Notas iniciais
Bom feriado a todas! o/ muito obrigado por cada comentario, to indo lá responder vocês! aproveitem esse capitulo >< boa leitura ♥

Aprendendo a Amar

Capítulo 34

Washington, Maio, 2016

Bella.

—Jane, você não vai cancelar o casamento. – falei seria.

—Belinha, meu amor, acho que é o melhor. – ela disse cansada.

—Isso é por causa dos seus pais, ou por causa do meu julgamento? – quis saber.

—Seu caso não é exatamente um julgamento. – eu poderia imaginá-la revirando os olhos.

—É claro que é um julgamento; tem testemunhas, um juiz e eu tenho dois advogados.

—Ok senhora super-criminosa. – ela debochou.

—Voltando ao assunto; você não tem que cancelar o casamento!

—Todo mundo sabe da minha família criminosa Bella, não quero toda essa gente cochichando no meu casamento, que meus pais não estão lá por que minha mãe está presa, e meu pai é um foragido da justiça.

—Então desconvide essa gente! – minha ideia era brilhante.

—A maioria dessa gente é convidada da família do Tyler. Que está 'bancando'' o casamento, não posso 'desconvidá-los''.

—Mas cancelar o casamento? Achei que você e Tyler quisessem, e para ser sincera, está muito em cima para um cancelamento.

—Não sei se posso lidar com isso Bella.- ela sussurrou. Eu queria entrar pelo celular e abraçar minha amiga.

—É claro que pode! Você é Jane Volturi! Pode lidar com qualquer coisa! E eu vou estar, e até mesmo Heidi certo?

—Sim, se ela continuar indo bem, o medico irá libera-la para o dia.

—Então Jane, tudo vai ficar bem! Apenas se divirta no dia, e que se foda as pessoas e o que elas acham da sua família criminosa.

Jane riu.

—Você é ótima Swan.

—Eu sei. Quando você vem aqui em casa?

—Amanhã? Você tem consulta, certo?

—Sim, saberemos o sexo do bebê. –falei animada. –Mas Charlie vem jantar aqui, chega amanha cedo e passará o fim de semana na casa de Jasper, e mamãe aqui. Acho que só te verei na próxima semana.

—Não tem problema eu vou estar correndo então com os últimos detalhes para o casamento. – sua voz estava animada de novo.

—É assim que se fala noiva! – brinquei. Ouvi a porta bater e Toddy latir.-Tenho que ir, Nessie chegou. Beijinhos.

—Te adoro Bella.

—Também. – desliguei o celular.

Eu odiava ficar em casa o dia todo, isso era fato, mas estar em casa para receber Vanessa era maravilhoso. Andei de vagar até a sala.

—Oi querida. Como foi na escola? – perguntei. Edward não havia subido com ela, deveria estar muito ocupado.

—O pai pediu desculpas por não subir. – ela foi logo dizendo. – Disse que tem que voltar correndo pro trabalho, o senhor Grey está na cidade.

Foi o que imaginei, Edward sempre fazia uma pausa no dia para buscar Vanessa na escola e a trazer para casa, subia e me dava um beijo antes de voltar para a sede que Cristian Grey havia aberto aqui.

O pai. Eu não podia deixar de sorrir cada vez que a ouvia se referir a Edward assim.

—Tudo bem, como foi seu dia? – perguntei. – deve estar com fome! Vou preparar um sanduíche para nós duas! – falei animada.

—Você não deveria ficar andando o tempo todo. – ela disse com a testa franzindo. Linda.

—Agradeço sua preocupação, mas passei todo dia na cama, acabo de levantar. Acho que posso fazer um sanduíche para nós duas. Banho? – perguntei e ela afirmou.

Por mais que sentisse falta do trabalho, estar com Vanessa nessas horas era maravilhoso. Os dias em que ela esteve longe de nós pareciam distantes, um pesadelo distante.

Claro que com eu sendo processada por associação ao crime fazia tudo parecer bem mais real.

Sacudi a cabeça espantando a ideia de mim.

Edward e Tyler estavam confiantes que eu seria inocentada, e eu confiava neles, afinal eu realmente não tinha envolvimento com o crime organizado, e meus advogados (Edward e Tyler) estavam com minha defesa firmada em eu ser mais uma vitima, tanto de Aro quanto de Jacob. A promotoria me acusava de envolvimento com o crime, pelo meu namoro com Jacob, e minha fuga para o México com o mesmo, e meus lindos advogados refutam dizendo que eu havia sido sequestrada por ele.

