Aprendendo a Viver.

13 Capítulo 12 - Gestos.


Notas iniciais
Oiii gente. *---*. Mais um capítulo fresquinho. ( é, eu sei, vocês querem me matar pela a demora. kkkkkkk

No entanto, agora vocês podem curtir o capítulo, se deliciarem e se divertirem. HAHA

Nota: Desculpa se tiver alguns erros de português. Sou eu mesma que reviso o capítulo e muitas vezes esses erros passam despercebidos por mim...

Bom, sem mais demora. Curtam o capítulo e não se esqueçam de comentar no final.

Capítulo 12 – Gestos.

Mais tarde, depois de voltar da tarde quase agradável que tive em La Push e de ficar algum tempo na sala, conversando com os meus pais para espantar alguns temores que habitavam a minha mente, eu subi para o meu quarto, vendo que já estava quase na hora de Edward chegar.

Meu coração, apaixonado como estava, parecia sentir isso, pois enquanto eu trocava de roupa e colocava uma mais leve – para fingir para os meus pais que já ia dormir – ele não parava de bater mais forte.

No entanto, mesmo que me sentisse assim, eu sabia que teria que ter uma conversa séria com o Edward.

Eu sabia que Jacob podia ter pedido para eu não comentar nada com Edward, mas eu não podia deixar de comentar; eu não podia deixar essa história simplesmente para lá.

Edward estava se martirizando por isso, pensando que estava me colocando em risco, e eu não queria que ele se sentisse assim.

Se eu não provasse ao contrario para ele, se eu não provasse que ele não devia temer nada, algum dia esses seus pensamentos poderiam influenciá-lo a se afastar de mim.

Estremeci quando pensei nessa possibilidade.

A única maneira de acalmá-lo nesse assunto, em relação a minha segurança, era dizendo que eu já sabia o que a gangue dele fazia; eu já sabia o motivo do temor por está namorando comigo.

Eu iria fazer um esforço e tentar não entregar o Jacob, mas caso Edward descobrisse, eu iria arrumar um jeito de acalmá-lo.

Eu tinha que conversar com Edward. Isso era o mais importante no momento. Era uma necessidade.

Além do motivo de acalmá-lo sobre minha segurança, eu também queria saber do resto. Queria saber se havia alguma coisa mais que o estava preocupando ou também saber sobre a história completa dele, da mãe e da gangue do tal James.

- Mãe, pai. Eu vou dormir. Boa noite. – Eu anunciei do alto da escada, tentando deixar o mais visível possível a minha roupa de dormir.

- Boa noite, querida. – Minha mãe respondeu com um sorriso largo no rosto.

Eu sabia que ela estava animada pela a proximidade que Jacob e eu demonstramos hoje á tarde. O me fazia perguntar em como eu me livraria dessa fascinação dela.

- Boa noite, filha. – Dessa vez foi meu pai, que não tirou os olhos da TV para me responder. – Tenha uma boa noite.

Sorri em despedida e sumir pelo o corredor, entrando no meu quarto.

Quando fechei a porta e tranquei-a, sentei na cama, preocupada e ansiosa com a conversa que teria com Edward.

Quando ouvi as batidas leves na janela do meu quarto, eu praticamente saltei da cama e corri para janela, abrindo-a quando vi Edward do lado de fora com um sorriso largo e brilhante no rosto.

Assim que ele teve espaço para passar, ele entrou no meu quarto.

- Oi meu amor. – Cumprimentou.

Ele não esperou que eu falasse algo; foi me abraçando rapidamente.

Ele parecia um tanto mais entusiasmado hoje.

Sem um pingo de reclamação pela a sua atitude despreocupada, eu senti o seu cheiro inebriante de menta e seus braços firmes em minha cintura, trazendo toda aquela paz que eu sentia quando estava perto dele.

Isso quase fez eu me esquecer dos problemas que estava deixando o meu coração desolado. As dificuldades de nosso amor; os perigos que podiam levar a nossa separação quando Edward não suportasse ver minha segurança abalada.

- Oi. – Minha voz saiu fraca quando eu apertei sua cintura e pus minha cabeça em seu peitoral, sentindo seu coração bater descompassado no mesmo ritmo que o meu estava.

Ele deu uma risada no alto de minha cabeça e inspirou o ar levemente, sobrando lufadas de respiração logo depois.

Depois me separou de seu corpo e ergueu o meu queixo.

Seus olhos estavam em um verde brilhante e abrasador quando ele começou a se aproximar do meu rosto com um sorriso torto de parar a minha respiração.

Rapidamente – ou devagar demais para mim -, sua boca se encontrou com a minha, fazendo minha barriga e o meu corpo fraquejar diante de seus lábios que se moviam de maneira intensa nos meus.

Eu contornei meus braços em seu pescoço, procurando ficar o mais próxima dele, e o senti entrelaçando os seus dedos em meu cabelo, levando-me ainda mais para perto do seu rosto.

Um gemido saiu dos nossos lábios quando, sem ar, nós nos separamos.

Respiramos rápido, ainda com as faces próximas e procurando recompor o ar perdido no beijo de perder o fôlego.

Ele sorriu para mim e alisou minha bochecha com ponta do seu dedo.

Apostava que nesse momento minhas bochechas deveriam está vermelha da maneira que ele achava mais divertido.

- Eu senti a sua falta. – Ele sussurrou.

- Não mais que eu.

O que era verdade. O vazio que eu não havia notado estar no meu coração antes, quando ele não estava perto de mim, agora parecia ser notado por ter sido removido.

- Tenho certeza que sim. Muito mais que você. – Edward falou brincalhão.

Sorriu ainda mais quando eu fiz uma careta e me levou até a cama, puxando-me pela a mão. Ele sentou na ponta do colchão e me colocou em seu colo.

Era esta a hora de começar com o assunto sério.

- Edward, eu tenho algo...

- Espere. – Ele pediu, parecendo empolgado com algo. – Eu tenho uma noticia para você antes de começarmos qualquer assunto importante.

- O que?

Meu cenho se franziu, percebendo que seu entusiasmo demasiado podia ter alguma coisa a ver com essa noticia.

- Amanhã é domingo. – Ele anunciou como se fosse algo raro. — Eu quero te levar a um lugar. Tem como você conseguir arrumar algumas desculpas para os seus pais para poder sair amanhã?

Eu estranhei. Edward nunca fizera questão de me encontrar em outro lugar que não fosse aqui. Para ele está querendo tanto isso, deveria ser outro lugar importante para ele.

- Sim, mas... – Eu concordei meio hesitante, e olhei para ele curiosa. – Para onde você vai me levar?

- È uma surpresa. – Ele seu um sorriso malicioso. – Mas, tenho certeza de que você vai gostar. Na verdade, você vai adorar.

- Surpresa?

Eu levantei uma sobrancelha, tentando ver que tipo de surpresa ele estava aprontando para mim dessa vez. Nada venho em minha cabeça. Não sabia que surpresa poderia deixar Edward tão empolgado assim.

- Sim, é algo que eu quero te mostrar. Na verdade, eu tenho certeza de que você ficará muito feliz. – Ele falou empolgado, fazendo sua voz parecer despreocupada em relação a qualquer outra coisa.

Aquilo me desarmou totalmente.

Ele parecia está tão feliz com essa surpresa que queria fazer para mim.

Eu não queria estragar o seu humor com a conversa que tinha em mente.

Aliás, saber que eu fui á reserva o faria ficar um pouco infeliz.

Eu sabia disso. Apesar de ele não procurar demonstrar tristeza quando ele via os passos que a amizade entre mim e Jacob estava dando, eu podia ver a relutância em seus olhos toda vez que isso acontecia.

Suspirei com o pensamento. Isso fez com que ele me fitasse com mais atenção.

- Você está preocupada. – Deduziu, deixando esmorecer o sorriso que tinha no rosto. –O que você tinha de importante para conversar comigo? – Perguntou.

- Na verdade, eu não tinha nada para falar de muito importante. – Menti e deu um sorriso para ser convincente.

Quando ele me analisou, querendo ver se eu estava mentindo, eu passei as mãos pelo o seu pescoço, juntando meu corpo ainda mais ao seu e sentindo as sensações agradáveis que passavam dentro de mim.

- Eu só estava querendo dizer... – Comecei e mordi os lábios. — Que eu não suportava mais um minuto longe de você.

A mudança de assunto funcionou. O sorriso que ele abriu foi resplandecente. Algo que eu nunca vi tão aberto em seu rosto.

Ele parecia realmente empolgado com alguma coisa, e isso me animou de algum jeito.

