Aprendendo a Viver.

18 Capítulo 17 - Proteção.


Notas iniciais
Apesar de ter terminado o outro daquele jeito, nem demorei tanto, tá vendo? aiushiuashiuah
Espero que vocês gostem desse capítulo.
Beeijos e divirtam-se.
Ah! Sim, leiam a nota de autor, no final.

Capítulo 17 – Proteção.


Com meu anuncio angustiado terminado, os olhos de Edward se abriram um pouco em minha direção, com ele ficando uma estátua viva perto de mim. Quando ele falou, só sua boca se movia.

- Você... Vai... Embora? — Ele perguntou sem muitas forças.

- Do colégio. — Eu restringir a sua pergunta ampla e depois olhei, aflita, para ele. — Nós ainda podemos ficar juntos, não é?

Demorou um pouco até Edward ter alguma atitude ou responder a minha pergunta. Ele ficou me fitando quase sem piscar, realmente em uma estátua perfeita. Seus olhos estavam rondando minha face, a busca de algo que eu não compreendia o que era. Eu sentia suas mãos mais fortes segurando a minha e, quando eu já estava impaciente, esperando uma resposta dele, o brilho que tinha se apagado dos seus olhos verdes, deixando-os quase cinzas, e um sorriso ainda mais branco se espalhou por seu rosto. Eu fiquei confusa com aquilo.

- Edward, o que...?

- Isso é ótimo, Bella. — Ele falou com a voz alta e determinada, interrompendo qualquer pergunta minha e contrariando todos os medos que eu tinha pelo o que ele ia falar sobre a decisão do meu pai.

Na verdade, após ficar olhando o seu rosto e ver se ele não estava brincando, eu fiquei meio chocada com as suas palavras. Como ele poderia achar aquilo uma coisa ótima? Como ele poderia achar nossa separação uma coisa boa?

Magoou-me profundamente ver que ele estava feliz por eu ter que trocar de colégio. Ele não me queria por perto, era isso?

- Você... – Minha voz engasgou e eu sacudi a cabeça. – Você está feliz por que eu vou sair do colégio? – Perguntei, sentindo o meu coração pequeno dentro do peito, decepcionado por sua atitude.

Ele percebeu a dor que atravessava os meus olhos e rapidamente ficou cuidadoso, tornando sua face mais séria.

- Bella... – Começou delicadamente, olhando para meus olhos confusos com carinho. – Eu estou feliz sim. Não há como não ficar. — Ele declarou.

- Mas, Edward...

- Shhh. Deixe-me terminar de falar. – Ele colocou um dedo em minha boca, interrompendo meus protestos. – Você não ver o quanto isso veio no momento certo? Bella, você tem que entender que o que eu quero para você é o melhor. Não posso ficar triste porque você vai sair desse ambiente e ir para outro que lhe dê um futuro e um presente melhor. Ainda mais agora, com James por ai.

- È por isso que...

- Bella. – Ele me interrompeu de novo, pressionando o dedo em minha boca, não me deixando falar. – Te manter longe dessa escola justamente quando James está vindo para cá é a melhor coisa que pode acontecer. Eu estava desesperadamente pensando em uma maneira de te manter longe dos olhos dele, mas sem achar alternativa nenhuma. Essa decisão do seu pai foi como luva nesse momento. Além de que, Bella, isso é o seu futuro. — Ele me olhou com maior severidade — Você não pode ficar hesitante de sair desse mundo, dessa escola que não é para você, por causa dos seus sentimentos por mim. — Ele sorriu e contornou levemente os meus lábios com o dedo que já estava em minha boca. — Amor, Bella, é querer ver a outra feliz.

- Eu sou feliz ao seu lado. – Consegui balbuciar emburrada, já que seus dedos ainda estavam em meus lábios.

Ele deu um sorriso torto, com um humor parecendo ainda mais iluminado do que antes, e me olhou com carinho.

- Eu sei que está, meu amor. — Ele recomeçou delicadamente. — Eu também sou muito feliz com você aqui. Mas, eu não posso te impedir disso. Eu não posso ficar triste, por algo que vai fazer tão bem para você, entende? Porque saber que você vai sair daqui, ter os estudos bons e com isso poder ter um futuro melhor é tudo o que eu mais quero para você, entende?

- Você não percebe que se eu me mudar de colégio, nossas diferenças vão ficar ainda mais atenuadas, Edward? — Eu perguntei frustrada.

- Bella, nós já passamos esse tempo todo com essas diferenças. Não vai ficar mais pesado se mudar um pouquinho. — Ele respondeu prontamente, olhando-me com um olhar crítico.

- Eu queria está com você nesse momento em que você está correndo o risco o tempo todo, Edward.

- Está ai o melhor da questão, Bella. Eu posso está correndo risco, mas você, por ser extremamente importante para mim e se continuar aqui, vai está correndo um risco maior ainda. – Ele deu um longo sorriso, muito satisfeito com algo e me abraçou, aninhando-me em seu peito com os braços fortes. – È tão bom, Bella. È tão bom saber que você vai estar protegida em seu mundo. — Suas palavras saíram calorosas.

Eu ainda não estava satisfeita. Eu não queria ter que ir para longe dele, não queria ter ficar horas do meu dia me perguntando como ele estava, se ele estava bem. Isso ia ser angustiante.

- Edward, como a gente vai ser ver? Eu não vou agüentar esperar todos os dias chegar a noite para eu poder ver que você está bem. — Eu resmunguei, levantando a cabeça em seu peito para ver o seu rosto.

Ele deu uma risada humorada.

- Bella, você acha realmente que até eu vou agüentar isso? — Ele perguntou retórico.

- Do que você está falando? – Eu questionei confusa, espremendo sua cintura com os meus braços fracos demais. Queria apertá-lo tanto, que poderia ser impossível de nos separar. Queria que meus braços fossem algemas, que o manteria sempre ali, perto de mim.

- Eu vou te ver todo dia, amor. — Ele olhou para baixo, encontrando seus olhos ardentes com o meu. — Todo dia, quando você sair daquela escola, eu vou está te esperando no portão, louco de saudade e querendo te beijar.

- Sério? Você vai fazer mesmo isso por mim? – Eu perguntei um pouco mais tranqüila, mas ainda assim não querendo ir para longe dele.

- Isso e muito mais, se fosse preciso eu ia até o inferno por você, Bella. – Ele sussurrou sob os meus cabelos.

- Você vai sentir saudades de mim, não é? – Eu perguntei melancólica e aconchegando novamente minha cabeça em seu peitoral.

Sentia meus olhos um pouco molhados de lágrimas por já prever o quanto meu coração ficaria vazio a cada hora em que eu passasse longe dele em um ambiente em que agora eu desprezava.

