei na cadeira, não entendendo seu comentário. – Querida, eu nunca pensei que poderia ouvir isso da sua boca. Que você ia trabalhar para me pagar algo que dei para satisfazer seus desejos. – Ele sacudiu a cabeça, parecendo deliciado com as suas palavras.
- Aaah, Bella, esta nossa vida está fazendo cada vez mais bem para você... – Dessa vez foi minha mãe, sentando-se ao meu lado e pegando minha mão. – Você está tentando lutar por algo que quer e filha, isso é muito bom. Era algo que a Bella que morava em Jacksonville nunca faria.
- Aaah. – Foi a única exclamação que saiu da minha boca, quando eu abaixava a cabeça, constrangida com as palavras deles.
- Você está mudando e isso é bom. Não se preocupe, Bella. Eu vou lhe dar o dinheiro que você quer.
Levantei a cabeça, com os olhos mais animados e confiantes. Eu ia consegui ajudar ao Edward. Mesmo que o dinheiro que meu pai me desse, não fosse o bastante para pintar o colégio inteiro, eu tinha certeza que daria para pintar grande parte dele. E isso bastaria para amenizar um pouco a sombrieridade que as pinturas dera aquela escola.
- Sério? – Perguntei com o entusiasmo na voz.
- Sério. – Meu pai sorriu, satisfeito. – Você está demonstrando que está ficando responsável. Eu sei que você agora é capaz de me pagar o que pegou, mesmo que eu diga para não se preocupar com isso.
Eu sacudi a cabeça afirmativamente, concordando com ele. Eu sabia que já estava na hora de eu fazer algo para mim. Eu não podia depender para sempre de meu pai e minha mãe, quando eu tinha braços e pernas para procurar fazer por mim mesma.
- Obrigada, pai. – Eu agradeci, imensamente feliz por de alguma forma meu plano dar certo. Charlie nunca saberá onde esse dinheiro será empregado.
- De nada, Bells. – Ele sorriu e olhou para minha mãe, a face de repente se abrindo em um sorriso maior. – Agora nós queremos conversar com você algo importante e algo que vai lhe deixar ainda mais feliz. — Ele anunciou, mudando de assunto.
- O que é? – Eu olhei para minha mãe, atrás de respostas para o sorrisos grandes em que eles tinham em seu rosto. Algo me dizia, alguma coisa em meu interior desconfiado, dizia-me que eu não ia ficar tão feliz quanto eles pelo o que seria dito ali.
- Bem, Bella... – Minha mãe começou, apertando minha mão. – Hoje de manhã quando você saiu para aquela maldita escola... – Bufou, contrariada. – Eu e seu pai tivemos uma conversa importante... – Olhou para Charlie, como se esperasse que ele continuasse.
Eu também virei a cabeça para ele, querendo que ele contasse logo e parasse com todo aquele mistério.
- Nós estamos bem evoluido finaceirmante e veio ficando muito preocupado com você naquele colégio, Bells. — Ele falou seriamente. — Esses assasinatos misteirosos, essas ações de gangue me deixam nervoso em ter que te deixar naquele colégio.
- È. – Minha mãe cortou. – Não estamos no melhor do topo de dinheiro, mas temos dinheiro suficiente para mudar você de escola e te colocar em uma particular, onde você vai está bem e mais segura. Então, foi isso que decidimos: Tirar você daquele colégio e colocá-la em uma particular. – Ela sorriu satisfeita como se tivesse fazendo a melhor coisa do mundo. Mas, não. Ela não estava.
Eu esbugalhei meus olhos com a noticia e engoli em seco.
– Isso não é ótimo? — Ela perguntou animadamente.
Senti que eu tinha virado uma estatua olhando para minha mãe e para o meu pai, querendo ver nos rostos deles que eles estavam brincando, que aquilo era uma piada. Não consegui encontrar essas características, e sabia que eles estavam falando bem sério. Eu só não queria aceitar.
Na verdade, eu sabia que isso ia acontecer um dia. Charlie disse que assim que tivesse dinheiro suficiente me tiraria daquele colégio problema. A questão é que eu não achava que ia me senti tão mal ao ouvir aquela noticia.
Eu pensava que estaria preparada para o dia que aquilo acontecesse, porque por mais que eu tivesse Edward, eu ainda não gostava muito daquela escola e nós dois poderiamos arrumar uma maneira de continuar juntos. No entanto, não conseguia me sentir feliz.
O meu amor por Edward era muito e eu não queria ter que ficar longe dele por toda uma manhã justamente nesses dias. Nesses dias que eu sabia que ele poderia está em perigo.
- Vo... Vocês vão me mudar de colégio? – Perguntei depois de um tempo, tentando conciliar as idéias em minha cabeça.
- Sim. – Charlie falou alegremente, sua expressão mudando rapidamente quando viu a minha expressão assustada. – Você não está feliz, Bells? Finalmente vai poder sair daquela escola que não gosta.
- Eu... Eu não... – Procurei arrumar a voz falha para falar as palavras que nunca pensei que um dia iria dizer. – Eu não quero sair de lá, pai. Eu gosto da escola.
Os olhos de meus pai, ao memso tempo, aumentaram em minha direção. Eu podia ver o quanto eles estavam pasmos pela a minha declaração.