Seu sorriso despreocupado, seus olhos verdes tão próximos de mim e seus braços me circundando fizeram que o peso de preocupação da minha tarde em La Push, saísse das minhas costas por aqueles minutos em que eu estava com ele.

Ele sempre me acalmava. Era o meu melhor remédio para qualquer temor.

- Eu também. Contei as horas para vim lhe ver. – Ele falou e puxou minha cabeça, com sorriso, para encontrar os seus lábios nos meus novamente.

Beijamo-nos até ficarmos sem fôlego.

Depois ele se encostou á cabeceira da minha cama e me puxou para o seu peitoral, como faz toda noite.

Começamos a conversar. Quando ele perguntou o eu que fiz da tarde, procurei não citar minha inda a La Push.

Não queria estragar a felicidade dele por hoje. Deixaria essa conversa para amanhã.

Na verdade, estava bem ansiosa para saber qual era a surpresa que ele pretendia fazer. Eu sabia que, como sempre, ele me surpreenderia.

Depois de quase duas horas conversando, Edward começou a cantarolar a minha cantiga de ninar.

Como sempre eu dormir em seus braços, tendo sonhos com o seu rosto apesar de toda a tarde preocupante que eu tive.

Na manhã seguinte, eu acordei com um raio de sol brilhante entrando pela a minha janela.

O que me agradou bastante. Hoje o dia não seria tão frio.

Acordei conscientemente satisfeita dos planos que tinha para hoje — a surpresa que Edward queria me fazer.

Nós havíamos combinado de nos encontrar no final da minha rua umas dez horas da manhã.

Com o pensamento, levantei-me para ver o horário em meu despertador. Não passavam de oito e meia da manhã.

Suspirei aliviada por não ter acordado atrasada.

Tudo o que eu precisava fazer agora era descer e arrumar uma desculpa bastante convincente para fazer Charlie e Renée me deixarem sair sem se preocupar de que eu iria me encontrar com alguém que eles não gostassem.

Mas, como?

Tentando colocar os meus neurônios para funcionar, levantei-me da cama, rumei para o banheiro e escovei os meus dentes antes de descer para a cozinha.

Enquanto ia fazendo essas coisas, minha cabeça não parava de pensar em alguma desculpa que pudesse ser o bastante para eles me deixarem sair sem desconfiança.

Pensei em dizer que ia sair com Jacob. Isso os deixaria animados, porém eu lembrei que não precisava dar mais motivos para eles acreditarem que um dia eu e Jacob teríamos algum relacionamento que não fosse amizade.

Depois pensei que podia dizer que ia para a biblioteca, mas eu não sabia quantas horas eu iria ficar ao lado de Edward e não queria ter pressa para isso para voltar para casa.

Era algo raro, nós dois sairmos do ambiente do meu quarto. Um lugar diferente para namorarmos seria bom em nosso relacionamento.

Então, a única opção que me restou foi dizer que ia até Port Angels, dando a desculpa de que a biblioteca de lá era mais completa do a de Forks – o que não deixava de ser uma mentira. Isso me daria mais tempo para ficar com o Edward.

- Bom dia, pai.

Eu entrei radiante na cozinha e dei um beijo em na bochecha de Charlie que estava bastante concentrado, lendo um jornal na mesa.

- Bom dia querida. – Ele respondeu de maneira automática.

- Bom dia mãe.

- Bom dia, querida. – Ela respondeu em tom suave, enquanto preparava o café no balcão da cozinha.

Sentei-me na cadeira e fiquei um tempo observando os dois fazerem as suas atividades.

Charlie parecia um pouco frustrado enquanto lia o jornal – provavelmente, não gostando das noticias – minha mãe estava concentrada demais na refeição que fazia.

Não importava. Essa era a minha chance de pedir o que eu queria. Não tinha muito tempo; dez horas Edward estaria me esperando.

- Err... Pai, mãe. – Eu comecei hesitante, chamando a atenção deles e procurando ser neutra em emoções ao pronunciar os nomes deles.

- Sim, filha? – Eles responderam na quase na mesma hora, parando de ler e fazer o café, e me olhando.

Suspirei e abaixei a cabeça, fazendo de conta que estava brincando com meus dedos enquanto falava.

- Eu vou hoje á biblioteca de Port Angels. – Anunciei, dando de ombros, como puro descaso.

- Port Angels? – Charlie perguntou preocupado. – Mas, por que lá? Aqui não tem uma biblioteca?

- È, tem. – Eu falei apressada, já preparando minha desculpa. – Mas, a biblioteca daqui é muito incompleta e não tem os livros que eu gosto.

Minha mãe franziu os lábios, um pouco preocupada com a minha noticia.

- Não sei não, Bella. – Ela começou em um tom repreensivo. — Não é perigoso você ir até lá nessa caminhonete? – Perguntou, com uma vinca de preocupação em sua testa.

- È, sua mãe está certa. – Charlie concordou, colocando o jornal em cima da mesa e dando atenção completa a conversa.

- Não, não é preocupante... Ah! Vamos lá. – Insisti quando eles me olharam meio céticos. – Tenho certeza que a picape agüenta até Port Angels e, aliás, isso aqui está um tédio. Eu preciso de alguma coisa para fazer.

- Por que não vai para reserva, ficar algum tempo com Jacob? – Minha mãe sugeriu. – E alguma coisa.

- Mãe, eu não tenho que aparecer por lá todo dia. – Comentei desgostosa, fazendo uma careta de reprovação. – Vamos lá, deixe-me ir. – Insisti. — Não é perigoso e eu preciso ler alguma coisa.

- Por que não chama Jacob para ir. Nós ficaríamos mais tranqüilos com isso? – Dessa vez foi meu pai, sugerindo por realmente ficar mais tranqüilo com essa possibilidade.

Travei o maxilar, despercebidamente.

Por que eles tinham que insisti tanto nessa história? Eu odiava mentir para eles, mas eles estavam tornando tudo mais complicado. Mentir era necessário agora.

- Porque biblioteca é um local da qual eu gosto de ir só. – Revidei. — Vocês... Vocês sabem como eu fico compenetrada quando estou escolhendo livros. Eu não quero entediar ninguém. Tenho certeza de que Jacob ficaria entediado. Além do mais, eu vou dar uma volta pela a cidade. Já estou cansada de ficar trancada nessa aqui.

Meu pai suspirou, derrotado e olhou para minha mãe, atrás de alguma desculpa para não me deixar ir – eu conhecia aquele olhar.

Renée deu de ombros.

- Tudo bem, vá. – Meu pai finalmente deu a cartada branca. – Mas, não volte só á noite. Isso irá nos preocupar. – Alertou em um tom rígido.

Sorri vitoriosa e me levantei para dar um beijo animado na bochecha do meu pai.

- Obrigada pai. – Eu falei alegremente, enquanto ele bufava meio constrangido com a minha atitude carinhoso.

Minha mãe ficou rindo, na cozinha, do constrangimento de Charlie, enquanto eu voava escadas a cima para me arrumar.

Fui rápida para trocar de roupa.

Não demorei mais que meia hora, apesar de saber que estava bem adiantada.

Despi-me e tomei um banho de água quente. Depois fui para o meu quarto e escolhi uma calça jeans e uma camisa quadriculada de mangas.

Era melhor não abusar do bom tempo e colocar uma roupa menos quente que aquela. O clima quente de Forks nunca é muito previsível.

Voltei para o banheiro e penteei o emaranhado que estava o meu cabelo, até que ele ficasse liso com as ondas comuns caindo pelos os meus ombros.

Não podia saber que surpresa era essa que Edward iria fazer, então não apostaria em sair vestida de qualquer maneira como se eu fosse simplesmente encontrá-lo no colégio.

Quando terminei de me arrumar, desci as os degraus da escada de dois em dois, animada demais para descer de um em um.

Eu percebi que as preocupações do dia anterior era um baú fechado em algum lugar da minha mente. Eu sabia que assim que encontrasse Edward, esse baú se abriria novamente.

O café já estava colocado quando eu me sentei novamente na mesa. Charlie e Renée já comiam.

- Vai sair tão cedo? – Meu pai perguntou curioso, enquanto eu colocava um pop tarts em meu prato.

- È, eu quero aproveitar esse dia que eu tenho livre. – Dei de ombros, para dar mais descaso ao meu comentário.

- Por favor, filha. Tenha cuidado. – Minha mãe falou cuidadosa. – Espero que isso não seja uma desculpa para você sair se drogando por ai. Hen? — Completou divertida.

Revireis os olhos, com um sorriso brincando nos lábios.

- Mãe, quando eu começar a me drogar você vai perceber.

Ela esbugalhou os olhos, de repente, assustada.

- Você não vai começar a se drogar, não é? – Perguntou com o rosto projetado para frente de tão espantada que estava.