Até os policias da fronteira iriam testemunhar ao meu favor, então eu estava confiante que tudo daria certo.

Fiz um sanduíche para Nessie e outro para mim, dando um pedaço de presunto para Toddy.

—Eu realmente não deveria te dar essas porcarias. – ralhei com ele. Ela me presenteou com seu sorriso de cachorro com a língua para fora.

Vanessa voltou à cozinha com roupas confortáveis e o cabelo molhado.

—lavou o cabelo sem ajuda? – brinquei.

—Acho que não foi direito. – ela piscou inocente. Eu ri para o ninho que era seus cabelos, Nessie estava tentando ser cada vez mais independente, porem tinha cabelos muito longos para dar conta sozinha.

—Depois do lanche vamos lavar esse cabelo de novo e eu te ajudo a pentear. – ela assentiu freneticamente abocanhando seu sanduíche.

—E a escola? – sondei.

—Todo mundo ainda quer saber como foi ficar com Aro, mas a professora briga com eles. – ela deu de ombros. – dizem que eu sou tipo uma super-espiã. É legal.

Eu ri da sua tranquilidade.

—Foi tudo muito perigoso isso sim.

Ela confirmou.

—Mas eu queria voltar para casa, para você e pro Edward. Por isso não tive medo.

—É uma menina corajosa. – sorri. Depois fiquei mais seria. – Jane me perguntou se você queria ver Heidi essa semana. – falei de vagar. Ela levantou os olhos para mim, brilhantes de animação.

—Eu posso mesmo?!

—Não tenho certeza ainda. – ponderei.

—por favor, Bella?! – implorou com as mãos junto do corpo.

—Bella? Até a pouco era mãe. – brinquei. Ultimamente era assim, às vezes ela me chamava de mãe, ainda muito baixo, às vezes não passava de um sussurro, e outras horas me chamava de Bella.

Ela ficou vermelha.

—Está tudo bem meu amor, pode chamar como quiser; Mãe, mamãe, Bella... ''se uma rosa tivesse outro nome ainda teria o mesmo perfume*''. – sussurrei para ela.

Nessie se levantou contornando a mesa para me abraçar.

—Você é a minha mamãe agora, toda a mamãe que eu tenho. Obrigado Bella. Mesmo se eu não chamar você de mamãe toda hora, eu te amo tá? –seus olhinhos inocentes eram tão lindos.

Nunca perca essa olhar, Vanessa.

—E eu também amo você, lindinha. E sobre Heidi... tudo bem. – ela pulou. – com uma condição... – ela parou no lugar me olhando atenta.

—Você vai fazer toda a sua lição atrasada hoje.

Ela arregalou os olhos como eu sabia que faria. Segurei-me para não rir.

—Mas mãe! – reclamou.

—Nada de mais! você faltou dias de aula, e fazendo esses exercícios ficará com a nota melhor, e eu vou te ajudar, nem tem tanto. Termine logo seu lanche e podemos começar.

Sobre algumas bufadas e resmungos ela acatou. Quando Edward nos encontrou estávamos na mesa de jantar cercadas de livros.

—Olha só as garotas da minha vida! –chegou ruidosamente. Toddy correu para a porta latindo feliz.

—Chegou bem na hora de revisar alguns cálculos. – brinquei enquanto ele tentava se livrar de um cachorro animado. Beijou o topo da cabeça de Nessie e me deu um beijo nos lábios, sua mão indo imediatamente para minha barriga.

—Estou morto. – ele reclamou.

—Porfavorzinho! Se não ficar pronto a mãe não deixar eu ir ver Heidi! – Ela implorou. Edward me olhou com uma sobrancelha arqueada sem entender.

Sacudi a cabeça para ele dando a entender que depois conversaríamos.

—Deixe seu pai se estabelecer em casa primeiro, depois o cobramos trabalho. – sussurrei para ela.

Edward tomou um banho rápido, enquanto eu com a ajuda de Vanessa preparei nosso jantar. Era realmente tedioso passar o dia o em casa, e essas horas em que os dois estavam comigo era a melhor parte. Comemos sobre um clima tranquilo, Edward revisou as cálculos e a ajudou a refazê-los.