- Você não quer sair daquele colégio barra pesada e violento? – Minha mãe foi a primeira a quebrar o silêncio, espantanda e cuidadosa.
- Você gosta de lá? – Meu pai perguntou, o rosto desconfiado se inclinando para frente.
- Sim. – Eu falei confiante. – Eu não vou para a escola particular. Eu quero continuar onde eu estou. Eu estou feliz lá.
- Por que? – Minha mãe disparou a pergunta para mim, olhando-me assim como Charlie, desconfiada.
Minha voz travou. Eu não podia dizer exatamente o que estava me deixando feliz em está naquela escola. Não podia dizer que estava namorando Edward e que o amava de tal modo que já não conseguia mais me ver sem ele.
Não havia motivos para eu está feliz ali, eu sabia que era isso o que eles estavam pensando agora. Esse tempo todo eles estavam me alertando e eu estava afirmando prontamente que não tinha uma amizade se quer naquele colégio, além de...
- Jacob. – Minha voz saiu quando eu pensei, a única oportunidade que tinha para eles me deixarem continuar no colégio, o único garoto da qual eles deixavam eu me aproximar.
Charlie franziu o cenho, não compreendendo minhas palavras.
- O que é que tem o Jacob? – Perguntou.
- Eu estou feliz porque eu tenho o Jacob como amigo lá. – Eu sabia que minha voz estava soando um pouco falsa, mas que ainda assim eles estavam acreditando. – Jacob é simples e eu gosto dele. E... E eu não sei se estou preparada para entrar nesse mundo de escola particular de novo. Eu já estou costumada a ser assim. Não quero ter que ir para uma escola particular e enfrentar pessoas egoístas e patricinhas. Além do mais, eu não vou conhecer ninguém e no colégio eu já tenho o Jacob...
Eu tinha que apelar para o lado dele. Meu pai e minha mãe eram fascinados por Jacob.
- Vocês não... – Eu respirei fundo. – Não podem me tirar de lá. Eu estou feliz. — Declarei.
Eles estavam com os olhos esbugalhados, de novo. Na certa não esperando essa minha reação. Se fosse a alguns meses atrás eu não hesitaria em pular nos braços deles e dizer o quanto estava feliz pela a decisão que eles tomaram.
- Bells, você está falando mesmo sério? – Meu pai perguntou, ainda incrédulo.
Sacudi a cabeça, afirmando.
Renée e Charlie trocaram um olhar meio desconfiado, como se procurassem alguma resposta em alguma pergunta silenciosa. Depois dessa conversa de olhares que estava me dando nos nervos, Charlie suspirou e olhou para mim com a expressão mais dura.
- Sinto muito, Bella. Mesmo que você esteja se sentindo satisfeita, de alguma forma que eu nunca imaginei, naquele colégio, você irá para a escola particular.
Meu peito ardeu com suas palavras autoritárias. Senti meus olhos querendo derramar as lágrimas. Eu não queria ficar longe de Edward. Eu sabia o quanto isso só ia tornar pior as diferenças entre a gente.
- Mas, pai... – Tentei argumentar.
- Não Isabella. – Ele foi categórico e autoritário. – Eu já lhe disse você vai para a escola particular na próxima semana. Eu sei que está perto de acabar o primeiro semestre, mas ultimamente vem acontecendo coisas tão perigosas que eu não posso mais te deixar naquele colégio. Então, não discuta, você vai para escola particular. Seu ensino é mais importante do que a sua vontade. – Finalizou olhando-me para mim de maneira tão firme que eu fui incapaz de pensar em outro protesto.
Levantei-me raivosa da cadeira, quase a derrubando no chão, e arranquei a mão da mão da minha mãe, que me olhou confusa pelas minhas atitudes.
- Tudo bem, me ponha em uma maldita escola particular. — Eu rugi, furiosa. — Mas, quando eu virar uma patricinha nojenta que só pensa em sair novamente, não venha colocar a culpa em cima de mim. Eu estou querendo mudar, e aquele colégio era a melhor oportunidade para eu consegui. – Sibilei e sem deixá-los responder alguma coisa, sair correndo para a escada querendo chegar ao meu quarto.
Quando cheguei nele, fechei a porta com raiva – com força o bastante para que eles percebessem meu estado de espírito – e me joguei na cama.
Eu sabia que aquilo ia acontecer, era para eu está preparada. Saber que ia ficar longe de Edward quase a metade do dia, me dava no nervos. Como nós faríamos para nos encontrar agora? Somente de noite, quando ele viesse para a minha casa? Eu não podia agüentar isso. Também não era só essa a questão. E os meus novos amigos? Alice, Emmett, Jasper, Seth, Justin... Todos eles agora eram partes importante para mim. Eu não queria ficar sem vê-los.
Eu sabia que não estava preocupada somente com isso, mas também com Edward. Como ele iria reagir quando eu lhe disseze isso? Que eu iria novamente voltar a um colégio cheio de garotos mauricinhos e garotas patricinhas? Ele iria querer se afastar de mim?
Rugi e coloquei o travesseiro em minha cara, tentando parar de pensar um pouco. Minutos depois, eu ouvi alguém bater na minha porta.