- Se eu vou sentir saudades de você, Bella? – Ele sorriu ainda humorado e nos separou um pouco, querendo ver meu rosto. Pegou minha face em suas mãos e ele me olhou fundo com seus olhos verdes ardentes e iluminados. – Você é a minha vida agora. A cada momento que meu coração bater quando você estiver longe de mim, vai ser um batimento de dor por não te ter por perto. — Ele passou o dedo polegar em minha bochecha e sorriu quando eu corei. — Mas, a coisa mais importante agora, Bella... – Sorriu torto, deixando-me completamente hipnotizada. – È a sua segurança, é a sua vida, que eu nunca, jamais quero pôr em risco. Consegue entender isso, meu amor? – Ele perguntou mais baixo, um suave sussurro em sua voz de veludo.

Mesmo sem querer concordar, eu assenti, hipnotizada demais com seu rosto perfeito e sentindo que eu estava fazendo a cara de uma garotinha birrenta. Ele sorriu, deu um beijo no topo da minha cabeça e me abraçou de novo.

- Pode conviver com isso, não é? – Ele perguntou baixo, brincando com a ponta dos meus cabelos.

- Desde que você não se afaste de mim.

- Nunca, Bella. Nunca. – Sua voz saiu com tanta determinação que a tranqüilidade tomou um pouco de posse do pavor que eu sentia por ter que me separar dele.

Ainda assim, eu estava com a esperança de que ele tivesse pelo menos um momento de tristeza pela a minha partida do colégio. Eu entendia os seus motivos de ficar alegre em me tirar dali, mas mesmo assim eu esperava outra reação, uma reação que demonstraria que ele gostava de mim tanto quanto eu gostava dele. Era meio irracional pensar em Edward tão feliz por me ver afastada dele.

Eu suspirei, ainda nos baços dele.

Eu sabia que não tinha que ficar pensando nisso. Edward só queria minha segurança. O único problema é que essa tal segurança incutia em me deixar ainda mais afastada dele. Isso era tão injusto. Por que eu não podia ficar ao lado dele quando ele mais precisava de mim? Quando eu mais precisava saber que ele estava seguro em cada minuto de hora do dia?

Edward me afastou do seu corpo, com um sorriso imenso em seu rosto. De repente, ele estava muito feliz.

Eu sabia que na mente dele dois problemas que estavam lhe preocupando foram resolvidos em simples minutos — minha segurança e a imagem do colégio. Para ele nada mais importava, e era isso que me deixava atormentada. Eu queria que ele me quisesse ao seu lado em um momento assim. Eu queria que ele não tivesse que me excluir do seu mundo por eu ser a donzela que poderia ficar em perigo. Isso era irritante.

- Então, nós vamos pintar o colégio ou você vai ficar ai? — Ele perguntou divertido, limpando a gota que uma maldita neve fez ficar na ponta do meu nariz quando descongelou.

Eu passei a mão com a luva que eu usava no rosto, limpando o resto das gotas, e olhei para ele, tentando dar um sorriso mais empolgado.

- Bom, eu também quero me divertir. — Eu falei em uma animação não muito convincente.

Ele sorriu e veio para o meu lado, passando o braço em meus ombros.

- Então vamos!

Ele começou a nos guiar em direção aos alunos que pintavam animadamente a fachada do colégio.

- O Diretor Turner tinha alguns materiais de pintura no porão do colégio. O que foi de muita serventia para que nós começássemos com o trabalho. — Ele explicou.

- Ótimo! — Eu fingi-me de animada, só para poder ver o sorriso brilhante de Edward continuar em seu rosto. — Então vamos ao trabalho, carpinteiro. — Eu comentei debochada.

Ele gargalhou, pendendo a cabeça para trás, e depois me apertou mais contra o seu corpo quando já chegávamos perto da multidão de alunos.

Apesar da neve irritante que continuava a cair, eu e Edward ficamos pintando o lado de fora do colégio.

Foi divertida e tranqüila aquela manhã.

Não pude deixar de notar a diferença do humor no ar e ainda mais as expressões que, agora, os alunos me lançavam. Não havia mais fúria, nem hostilidade, nem ódio, apenas... Agradecimento.

Eu gostei disso. E sabia que aquela mudança não se tratava apenas do fato de eu usar os recursos que eu possuía para ajudar a pintar o colégio, mas se tratava de eles verem que eu me importava com o ambiente deles. Coisa que eles não esperavam de mim.

Edward pintava ao meu lado, altamente animado. Só uma única vez, naquela manhã, foi que seu sorriso desapareceu. Isso foi quando Jacob, estranhamente, com um sorriso estonteante no rosto veio ficar do meu outro lado, pintando a parede com nós. Edward lançou um olhar de fúria para ele, mas logo o ignorou. Eu ficava tensa no meio dos dois.

Jacob estava com um sorriso que sempre tinha quando estava só comigo — aquele de amigo e companheiro — e eu sabia que isso atormentava Edward. E isso fazia com que Jacob se divertisse ainda mais em fazer bocas e caretas em minha direção, só para provocá-lo.

Eu tentei ignorar os dois para ver se conseguia me concentrar na tarefa e não ver os olhares raivosos que um ou outro lançava, de vez em quando, entre si.

Isso me estressava. Eu tinha esperanças de que algum dia Jacob e Edward pudessem ser amigos de novo e deixassem esse ressentimento do passado para lá.

Se fosse assim, seria bem mais fácil e confortável para eu ficar entre eles enquanto pintava uma parede de colégio. Eu pensei frustrada.

Eu bufei quando tive o pensamento, achando impossível isso acontecer algum dia. Quando eu fiz esse movimento, os dois pares de olhos — os verdes e os pretos — vieram para cima da minha face, com expressões confusas — na certa tentando saber o que eu estava apensando. Eu suspirei entediada e fingir que não estava os vendo tentando entender o que se passava em minha cabeça.

De vez em quando isso era até engraçado, mas ainda assim, irritante.

Só quando a tinta que eu comprei acabou, foi que a atividade daquele dia cessou. Como eu previ, os três latões não foram suficientes, mas deram para pintar a parte da frente do colégio, o corredor do andar debaixo e algumas salas. O andar de cima — o que graças a Deus era o menos acessível — ficou praticamente do mesmo jeito. Porém, isso não pareceu incomodar aos alunos. Pelo o menos a fachada do colégio estava impecavelmente branca e limpa com a nova pintura. Isso pareceu agradar a todos.

Quando o Diretor Turner liberou todo mundo com agradecimentos por terem ajudado nas atividades, os alunos começaram a se dispersar do colégio com sorrisos que eu nunca vira em suas faces. Era bom ver a esperança, a alegria naquele ambiente. Isso agora me importava tanto!

- Aaah. — Eu exclamei de alívio quando entrei no banco de passageiro da minha picape e fechei os olhos, cansada pelo o dia.

- Cansada? — Edward perguntou com a voz leve e divertida, acomodando no banco do motorista.

- Não muito, na verdade. — Eu fui sincera. Estava cansada, mas não tão cansada. Ainda tinha algo em mente que queria fazer hoje, já que saímos cedo da escola.