Nesse mesmo mês no ano passado, há essa hora, eu estava em algum jantar na Casa Branca, com personalidades da imprensa, chefes de Estado.

Eu sentia falta do meu trabalho, queria que minha gravidez estivesse progredindo de forma mais saudável para que eu pudesse voltar a trabalhar, sabendo que quando voltasse para casa eu teria uma família me esperando.

Eu nunca mais voltaria para meu apartamento vazio.

—O que você tanto pensa? – Edward me questionou quando seu trabalho com Vanessa havia terminado, e esta agora jogava no notebook.

—Que nesse mesmo mês no ano passada, eu voltava do trabalho para uma casa vazia. – sussurrei olhando nossa filha a mesa brincando.

—Sente falta? – ele retrucou, mas notei que sabia a resposta.

—Eu não trocaria o que tenho agora por nada, Edward. – peguei sua mão a beijando.

—Nem eu. – ele devolveu. Ficamos um tempo ali ainda, conversando banalidades, ou quase banalidades.

—Seu pai chega amanhã. – ele me lembrou.

—Assim como Renée. – pontuei.

—Jasper e Alice se mudaram para cá? – ele perguntou de repente.

—Parece que sim. – dei de ombros. Ele haviam se estabelecido em uma casa num bairro próximo, e não falavam mais de voltar para Seattle.

—Ah e os pais de Alice estão aqui também, então me parece que todos se mudaram.

—Por que será? – ele questionou.

—Pergunte ao Jasper. –dei de ombros. – deve ser o trabalho, e você sabe que os pais de Alice são loucos pela neta, não ficariam longe dela, por isso talvez tenham vindo também.

—Pode ser.

Já na cama Edward passou nossa lista de afazeres para o dia seguinte.

—Temos consulta amanhã – disse animado.

—Estou ansiosa. – bufei.

—É uma menina. – ele lembrou.

—Estou quase convencida disso, quase, mas minha ansiedade não é por isso.

—O que foi? – ele quis saber, deixou o celular de lado e se acomodou mais próximo a mim. O olhei seria.

—Espero que a médica me libere dessa proibição ridícula ao sexo. – falei jogando os braços para o alto em minha frustração.

Ele riu, passou os braços a minha volta, seu nariz passou pelo meu pescoço, cheirando a pele ali, provocando arrepios em mim. Depositou pequenos beijos no local.

Apenas inclinei a cabeça rendida com seus carinhos.

—Eu tenho sido negligente com você. –sussurrou a voz rouca. – nem mesmo sei se sua restrição diz respeito a todo o tipo de sexo, ou só a penetração.

—Edward... – adverti.

—Beijinhos pode, certo? – ele sussurrou provocador, me inclinando para que deitasse de costas na cama. Eu cedi.

Minhas mãos impotentes em resistir ao seu corpo foram atraídas para seu peito, me entreguei ao seu beijo com saudade, não que eu estivesse sem seus beijos, muito pelo contrario, era como ser adolescente de novo e beijar a toda hora. Mas com limite de tempo para que as coisas não esquentassem de mais.

—A porta. – Arfei entre seus lábios.

—Está encostada, Vanessa já está dormindo.

Eu não confiava em crianças, sempre quando o clima esquenta entre adultos eles acordam.

—Feche, por favor. – pedi. Ele respirou exasperado, mas me obedeceu, indo fechar.

—Desnecessário, ela já está dormindo. – falou voltando de vagar, a cueca box evidenciando o volume ali.

—Você nunca viu seus pais fazendo? – sussurrei de forma conspiratória.

—Não mesmo! – ele arregalou os olhos.

—Sorte sua. Já vi meus pais, e os nossos pais. – resmunguei. Quando era um pouco mais nova que Vanessa, acordei de um pesadelo no meio da noite e corri para o quarto dos meus pais, eu os ouvi antes de ver, e me escondi atrás da porta. Não vi nada, mas ouvi tudo, apavorada e com medo.

—É horrível. – estremeci com a lembrança.

Edward riu.

—Com certeza algo traumatizante, vamos poupar nossos filhos disso. – falou serio. – Agora... – ele assomou a cima de mim voltando a me beijar.

—Edward. – eu sussurrei em seus lábios, minhas mão indo para seus cabelos, querendo mais dele, mais de seu corpo. Suas mãos passeavam pelo meu corpo, à direita encontrando o caminho através da minha coxa para dentro, subindo, fazendo meu estômago se contorcer em expectativa. Ele encontrou o caminho livre.