- Bella, abre aqui. – Era a minha mãe, a voz dela estava implorativa.
Suspirei e levantei da cama, indo abrir de mal vontade a porta.
- O que quer, mãe? Ao menos me deixe pensar um pouco, OK? – Pedi ao vê-la na minha porta com uma expressão impassível.
- Tudo bem, só achei que você iria querer isso. – Ergueu a mão com algumas notas de dinheiro, me entregando. – Seu pai confia em você, sabe que vai pagar a ele novamente.
Suspirei aliviada e fechei os olhos. Ao menos o dinheiro para ajudar Edward eu iria ter. Uma noticia boa e uma noticia ruim no mesmo dia, como ele iria reagir a isso?
Um pouco menos com a cara fechada, eu peguei o dinheiro da mão dela. Ela sorriu e saiu sem dizer mais nada.
Eu fechei a porta e sentei na cama novamente, agora tentando prestar atenção em contar o dinheiro que tinha em mãos. Duzentos e cinqüenta reais foi o que meu pai Charlie colocou em minhas mãos. Ainda com a cabeça cheia com o assunto da escola particular, pensei em quantas latas de tinta eu poderia consegui com esse dinheiro.
De repente, era como se tudo estivesse fora do lugar de novo. Ontem eu estava sentindo que a vida era tão perfeita, que pensava que não poderia deixar de ser nunca mais. Mas, não foi preciso mais que algumas horas para tudo sair do lugar de novo.
Primeiro, a suspeita de James com esses assassinatos e as paredes pinchadas do colégio; segundo, a certeza de que eu vou ter que me distanciar um pouco mais de Edward por causa da escola. Esses dois motivos eram bastante para me deixarem incerta do futuro, do futuro que eu tinha certeza até ontem.
Com a cabeça cheia, deitei-me de costas na minha cama, querendo fechar os olhos e esquecer daquilo pouco. Edward dissera que não viria na minha casa hoje, de novo.
Eu poderia ficar feliz, afinal eu tinha uma noticia que não era tão satisfatória para nós dois, porém o motivo de ele não vir para a minha casa hoje era mais forte do que qualquer noticia desagradável que eu tenha que lhe dar. Ele e a gangue dele – ou seja, os meus amigos também – iam se emprenhar no meio desse mato procurando algum rastro de James. Não podia deixar de ficar tensa com isso. E se eles encontrassem? E se acontecesse alguma briga? E se Edward ou qualquer outro de meus amigos saíssem machucados?
Meu coração se espremeu dentro do peito, querendo está com ele onde quer que ele esteja. Eu sabia que mais uma vez eu não conseguiria dormir direito e o pior de tudo é saber que depois de uma noite desagradável que eu sabia que teria, era o dia que estava me esperando amanhã e a noticia que teria que dar a Edward que me deixaria pior. Eu esperava, sinceramente, que ele não tomasse alguma atitude em nosso namoro que nos separaria. Eu sabia que chagaria a doer fisicamente eu me afastar dele agora.
Com os pensamentos agourentos, eu cair na inconsciência conformada que teria outro pesadelo terrível como o de ontem de noite.
Acordei mais cedo do que previa no dia seguinte. Mais consciente do que qualquer coisa do mesmo pesadelo agourento que tivera durante a noite.
O dia estava escuro e eu ainda podia ver que nevava do lado de fora. Levantei-me e me vesti o mais depressa possível. Queria sair cedo de casa para comprar as tintas para Edward. A dúvida era onde, pelo o amor de Deus, eu iria encontrar uma loja que venderia tinta uma hora dessas da manhã?
Mesmo não sabendo a resposta da minha pergunta, peguei minha bolsa depois de pronta e desci para a cozinha. Minha mãe estava só e eu reparei o relógio; não passavam de seis e meia da manhã e eu teria até sete horas para procurar a bendita loja de tintas.
- Mãe, eu estou indo. – Eu anunciei para Renée que estava encostada no balcão.
- Não vai tomar café? – Ela perguntou.
- Não. – Respondi pegando uma maça em cima da mesa. – Tenho coisas a resolver. – Eu falei monotonamente e peguei o casaco grosso perto da porta. Sair para a rua cheia de neve.
Andei cuidadosamente até minha picape e entrei, ligando-a logo depois. Dei a ré e segui para o lado oposto que sempre seguia para ir para a escola.
Lembro-me de ter visto uma loja de construção quando eu voltava de algum lugar de Edward perto dali. Não precisei vasculhar muito a cidade, o que foi uma coisa muito boa para mim, a loja que me lembrava ter visto estava na avenida perto da minha rua, acabando de ser aberta.
Eu estacionei a picape no meio fio, consciente do frio que estava do lado de fora e encolhendo-me muito mais no casaco, e sair. Quando entrei na loja que era especifica para construções de casa, um homem idoso e de cabelos brancos, com rosto de simpático estava detrás de um balcão.
- Bom dia. – Cumprimentei, tentando ser ao máximo agradável.
- Bom dia, o que deseja? – Ele perguntou em uma voz maio anasalada.
Tirei o dinheiro que meu pai tinha me dado na noite passada e coloquei em cima do balcão de vidro.