- Foi um bom dia. — Ele comentou alegremente, colocando o cinto. — Os alunos ficaram verdadeiramente felizes. Eu vejo isso.

- Que bom! — Eu falei satisfeita e suspirei. Tirei a toca de frio que estava em minha cabeça, jogando-a nos meus pés.

Eu estava meio relutante. Eu tinha planos para passar aquela tarde com Edward. Na verdade, em praticamente todo o tempo que eu estava pintando o colégio, minha urgência em ter aquilo me deixava bastante ansiosa.

Eu queria ir para o nosso cantinho, curtir a tarde somente com ele. Eu sabia que não teríamos muitas oportunidades daqui para frente e sentia que precisava disso nesse momento. Senti-lo perto de mim com a toda sua perfeição.

Edward percebeu que eu estava inquieta quando eu mordi os lábios e fiquei olhando meio de relance para ele, vermelha em ter que pedir isso. Ele cerrou os olhos e levantou uma sobrancelha, se ajeitando no banco do motorista, para tentar ficar de frente para mim.

- Bella, o que foi? Algum problema? — Ele perguntou preocupado. Levantou a mão e encostou um dedo na ruga que eu sabia que estava entre as minhas sobrancelhas.

- Err... — Eu demorei um pouco para começar, hesitante. — Sabe para onde eu queria ir agora?

Ele sorriu de bom humor.

- Para a sua casa, provavelmente. — Olhou para as minhas roupas. -Tirar todos esses pingos de tintas do seu corpo. — Ele afirmou, achando graça de alguma coisa.

Ainda havia aquilo. Não poderia dizer que estávamos em aparências agradáveis. Provavelmente, meu cabelo devia estar uma palha, por ter ficado com a toca de neve a manhã toda, e meu rosto devia está manchado com toda a tinta que pingou nele. Uma pequena parte do meu cérebro pensava em como eu iria chegar em casa desse jeito sem ter uma explicação bastante plausível para os meus pais.

Então, não seria bom adiar isso um pouco?

- Não. Na verdade, não é isso. — Eu neguei um pouco constrangida, abaixando a cabeça com o rosto quente de vergonha.

- Bella, você está corando. Por quê? Vamos meu amor, diga o que você quer, que eu faço. — Ele ofereceu, um pouco angustiado por me ver daquele jeito.

Eu sorri, mordendo os lábios, e me concentrando nas pontas de meus dedos para não ter que ficar olhando os seus olhos verdes enquanto falava.

- Promete? — Eu perguntei com uma voz sugestiva demais até para mim.

Ele suspirou, exasperado com minha relutância, e seu dedo veio com suavidade para o meu queixo, forçando-me a olhar em seus olhos.

- Você sabe que eu não gosto de não ter que ver seus olhos quando você está assim. Diga, diga para onde você quer ir, meu amor. — Ele pressionou.

Eu engoli em seco.

- Para o... Nosso cantinho. Para a gente fazer... Enfim, você sabe o que eu quero. — Eu falei em uma voz baixa e urgente, com vergonha por está demonstrando querer tanto isso.

Edward ficou impassível por um momento, como se não entendesse alguma coisa, depois uma expressão de compreensão veio em sua face e ele soltou, em minha direção, um sorriso malicioso de tirar o fôlego.

- Você quer ir para o nosso cantinho? O estúdio? — Ele perguntou com a voz de veludo mais rouca.

Eu assenti, dando um leve sorriso constrangido.

Ele fingiu pensar um pouco, com um sorriso debochado nos lábios e depois deu de ombros, largando a minha face delicadamente.

- Por que não? — Perguntou divertido e se virou para o volante, para dar a partida.

Eu suspirei, aliviada e feliz.

- Obrigada. — Sussurrei. — Eu preciso desse momento com você. — Admiti.

Ele pegou minha mão e deu um beijo suave. Seus olhos verdes eram mais quentes e vivos quando ele os lançou para mim.

- Você não sabe o quanto eu também quero isso. — Ele afirmou, com a voz fervorosa.

Sua frase dita da maneira que ele disse fez meu coração palpitar. As emoções começaram a surgir apressadamente dentro de mim. Edward sorriu quando eu arfei e, com uma mão ainda entrelaçada na minha, deu a partida na minha picape, parecendo apressado agora.

Chegamos rápido no estúdio. Edward pôs mais velocidade na minha picape do que ela agüentava. Percebia que ele estava tão ansioso quanto eu por aquilo, e isso me agradava.

Ele estacionou a picape em frente ao portão do nosso local escondido e nós andamos até a entrada de mãos dadas.

Não demorou muito para estamos subindo as escadas do corredor sombrio que nos separava do estúdio claro e amplo.

Podia sentir a ansiedade dando golpes violentos em meu estômago. Eu estava ansiando tanto por ele; por seu toque, por seu beijo.

Não sabia quando teríamos um momento para somente nós novamente e saber que poderíamos fazer isso hoje, chegava a ser um mar de alivio para mim.

Quando chegamos á porta branca do estúdio, Edward abriu, deixando-a aberta para que passasse primeiro.

- Você devia ter trago os seus pincéis. – Ele falou quando fechou as portas e veio atrás de mim.

- Na verdade, eu pensei em vi aqui só quando já estávamos no colégio. – Eu respondi, distraída.

Tudo estava exatamente no mesmo lugar desde a última vez que eu viera aqui. Até o colchão, o som e o violão de Edward estava no mesmo lugar. Eu sentia a paz fluir em mim de todos os cantos daquele lugar.

Aquele local era como um porto seguro para mim. Onde eu podia ser quem eu quisesse ao lado de Edward. Onde nós não precisávamos nos esconder dos nossos pais ou de inimigos. Eu adorava tanto ter isso com ele.

Eu senti as mãos de Edward em minhas costas enquanto olhava, distraída, a neve cair do lado de fora. Estava verdadeiramente frio ali dentro, mas eu não parecia me importar. A única coisa da qual eu estava me importando agora era a sensação maravilhosa que eu sentia cada vez que ele me tocava.

- Então, senhorita... – Ele sussurrou perto demais de meu ouvido, arrancando arrepios inesperados do meu corpo. – O que quer fazer, então? – Eu sentia a ponta de malícia em sua voz e dei um sorriso envergonhado.

Eu o amava ainda mais quando estávamos trancados naquelas quatro paredes. Porque, assim como eu, ele não precisava se segurar e poderia me oferecer tudo o que eu queria.

Eu parei de olhar a janela e me virei vagarosamente para ele. Seus olhos estavam intensamente verdes. Uma esmeralda brilhante no lugar de suas pupilas. Podia ver o desejo, a intensidade de nossa paixão refletida em seus olhos enquanto ele me fitava com carinho.

Eu mordi os lábios e peguei em sua mão, entrelaçando os nossos dedos.