Gemeu.

—Porra Bella... sem calcinha e lisinha. – passou o dedo com suavidade pela minha entrada. Apertei os dedos dos pés.

—Sempre pronta. – sussurrei olhando o nos olhos. Os dele brilharam safados, sua boca desceu de volta a minha possessiva, os dedos com habilidade acariciando minha buceta provocando gemidos involuntários em mim.

—Tão molhada. – sussurrou mordicando meu ouvido. Beijou meu pescoço, meu colo, desci minha camisola deixando meus seios- cada vez mais fartos pelo leite sendo produzido ali- livres. Ele abocanhou um devagar, o contado de sua boca quente me deixando extasiada.

Aquilo não seria o bastante ou seria? Eu pensava, mas Edward me conhecia bem, usando seu polegar para estimular meu clitóris (ou botãozinho do prazer como eu secretamente o chamava) me penetrou com dois dedos. Gemi em sua boca.

—Sim. Por favor. – comecei a me contorcer.

Ele sugou meu seio com força, sua língua brincando com meu mamilo, apesar dos dedos dentro de mim, ele não os empurrava fundo, mas concentrado em estimular meus clitóris.

—Vai vir na minha mão? – perguntou chupou meu seio me olhando nos olhos e seu olhar safado me estimulava a ir. Reivindicou minha boca. – goza na minha mão, baby, e eu vou te chupar todinha.

Seus dedos longos pareciam fazer mágica dentro de mim, me tocando fundo, massageando, empurrando para dentro, e não demorou para que eu relaxasse completamente na sua mão. Apesar do corpo relaxa, e minha respiração ofegante, senti Edward se afastar de mim, pensei que para deitar ao meu lado para que eu me recuperasse. Não era esse o plano dele, afastando abriu mais minhas pernas e caiu de boca em minha buceta, lambendo, mordicando.

—Edward. – reclamei. Eu estava sensível ali, viria fácil de novo. Minhas mãos foram para seus cabelos, numa tentativa de afastá-lo, mas meu quadril me entregou quando começou a rebolar em sua boca. Ao invés de afastá-lo, eu o puxava pelos cabelos para mais perto. Contornei seu pescoço com as pernas, meu quadril se erguendo da cama em sua direção.

—Sim Edward, assim. – rebolando em sua boca guiei o ritmo que eu queria e ele me seguiu. Não demorou nada, eu estava ofegante e relaxada. Ele subiu pelo meu corpo, beijando minha barriga.

—Delicia.

Eu apenas sorri para ele. Puxou-me para seu peito me fazendo um cafuné.

Sim, eu não estava completamente saciada, havia uma ausência dentro de mim que só poderia ser preenchida por ele todo, mas por hora estava bom.

—Vou devolver o apartamento. –ele disse num rompante. Continuou. – Passo todos os dias aqui, é um gasto desnecessário.

Eu tinha que concordar com ele.

—É o certo.

—Tudo bem para você eu me mudar?

—Tudo perfeito. Eu nem pensou em você como se morasse fora daqui. – ri de leve.

—É verdade, nem me lembro da ultima vez em que dormi lá. – comentou.

—Agora você é um morador oficial desta casa. – o parabenizei. Levantei o rosto para receber seus lábios nos meus.

—Precisaremos de uma casa maior, ou apartamento mesmo.

—Prefiro uma casa. Toddy será mais feliz em um quintal.

—Concordo.

—Vamos esperar as coisas se acalmarem e então começamos a procurar uma casa.

—Não podemos esperar muito, com o bebê vindo. – eu estava com a razão.

—Sim, vamos esperar só as coisas de agora se acertarem ok? Dependendo do que sua medica dizer amanhã.

—Eu já sei o que ela vai disser. – fiz uma careta. – ‘’Isabella continue no repouso!’’

—É importante, baby.

—Eu sei. Por isso sigo direitinho.

Na manhã seguinte teríamos certeza se era ou não uma menina, e ao julgar pelo sorriso de Edward ao acariciar minha barriga naquela noite, ele tinha certeza de ser uma menina.

Eu realmente não sentia nada.