Eu e Charlie começamos a gargalhar, achando graça de sua expressão assustada.

- Claro que não, mãe. Você não entende uma brincadeira?

Ela suspirou aliviada e pôs um pop tarts em sua boca.

- Você me deu um susto. – Murmurou, enquanto mastigava.

Eu sacudi a cabeça com um sorriso e voltei a minha atenção para o café.

Comi vagarosamente, conversando tranquilamente com os meus pais. Não queria que eles vissem na minha pressa algo para desconfiar.

Charlie iria pescar, então, provavelmente Renée iria com ele para não ter que ficar sozinha em casa. O que me deixava tranqüila por saber que eles não iriam andar pelas as ruas de Forks, e ver, em alguma coincidência muito ruim, eu e Edward juntos.

Deixava-me entusiasmada saber que eu e Edward teríamos o dia todo para nós dois. Mais que entusiasmada, deixava-me elétrica.

Terminei de comer quando o ponteiro do relógio marcava nove e quarenta. Lavei o prato para dar uma prolongada de tempo e me despedi de meu pai e minha mãe, ouvindo as instruções deles para que eu tivesse cuidado.

Peguei o casaco marrom mais leve que estava pendurado perto da porta e sair de casa.

Meu sorriso se alargou enquanto eu andava em direção a minha picape e me conscientizava da certeza de que estava podendo fazer aqui e ter um dia todinho com Edward.

Entrei na picape e quando a liguei, foi inevitável não senti a diferença do barulho. – mesmo que essa fosse um pouco menos estrondosa.

Jacob havia feito um bom trabalho. O barulho ainda estava lá, mas não era tão ensurdecedor como antes.

Com um sorriso ainda estampado no rosto, eu comecei a guiar a picape para o fim da minha rua.

Sabia que estava adiantada e que Edward ainda não estaria lá, então não tive pressa de chegar.

Porém, minha surpresa foi um pouco grande quando eu o vi no local combinado já naquela hora.

Deu um sorriso mínimo. Até pontual ele era.

- Ei. – Ele cumprimentou quando eu parei minha picape perto dele e chegou á porta do meu carro.

Seu sorriso animado da noite passada ainda estava estampado em seu rosto.

- Ei. – Minha voz saiu suave e estonteante pelos os planos que eu tinha para o dia.

Ele entrou na picape e se acomodou no banco, parecendo satisfeito com algo.

- Eu não esperava que você fosse tão pontual. – Eu falei quando me virei para encará-lo melhor.

- Eu estava ansioso por hoje. – Ele confessou e franziu o cenho, um pouco sério de repente. – Na verdade, eu fiquei com um pouco de medo de que seus pais não deixassem você sair, e isso me desanimou um pouco...

O sorriso voltou ao rosto.

- Mas, assim que eu vi o seu carro se aproximando o ânimo voltou. È bom saber que eu tenho o dia todo com você.

- Acha que eu ia desperdiçar? Nem que eu fugisse, eu viria ao seu encontro. – Eu falei brincalhona, tirando o sorriso torto que eu mais adorava vê-lo dando.

Depois de eu responder o seu sorriso, ele se aproximou de mim, mostrando nos seus olhos verdes e brilhantes a mesma coisa que eu sentia naquele momento — a vontade louca de ter os seus lábios sobre os meus.

Ele me beijou delicadamente, passando as mãos pela a minha cintura enquanto as minhas, com entusiasmo, massageavam o seu cabelo acobreado.

Quando ficamos sem ar, ele tirou a sua boca da minha e passou para a minha bochecha esquerda, passando os lábios até que chegasse a minha orelha e me fizesse estremecer quando seu hálito roçou levemente em minha nuca.

- Você está linda. – Ele murmurou com a voz rouca, trazendo outro tremor no meu corpo e uma parada irregular no meu coração descompassado.

Eu o ouvir sorrindo — na certa percebendo as reações de meu corpo com as suas atitudes – e depois levou os seus lábios novamente aos meus, beijando-me com mais urgência e me fazendo gemer levemente quando ele puxou o meu lábio inferior em uma mordida suave.

- Acho que... Devemos ir. – Ele falou com falta de ar, quando separamos a boca e colamos as nossas testas uma na outra.

Eu assenti com dificuldade, ainda incapaz de falar. A tentativa de voltar a regular minha respiração me deixava sem fala.

Ele deu um sorriso torto e depois de dar um beijo em minha testa, se aprumou no banco, concertando-se até ficar confortável.

Eu respirei fundo e tentei voltar ao normal do que eu estava antes de ele me beijar. Coloquei a mecha de meu cabelo para trás e sentei direito no banco, ligando o carro e dando a partida.

- Então, para onde vamos? – Eu perguntei e olhei para ele.

Sua expressão me surpreendeu um pouco. Ele estava com o cenho franzido como se estivesse pensando em algo que lhe deixava ressentindo.

Rapidamente, eu soube do que se tratava. Ele devia está percebendo a diferença no barulho da picape e ligando com a habilidade do meu mais novo amigo em mexer em carros.

Aquilo trouxe a preocupação do dia seguinte novamente para minha cabeça, então para não ter que começar aquela conversa naquele instante, eu pigarreei e chamei a sua atenção.

- Edward, para onde vamos? – Perguntei um pouco mais alto, tirando-o, com certeza, de seus pensamentos frustrantes.

Ele suspirou quando ouviu minha voz e olhou para mim.

Apesar de seu momento pensativo e de sua expressão ressentida, o brilho nos seus olhos verdes ainda estavam ali quando ele os pousou em mim.

Aquilo me tranqüilizou. Odiaria saber que qualquer atitude minha tiraria a sua alegria.

- Siga reto e quando estiver para dobrar em alguma rua eu direi. – Ele falou em uma voz suave e sorriu.

Concordei com a cabeça e dei a marcha no carro, seguindo por onde ele dissera.

- Aliás... – Eu comecei a falar quando o carro começou a se movimentar mais rápido.

Eu olhei para ele de relance e dei um sorriso malicioso.

- Você também está lindo.

Ele gargalhou alto, preenchendo o vazio da cabine da picape com sua gargalhada musical e trazendo, novamente, a paz indescritível que eu sinto quando estou com ele.

Deixei Edward me guiar na direção que deveria tomar.

Entramos em algumas estradas desconhecidas para mim e depois de algum tempo tudo o que havia dos meus dois lados eram as florestas densas e verdes de Forks.

Não parecíamos está tão distantes da civilização, então eu não achei que ele fosse me levar para outro lugar secreto na mata como o dia do nosso jantar de declarações.

Isso me tranqüilizou um pouco. Eu não estava disposta a andar nas florestas de Forks uma hora dessas da manhã.

Quando ele pediu para eu parar o carro, estranhei o local da qual estávamos.

Havia verde por todo canto, excerto em uma estrutura grande e cinza a minha frente, que tinha ao seu redor as florestas quase lhe acobertando.

A estrutura do prédio era cinza e retangular. Tinha um nome estampado em seu alto, mas eu não conseguia ler direito; estava muito apagado.

Logo vi, pela a estrutura suja e de paredes descascadas, que aquilo era um prédio abandonado.

Mas, pelo o amor de Deus, por que Edward me levaria para ali?

Eu olhei para o prédio por cima do pára-brisa do meu carro e franzi o cenho, tentando entender os motivos de Edward. Quando não consegui achar nenhum, olhei para ele, confusa.

- È aqui? – Perguntei com minha voz estampando a surpresa.

Senti-me triste por um momento. Pensei que ele iria me levar até a sua casa para que, finalmente, eu conhecesse a sua mãe ou para que eu pudesse ver onde ele morava, e saber que era aqui que ele me trouxera – um prédio abandonado- me entristeceu um pouco.

- Sim.

Ele viu a decepção nos meus olhos e deu um sorriso torto.

- Não se assuste Bella. Não julgue as coisas pelo o que ver. – Ele alertou.

- Mas, o que nós viemos fazer aqui? Em um prédio abandonado?

Ele sorriu malicioso, como se soubesse de algo surpreendente que eu não sabia e piscou para mim, totalmente brincalhão.

- Siga-me e você verá.

Não me deixou falar mais nada; saiu da picape e fechou a porta.

Eu desafivelei o meu cinto com um suspiro. Edward deu a volta no carro e chegou na minha porta a tempo de abri-la para mim.

Eu desci do carro com olhando para o seu rosto sorridente e calmo, desafiadora.

Edward e suas surpresas! O que ele queria me mostrar ali?

Como estava fazendo calor, eu tirei o meu casaco e o amarrei na minha cintura. Edward fez o mesmo, fazendo com que eu suspirasse e engolisse em seco quando realmente tive a certeza da verdade do meu comentário antes de darmos a partida para cá. Ele estava incrivelmente lindo!