- Eu não sei... – Eu falei com um pouco de descaso e levantei uma sobrancelha. – O que você quer fazer?

Ele sorriu com o meu tom de voz e desceu suas mãos pela as minhas costas, parando em minha cintura e segurando-a firmemente quando juntou os nossos corpos. Ele engoliu em seco e sua boca se entreabriu, enquanto eu arfava com as suas mãos possessivas em cima de mim.

- Tem certeza de que não sabe? – Perguntou baixo com a voz rouca.

Senti minhas bochechas ficando vermelhas, mas não me intimidei. Eu fiquei na ponta dos pés e me estiquei, querendo alcançar os seus lábios.

Ele me ajudou. Sua mão que não estava em minha cintura, foi para a minha nuca, juntando os nossos lábios ansiosos com um gemido agudo vindo de sua garganta.

Não podia saber o quanto minhas sensações, meus sentimentos podiam aumentar ainda mais por ele. Cada toque, cada beijo, cada palavra pareciam serem ingredientes suficientes para inflar o meu coração e abrigar esse amor irracionalmente enorme que eu sentia por ele.

Edward se inclinou mais para mim, roçando seus lábios nos meus, segurando minha cintura com uma força que nunca fora usada antes.

Separamos os lábios e quando ele me olhou novamente, seus olhos estavam em verde fogo, quase me queimando enquanto ele passava os passava pelo o meu rosto. Com calma e suavidade, Edward levou seu dedo até o zíper de meu casaco pesado e o abaixou, tirando-o pelos os meus ombros e deixando-o cair no chão.

Eu senti que poderia ter um ataque cardíaco a qualquer momento quando ele levou sua boca até o meu pescoço, dando leves mordidas e beijos que faziam um calafrio percorrer cada célula do meu corpo arrepiado. Tentei me lembrar de respirar, mas não era nada fácil.

Suas mãos foram para o tecido de minha blusa de mangas compridas, enquanto ele as descia com delicadeza para minha cintura, onde ele afagou com carinho e depois os levou para a bainha da blusa.

Ele sorriu torto e começou a puxá-la. Tentei retribuir o sorriso, mas tudo o que eu conseguia era ficar nervosa e mais nervosa. Só de pensar que teria todas as sensações que tive na minha primeira vez, só de pensar que ele me faria pertencer novamente a ele, meu coração dava galopes bastante exagerados para me deixar fraca e impotente para fazer qualquer coisa.

Deixei ele nos guiar, deixei que ele me guiasse naquele nosso momento. Eu confiava nele como nunca confiei em minha própria vida.

Eu levantei os braços quando Edward passou a blusa pela a minha cabeça e depois passou pelos os braços levantados. Ele jogou a blusa no chão e me olhou, com alguma outra emoção nos olhos que eu não podia entender.

Quando eu senti um tremor pelo o frio e pela a sensação que o seu toque me causava, ele me abraçou, fazendo os nossos lábios se encontrarem ferozmente, precisando um do outro e do calor um do outro como se ali fosse nossa última vez.

Não resisti. Minhas mãos foram urgentes para o seu peitoral, onde eu puxei o tecido de sua camisa, exigindo que ele ficasse mais colado em mim. Comecei a puxar seus botões enquanto Edward passava os lábios para minha bochecha, nariz, lábios, pescoço, fazendo-me fechar os olhos de tanto desejo que sentia por ele.

Sua blusa camisa deslizou com suavidade pelos os seus braços quando eu terminei de desabotoá-la e a empurrei pelos os seus ombros. Passei minhas mãos urgentes por cada parte de sua pele alva. Edward rugia e ofegava sobre minha boca, enquanto eu o puxava para mais perto, grudando ainda mais as nossas peles descobertas.

Então, sem avisos prévios, Edward deu um pequeno rugido que me fez arrepiar e me pegou nos braços. Não desgrudou os olhos cheios de desejos do meu enquanto me guiava para o colchão.

Ele me deitou com cuidado na cama improvisada e mordeu os lábios. De joelhos, passou as pernas em cada lado da minha cintura e, com uma concentração engraçada, que o fazia franzi o cenho, desabotoou minha calça e tirou junto com as minhas botas apertadas.

Inclinou a cabeça para o meu corpo e saiu dando beijos doces pela minha panturrilha, passando pelas as minhas conchas, virilha, barriga e abdômen. Quando chegou em meu sutiã, ele parou hesitante e olhou para mim, que só ofegava.

Depois de me ver mordendo os lábios, voltou os olhos para o sutiã e, com a mesma concentração que tirou minha calça, o tirou com agilidade, deixando descobertos os meus seios excitados.

Suas mãos brincaram com delicadeza em minha parte sensível do seio quando ele recomeçou a beijar o meu pescoço, até chegar a meus lábios que ansiavam urgente pelo o toque dos lábios dele.

Eu cravei minhas unhas no colchão, fechando os olhos e a outra mão em seus cabelos despenteados enquanto ele explorava minha boca com sua língua como nunca tinha feito antes e como eu precisava que ele fizesse agora. Sentia meu corpo quente, quase prestes a pegar fogo, e não conseguia mais sentir o frio daquela tarde congelante.

Edward, passando suas mãos por cada parte do meu corpo, fazia qualquer coisa pegar fogo em mim, pedido por ele, pedido cada vez mais pela a sua pele, pedido para que ele me fizesse pertencer a ele só como ele sabia.

Eu fechei minhas pernas em torno de sua cintura, dessa vez aprofundando os movimentos de minha boca na sua e puxando seu cabelo macio de tanta ânsia que eu sentia por aquilo. Rugidos e arfadas eram constantes em nossas bocas. Uma imploração inconsciente dos nossos corpos por nossos desejos.

Rolamos no colchão, fazendo-me ficar por cima dele. Ainda respirando fundo pelo o beijo avassalador que demos, mordi os lábios e olhei em seus olhos. Ele me apertou contra seu peitoral, mostrando-me os olhos com uma felicidade completa que eu nunca tinha visto antes.

Sorrir de volta e desci minhas mãos pela a sua barriga, parando no zíper de sua calça. Ele gemeu levemente, fechando os olhos quando eu desci o zíper e tirei a calça folgada de suas pernas.

Suspirei extasiada quando vi a perfeição que era o seu corpo, seus membros e sua musculatura. Cada coisa nele me fazia suspirar de satisfação, de desejo e paixão. Fazia-me querer parar o tempo e só ali ficar ao seu lado; o acariciando e sentindo ele me acariciar com fervor. Fazia com que eu quisesse somente eu e ele nesse mundo. Que as pessoas lá fora não existissem. Só nós perdidos em algum lugar do tempo congelado.

Ele me pegou pela a cintura e me sentou em sua barriga, com as pernas de cada lado de seu corpo. Passando as mãos em minhas pernas, ele sentou-se, fazendo com que nossos corpos ficassem conectados uma ao outro. Ele passou as mãos levemente em meu rosto com a expressão demasiadamente carinhosa. Meu coração palpitou, paro e voltou, enquanto eu tentava manter minha respiração estável.