- Queria saber quantos litros de tinta posso consegui com isso? – Perguntei um pouco ansiosa.
Ele conferiu o dinheiro e perguntou a cor que eu queria. Escolhi um branco prevendo que poderia sair mais barato para mim. Além do mais, tudo o que eu queria era ajudar a Edward a tirar aqueles desenhos ridículos da parede, sabia que não faria muita questão por cor ou qualquer outra coisa.
Os duzentos e cinqüenta reais que meu pai me deu, acabou rendendo três latões de dezoito litros de tinta. O que me deixou um pouco mais animada para esse dia. Eu tinha certeza de que Edward ficaria feliz.
Para logo ficar triste com minha notícia da saída do colégio. Pensei amargamente.
Depois que o senhor simpático me ajudou a colocar os três latões na caçapa da minha picape – tarefa dificultada pela a quantidade de neve que entrava em nossos pés – eu perguntei a hora e fiquei feliz em saber que tinha feito tudo no tempo certo. Contornei a picape e voltei pelo o caminho que eu tinha vindo, preparada para ir para a escola.
Quando já estava saindo de minha rua, seguindo o caminho que me levava para o colégio, vi uma figura pequena de cabelos pretos na esquina dela. Franzi o cenho e cerrei os olhos quando cheguei mais perto.
O que diabos Alice estava fazendo ali?
Quando vi minha cunhada espremida de frio em um casaco fino, eu estacionei a picape perto dela. Sem esperar eu ao menos abrir a porta ela entrou, tremendo os dentes de tanto frio. Esperei que ela se acalmasse e parasse de tremer para perguntar:
- O que você está fazendo aqui, Alice?
Ela olhou para mim ainda abraçando os braços pequenos, tentando se aquecer e revirou os olhos.
- Finalmente você passou hen? Já estava congelando de frio aqui fora. – Ela falou meio emburrada, deixando-me ainda mais confusa. – Realmente não sabe o que eu estou fazendo aqui? – Perguntou com uma sobrancelha levantada.
Eu esperei ela continuar, esperando que ela percebesse que minha mente não era tão rápida quanto ela achava que era. Alice me esperando na esquina da minha casa, não conseguia entender por que.
- Bella, você é meio lerda, sabia? – Ela perguntou, finalmente não mais tremendo os lábios e parecendo mais confortável. — Você dirige e eu falo. – Concluiu ela, lançando um olhar sugestivo para a chave na ignição.
Eu bufei e liguei a picape, voltando a colocá-la em movimento. Quando eu já estava andando e Alice não falou nada, eu olhei para ela rapidamente.
- E ai? Por que você estava me esperando?
- O Edward me mandou. – Ela falou simplesmente, a voz de sino de descaso.
Eu franzi ainda mais o cenho enquanto não tirava meus olhos da pista.
- Por que ele te mandou me esperar? – Perguntei cuidadosa e confusa.
- Ah! Bella. – Ela bufou. – Você acha mesmo que ele ia te deixar desprotegida o tempo todo sabendo que James pode está por ai pronto para matar qualquer pessoa que encontrar? – Perguntou como se fosse obvio. – Você realmente. Não pensa mesmo, hen cunhada.
Meus ouvidos não acreditaram no que ouviam.
- O... O que? Edward te mandou para... – Eu comecei a perguntar, incrédula.
- Vigiar você? – E pelo o tom de voz dela, eu sabia que ela estava dando de ombros.
- E... Ele está doido?
De repente, eu estava irritada com a atitude de Edward. Como assim ele manda Alice que ainda é menor que eu e aparentemente mais frágil para me proteger?
— Como ele pode te mandar? Alice você é bem menor que eu? Edward está doido? Você não pode fazer nada que eu também não possa. Ele também não devia colocá-la em tanto risco assim. – Vi-me gritando frustrada para o painel do carro, já que não tirava os olhos da pista.
Eu ouvi Alice rindo e olhei de relance para ela, só para ter a certeza que ela olhava despreocupadamente pela a janela do carro com um sorriso no rosto.
- Bella, não se preocupe com meu tamanho. Tamanho não é documento. Alem dos mais, eu tenho minhas armas.
Eu olhei para ela assustada quando ela disse isso e ela me olhou, dando uma piscadela divertida.
- Co... Como assim você tem suas armas? – Perguntei meio paranóica. – Vo... Você tem uma arma? È isso que você está querendo dizer?
- Sim. – De novo com descaso, como se não fosse nada demais o que ela estava afirmando.
- Vo... Você tem uma arma e está com ela ai? – Minha cabeça girou. Como Alice, uma garota tão meigamente frágil, tinha que ficar andando com armas por ai para me proteger?
- Claro, não é Bella? – Bufou. – Se eu vi para que você esteja segura, é claro que eu tinha que ter alguma coisa para te defender. – Ela revirou os olhos.
- Mas...
- Ah, Bella, relaxa. – Ela deu duas tapinhas em meus ombros que agora estavam tensos.
- Como assim relaxa, Alice? – Pirei. – Andar com armas não é crime?
- Como se o mundo que a gente vivesse não fosse cheio disso. – Comentou ironicamente. – Relaxa, Bella. A gente mal usa isso, só estamos nos prevenindo esses dias por causa de James que está por ai e o Edward enlouquece com isso se não souber que está todo mundo protegido.