Usava uma calça um pouco mais apertada do que eu costumava vê-lo usando habitualmente, e ainda caída na cintura. Sua blusa azul, que antes, estava coberta pelo o casaco preto que ele agora amarrava na cintura, era de manga e aberta por botões no peitoral, deixando a sua pele lisa com pequenos cabelos, expostos. Seu braço estava descoberto e agora eu via o quanto ele era mais forte do que eu pensava.

Sacudi a cabeça, tentando não olhar para Edward e não babar quando ele estava tão envolvido em seus pensamentos, olhando pensativamente para a estrutura cinza a sua frente.

- Então, o que nós viemos fazer aqui, senhor? – Perguntei divertida, me postando ao seu lado.

Ele virou o rosto para mim e pegou minha mão, entrelaçando os nossos dedos.

- Você confia em mim? – Perguntou gentilmente, enquanto com a outra mão colocava uma mecha do meu cabelo para trás da minha orelha.

- Com a minha vida. – Sussurrei, percebendo a impossibilidade de falar mais alto quando seu rosto estava tão próximo do meu e os seus olhos verdes pareciam me hipnotizar.

Ele deu o sorriso torto que faz derreter o meu coração e depois aproximou o seu rosto de mim, beijando suavemente meus lábios e me fazendo ficar nas pontas dos pés para ter mais acesso a eles.

Eu me perguntava se algum dia eu pararia de sentir como se eu estivesse flutuando quando eu o beijava? Ou se aquele calor que passava por mim quando ele segurava minha cintura com firmeza iria se apagar? Eu esperava que não. Esses sintomas eram os sintomas que mostravam de que a cada vez mais eu estava mais e mais apaixonada por ele.

Ele riu sobre os meus lábios quando eu flexionei com mais força os meus braços em de seu pescoço, exigindo que ele viesse para mais perto de mim.

- Bella... – Ele falou sobre meus lábios. — Vamos ou então eu não consigo te mostrar o que tenho para mostrar. – Ele falou divertido.

- Não me importo de ficar o dia todo aqui em pé, lhe beijando. – Sabia que estava corando ao dizer essa frase.

Ele riu e quando passou o dedo levemente em minhas bochechas deu a confirmação de que eu realmente estava vermelha.

- Nós temos tempo. – Sussurrou, deu mais um selinho em meus lábios e se separou de mim, nos afastando um pouco.

Respirei fundo, tentando trazer o ar para os pulmões novamente e enganchei meu braço em seu braço. Só em ficar perto dele o calor parecia aumentar cada vez mais.

- Vamos? – Perguntou como se perguntasse se eu estava preparada.

- Vamos. – Dei de ombros.

Ele começou a se aproximar da estrutura cinza e abandonada e parou quando chegamos ao portão grande de grade, que nos impedia de passar. Sem tirar o seu braço do meu, ele pegou duas pequenas chaves de seu bolso.

Franzi o cenho, meio confusa.

- Como você conseguiu essas chaves? – Perguntei curiosa.

- Carlisle trabalhava como zelador aqui antes de começar a trabalhar na escola. Fecharam o local e as chaves sempre ficaram com ele. – Ele deu de ombros, pegando uma chave miúda entre os seus dedos.

- E o que é aqui? – Perguntei tentando entender o que estávamos fazendo ali.

Ele sorriu novamente como se soubesse mais do que eu e começou a abrir o portão com a chave.

- Você verá.

Edward abriu o portão e me guiou pelo o gramado verde que, provavelmente, só estava ainda vivo por causa das chuvas constantes de Forks.

Estava na cara, principalmente pelo o gramado que parecia não ser cortado á anos, que aquele prédio estava abandonado.

Senti uma pontinha de pânico quando nós chegamos á porta de entrada dupla de madeira do local.

Será que não era perigoso para nós estarmos aqui? Será que não era um local proibido?

- Edward, tem certeza de que podemos entrar? – Perguntei com a voz baixa, como se alguém que estivesse do outro lado da porta não pudesse nos ouvir.

Ele riu, achando graça de minha expressão cuidadosa e assustada.

- Pode ficar tranqüila Bella. Ninguém mais se lembra desse local. Essa área é uma área esquecida de Forks. Ninguém vem muito por aqui. – Ele deu de ombros, nem um pouco preocupado.

Suspirei pesadamente.

- Não sei como você consegue encontrar esses lugares. – Resmunguei e ele riu com meu comentário meio emburrado.

Edward pegou a outra chave que tinha em suas mãos – e essa era um pouco maior — e abriu a porta dupla de madeira.

Esta já estava bem velha e suja, como toda a estrutura do prédio estava.

Esse local me fazia lembrar as casas imensas abandonadas de filme de terror. Juro que se tivesse alguma porta parecendo da casa do Drácula, eu nem cogitaria entrar naquele local.

Não era medo, era apenas prevenção. Tudo bem! Era medo, e pelo menos saber que Edward estava do meu lado, me acalmava.

Edward olhou para mim quando abriu as duas portas, especulativo e ansioso. Ele franziu o cenho como se não estivesse gostando da minha expressão. Provavelmente eu estava com uma careta de temor.

- Tem certeza de que quer ir, Bella? – Ele confirmou.

Eu olhei para ele e depois passei os olhos por sob o ombro dele, tentando ver o lado de dentro do prédio.

Era um corredor esclarecido somente com a luz fraca que penetrava pela a porta aberta e que vinha do sol brilhante que estava fazendo em Forks. Havia algumas portas pelo o corredor e no final uma escada em formato de caracol.

Suspirei e olhei para Edward que parecia está medindo o meu humor.

Sua expressão de preocupação de que talvez eu não estivesse tão animada, fez-me decidir entrar. Ele estava tão empolgado com aquilo. Eu não queria estragar sua alegria.

- Se você quiser, nós podemos voltar. – Ele sugeriu com uma voz mais pesada e triste.

- Não. – Eu falei determinada e olhei para ele. – Eu disse que confiava em você, não foi? E além do mais, se você me trouxe aqui é porque alguma coisa especial você quer me mostrar. – Respondi e sorri, tentando fazer uma expressão confiante.

Ele sorriu torto, satisfeito, fazendo o meu coração amolecer por eu ter conseguido trazer sua expressão animada novamente.

- Então vamos. – Ele ergueu a mão e eu a segurei, entrelaçando os nossos dedos.

Ele me guiou para dentro do prédio e depois fechou a porta de madeira. Esta fez um rangido agudo, sobressaltando-me levemente. Eu via que Edward estava se divertindo com isso.

O corredor, quando Edward fechou a porta, ficou um pouco mais escuro. Embora estivesse com toda aquela escuridão, Edward parecia saber o que estava fazendo quando começou a me levar em direção á escada.

- È lá em cima? – Eu perguntei quando começamos a subir.

- È sim. Isso aqui é só a entrada. – Ele explicou. — O que me interessa para lhe mostrar é o que tem lá em cima.

Quando subimos as escadas e chegamos ao andar de cima, demos com outro corredor um pouco mais longo que o debaixo, com postas dos dois lados das paredes.

Edward começou a andar por ele e parou no final do corredor, de frente para uma porta branca e grande.

Franzi o cenho e olhei para a porta.

Não era tão suja como todas as portas do local. Parecia que tinha sido limpa não há muito tempo.

Edward sorriu com os olhos ainda mais brilhantes e soltou a minha mão, colocando-a no trinco da porta.

- Bella, eu quero que você conheça o meu mundo. – Ele anunciou antes de girar o trinco e o olhei confusa.

Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele abriu a imensa porta branca. Meus olhos foram do rosto dele para o que havia lá dentro.

Era uma sala enorme, espaçosa e plana. O chão de madeira, as traves encostadas nas paredes perfeitamente brancas e limpas demonstravam que, no passado, aquilo fora uma sala de balé. Em um canto, perto de uma das janelas imensas que refletia os raios solares, havia um colchão de solteiro, um violão velho e um pequeno micro system.

Sem saber o que falar, eu olhei para Edward assustada e confusa e depois para o local novamente, entrando quase sem querer no piso de madeira.

Dei-me conta que meus olhos pareciam está brilhando. Eu não sabia o que era, mas aquela sala me parecia especial. Não era como os corredores sujos, sombrios e escuros do lado de fora; aquela sala era limpa e arejada.

Havia alguma coisa que estava chamando a minha atenção ali, tornando aquele local mais especial. Era como se aquela sala estivesse me transportando para outro mundo, outro mundo fora da realidade que eu estava vivendo com Edward. De súbito, eu reconheci o que estava me encantado naquela sala; ela parecia com o meu... Antigo estúdio de pintura.