- Eu te amo. – Sussurrou com a voz rouca, fazendo cada poro de meu corpo já em combustão, levantar-se.

Sorri e mordi os lábios.

- Eu... te amo. Mais que tudo na vida. – Murmurei também, incapaz de desviar os olhos de seu rosto.

E ele me beijou novamente. Dessa vez mais selvagem, mais sedutoramente e me deitou no colchão, ainda com minhas pernas em sua cintura.

Foi rápido para ele descer as mãos e tirar a minha parte intima debaixo, igualmente como a sua, enquanto nossos lábios não se desgrudavam e nós não fazíamos questão de oxigênio.

Sua mão foi para minha concha, ele apertou, fazendo-me gemer em seus lábios, e a puxando para suas costas enquanto sua outra mão estava em minha cintura, puxando-me para mais perto do corpo dele. Eu arfei fortemente, chamando seu nome urgente, quando seus movimentos calmos começaram dentro de mim.

Há como explicar as reações que isso causava em mim? Como seu corpo parecia se fundir perfeitamente no meu? Nós fomos feitos um para o outro, e não importava e não havia mais nada que pudesse mudar isso.

Eu cravei as mãos em suas costas, arqueando o corpo para frente e meu pescoço para trás. Os gemidos, os chamados do seu nome saiam da minha sem que eu percebesse. Exigindo mais dele, querendo mais dele. Implorando para que ele me fizesse novamente sua.

Ele me atendeu prontamente enquanto colocava sua cabeça em meu ombro e aumentava os movimentos em cima de mim.

Era tão especial cada movimento dele que me fazia pertencer cada vez mais a ele. Parecia uma pancada em meu coração que só fazia parar e voltar, sem tempo para bater corretamente em meu peito. Ao seu lado, aqui onde eu estava, sentia-me viva como nunca. Era como se toda a minha vida estivesse ligada naquele momento com ele.

Eu sabia; não podia perdê-lo. Caso isso acontecesse, minha vida estaria acabada.

Não sentir mais as suas mãos em meu corpo, tomando posse de cada parte dele, seu hálito e sua respiração rápida em meu pescoço, fazendo-me ficar cada vez mais dependente dele, e seus movimentos gentis, mas ainda apressados e urgentes dentro de mim, seria a maior tragédia que poderia acontecer em minha vida.

Edward também parecia sentir isso. Seu coração era como um triturador em cima do meu enquanto ele mordiscava o lóbulo de minha orelha e sussurrava meu nome com paixão, quase me levando a insanidade do amor que eu sentia por ele.

Seus movimentos se tornaram mais rápidos; quase ferozes e impetuosos, aumentando a freqüência de meus gemidos. Minhas mãos passavam em seus cabelos, descontroladas com os puxões que davam nele cada vez que o torpor me tomava. Eu podia sentir que o ápice estava chegando.

O inebriamento veio segundos depois. Minha respiração foi quase para o ar quando Edward se movimentou de uma maneira mais brusca em cima de mim, fazendo meu corpo se arquear todo em direção a ele, e a sensação de prazer completo passar por mim feito uma eletrocutada que tinha levado em meu corpo. Eu agarrei mais suas costas com minhas unhas, e ele rugiu alto em meu ouvido, me levando também a rugir.

Eu estava completa novamente, com ele dentro de mim. O quebra cabeça se montava novamente naquele instante. Naquele instante que eu não sentia mais nada que não fosse a sensação intensa do ápice. A sensação de tê-lo para mim, dentro de mim.

Quando o tremor do ápice passou por todo o meu corpo, tornando-me sem forças para mais nada, apenas capaz de gritar, meu corpo relaxou e minha cintura voltou para o colchão, ainda sobre a influência da sensação inebriante e letárgica. Edward caiu levemente por cima do meu corpo, suado e cansado, respirando rápido em meu ouvido.

Seus lábios gentis traçaram uma linha da minha orelha até a minha boca, onde ele a devorou com vontade. Eu abracei suas costas, tentando contornar o máximo que conseguia de seu corpo em meus braços fracos e curtos demais.

Minha vontade era de nunca mais soltá-lo, era de mantê-lo ali para sempre em cima de mim. Sem que fossemos obrigados a voltar para o lado de fora, encarar a guerra que nos esperava lá. Eu queria me manter completa para sempre, com ele aqui. Tinha medo, um medo profundo de que ali fosse a nossa última vez. Cada vez que pensava nos dias que iríamos encarar daqui para frente, a separação mais ampla de tempo com a minha saída do colégio, meu temor de nunca mais tê-lo em meus braços me ansiava em tê-lo mais e mais naquele tarde.

E foi o que aconteceu. Eu não queria parar por ali. Nosso tempo era curto demais para que não aproveitássemos enquanto durasse. Eu não pararia até que chegasse a hora de irmos embora ou até que meu corpo pedisse por um descanso. Tudo o que eu queria era renovar minhas forças nos braços de Edward, nos seus beijos calorosos e cheios de paixão. Eu queria me fazer completa para saber que agüentaria todos os dias que viriam pela a frente. Nós não podíamos saber o futuro, mas nesse estúdio, no corpo um do outro, não estávamos pensando no presente, no passado ou mesmo no futuro. Estávamos pensando apenas em se aproveitar um do outro. De querer um ao outro de uma maneira que nenhum outro casal conseguisse fazer. Eu o amava como minha própria vida ou mais. Desde que ele estivesse bem, eu estava. Para mim nada mais importava. Eu precisava dele como o ar que eu precisava para respirar.

Isso estava cada vez mais certo enquanto eu, agora, era a que me movia em cima de Edward, querendo atingir novamente o inebriamento que ele me fazia sentir. Seus rosnados, com meu movimento, eram altos e suas mãos eram firmes em minha cintura enquanto eu colava meu corpo ao dele e me movia com os olhos fechados e a cabeça levemente para trás, aguardando o ápice de nossa paixão.

Eu o queria deixar feliz e satisfeito. Queria que ele me amasse cada vez mais, assim como o meu amor por ele só fazia crescer. Agora, cada vez mais, ele tinha que entender que o meu coração era inteiramente dele. E não havia mais ninguém ou nada que fizesse isso ser ao contrário.

A música suave que era tocada de algum violão perto de mim – e eu sabia de que violão pertencia essas notas – da minha canção de ninar, fizeram eu abrir os olhos preguiçosamente para o dia nublado e frio daquela tarde incrível.

Depois de piscar algumas vezes, tentando me acostumar com a pequena claridade que entrava pela a janela do estúdio, eu me virei e rolei na cama só para constatar Edward sentado na ponta do colchão, concentrado demais nas notas doces que tocava no seu velho violão.