Apertei mais o volante do carro. Maldito James! Procurei me acalmar mais um pouco, respirando e inspirando.
- E por que ele mesmo não veio? – Perguntei confusa. – Não que eu precise de proteção, sabe? – Completei rispidamente. – Se fosse para mandar alguém, por que você?
- Ele precisava ver umas coisas no colégio. – Ela falou simplesmente, mas eu senti que sua voz ficou um pouco mais tensa.
- Umas coisas? Que coisas? – Perguntei com a sobrancelha levantada, segurando o volante mais firme do que qualquer outra coisa.
Ela não falou nada. Fingiu que eu não tinha perguntando nada enquanto ela observava a rua de sua janela.
- Alice? – Sibilei, querendo saber o que ela estava tentando esconder dessa vez.
Ela suspirou e eu olhei de relance para ela, para ver que sua face tinha adquirindo uma expressão preocupada.
- Ontem a noite houve outros assassinatos, Bella. – Ela falou e eu estremeci. – E dessa vez foi mais próximo da cidade. Edward acha que James está querendo jogar, fazendo isso para que ele saiba que ele está chegando cada vez mais próximo de Edward. Noite passada nós procuramos em todo Condado de Mansen alguma pista de onde encontrar James, mas não conseguimos nada. – Ela fez uma careta, insatisfeita.
- Nada? – Perguntei um pouco aliviada com isso. Eu não queria nem pensar o que poderia acontecer se eles tivessem encontrado o bando de James.
- Nada. Ele simplesmente desaparece com aquela maldita gangue dele. – Ela falou irritada.
- E o que Edward pretende fazer agora? – Eu perguntei, sentindo a pedra no meu coração por causa de tudo o que estava acontecendo.
- Eu não sei. Mas, ele está maluco. – Ela lançou um olhar sugestivo para mim, na mesma hora em que eu olhei rapidamente para ela. – Bella, eu vejo em sua expressão que você está armando alguma, seja lá o que for, Edward não vai deixar você chegar nem perto dessa discussão.
Eu franzi a testa, confusa com a mudança repentina de assunto. Eu tinha pensando naquilo, em está com Edward nos momentos em que ele iria procurar James só para saber que ele estava bem, mas nesse momento não era bem o que eu estava pensando.
O que eu estava pensando agora era na tinta na caçapa de minha picape que talvez fosse diminuir um peso de preocupação em Edward, e na minha saída da escola que ia me manter longe dele justamente quando eu mais precisava ficar por perto.
- Eu não estou armando nada. – Eu resmunguei, engatando a macha e fixando meus olhos na pista.
- Ah não! E por que está nervosa?
Droga! Como ela podia ver isso com tanta facilidade?
- Eu não estou nervosa. – Revidei de mal humor.
- Ah não, nenhum pouco. – Ela resmungou, voltando a olhar pela a janela. Eu agradeci quando eu entrei na conhecida rua do colégio e pude ver ele alguns metros da gente.
Mais alguns minutos com Alice e ela poderia adivinhar o motivo de minha preocupação. Eu não queria contar nada a eles agora. Primeiro, falaria com Edward depois que eu lhe desse as tintas para pintar o colégio.
Assim que entrei no colégio e sair da picape com Alice fazendo o mesmo, eu andei apressada até Edward que via também em minha direção. Abraçamos-nos quando chegamos perto um do outro e nos beijamos até faltar o ar. Ele encostou sua testa na minha com a respiração um pouco desestabilizada.
- Não sabe o quanto eu me preocupei com você durante toda essa noite. – Ele murmurou, dando um beijo leve em minhas pálpebras.
Eu rir um pouquinho, agarrando-me ainda mais em seu pescoço.
- Você sai por essas matas atrás de um assassino perigoso, e é comigo que você se preocupa? – Perguntei divertida, sacudindo a cabeça.
Ele deu o meu sorriso torto preferido.
- Claro. Com ele por ai, eu não suporto em te deixar sozinha. – Ele admitiu em um tom melancólico. Como se estivesse com vergonha de admitir sua fraqueza.
Mordi os lábios e o beijei novamente. Estava ciente de Alice ao nosso lado, um pouco impaciente com todo nosso romantismo. Mas, ela não fazia idéia do quanto o meu coração parecia enorme dentro do meu peito só por ver Edward ali, do meu lado e inteiro.
Quando nos separamos e eu estava pronta para lhe dizer sobre as tintas, querendo tirar aquele lampejo de preocupação em seus olhos, ouvimos uma voz rouca atrás da gente.
- Edward, eu quero conversar com você.
Edward rapidamente endureceu a face na minha frente ao ouvir a voz de Jacob e colocando-me um pouco para trás, como se Jacob fosse capaz de fazer alguma coisa comigo, virou-se para lhe encarar.
- O que você quer? – Ele perguntou frio ao meu amigo de pele avermelhada.
Jacob travou os dentes e chegou mais perto de nós, com os punhos fechados. Eu me desviei das mãos de Edward, querendo está solta para deter aquilo caso virasse uma briga.
- Eu quero falar com você sobre James. – Jacob falou não desviando se quer os olhos escuros do rosto inexpressivo de Edward.