Uma vibração estranha no ventre, nada muito forte que eu pudesse classificar como um chute, por isso eu ainda não tinha falado com ninguém sobre, nem mesmo Edward. Era gostoso sentir os pequenos movimentos do meu bebê, contudo eu não tinha palpites se era ele ou ela.

(...)

—Vanessa! Foi uma briga para você sair da cama, agora será outra para sair do banho? – ouvi Edward reclamar. Reprimi o riso, era muito hilário o drama diário de Edward e Vanessa para que ela não chegasse atrasada na escola.

—Já to acabando pai! – ela gritou de volta com a voz abafada.

—Deixa comigo. – sussurrei para Edward. Empurrei a porta de vagar.

—Vanessa, estamos com presa. Na volta você se esfrega menina. – brinquei.

—Mas a agua ta tão quietinha. – ela protestou. A olhei feio.

—Sai. Agora. – falei seria fechando a porta. – ela já vem. Vou comer, estou faminta.

—Como você consegue falar serio com ela sem perder a paciência?- Edward estava exasperado.

—Simples; deixo a perceber que estou sem a menor vontade de discutir. Ela acha você engraçado quando perde a paciência já eu... – fiz minha melhor cara de vilã. – não tenho graça nenhum.

Ele fez um adorável bico.

—Eu sou um pai firme e inflexível Isabella. – ri e o puxei para um beijo.

—Sim Edward, você é um papai muito rígido.

—Não ria de mim. – ele advertiu e eu tive mesmo que rir.

Vanessa nos encontrou entre risadas e beijos na cozinha.

—Quem está atrasando agora? – ela disse cruzando os braços toda mandona. O uniforme impecável, o cabelo solto.

Estendeu-me a escova para que o prendesse.

—Sem necessidade de você levar uma hora no banho de manhã moça. Vou tirando o carro.

Edward saiu se queixando.

—O que o papai tem? – ela perguntou.

—Vamos saber se é menino ou menina hoje. – anunciei. Ela arregalou os olhos.

—Eu quero ir. – pediu.

—Não mesmo. Esqueceu que hoje é sua prova para entrar no time de natação?

Ela olhou o chão.

—Não sei se vou conseguir. Tenho que nadar rápido.

—Você é uma nadadora rápida! Eu estarei lá torcendo por você.

Seus olhos voltaram a mim.

—Verdade mamãe?

—Sim meu amor. Eu e seu pai. Agora... seja corajosa e dê o seu melhor.

(...)

—Eu realmente não entendo a marcação de consultas. – Edward reclamou. A perna direita sacudia incansavelmente.

—Qual o problema hoje Edward? – suspirei.

—Se marcaram para oito e meia porque ainda estamos esperando?

—Porque ainda há um paciente lá dentro. – respondi o óbvio.

—Exato! Porque não marcar para as nove se só seremos atendidos as nove?

—Não sei Edward, pergunte a secretaria da medica.

Arrependi-me no exato momento em que disse isto. Ele se levantou.

—Edward! – reclamei. Ele riu.

—O que? Você disse para eu perguntar.

—E se eu mandar você beijá-la você irá. – cochichei.

—Só tem uma mulher que quero beijar. – ele retrucou beijando meu rosto.

—Isabella Swan? – meu nome foi chamado.

—As nove em ponto. – ele revirou os olhos. Tive que rir com ele.

Siobahn tinha o olhar serio a mesa. A cumprimentamos e sentamos nas cadeiras dispostas de frente para sua mesa.

Ela retirou os óculos, os olhos estavam marejados. Tentou sorrir para nós, uma lágrima escorreu.

—Eu... preciso de um minuto. – pediu se retirando atarefada.

—E agora isso?! – Edward me olhou alarmado. Apenas sacudi a cabeça para ele, eu não estava entendo nada também. Ela levou alguns minutos para voltar, ficamos exatamente no mesmo lugar aguardando.

—Me desculpem por isso. – pediu se sentando. Respirou fundo e parecia mais controlada.

—Se não for um bom dia podemos remarcar. – ofereci.

—Não Isabella. Nós médicos deveríamos estar acostumados com coisas assim... contudo somos apenas humanos; noticias ruins nos afetam também.

—Algum problema com sua família? – Edward disse solidário, havia uma foto em cima da mesa dela, com uma mulher bonita sorridente e um casal de crianças, claramente seus filhos e sua parceira. Ela olhou a foto.