Um sorriso saiu dos meus lábios ao ver sua testa enrugada de concentração enquanto seus dedos dedilhavam com facilidade nas cordas do instrumento. Sua voz era uma de uma suavidade de veludo, sendo agradável para qualquer ouvido, principalmente para mim, que cada vez me via mais e mais apaixonada por ele.

Ele não reparou que eu estava acordada quando eu me arrastei delicadamente para mais perto dele, tentando escutar a música. Quando ele fechou os olhos, absorvendo as letras da própria melodia que tocava, eu também o fechei, mas dessa vez, sentindo certa angústia no meu peito. Eu não queria ter que sair daqui, não queria deixar de ouvir sua voz suave e suas notas que traçavam a melodia de minha canção de ninar. Nós teríamos que enfrentar tantas coisas quando colocássemos os pés de fora daqui. Aqui nós estávamos seguros e o mais importante, juntos.

Eu suspirei com o pensamento triste, fazendo que, só assim, Edward abrisse os olhos e virasse o rosto para mim. Ele não parou de tocar enquanto abria um sorriso de dentes brancos e brilhantes em minha direção.

Na verdade, a música ficou mais alta e eu me arrastei para a ponta do colchão, colocando a cabeça na ponta de seus joelhos. Ficamos algum tempo assim, até Edward colocar no violão as últimas notas da canção e colocar o instrumento de lado, passando a massagear o meu couro cabeludo delicadamente. Eu gemi de satisfação e ele riu enquanto eu fechava os olhos.

- Pronta para ir para casa? – Ele perguntou com a voz suave, descendo e subindo suas mãos pelo o meu cabelo e pescoço, conseguindo leves arrepios de meu corpo que adorava o seu toque.


Fiz uma careta de desaprovação ainda de olhos fechados. Por mais que tememos alguma coisa, sempre teríamos que encarar. Eu sabia que uma hora ou outra teria que sair daquele local de paz com ele.

- Agora? – Perguntei com a voz rouca e entrecortada.

- Sim, amor. Já está anoitecendo. Não garanto que seus pais vão ficar muitos tranqüilos se eu te atacar aqui novamente e só te devolver nas altas horas da madrugada. – Ele brincou.

Eu abrir os olhos e fitei o seu queixo que estava travado em uma risada.

- Não seria má idéia. Não me importo de ficar aqui com você. – Eu levei minha cabeça mais para o centro de suas pernas. Suspirei, desgostosa. – Mas, as coisas nem sempre são como a gente quer, não é?

- Infelizmente, não. Se fosse assim, eu nunca sairia da sua casa. — Ele afirmou com um sorriso brincalhão.

Eu sorrir e, ele passou os dedos em meu rosto, tirando as mechas que estavam em meus olhos.

Depois de respirar fundo, eu ergui os meus braços e enganchei meus dedos em seu cabelo bronze, puxando sua cabeça para mais perto de meu rosto e encostando nossos lábios em um doce beijo apaixonado. Edward mordeu algumas vezes meu lábio inferior, enquanto suas mãos subiam e desciam por minha barriga que estava coberta por um lençol fino.

Depois de perder o fôlego com o beijo de cabeça para baixa, desgrudamos os lábios e Edward me ajudou a levantar.

Dessa vez, não havia constrangimento aos nós colocarmos nossas roupas. Já conhecíamos o corpo um do outro o bastante para agüentamos ter que olhar um ao outro colocando a peça das roupas, insatisfeitos por aquilo ter que acabar.

Depois que nos vestimos, Edward ajeitou os lençóis do colchão e, abraçados, nós saímos do nosso ponto de paz. Ele me pediu para eu guiar a picape e eu o fiz sem reclamar. Já sabia o caminho de volta e não precisava que ele ficasse me dando instruções. Se quisesse ir sozinha para ali, eu poderia. O que era um alívio quando eu quisesse ficar sozinha.

Enquanto dirigia, Edward mantinha sua mão em minha perna e seus olhos estavam concentrados na paisagem verde que passava em suas janelas. Conversamos amenidades durante o caminho. Sabia que ele não queria abordar o assunto que me preocupava. Como sempre, ele dizia que o problema era dele.

Eu também não tive vontade de comentar sobre isso. Ainda estava sobre o efeito de seus lábios, beijos e corpo. Então, queria me manter nesse estado letárgico para problemas, por um longo tempo.

Quando chegamos na esquina da minha casa, Edward me deu um beijo caloroso e saiu da minha picape, dizendo mais uma vez que não poderia ir aquela noite para minha casa; o que me deixou preocupada e angustiada.

Ao contrário do que pensei, não precisei dar muitas desculpas para minha mãe quando cheguei em casa quase seis horas da tarde. Eu estava virando a mestre em mentiras e ela acreditou quando eu disse que fui dar uma volta pelas as lojas de roupas de Forks para ver se encontrava algo que combinasse comigo e justificando a ausência de roupas novas por não achar nada que eu queira.

Isso tudo foi depois de correr para meu quarto, antes que ela visse minhas roupas cheias de tintas e meu cabelo espatifado. Depois que tomei banho, foi que tive coragem de descer e encarar a fera, usando a desculpa das roupas.

Naquela noite eu não subir apressada para o meu quarto. Não havia nada lá que me esperasse. Então, para tirar a angustia e a preocupação com Edward e meus amigos do peito, que uma hora dessas estavam dentro dessas matas procurando um assassino perigoso, eu decidi assistir qualquer porcaria que passava na televisão com minha mãe e meu pai, que parecia cada vez mais preocupado com os assassinatos que estava aumentando.

Eu tremia despercebidamente, cada vez que ele vinha com uma noticia assim.

A minha última semana no colégio público estava passando mais rápido do que eu queria. Edward estava estranhamente tranqüilo durante todos esses dias. E eu sabia o pôr que. Para ele tudo o que importava era minha segurança, e já que agora ele sabia que eu iria para a escola particular e sairia de certa forma de seu mundo, para ele nada mais importava, nem mesmo a sua própria vida.

Eu não entendia muito bem porque Edward estava me preservando tanto. Mesmo que James não visse a importância que eu tinha na vida de Edward, Edward continuaria em perigo. Então, eu preferia que James me visse para que assim nós dois ficássemos juntos nisso. Mas, Edward, teimoso como sempre, explicou que as coisas não eram tão fáceis, que a sua morte para James era a última coisa na lista dele.

James queria fazê-lo sofrer vivo, e a única maneira que existia de isso acontecer era machucar ou matar alguém de extrema importância na vida de Edward, assim como sua mãe, que James matou a sangue frio.

Mesmo assim, eu fique preocupada. E se não fosse eu na lista de James, quem seria a vítima? Alice mais uma vez? – eu tremia ao pensar no nome dela como uma vitima.

Alice virara quase uma irmã para mim, que não merecia sofrer conseqüências nenhuma. Edward, como sempre, disse para eu não me preocupar, porque por mais que James ainda estivesse invisível, eles iam o achar o mais rápido possível, antes que os assassinatos se tornassem pior. Os assassinatos que cada vez mais estava chegando a cidade.