- Eu não tenho nada para falar com você sobre isso. Nós fizemos um acordo. Você vigia nas suas bandas de La Push e eu nas minhas.
Jacob sacudiu a cabeça de um lado para o outro, um pouco exasperado.
- Você sabe dos assassinatos de ontem. Sabe que ele está chegando perto da cidade. Ele vai vim aqui na escola, Edward. Não podemos deixar as coisas assim. Ele vai vim aqui atrás de você e isso é sua culpa. – Jacob acusou com os olhos negros perfurando o rosto de Edward.
De repente, Edward fechou os punhos perto de mim e deu um passo mais para frente, ficando cara a cara com Jacob que lhe olhava desafiante. Fiquei tensa, vendo se conseguiria controlá-los caso isso fosse longe demais.
- Não, não é culpa minha. – Edward sibilou devagar na cara de Jake. – È sua e você sabe muito bem disso.
- Não é atrás de mim que ele está. – Jacob provocou, dando um sorriso de esguelha. – Além do mais... – Ele se afastou de Edward e seu olhar veio sem o ódio que ele transmitia para meu namorado para cima de mim, voltando-se novamente friamente para Edward. – Você sabe o que ele vai querer se vier aqui e observar as coisas direitos, não sabe?
Edward respirou fundo de onde estava e seus olhos lampejaram para mim rapidamente, voltando-se para Jake com uma expressão mais dolorosa.
- Isso não te interessa.
- Interessa sim, a Bella é minha amiga e filha do amigo do meu pai. Eu não quero que ela seja metida nessa sua guerra com a gangue de James.
Isso me chateou e eu dei um passo para frente, emburrada.
- Ei, isso ai quem decide sou eu. – Ralhei para Jacob que pareceu nem me escutar.
- Ela não vai se meter nessa briga... – Edward respondeu, também me ignorando. – Eu sei proteger quem eu amo.
- Espero que sim, pois não foi isso o que aconteceu no ano passado com aquela baixinha ali? – Jacob perguntou agora com um sorriso irônico e apontando para Alice que estava atrás de mim.
Edward rugiu e trincou os dentes. Eu coloquei a mão no seu braço, tentando impedir qualquer atitude brusca que ele viesse a fazer.
- Saia daqui, Jacob. Agora. – Edward sibilou com a face tão contorcida de ódio que um calafrio percorreu minha espinha. Nunca o tinha visto tão assustador.
- E se eu não quiser? – Jacob perguntou, cruzando os braços grossos sobre o peito enquanto olhava desafiante para Edward.
- Tudo bem, rapazes. — Fui até os dois, empurrando o peito deles para que se afastassem e me dessem a chance de ficar no meio deles. — Já chega. Ninguém aqui vai brigar, não é?
Edward e Jacob continuaram a se olhar friamente por um longo tempo, até Jacob suavizar o rosto e olhar para mim.
- Desculpe, Bells. Eu só queria saber como você estava se saindo com essa história toda. — Ele falou com a voz mais calma, quase adquirindo a expressão amigável de quando estava comigo.
Eu ainda estava querendo me acostumar com as reações de Jacob em relação á mim. Ultimamente, ele vem agindo realmente como um fiel amigo. Dificultava que ele e Edward tivessem que ser inimigos tão odiados um pelo o outro.
- Eu estou bem, Jake. Não se preocupe. — Eu falei com a voz calma, querendo que a tensão se esvaísse. Eu podia sentir a carga negativa que vinha dos dois se chocando no meio, onde eu estava. Chegava a ser incomodo para mim.
Talvez essa fosse a melhor hora para falar sobre as tintas. Eles estavam precisando de algo para se acalmar e eu tinha certeza que aquilo os deixaria fora do problema James por algum tempo. Vir-me-ei para Edward que estava com Alice do lado olhando para nós com uma expressão impassível.
- Eu tenho algo para lhe mostrar. — Anunciei, dando um sorriso animado. — Aliás, para vocês dois. — Eu olhei para Jacob, que franziu o cenho com a minha ressalva.
- O que é? — Edward perguntou confuso, ignorando totalmente a presença de Jake.
- Eu sabia que ela estava aprontando alguma coisa. — Alice murmurou, soltando um suspiro.
Eu sorri e peguei a mão de Edward, começando a puxá-lo em direção a minha picape.
- È algo que eu tenho certeza que vai animar e acalmar um pouco as coisas por aqui. — Eu falei enquanto ia andando.
Quando cheguei a picape, soltei a mão de Edward e fui até o amarrado do pano que cobria a caçapa do meu carro. A neve tinha coberto uma grande parte do mesmo, então foi preciso que eu desse alguns pulos para descobrir completamente a caçapa e conseqüentemente as tintas. Os três — Edward, Alice e Jacob — olhavam para mim meio confusos, querendo ver o que eu estava tentando mostrar.
Apontei para que eles vissem dentro da caçapa quando a tinta foi descoberta. Edward se aproximou do carro e deu uma espiada, sendo seguido por Alice que parecia extremamente curiosa.
Quando Edward viu as tintas, seus olhos voltaram-se um pouco incrédulos para mim.