—Não, graças a Deus estão todos bem. –ela respirou fundo como se tomasse coragem. Me olhou ao falar. – Me perdoem pela demora em atender, estava em outra parte da clinica fazendo exames na minha paciente das sete horas, e tudo acabou levando mais tempo do que previ. Nesses quinze anos de profissão foram poucas as vezes que passei por isso, mas é sempre triste, principalmente quando ocorre num estagio tão avançado.

Ela não parecia disposta a explicar mais, parecia apenas querer desabafar um pouco, nem Edward quis pergunta-la sobre o que ela estava falando e eu fiquei quieta.

—Vamos nós Isabella? Vamos ver se esse bebê nos deixa descobrir seu sexo. – ela se levantou animada. Meu coração acelerou. Retirei minha roupa colocando o avental hospitalar para que ela me pesasse, medisse e finalmente me mandasse deitar na maca.

—Sim, tamanho normal, crescendo como o esperado. – ela disse olhando a tela. –Estão vendo aqui? – ela indicou um ponto na tela, eu podia distinguir direitinho a cabecinha do meu bebê. Sorri automaticamente. Ela continuou a passar o aparelho pela minha barriga.

—Hum... posso ver o que é. – ela sorriu.

—Minha princesinha. – Edward disse convicto. Senti uma pontada de orgulho, queria que ela disse menino só para eu rir dele.

—Sim papai, é uma princesinha. – ela concordou.

Eu revirei os olhos, mas estava feliz, eu já amava minha filha, só era divertido implicar com Edward e sua certeza inabalável. Voltamos a mesa, onde ela me fez as perguntas de sempre, e para nossa alegria minha pressão estava mais estabilizada, 120/90 mmHg, mas eu deveria tomar os remédios ao menos uma vez por dia.

—O repouso continua absoluto? – tentei sorrindo amarelo.

—Sim Isabella. Seu repouso é devido o descolamento de placenta, sua gravidez aspira muitos cuidados até o seu fim. Quero manter esse bebê ai dentro pelo maior tempo possível. Continue com a medicação para fortalecer os pulmões deles, seu descolamento não foi tão forte, você não anda tendo sangramento, certo?

—Não! Nem dores abdominais.

—Isso é ótimo. Seu bebê é um guerreiro Isabella, entende isso? Estamos na vigésima semana, eu planejo esse parto para no mínimo quando entrarmos na trigésima quinta semana. Vamos fazer o possível para que ela não nasça antes do tempo.

Assenti firmemente concordando com ela.

—O sexo continua vetado. – ela disse sem que perguntássemos, fazendo com que meu rosto esquentasse muito.

Estávamos esperando na recepção para marcar a próxima consulta, eu sentada e Edward inclinado no balcão.

A enfermeira assistência da doutora Siobhan estava encostada na parede ao lado da minha cadeira, com uma prancheta na mão quando foi abordada por outra mulher de branco.

—O que houve com a paciente das sete horas? – ela a perguntou. A menina suspirou triste.

—Não vamos fazer fofoca dos pacientes da doutora. – sussurrou. Continuei olhando para Edward, meus ouvidos atentos as duas.

—O marido dela está chorando na capela! Ela não morreu certo?

—Não! Mas... o bebê estava morto dentro dela. ela teve um abordo espontâneo, mas não ‘’desceu’’ de forma espontânea, ela não sentiu nada. A doutora viu no ultrassom, está arrasada também.

—Nosso isso é horrível. Gosto de trabalhar nessa ala porque as noticias são em maioria boas, mas quando uma ruim acontece...

—Destrói a todos nós. – a enfermeira mais nova suspirou.

—Vamos? – Edward me estendeu a mão. Levantei pigarreando para afastar o nó que se formou em minha garganta, apoiando o braço no de Edward, segui para fora do hospital.

—Você parece tensa. – ele comentou.

—Com fome. – sussurrei. Eu não queria falar para ela que havia descoberto porque nossa medica estava tão triste e demorou a nos atender. Era um assunto delicado e para dizer a verdade me assustava, não podia deixar de imaginar Edward e eu no lugar desses pais.

Coloquei a mão em minha barriga protetoramente.

Fique bem ai dentro, pequena.

Notas finais
*Romeo e Julieta- Shakespeare. Então meninas, essa familia é fofa ou não é? >< vejo vocês no comentarios? pelase? e recomendações? eu pulo quando vejo uma! kkk bjs :*