Arfei com o pensamento, sentindo a falta das coisas que eu tinha de melhor antes de vim para cá. Porém, agora vendo aquela sala, parecia que tudo estava se encaixando no lugar. Era como se eu estivesse no meu antigo estúdio, enchendo as telas brancas com linhas que só poderia definir o que era.

- Você gostou? – Edward perguntou em um sussurro baixo atrás de mim.

Não fui capaz de responder, fiquei apenas observando a sala enorme com paredes límpidas e brancas na minha frente o e quanto o sol que brilhava do lado de fora, me transportava de alguma forma para minha antiga casa, para o meu antigo estúdio.

- Edward, o que...? – Fui incapaz de terminar a pergunta.

Eu senti ele se aproximando de mim.

- Isso foi um antigo estúdio de balé. – Ele começou com a voz suave. — Você pode ver pelas as traves. Eu encontrei esse local quando eu achei as chaves nas coisas de Carlisle. Ele me disse de onde era e vi ver do que se tratava. Desde então, isso aqui se tornou o meu refúgio para quando eu queria ficar só. Quando eu cheguei aqui, o piso de madeira não estava danificado e a paisagem da janela, foi o que mais me fez deslumbrar.

Ele suspirou, enquanto os meus olhos se fixavam na paisagem que ele falava; podíamos ver o verde das florestas de Forks. Ali era mais alto do que eu pensava.

- Quando você me disse que estava sentindo falta de seu antigo estúdio e também de um local para pintar o que quiser e o que bem entendesse, sem ter que precisar ficar diante dos olhos dos seus pais, eu comecei a reformar o local para você... Pintei as paredes de branco para que você tivesse espaço suficiente para os seus desenhos. – A frase dele me fez olhar para ele, engolindo em seco.

- Você pintou as paredes para mim? – Perguntei com um nó agudo em minha garganta.

- Sim. – Ele contorceu a face em uma linda careta de diversão. – As paredes estavam sujas. Não tinha como você pintar nelas se elas estivessem assim. – Deu de ombros.

- Pin... Pintar nelas? – Perguntei feito uma idiota, tentando ser coerente.

- Sim, Bella. Eu quis tornar isso aqui um local particular para você. Onde você pudesse pintar o que quisesse e o que bem entendesse.

Ele deu de ombros e passou os olhos pela a sala, como se conferisse o tamanho dela.

- Tenho certeza que espaço é o que não faltar aqui para você pintar. Além de que, será muito bom dormir de vez em quando aqui, olhando para os seus desenhos. – Ele sorriu, animado.

Eu arfei novamente com as suas palavras e percebi assustada, que o meu rosto estava molhado.

Como se fosse para conferir, levei a minha mãe até minha face e limpei a pequena lágrima que rolava pela minha bochecha.

Edward sorriu quando viu minha atitude e se aproximou de mim, limpando com delicadeza as outras lágrimas que caiam. Depois levou seus lábios até minha bochecha, depositando um beijo doce nela.

- Não chore, minha Bella. — Ele balbuciou quando colocou minha cabeça em seu peitoral. – Eu sei que talvez isso não seja o melhor que você merecia, mas...

- Não. – Minha voz saiu embargada e fraca, por causa do choro sentimental, quando eu tentei interromper a sua fala. – Na verdade, eu estou chorando porque você trouxe um local que gostava da minha antiga vida para essa vida. Eu... Eu achei que ia ter que parar de desenhar.

Eu o ouvi dando um sorriso leve.

- Eu não acho justo. Você tem tanto talento Bella. – Elogiou com ardor. — Sei que você pode fazer coisas incríveis. E por mais que seja mínimas, eu te dando espaçosas paredes brancas, talvez possa fazer você prosseguir nesse sonho que tanto almeja. Você não tem que parar de desenhar, Bella. È o seu dom. ninguém deve parar de fazer o que gosta de fazer, por mais que seja difícil.

Ele segurou os meus ombros e me afastou um pouco tentando ver os meus olhos. Os seus, como sempre, estavam carinhosos.

- Então não chore, meu amor. Eu reformei e limpei esse local para que de alguma forma você possa se sentir em casa, se sentir próxima a sua antiga vida quando estiver fazendo algo que ama. – Sorriu.

Eu funguei, tentando parar o choro e depois olhei para ele.

- Vo... Você é tão perfeito...

E o abracei de novo, agarrando-me a sua cintura de uma maneira que nunca e nem ninguém fosse capaz de me separar dele.

Ele sorriu com a minha atitude e me circundou pela a cintura. Ficamos assim por algum tempo. Somente sentindo calor um do outro, a respiração calma que saia de nós dois, até que eu conseguisse me acalmar e ele falasse:

- Não quer conferir o seu estúdio? – Perguntou divertido.

Eu suspirei, tentando conter o choro infantil e me afastei dele, limpando com as costas da minha mão as lágrimas secas na minha bochecha.

Eu olhei em volta novamente, um pouco mais calma.

Era tudo tão limpo e tão claro.

O que mais me emocionava, era que cada canto dali, me fazia lembrar quando eu pintava em minha antiga casa.

Eu não estava chorando, nesse momento, por ter perdido isso ou qualquer outra coisa – Edward tampava qualquer vazio que fosse relacionado a isso. O fato de eu está chorando era por eu poder também ter aquilo nesse mundo. E melhor ainda, um local que só pertenceria a mim e a Edward.

Um lugar mágico e especial para nós dois.

Além de que, as pinturas que eu sempre queria fazer de nós dois e não podia fazer em casa por medo de que o meu pai e a minha mãe vissem, poderiam ser expostas ali sem qualquer temor. Seria exposto apenas para nós dois e para o sentimento excepcional e incompreensivelmente grande que sentíamos um pelo o outro.

- Obrigada, Edward. – Murmurei me voltando para ele. – Você não sabe como me faz feliz.

- È tudo o que eu quero, Bella. Ver você feliz.

Sorrir para ele, vendo que aquele ser perfeito – tanto por dentro, tanto por fora – era o meu namorado.

Sim, ele é que era demais para mim e sempre seria. Perto de Edward não havia um ser humano que fosse tão especial quanto ele.

Depois de um suspiro longo e de ver que eu já estava calma, pude perceber as coisas de Edward encostadas no canto.

Eu olhei de relance para ele e depois para as suas coisas.

- Aquilo são suas coisas? – Perguntei.

- È... Quando eu gosto de ficar sozinho eu venho para aqui. È aqui que eu gosto de compor. – Deu de ombros, como aquilo não fosse importante para o momento.

Entretanto, isso era muito importante para mim. Ele, finalmente, estava me deixando entrar em um pedacinho de seu mundo, revelando algumas coisas sobre si para mim.

Coisas que só o tornavam ainda melhor.

Sem hesitar, eu comecei a andar em direção do colchão, violão e micro system.

Quando cheguei ás coisas dele, peguei o violão marrom velho, que tinha algumas cordas um pouco antigas e olhei para Edward. Ele deu um sorriso envergonhado, como se estivesse se desculpasse de alguma coisa.

- Ele é meio velho. – Deu um sorriso doloroso. – Não está nas melhores condições, mas ainda me ajuda quando eu quero fazer algum tipo de melodia.

Senti o coração apertado com sua careta ao falar aquilo.

Assim como eu, Edward também tinha algo especial de que gostava de fazer, algo que com certeza ele deveria sonhar.

Eu, ao contrario dele que sempre tinha coisas para preencher o vazio que esse mundo ás vezes refletia em meu sonho, estava de mãos vazias para lhe dar alguma coisa que ele queria, quando ele, já se esforçava tanto para me manter feliz naquela minha nova vida.

- Foi aqui que você fez a melodia da minha canção de ninar? – Perguntei, indicando o violão com um sorriso.

Ele assentiu deliberadamente.

- No primeiro dia em que vi você. – Declarou.

Eu mordi os lábios e ergui o violão para ele, dando um sorriso no rosto.

- Toca? – Pedi.

Ele sorriu e assentiu com a expressão satisfeita.

Edward pegou o violão da minha mão e me levando junto, se sentou na ponta do colchão, acomodando o violão na perna.

Ele olhou para mim por alguns segundos e depois voltou a atenção para o violão. Colocou os dedos nas cordas, preparando-se para começar a melodia.

As primeiras notas vieram com fluidez e docilidade. Edward tocou exatamente a melodia da minha música de ninar que eu lembrava ter o ouvido tocar em todas as noites em que ele estivera comigo.

No violão, a música, parecia ser ainda mais doce.

Seus dedos dedilhando as cordas do violão se encaixavam perfeitamente na melodia da música que ele conseguia produzir, fazendo ecoar em cada espaço daquele cômodo a perfeição das notas combinadas.