- Bella, isso é...? — Ele começou, mas deixou o resto da pergunta no ar, ainda não acreditando.
- Sim. Eu comprei algumas tintas para que nós pudéssemos pintar o colégio. — Ele ficou mais rígido, tornando-se ereto enquanto me fitava ainda meio incrédulo. — Eu sei que você não gosta que eu faça isso, mas você já me deu tantas coisas legais que eu queria tirar essa preocupação a mais de seus ombros. Pode parecer pouco tinta, mas...
Não consegui terminar de falar. Edward me puxou pela a cintura e me deu um beijo de tirar o ar. Daqueles que as bocas se moviam com tanta sincronia que você esquecia tudo ao seu redor, o motivo de está onde está, ou até mesmo quem é você. Seus lábios estavam intensos nos meus e eu só fui capaz de tirar a minha boca da dele quando ficamos sem ar e ele encostou sua testa na minha, com um sorriso esplêndido no rosto.
- Você não precisava fazer isso, Bella. — Ele falou mesmo que o seu tom estivesse satisfeito ao falar.
Fechei os olhos e sorri, pegando sua face com a mão.
- Edward, não fala nada. — Pedi, ainda rindo. — Só me beija daquele jeito de novo.
Não foi preciso pedir de novo, ele me beijou com urgência, o agradecimento pelo o que tinha feito expresso em cada movimento palpitante que ele fazia em meus lábios. Depois de mais alguns segundo, pudemos ouvir uma risada divertida ao nosso lado.
- Sabe, seria bom se vocês deixassem isso para depois. — Alice falou ao nosso lado, lembrando que ela e Jacob ainda estavam ali.
Constrangida, separei-me de Edward sem fôlego. Nós dois viramos para a sua irmã que ria divertida para nós. Jacob estava do lado da picape, ignorando nós três ali.
- Bella não é incrível, Alice? — Edward perguntou de repente tão empolgado que eu não tive mais duvidas de que o que eu tinha feito era o certo. Ele não deixou a irmã responder, virou-se para mim, deu um selinho e depois falou:
- Eu vou falar com o Diretor Turner para ele reunir os alunos para nós todos pintarmos o colégio. — Assenti. — Você é incrível. Eu te amo.
Deu-me outro beijo e antes que eu pudesse retribuir, ele saiu apressado, passando por Jacob e batendo em seu ombro como se não tivesse visto o mesmo ali.
Assim que ele saiu, Jake sorriu e se aproximou de mim, ignorando Alice do seu lado. Ele me pegou de surpresa em um abraço de urso.
- Bella, você é demais. — Ele falou enquanto me tirava do chão com seus braços fortes.
Eu gargalhei quando ele me deu um beijo na bochecha e me pôs no chão, tornando capaz novamente de meus pulmões infiltrarem o ar.
- Não foi nada, Jake. — Eu dei de ombros. — Não precisa de tantos agradecimentos. Eu só quis fazer algo para a escola, tirar esse peso das costas de Edward.
Ele deu aquele seu sorriso branco imenso e me deu mais um leve braço.
- Você está mudando, Bella. E para melhor. Parabéns. – Eu corei e abaixei a cabeça. — Acho que é por isso que eu estou mudando também. — Ele murmurou tão baixo essa parte que eu pensei ter ouvido errado.
- O que? — Levantei a cabeça, querendo que ele voltasse a repetir.
- Não importa. — Balançou as mãos em atitude de descaso e sorriu. — Eu vou avisar a galera para no preparamos para pintar. Tchau Bells.
Assim como Edward, ele saiu sem nem me deixar falar.
Eu fiquei meio aturdida enquanto o via se afastar e olhei para Alice, que ria da minha cara. O plano em animar Edward saiu melhor do que eu esperava, pois de brecha, eu ainda consegui fazer Jacob também feliz.
Eu não sabia que me importava tanto com o Jake, mas quando vi que ele também ficou satisfeito, fiquei contente de que de alguma maneira a minha atitude o tenha infligindo. E Edward se a cada vez que eu fizesse uma coisa desse tipo, me desse um beijo daquele, eu não me importaria de gastar quanto fosse.
- Muito bom, Bella. Você mandou bem. — Alice comentou alegremente, aproximando-se de mim.
- Que nada, eles exageram um pouco, não acha? — Perguntei, distraindo-me com o botão do meu casaco.
- Não me importo com o idiota do Jacob, mas o pelo o Edward eu posso ver o quanto ele está orgulhoso e espantado com você. Ele não esperava que você fizesse isso pelo o colégio.
Eu sorri. Ele estava certo em pensar isso, até algum tempo eu odiava aquele colégio.
- Bom, eu fico feliz com isso. — Dei de ombros.
- Os alunos vão ficar felizes também.
- Você acha? — Eu perguntei, meio desconfiada. Duvidava que alguma coisa que eu fizesse para aqueles alunos que me odiavam os fizesse ficar satisfeito.
- Claro que sim. — Alice falou em tom de deboche e bufou. — Eles podem ser violentos e tudo mais, mas nós, Bella, sabemos ser agradecidos. Tenho certeza que se alguém aqui tivesse duvida de que você é uma boa pessoa, não tem mais como não ter certeza.
Ela sorriu e veio me abraçar pelos os ombros.