Por mais que Edward quisesse me manter o mais longe possível dessa questão, eu podia ouvir algumas coisas por alto; de que os assassinatos causados pela a gangue de James estavam cada vez mais próximos da cidade.

Jacob, que era o único que não hesitava em falar comigo sobre o assunto, disse-me, certa vez que veio em minha casa com Billy naquela semana, que isso significava que James estava cada vez mais próximo de aparecer para Edward. Eles estavam com medo – os dois – de que dia fosse isso. Os dois queriam que fosse depois que eu saísse do colégio.

Jacob agiu do mesmo modo que Edward quando eu disse que iria sair da escola pública – se não ainda mais empolgado. Disse que era uma boa saída para mim e, com o tom debochado brincalhão que ele usava comigo, disse que eu era fraca demais para agüentar o mundo que ele gostava de enfrentar. Eu bufava e me afundava ainda mais no sofá da sala, onde nós conversávamos baixo para que nem meu pai e nem minha mãe ouvissem.

Eu ainda estava procurando alguém que não ficasse tão alegre com essa minha mudança. Alice, Emmett, Jasper, Justin, Seth, todos ficaram estranhamente entusiasmados por eu ter que sair daquele colégio justamente naquele período.

Eu já estava começando a achar que eles não gostavam de mim, mas Edward me explicou que todos estavam bastante preocupados com minha segurança, pois da lista de James, se ele descobrisse que eu era a pessoa que Edward mais precisava, eu seria a primeira em que ele ficaria de olho.

Edward alternou algumas noites comigo; um dia ele ia a busca de James pelas as matas escuras de Forks, outras noites ele ficava comigo até eu adormecer. Ele também ia me esperar na esquina da minha casa todo dia daquela semana para que eu não fosse sozinha para a escola. Quando não era ele, era Alice, que foi só mais uma única vez naquela semana.

Era exatamente a mesma coisa nas tardes, quando eu saia do colégio em busca da promessa que tinha feito para meu pai e para mim. O emprego. Foi difícil em encontrar e eu não estava com sorte naquela semana.

Edward me acompanhou em toda a minha busca, vendo todas as minhas frustrações cada vez que eu voltava de uma loja e dizia que não tinha ofertas de trabalho. Eu estava começando a desanimar.

E depois de percorrer o centro mínimo da cidade de Forks atrás de trabalho, decidi que recomeçaria as buscas na próxima semana, quando eu já estivesse na escola particular.

Graças a Deus a maldita neve se encerrou na quarta-feira, fazendo que na quinta a chuva, que derreteu a neve, se tornasse uma pequena camada de gelo na pista, tornando-se uma arma letal para pessoas descoordenadas como eu.

Aquele dia foi engraçado. Emmett, apesar da aposta de não tirar mais sarro de mim e de Edward, não economizou piadas com minha falta de coordenação motora. Eu não consegui contar quantas vezes eu escorreguei e cair naquele dia. Isso pareceu ser certa piada para todos daquele colégio, que, estranhamente, depois da minha ação de comprar tintas para a pintura do colégio, não lançavam mais olhares assustadores em minha direção.

Eu suspirava de resignação por pensar que justamente quando eu estava saindo do colégio, é que eles decidem agir como pessoas normais para cima de mim.

Na sexta, o clima ainda estava bastante frio, as ruas ainda eram escorregadias com o gelo que ainda secava.

Minha picape derrapava um pouco quando eu entrei no colégio naquele dia nublado. Meu último dia na escola High Forks State.

Quando sair do carro, andei com cuidado pela pista do estacionamento que estava cheio de derrapações de gelo, capazes de me derrubar a qualquer momento, enquanto eu ia em direção a Edward que me esperava com um sorriso imenso no rosto, junto com os seus amigos.

Eu já estava vendo nos olhos de Emmett a gozação diária pelo o meu cuidado ao andar sobre o perigo do gelo.

- E ai, Bellinha? – Emmett gritou antes mesmo que eu chegasse próximo a eles. – Hoje está mais mole ou consegue já se firmar nos pés? – Ele fez uma expressão incrédula enquanto eu lhe lançava um olhar assassino já perto deles. – Ah não! Esqueci, você não tem ossos na perna. – E com ele, Seth, Justin e Jasper gargalharam.

Alice e Edward estavam com vontade de rir, mas sabiam que eu não hesitaria em reclamar com eles caso fizessem isso.

- HAHA, muito engraçado Emmett. – Eu comentei acidamente. – Pelo menos eu não sou um monte de músculos ambulante que quebraria o chão se caísse.

Dessa vez, Alice e Edward riram comigo, enquanto Emmett bufava de insatisfação. Ignorando os protestos dele, virei-me para encarar Edward, já que todo mundo ali não mais prestava atenção em nós dois.

Seus olhos estavam verdes vivos, uma alegria expressa dentro deles. Mas, lá no fundo, eu podia ver a tristeza contida pelo o dia que era hoje.

- Último dia, não é? – Ele perguntou, comprovando a minha teoria.

Eu sacudi a cabeça afirmativamente, com a tristeza expressa em meus olhos. Não queria ter que ficar longe dele.

Ele suspirou e me abraçou, dando um beijo no topo da minha cabeça.

- Nós vamos ficar bem, Bella. Eu te prometo. – Sussurrou confiante em meu ouvido.

- Ei, hoje é o último dia da desastrada aqui, não é mesmo? – A voz de Emmett saiu mais alta do que de costume. Eu me virei para ele, querendo mandá-lo falar mais baixo, mas ele lançou aquele sorriso assustador de dentes brilhantes. — Eu nem acredito que eu não vou mais poder tirar onda de você.

- Na verdade, eu acho que vai ser a única coisa que ela vai agradecer por sair daqui. – Jasper falou ao lado de Emmett, revirando os olhos. – Quando você quer ser chato, você é, Emmett.

Emmett cruzou os braços, chateado. Rosalie estava ao seu lado, parecendo entediada com toda a conversa.

- Pelo o menos eu não sou o metido ao certinho aqui. — Emmett ironizou para o lado do amigo.

- Ei, não fale assim do meu loirinho. – Alice se agarrou no braço do namorado com um bico birrento e todos nós gargalhamos.

Depois, quase ao mesmo tempo, como se estivessem se lembrando da mesma coisa, no mesmo segundo, todos se viraram para mim.

- Bella, você não vai se esquecer da gente não, não é? – Quem perguntou foi Seth. Por mais que nós não tivéssemos tanta proximidade, eu gostava do garoto de cabelos pretos que não parecia ter menos de quinze anos.

- Ela nem é doida. – Alice resmungou, olhando para mim ameaçadoramente.