Eu fechei os olhos e encostei a minha cabeça em seu ombro, deixando com que a música penetrasse em meu ouvido.

Mesmo quando ele terminou a melodia com uma longa nota aguda, eu fui incapaz de abrir os olhos, sentindo que a música ainda flutuava sobre nós, tocando o espaço da bolha nos encobria naquele lugar.

- Obrigada. – Sussurrei, não querendo desfazer o silêncio que se fez. – Ela é realmente linda.

- Mais do que você merecia, impossível. – Ele balbuciou, dando um beijo no topo do meu cabelo.

Senti-me corar com a sua frase e ainda com a cabeça em seu ombro, dei um sorriso torto.

Ele sempre arrumava um jeito de me fazer amá-lo ainda mais.

Eu olhei para o lado e vi o seu micro system.

- E esse micro system? – Perguntei curiosa.

- Ah, você sabe que eu gosto de dançar alguns raps lentos. – Ele deu de ombros, sorrindo encabulado. – Um amigo me deu esse microsystems quebrado quando eu ainda era amigo de Jacob. Eu pedi para ele concertar. Tem um cd ai que provavelmente já está arranhando de tanto eu escutar. – Ele deu de ombros.

Eu queria me interessar mais pelo o que ele fazia. Não era vontade, era necessidade.

Edward me fazia tão feliz que eu queria poder fazer-lo também, nem que fosse fazendo as coisas que ele fazia.

Tendo esse pensamento, eu me estiquei no colchão e apertei, no microsystems, o botão que dizia “play”.

- Vamos ver a música que você ouvia. – Eu disse enquanto o CD começava a rodar.

Uma música lenta – que definitivamente não parecia rap — desconhecida começou a tocar, fazendo-me perceber que pela a melodia e a letra calma e era uma música bonita.

Eu olhei para Edward e ele parecia meio envergonhado, como se o que ele gostasse de fazer não chegasse aos pés do eu fazia.

Eu não queria que ele se sentisse assim. Tudo o que ele fazia era importante para mim.

Então, querendo diverti-lo e agradecer o que ele tinha feito por mim hoje, levantei-me em um pulo e estiquei a mão, pedido a dele.

- O que... Você... Ta tentando fazer, Bella? – Ele perguntou confuso, duvidoso em segurar minha mão.

- Vamos. Acho que esse tipo de música pode ser dançado por dois, certo? Mostre-me o seu outro dom Edward. Além de ser encantador e lindo. – Eu sorri.

- Eu não sei se... – Ele fez uma careta, ainda mais envergonhado.

- Edward, por favor...

Olhei para ele suplicante, sacudido a minha mão para que ele pegasse e se levantasse.

Ele franziu o cenho, olhou para a minha mão esticada e suspirou derrotado quando pôs a palma na minha e se levantou.

Edward respirou fundo e entrelaçou os seus dedos no meu enquanto me encarava com os seus olhos verdes e puxava para mais perto dele.

Quando nossos corpos se colaram, ele levou sua outra mão livre até a minha cintura e apertou-me contra si, começando a dar passos lentos de um lado para o outro.

Eu não sabia se realmente era aquele tipo de dança a certa para aquilo, mas eu não me importava com mais nada agora. Tudo o que eu via e sentia era o rosto e o corpo de Edward tão colado junto ao meu.

Depois de algum tempo de dar passos de um lado para o outro, ele desceu os seus lábios até o meu pescoço, depositando beijos calorosos na pele sensível, antes de circundar a minha cintura com o seu outro braço e me apertar mais, levantando-me do chão e deixando meus pés no ar.

Ele segurou forte a minha cintura e me levantou no ar, dando um sorriso branco e brilhante quando me segurou no alto e me girou levemente.

Depois ele me desceu, suavemente e vagarosamente, fazendo o meu corpo se arrastar pelo o dele e o meu coração batucar no peito feito um louco.

Edward me girou, colocando-me de costas para ele e me abraçou por trás. Estremeci quando ele colocou a cabeça no vão do meu pescoço e respirou fundo, fazendo seu hálito chegar a minha pele.

- Eu não consigo me concentrar em dançar direito quando estamos tão próximos assim... – Sussurrou com a voz rouca.

Dei um sorriso torto, fechando os olhos, divertindo-me com a vulnerabilidade que eu podia lhe causar.

— Você é tão linda, Bella. – Ele balbuciou e beijou meu pescoço.

Edward desceu as suas mãos, suavemente, pelo o meu braço, deixando o rastro do calor por eles enquanto passava.

Nós ainda continuávamos a dar passos hesitantes de um lado para o outro com ele abraçado a minhas costas.

Edward inspirou no meu cabelo e depois soltou uma lufada de ar, fazendo-me tremer ainda mais. Depositou mais alguns beijos em minha clavícula e tirou suspiros desejosos de minha boca.

Eu sentia que agora tudo realmente estava quente. Eu estava me sentindo pegar fogo internamente, quando Edward deslizou sua mão pela a minha barriga e me puxou mais para si.

Foi então, por essa atitude e pelo o desejo que já não conseguia segurar por ele, que eu me dei conta de que estávamos sozinhos ali e que além de tudo, estávamos trancados em nosso mundo, em nosso próprio e único lugar de amor.

Não podia deixar de pensar na possibilidade de que, talvez, aquele lugar fosse mais especial do que qualquer outro para que Edward não resistisse ao nosso contato físico.

Com o pensamento e sentindo meu coração dar galopes esperançosos, eu me virei de frente para ele, consciente de suas mãos possessivas em minhas costas.

Edward me olhou um pouco confuso quando eu passei apressada, os meus braços pelo o seu pescoço e juntei as nossas bocas com urgência. Um gemido leve saiu de sua boca quando nossas línguas se entrelaçaram em um beijo intenso.

Tudo ficou ainda mais impossível de me segurar quando ele entrelaçou seus dedos em meu cabelo, exigindo que nossas bocas ficassem ainda mais unidas.

Iria ser tão fácil assim conseguir o que eu queria? Um frio em minha barriga, contrastando com o calor que eu sentia agora, percorreu o meu estômago quando eu pensei que a resposta a esta pergunta talvez fosse um sim.

Com a esperança de que ele me tocasse como eu queria, eu levei a minha mão que não estava em seu cabelo acobreado, para sua camisa de botão.

Foi difícil fazer aquilo com a habilidade dos dedos de uma só mão, mas consegui desabotoar de maneira desastrosa alguns botões.

Eu sentia que a qualquer momento meus joelhos cederiam por estar tão fracos quando Edward deu uma mordida leve em meus lábios.

Porém, essa aceitabilidade dele durou pouco. Ele rapidamente percebeu o que eu estava fazendo em sua camisa, e segurou o meu pulso com uma de suas mãos.

- Bella... – Ele sussurrou contrafeito, separando nossas bocas e respirando rápido. – O que... O que está fazendo?

Ele tinha um olhar atormentado na face.

Eu respirei fundo, procurando manter um pouco o ar que entrava em meus pulmões, estável, para dar meus argumentos para ele.

- Edward, eu quero isso. – Eu falei determinada e olhei em seus olhos verdes, me perdendo no mar de bondade que eles refletiam. – Eu quero tanto isso que dói em meu coração. – Minha voz se quebrou no meio da frase.

- Bella, não agora. Nosso relacionamento ainda é novo e eu... Eu não sei, Bella, eu não... – Ele se embolou nas palavras.

- Edward...

Eu levei minha mão até a sua face, segurando o seu rosto. Seus olhos estavam inseguros.

- Eu te amo. – Declarei. — E quero isso com você. Você disse que eu tinha que esperar um momento especial, e não vejo momento mais especial do que esse, Edward. Eu quero aproveitar meus momentos com você, porque o nosso mundo é tão inconstante que eu tenho medo de te perder e não ter... – Minha voz falhou. – Aproveitado isso com alguém que eu realmente gosto. Que eu realmente amo.

Ele abaixou a cabeça sobre minhas mãos.

- Você só tem dezessete anos, Bella. Isso não é certo. – Ele falou em voz baixa.

- Quantas coisas ao nosso redor não é certa e ninguém se importa? – Perguntei retórica e suspirei – Edward, se é a idade que lhe preocupa, eu vou fazer dezoito anos daqui alguns meses. Não precisa ter essa preocupação.

- Bella, eu... – Ele tentou argumentar, mas eu coloquei meu dedo em seus lábios.

Fechei os olhos, procurando ser mais persuasiva e mordi os lábios.