- Você tem que entender, Bella, que o que faz as pessoas são os atos verdadeiros. Eles vão saber reconhecer isso em você. Você é uma ótima pessoa.
Mordi os lábios e coloquei minha cabeça em seu ombro, sentindo-me satisfeita pelo o que eu tinha feito. Com certeza de todos os amigos que eu tinha feito ali, Alice seria a que eu mais sentiria falta.
Depois de alguns minutos, Edward voltou com o sorriso ainda espalhado em seu rosto. Disse-me que o Diretor Turner ficou tão feliz que liberou aquele dia de aula para que todos os alunos ajudassem na pintura do colégio com a nova tinta. Foi nesse momento, que o diretor apareceu com um Carlisle empolgado ao seu lado e avisou os alunos o novo plano do dia de aula, destacando no final um agradecimento para mim que me fez ficar mais vermelha do que tomate quando todos viraram em minha direção, espantados com minha atitude.
Depois todos pareciam extremamente empolgados. Emmett veio buscar um latão de tinta para começar o trabalho com Seth, Justin e Jasper — que carregou Alice com ele — ajudando-o. Emmett não deixou de fazer uma piadinha comigo e me dar um abraço apertado agradecendo o que eu tinha feito.
Era incrível como uma atitude simples de repente mudou todo o clima da escola. Os alunos agora sabiam que não teriam que enfrentar aquela imagem depressiva todo dia no único local que eles tinham para aprender. Isso fazia com que todos cooperassem em grupo para melhorar o ambiente que ás vezes tanto os fazem bem.
Eu estava sorrindo de orelha a orelha, satisfeita pelo o que tinha conseguindo.
Edward ficou o tempo todo comigo enquanto Emmett e os outros pegavam as tinta e carregavam para os alunos que se preparavam para o trabalho em equipe. Depois que ele me ajudou a colocar o pano que cobria a picape de volta no lugar, olhou-me com os olhos brilhantes.
- Você não precisa ajudar a pintar, se quiser. — Ele começou não menos animado. — Você já fez demais. Fico me perguntando quanto deve ter custado isso.
- Não precisa se preocupar com isso. — Eu dei de ombros.
- Como conseguiu o dinheiro?
Eu abaixei a cabeça, fitando as minhas mãos. Pensar em como eu consegui o dinheiro, incutiria em pensar que Charlie estava se recuperando financeiramente e que conseqüentemente, me trocaria de colégio.
- Bella, o que foi? — Edward perguntou espantado quando viu minha mudança de humor. — Eu não falei nada errado, não foi? Eu não estou dizendo que você conseguiu isso de forma ilegal, eu só quero saber o que...
- Não, Edward, tudo bem. — Levantei a cabeça para lhe encarar. Ele me olhou confuso. — Charlie está melhorando financeiramente, e eu fiz uma mentirinha básica para ele me dar esse empréstimo. – Eu admiti, dando de ombros.
- Empréstimo? — Ele levantou uma sobrancelha, olhando-me com um sorriso de esguelha. — Como você vai pagar de volta?
- Ei, você não precisa se preocupar com isso. OK? Deixe essa parte comigo, por favor, Edward. – Eu pedi, implorativa. — Eu só queria que você ficasse feliz, que tirasse esse peso de ter que ficar encarando essas paredes de suas costas.
Ele sorriu grande e pegou as minhas mãos, beijando com delicadeza e me olhando sobre os cílios.
- E serviu muito, meu amor. Obrigada. – Ele agradeceu cheio de ternura.
- Não foi nada. – Eu sorrir torto.
- È sério. Todos eles... — Ele olhou para os alunos que já começavam a pintar uma parte da escola. — Vão ficar satisfeitos. E isso é graças a você.
Eu mordi os lábios. Eu sabia que estava na hora de eu contar para ele sobre a decisão do meu pai de me tirar da escola, mais que tudo, eu estava ansiosa para saber sua reação.
Não podia conviver com essa noticia por muito tempo calada em meu coração. Eu necessitava contar para ele, necessitava que nós dois juntos arrumássemos alguma solução para aquilo. Eu não queria me separar dele quando ele mais precisa de mim.
- Bella, o que foi? — Ele perguntou de novo, colocando a minha mão esquerda em seu coração e tentando ver meus olhos que estavam fixos no chão.
Franzi o cenho e olhei para ele. Ele tinha os olhos verdes claros, como sempre ficava quando ele estava animado demais.
- È só que eu estou vendo isso como... — Eu olhei em volta, hesitando. — Como uma despedida minha para esse colégio. – Eu murmurei.
- Do... Que você está falando? — Sua expressão ficou impassível e eu vi o brilho de animação em seus olhos se apagando um pouco mais.
Engoli em seco e fechei os punhos sobre o tecido de sua camisa, onde minha mão ainda estava. Ele esperava pacientemente que eu falasse e quando eu adquirir forças para dizer as palavras, eu olhei para ele com a minha expressão um pouco despedaçada.
- O Charlie vai me trocar de colégio. – Eu declarei com a voz pesada. — Eu vou para a escola particular, Edward.
Notas finais
Espero que vocês tenham gostado e possam comentar sobre isso.
Beeijos e até o próximo.
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