- Não, eu não vou esquecer. – Eu falei confiante. – Vocês foram as melhores pessoas que entraram em minha vida. Se não fosse por vocês, eu não teria aprendido tanto quanto aprendi. Então, tudo o que tiver ao meu alcance para não romper nossos laços de amizade, eu vou fazer. – Eu suspirei, triste com os efeitos que as minhas palavras causavam em mim. Edward percebeu minha reação e me apertou mais forte na cintura.

- Aaah, Bellinha. Nós também não vamos se esquecer de você. – Alice pulou para o meu outro lado, me abraçando pelos os ombros. – Você é o exemplo vivo de que as aparências enganam e de que pessoas podem sempre tentar mudar. – Ela comentou animada, mas com uma ponta de satisfação na voz.

Eu passei a mão que não estava na cintura de Edward, na cintura de Alice e coloquei a cabeça em seu ombro, por ser mais baixo.

- Obrigada. Vocês são mesmo muito especiais.

- Ah! Que isso, Bella. – Emmett urrou com uma gargalhada e me arrancou dos braços do meu namorado e melhor amiga, pegando-me em um abraço de urso. – Nós vamos sempre está aqui para você. — Ele exclamou empolgado.

- Emmett. Obri... gada. Mas... – Respirei fundo, tentando puxar o ar. – Você... está.. – Ofeguei, incapaz de continuar.

- Oh! Me Desculpe. – Ele gargalhou, nem um pouco arrependido, e me colocou no chão.

Eu respirei fundo, tentando recuperar o fôlego, e me apoiei no peitoral de Edward, que gargalhava de minha expressão vermelha.

- Vou sentir a falta do abraço de urso. – Foi a única coisa que saiu engasgada de minha garganta.

Todos começaram a gargalhar, até mesmo a Rosalie soltou um risada e virou a cara, não querendo expressar que tinha achado engraçado.

Por mais que eu estivesse rindo, meus olhos estavam querendo liberar as lágrimas de desesperado. Não seria só Edward que eu sentiria falta durante a manhã que passaria longe dele, seria desses amigos verdadeiros que eu consegui naquele meio ano de colégio. Com Edward, eu exigiria para está a cada passo que eu daria quando não estivesse na maldita escola particular. Mas, e o resto? Quando eu voltaria a vê-los novamente?

Eu suspirei, ainda dando um sorriso gentil para todos, fingindo que estava bem. Eu realmente não queria sair daqui, mas não havia escolha. Só esperava que as coisas não ficassem mais difíceis ou que mudassem para mim, no meu jeito.

Era o que mais tinha medo. Não ter mais a influência no meu dia a dia dos meus amigos daquela escola e me esquecer dos ensinamentos que aprendi com eles. Mas, sabia que não voltaria ser a Isabella de antes. Edward me seguraria antes mesmo que eu caísse na tentação novamente. Eu confiava nele nisso.

Quando todos pararam de rir da minha cara, nós entramos no colégio quando o sino tocou.

Tudo estava tranqüilo naquela manhã. Mesmo triste em saber que seria meu último dia, eu estava feliz que esse último dia fosse assim, de uma calma inexplicável naquele colégio.

Porém, enquanto eu e Edward andávamos com nossos amigos atrás de nós, eu perguntava-me se meus pensamentos tinham algum tipo de força que puxasse sempre o lado contrário deles.

Foi o que eu pensei quando, repentinamente, o clima no corredor em que nós andávamos ficou tenso. Os alunos começaram a ficar repentinamente inquietos e, alguns, até começaram a correr para o lado de fora, antes mesmo que eu entrasse na sala de aula.

Edward e os outros pararam confusos, vendo a mudança no ar.

- O que está acontecendo? – Edward perguntou preocupado, apertando-me mais contra o seu corpo, como se quisesse me defender de um mau invisível, e olhando para Emmett interrogativo.

- Eu não sei. – Emmett parecia confuso e sério. – Até nestante eles todos estavam tranqüilos. Seja lá o que for, é alguma coisa do lado de fora.

Todos nós franzimos o cenho, percebendo alguns alunos correrem para o lado de fora e outros, assim como eu e meus amigos, prestarem atenção na mudança de humor do ambiente confuso.

- Edward. – A voz de Jacob soou forte e rouca atrás dos meus amigos que estavam na minha frente.

Edward olhou, estranhamente mais tenso, e os outros deram um espaço hesitante para que Jacob passasse. Ele estava com dois de seus amigos – Quil e Embry – sobre os seus flancos.

- O que foi Jacob? – Edward perguntou com raiva. Mas, não era com raiva de Jacob, era com raiva do que estava acontecendo.

- O que está acontecendo? – Emmett foi o segundo a perguntar, a postura preparada para qualquer combate.

Jacob cerrou os dentes em uma expressão violenta que eu nunca vi em sua face. Seus olhos passaram para mim, pousando em meu rosto por alguns segundos, para depois voltar para Edward.

- Eles estão lá fora. — Anunciou sugestivamente e ameaçadoramente.

Notas finais
Então, o que vocês acharam? Quem será eles, ham? aushiuashiuas
Comentem se gostara, por favor. :D
Aaah sim! Para quem ler lances da vida daqui, eu estarei postando um capítulo hoje. Só preciso fazer algumas correções e logo estará no site. ^^
Bom, outra que eu queria avisar aqui também, era sobre a nova fanfic que eu estou escrevendo. Ela é de comédia, romance e drama. Muiiito mais leve e diferente das fanfics que eu escrevo, então para quem estiver interessado em me dar uma ajudinha e passar lá, aqui está a sinopse e o link:
Vida Inesperada - Sinopse:
Vídeo da fic: http://www.youtube.com/watch?v=LUHy7oSA1H0
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/185520/Vida_Inesperada.
Isabella Swan é uma jovem que, com os seus dois irmãos mais novos, tem que ir morar com sua tia e seus dois primos em Forks, depois que um acontecimento doloroso com seus pais muda drasticamente a sua vida e a faz parar de acreditar no amor. È uma jovem madura, responsável e que, apesar dos motivos para ser infeliz, segui a sua vida e cuida dos seus irmãos com alegria e felicidade.
Já Edward Cullen é o aluno mais desejado de sua escola. Imaturo, Irresponsável e galinha, Edward Cullen é o típico modelo filhinho de papai que só pensa em mulheres.
O encontro dos dois não só vai gerar muitas confusões que aprontarão junto de seus amigos, mas também uma antipatia cômica de Bella pelo o garoto que ela chama de irritante e a persistência de Edward para fazer Isabella cair em seus jogos de sedução. Porém, o que eles não esperavam é que essa estranha "amizade" entre eles fosse mudar completamente as suas vidas e mostrar que nem tudo é do jeito que eles acham que são.
O que acontece quando dois jovens totalmente opostos, que não acreditam no poder do amor, se apaixonam?
Uma fanfic de romance, com uma pitada de comédia e drama, que foi feita sob medida para mostrar as surpresas de uma vida inesperada.
Quem passar lá, deixa um review, please! @-@
Beeijos ;*