— Eu te amo... – Minha voz saiu intensa. – Eu te amo e isso é o que importa para mim no momento. Dê-me o que eu quero Edward. Nada mais no mundo vai me fazer feliz do que ser completamente sua. Será que entende?

Ele franziu os cenhos com o olhar preocupado e eu olhei para ele, pedido que ele me entendesse. Pedido que ele entendesse os motivos de eu estar sendo tão apressada e tão persuasiva naquele assunto.

Eu tinha tanto medo de perdê-lo. Nossos futuros eram tão invisíveis para nós dois.

Tudo a nossa volta estava contra o nosso relacionamento, e eu tinha pavor em pensar em me separar de Edward.

Tinha mais pavor ainda de não fazer aquilo com a pessoa que eu descobria mais amar como meu.

Eu queria senti-lo perto de mim, eu queria sentir que o nosso sentimento podia ser mais forte do que qualquer violência, egoísmo, mesquinharia e qualquer coisa que não fosse puro como o sentimento que nós estávamos sentindo naquele momento.

Eu tinha apenas dezessete anos, mas a certeza de que nunca encontraria alguém que eu amasse tanto como eu o amava era cada vez mais certa para mim.

Eu amava tanto Edward que meu coração doía com volume que esse sentimento produzia dentro dele.

Era incompressível, eu sei, porém eram essas as minhas emoções e eu não podia controlá-las.

Quando eu percebi, uma lágrima pesada já caia dos meus olhos enquanto eu olhava para Edward suplicante em meu pedido.

Ele fechou os punhos em minhas costas, e eu sabia que ele estava tendo uma briga interior sobre qual decisão tomar.

Eu sabia o motivo da hesitação dele. Ele só não queria me machucar, ele só não queria machucar os meus sentimentos ou nos tornar ainda mais conectados quando o nosso amor era tão errado para os outros. Ele só queria tornar as coisas melhores para mim.

Eu o amava ainda mais por causa de todos esses motivos. No entanto, não havia mais nada, no momento, que eu quisesse que não fosse ele.

- Edward, você é o amor da minha vida. Para mim basta saber disso. – Eu declarei, tentando ver em seus olhos verdes que decisão ele tomaria.

Então, eu não sei o que o convenceu, se foi a lágrima precipitada em meu rosto ou as minhas últimas palavras, mas com um gemido derrotado que saiu do fundo de sua garganta, Edward puxou a minha cabeça e encontrou os nossos lábios urgentes.

Sua mão veio para as minhas costas, apertando-a contra o seu corpo.

Sabendo que aquilo poderia ser um sim para que seguíssemos adiante, minhas mãos trêmulas foram novamente para a sua camisa, começando a desabotoá-la de onde eu havia parado.

Eu podia sentir o meu corpo cada vez mais pedido pelo dele e o meu coração batendo frenético em meu peito, prestes a explodir em qualquer momento.

Eu podia sentir, principalmente, a sensação de que eu precisava sentir ele para me sentir segura, tranqüila.

A noite e o dia estavam se encontrando novamente. Edward estava me iluminando com a sua luz intensa e brilhante de uma forma que jamais nenhum sol natural poderia fazê-lo.

Nossos beijos e nossos toques eram um dia ensolarado se encontrando com uma noite escura e vertiginosa que pedia desesperadamente pelo o brilho do dia. Esse brilho para minha vida era Edward, e sempre seria.

Minhas mãos terminaram de tirar os botões de sua camisa e eu a empurrei pelos os seus braços, jogando-a no chão.

Sentir o seu peito nu trouxe mais um turbilhão de sentimentos para o meu corpo, um turbilhão de anseios por ele.

Edward não hesitou mais em continuar em frente. Ele afastou um pouco as nossas bocas e colou a sua testa na minha. Olhando-me de maneira intensa, ele começou a desabotoar a minha blusa xadrez enquanto respirávamos em um passo descompassado, tentando retomar o fôlego para os nossos pulmões.

Quando ele terminou de desabotoar a minha blusa e a tirou, passando suas mãos pelo o meu braço exatamente como eu fiz, eu tive a certeza de que ele não iria mais desisti. Que nós iríamos seguir em frente e que Edward me faria pertencer a ele de uma maneira que eu não pertenceria a mais ninguém.

Isso era tudo o que eu queria. Tornar a nossa ligação mais forte, tornar o meu amor por ele ainda maior. Eu sabia que com o sentimento tão intenso que estávamos sentindo, em uma hora de dificuldades, ninguém mais iria consegui nos separar.

Naquele momento, em que Edward aceitou seguir em frente, eu tive a certeza de que eu poderia explodir a qualquer hora. Só o pensamento de tê-lo em meus braços como meu, fazia com que eu fosse com mais pressa em minhas atitudes.

Eu sabia que não precisaria ter medo quando o momento principal daquilo chegasse; Edward faria de tudo para aquilo saísse da melhor maneira do que qualquer garota poderia imaginar ou poderia querer.

Ele me beijou de novo. Mais ansioso e mais ardente em querer manter os seus lábios nos meus.

Sem desgrudar as nossas bocas, ele circundou a minha cintura agora sem blusa — o toque de sua pele na minha, trouxe um choque de sensações desconhecidas por todo o meu corpo – e me levantou do chão. Passei os meus braços em seu pescoço, entrelaçando os meus dedos em seu cabelo e arfando com as mordidas inconstantes que ele dava em meus lábios.

Ele me colocou no colchão com delicadeza, deitando-se em cima de mim com cuidado para que eu não tivesse que agüentar o seu peso.

Seus lábios saíram da minha boca e seguiram pelo o meu rosto, indo até o lóbulo da minha orelha, onde ele respirou e deu uma leve mordida.

Eu respirei forte, cravando as minhas unhas em suas costas desnudas.

Edward voltou pelo o meu rosto, trançando com os seus lábios caminhos calorosos até o meu queixo, onde ele deu outra leve mordida. Arfei novamente e afundei ainda mais as minhas mãos em seu cabelo acobreado.

Como se eu não acreditasse que poderia haver uma forma de me acender ainda mais, eu arfei mais alto quando Edward levou os seus lábios ao meu busto coberto pelo o sutiã. Engoli em seco e fechei os olhos com força quando senti seus dedos frios abrindo o feixe de minha parte de cima e a tirando do meu corpo.

Embora eu sentisse toda a minha face pegando fogo — não só minha face, mas todo o meu corpo – eu podia sentir a vontade crescente dentro de mim que pedia cada vez mais desesperada por ele, por sentir as suas mãos em mim, transformando-me como sua para o resto de nossas vidas.

Um gemido intenso saiu dos meus lábios quando Edward mexeu em meus seios sem temor, mas ainda hesitante em ser grosseiro comigo.

Mordi os lábios e fechei o punho com tanta força sobre o lençol da cama, que pensei que eu até poderia ter rasgado.

Edward, com os lábios, fez uma trilha pela a minha barriga, mordiscando e inspirando cada parte da minha pele, fazendo-me perceber que já nem me encontrava naquele mundo.

Encontrava-me em um mundo que só existia ele em minha vida.

Em um mundo que só existia seu corpo suave sobre o meu, seus lábios intensos se pressionando contra a minha pele desejosa e a sua voz rouca pronunciando o meu nome da maneira mais sexy que eu poderia ouvir.

Enquanto seus lábios passeavam por mim, por cada estrutura do meu corpo, levando-me a lugares dentro de mim que eu nunca seria capaz de ir, o fluxo de emoções que me dominavam crescia em uma escala muito maior do que poderia ser possível a um ser humano.

Havia como? Havia como eu amá-lo de forma tão insana e tão intensa, da maneira que estava amando, só naqueles breves meses que passamos juntos?

Eu pensei que eu me conhecia completamente antes de vim para cá, mas novamente eu estava errada.

Eu estava errada sobre tudo.

Só Edward fora capaz de me fazer conhecer a mim mesma.

Só ele fora capaz de tirar do fundo do meu peito todos os sentimentos que eu sentia por ele naquele breve tempo que nós nos conhecíamos.

A forma que eu o amava – de maneira tão desesperada como eu me sentia – era provada por cada sensação nova que Edward me fazia sentir quando estava me tocando daquela maneira.

Daquela maneira intima que ninguém mais faria. Porque nós pertencíamos um ao outro, e parecia tão errado que não fosse dessa forma em um futuro.

Quando ele voltou para cima de mim, seus lábios ansiosos foram para os meus novamente.

Ele me rolou na cama, puxando-me para cima dele, demonstrando com aquele ato que ele queria dar uma chance para mim de também tocá-lo como ele fizera a pouco em meu corpo.

Eu não sabia bem o que fazer, — apesar do desejo, a timidez sempre estaria ali – mas, eu tentei deixar que os instintos que gritavam dentro de mim, me guiassem.

Seguindo a linha do pensamento em apenas querer satisfazer Edward, eu mordi os seus lábios com desejo, ouvindo-o gemer sobre os meus. Depois levei minha boca para o seu queixo e mordi com força.

Não pude resistir em descer meu rosto para sua clavícula, onde pude sentir todo o cheiro inebriante de seu corpo, ativando ainda mais as forças que me puxavam cada vez mais para ele, que me fazia ficar cada vez mais apaixonada por ele.

Beijei também a sua barriga e a sua pele no baixo ventre, interagindo também com as minhas mãos que não paravam de apertar o seu corpo, querendo sentir a todo o momento que ele estava ali.

Com a mordida que eu dei na parte de sua barriga, quase chegando á bainha de sua calça, Edward, com um rugido agudo, fechou os punhos com força no lençol.

Engoli em seco e abaixei o zíper de sua calça. Voltando-me para cima dele, ele me ajudou a tirar a sua calça e logo depois a minha.

Nós rolamos no colchão, nos enroscando cada vez mais um no outro enquanto gemidos constantes saiam de nossas bocas e nossas vozes se confundiam quando cada um dizia o nome do outro.

Não agüentando mais sequer um minuto da forças das células que pediam por ele, eu prendi Edward em cima de mim, abraçando-o com os meus braços fracos, que naquele momento de necessidade pareciam fortes o bastante para mantê-lo ali.

Foram alguns segundos para Edward pegar uma camisinha no bolso de sua calça, tirar a sua cueca, pôr a camisinha e depois, com pressa, retirar a minha parte de baixo.

Enquanto ele fazia aquilo, eu pensei que teria um colapso a qualquer hora, porém agüentei.

Eram emoções profundas demais para mim, desejos ardentes demais que pareciam queimar cada parte do meu interior. Eu era tão inexperiente que todos esses sentimentos de tamanha proporcionalidade se tornavam demasiado demais para mim.

Porém, um demasiado que eu faria questão de agüentar.

Eu nunca na minha vida sentir algo mais forte ou intenso como aquilo. Não poderia existir um motivo maior do aquele para que eu acreditasse que Edward e eu fomos feitos um para o outro. Além de sermos compatíveis em nossos desejos, éramos também compatíveis fisicamente.

De certa forma, isso me tranqüilizou para o momento que se seguiria.

Edward se pôs entre as minhas pernas quando eu comecei a respirar mais rapidamente, um pouco nervosa com a emoção que poderia sentir naquele momento.

Fechei os olhos com força e cavei as minhas unhas em suas costas, esperando o impacto dos sentimentos que viriam para cima de mim.

- Bella. – Eu ouvi a voz suave dele, uma luz no fim do túnel, a voz da minha vida da qual nunca queria deixar de escutar. – Eu te amo, meu amor. Não vou te machucar. Nunca – Ele prometeu intensamente na minha orelha.

Eu abrir os olhos, dando com as suas esmeraldas verdes que me olhavam com adoração.

Sem consegui responder á profundidade daquele olhar, eu apenas assenti e mordi os lábios.

- Eu também te amo, Edward. È você quem eu quero, para sempre.

Embora minha voz estivesse rouca e baixa, não deixou de descrever a venerabilidade daquela frase.

Edward rugiu com as minhas palavras e apertou mais as suas mãos fortes em volta da minha cintura, me erguendo mais para ele.

Contorci-me em seus braços quando seu movimento constante começou. Fechei os olhos com força, pedido para ser capaz de controlar as emoções que explodiam dentro de mim de maneira violenta.

Seus lábios vieram apressados para os meus, enquanto ele continuava a se mover em cima de mim de maneira devagar, tornando tudo menos doloroso para mim.

Eu gemi seu nome quando ele prendeu entre os seus dentes o meu lábio inferior e sua cintura se combinava perfeitamente com a minha.

De repente, tudo estava brilhante e bonito demais para mim.

Apesar da escuridão que tomava os meus olhos fechados, eu podia sentir Edward se afundando cada vez mais em mim. Eu podia senti-lo adentrando cada vez mais em meu corpo, fazendo-me pertencer a ele como ninguém um dia pôde ou poderá me fazer pertencer da maneira suave e intensa que ele estava fazendo.

Meus lábios pronunciavam o seu nome sem que eu pedisse, sem que eu resistisse ao grau de desejo que passava pelo o meu corpo. Minhas mãos se cravavam em suas costas com toda a força que aquilo me fazia ter.

Então, como se tudo não pudesse ficar mais desejável e mais perfeito que aquilo, em um súbito e rápido movimento de Edward, eu senti meu corpo estremecer como se tivesse levado um choque de voltz mais pesados do que qualquer coisa. Meu coração parou por um átimo de segundos e voltou dando golpes violentos em meu peito.

Na minha cabeça, na minha mente tudo estava branco.

Tudo o que eu conseguia sentir era a força do ápice de nossas paixões que se completava naquele segundo. Nada mais era palpável ou sentindo por mim que não fosse somente o corpo de Edward dentro do meu.

Um grito alto saiu dos meus lábios quando, com uma leve dor na minha feminilidade, outra carga elétrica passou por todo o meu corpo, fazendo-me arquear a minha cintura para cima, para mais perto de Edward.

Quando a imobilidade que aquela carga me fez ficar acabou, eu deixei o meu corpo cair novamente no colchão.

Eu sentia tudo em volta de mim, todos os meus membros leves como uma pena, relaxados como nunca estiveram na vida.

Mordi os lábios e senti quando Edward encostou o seu corpo suavemente sobre o meu, parando os movimentos. Nossas respirações se acompanhavam em uma sincronia perfeita de descompasso.

Eu sabia que agora eu pertencia a ele, da maneira que eu queria.

Eu sabia que agora nós estávamos mais ligados do que nunca.

Eu era dele e era meu.

Um sorriso torto e satisfeito saiu dos meus lábios quando eu tive o pensamento ainda com os olhos fechados.

Tinha perdido a minha virgindade, tinha feito aquilo pela a primeira vez, com a pessoa mais preciosa que eu poderia esperar.

Edward Cullen. O garoto que estava me fazendo ofegar até agora.

Abrir os meus olhos, enquanto sentia minha respiração ainda escassa.

Seu rosto estava perto do meu, olhando-me curioso e refletindo em seus olhos exatamente tudo o que eu estava sentindo.

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- Obrigada... – Consegui balbuciar sobre os arquejos de ar que saiam dos meus lábios. – Agora eu sou a mulher mais feliz do mundo.

Ele sorriu energético e afagou a minha face com delicadeza. Eu finalmente fui capaz de descavar as minhas unhas de suas costas para afagar também o seu lindo rosto.

Eu sabia que depois daquela tarde, eu e Edward precisávamos um do outro mais do que qualquer outra pessoa em nossas vidas.

Éramos um quebra cabeça de apenas duas peças, que nunca se encaixariam em mais nenhuma se não estivessem juntas.

Agora eu sabia que só me sentiria inteira se tivesse Edward comigo.

Ele, quando me fez pertencer a ele, se tornou uma parte extensa e enorme do meu corpo e do meu coração.

Eu só estaria completa, se ele estivesse comigo, encaixando-se perfeitamente a mim.

Era dessa forma que tinha quer, e era dessa forma que sempre seria.

Eu o amava, eu o amava com toda a minha vida e tinha a plena e a mais completa certeza disso.

Eu amava Edward Cullen como nunca, jamais amei ou poderia amar alguém em minha vida.

Então, agora, ninguém poderia ou conseguiria me afastar dele. Eu faria qualquer coisa, qualquer loucura para continuar sempre em seus braços para todo o sempre de nossas vidas.

Notas finais
Ufaaa! Foi baita difícil escrever esse momento deles. Eu não queria escrever nada vulgar em sem emoção.

Afinal, a história dos dois, o amor dos dois é bem doce né? Eu não queria quebrar isso com a primeira vez deles parecendo um filme de striptease ¬¬'

Bom, espero que vocês tenham gostado e eu tenho colocado de maneira certa os sentimentos da Bella. Eu não sou muito boa para escrever essas coisas, mas espero que tenham atingido as expectativas de vocês. Afinal, eu sou uma mera amadora da escrita...

Outra coisa, quem gostou ai da surpresa que Edward deu para Bella? Fofo, não? *---* Ele não estava no capítulo anterior, mas voltou nesse com força total. Literalmente. kkkkk

Bom, vou parar de tagarelar e esperar que vocês comentem, dizendo o que acharam do capítulo.

Beeeijos ;*

Ah sim! Próximo capítulo vai ter ma história bem mais completa do Edward contada por ele. Não deixem de ler não. :D